P.O.V. Eileen.

Minha mãe criou o Ed, alterou a genética dele, fez sua pele ser mais dura, seu veneno é mais letal, mais forte e não afeta os humanos. O instinto mais básico dele é proteger as duplicatas Petrova.

Ela usou um feitiço que a Qetsiyah inventou só que ela modificou. O feitiço da irmandade dos sete. O subconsciente dele o manda fazer estacas, o manda proteger a duplicata, o Ed é a arma suprema.

Tocam a campainha e eu me levanto para atender.

—Eileen Cullen Mikaelson?

—Sou eu.

—FBI.

—Cai fora. Somos pessoas de paz.

—Isso é desacato a autoridade. Dá cadeia.

—Você tá falando daquelas celas com barras de metal e câmeras de segurança e muros de concreto? Aquilo lá é nada. Eu consigo levantar um trem com uma única mão. A minha pele é mais dura do que aquela porcaria. Então você e a sua autoridade podem ir pro inferno.

Eu maiei a porta na cara daqueles idiotas. Eles derrubaram a porta alertando todo mundo na casa incluindo Ed.

—Pior erro da sua vida.

Quando a Emily desceu e o Ed viu que eles estavam armados... eles ativaram o feitiço da mamãe e o Ed entrou em modo de combate.

Ele desarmou todos os otários do FBI em menos de cinco segundos. E todos eles foram rendidos, eles foram ameaçados com as próprias armas.

—Otários, conheçam o Ed. Ele tem um único propósito, proteger as duplicatas. O Ed serve ás duplicatas e os nossos seguranças...

Eu assoviei e eles começaram a sair de tudo o que era lugar.

—Os vampiros novos servem á nós. O propósito deles é proteger a nossa família. Minha mãe patenteou sua criação e a revendeu, um desses ai vale quase cem trilhões de dólares. E o povo paga viu?

—Pessoal, Vhalar Morgulis.

Eles descarregaram as armas nos caras. Depois que todos morreram os seguranças e o Ed voltaram ao normal.

Nós tiramos deles os distintivos, a carteira e os documentos, depois lavamos os corpos, colocamos roupas neles, procuramos no banco de dados o local onde estavam os túmulos, colocamos eles em caixões e os enterramos.

Como o chão era de mármore foi fácil de lavar o sangue. E logo a sala estava imaculada de novo, como se nada tivesse acontecido.

Deu dois meses e voltaram a bater aqui. Acho que esqueci de mencionar que nos mudamos do Havaí depois que o Steve e a equipe do cinco zero descobriram e delataram todos os podres de todos os políticos de lá.

—Pois não?

—Mandamos quatro agentes pra cá á dois meses e eles nunca mais voltaram.

—E daí?

—Temos que revistar a casa. Temos um mandato.

—Eu não recomendo que façam isso. Mas, se você insiste vai nessa.

E outra vez eles foram mortos pelas próprias armas. Queimamos os mandatos e tudo mais pegamos o que eles tinham na carteira e torramos no shopping.

Os cartões foram destruídos. E quanto mais agentes eles mandavam menos pessoal eles tinham.

Agora vamos ao shopping fazer compras e depois vamos levar as nossas roupas velhas para um abrigo de indigentes.

Estávamos passeando e tomando sorvete quando a polícia de Nova York cercou o Shopping e o cara disse com um mega fone:

—Eileen e Emily Cullen Mikaelson, saiam com as mãos pra cima.

Nós saímos com as sacolas e os sorvetes e dissemos:

—Não sei se você sabe o retardado, mas a gente escuta á distância. Não precisa dessa porcaria.

—Mãos pra cima.

Eu dei uma lambida no meu sorvete e disse:

—Porque estão aqui? Porque estão atrás de nós?

—Porque vocês são uma ameaça a segurança nacional.

—Então, fazer compras e tomar sorvete é ameaça a segurança nacional? Cara, vocês tão mal ein?

Nós nos viramos e voltamos para o shopping sem dizer mais nada. Quando voltamos a sair eles atiraram em nós e os nossos seguranças se colocaram entre nós e as balas que ricocheteavam como balas de borracha.

Eles enfiaram a gente dentro dos carros e saíram cantando pneu. Eles nos colocaram pra dentro de casa num quarto do pânico que a minha mãe mandou construírem, as paredes eram feitas de ferro puro reforçadas com sal, tinha verbena na tinta, armadilhas do diabo inscritas no chão e no teto, haviam feitiços de proteção no quarto ninguém entrava sem permissão. Nada além de nós entrava naquele lugar.

Instaladas no quarto tinham câmeras internas e um sistema de telefone tudo separado dos que tinham na casa. Sendo assim mesmo que desligassem o telefone e as câmeras da casa, os que ficavam aqui funcionariam. Não havia como abrir o quarto por fora só por dentro. Tinha um suprimento de sangue e comida para durar literalmente trezentos anos.

A polícia invadiu a casa e um a um eles foram morrendo. Os seguranças os mataram, se alimentaram deles até não sobrar nenhum e depois pudemos sair.

Levamos as roupas no abrigo e decidimos mandar um recado pra esses desgraçados. Invadimos facilmente todos os canais de televisão e os sistemas internos da Casa Branca, Pentágono e de todo o mundo.

P.O.V. Presidente dos Estados Unidos.

Todas as televisões e telas do mundo foram invadidas e duas meninas apareceram e se pronunciaram. Eram as garotas Mikaelson.

—É o seguinte queridos seres humanos mortais, vampiros existem, lobisomens existem, bruxas existem e híbridos existem. E daí? Estamos entre vocês desde que o mundo é mundo! Superem! Get over it! Somos seres sobrenaturais e daí? Se vocês mandarem mais homens atrás de nós eles vão continuar morrendo. Queremos paz, então... Deixem a gente em paz! Ou fiquem igual a eles.

Ela mostrou os corpos dos agentes que haviam sumido.

—E só pra constar, eles só estão mortos porque tentaram nos atacar. Regra número um de sobrevivência: Não faça um inimigo que não pode derrotar. Vamos devolver os corpos para as famílias para que eles tenham rituais funerários adequados.

As televisões desligaram.

—Senhor?

—Sim?

—Os líderes mundiais estão requisitando uma vídeo conferencia imediatamente.

—Tudo bem.

Estava um alvoroço. Todos estavam com medo.

—Elas disseram que querem paz. Acho que é melhor darmos a elas o que elas querem.

—Eu acho que conheço uma bruxa que pode dar um jeito nessas outras.