Odisséia Grega
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Revirei os olhos ouvindo pela décima vez a avó da Renata reclamar do cheiro das flores. Eu posso afirmar que ela encontrou algo de errado em absolutamente tudo em que pôs os olhos desde que chegou com o marido – ligeiramente alcoolizado, provavelmente para suporta-la pelas próximas horas. Tudo tinha algum defeito imperdoável e até as flores belíssimas escolhidas por sua filha, não passaram longe daquela língua afiada. A noiva ficou simplesmente sem reação quando a velha disse que precisava de um banho longo o quanto antes, pois tudo a sua volta cheirava a velório. Você está brincando comigo? Mentalmente eu fiz a conta dos motivos que poderiam levar Renée a ficar mal-humorada e ranzinza daquela forma.
Finalmente o dia do casamento de Renata havia chegado e desde muito cedo, ela estava uma pilha de nervos. Uma pilha de nervos muito bonita, diga-se de passagem. O vestido escolhido era na cor champanhe, de um ombro só e a saia tinha o corte em A, que favorecia bem o seu quadril largo e torneado. Seu cabelo foi repartido ao meio e então, preso estrategicamente em um coque baixo muito bonito para que o tipo de véu escolhido fosse firmado quando a hora chegasse. E eu não podia esquecer da maquiagem! Seus olhos estavam mais delicados que o de costume, a boca escura e bem delineada e usava algumas joias de família que a deixaram estonteante.
— Você está passando corretor demais, linda. — Uma voz de homem extremamente afeminada soou atrás de mim, afirmando aquele disparate. Ergui a cabeça e olhei para a figura no espelho revirando os olhos, então voltei com o meu trabalho de retocar as pequenas olheiras.
— É fácil para você dizer. Não lembro de ter te visto ingerir uma garrafa de tequila às 1h da manhã de ontem, então cale a maldita boca. — Eu estava com um humor terrível pela falta de sono.
Ontem aconteceu ambas as despedidas de solteiro dos noivos. Foram feitas no mesmo clube, mas em áreas separadas. As garotas não economizaram no álcool e por estar longe de comemorações assim por tanto tempo, acabei me deixando levar e bebendo além da conta, tendo em mente que ao chegar em casa, dormiria por no mínimo doze horas seguidas.
Mas os planos mudaram.
Eu pude ouvir o choro manhoso do Heitor antes de abrir a porta do apartamento e quebrou o meu coração vê-lo sendo consolado por Rose enquanto eu estava me divertindo na rua. Ela me garantiu que ele não estava doente, apenas um pouco febril e irritado por não conseguir voltar a dormir depois de ter seu sono interrompido e me convenceu que não havia nada de errado em tirar um tempo para mim mesma. Após um banho revigorante, conversamos sobre o desenrolar da noite, enquanto eu dava mamadeira para o meu garoto e o balançava em meus braços.
Rosalie se despediu quando Heitor finalmente adormeceu perto das 4 horas e me perguntou outra vez se deveria adiar seus planos com Emmett para cuidar do sobrinho enquanto eu estivesse no casamento, mas neguei. Eu sabia o quanto ela estava empolgada em apresentar o namorado ao pai, além do mais, Edward ficaria mais do que satisfeito em ter um tempo a sós com o filho mais tarde, uma vez que eu decidi não o trazer comigo por não saber se ele estava prestes a ficar doentinho ou se sua noite inquieta foi apenas um mal-estar passageiro.
Peguei meu celular e sorri olhando pela quarta vez a foto dos dois enviada junto com uma mensagem há duas horas. Ambos deitados, Heitor encostado no braço do pai, tendo a cabeça cheirada por ele enquanto folheava um de seus muitos livros coloridos.
De: Edward Cullen +(630-842-3200)
Hora: 14:05 p.m.
“Estou pensando seriamente em voltar para o sofá. O seu cheiro está todo sobre essa cama e isso está tirando a minha razão. Divirta-se, mas por favor, volte logo.”
Suspirei apertando a tela do celular contra o meu peito. Edward acordou antes de mim, na manhã seguinte ao seu colapso. Eu estava deitada sobre o seu peito, ouvindo o ritmo suave do seu coração enquanto tinha as minhas costas acariciadas na parte que a blusa do pijama deixou à mostra. Levantamos apenas quando Bree estava perto de chegar e preparamos o café da manhã em meio a sorrisos preguiçosos e beijos demorados cheios de gentileza.
Era fácil de notar que ele estava envergonhado e confuso sobre como eu me sentia a respeito de tudo aquilo na noite passada, então ao aceitar a sua carona, deixei claro o quanto apreciava que ele tenha sido honesto e compartilhado comigo mais do que eu esperava. Edward pareceu aliviado quando propus colocar uma pedra sobre aquele assunto e focar apenas na nossa pequena família de agora em diante. Eu me senti liberta dos ressentimentos no segundo em que acordei em seus braços e decidida a não permitir que os fantasmas dele ficassem sobre nós como uma nuvem negra.
Edward me mostrou o quão feliz estava com a chance de fazer as coisas à sua própria maneira, sem interferência de ninguém, fazendo com que eu me atrasasse para o trabalho, mesmo quando chegamos 15 minutos adiantados.
Nós recordarmos uma e outra vez o quão gostoso era ficarmos presos em um carro.
Um burburinho me tirou dos meus pensamentos. Pisquei ao olhar em volta, meio atordoada, então ouvi a marcha nupcial e entendi que era a vez da noiva entrar na igreja. Sentei-me no meu lugar e fiz diversas fotos de Renata caminhando até o altar. A cerimônia foi um pouco longa e cansativa para os de ressaca como eu, mas linda e muito emocionante. A maioria das mulheres derreteram suas maquiagens em um choro silencioso quando o noivo colocou o Henry nos braços e juntos, leram seus votos. Totalmente valeu a pena ver tudo isso.
— ... é o sonho de toda mulher! Veja só tudo isso. — Alguém falou do meu lado.
— Tem razão. É mesmo. — Concordei com a senhora à minha direita e escutei-a narrar resumidamente como foi o seu dia quando se casou com o seu falecido marido.
— E você, pretende casar-se assim também algum dia? — Ela acariciou a minha mão com alguns anéis, mas nenhuma aliança e eu fiquei sem responder, porque nunca havia pensado sobre isso realmente e a mais remota ideia foi descartada depois que Heitor nasceu. Achava impossível ter energia e vontade de me dedicar a alguém quando tinha um filho que me consumia de todas as formas possíveis. Bem diferente das minhas amigas que praticamente já tinham tudo em suas mentes ainda na adolescência, eu sempre preferi programar as viagens que tanto gostaria de fazer pelo mundo e isso não incluía sequer uma corrida rápida até a capela de Las Vegas.
De: Edward Cullen +(630-842-3200)
Hora: 18:13 p.m.
