Odisséia Grega

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Como passaram o final de semana? Espero que bem. Eu fiquei em casa com esse grego, escrevendo pra vocês. Vamos lá? Boa leitura.

O Fandangles estava meio lotado quando entrei. Uma moça baixinha e simpática veio me receber, perguntando-me se eu tinha reservas ou iria encontrar com alguém e bastou pronunciar o nome do Cullen que seus pequenos olhos arregalaram-se comicamente, ela tratou de pegar o meu sobretudo e me guiar até uma das mesas mais reservadas do salão. Tentei mostrar-me indiferente enquanto caminhava a seu lado, mas bastou rever aqueles familiares olhos verdes que amoleci.

— Isabella! Você está.... maravilhosa — Enrubesci com o elogio enquanto ele vinha até mim, muito bem vestido como sempre. Ele segurou minhas mãos e levou uma delas até seus lábios, beijando-a demoradamente enquanto me olhava. Percebendo o meu embaraço, colocou uma das suas mãos em minhas costas e me guiou até a cadeira mais próxima a dele, ajudando-me a sentar — Obrigada por aceitar meu convite.

— Você sumiu — Acusei e quase pedi desculpas, mas ele soltou uma risada que mesmo sendo linda me irritou profundamente — Algo engraçado, sr. Cullen? —

— Eu sinto muito por isso, mas estive abarrotado de compromissos durante toda semana. E não, nada engraçado, estou apenas muito contente em ver que sentiu minha falta. — Edward retrucou com um sorriso malicioso, mas silenciou-se quando um garçom se aproximou.

O assunto foi suspenso durante o jantar e enquanto comíamos, perguntávamos e respondíamos coisas simples, desde a nossa infância e família até estudos e trabalho.

— Eu mal terminei a faculdade. Meu avô já estava muito debilitado na época e tanto quanto eu gostaria de estar lá por ele, sabia que não ficaria nada satisfeito se eu não fosse até o fim. Tive apenas um mês ao seu lado até que ele faleceu, mas antes disso resolvemos todos os tramites que me permitiram dirigir a empresa. Desde então eu trabalho expandindo a Cullen Enterprises pelo mundo. — Ele disse com orgulho. Tinha algo de muito sexy em homem de negócios. E tinha algo de mais sexy ainda em Edward Cullen mastigando lentamente as cerejas cozidas de sua sobremesa. Engasguei com a água quando imaginei o gosto da sua língua naquele momento, queria sentar-me naquela mesa, puxa-lo para entre as minhas pernas e devora-lo.

— Eu me formei em Relações Públicas, não é grande coisa, eu sei. Mas era o que me interessava e eu acabei ficando muito boa nisso. Cuidei de administração de uma empresa por muitos anos, eu realmente gostava do que fazia. Sinto falta. — Comentei meio nostálgica enquanto esperávamos a conta.

— E por que não está atuando na área nesse momento? Se tem uma coisa que sei sobre a senhorita, é que é muito obstinada. Não vejo motivo para não estar ganhando dinheiro. — Comentou com um sorrisinho brincalhão que eu quase retribui.

— Eu tive um problema com o meu patrão na época e ele me demitiu. Três meses depois eu voltei a procurar emprego e as minhas entrevistas foram todas as ótimas, meu curriculum é bom, mas eu simplesmente nunca fui chamada. Nenhuma vez. Suspeito que ele tenha algo a ver com isso. — Respondi meio incomodada.

Edward havia me proposto uma caminhada antes de irmos para casa. Próximo ao restaurante havia uma praça muito aconchegante, havia crianças e adultos brincando no parque de diversões na outra extremidade, outros casais estavam ali também em suas próprias bolhas e se não fosse pela beleza anormal do Cullen, nós poderíamos ser confundidos com um casal de namorados comum.

— O que houve com vocês? Por que ele faria algo assim? — Perguntou com o cenho franzido, mas eu apenas ri amarga e pedi para que mudássemos de assunto. Ele como cavalheiro que era, acatou o meu pedido e eu prossegui com as perguntas. Descobri que ele não era fã de filmes, mas amava teatro. Era amante da música clássica e tocava piano desde a infância. Seu primeiro beijo foi aos 12 anos com sua vizinha 4 anos mais velha, a cor favorita era vermelho, tinha duas mães, mas não se dava bem com a biológica. Que o pai era mais como um irmão e o enlouquecia por netos. Fiquei sabendo que Emmett não era apenas seu funcionário, mas melhor amigo desde quando ele começou a faculdade e que Jasper, o loiro, é o namorado de longa data da sua irmã mais nova, Alice. Pude perceber só em ouvi-lo descrever sua relação com essas pessoas, o quanto a família era importante pra ele.

