Odisséia Grega

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Voltei com mais coisa fresquinha pra vocês. Carol e Buverlita, que recomendações mais encantadoras! Eu as amei de coração. Muito obrigada ♥

Deitada de bruços na cama e com os olhos fechados, eu sentia dedos masculinos subindo e descendo pelas minhas costas nuas em um carinho gostoso. Todos os meus pelos se arrepiavam independente da direção que eles tomavam e eu quase não conseguia mais fingir que estava adormecida. Coloquei os meus braços para cima, me espreguiçando toda, mas com vontade de me esconder entre os travesseiros novamente. Os lençóis estavam quentinhos e os meus músculos pareciam não ter tido o suficiente de descanso. Eu pretendia ficar quieta e fingir ter adormecido outra vez, mas o gemido que me escapou, quando lábios quentes e macios depositaram um beijo lento bem no meio das minhas costas, me denunciou na hora.

— Não é possível que ainda esteja com sono, Bella.

— E você pode me culpar? — Resmunguei manhosa. Ele riu me ajudando a virar na cama até estar de barriga para cima e então dei de cara com o sorriso mais sexy que já vi na vida. Seus cabelos pareciam um ninho de passarinho e o rosto estava ligeiramente amassado por ter dormido muito, mas ainda assim, arrebatadoramente lindo.

— Eu gastei bem mais energia que você... — Desafiou. O sorriso cresceu e agora ele me olhava com fome. Minha respiração acelerou quando seus olhos caíram nos meus seios expostos. Vi quando sua língua umedeceu o lábio inferior e eu estremeci. Ah, não! De novo não.

Edward me acordou muito cedo esta manhã com os seus beijos pecaminosos e antes que eu pudesse abrir meus olhos, suas mãos estavam entre as minhas pernas, me massageando e excitando. O homem era amante do sexo matinal e tanto quanto eu gostava de dormir, também não conseguia resistir ou me aborrecer com as suas investidas.

Desde que voltamos a dormir juntos, há mais de uma semana, ele tem passado quase todas as noites aqui. Eu não precisei pedir ou Edward se oferecer, era simplesmente natural jantarmos juntos, ensinar coisas ao Heitor e brincarmos até que estivesse no horário de ir pra cama. Uma vez que o nosso garoto estivesse dormindo, então aproveitaríamos cada minuto da noite para namoramos. Era simplesmente inevitável. Nós sempre acabávamos na cama, mesmo que às vezes as roupas permanecessem. Mas quando era pela manhã...

— Edward, não. Pode ir parando. Nós precisamos levantar e preparar o café — Sua cabeça já estava entre os meus peitos e a minha mão em seu cabelo, indecisa entre acariciar ou puxa-lo para longe — Daqui há pouco o Heitor acorda exigindo comida. Eu nem sei como você conseguiu fazê-lo dormir de novo! — Dei uma tapinha nele, que me olhou fazendo beicinho, mas afastou-se para me deixar levantar.

Hoje eu não precisaria trabalhar, o máximo de serviço que tinha poderia ser feito em casa e levado para a Kara amanhã. Como Edward esteve viajando pelos últimos dois dias e só retornou na tarde passada, livrou-se da empresa e decidiu que passaria o dia de hoje conosco. Nós tínhamos planos de almoçar fora e fazer passeios, voltando para casa apenas por volta da hora do jantar e por isso estivemos usando a manhã toda para recuperarmos nossas energias. Então quando Heitor acordou às 8, eu o expulsei da cama para que fosse cuidar do garoto enquanto eu recuperava as horas de sono que perdi com ele durante a madrugada passada.

— Sou um CEO, Bella. Acha que não saberia negociar com o meu próprio filho? — Puxou-me pela mão e eu cai sentada de volta à cama. Ele segurou o meu queixo sorrindo e beijou-me na boca docemente antes de me desejar bom dia. Sorri de volta após dar-lhe um selinho e saí da cama completamente nua, ignorando o seu gemido quando parei no caminho para apanhar a minha camisola caída no chão e fui para o banheiro.

Não fazia muito sentido preparar um café caprichado quase às 11 da manhã, mas estávamos famintos. Eu não queria esperar para comer na rua, por isso decidi improvisar um brunch enquanto Edward tomava seu banho de banheira com Heitor. Ele não demorou nem quinze minutos para começar a chamar lá no quarto. Gritou quando me viu e sacudiu-se todo em felicidade como se não me visse há meses. Eu ri e lhe apertei muito, beijei, cheirei, fiz tudo que tinha direito com o meu filhote e depois tirei sua fralda que estava ensopada. O pai roubou a criança logo em seguida e mandou-me de volta para a cozinha com um tapa na bunda.

Por pouco aquela fralda suja não foi parar no seu belo rosto.

A mesa já estava quase pronta. O meu humor estava tão bom que até tive animo para decora-la com pratos combinando, cestinhas e flores. Eu estava orgulhosa dos ovos que preparei, estavam lindos e apetitosos. Coloquei um no prato do Edward, com um pouco de bacon e linguiça. Botei torradas na cesta ao centro, preenchi os copos até a metade com suco e esperei que ele mesmo se servisse do café quando voltasse, para não que não esfriasse.

Estava indo para geladeira quando ouvi o meu celular tocar em algum lugar. Olhei para os lados tentando ver o aparelho e lá estava ele no balcão embaixo do micro-ondas girando e girando sobre o mármore. Peguei a geleia na porta da geladeira, fechei com o pé e fui correndo até o celular para atender.

O que acha de eu e você termos um bom tempo essa noite longe do seu homem?

— Bem, olá! — Cumprimentei rindo de Eric — Por que longe do meu homem? Você não vai continuar com essa infantilidade por muito tempo, vai?

Ele roubou, Bella! Como vocês não veem isso? — Exclamou exasperado e eu gargalhei.

Como sempre ao retornar de uma longa viagem, Eric passou por Chicago para ver como estávamos e foi formalmente apresentado ao meu namorado. Ele estava a par da maioria dos acontecimentos nesse período em que estivemos indo devagar e aprovava as decisões que Edward estava tomando, principalmente com relação ao Heitor. Sua grande preocupação era com o afilhado, mas vê-lo tão feliz o convenceu de vez a dar uma chance.

Nós tivemos um almoço excelente naquele dia, Maggie se deu muito bem com Edward e eu suspeitei que ela fosse uma fã, pela enxurrada de perguntas e coisas decoradas que tinha sobre ele e seus negócios. Edward ficou meio hesitante por causa de sua profissão, um homem como ele não podia simplesmente falar qualquer coisa e fazer amizade com qualquer pessoa que pudesse facilmente vazar ou vender informações valiosas sobre a vida dele, mas isso foi só no início. Nós seguimos com o nosso dia, cada um envolvido com o seu trabalho e mais tarde, nos encontramos na minha casa para uma noite de filmes, jogos e bebidas.

Rosalie e Emmett também estiverem presentes. Foi divertido e eu estava vibrando por dentro ao ver Eric e Edward se dando tão bem, conversando e debatendo como se fossem amigos de anos, mas foram só os dois se enfrentarem no poker que a coisa desandou de vez. Eu nunca imaginei que o Northman pudesse ser tão competitivo! Depois de perder pela terceira vez para o meu namorado, Rose e eu saímos do jogo e ficamos assistindo-os de fora com nossos vinhos.

Maggie nem se arriscou a participar.