“Qual o problema com a demora? Disseram ‘sim’ quando o padre perguntou se alguém tinha algo contra e deu problema? Eu quero você :(”
Carinha triste no final da frase? Fodidamente adorável, Cullen. Senti os meus lábios movendo-se contra minha vontade e então eu estava com um sorriso estampado no rosto. Não posso dizer que venho prestando atenção em alguma coisa que não seja o meu telefone desde que sai da igreja. Fiquei trocando mensagens com ele o tempo todo, perdendo o discurso do pai da noiva e o brinde, mas eu tinha alguns vídeos curtos de apenas 30 segundos de Heitor e suas aventuras bem aqui. Quem poderia me julgar?
Edward aparecia na maioria ou ao menos sua sonora gargalhada. Sentia o meu corpo amolecer na cadeira sempre que via os olhos do meu filho brilhando em direção ao pai quando ele percebia ter feito algo que o agradou, ele estava tão feliz. Era uma criança tão amada por todos nós. Alice me ligou no Skype antes de ontem e fez questão de conversar com o sobrinho por algum tempo, afirmando não querer ser esquecida. Ela aproveitou a oportunidade para organizar um cronograma assustador para nós duas para quando retornasse à Chicago. Saber que eu estava oficialmente com o seu irmão a encheu de liberdades e eu percebi da pior forma possível que era muito mais fácil simplesmente ceder às vontades dela do que qualquer outra coisa.
O jantar estava indiscutivelmente delicioso, o que me surpreendeu muito. As porções eram generosas, os alimentos frescos e quentes na medida certa. Não estive presente em muitos casamentos, mas o ultimo que fui, lembro claramente de ter tido que provar coisas horrorosas que nem Charlie e seu sagaz paladar quiseram se arriscar. Renata partiu o bolo poucos minutos depois e ele foi servido logo após limparem a bagunça que os noivos fizeram ao se atacarem por um momento com algumas fatias amassadas. Sobrou até para a criança! Foi hilário de ver.
— Isabella? Ei, você está linda! — Eu estava no processo de mastigar a segunda garfada no meu bolo quando senti uma presença em frente a mesa que eu dividia com alguns conhecidos e a senhora que me fez companhia na igreja. Levantei a cabeça e arregalei aos olhos ao ver Christian.
— Olá, você! — Exclamei verdadeiramente surpresa por vê-lo aqui. Levantei-me com cuidado para não derrubar a bolsa e o celular e circulei a mesa para poder abraça-lo — Eu não esperava te encontrar aqui. Você é também é amigo dos noivos ou algo assim?
— Na verdade eu nem os conheço — Deu de ombros rindo e apanhou a taça de champanhe que havia pousado para me abraçar — Alisson estudou com o Steven ali. Se eu a fizesse vir sozinha, você sabe... eu provavelmente seria chutado na bunda. E esses não são os meus planos para essa noite. — Concluiu piscando o olho para mim.
— Oh, Alisson está aqui? — Perguntei arregalando os olhos outra vez. Não tinha ideia que eles tinham voltado a namorar. Isso era ótimo! Confesso que me mantive mais afastada dele que o normal desde a noite da bendita carona. Não queria arranjar problemas com Edward ou dar falsas esperanças ao Christian, independente do que ele quis dizer no carro — Eu adoraria conhece-la.
— Claro. Aposto que quando ela acabar de barganhar pelo o buquê da sua amiga, ela deve aparecer por aqui... — Respondeu acenando com a mão que segurava a taça.
Nós dois rimos do que a namorada dele estava fazendo, desrespeitando totalmente a tradição tentando comprar o buquê a qualquer custo. Christian tinha um pedaço louco de mulher em suas mãos, eu já tinha certeza. Ele se sentou de frente para mim e conversamos banalidades, mas sem mencionar o trabalho. Falamos sobre a cerimônia, a bebida da festa e então sobre ele e sua namorada. Eu não me contive e compartilhei que também havia voltado com o pai do meu filho. Achei surpreendente que ele não fez nem careta. Sorriu e me parabenizou, desejando que ficássemos firmes dessa vez, pois eu parecia mais feliz há dias.
Sim, bem. Talvez eu tenha o interpretado mal. Ou talvez ele esteja tão de quatro por Alisson outra vez que os eventos anteriores e posteriores a volta dela pra sua vida já não tinham mais tanta relevância.
Para: Edward Cullen +(630-842-3200)
Hora: 18:47 p.m.
“Você pode me imaginar valsando com o papai? Seus dois pés esquerdos me deixariam inutilizável para a lua de mel, haha. Falta pouco para chegar em casa. Dê um beijo no nosso garoto por mim!”
Enviei a mensagem anexando uma foto recém tirada de Renata e seu pai dançando pela segunda vez naquela noite. O homem era ciumento feito o inferno e mesmo no dia de sua filha e do genro, ele fazia o possível para mantê-la longe dos olhares cobiçosos e toques do Steven.
E por falar em ciúmes, aqui vamos nós.
De: Edward Cullen +(630-842-3200)
Hora: 18:49 p.m.
“Certo. Está bem claro o porquê de você ainda estar aí. Não tenha pressa.”
Confesso que demorei alguns instantes a entender o motivo de sua frieza naquela frase, então olhei mais uma vez a imagem e percebi que os dois no centro do salão não eram os únicos a aparecer. O perfil de Christian também estava ali. Maldição! Eu podia perfeitamente imaginar cada estupidez que se passava em sua mente agora. Conhecia Edward bem o suficiente para saber que o seu ciúme o cegaria por um tempo e ele estava achando que eu escondi que o meu colega estaria na festa de propósito quando eu não tinha a menor ideia daquilo.
Resolvi não responder para evitar que a conversa se estenda e termine em briga. Bebi os três dedos do meu vinho branco em um gole só e suspirei. Tanto quanto eu adorava amamentar o meu Heitor, ele não estava tão distante dos seus dois anos e já comia muito bem, então não me senti culpada em parar e voltar a apreciar uma boa bebida para relaxar.
Nos próximos minutos, eu estive me despendido dos meus conhecidos que consegui encontrar e daqueles que fiz amizade nas últimas horas. Dei um longo abraço no casal que estava inquieto para fugir dali o quanto antes, prometi ao Henry que levaria o meu garoto em sua casa em breve para que pudessem brincar juntos e fui apresentada a famosa Alisson.
Ela era uma loira de altura mediana com bastante busto, cintura fina e um quadril de dar inveja. Seus cabelos mais escuros na raiz, estavam esvoaçantes dando-a um ar selvagem que combinava com os seus olhos escuros e ela foi agradável comigo, apesar de ter a mão possessiva segurando a camisa de Christian o tempo inteiro, o impedindo de mover-se sem que ela fosse junto.
— Nós totalmente deveríamos marcar uma saída. Como um encontro duplo, o que acha? — Ela sugeriu mil vezes mais simpática quando eu disse que estava atrasada pra voltar para o meu namorado — Podíamos começar com um bom jantar. Eu conheço restaurantes fantásticos aqui. E oh! Estenderíamos a noite em um clube. Talvez aquele que abriu recentemente nessa área, meus amigos não param de falar sobre ele, não é, Christian?
