Notas iniciais
Esse capítulo vai ser um pouco pesado.

P.O.V. Steve.

Ser pai de duas meninas não é fácil, agora ser pai de duas meninas sobrenaturais é pior ainda. Emily e Eileen são muito diferentes fisicamente.

Eileen é loira de olhos azuis e Emily tem cabelos castanho avermelhados e olhos castanho chocolate e conforme Emily ia crescendo a Clary ia ficando cada vez mais preocupada.

—Porque tão preocupada?

Ela me mostrou uma fotografia.

—Lembra-lhe alguém?

—É a Emily.

—Não. É a minha mãe quando era criança.

—Sua mãe?

—Steve, na minha família tem uma recorrência sobrenatural que chama duplicata. Elas são poderosas, místicas e surgem naturalmente o nome cientifico é eu-sombra mortal. Basicamente é uma versão humana da primeira imortal do mundo que por acaso é minha ancestral.

—Por acaso tem alguém normal na sua família?

—Você.

—Eu to falando de parentes.

—Não.

—Ótimo. Bom saber disso.

—Que bom que acha isso porque a minha família está vindo de Forks pra conhecer você e as meninas.

—O que?! A sua família inteira de vampiros vai vir na nossa casa?

—É. Bom, eu não quero o tio Klaus dentro da minha casa por isso eu aluguei uma casa no lago Okali. Vamos passar o final de semana lá.

—Vamos pro lago Okali?

—Sim. Porque? Algum problema com o lago Okali?

—Há relatos de pessoas atraídas até lá que sumiram.

—Encontraram corpos? Ossos?

—Sim, boiando na água.

—Todos homens?

—Sim. Como sabia?

—Nereidas. Sereias de água doce, deve haver um cardume morando no lago.

—Sereias existem?

—Existem. Mas, se chamar uma sereia de nereida ou uma nereida de sereia elas acabam com a sua raça. Elas são clãs diferentes, raças diferentes mas possuem um ancestral em comum entre elas e com os humanos também.

—Ótimo.

Recebi uma ligação e acaba de acontecer um homicídio no lago.

—Temos que trabalhar.

—Eu não vou deixar as meninas sozinhas em casa.

Tivemos que levar as meninas com a gente. Chegando lá, estava a governadora e a imprensa.

—Quem é a vítima?

—Lindsay Shaw, filha do senador James Shaw. Ela morreu a menos de duas horas o corpo ainda está quente.

Clary passou das fitas e começou o processo. Ela parece um bicho, identifica o assassino e a vítima pelo cheiro, ela consegue até identificar a arma do crime pelo cheiro.

—Ela está cheia de cocaína e LSD. Tem álcool no sangue dela também bourbon e um dry martini. Há marcas de constrição nos pulsos e nos tornozelos e quem a amarrou a amarrou com as pernas abertas, tem marcas de luta e sangue B positivo sob as unhas muito bem feitas que são de porcelana, o esmalte que ela usa é vermelho Bloody Marie da Risquê, sob o esmalte base e o mais importante óleo de babosa no cabelo. Existem pouquíssimos cabeleireiros que utilizam óleo de babosa no Havaí.

—Ok.

Os peritos bateram fotos da cena do crime e pudemos remover o corpo. Já no necrotério ela monopolizou o corpo, os legistas confirmaram tudo o que ela disse sobre o corpo.

—Isso com certeza foi feito por um ser humano. É um serviço porco, mal feito tem DNA pra todo lado.

—Ahm, obrigado?

—O que?

—Eu sou humano.

—Oh! Nada pessoal. É vocês costumam deixar muito rastro, é fácil encontrar o assassino.

As nossas duas filhas estavam sentadas na mesinha e desenhando. Isso não é comum.

—Não acho que elas estejam desenhando paisagens e árvores.

—O que quer dizer?

—Elas são tão bruxas quanto eu Williams.

—É verdade. Os desenhos que elas fazem quando estão na sala de estar são muito diferentes dos que fazem quando estão no estúdio do porão, elas dizem que os que elas fazem lá embaixo são do mal.

—Mamãe! Olha! Olha! Foi ele foi ele.

Disse Eileen. E Emily confirmou.

—Foi esse homem que matou a moça.

—E como vocês sabem disso?

—Os espíritos das nossas ancestrais nos contaram.

—Sério?

—Sério.

Emily olhou para o Williams com raiva da descrença dele. O jeito que ela falou sério foi realmente sério.

—Tá legal, vamos ver se encontramos o homem misterioso que as suas ancestrais mortas disseram que mataram a garota.

—Eu aposto que você vai encontrar. Cem dólares.

—Aposto duzentos que não encontro.

—Fechado.

Saímos e encontramos o cara. O nome dele era Edwin Carlton.

—Passa a grana detetive.

—O que?

—Você achou o cara do meu desenho. Dá o dinheiro.

O Williams fez uma cara de tacho e deu risada dando o dinheiro pra ela.

—Aqui só tem cem. Você dobrou a aposta. Faltam cem.

—Tá. Você é dura na queda menina.

—Eu sei.

Ela pegou o dinheiro e saiu saltitando. Todo mundo no cinco zero rachou de rir, o Williams virou motivo de piada.

Investigamos e investigamos, o cara não tinha um álibi sólido e sob pressão confessou.

Ele era segurança da vítima, mas se apaixonou por ela e não era correspondido, ele a amarrou na cama, a violentou e depois a matou. Ele era completamente obcecado pela senhorita Shaw, encontramos fotos dela por todo o seu apartamento, foto montagens dos dois, um álbum de casamento falso, ele estava roubando pertences da vítima entretanto como essa gente rica faz compras todos os dias ela nem notou a falta.

A família não quis se pronunciar sobre o ocorrido, mas a mãe de Lindsay disse ter ouvido um grito á noite, durante três noites seguidas antes da morte da filha e como isso é muito esquisito resolvi chamar a nossa perita em esquisitices. Minha mulher.

—Era um grito misturado com choro, uma sensação ruim.

—Qual é o seu sobrenome? O de solteira?

—O'Brian.

—É celta. Você tem sangue real por isso o grito. O grito que você ouviu veio de uma Banshee, ela te avisou que alguém da sua família iria morrer, mas você não entendeu a mensagem porque simplesmente não tem fé.

—O que é Banshee?

—Banshees são provenientes de famílias de fadas, quando uma fada nasce sem asas é seu destino se tornar uma Banshee. Elas sentem a morte, preveem a morte o seu grito é o aviso. Ele pode ser ouvido a quilômetros de distância, elas são seres sobrenaturais são as mensageiras da morte. As Banshees estão expandindo seus horizontes, seu mercado. E pelo que acaba de me descrever o que ouviu foi um grito de Banshee. Cada grito tem uma frequência específica para chegar na pessoa certa e cada Banshee tem um tom de grito diferente que varia conforme o tom de voz dela.

—Conhece alguma Banshee?

—Lydia Martin. Mas, ela não é a sua Banshee.