Emmett foi o próximo a sair, mas ao invés de assistir ao jogo como uma pessoa normal, ele iniciou uma aposta sobre quem seria o vencedor. Cada um teve sua vitória, então foi sugerido um desempate que Eric perdeu em tempo recorde. Ele ficou chateado e passou o resto da noite reclamando sobre como o Edward blefava e que esteve roubando o tempo todo. O cara não sabia perder, isso é um fato. Edward foi maduro até o dia seguinte quando nos encontramos de novo. Ele não desperdiçou uma oportunidade de alfinetar o meu amigo e sempre funcionava.

Eric ficava irritadíssimo. Era divertido de assisti-lo tentar atacar de volta sem obter muito sucesso, mas então, ele começou a nos evitar por pura birrinha e não tínhamos mais nos visto.

— Você é um péssimo perdedor — Afirmei ao enfiar o dedo dentro da geleia para provar um pouco. Uau, que fome! — Mas me diz, o que você pretende?

Eu não sei. Maggie está de indisposta para qualquer coisa que envolva álcool, mas talvez pudéssemos ir ao boliche ou algo assim — Respondeu dando a entender que não gostava nenhum pouco da ideia e eu o entendia perfeitamente. Um cara como ele não passava as noites em meio a adolescentes barulhentos e famílias gigantes. Com certeza tinha sido ideia da Maggie e ela estava o punindo por alguma coisa. Hmm — Talvez a Rose e o cara dela possam vir também.

— Até parece! O Edward será o único a ficar de fora? Eric, seja razoável.

Está bem — Bufou dando-se por vencido e eu ri — Deixe o meu afilhado em segurança e traga o homem com você, mas se ele roubar outra vez, eu vou chutar aquela bunda grega!

Revirei os olhos enquanto lambia o meu dedo coberto de geleia de uva. Conseguia ouvir os gritos e as risadas de Heitor seguidos de alguns barulhos e pancadas. Eles finalmente haviam saído do banheiro e deveriam chegar famintos aqui a qualquer momento. Combinei com Eric que o avisaria mais tarde se todos iríamos e decidiríamos um lugar para nos encontramos.

Sentei na mesa para fazer o meu próprio prato e belisquei algumas coisas para não ter o meu estômago roncando enquanto dava comida para o meu ruivinho. Os dois chegaram vestidos minutos após eu acabar com duas torradas. Lindos e perfumados. Ambos estavam com roupas e sapatos de sair, então Edward ainda nos levaria para um passeio, o que era ótimo porque após passar tanto tempo na cama desde ontem, eu realmente queria ver o sol, pessoas e lugares.

— Você pode me lembrar de ligar para a Bree mais tarde? Preciso saber se ela vai estar livre à noite para ficar com o Heitor. — Edward havia feito careta, mas concordou em sair com todo mundo hoje. Mandei uma mensagem pra Rose e Emmett que estavam trabalhando, porém não nenhum tinha respondido ainda.

— Claro, mas podemos deixa-lo com os meus pais e na volta, dormir todos lá, você sabe. Esme já nos fez inúmeros convites — Eu assenti enquanto limpava a boca do bebê e lhe dava um pouco de água em seguida. Não era uma ideia ruim, aqueles dois criaram dois filhos, não deveriam ter problemas em ficar com Heitor por algumas horas — Carlisle adoraria ter Heitor por lá sem precisar dividi-lo com a gente.

Eu ri porque era verdade. Carlisle não hesita em demonstrar que ele é o seu neto favorito. Os homens realmente têm uma queda absurda por garotinhos e o fato de Heitor se parecer tanto com o pai quando pequeno, só tornava o avô mais babão. Pedi para que Edward juntasse a louça suja e colocasse de forma organizada na pia para serem lavadas mais tarde. Liberei o bebê de sua cadeirinha e limpei a mesa dos farelos e respingos enquanto o vigiava de longe.

— Está quase tudo pronto para a mudança do Jacob, baby — Edward anunciou entrando no quarto do nosso filho e me entregando a bolsa completamente vazia para que eu pudesse enche-la com o que Heitor precisaria pelo resto do dia — Eu passei nos apartamentos que a empresa fornece para os funcionários e está tudo em bom estado. Não é muito grande, mas o suficiente para um cara solteiro.

— Você tem certeza de que isso é uma boa ideia? Ele vai estar tão longe de nós... como Billy foi concordar com isso, afinal? — Resmunguei enfiando o repelente para mosquitos no bolso de trás, só por via das dúvidas. Coloquei suas sandálias caso os sapatos começassem a incomodar e... onde diabos estava a chupeta?

— Concordou porque ao contrário de você, sabe que o filho é um homem crescido que só seria infeliz se voltasse a viver sob suas asas ou constantemente dependendo de alguém — Ele justificou vindo me abraçar por trás, colocando em minhas mãos algumas fraldas descartáveis e eu bati o pé no chão feito uma criança birrenta — Ohio é logo ali, baby. E você precisa ver como o inverno de Columbus é bonito...

Eu estava um pouco arrependida de ter comentado com Edward sobre a situação financeira de Jacob. No início, ele não estava satisfeito me tendo visitando constantemente um amigo que ele não conhecia e tudo apenas piorou quando lhe contei quem Jake era. Por incrível que pareça, ele lembrava e muito bem do indígena que tentou entrar nas minhas calças, segundo Emmett, mas deixou a implicância de lado quando soube dos últimos acontecimentos na vida dele e entendeu perfeitamente que eu tivesse que ajuda-lo de vez em quando.

Como previsto, Jacob foi demitido após o seu atestado expirar. Ele não estava empolgado para voltar ao trabalho, principalmente por saber que não poderia cumprir com as mesmas funções de antes, não era mais capaz de viajar sempre que fosse requisitado e havia uma fila de pessoas desempregadas que estavam dispostas a fazer aquilo em seu lugar, então não precisaria ser um gênio para descobrir o fim daquela história.

Jake precisou cortar gastos e despesas radicalmente, apesar de não precisar se preocupar com o aluguel, porque o lugar era seu. O enfermeiro foi o primeiro a ser dispensado. Eu achei um absurdo, mas ele alegou que já sabia como se virar bem o suficiente. Depois veio a psicóloga e Billy, seu pai, começou a lhe enviar algum dinheiro para que ele pudesse pagar a fisioterapia. Nós fomos visita-lo certa vez após voltarmos de uma consulta médica. Foi quando Edward entrou em cena e lhe fez uma proposta. Jake não ficou ofendido por tê-lo lhe propondo uma oportunidade de sair daquela situação mesmo sem saber se havia sido pedido meu ou não. Acho que ele estava mesmo desesperado por alguma solução.

Edward tinha um velho amigo de faculdade que estava fazendo uma fusão dos seus negócios com os do irmão mais velho e eles precisavam de um pessoal em Ohio, mais precisamente em Columbus e Toledo. Para determinados cargos, além do salário e alguns benefícios, eles forneciam alojamento. Tinham alguns apartamentos a disposição para os funcionários e eles podiam ser divididos entre colegas ou não. Edward arranjou para que o Jacob ficasse sozinho, uma vez que não tinha controle sobre quem dividiria o local, podendo ser qualquer imbecil que não respeitasse as limitações do meu amigo.

— Foi muita gentileza sua fazer isso tudo para alguém que nem gosta. — Afirmei após fechar o zíper de bolsa e girei, ficando de frente para aquele homem maravilhoso que eu tanto amava.