— Linda, deixe a Isabella respirar um pouco — Ele freou a namorada e seus planos — Ela é mãe e não pode simplesmente passar a noite fora de casa quando dá na telha, mas nós certamente podemos fazer algo funcionar futuramente — Continuou quando ela projetou o lábio inferior para frente, como uma criancinha. Christian olhou para mim e sorriu se desculpando — Nos vemos no trabalho, certo? Tive um ótimo tempo com você hoje.
— Claro, eu também — Sorri e me aproximei para um abraço rápido nos dois — Foi um prazer, Alisson. Vocês tenham uma boa noite.
Estremeci com o vento frio me atingindo como uma bofetada ao pisar na calçada. Realmente não importava a estação do ano, as noites em Chicago eram todas de tremer o queixo. Havia esse manobrista simpático que assim que me viu olhando para os lados, veio saber se eu precisava de alguma ajuda e eu perguntei sobre o trafego de táxis nessa área. Ele disse que nesse horário haviam poucos, mas que poderia facilmente me arranjar um.
Em 15 minutos eu estava aquecida e nervosa dentro do carro. O meu celular não voltou a tocar com qualquer ligação ou mensagem e isso me preocupava um pouco. Edward deveria estar mesmo chateado, afinal não me procurou mais nenhuma vez. No caminho, pensei em várias maneiras de convence-lo de que a presença de Christian naquela festa fora uma surpresa tanto pra mim, quanto pra ele e que não havia uma única razão para que ele estivesse com ciúmes sobre isso, mas sabia que não seria uma tarefa fácil. Nós dois somos muito apegados e estivemos tão grudados nos últimos dias que a ideia de haver uma terceira pessoa rodeando qualquer um de nós dois era irritante feito o inferno.
Quando entrei no apartamento, estreitei os olhos para a sala toda escura e o silencio que era demais para um lugar com criança pequena. Empurrei os sapatos para longe dos meus pés e quase gemi de alivio. Guardei as minhas chaves dentro da bolsa e a coloquei sobre a poltrona mais próxima. Acendi um abajur para poder me mover melhor e fui rapidamente até a cozinha beber água. Tinha uma pequena louça suja dentro da pia que não havia sido utilizada por mim, mas não dei importância e segui pelo o corredor rumo aos quartos. A porta de Heitor estava entreaberta e de longe já podia ouvir sussurros e risadinhas. Eu coloquei o meu rosto entre o pequeno espaço e suspirei com a cena.
Edward estava sentado na cadeira balançando-se com o nosso filho nos braços vestido com o seu pijama branco do Snoop, pronto para dormir. O rosto dele estava deitado no peito do pai e seus olhos piscavam bem devagar, demonstrando que se fechariam a qualquer instante. Uma canção doce e leve era cantada por seu pai que o olhava com aquela mesma adoração de sempre, como se Heitor fosse a coisa mais preciosa em que ele já pôs os olhos. Seus dedos acariciavam a bochecha ligeiramente rosada e ele sorria quando o garoto mexia a boca em seu sono e esfregava o rosto em sua camisa.
Eu nunca estava pronta para ver cenas tão bonitas quanto essa.
Resolvi deixá-los à sós por mais algum tempo e fui para o meu quarto me livrar daquele vestido e do suor desagradável que me deixou toda grudenta. Eu não lembrava do quão quentes as igrejas poderiam ser mesmo com aqueles ventiladores nas laterais. Quando fosse a minha vez, era muito possível que eu optasse por um lugar mais arejado. Talvez um aberto, como em uma praia no final da tarde quando o sol já esteve perto de se pôr ou.... mas o que diabos eu estava pensando? Por que de repente estou planejando o meu casamento quando a ideia de fazer algo assim já tinha sido descartada há tanto tempo? Franzi para o meu reflexo no espelho e retirei a maquiagem tentando bloquear as imagens de diferentes modelos de tecido branco cobrindo o meu corpo, agora nu.
O banho durou tempo o suficiente para espantar o cansaço. Os meus pés continuavam doloridos, mas eu já não estava sonolenta. Saí do banheiro após passar o meu perfume, vestida com uma calcinha e sutiã combinando, um conjunto azul marinho. Coloquei um robe preto por cima, apertei bem na cintura deixando-a marcada e pus meu cabelo em coque bagunçado no alto da cabeça.
Estava terminando de puxar a colcha que cobria a minha cama quando ouvi a risada familiar de Edward. Virei o meu rosto para porta aberta e ouvi sua voz, mas não conseguia distinguir o que era dito. Ele estava fora do quarto do Heitor e eu me perguntei se o garoto estaria outra vez acordado, então larguei o que estava fazendo e fui encontra-los, mas para a minha surpresa, apenas Edward estava na sala vasculhando os bolsos de sua jaqueta sobre sofá enquanto falava no celular.
A blusa azul clara que ele usava deixava suas costas magnificas, bem marcadas e tão fortes, que me fazia salivar de vontade. Como alguém consegue ser sexy só em virar as costas? Jesus, eu queria poder passar a minha língua por ele todo.
— ... que entendeu. Ah, Deus, sim! Você é ótima — Ele riu outra vez sem perceber a minha presença — Na terça-feira temos aquele coquetel. Você estará lá, certo? Eu não posso com eles sozinho — Quem diabos era essa e por que ele precisa dela? Senti o meu maxilar travar e tive que me segurar para não tomar o aparelho de suas mãos — Fica combinado assim. Vou deixa-la voltar para o seu jantar. Boa noite.
— Posso saber o que está combinado? — O celular por pouco não escapou de suas mãos quando ele ouviu a minha voz. Edward estava prestes a responder, mas os seus olhos ficaram momentaneamente presos em minhas pernas. Eu teria gostado, se não estivesse irritada — Quem era?
— Huh, Madison — Eu esperei alguns segundos que ele continuasse. Eu não queria ter que perguntar quem fodidamente era essa — Ela é minha secretaria. Eu recebi um e-mail dela mais cedo a respeito de alguns compromissos para semana que vem, mas não pude responder antes.
— Então a sua secretaria é ótima? Isso não soou muito profissional — Minha voz estava carregada com sarcasmo e ele nem se dignou a me responder, apenas arqueou a sobrancelha quando eu tirei sua jaqueta de cima do meu sofá e joguei-a em cima dele para então ir e em direção a porta — Obrigada por ter ficado com Heitor, agora eu preciso ir dormir.
— Mas ainda é cedo, Bella... — Ele me informou, confuso com a minha atitude, mas eu realmente não dava a mínima para o horário, só queria que ele sumisse da minha frente antes que eu me irritasse pra valer. O que diabos era isso, TPM? — O que há com você, afinal?
Eu tinha escancarado a porta e esperava pacientemente ele dar o fora. Eu também queria saber. O que eu poderia responder? Não tinha nada que eu dissesse que não me faria soar como uma estúpida ciumenta.
— Nada. O dia foi longo e eu estou cansada. Você pode, por favor, sair?
— Espere... você está incomodada por causa da Madison? — Eu precisei olha-lo porque fiquei mais puta ainda com o tom de diversão em sua voz. Então ele achava que isso estava sendo remotamente engraçado? — Bella, ela é só uma funcionaria muito boa, não há nada de errado nisso.
