P.O.V. Professor Fritz.

Assim que chegamos á cidade ela não era nada do que esperávamos era um ovo. E os alunos pediram para que eu a deixasse guiar a viagem.

—Tudo bem. Acho perfeitamente justo, afinal foi sua ideia vir a este fim de mundo.

—Não julgue um livro pela capa professor. Bom, antes de começar vou distribuir pra vocês colares e pulseiras aconteça o que acontecer não tirem.

Depois dela distribuir os colares e pulseiras nós descemos do ônibus.

—Vamos ás regras galera, não depredem, não joguem lixo e o mais importante de tudo se quiserem sobreviver aqui... vão ter que seguir as minhas ordens como a sagrada escritura. Bem vindos á Mystic Falls!

—Primeira parada, o nemeton. Essa árvore tão grande e tão linda está aqui desde antes dos fundadores, minha bisavó e Ayana Bennett plantaram essa árvore á mil anos atrás e ela ainda está aqui essa árvore encharcada de magia é um para raio para qualquer ser sobrenatural.

—Sua bisavó?

—Ela já morreu, duas vezes. Agora próxima parada a mansão Salvatore.

Era um lugar imenso e quando abriram a porta eu fiquei chocado.

—Oi Tia Elena, tia Elena essa é a minha classe.

—Oi. Vai levar eles na tumba?

—Claro.

—Ótimo porque a Katherine tá trancada lá.

—Deixa eu adivinhar, vovô?

—Sim.

—Para alguém que leva o título de Original, a originalidade dele é zero. Se importa se fizermos uma visita?

—Não. Mas, fiquem longe do uísque e do quarto do Damon. Eu vou chamar o Stefan, ele vai contar pra vocês a história desse lugar em primeira mão.

O jeito dele contar era como o que ela usou para contar sobre o Nemeton e sobre o quadro. Sempre em primeira pessoa e com riqueza de detalhes, ele mostrou passagens secretas, rotas de fuga e tudo mais.

—E isso é tudo pessoal.

Num dos quadros estava retratado ele. O homem diante de nós.

—Você não é o Tio Stefan.

—O que?

—Você não é o Tio Stefan. Você é o Silas.

O homem sorriu e perguntou:

—Como foi que percebeu a diferença?

—Está tudo nos detalhes. O anel. O Tio Stefan nunca tira.

—Inteligente.

—Silas, cadê o Stefan? Cadê o meu marido?!

—Relaxa ele está bem.

—Cadê ele Silas?!

—Elena.

—Stefan!

Eles se abraçaram.

—Graças a Deus.

—Gêmeos?

—Duplicatas. Gêmeos são diferentes entre si, a diferença pode ser sutil, mas ela existe quando se trata de duplicatas não há diferença a sequencia genética é exatamente igual porque elas são místicas, poderosas e surgem naturalmente.

—Clones? Clones naturais?

—Por ai. Somos o jeito da natureza revidar.

—Próxima parada, os túneis em baixo da cidade.

Chegamos aos túneis e seguimos por quilômetros até chegarmos á caverna.

—Não cabe todo mundo de uma vez, temos que formar grupos.

Ela foi contando a história, contou a mesma história umas vinte vezes.

—Essa é a história da família Original, da minha família. Tá vendo esse sol com presas? Quer dizer, vampiro, a lua com presas quer dizer lobisomem e de acordo com essa parede aqui, os lobisomens estão aqui a muito mais tempo do que as famílias fundadoras. Agora, o ponto alto pessoal, nomes e não são nativos estão escritos em rúnico, a escrita Viking. Esse aqui quer dizer Niklaus, o meu tio doido Klaus, esse aqui é o nome do meu avô Elijah e Rebekah. E por último o mais importante de todos, o Original mais pirado e perturbado de todos... Mikael. E esse pequeno símbolo aqui quer dizer... bruxa. A mesma bruxa que está dentro desse caixão, a minha bisavó.

Ela abriu o caixão e o corpo não estava decomposto. Era como se a mulher estivesse apenas dormindo.

—Oi Bisa, meu nome é Emily e essa é a minha irmã Eileen. Somos duas das suas últimas descendentes vivas.

Ela fechou o caixão, pegou uma faca e começou a escrever na parede, ela escreveu Emily Cullen Mikaelson.

—Sua vez Eileen.

Eileen escreveu seu nome na parede em rúnico como a irmã.

—A gente tem que trazer a Hope e as gêmeas aqui.

Ela então entalhou Ester Mikaelson.

—Pronto. Vamos dar o fora daqui, próxima parada... A tumba!

Na porta da Tumba tinha entalhado um pentagrama.

—Bem vindos á tumba de Emily. Ela criou essa tumba para prender vampiros.

Vi aquela adolescente levantar sozinha a pedra que devia pesar uma tonelada.

—Tia Katherine. Tia Katherine. Eu trouxe comida!

Uma sombra veio se arrastando e de repente apareceu na porta da tumba outra mulher exatamente igual á Emily. Ela estava com os cabelos desgranhados, o vestido estava sujo, sua pele estava branca, pálida quase translúcida.

—Emily eu presumo.

—Sim. Sou eu. Olha o que eu tenho aqui.

Ela balançou uma garrafa com um líquido vermelho e o rosto da mulher mudou, ela se lançou tentando agarrar a garrafa.

—Me dá. Eu do morrendo de fome, mas acima de tudo to morrendo de tédio.

—Toma ai.

A mulher bebeu aquela garrafa toda até não sobrar nada em menos de quarenta e oito segundos.

—Vamos fazer um acordo. Eu te tiro dai e você fica longe da minha família e de todo mundo que eu amo ou eu te mando de volta pra esse buraco pra nunca mais sair.

—Fechado. Agora me tira daqui!

—Eu tenho que enfiar a adaga no meu avô pra você poder sair.

—Então enfia. Você é uma Petrova. Tem o fogo das Petrova e nós sempre sobrevivemos.

A mulher se afastou e voltou para dentro da tumba. Então eu fiz a ligação, tia Katherine, a tia Katherine era a Katerina Petrova da pintura.

—Impossível.

—É bem possível. Ela é uma vampira.

Ela estava indo embora quando se virou e disse:

—Ah, não entrem na tumba. Se não vocês não vão mais sair, vivos. Bem vindos á Mystic Falls otários.

Isso é mesmo incrível. Vampiros e lobisomens existem!

Bruxas existem! Imagine o que podemos aprender com eles, eles testemunharam a história, são imortais e conhecem tudo.

Todo esse conhecimento, conhecimento que nenhum livro pode fornecer. Relatos em primeira mão de todos os fatos históricos, isso é inacreditável.