— Não somos amigos de infância, Bella, mas sei que ele foi bom enquanto estive fora e eu serei sempre grato a qualquer um que cuidou por vocês — Justificou batendo a ponta do dedo indicador no meu nariz, me fazendo encolhe-lo, mas sorrindo por ele ser tão doce — Fora que seria muito egoísmo da minha parte ficar parado, sabendo que poderia ajudar de alguma forma. Estou feliz que ele vai recomeçar em um lugar novo e quem sabe, conhecer alguém bacana por lá? — Perguntou balançando a sobrancelha para mim e cutucando a minha barriga, fazendo com que eu me contorcesse.

— Não coloque essas ideias na cabeça dele! — Ralhei batendo em seu ombro e empurrando-o para longe. Ele torceu a boca para não rir de mim — É sério. O Jacob tem que se concentrar em muita coisa quando chegar lá. Terá que voltar aos tratamentos, se adaptar ao emprego, a casa...

— O apartamento é seguro, Bella. Eu pedi autorização para fazer pequenas reformas e ele já está todo adaptado para um cadeirante. Barras de ferro próximo a mobília, para que ele possa ir para o sofá sem dificuldades, nos banheiros. Também mandei fazer... — Eu não deixei que ele completasse e simplesmente pulei em seus braços.

Edward fez um som engraçado enquanto expulsava o ar do corpo, devido ao meu peso inesperado em cima dele, mas me segurou e sorriu quando bati os meus lábios nos dele. O beijei tentando demonstrar toda a minha gratidão e felicidade por tê-lo para mim. Ele era incrível de tantas formas diferentes que fazia o meu peito doer. Eu teria que pensar em algo para agradece-lo a altura. O meu homem merecia por ter o coração tão grande e bonito.

Ouvimos a campainha tocar, o que acabou atrapalhando os nossos beijos e toques. Suspiramos insatisfeitos, mas gostei dos muitos selinhos que ganhei nos lábios e nas duas bochechas. Ele disse que enquanto eu atendia a porta, pegaria as bolsas e Heitor que estava em minha cama assistindo TV. Concordei e apressei os passos quando a campainha soou novamente. Alguém estava com pressa. Calma aí, caramba!

Agitei o meu cabelo com os dedos antes de empurrar a maçaneta para baixo. Puxei a porta em minha direção e senti a minha garganta ficando seca à medida que os meus olhos registravam quem me esperava do lado de fora. Isso só pode ser algum karma muito fodido. Engoli em seco, sentindo vontade de checa-la de baixo para cima, exatamente como ela fazia comigo, mas os meus olhos arregalados estavam presos no rosto bem maquiado e em seu familiar sorriso de escárnio.

Deus, as vezes parecia que eu vivia em um déjà-vu constante. Outra vez me vejo abrindo as portas para o pesadelo entrar e trazer o caos para a minha vida, porque eu sabia que absolutamente nada de bom poderia vir daquela mulher. Era impossível. Seria como ir contra a natureza e o curso das coisas. Balancei levemente a cabeça para os lados tentando me recuperar do choque inicial e olhei para Elizabeth que carregava com ela um minúsculo cãozinho em seu braço esquerdo, que mal arriscava se mexer. Estava pendurado como uma bolsa.

— Isadora! Há quanto tempo, não é?! Você está... modesta — Ela me cumprimentou sorrindo falsamente olhando para o macacão azul marinho curto que eu usava, com o cinto fino de couro marrom na cintura e as sandálias da mesma cor — O meu filho estaria por aqui?

Juro por Deus que minha cabeça começou a doer só com o timbre da voz daquela mulher. Mas sério? Eu não conseguia compreender que tipo de sangue frio corria por aquelas veias para ela vir parar aqui e agir com essa naturalidade, perguntando pelo filho dela como se não tivesse sido a maior cretina de todos os tempos pelos últimos anos.

Elizabeth tentou dizer mais alguma coisa, porém, sua voz foi abafada pelo barulho da porta se fechando bruscamente em sua cara. Eu podia imagina-la boquiaberta do outro lado sem acreditar no que eu havia feito, mas era isso ou eu voaria naquela cadela e teriam que chamar a segurança e o sindico para tentar me parar. Não acho que Edward ia gostar nadinha de estampar o jornal de amanhã por ter a namorada batendo em sua mãe.

E por falar nele.

— Baby, nós temos uma situação... — Ele veio pelo o corredor, rindo e colocando o seu óculos de sol pendurado no V da camisa branca e leve que usava, atraindo a minha atenção para aquela área, que em particular era tão macia e... — Bella?

— Sim — Pigarreei focando no rosto dele, então a campainha soou outra vez. Maldita seja — Nós realmente temos uma situação e eu espero que você lide com isso. Onde está o Heitor?

— Está na cama. Nós tivemos um acidente com o seu batom. Bella, quem é? — Nós ouvimos batidas na porta e eu me controlei para não atirar o abajur naquela direção.

— Abra e veja por si mesmo.

Eu estava feliz que Heitor ainda estivesse no quarto mesmo que tenha feito algo que provavelmente irá me irritar muito. Esperei impacientemente que ele fosse para a entrada do apartamento. Queria que ele mandasse aquela mulher de volta para o inferno de onde ela veio e voltasse para mim e o nosso filho de uma vez.

— Anthony! Eu sabia que você estava aqui. Dá pra acreditar que essa louca não deixou a sua mãe entrar? — Elizabeth fez seu drama assim que Edward pôs os olhos nela. Eu não podia ver o seu rosto daqui, mas sabia que ele estava tão chocado quanto eu estive, pois ela passou ao seu lado e entrou sem que um músculo seu se movesse — Quem te criou não te deu educação, garota?

— Eu fui muito educada em não chutar a sua bunda coberta de Chanel para fora do meu prédio!

— Baby, calma — Edward pediu vindo ao meu encontro quando eu já caminhava em direção a ela. Eu lhe dei o meu olhar de ‘você está brincando comigo?’, mas ele apenas beijou a minha testa — É bom que você tenha um ótimo motivo para estar perturbando a minha Bella.

— Sua Bella? — Desdenhou e eu precisei ser contida outra vez — Se vale de alguma coisa, eu tentei ligar para você, mas não completava. Eu estou passando algum tempo na mansão do seu pai porque a minha cobertura está em manutenção e recebi uma encomenda que chegou para você. Até com Carlisle tentei falar, mas ele não me atende. Aposto que tem dedo da bastarda nisso.

— Você é louca o suficiente para ofender Esme na minha frente? — Edward gritou assustando a nós duas e foi a minha vez de abraçar a sua cintura para não tê-lo fazendo qualquer besteira.

— Está bem, que seja! — Ela recuperou-se e acariciou uma mecha do cabelo agora mais platinado do que da última vez que nos vimos — Há coisas acontecendo em Atenas e como você sempre reclama da mãe que sou, vim fazer o favor de alerta-lo pessoalmente.

— Você viajou da Grécia até aqui só para me avisar algo? — Ele perguntou descrente e a cascavel assentiu sorrindo tão doce quanto alguém com botox até na alma conseguiria — Eu não acredito em você.