Esse filho da puta estava me provocando. Acha que eu não percebi a ênfase em muito boa? Estava fazendo aquilo de propósito para me provocar? Era alguma vingança estúpida sobre estar com Christian mais cedo? Não sabia qual de nós dois era mais idiota. Cruzei os braços em baixo dos peitos, fazendo com que eles se destacassem sob a seda, desviando sua atenção por um momento.
— Vamos, Edward. Saia.
— Eu não vou sair — Ele disse dando uma risada cansada e veio se aproximando, mas eu me afastei — Isabella, não faça isso — Avisou e eu vi um brilho de raiva passar rapidamente por seus olhos — Você não quer que eu vá embora, baby.
— Sai logo daqui. Eu não... — Tentei expulsa-lo outra vez, mas a próxima coisa que eu soube era que a porta foi fechada em uma pancada brusca e de repente eu estava sendo empurrada contra ela, tendo o corpo dele totalmente colado ao meu. Edward engoliu as minhas palavras com seus lábios massageando com fúria a minha boca carente e toda a raiva se dissipou no mesmo momento.
— Agora chega desse seu comportamento! Hoje você não dá mais as cartas aqui. — Ele me repreendeu com a voz firme como se eu tivesse 7 anos e puxou o meu cabelo sem qualquer delicadeza, bagunçando e desfazendo o coque. Aquilo me excitou tanto que eu apenas gemi e ataquei-o de volta.
O meu corpo começou a agir em automático, os braços se fecharam ao redor do seu pescoço e as mãos se infiltraram no cabelo macio e acobreado. Passei as minhas unhas em seu couro cabeludo de propósito para testa-lo e fui recompensada com um gemido que se juntou ao meu, pois já estava delirando com Edward me tocando em todo lugar. Jesus, quantas mãos ele tinha, afinal?
Os fios castanhos estavam caindo para os lados, alguns vindo sobre os nossos rostos, mas eu não me importei. Estava concentrada demais na sua língua se infiltrando em minha boca. Ele acariciou a minha cintura e apertou gostoso ali, me tendo amaldiçoando a maldita roupa. Eu esperei anos para sentir o toque daquele homem outra vez e agora era esse pano que me impedia.
O nó do robe se soltou e eu não estava certa se isso era coisa dele ou não, mas no minuto seguinte eu estava só de calcinha e sutiã diante dos seus olhos famintos. Edward engoliu em seco e passou a me observar com cuidado, não deixando nada passar despercebido e isso era simplesmente constrangedor. Eu realmente apreciava a sua reação, mas não me sentia muito à vontade em ficar seminua na sala da minha casa mesmo sabendo que estávamos a sós, então me abaixei para pegar o tecido que foi ao chão, mas fui impedida e puxada para ele outra vez. Suas mãos seguraram a minha bunda e me impulsionaram para cima.
Vergonha esquecida, cruzei as minhas pernas ao redor da cintura dele e passei os braços em volta do pescoço, para manter-me firme. Ele deixou beijos por todo o meu rosto e desceu para o pescoço enquanto eu me sentia flutuar. Nós estávamos indo para algum lugar, provavelmente o quarto e o meu sexo contraia contra a minha vontade só de pensar no que faríamos lá dentro.
Fazia um longo, longo tempo.
Minhas costas tocaram o colchão macio e eu abri os olhos para encontra-lo na minha frente se livrando daquela camisa que tanto admirei. Seus cabelos ficaram ainda mais bagunçados quando o tecido passou por sua cabeça, mas estava difícil prestar atenção em algo que não fosse aquele abdômen esculpido para tirar qualquer mulher – que gostasse – do sério. Era bem parecido com o qual eu me lembrava, mas agora parecia que ele havia ganhado mais massa. Estava tão gostoso! Não resisti e sentei-me no colchão, passando as minhas mãos ali e então depois, substituindo-as por minha língua como tanto fantasiei.
Eu sentia a umidade se acumulando entre as minhas pernas mesmo quando eu estava fazendo algo para o prazer dele. O gosto do homem era poderoso.
Edward gemeu rindo ao mesmo tempo em que juntava boa parte do meu cabelo em suas mãos e o prendia em uma delas, como em um rabo de cavalo.
— Por que nós estávamos brigando? — Perguntou após me empurrar de volta para o colchão e então veio para cima de mim. Logo seus lábios estavam beijando o meu pescoço bem devagar, de forma sensual e torturante, fazendo os meus olhos fechados revirarem assim mesmo.
Edward desceu seus beijos para o meu colo. Liberei um gemido longo quando ele chegou até os meus seios e chupou os mamilos através do tecido fino no sutiã. Ele mordiscou o esquerdo e eu estremeci inteira. Merda, muito, muito tempo. Talvez devesse pedir para que me fizesse gozar apenas assim. Deus sabe que do jeito que eu estava, eu conseguiria. Ele fez alguns sons de apreciação enquanto deslizava por minha barriga e me fez gemer ao morder perto do umbigo.
— Por causa, huh, daquela... m-mulher com quem você... ah, merda — Tentei responder mesmo gaguejando. Os seus beijos molhados alcançaram as minhas coxas e estavam indo para o interior delas — Eu vou estragar o r-rosto dela, se ela tentar algo com v-você e... — Gritei quando senti um tapa arder... lá. Ele veio rápido pra cima de mim e segurou o meu rosto com uma mão só, me olhando com raiva.
— Você vai calar a boca ou terei que fazer isso por você, Isabella? — Disse bem no meu rosto, ao voltar para cima e me estapeou outra vez abrindo um sorriso torto que pingava luxuria. Puta que pariu! Ele havia batido na minha... na... porra! Edward abriu o meu sutiã pela frente e logo o meu mamilo direito estava sendo chupado por seus lábios macios. Arqueei as costas na cama quando a mão dele entrou na minha calcinha, abrindo rapidamente os lábios e tocando a pequena poça concentrada ali. Ele espalhou toda umidade parecendo orgulhoso de ter causado aquilo. Era nítido que também estava se divertindo por eu estar abrindo as minhas pernas por livre e espontânea vontade.
Mas não é como se eu tivesse muita opção...
Edward deu atenção aos dois seios da mesma maneira. Ambos estavam vermelhos e com os biquinhos sensíveis depois de tantos chupões e mordidas. Eu queria toca-lo também, mas estava mole feito geleia sobre os lençóis, entregue as caricias que tanto me fizeram falta. Eu queria fazer muito, mas ao mesmo tempo nada, estava ótimo assim... apenas sentindo. Edward havia me ensinado o quanto aquilo era gostoso quando feito com habilidade e carinho, mas pouco tempo depois eu fui privada de tudo, então foda-se, me permitiria ser egoísta por hoje.
— Edward, me chupa? — Pedi quando senti a minha calcinha deslizando pelas minhas pernas. Eu estava nua e aberta diante dele depois de anos e não tive coragem de olha-lo nos olhos.
