October
6 The Babysitter
Notas iniciais
Cap. inteiramente dedicado as minhas Jordison's. haha
Espero que gostem e façam uma boa leitura. :B
#6
– Ninguém atende na casa do Corey, e Shawn saiu com a Alex numa sessão de fotos num lugar que eu não faço a mínima idéia de onde seja. Acho que nosso jantarzinho romântico foi para os ares. – completou desanimado, colocando o telefone de volta ao gancho.
– Sinto muito, amor. – ela lamentou, beijando-lhe a testa.
– Espera! Joey disse que ia ficar entediado hoje à noite...
– Nem pensar Paul Dedrick Gray! Joey Jordison de babá? Obrigado, mas eu prezo pela vida da nossa filha.
– Qual é Brenna, você está sendo exagerada!
Ela parou no meio fio da escada, o encarando com seu habitual semicerrar de olhos. Não acreditava em nenhuma das palavras do marido, não quando se tratava daquele assunto. Mas ao vê-lo fazer de tudo para que conseguissem enfim ter uma noite para eles como nos velhos tempos, a atentava deixar de lado toda aquela sua insegurança. Ela não queria estragar os planos de Paul, porque a própria admitia que sentira falta do marido.
October estava numa fase em que exigia total atenção dos pais, afinal ajudar uma filha crescer podia ser cansativo, mas acompanhar esse tal ato que só acontecerá uma vez na vida da pequena Gray, o faziam repensar. Valia à pena no final das contas.
– Tudo bem, tudo bem.
– Sério? – ela assentiu, revirando os olhos. — Ótimo! Só vou ligar pra ele, ok? Vai se arrumando já.
...
– Joey?
– Fala, Paul.
– Estava dormindo? Está com uma voz de quem acabou de fumar um baseado.
– Talvez eu tivesse dormindo, não é mesmo? Já que eu estava dentro de um pequeno estúdio, dentro da minha pequena casa, treinando bateria por pequenas 5 horas.
– Cara... Você precisa de uma mulher. Enfim, preciso de um favor seu.
– O quê quer?
– Eu e Brenna vamos transar hoje, então preciso que você cuide da October pra gente.
– O quê?! Sem chance. Desculpa Paul, mas eu não levo jeito pra isso.
– Joey.
O rapaz do outro lado da linha ficou pensativo, o amigo nunca o tinha pedido nada, e não faria mais naquela noite do que comer e assistir televisão até que lhe desse finalmentesono. Analisando as possibilidades de um desastre acontecer enquanto a pequena Gray estivesse sobre seus cuidados, ele deixou de lado as frustrações que já o incomodavam e decidiu fazer. Afinal era só uma criança de quatro anos. Que mal poderia fazer? Aliás, eles se davam super bem. Era moleza.
– Tudo bem. Mas nada de cocô, mamadeiras em plena madrugada e choros, não é?
– Minha filha já ta bem grandinha, não se preocupe.
– Tudo bem, tudo bem.
– Valeu cara, te amo.
...
– Querida! Já estão prontas? Temos que passar da casa do Joey pra deixar a Tober.
– Já estamos descendo, querido.
Depois de alguns minutos se preparando, finalmente deixaram a casa. Brenna colocando a filha no banquinho de trás, já resmungava para si mesma: como a lista do que estava levando dentro da bolsa da menina. Não podia se esquecer de nada e nem se lembrar para onde estava indo deixá-la passar a noite.
– Você tem certeza que o Joey não vai chamar aqueles amigos estranhos dele?
– Absoluta, Brenna. Caramba, fica tranqüila!
Ao chegarem finalmente naquela humilde residência, Brenna contorcia a cara de todos os modos que conseguia, ignorando as caretas repreensivas que Paul lhe lançava.
– Hey cara! Oi Brenna! – Joey cumprimentou — Entra aí.
– Valeu por cuidar da Tober pra gente... Tenho certeza que vocês vão se dar super bem.
October foi à primeira adentrar a casa de Jordison, já estivera lá umas três ou quatro vezes. Adorava a cozinha, talvez fosse pelo fato dela ser bastante espaçosa. Mas nada era comparado enquanto aquela escada, essa que ela fazia questão de arranjar desculpa para ficar subindo e descendo o tempo todo.
– Você gosta de crianças, não é? – Paul perguntou sussurrando a Joey, que fez uma careta de deboche. – Não responda. Vai ter que amar por hoje, ok? É a minha October cara.
– Até eu ficaria preocupado.
– Se a minha filha acordar com as unhas pretas e com olhos de corvo, eu te mato Joey Jordison. Fui, até amanhã. – se despediu então, fazendo o mesmo com sua filha, já saindo com Brenna pela porta.