— Estamos nos Estados Unidos, pelo amor de Deus. Eu não preciso de uma desculpa para vir — Explicou como se fosse óbvio e começou a fazer carinho na cabeça do cachorro. A coisa era tão pequena e imóvel que eu me esqueci da presença dele — Eu estou desapontada com você. Está relapso no trabalho. Veja só, eu recebo informações enquanto você está aqui cuidando dos seus outros interesses — Olhou rapidamente para mim e revirou os olhos — Um rabo de saia não vale o seu patrimônio, Anthony! Você sabe que sempre terá Tanya. Uma jovem bonita, educada, de família e...

— Sai agora mesmo da porra da minha casa! — Rugi partindo para cima dela, mas Edward me segurou, puxou e me prendeu a ele até que eu não pudesse sair dos seus braços — Como você ousa? Sua filha da... — Edward girou o meu corpo, me pondo de frente para ele e eu já estava arquejando sem ar. Quem ela pensa que é pra vir na minha casa, me ofender e ainda oferecer a sobrinha? Essa cretina estava testando demais a minha paciência.

— Baby, olhe pra mim — Ele pediu e umedeceu seus lábios. Respirei recuperando a compostura e o olhei em seus olhos — Fique calma, ok? Eu sou só vou fazer o que você quiser. Você prefere que eu tire ela daqui e converse lá em baixo? — Bufei irritada com a sugestão e tentei empurra-lo para longe de mim, mas Edward apertou minha cintura e me deu um olhar — Não faça assim.

— Se dependesse de mim, você não iria com ela — Comecei desviando o olhar e respirei fundo pela décima vez desde que a mulher apareceu — Mas se vocês têm algo importante para conversar, façam isso, mas não aqui. Tire-a daqui. Do meu prédio, da rua, vão pra longe!

A ideia de tê-lo sozinho com ela me perturbada tanto quanto a de permiti-la ficar na minha casa, mas eu não podia correr o risco. Heitor estava aqui e eu jamais o deixaria na presença dessa mulher se não pudesse evitar. Ela era tóxica até para uma alma tão bonita quanto a do meu filho.

— Me espere lá embaixo. Eu já vou descer — Edward anunciou para a mãe — Elizabeth? Se você desrespeitar a minha mulher outra vez ou vou fazê-la entender por bem ou por mal, que não estou para a brincadeira. Para o seu próprio bem, me ouça uma única vez, você não quer me desafiar. Será que eu me fiz claro? — Falou firme e tanto estremeci quanto o meu peito inchou de orgulho.

— Como cristal. — Respondeu calma, mas minha espinha recebeu as vibrações de ódio que ela continha quando falou.

Ouvi os seus saltos clicando no meu chão enquanto ela se retirava em silencio, mas eu podia imaginar a cara amassada em desgosto. Os braços dele me rodearam com carinho e eu deitei o rosto em seu peito, pensando nas possibilidades. No que significava o retorno daquela mulher. Deus, estava tão bom. Tivemos meses tão incríveis juntos, apenas nós três e os Cullen, o que seria tão importante que a droga de um e-mail não podia resolver?

— Eu sinto muito. Gostaria que não, mas coisas assim sempre acontecem aonde quer que ela apareça — Desculpou-se beijando a minha testa demoradamente — Eu vou leva-la algum lugar e saber que história é essa que ela veio dizendo. Mais tarde, eu te ligo e se ocorrer tudo bem, eu posso voltar à noite? — Perguntou inseguro. Assenti minimamente e ele beijou os meus lábios várias vezes e por longos minutos.

Ouvimos o chorinho de Heitor, provavelmente assustado por ter ficado tanto tempo sem ver nenhum de nós por perto, então nos separamos e fomos até ele. Edward se despediu murmurando desculpas por não o levar para passear, mas prometendo que voltaria o quanto antes. Ele chorou ainda mais ao perceber que o pai ia embora e eu demorei um tempo razoável para acalma-lo e fazê-lo esquecer. Ele não costumava fazer essas coisas e eu não consegui conter a minha própria frustração. Como uma manhã tão boa e repleta de planos tornou-se isso?

Rosalie respondeu a minha mensagem algum tempo depois enquanto eu tentava trabalhar em alguma coisa e eu já nem sabia se nós iríamos ao boliche dado os últimos acontecimentos. Ela notou o meu desanimo em poucos caracteres e me chamou para almoçar. Disse que tinha algumas horas livres na clínica e poderia me encontrar em um restaurante vegetariano há umas 3 ou 4 quadras daqui.

Ela ficou surpresa quando viu que Heitor veio comigo. Nós fizemos os pedidos, só coisa rápida e leve e enquanto Rose terminava de limpar o que sobrou de sujeita nos dentes do afilhado – que tinha mastigado o meu batom –, eu contei sobre a minha noite incrível com Edward e a manhã que passamos juntos até que a cascavel aparecesse carregada com o seu veneno.

Rose estava mais preocupada do que eu, achando que não havia informação ou encomenda coisa alguma, que ela tinha vindo até nós com o mesmo propósito da outra vez. Edward e eu já saímos em público algumas vezes, fomos vistos por conhecidos seus, flagrados por paparazzi, mas graças a Deus nenhum conseguiu um registro de Heitor. Não havia uma nota sequer na internet que desse a entender que sabiam sobre a sua existência e nós preferíamos assim. Era exatamente por isso que eu não achava que havia urgência de Elizabeth voar tanto a troco de nada.

Depois que Edward se abriu comigo e revelou o que havia por trás de cada decisão que ele tomou, que consequentemente me envolveu, eu confiava cegamente nele. Sabia que ele não daria ouvidos à Elizabeth novamente se a sua intenção fosse apenas fazê-lo voltar para ficar com aquela mulher. Ele estava feliz com o que tínhamos aqui em Chicago, não estava relapso coisa alguma! Trabalhava diariamente e fazia aquelas viagens exaustivas para então sair do aeroporto correndo de volta para nós dois. Edward não trocaria isso por nenhum peso na consciência e era com orgulho que eu reconhecia que já não havia mais nenhum.

— Sim, você provavelmente está certa. Eu que sou muito paranoica principalmente depois de saber a outra versão da situação de vocês — Ela assumiu tomando um longo gole do seu suco de uva com kiwi e hortelã — Emmett sempre diz que essa senhora não dá ponto sem nó, então apesar de gostar muito da sobrinha, não deve ter enfrentado um voo desse só para isso.

Isso não me tranquilizava muito, na verdade. Me sentia perfeitamente capaz de lidar com a mãe dele e suas tramoias, principalmente o tendo firme do meu lado, mas caso o problema não fosse esse... estariam os negócios do Edward em perigo outra vez? Ele era um homem poderoso e rico. Até demais para o seu próprio bem e não estava sempre coletando amizades. Havia sim, pessoas invejando e desejando suas posses. O seu fracasso. Claro que ele tinha os seus seguranças muito competentes que pareciam verdadeiros ninjas da arte de só serem notados quando requisitados, mas eu ainda temia principalmente após saber daquele ataque. Foi realmente uma sorte que ele estivesse do outro lado do Atlântico e que os criminosos não estavam mesmo na empresa. Se eram capazes de causar dano usando a porcaria da internet e suas tecnologias, imagine...