— Isso mesmo! — Ele aprovou ao deslizar para baixo outra vez — Só abra essa boquinha linda pra me pedir coisas ou eu posso ficar irritado — Sua voz estava rouca e o hálito na minha intimidade me fez tremer inteira — Você não me quer irritado, quer, baby? — Ele esfregou seu polegar no meu clitóris dolorido com um pouco mais de força, arrancando um gemido sofrido de mim.
Edward nunca fora realmente meloso durante o sexo a ponto de deixa-lo tedioso. Tivemos algumas exceções, em que enquanto me fodia e falava obscenidades no meu ouvido, ele também conseguia ser carinhoso com os olhares, os gestos e toques. Quando alcançava o seu objetivo, ele me amava mais lentamente de modo que não só despertava o meu corpo, mas a minha alma.
Usou os dedos da mão esquerda para me expor para ele e então passou a sua língua de baixo para cima no meu sexo, fechando os lábios no clitóris, dando um forte chupão que me fez pular da cama. Cacete! Custava começar devagar? Ele empurrou-me pra baixo com a mão espalmada na minha barriga, mas era impossível manter-me quieta quando sua língua trabalhava na minha entrada, penetrava e depois voltava para o pequeno nervo inchado.
A sequência se repetia como em um ciclo vicioso que me levou à loucura.
Talvez tanto tempo sem sexo tenha me feito vir logo por estar sensível em toda parte. Talvez Edward era melhor do que eu conseguia realmente lembrar. Talvez a combinações de todos os fatores tenha resultado no orgasmo mais prazeroso que eu já tinha tido nos últimos tempos. Dentro de poucos minutos ele me tinha tremendo sob a cama enlouquecida enquanto mordia o meu lábio inferior tentando com tudo não gritar de prazer.
— Você continua tão boa. Como pude perder tanto tempo? — Eu estava acalmando a minha respiração e abri meus olhos pesados quando ele engatinhou de joelhos sobre a cama até que estivesse em cima de mim, entre as minhas pernas, me olhando nos olhos — Seria um castigo nunca mais sentir o seu corpo quente abrigar o meu ou vê-la gozar assim, forte e gemendo meu nome. Eu simplesmente não aceitaria, Bella. Não sobreviveria sem isso. — Afirmou beijando a minha testa.
Eu estava sensível e tocada quando seus lábios fizeram carinho por todo o meu rosto, com beijos carregados de adoração e carinho. Meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu não queria voltar a fecha-los e perder um segundo daquilo. Estávamos tão cheios de saudade. O mais simples roçar dos seus dedos na pele do meu braço, era erótico e especial. Eu pedi por favor, mas ele escondeu seu rosto no meu pescoço e começou a chupar a pele dali fazendo uma nova onda de desejo me incendiar e procurei com a mão o corpo de Edward.
Quase sorri quando notei que sua calça já tinha se ido sem que eu percebesse. A boxer vermelha estava ali, mas não escondia nada do volume generoso que ela guardava. Afoita, eu o empurrei para longe só o suficiente para que pudesse arranca-la e liberar o pau de Edward daquele aperto. Nós ouvimos o seu suspiro e rimos daquilo. Ele pareceu gostar quando a minha mão o segurou, pois rosnou e veio chupar o meu pescoço com mais força. Ele estava quente, grosso e latejando na minha mão quando comecei a movimenta-la para cima e para baixo, apertando-o do jeito certo, então o gemido rouco que vibrou em seu peito fez nós nos atacarmos.
Eu era a próxima gemendo quando a sua língua invadiu a minha boca e ele ainda tinha o meu gosto. Isso era erótico em tantos níveis. Edward ficou empolgado por eu estar gostando, seus dedos pareciam que iam perfurar as minhas coxas a qualquer instante e eu ria contra os seus lábios, o fazendo rosnar de brincadeira. O beijo tornou-se alucinante em algum momento, nublando a minha mente a ponto de mal ser capaz de registrar quando ele ajeitou-se entre as minhas pernas e pincelou várias vezes seu pau ali, esfregando-o entre os lábios do meu sexo, lubrificando-se com a minha umidade.
Havia um nome para aquilo? Era apenas tão bom.
Apenas não o suficiente.
— Não me faça mais esperar, Edward, por favor. — Pedi sussurrando. Eu me contorcia a cada vez que a cabecinha do seu pau atingia o meu clitóris em cheio, mas nunca ficava tempo o suficiente. Nossos olhos se abriram simultaneamente e então havia um sorriso torto incrível e lindo em seus lábios, me inclinei para beija-lo, mas de repente ele estava dentro de mim, roubando o ar dos meus pulmões.
Caralho!
Finalmente.
Minha nossa. Ele ocupava espaço. Uau.
Minha mão apertou o braço de Edward e ele entendeu que deveria manter-se imóvel por alguns instantes, apenas para que eu me acostumasse a tê-lo ali novamente. Eu estava bem lubrificada, mas a falta de pratica causava um pequeno desconforto. Era quase como ser virgem de novo. Segurei a vontade de rolar os olhos para minha própria impaciência e subi pelo o ombro dele, chegando ao peito e depois ao pescoço. Segurei sua nuca e o puxei para baixo. Edward parecia concentrado e sofrendo por estar apenas parado ali e eu achei que estávamos prontos para alguma ação.
Quando nossas bocas se encaixaram, eu inclinei o quadril em sua direção e ele conseguiu ir um pouco mais fundo. Sendo pego de surpresa, Edward gemeu descontrolado em minha boca e começou a estocar para dentro e fora de mim. Rápido. Duro. Forte. Mas ainda parecia um sonho bom tê-lo dentro de mim outra vez. Me preenchendo, esticando, me completando.
— E eu pensei que os meus sonhos faziam jus a você — Ele riu e capturou o meu lábio inferior em uma mordida, então bateu dentro de mim com precisão e a minha cabeça foi para trás — Como ainda consegue ser apertada assim? — Gemeu a pergunta com o cenho franzido.
— Só.. me fode... de uma vez. — Empurrei o quadril outra vez e rebolei embaixo dele. Aquilo foi o suficiente para fazê-lo fechar os olhos e estremecer. O assunto foi esquecido uma vez que aquele não era o momento para ele saber que foi o único em minha cama. O seu ego apenas se tornaria maior do que esse apartamento.
Edward ajeitou-se sobre mim, levantou as minhas pernas dobradas e assim tinha muito mais espaço para se mover. A cada movimento era incrível. Em pouco tempo as penetrações de devagar e longas tornaram-se rápidas e curtas.
Eu já não controlava os gemidos e as palavras que escapavam de minha boca, mas tudo parecia incentiva-lo a meter com mais força. Eu estava delirando embaixo dele e a cada novo contato, aquele formigamento ia tornando-se maior. A sensação de algo estar crescendo no meu ventre mais intensa. Nós parecíamos tão malditamente bem encaixados dessa forma. O meu corpo se esticava tanto quanto podia e o meu sexo estava ali pulsando repetidas vezes ao redor do seu pau que agora parecia crescido e inchado dentro de mim.
— Não! — Gritei quando seus dedos alcançaram o meu clitóris — Não... — Pedi choramingando. Estava claro para mim que não precisava de qualquer estimulo além da penetração e seus beijos para gozar e dessa vez eu queria que ele viesse comigo — Ah, meu Deus...