– Então tampinha, o que você faz da vida?
°°°
– October! – Joey gritava, já entrando em desespero. Fazia quase dez minutos que chamava pela garota e ela não respondia. Naquela altura do campeonato estava amaldiçoando até a décima geração de Paul. Algum intuito bem que tentou lhe avisar que não seria uma boa idéia dar uma de babá, mas ao pensar em seu amigo resolveu ceder. Deveria ter sido mal educado.
– Tober, se aparecer eu juro que deixo você fazer trancinha no meu cabelo!
E isso foi à palavra mágica para pequena, logo a porta da dispensa de abriu, e sorrindo marota se aproximou de Joey que a encarava perplexo.
– Mas eu entrei na dispensa pra te procurar... Você é o quê, ninja sua coisinha?
– Oi Joey. – disse doce.
– Não faça mais isso, ok? Pensei que você tivesse fugido pelo vão da porta.
– To com fome... – disse, pegando na mão dele e o arrastando até a cozinha. Já estava demorando pra isto acontecer, a pequena tinha um fascínio por aquele cômodo da casa.
– O que acha da gente fazer sanduíches de pasta de amendoim?
Ela assentiu, correndo até a geladeira enorme e metálica do rapaz. Sem muito sucesso, tentou abrir a porta pesada da mesma.
– Você é fraquinha, Tober.
– Não sou não! Já sou grandona.
Joey a encarou, não segurando o riso que lhe escapou alto. Até parecia gente grande mesmo, falando daquele jeito.
Depois de recolher os pães e a pasta de amendoim, esquentou leite no microondas, a entregando numa caneca.
Joey preparou o sanduíche de October, que até então apenas o observava com o rostinho apoiado nas pequenas mãos, essas pousadas sobre a bancada de mármore.
– Joey! Mamãe disse que não é legal comer pasta de amendoim direto do pote. – ela o repreendeu ainda sem perder o jeito infantil.
– É mais gostoso direto do pode, sabia? Experimenta. – ele empurrou o recipiente com o conteúdo já pela metade para menina. Ela o encarou de inicio, insegura. – Relaxa, Tober. Não vou contar pra sua mãe, ok?
Sem mais delongas a garotinha mergulhou seu dedinho dentro do pote, lambendo-o em seguida. O sorriso de satisfação se fez presente em seguida, até parecia seu melhor divertimento.
– É bom... – comentou, lambendo os lábios sujos.
– Eu te disse... Agora, só tem que me prometer uma coisa, tudo bem? – ela assentiu – Não conta pra sua mãe! – riu nasalado, vendo-a sorrir enquanto assentia mais uma vez. Estava ocupada demais pra falar. Os dedinhos agora tinham gosto de pasta de amendoim.
Depois de muito aprontar naquela cozinha e no cabelo de Joey, October se entregou ao sono sobre o sofá espaçoso da sala. Já era quase meia noite quando sua pilha acabou. Joey agradecendo por aquilo — em partes, porque descobrira que October era divertida – a recolhera e subira as escadas até seu quarto, onde a repousou sobre sua cama confortável. Não contendo o sono que também o tinha pegado de jeito, deitou-se logo ao lado, pegando no sono rapidamente.
°°°
– Joey? – escutou a voz de Paul o chamar. – Acorda! – o cutucou.
Joey se assustando se levantou num impulso, encarando um Paul sorridente.
– Isso é trancinha no seu cabelo? – perguntou rindo ao ver os nós que transformaram aqueles longos fios negros de Jordison. — Estou levando October, ok? Obrigado por deixar minha filha viva.
– Mais já? – perguntou coçando os olhos. October já estava acordada, e adentrara o quarto do rapaz serelepe.
– Joey, papai veio me buscar! – contou animada. Ele sorriu, vendo-a toda alegre com a presença de Paul.
– Onde está Brenna?
– Dormindo ainda...
– Que horas são?
– Oito horas.
– O quê, oito horas da manhã? Vai se ferrar, Paul.
– Desculpa, mas estava com saudades da minha filhinha, ok? – disse, vendo-o dar de ombros. – Tudo bem, October. Hora de dar tchau, pequena.
– Tchau Joey, pode deixar que eu não vou contar pra mamãe, ta bom? – falou, vendo-o fechar a boca como zíper.
– O que você fez seu cretino? – Paul desatou a perguntar no mesmo instante, com medo da resposta.
– Deixei ela comer pasta de amendoim direto do pote. – contou rindo nasalado. Paul não se contendo, não fez muito diferente.
– Deixo minha filha um dia com você e ela volta pra casa comendo pasta de amendoim direto do pote... tsctsc.
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