Balancei a cabeça para os lados afastado os pensamentos negativos. Provavelmente não era nada tão sério, do contrário, todos estariam sabendo. Emmett inclusive e então Rosalie também estaria a par. Volto para casa após dar uma volta com Heitor no Millennium Park. A última vez em que estivemos no Grant, Edward tinha vindo conosco, mas havia muito o que se ver por lá. O lugar era muito verde, principalmente agora na primavera e apesar de ter sempre uma boa quantidade de pessoas, eu me sentia à vontade para deixar o meu bebê correr livre, cair e entrar em contato com outras crianças que estavam passeando ao redor também.

Um banho foi necessário para nós dois e enquanto o deixei brincando, fui lavar a louça do café. Quando tudo já estava seco e guardado nos armários, eu me vi inquieta. Chequei o meu celular no mínimo uma dúzia de vezes desde que voltei, mas não havia mensagens ou qualquer sinal de vida dele. Tamborilei os meus dedos em minha coxa à mostra pelo o pequeno short jeans que vestia. Eles não já deveriam ter terminado? Que raios de conversa longa poderia ser essa?

Cansada de confabular comigo mesma, liguei para a minha mãe e conversamos sobre o que vinha acontecendo nas últimas semanas. Ela foi literalmente uma das pessoas mais empolgadas sobre o meu retorno com Edward. Eu lembro que ela o alugou por quase duas horas no telefone e os dois conversaram sobre tudo e sobre nada, deixado a Charlie e a mim enciumados. Papai deu um leve sermão nele sobre sumir tão drasticamente da vida de alguém e nós apenas relevamos isso. Não estávamos dispostos a compartilhar com a minha família todas as coisas que ele passou e seus reais motivos para sumir por aqueles anos. Isso era passado e já não importava.

Renée foi sensata. Disse-me para ter paciência, pois agora tomávamos as decisões como um casal e não ‘cada um que cuide da sua vida’. Edward deveria estar lidando com problemas mais sérios que a minha insegurança e a hora de conversarmos chegaria, então não havia necessidade de colocar os carros na frente dos bois. Ela me disse que ficar em casa esperando por notícias não era a escolha mais inteligente, então assim que desligamos, telefonei para Esme e lhe pedi abrigo para Heitor e eu esta noite.

Você não precisava nem perguntar, Bella! — Esme me repreendeu rindo — Bastava aparecer e nós a receberíamos com um imenso prazer, querida. Venha. Eu fico com o bebê para que vocês possam ter um tempo para se divertir, não se preocupe.

É claro que ela imaginava que o filho estivesse indo para onde quer que eu fosse, mas ao invés de explicar, apenas concordei. Deixaria para avisa-la quando já estivéssemos lá. Nos arrumamos e a caminho de casa dos Cullen, eu recebi a mensagem de Emmett confirmando que se tudo ainda estivesse de pé, ele com prazer iria quebrar alguns pinos conosco.

Vestido em seus pijamas, Carlisle nos recebeu empolgado como se estivesse indo para o jogo de futebol da sua vida. Ele roubou Heitor dos meus braços com a desculpa de que eu estava carregando bolsas demais, meus lábios contraíram com aquilo, mas eu não estava no humor para sorrir. Esme apareceu instantes após, com roupas confortáveis e quentes de ficar em casa. Me deu um abraço apertado e fomos para o quarto que ela preparou para quando os netos viessem visita-la.

O cômodo era grande como os outros da casa onde já estive. Estava pintado de cores leves que serviam para ambos os sexos. O quarto também estava equipado com tudo que nós mães, poderíamos precisar e além da cama de solteiro, havia dois berços de aparência muito segura e confortável. Cada um com seu próprio estilo e com o nome da criança em alguma parte.

— Você acha que ele vai gostar? Estava diferente quando Alice veio — Explicou tirando alguns ursos da estante e colocando-os de volta no mesmo lugar, demonstrando nervosismo — Não sabíamos sobre a existência do Heitor ainda, mas tratei de mudar tudo rapidamente.

— Está tudo lindo, Esme. Muito obrigada — Tentei tranquiliza-la porque era realmente muito doce que eles tenham incluído o meu filho nesse espaço, para que ele se sentisse em casa sempre que estivéssemos aqui — Ele comeu antes de sairmos, então deve querer alguma coisa em torno das 22:30h. Se ele der qualquer tipo de trabalho...

— Não se preocupe, Bella — Esme riu ao me interromper — Tenho os meus truques para entreter uma criança e fazê-la dormir. Não me subestime — Piscou para mim e eu assenti enquanto tirava o celular do bolso, que vibrava. Era uma mensagem do Eric com um endereço. Rapidamente repassei o conteúdo para Emmett — Então, você vai esperar por Edward?

— Ah, na verdade, nós não estamos indo juntos essa noite — Expliquei enquanto descíamos as escadas. O riso do meu filho já podia ser ouvido e isso era um sopro de alivio no meu coração — Ouça, você soube que Elizabeth está de volta?

— Ela está? — A voz de Esme aumentou enquanto as pernas travaram nos últimos degraus da escada. Me virei pra ela e confirmei com a cabeça — Elizabeth esteve procurando o meu marido, mas estava tudo indo tão bem que o que eu menos queria era tê-la trazendo mais drama para nós — Bufou irritada, desceu enrolando o seu braço no meu e me arrastou até a sala — Pelo visto ignora-la não fez muito efeito. Se ela te incomodou de alguma forma, eu sinto muito. Nem sei como ela achou vocês, mas dinheiro compra tudo hoje em dia, não é? Carlisle! — Gritou — Ligue para o seu filho e descubra o que aquela mulher quer de volta à cidade.

— Que mulher? — Ele perguntou divertido, mas quando viu nossas caras entendeu perfeitamente, como se tivéssemos o nome dela escrito por todo o lugar — Claro, querida. Em um segundo eu vejo o que está acontecendo. E Bella? Essa chave na mesa de entrada com um chaveiro azul, é sua. Tome o seu tempo essa noite, não se preocupe com o horário.

Eu precisei sorrir com ele agindo como se fosse meu pai. Isso me lembrou a Charlie e me deu saudades das minhas saídas durante o ensino médio. Eu agradeci ao casal pelo o grande favor que estavam me fazendo e reforcei mais uma vez que se Heitor tivesse problemas para se comportar ou dormir, bastava me ligar e eu estaria de volta.

Me despedi do meu garoto com muitos beijos e abraços, mas não estava ganhando muita atenção. Como na casa ainda não havia uma área própria para crianças brincarem, todos os moveis da sala foram afastados e o centro do cômodo preenchido por almofadas, travesseiros, cobertas e muitos brinquedos. Muitos mesmo. Era de encher os olhos de qualquer um.

Eu sabia mais ou menos onde ficava aquele lugar e ao chegar na rua, o letreiro luminoso tirou todas as minhas dúvidas. Havia alguns carros modestos estacionados de qualquer forma por ali. Eu procurei por algum tempo um lugar para mim e acabei achando uma vaga quatro carros após o de Emmett. O barulho de pessoas comemorando foi ensurdecedor quando entrei e eu quase, quase pensei em voltar da porta.

Realmente não estava com humor pra essas coisas. Minha mente estava bem longe daqui.

O Uic Bowling Alley era bem mais bonito por dentro do que por fora. Haviam cerca de 9 pistas até onde pude contar e 5 estavam sendo usadas por gente muito mais jovem que eu. Achava meio esquisito ficar ao redor de rapazes e moças parecendo atletas, princesinhas do papai e rebeldes. Parecia que eu estava entrando em The Breakfast Club. Tirei o meu casaco, pois o aquecimento do local estava na medida certa e após passar por algumas mesas, consegui visualizar Eric de costas brincando em um fliperama desses com jogos antigos. Agora sim eu estava me sentindo nos anos 80.