— Edward, Bella — Corrigiu-me divertido. Ele parou de se mexer e me deu um beijo profundo, me roubando o resto de sanidade — Vamos, diga para mim. Quem está dentro de você?
— Por que você parou?
— Diga, Isabella. — Mandou e bateu dentro de mim uma única vez. Duro e forte.
— Porra, você! — Respondi no mesmo tom e ele repetiu o movimento. Eu gritei.
— Nome, baby, diga o meu nome. — Repetiu a ordem e eu comecei a rir. Ele era tão homem das cavernas às vezes. Antes que ele se aborrecesse, segurei em seus cabelos macios e meio suados e puxei seu rosto para mim, beijando-o com vontade outra vez. Aquela boca. Eu nunca ficaria longe daquela boca outra vez. Movi o quadril em direção e contrai ao redor dele de propósito. Edward não conseguiu manter-se parado. Abracei sua cintura com as pernas, então os meus calcanhares estavam em sua bunda, empurrando-o. Logo ele estava dentro e fora de mim como um desesperado para matar a sua fome ou sede.
— Estou tão perto, Ed-ward — Gemi apertando os olhos incapaz de mantê-los abertos — Você é sempre tão gostoso... — Ele calou a minha boca com outro beijo quando contrai várias vezes seguidas em seu pau, anunciando que o meu orgasmo estava próximo. Bem ali — Oh, porra, porra!
Gritei tendo o lençol preso e apertado entre os meus dedos enquanto gozava mais forte do que da primeira vez. Algo em ter Edward empurrando para dentro de mim enquanto eu estava naquele momento, fazia a sensação se estender até que eu estivesse exausta de sentir. Ele afundou o rosto no meu pescoço, tentando abafar que estava gemendo feito um louco quando eu gozei e enquanto começava a relaxar, foi a vez de ele despejar todo o seu prazer mordendo o meu ombro.
O peso dele tornou-se maior quando desabou cansado e satisfeito em cima de mim. Nós começamos a rir e nos viramos na cama, até que estivéssemos quase de conchinha. Ele fez carinho nas minhas costas suadas, eu não gostava, mas estava em paz demais para me importar com qualquer coisa e também afastou os meus cabelos para beijar carinhosamente o meu pescoço que deveria estar todo marcado. Gemi de desanimo quando lembrei e recebi um aperto dele na bunda. O desgraçado ria como se lesse os meus pensamentos.
Minutos depois, Edward saiu para preparar um banho pra gente. Eu vesti o robe e fui dar uma olhada no meu pequeno ruivinho, a porta do quarto tinha ficado aberta e talvez tivéssemos sido um pouquinho barulhentos. O suficiente para acorda-lo? Pelo visto, não. Seu sono estava pesado e minhas bochechas coraram ao pensar que poderíamos tê-lo acordado com toda a... atividade. Após acariciar o seu corpinho por um tempo, o cobri melhor e liguei a babá eletrônica, levando a outra para o meu quarto.
O banho foi realmente gostoso e relaxante. Nós conversamos sobre o que ele fez com o Heitor durante a tarde e por pouco não nos desentendemos. Eu não fiquei satisfeita com os dois saindo para tomar sorvete quando ele podia estar prestes a adoecer, mas Edward me garantiu que ele não demonstrou quaisquer sinais de indisposição, dor ou algo parecido e então eu me acalmei – fazendo uma nota sobre checar os remédios que tínhamos disponíveis em casa por via das dúvidas. A noite de Renata também foi um tópico e ele demonstrou muito mais interesse quando lhe contei sobre o quão simpática e peculiar era a namorada do Christian.
Eu gargalhei até sacudir água para fora da banheira quando Edward me contou que um dos primos mais novos de Esme exagerou com a bebida na festa de Alice e durante o discurso, começou a dar em cima de uma senhora grande no mínimo 20 anos mais velha que poderia dobra-lo como um palito. O microfone esteve sempre ligado e todos ouviram sobre como ele apreciaria deslizar manteiga pelo corpo cheio de curvas dela. O cara bebia e de repente queria ser o Marlon Brando?
— Onde você gostaria de passar a sua lua de mel? — Ele questionou circulando o meu umbigo com o dedo, em breve ficaríamos com frio, mas eu não estava pronta para sair — Algum lugar especial?
— Eu nunca pensei nisso, mas talvez Itália — Respondi dando de ombros — Eu gostaria de estar alguma vez onde o papai nasceu e os meus avós viveram — Mordo o meu lábio pensando em diferentes cenários por todo aquele país e de repente rio — Um passeio de gôndola em Veneza soa encantadoramente entediante, não acha?
— Veneza é tão colorida e bonita, baby, você definitivamente se encaixaria lá — Ele sorri ao me elogiar e beija a minha bochecha — Eu ficaria muito feliz de mostra-la a você. E fica bem perto de casa... — Ele segue beijando o meu maxilar e tenciono um pouco enquanto tento descobrir o que ele quis dizer sobre me levar logo após questionar sobre a minha lua de mel dos sonhos.
Nós saímos dali quando estávamos parecendo duas ameixas de tão enrugados, penteamos os cabelos e escovamos os dentes juntos brincando de um estúpido jogo de perguntas e respostas sobre as coisas mais tolas possíveis, exatamente como fizemos no nosso primeiro encontro. Ele pegou moletons confortáveis para mim e quando eu lhe ofereci uma calça de pijama que o Eric tinha esquecido aqui, pensei que ele fosse me jogar pela janela mais próxima.
Ele disse que preferia usar a cueca suja, mas optou por não usar nada e ir para a cama. Não que eu estivesse reclamando, é claro. E por falar no meu melhor amigo, percebi que realmente fazia algum tempo que não nos falávamos. A última vez que ele ligou pra mim, estava em uma feira tecnológica em Tóquio com a namorada, mas eu sabia que aquela viagem não era pelo o prazer de comprar os seus brinquedinhos eletrônicos, mas para fugir do compromisso de conhecer a família da Maggie, que tanto vem insistindo em vê-lo. Eric achava que visita-los era um grande passo e ele queria ir tão devagar quanto possível. Por mais apaixonado que estivesse, foram décadas solteiro sem precisar responder ou ser aprovado por alguém, isso não ia sumir do dia para a noite só por causa de uma mulher.
Mandei uma mensagem de texto curta e rápida perguntando por ele quando sentei na cama. Olhei para o lado e vi Edward deitado, coberto pelo o edredom do meio de sua barriga para baixo. O peitoral todo de fora e o braço direito cobrindo os seus olhos. A respiração estava calma. Seria meio estranho dividir a cama com um homem. Principalmente aquela onde só o Heitor esteve.
Mas era o Edward ali.
Deitei e puxei a coberta para cima de mim no mesmo momento em que ele virou o rosto na minha direção, perfurando os meus olhos com aquelas esmeraldas brilhantes.
O quão lindo seria um menininho com aqueles olhos?
