Ohana-Uma família diferente
5 Reunião de família
P.O.V. Eileen.
Eu sou a única loira na minha família, bom entre meus pais e minha irmã os meus olhos são azuis bem azuis. Eu sou a única loira de olho azul que tem na minha família.
Esse final de semana vamos pro lago e a nossa família toda vem visitar.
—Hora de conhecer gente nova queridas.
Nós descemos do carro e logo começou a chegar um monte de gente.
—Olá Alec.
—Oi Clary. Onde ela está?
—Ali. A Eileen é a loira.
—Essa outra menina ela é a cópia fiel da sua mãe quando era criança.
—Eu sei.
—É mesmo?
—Tire o cavalinho da chuva tio Klaus. Não permitirei que cause mais dor do que já causou, você nunca vai tocar numa única gota do sangue da Emily.
P.O.V. Alec.
Eu me aproximei dela que estava sentada desenhando.
—Oi lindinha. O que você tá desenhando?
—Olha.
No desenho haviam quatro pessoas de palitinho, três meninas e um menino. E embaixo de cada pessoa tinha a identificação.
—Mamãe, papai, Emily e eu.
—Você me desenhou?
Ela olhou pra mim e perguntou:
—Você não vai na escola? Não sabe ler e nem escrever?
—Eu sei ler e escrever.
—Não sabe não. Eu não desenhei você, eu desenhei a minha mamãe, meu papai a Em e eu.
Ela apontou para cada pessoa no desenho dizendo quem era quem.
—Você pensa que aquele homem é o seu pai, mas ele não é. Eu sou.
—Não é! Mentiroso!
A minha cabeça começou a doer, era uma dor horrível.
—Eileen! Pare.
A dor de repente passou.
—Ele é mentiroso. Mentirosos tem que ser castigados.
—Olha, querida sobre isso ele não mentiu. Foi ele que colocou você na minha barriga.
—Mas, ele não é o meu papai. Ouviu? Você não é o meu papai seu feio!
Ela me deu um chute na canela que doeu a beça e saiu correndo.
—Eileen! Que merda Alec!
P.O.V. Eileen.
Eu quero ver a sereia que mora no lago por isso trouxe comidinha pra ela. Eu me sentei naquele degrau grande que dá pro lago e chamei:
—Sereia. Sereia, eu trouxe comidinha pra você. Pode aparecer sereia, eu quero ser sua amiga.
Eu peguei um pouco do peixe que a minha mãe vai fazer pra a gente comer e joguei na água do lago. Mas, a sereia não apareceu. Dai eu lembrei que a minha mamãe falou que sereias gostam de ouvir músicas.
—Meu nome é Maria, sou filha de um mercador eu deixei os meus pais e três mil por ano sim senhor, tenho a flecha do cupido a riqueza é ilusão e só pode consolar-me meu marujo alegre e bom.
Dai a sereia veio.
—Oi sereia. Eu sou a Eileen e eu quero ser sua amiga.
A sereia tinha cabelo loiro igual o meu.
—Olá doce garotinha.
Então, apareceu outra sereia mais velha. Ela tinha olhos azuis também, mas o cabelo dela era vermelho.
—Olha! Outra sereia!
—Não minha criança, somos nereidas.
—Oh! É verdade. A mamãe falou que sereias que vivem em lagos e lugares de água doce são nereidas e não sereias.
—Quem é a sua mamãe, ela está aqui?
—O nome dela é Clarisse Cullen. Ela está lá dentro.
—É mesmo?
—É. Qual é o seu nome?
A nereida mais velha olhou pra ela e falou:
—Tamara não. É proibido. Calipso vai punir você se o fizer.
—Tamara. Que nome legal, o seu cabelo é igual o meu.
—Porque você não vem nadar com a gente?
—Eu não sei nadar direito. Mamãe disse que eu não posso entrar no lago sem as boias e sem alguém pra me olhar.
—Eu posso te ensinar. Sou expert em natação.
—Você jura que vai me ensinar?!
—Eu juro. Pule, eu vou te segurar.
P.O.V. Verídia.
Tamara sempre foi a mais indisciplinada, a rebelde do cardume. Mas, desta vez está passando demais do limite, se algum mal acontecer com a menina ainda mais ela sendo filha de sua mãe a ira da Deusa Calipso vai recair sob ela.
A garotinha deu um sorriso para Tamara e pulou no lago. Ela começou a se debater, estava se afogando.
—Tamara salve a menina! Se ela morrer você será amaldiçoada!
Tamara não reagiu, então decidi tomar a frente. Eu peguei a menina antes que se afogasse. Ela tossiu e cuspiu água. Ela olhou para Tamara e disse:
—Você prometeu que ia me segurar! Ia deixar eu morrer afogada!
O céu começou a escurecer e a água do lago começou a se revolver.
—O que é isso Verídia?
—Desta vez você passou demais dos limites. Isto a Deusa não vai perdoar.
—Eu fui boazinha, eu queria ser sua amiga. Te dei comidinha. Foi a minha mãe que comprou o peixe, é gostoso.
Eu tirei a menina do lago e ela se sentou e ficou lá. Olhando em volta.
—O que é isso no seu cabelo?
Os cabelos de Tamara começaram a mudar, se tornaram algas marinhas viscosas e fedorentas, sua cauda antes tão bela se converteu em tentáculos de polvo, seus dentes se tornaram presas horríveis, sua pele secou, esturricou e para terminar seus olhos viraram olhos de serpente.
—Credo! Como você ficou feia.
Logo o conselho estava reunido em torno de Tamara.
—O que houve?
—Ela tentou afogar a menina.
—Isso é verdade menina?
—Eu queria que ela fosse minha amiga. Ela disse que ia me ensinar a nadar e que se eu pulasse ela ia me pegar, mas não pegou foi a Verídia que me pegou e não a Tamara. Ela ia deixar eu me afogar, daí começou a formar uma tempestade horrível e o cabelo dela começou a ficar verde e ela virou isso.
—Calipso a amaldiçoou por tentar ferir uma mulher.
—Levando em conta os fatos proponho uma votação. Quem for á favor do banimento de Tamara diga sim.
—Sim.
—Sim.
—Sim.
—Não! Vocês são a família dela, não podem abandonar ela quando ela mais precisa de vocês.
—Sim. Lamento Tamara, mas desta vez você passou de todos os limites. Está banida do cardume.
A menininha olhou para Tamara com pena e saiu correndo de volta para o lugar de onde viera.
P.O.V. Clary.
Estamos todos desesperados atrás da Eileen. Os meus feitiços de localização não funcionavam, ela estava me bloqueando e de repente ela aparece toda molhada.
—Eileen! O que aconteceu?
—A nereida tentou me afogar. Mas, a outra me salvou. Verídia me salvou e alguém chamada Calipso transformou a Tamara num monstro horrendo e ela foi expulsa.
—Quem é Calipso?
—Deusa da água. Governa sob os sete mares, lagos, lagoas e rios. As ninfas, sereias e nereidas nasceram dela veneram ela. Elas se alimentam de carne humana, mas se matarem mulheres ou meninas serão para sempre amaldiçoadas. Esse foi o consolo de Calipso para que nenhuma sereia, ninfa ou nereida jamais ferisse uma mulher.
—Cara, diz ai tem alguma coisa que essa mulher não saiba?
—Não. Mas, diz ai tem alguma coisa que você saiba?
—Ei!
Todos riram.
—Quem fala o que quer ouve o que não quer. Vamos querida, vamos tomar um banho e trocar de roupa.

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