— Bella, que bom que você apareceu — Maggie suspirou quando me viu e abraçou-me pelo o pescoço. Eu sorri para Rose que vinha logo atrás reclamando sobre algo com o Emm — Você pode, por favor, tira-lo dali? O homem trouxe de Tóquio todo tipo de porcaria eletrônica que estava à venda e fica fascinado por isso?

— Vem cá, você não teve infância? — Me aproximei dele rindo e passei a mão por suas costas enquanto assistia-o atirar contra a nave inimiga até fazê-la explodir — Aliens? Francamente...

Talvez a minha experiência com crianças que querem o que elas querem, me ajudou a retirar o meu amigo dali sem prejudicar o relacionamento dele ou a máquina a qual ele agarrou-se para não deixa-la pra trás. Enquanto os rapazes estavam pegando algumas bolas, nós garotas fomos escolher os nossos sapatos para jogar boliche.

— Como posso não me preocupar, Rosalie? Eu não estou acostumada a ficar tanto tempo sem ter noticia dele — Reclamo quando ela me pede calma ao me ver verificando o celular outra vez — Eu não sei o que aquela mulher está aprontando.

— Também custo a acreditar, mas talvez ela tenha mesmo falado a verdade e tenha trazido algumas informações importantes nas quais Edward teve que trabalhar em cima — Justificou e o meu lado racional concordava completamente com ela — Não me diga que está com medo de ele entrar em um avião e só voltar nos próximos dois anos?

Inferno, eu sabia que ela ia chegar lá! O meu rosto começou a esquentar de vergonha e eu virei em direção aos banheiros para que ela não visse. Estava claro que não havia uma única célula em meu corpo que não confiasse a minha vida ao Edward, mas era impossível evitar. Havia esse sentimento dentro de mim que deixava nervosa e inquieta. Eu sentia a necessidade de vê-lo e toca-lo para ter certeza de que ele está aqui. No lugar de onde nunca deveria ter saído.

— Devo dizer o quanto você está sendo ridícula ou serei poupada disso? — Nós já estávamos de volta à mesa quando ela se manifestou outra vez. Eric estava ensinando a Maggie como ela deveria se posicionar para ter mais sucesso na jogada — Ele ficaria tão magoado se soubesse o que você está pensando nesse exato momento.

— Eu sei! — Gemi de desgosto com a possibilidade — Eu não desconfio que ele vá embora na primeira oportunidade. Apenas... merda, Rose. Eu o amo tanto.

— Ele também te ama, Bella — Ela me abraçou e eu deitei em seu ombro pensando em suas palavras. Sim, Edward me amava, mas as três palavras nunca foram pronunciadas por nenhum de nós e eu não fazia ideia do porquê, mas os gestos estavam lá para confirmar o que eu sentia no meu coração — Mais tarde ele vai ligar, certo?

— O que as senhoras tanto conversam? Nós já vamos começar — Emmett chegou perto falando alto como sempre e cutuca a minha barriga de lado, fazendo com que eu me contorça e ria sem poder evitar — Está com essa cara por causa do Cullen?

— Vocês sempre acham que...

— Relaxa, mulher! Algum tempo antes de sair da empresa, eu vi o chegando com uma papelada. Acho que era algo urgente, porque ele se trancou no escritório e não quis conversa nem mesmo comigo — Ele riu e Rosalie também, mas ela, do modo como o meu corpo relaxou com aquela pequena explicação. Ele estava aqui. Trabalhando — Agora vamos separar os times.

As horas se passaram em uma velocidade impressionante. Como os homens se garantiam muito no jogo, não se importaram em ficarem apenas em dois. No começo, nós três estivemos ligeiramente amedrontadas de tomar uma surra daquelas porque os rapazes estavam cheios de si, mas para a surpresa de todos, ficamos o tempo todo na frente deles e de suas línguas compridas.

Foi muito divertido vê-los apelando de todas as formas para baixarem a nossa guarda. Usaram todos os meios possíveis para desviar a nossa atenção durante as jogadas para nos atrapalhar, mas não funcionou. Estávamos mesmo focadas em sapatear sobre eles e quando finalmente conseguimos sentir o gosto da vitória, Rosalie vende o jogo em troca de um par de botas da Louis Vuitton. Você está de sacanagem comigo? Emmett ganhou para eles e comemorou como se tivesse merecido. Estava mais do que satisfeito em desembolsar uma boa quantia para manter o seu ego intacto.

— Isso foi tão injusto. Não posso acreditar que tenho que aceitar essa merda.

— Pare de chorar, Bella — Eric reclamou tomando as chaves das minhas mãos. Eles vieram de táxi, uma vez que estavam com as passagens compradas pra voltar para casa amanhã ao meio dia e devolveram o carro para a concessionária no início da noite — Eu não estou satisfeito com a minha performance, mas se saímos vitoriosos é porque fizemos algo certo.

— Vocês não fizeram nada certo. Foi tudo culpa dessa vendida! — Maggie queixou-se entrando no carro e Rosalie fechou a porta com força do outro lado, por pouco não batendo nela — Você...

— Hey, não desconte no meu carro! — Ralhei ao colocar a cabeça na janela do carona. Ela deu as costas e levantou a mão esquerda, expondo o seu dedo do meio pra mim. Vaca.

Colocamos o carro em movimento e eles nos seguiam pelas ruas. Apertei bem o casaco em torno de mim para me aquecer um pouco mais, todos os vidros – exceto o de Eric – estavam fechados, mas o vento frio da cidade castigava através da menor brecha possível. Olhei o meu celular e praguejei quando vi que de bateria no vermelho, ele havia descarregado por completo, a ponto de não querer ligar nem para que eu pudesse ver ao menos se havia ligações ou mensagens.

Só esperava que Heitor estivesse bem e de preferência, dormindo a essa hora.

— Podemos, por favor, passar em um drive tru? — Pedi pensando que nós definitivamente deveríamos ter comido antes, mas antes que nos déssemos conta, já eram 22h e o boliche estava fechando. E nos conformar com qualquer coisa do bar da esquina não era uma opção.

— Starbucks?

— Inferno, não. McDoland’s — Respondi e Maggie comemorou em pulos no banco de trás como só uma criança faria — Eu estou faminta e sonolenta. Um pouco de gordura vai me ajudar.

— Ew, nojento! — Ela riu após tirar uma foto de si mesma. O flash iluminou o interior do carro e pude pegar o vislumbre do sorriso de Eric. Deus, ele estava tão caído por essa garota.

Estávamos em Chicago, então não demoramos a avistar a grande placa vermelha com o M gigante sobre ela nos mostrando exatamente para onde ir. Havia mais dois carros formando uma minúscula fila à nossa frente e durante a espera, conversamos sobre a próximo evento político que a Maggie cobriria no início da próxima semana. Ela teria um bom destaque.

Nós pedimos o emergencial. Hambúrgueres com batatas fritas, muito ketchup e Coca. Não era o meu refrigerante favorito, mas foi o que a maioria pediu e estávamos com pressa. Paramos no estacionamento quase ao lado e Emmett e Rose vieram até nós. Nos estrememos naquele carro, mas comemos a refeição em meio a risadas, piadas e historias sem pé nem cabeça. Tê-los comigo naquela noite foi uma lufada de ar fresco, pois eu estava me sentindo aprisionada no meu próprio apartamento e sabia que na casa dos Cullen não seria diferente.