Edward riu muito da minha fase desastrada que dura até os dias de hoje, surpreendeu-se com a quantidade de entradas que dei no hospital só no ensino médio – preferi manter um pouco de dignidade, omitindo as outras de quando era mais nova – e pareceu orgulhoso da história dos meus pais que começaram do nada, sozinhos com uma filha pra criar e juntos chegarem aonde estão. Contei pra ele que era viciada em filmes, música de vários tipos – inclusive clássica, iniciando uma leve discussão sobre Bach e Debussy – e principalmente livros, meus preciosos romances, até admiti que se não tivesse feito RP, iria de Literatura Inglesa, falei que era uma amante das artes de todos os tipos. Confessei que o meu primeiro beijo foi com meu melhor amigo na época, aos 16 anos e que Charlie nos flagrou e vermelho de raiva, arrastou o garoto para fora do meu quarto pela orelha.

Aquele encontro estava mexendo comigo mais do que deveria. Antes eu estava deslumbrada com a beleza dele e a conexão que nós dois tínhamos, mas depois de ouvi-lo rir tantas vezes das besteiras que eu falava, vendo-o tão descontraído e com o rosto livre daquelas expressões sérias e preocupadas, eu me senti instantaneamente apegada. O Edward que estava ali comigo era outro homem. Ele foi engraçado e gentil a noite inteira. Comprou bilhetes para o parque quando viu meus olhos brilhando para o carrossel. Ficou me assistindo o tempo todo como um pai preocupado enquanto eu girava e girava. Segurou-me com todo cuidado quando estava saindo de lá e diria até que foi muito espontâneo ao me acompanhar na roda gigante e comprar um balão amarelo com olhos roxos – que mais parecia uma panqueca de blueberry – para que eu tivesse algo para recordar daquela noite. Como se eu fosse esquecer.

— Mas e você? A noite está acabando. O que vai querer para lembrar de hoje? — Perguntei sorrindo. Já estávamos no carro e há alguns minutos e motorista o pôs em movimento. Eu estava de lado no banco e de frente pra Edward muito animada para deixar nossa conversa cessar.

Ele me olhou com um brilho diferente nos olhos, selvagem eu diria. Seus lábios aos poucos foram formando um sorriso torto e muito malicioso, já o meu havia sumido instantes atrás.

Será que...

Meu Deus, será que...

Ouvi um click e vi uma janela escura entre os bancos da frente e os nossos de trás começar a subir bloqueando nossa visão do motorista. Antes que eu pudesse questionar Edward, ele puxou a minha cintura e me colocou sentada em seu colo de frente para ele em questão de segundos, um gritinho de surpresa escapou dos meus lábios seguido de um gemido baixo ao sentir sua ereção poderosa embaixo da minha bunda.

— Eu ainda não decidi o que quero de você, baby — Edward falou roucamente perto do meu ouvido me deixando inteira toda arrepiada, ele brincava com os dedos na minha nuca — Mas eu vou pegar qualquer migalha que você me oferecer. Começando por agora. — Disse e em seguida tomou meus lábios em um beijo faminto, mordendo meus lábios, sugando-os e varrendo a minha boca com sua língua quente quando lhe dei passagem. O filho da mãe sabia beijar, isso era certeza. Santa mãe de Deus.

Ele finalizou o beijo com uma mordida gostosa no meu lábio inferior, arrancando um gemido meu. Uma de suas mãos estavam em minha cintura me apertando e a outra descia da nuca, acariciando meu pescoço e indo ao meu ombro direito. Afastou o máximo que pode o meu vestido e expôs a pele nua do meu ombro pra ele que foi coberta de beijos e chupões deliciosos para depois subir com a boca para o meu pescoço e me tirar qualquer resquício de bom senso.

Eu gemia descaradamente me sentindo derretendo de dentro pra fora e em algum momento meu corpo começou a se mover sem minha ordem, um rosnado saiu do seu peito quando nossos sexos roçaram um no outro enquanto eu rebolava nele, querendo-o mais perto, querendo senti-lo a todo custo. Estava tão gostoso. Nenhum dos meus sonhos se comparava a isso.