— No que está pensando? — Ele sorriu me puxando pra si. Deitei a minha cabeça em seu peito que estava cheiroso e joguei a perna direita por cima da dele.
— Nada. Só estou feliz que você esteja aqui. — Não era uma mentira, eu só não queria expor aqueles pensamentos estranhos que estiverem na minha cabeça durante todo o dia.
Fechei os meus olhos e não me movi quando ele se esticou para desligar o abajur ao seu lado. Quando Edward estava finalmente confortável, suspirei baixinho e abracei a sua cintura para ter certeza de que aquilo era real, porque ali no escuro parecia como um dos tantos sonhos que tive lembrando do seu calor e cheiro. Fechei os olhos me concentrando na sua respiração cada vez mais lenta até estabelecer um ritmo e quando estava quase dormindo, ouvi-o dizer:
— Boa noite, ágape mou.
Os meus lábios tentaram formar um sorriso, mas eu apaguei antes disso. Hoje, mais do que nunca, tudo parecia estar no seu devido lugar. O meu filho em seu quarto dormindo em segurança, nossas famílias felizes e eu nos braços desse homem a quem o meu coração, corpo e alma pertencem. Não poderia pedir por mais nada.
Eu posso contar nos dedos de uma só mão quantas vezes entrei no meu apartamento e senti o cheiro de comida fresca sendo preparada, então foi uma surpresa quando o aroma do bacon sendo frito, ovos e algo como panquecas queimadas me atingiu. Eu revirei os olhos tentando não pensar no estado do meu fogão. A sala estava do mesmo jeito, apenas bem iluminada pelo o sol tímido da manhã de sábado entrando pelos espaços que as cortinas deixaram e no resto da casa, só havia silencio. Sinal claro de que o menino da minha vida ainda não estava acordado.
Na cozinha, o pequeno rádio sobre o balcão estava ligado no baixo e tocava uma música pop com a letra agradável, mas desconhecida. A primeira coisa que vi foi a mesa posta com talheres, copos, xícaras e pratos, alguns vazios e outros com torradas, algumas fatias de pão, suco e um patê pronto ainda na embalagem. Peguei a pequena jarra e senti o cheiro da laranja. Coloquei um pouco em um copo e devolvi para o lugar antes de tomar um gole generoso, estava gostoso e geladinho no ponto certo. Ouvi um barulho quando estava tomando outro e virei dando de cara com a bunda nua de Edward em frente ao meu fogão. Merda.
O jato de suco saiu da minha boca molhando o chão à minha frente. Ele virou-se assustado com a minha crise de tosse que só piorou quando eu vi que ele segurava a frigideira na mão e estava usando o meu avental de vaquinha para tapar as suas... partes.
— Você voltou, baby — Constatou sorrindo para mim — Eu pensei em preparar o café enquanto você estava fora, mas essas panquecas não estão funcionando. Pode me dar uma mãozinha?
— Edward, você... — Comecei procurando as palavras após me recuperar. Ele me olhou confuso e com um biquinho chateado jogou a massa queimada sobre a pequena pilha de outras na pia, me deixando ver a sua bunda nua outra vez. Ela era fodidamente linda, mas não aqui e não agora — Você está ridículo.
— Ridícula está sendo você — Rebateu ao voltar e desligar o fogão. Claro, ele ainda estava fazendo essa birra — O que diabos você vai fazer naquele lugar em um sábado?
— Amor, algumas pessoas estarão trabalhando o dia inteiro. Você deveria se sentir com sorte por eu só ter de ficar até o meio dia — Expliquei segurando a vontade de rolar os olhos. Nós tivemos essa mesma conversa quando acordamos. Teria que trabalhar esta manhã por tirar a tarde de ontem de folga — Eu trouxe algumas roupas do Emmett para você. Devem ficar meio largas, porque bem, você sabe.
— Eu não quero me enfiar onde o Emmett já esteve, Bella — Edward se aproximou sorrindo e de repente a imagem daquele deus grego nu vindo em minha direção não me incomodava mais. O que esse cara fazia com a minha cabeça não era normal — Hmm. Parecem limpas. Rose está deixando aquele sujeito muito mal-acostumado.
Ele verificou a bermuda e a regata. E sim, eu concordava com ele. O apartamento de Rosalie estava repleto de coisas do namorado pra onde quer que olhássemos, mas tudo muito arrumado, então você simplesmente sabia que ela mesmo havia as colocado ali. Enquanto Emm roncava, nós fofocamos feito duas vovós sobre a minha noite com o Edward. Ela ficou animadíssima por ele ter finalmente passado a noite e termos ficado íntimos.
Ela riu falando sobre a quantidade de banhos frios que o Edward deveria ter tomado desde que nos reencontramos, pois ele mal me deu três horas de sono, esteve me acordando de maneiras diferentes, mas que nos levaram para o mesmo caminho. Eu escapei na primeira oportunidade, porque ao contrário de mim, ela não se importava nenhum pouco em obter detalhes sobre o pênis do meu cara e tanto quanto eu a amava, não estava compartilhando aquilo.
— Vamos, Edward, ande com isso — Mandei indo para a geladeira pegar os ovos para preparar waffles — Não acho que a Bree vai se sentir à vontade com você perambulando desse jeito pela casa. Eu não quero ter que arrancar os olhos dela, então vá! — Mandei pela última vez fazendo um barulho com os lábios como se estivesse espantando um gato.
Edward apenas riu e veio me beijar. Eu estava com as mãos ocupadas e não pude empurra-lo, mas também não desejei fazer isso quando sua língua acariciou a minha me deixando com vontade de mais. Ele me deu diversos selinhos e então desapareceu levando o avental.
Suspirei ao tirar a farinha do armário. Tanta comida desperdiçada! Tudo queimado. Se Edward fosse viver por aqui, ele teria que ficar fora da minha cozinha se não tivesse supervisão. Ao contrário dele, eu tinha os waffles e o café pronto em minutos. Ele voltou com o nosso garotinho ainda sonolento e emburrado coçando os olhos em seus braços.
— Bom dia, amor da mamãe. Queria dormir mais um pouquinho? — Estendi meus braços para Heitor e ele veio de boa vontade, se aninhando e escondendo o rosto entre os meus cabelos. Eu sabia que era questão de tempo até ele pegar no sono outra vez.
Edward tomou seu café me observando cantarolar a música da vez no rádio até que o Heitor adormecesse em meios aos carinhos. Nesse curto período de tempo, Bree chegou e ficou encarregada de leva-lo de volta enquanto eu comia ligeiramente apressada – sendo interrompida dezenas de vezes pelas mãos depravadas do meu grego – para tomar banho e ir embora.
— Quais são os planos pra hoje, família? — Ouvi a voz de Emmett falar mais alto do que eu gostaria enquanto ainda alcançava a sala, depois de limpa e vestida apropriadamente. Ele ainda estava em seus pijamas com a Rose da mesma forma que vi antes, sentada em seu colo.
— Vamos, baby, conte a eles onde você vai passar a sua empolgante manhã — Edward incentivou quando me viu e eu rolei os meus olhos tão alto quanto pude. Jesus! Ele parecia uma criancinha quando não conseguia o que queria — Ela vai ficar trancada no escritório com o amiguinho dela.