Aquela sensação não desapareceria sem ajuda e eles foram exatamente o que eu precisava.

Eric me deixou na casa de Esme e não demorou a pegar seu táxi, pois havíamos pedido um por telefone enquanto ainda estávamos no caminho. Sensível como estava, me emocionei um pouco em ter que me despedir dele outra vez. Era sempre muito triste para mim vê-lo partir, assim como os meus pais quando vinham. Eu jamais me acostumaria a tê-los tão longe de mim, mas foi necessário para que eu aprendesse a caminhar com as minhas próprias pernas, a confiar mais em mim, no que era capaz e no que eu acreditava, já que não podia correr para os braços de ninguém quando a situação apertasse.

A sala estava tão silenciosa quando entrei que o menor movimento com as chaves fazia o meu coração pular no peito. Coloquei-as exatamente aonde Carlisle tinha deixado e segui até onde o tinha visto pela última vez. A maioria das luzes estavam apagadas, deixando uma leve penumbra em volta, mas deu para notar que o centro do cômodo estava ainda mais – se possível – bagunçado do que quando saí. A farra de alguns havia sido melhor que a minha, com certeza.

Tirei o meu casaco e o pendurei no braço direito. Subi as escadas puxando os brincos da orelha e em questão de minutos, estava entrando no quarto de Edward. Aquele que foi designado para que eu pudesse dormir essa noite. Pressionei o interruptor e os dois abajures ao lado da cama acenderam, revelando a figura de um homem sentado no colchão e de costas para mim. O susto foi tão grande que eu pulei para trás e bati contra a porta, exclamando um palavrão quando a minha cabeça se chocou com a madeira. Mas que diabos?

— Você chegou — Constatou. Era Edward e ele foi se virando aos poucos até poder me olhar. Ele parecia chateado e cansado demais, mas era um verdadeiro alivio vê-lo ali de volta para mim. Não sabia há quanto tempo estava me esperando, mas ele deve ter passado no apartamento antes, pois chateada e preocupada como estava, me esqueci de avisar que havia seguido o seu conselho sobre ficar com Esme por hoje — Estive te ligando há algum tempo.

— A minha bateria morreu.

— Entendo — Assentiu com a cabeça e começou a puxar para cima a camisa que vestia até que ela estivesse no chão e o seu torso todo visível para mim — Vem até aqui?

Suspirei, mas caminhei até a cama. Havia esse pequeno sofá em frente a ela e foi onde coloquei os meus brincos, casaco e pulseira. Os meus pés estavam apertados e incomodando, então antes de chegar até ele, puxei-os para fora levando as pequenas e finas meias junto.

— Você não apareceu.

— Sim.

— E não ligou.

— Sim.

— Sério, Edward?

— Calma, Bella. Você tem razão, desculpe — Ele riu alcançando a minha mão e me puxou até que eu estivesse sentada em uma de suas pernas. Nossos rostos ficaram no mesmo nível e não me contive, passei os dedos por sua pele com marcas de cansaço. Sua barba estava apontando outra vez e havia olheiras sob seus olhos verdes — Você está bonita. Se divertiu? — Edward perguntou antes de enfiar o rosto no meu pescoço e cheirar a pele sensível dali. Me arrepiei tão forte que precisei me segurar em seu braço para não me remexer toda.

— Sim, foi bom, mas preferíamos que você tivesse ido conosco — A mão dele estava agora na minha cintura, por baixo da camisa, acariciando e apertando levemente enquanto seu nariz fazia caminhos pela área do meu pescoço, para cima e para baixo — Emmett me disse que você voltou para empresa para trabalhar em algo.

— Claro que disse — Bufou e então afastou-se para poder me olhar — Eu vou tirar a sua roupa. Senti sua falta e quero toca-la sem tudo isso — Avisou ao me colocar de pé em frente a ele, seus dedos começaram a trabalhar no botão e zíper da calça simultaneamente — Desculpe por não dar notícias antes. Eu estava preocupado com as coisas que Elizabeth trouxe com ela e tive que me reunir com os meus advogados.

— Algo grave aconteceu, Edward?

— Você lembra do ataque que sofremos no início daquele ano, certo? — Chutei o tecido grosso para longe com os pés sem desviar os olhos dos dele e assenti — Uma caixa sem remetente chegou para mim. A entrega foi suspeita. Pagaram para um garoto de 14 anos entregá-la e se possível, passar despercebido. Ela foi vistoriada em busca de qualquer artefato que pudesse me ferir e sendo a única em casa, Elizabeth sentiu-se no direito de ficar com ela e abri-la sem me comunicar antes.

Segurei a vontade de revirar os olhos sobre aquela mulher. Ela não tinha o direito de se meter nas coisas dele daquela forma. Era uma folgada. Estava na casa de favor e ainda ia onde não era chamada. Sentei na cama com ele quando já estava sem a blusa, Edward não olhou para o meu corpo nenhuma vez, ele não parecia querer nada disso, mas apenas me sentir. Eu engatinhei até estar no seu colo, com uma perna de cada lado do seu quadril. Ele envolveu a minha cintura com os braços e prendeu-me no lugar.

— Alguém enviou documentações importantes e balancetes da empresa que não coincidiam em nada com os que eu via quando trabalhava...

— Isso quer dizer que os seus estavam maquiados? — Questionei surpresa — Estavam te roubando antes mesmo do ataque?

— Exatamente — Afirmou suspirando — De início, a quantia era relativamente pequena. Eu não sentiria falta e poderia facilmente se passar como um erro, mas a pessoa foi ficando gananciosa.

— Mas também poderia ser um teste, certo? Esperaram para ver se você ou alguém perceberia que o dinheiro estava sumindo ou que a papelada estava toda errada antes de dar o grande golpe.

— Sim, provavelmente. Na época, diversas pessoas foram demitidas, principalmente todos os envolvidos com a minha contabilidade e pensei durante toda a tarde que poderia ser um deles a enviar a caixa, se vangloriando pelo o que fez, mas não... — Edward ficou pensativo com o olhar vagando pelo quarto e meus dedos acariciaram seu maxilar escurecido — Alguém está tentando me avisar. Havia dados da segurança que sumiram na época. Foram deletados do sistema.

— Você suspeita de alguém? — Bem, parecia que alguém está com remorso. Talvez não seja difícil colocar as mãos nele se forem cautelosos e espertos.

— Na época, achamos que poderia ter sido uma empresa russa com a qual estivemos tendo problemas desde que quebrei um contrato com eles ao obter algumas informações sobre o diretor financeiro. O cara se envolvia com... — Ele calou-se passando a mão na nuca e sorriu fraco para mim — E hoje é complicado, porque todos a minha volta estão na minha equipe há muitos anos, Bella. Quase desde que comecei nos negócios. Mas há esse cara...

Deitei-me ao seu lado enquanto contou-me rapidamente sobre esse Gigandet. O rapaz estava no terceiro ano de faculdade quando eles foram apresentados por Eleazar. Tudo o que Edward soube na época era que o sujeito foi adotado aos 10 anos por um amigo de longa data do tio, que seu histórico escolar sempre foi brilhante, mas ele tinha uma queda por mulheres problemáticas e antes que elas o levassem de vez para o buraco, gostaria de ter uma oportunidade de crescer com o melhor. Edward me falou que ele sempre foi competente e foram poucas as vezes que deixou algo a desejar, mas seu comportamento mudava da água para o vinho quando ele se envolvia com casos e namoros.