— Está tão corada. Quente... Deus, você é tão linda, Isabella! — Exclamou me beijando com muita paixão, sendo correspondido a altura por mim — Isso, baby, se esfrega bem gostoso em mim. — Edward apertava a minha cintura quase ao ponto de me machucar e aumentava os movimentos do meu quadril, dando a entender que aquilo estava tão bom pra ele quanto pra mim. Me enchi de coragem e ataquei seu pescoço com a boca, beijando, chupando e mordiscando a pele recebendo fortes apertos na bunda como incentivo.

Alguns beijos depois, as mãos de Edward vieram para as minhas coxas que estavam escancaradas para ele. Apertava, acariciava, batia, até que seus dedos longos e grossos começaram a traçar um caminho vagaroso até o tecido da minha calcinha de renda, tocou-me por cima e gemeu mordendo forte o meu pescoço quando sentiu a umidez ultrapassar o tecido. Edward não se fez de rogado, subiu a mão e logo estava dentro da minha calcinha, seus dedos habilidosos violaram as minhas dobras úmidas e minha cabeça foi para trás quando alcançou meu clitóris inchado.

— Mmmm. Isso é... Oh, porra... Tão bom. — Ele circulava a minha entrada espalhando a umidade, fingia que ia me penetrar com um dedo e depois voltava a massagear ao redor do meu clitóris. Eu me contorcia no seu colo sedenta por algo, alguma coisa, qualquer coisa.

— Você está tão quente aqui, ágape mou. Tão molhada. Consegue me imaginar empurrando o meu pau duro e forte nessa boceta, huh? — Antes que pudesse responder, ele me penetrou com dois dedos de uma só vez, senti um fisgada de dor, mas ele abafou meu grito com a boca, beijando-me com desespero e logo seus movimentos me causaram puro prazer.

Uma fina camada de suor cobria a nós dois, meu corpo estava tenso e meu ventre vibrava anunciando a chegada de algo grande, minhas paredes apertavam com força os seus dedos que entravam e saiam de dentro de mim num ritmo enlouquecedor. Edward gemia no meu pescoço me falando sacanagem, palavras de incentivo que fariam qualquer virgem como eu entrar em combustão espontânea.

Ele me deixou gritar e segurou a minha cintura para eu não cair quando o meu orgasmo veio com força, me atingindo numa pancada só. Nunca fora tão intenso antes, mas eu já deveria saber com Edward seria exatamente assim.

Com os olhos fechados e a boca aberta em um pequeno “o”, eu estremecia no colo dele, seus dedos estavam fora de mim, completamente encharcados, mas ele ainda esfregava o meu clitóris cada vez mais rápido, me deixando acesa de novo em segundos. Segurei os fios cobres da sua nuca e puxei-o para mim, tomando-o em um beijo mais gentil dessa vez, nossas línguas acariciavam uma a outra com cuidado, até que minha respiração voltou a ser apenas arquejos, seus dedos ainda me estimulavam e ele pedia.

— Vamos, Isabella. Me dê mais um. Deixe-me vê-la se desfazendo em meus dedos outra vez. Goze pra mim. — Arfei na sua boca e apertei meus lábios nos seus tentando cessar suas palavras que estavam me deixando insana. Cometi o erro de olha-lo nos olhos e os sentimentos que consegui enxergar ali – admiração, surpresa, desejo, luxuria... e alguma outra coisa – me fez explodir outra vez em um milhão de pedacinhos satisfeitos.

Encostei minha cabeça em seu ombro e suspirei cansada, meu olhos ficaram repentinamente cansados e por pouco eu não percebi que ele arrumava meu vestido e colocava a calcinha no lugar procurando não tocar na minha pele. Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço, como em um abraço e apaguei.

Gemi baixinho sentindo uma caricia boa nos meus pés doloridos e me fiz mais confortável naquele paraíso macio em que eu me encontrava deitada. Ao longe eu ouvia uma conversa, breves sussurros que chegaram ao fim quando um calorzinho bom cobriu o meu corpo. Meus cabelos foram retirados do rosto e um beijo demorado foi deixado na minha testa, sendo exatamente o que eu precisava para suspirar sentindo-me feliz e entregar-me verdadeiramente ao sono.

Notas finais
Um banho frio agora até que não é má ideia. E aí, o que acharam? Até o próximo!