— Que amigo? O boiolinha da carona? — Emmett perguntou e eu virei pra ele.
— O Christian não é boiolinha.
— Pare de defende-lo, Isabella! — Edward disse e eu atirei uma almofada em sua direção, mas ele foi ágil e desviou, fazendo com que ela atingisse a lateral da cabeça de Rosalie.
— Vocês dois, parem com essa porra! — Gritou e nós paramos — Bella, vá trabalhar e consiga tudo pronto até a hora do almoço. Edward, entre em contato com os seus pais. Tenho certeza que Esme ficará mais do que feliz em planejar algo conosco.
Fiz cara feia, mas estava satisfeita com a solução. Sendo a bola de energia que era, assim como a filha, Esme apareceria com diversas opções do que fazer nessa cidade. Afirmei que ligaria para algum deles assim que terminasse o meu serviço, me despedi de todos e saí do apartamento.
Para a minha sorte, o elevador não estava sendo usado, então rapidamente chegou ao meu andar, mas eu quase cai dentro da caixa metálica quando fui empurrada para dentro e então pressionada contra o espelho. Ao abrir os meus olhos, as orbes verdes e perigosas brilhavam para mim. As portas se fecharam, assim como a boca de Edward sobre a minha e eu deixei que a minha bolsa despencasse no chão sem me importar com o que havia dentro. Aquele cabelo simplesmente atraia as minhas mãos.
As dele estavam firmes em minha bunda, segurando e puxando para cima, fazendo com que o meu estômago roçasse por diversas vezes em sua ereção mais do que pronta para mim. Era simplesmente tão bom que aqui não tivesse câmeras. Entrei na bermuda folgada e assim como eu esperava, ele estava sem cueca e com a cabecinha melada. Meu polegar esfregou a umidade enquanto eu tinha a orelha mordiscada em diversos pontos. Eu via os números mudando no painel digital, estávamos cada vez mais próximos e notando a minha hesitação, Edward afastou-se e apertou o botão de emergência do elevador, nos parando no mesmo instante.
— Você não cansa? — Perguntei após receber outro beijo — Temos que ser rápidos.
— Absolutamente não — Respondeu com a voz rouca de tesão e abaixou as alças da minha blusa — Então rápido nós seremos.
Sua língua castigou os meus mamilos, chicoteando, lambuzando em volta e então pincelando antes dos seus lábios chuparem como um bebê faminto por comida. Eu gemia excitada ao vê-lo inclinado para mim naquele lugar, sabendo que havia pessoas esperando para usar o elevador enquanto estávamos enlouquecendo um ao outro. Edward começou a desabotoar a minha calça, mas o interrompi segurando um gemido de frustração. Acho que eu tinha tido a minha cota de orgasmos pela manhã.
Ele me olhou confuso quando abaixei as suas calças até o meio das coxas e soltou a respiração que prendia quando me viu ajoelhada à sua frente. Ele juntou o meu cabelo, tirando-o do rosto e assistiu meio boquiaberto quando lambi todo o cumprimento do seu pau.
— Você é absolutamente fantástica, baby. — Me elogiou como se eu estivesse fazendo a coisa mais incrível por ele. Apenas sorri e o levei para dentro de mim. Seus gemidos eram como sinfonias para os meus ouvidos, quanto mais ele demonstrava que estava gostando, mais empenho eu colocava. Edward inclinou a minha cabeça um pouco para cima e do jeito dele, começou a foder a minha boca. Era hora de ser uma boa menina e obedece-lo.
Relaxei tanto quanto pude e logo o seu pau estava deslizando sem dificuldade até a minha garganta, não era a coisa mais confortável e gostosa do mundo, mas por aquela expressão em seu rosto, eu me via capaz de fazer isso e muito mais. Edward retirou-se da minha boca só para ver o quão babado estava e então enfia-lo de volta, fundo. Ele foi rude e estava enrijecendo em minha boca. Eu podia senti-lo.
Percebendo que estávamos ambos atrasados e passando dos limites, tomei o controle e o chupei com precisão, ajustando a velocidade e dando atenção para as suas bolas que estavam rígidas. Ele estava a um fio de gozar e foi só eu arranha-lo com os meus dentes, que ele praticamente gritou se desfazendo na minha boca e lá estava eu reforçando o meu café da manhã.
Levantei e após lhe dar um sorriso, fui me arrumar em frente ao espelho. Apesar de estar meio suada e descabelada, não seria tão difícil de disfarçar. Arrumei a roupa, limpei os cantos da boca onde o meu batom – por sorte, nude – foi borrado e então me considerei decente. Edward ainda estava de olhos fechados com a cabeça encostada na parede recuperando o fôlego.
Ao menos sua roupa já estava no lugar.
Eu apertei o botão que nos destravaria e o elevador deu aquele pequeno salto, para então voltar a descer. Alcancei a minha bolsa no chão e então fui puxada para os braços do meu homem, que tinha um sorriso bobo e satisfeito naquela boca linda. Nos abraçamos e ele me beijou novamente, dessa vez com mais cuidado e de forma carinhosa.
— Eu amo cada partezinha de você, mas estar na sua boca... — Ele balançou a cabeça para os lados como se não soubesse o que dizer e tive a cara de pau de rir – Desculpe por ter sido chato lá em cima, eu apenas queria ficar tanto tempo quanto pudesse contigo, mas temos o domingo todo, certo?
— E mais tarde?
— Tenho que te dividir com a nossa família, Bella, não é mesma coisa — Me explicou como se fosse óbvio e então paramos. O elevador abriu e eu vi Edward sorrir despreocupado pra quem quer que estivesse atrás de nós — Bom trabalho, baby, vou sentir sua falta — Ele me deu um selinho e eu tentei sair dos seus braços, mas fui apertada outra vez — Eu te ligo para avisar o que combinamos e fique tão longe quanto puder daquele sujeito.
— Edward, vai começar? — Perguntei gemendo, mas achando fofo o seu ciúme e cuidado comigo — Eu quero só ver quando for a minha vez. Que tal ficar te ligando durante o dia ou aparecer no seu trabalho de surpresa para ver como você tem se comportado ao redor da Madison?
Ele jogou a cabeça para trás e gargalhou enquanto me soltava e endireitava o corpo.
— Eu ia gostar disso, baby — Respondeu quando outras pessoas entraram no elevador prontas para subir, eu me afastei andando de costas e ele veio junto me olhando com malícia — Há uma mesa no meu escritório que combina perfeitamente com o seu tom de pele. Deveríamos testar a resistência dela qualquer hora dessa.
Eu pensei que viraria um tomate no mesmo instante, mas Edward cínico como era, apenas riu e beijou a minha bochecha. Então sem qualquer aviso, as portas do elevador se fecharam e eu fiquei de fora, tendo o porteiro olhando para diversos pontos diferentes, menos para mim. Merda, ele também tinha ouvido.
Com certeza aquele grego me pagaria por mais essa!
Depois que verificássemos a sua mesa.
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