— Bem, seria errado julga-lo sem conhece-lo, mas parece que faz sentido colocá-lo no topo ou perto disso, da sua lista — Murmurei me sentindo meio sonolenta e cheguei mais perto do homem que estava cansado demais para tomar banho, mas continuava cheiroso — O que você vai fazer agora? É possível conseguir alguma coisa daqui mesmo?

— Eu estou feliz que Elizabeth tenha trazido isso até mim com tanta rapidez. Ela se assusta sempre que alguém ameaça os negócios da família, afinal, ela não seria nada sem a sua generosa pensão — Ele riu se aconchegando comigo e logo estávamos tão juntos que caberiam mais três pessoas naquela cama conosco — Infelizmente não, baby. Para que eu consiga colocar um ponto final nessa história, eu preciso voltar pra Atenas, ao menos por um tempo — Oh, merda. Meu coração afundou com a sentença. Era isso. Ele estava indo embora de novo como da outra vez. Era isso que o meu sexto sentido estava querendo dizer — Ei, não faz essa carinha. Eu quero que vocês dois venham comigo.

— Você quer o que?

— Que o Heitor e você venham comigo, Bella. Eu sei que tem o seu trabalho, mas poderíamos tentar conseguir algum tempo de férias para você conhecer o meu país, a minha casa. Eu me sentiria muito melhor se conseguíssemos ir juntos. O que você acha?

O que eu acho? Isso foi totalmente inesperado. Achei que ele fosse me pedir paciência, pois estava lidando com problemas graves e eu teria que entender quando ele precisasse partir, mas me levar junto? Era verdade, o meu emprego daria um pouco de trabalho, mas eu estava certa de que conseguiria dar um jeito e só de pensar em tê-lo por semanas longe de mim, tendo que me contentar com ligações e mensagens de textos... não. De forma alguma.

— Bella?

— Sim, eu aceito ir com você.

Edward abriu um sorriso tão grande que mal parecia ter tantas preocupações em sua mente no momento. Ele me empurrou na cama e veio para cima de mim, beijando-me com toda a empolgação que pode transmitir. Era incrível como até mesmo a menor quantidade de tempo que passávamos separados, deixava-me louca de saudades. Não conseguia mais ficar longe desse homem. Minhas mãos se infiltraram no seu cabelo sempre macio e massagearam os fios e o couro cabeludo enquanto minha boca era assaltada uma, duas, três vezes.

Nós namoramos como dois jovens adolescentes sobre a cama até que ficasse de madrugada. Em meio a beijos e amassos com toques indecentes, decidimos tomar um banho juntos enquanto fazíamos as nossas programações para os próximos dias. Ele queria que déssemos uma ida rápida ao médico só para ter certeza que Heitor estava bem e com as vacinas em dia para poder viajar e eu concordei impressionada por ele querer comparecer a uma consulta boba como essa. Edward era o único CEO que eu conhecia que nem piscava antes de conceder seu tempo ao filho. Nosso filho. Aquela bolinha de energia estava me deixando ligeiramente preocupada sobre como mantê-lo quieto dentro de um avião repleto de pessoas em tantas horas de voo.

Não seria uma tarefa fácil.

E por falar nele, ouvimos o seu choro no quarto ao lado. Ele não era de acordar durante a noite, mas deveria estar estranhando um pouco o berço e o fato de não ter me visto há algum tempo. Vesti o baby-doll roxo e branco de malha que era um dos mais comportados que eu tinha, mas Edward conseguiu viola-lo e tocou os meus peitos por baixo da blusa enquanto roçava o seu quadril na minha bunda a caminho de encontrarmos o nosso filho.

Ele era um tremendo pervertido!

Heitor estava com um beicinho irresistível quando o encontramos. Ele acalmou-se no mesmo instante que o pai o pegou no colo e ainda muito sonolento, não quis comer nada. Deixei que Edward ficasse contando uma história para ele no quarto e desci para preparar um lanche na cozinha. Eu estava cheia e só precisava de um pouco de água, mas sabia que Edward não havia comido nada desde o almoço, então fiz um sanduíche bem recheado com tudo de gostoso que encontrei e cortei em duas partes, levando também um cookie e um copo de leite lá para cima.

Ele devorou o lanche em um tempo impressionante quando voltamos para a cama. O descarado lambeu e beijou a palma da minha mão me fazendo gargalhar enquanto eu tentava limpar com o guardanapo o bigode branco que o leite deixou sobre o seu lábio superior. Nós deixamos a porta do quarto aberta para ouvirmos se Heitor chamasse e deitamos de conchinha sob o edredom delicioso que era mais quente e macio que o meu.

— Estou excitado em tê-la onde cresci, Bella. Eu adoro poder voltar para casa e encontra-la com o nosso menino. Sempre tão bonita, tão cheirosa... — Edward estava com o rosto no meu pescoço de novo, a sua respiração ligeiramente descompassada me fazendo cócegas. Sua mão desceu até o cós do meu short e começou a puxa-lo para baixo, mas tentei detê-lo – Shh, quieta! – Me repreendeu. Nós tínhamos prometido não fazermos nada demais essa noite. Eu não me sentia à vontade com os pais dele logo ali, mas quanto mais a sua mão descia entre as minhas pernas, mas maleável eu ficava.

— Edward, por favor... — Tentei falar quando ele se livrou do meu short. Sua mãe veio acariciar a minha calcinha pequena e úmida, mas ele não a retirou e veio deitar-se por cima de mim, encaixando-se entre as minhas pernas.

— Calada — Rosnou beijando-me com força, segurando a minha coxa e enlaçou o seu quadril com a minha perna — Eu prometo fazer com que seja rápido, mas bem gostoso pra você, baby. — Ele abriu aquele sorriso de predador ao mesmo tempo que empurrou sua ereção já livre da boxer contra mim e daquele segundo em diante, qualquer assunto foi totalmente esquecido.

(Roupa da Isabella)

Notas finais
Casal lindo se amando a toda hora, as coisas começando a darem certo para o Jacob, graças ao Edward, tudo muito lindo até que... bom, eu disse que as cobras não ficariam no ninho por muito tempo. Que surpresa mais desagradável eles receberam, hein? A mulher veio "por uma boa causa", mas não deixa de jorrar veneno. E então, o casal vai viajar para terra natal do Edward. Olha aí! A Bella estará em uma das cidades mais antigas do mundo. Será que ela vai curtir muito enquanto o namorado tenta descobrir quem esteve se empenhando tanto para derruba-lo? E quando Elizabeth souber sobre o Heitor? Hmmm, veremos. Gente, vocês notaram que eu estou postando capítulos de quase 10 mil palavras, certo? Isso é muita coisa no meu ponto de vista e eu gostaria que mais de vocês aparecessem ao menos de vez em quando. Saber que um pessoal bacana está lendo, mas não se manifestam em sua maioria, é bem desestimulante. Não gosto de pedir por essas coisas, então vamos por favor, colaborar comigo? E aos demais sempre fieis, eu só tenho a agradecer. É sempre muito divertido ler as reviews e responde-las. No mais, espero que estejam gostando. Até breve, gente :)