October
7 The Dentist
Notas iniciais
Nem ia postar hoje, mas eu vi aquela recomendação linda da Ally e praticamente sai correndo preparar o cap.
Muito obrigada linda, simplesmente amei suas palavras ali. Essa fanfic significa mais do qualquer coisa pra mim, tem muito sentimento envolvido e é bom saber que estou conseguindo expressá-los. (:
Muito obrigado mesmo. *-*
- Bom,
particularmente eu ameeei escrever esse cap, me falam o que acharam. Façam uma boa leitura!
#7
October adentrou correndo o banheiro, se assustando com que acabara de sentir. Pegando seu banquinho debaixo da pia, este que usava para alcançar seu reflexo ao espelho, viu então à cena mais sinistra dos seus seis anos de vida. Seu primeiro dente de leite estava mole.
Analisando curiosamente a boca, percebeu o quanto aquilo era estranho; Simplesmente balançar o dente pra lá e pra cá, estava assustada.
– Mamãe! – gritou já se desesperando.
– O que foi Tober?
– Acho que eu vou morrer de hemorragia. – disse inocente. Discovery Channel para crianças um tanto interessadas demais, faz mal.
– O quê? O que você está falando October, onde está? – Brenna começou a ficar nervosa, subindo as escadas rapidamente enquanto gritava para filha.
– Estou no banheiro. – disse sem tirar a concentração de seu reflexo.
Depois de alguns segundos Brenna adentrara a suíte da filha quase ao desespero. Vendo a boca de October sangrar se assustou tanto quanto a filha, que pra falar a verdade não parecia tão nervosa assim com a própria situação.
– O que aconteceu Tober?
– Eu não sei... Acordei com meu dente assim ó. – explicou balançando o mesmo freneticamente para mulher ver. – Quem fez isso?
Brenna por um instante ficou a encarando com a expressão surpresa, mas logo deu lugar para suas gargalhadas, essas que saíram tão divertidas e descontroladas. October franziu o cenho, vendo a cabeça de sua mãe pendida pra trás.
– Ninguém filha e nem vai morrer de hemorragia também. Só vai ficar banguela!
– O quê?
– Seu primeiro dente está mole, isso é normal Tober.
– Eu não quero ficar sem dente, todos vão rir da minha cara! – disse, deixando toda sua calma de lado dessa vez. Tapou a boca com a própria mãozinha quando Brenna tentou se aproximar para analisar melhor, saindo correndo em seguida. Agora não era mais um simples dente mole e simples conceitos – este estranho – se iria morrer ou não, ficar sem um dente – justo o da frente – era um pesadelo para garotinha.
– October, volte aqui! Você tem que tirar ele, se não o outro que está nascendo não vai ter espaço... — tentou explicar enquanto procurava a filha pelo cômodo da casa.
– Eu não posso tirar, a Casey irá rir ainda mais da minha cara!
– Quem é Casey, Tober?
– É a menina da minha sala, mãe. Ela sempre da risada de mim, eu não posso ficar sem dente!
– Não ligue filha, ela também terá a sua vez... Então poderá rir da cara dela também quando chegar. – confortou, achando-a dentro do guarda-roupa de Paul. – Você promete? – perguntou doce, encolhida no meio das roupas do pai.
– É claro que sim! A gente pode até tirar uma foto, o que você acha?
– Só se o papai também me prometer...
– Ok, me dê à mão. Ele acabou de chegar.
Saindo de dentro do guarda roupa, agarrou as mãos da mãe, esta que a guiou até a sala onde Paul se encontrara jogado no sofá, cansado.
– Pai. – ela o chamou fraco.
– Oi filha, tudo bem? – disse se sentando rapidamente ali para que pudesse a dar devida atenção.
–Não. – disse chorosa, sentando-se no chão de pernas cruzadas. – Eu vou ficar igual o mendigo que a gente viu na cidade... – começou a falar, arrancando mais gargalhadas da mãe e um cenho franzido do pai.
– Como é?
– Olha só. – fazendo o mesmo processo que anteriormente, chacoalhou o dente para o pai, que começou a rir imediatamente do comentário da filha, agora que fazia mais sentido.
– Um dente mole! Venha cá para eu ver.
– Não, você vai querer arrancar que nem a mamãe!
– Eu não vou, eu juro.
– Jura?
– É claro que sim Tober!
Se levantando do chão lentamente ela deu passos cautelosos até o pai. Mostrando os dentes em linha reta, ficou há alguns centímetros distantes. Paul por sua vez agarrou-a pelo bracinho, incentivando-a sentar em seu colo.
– October confie em mim, eu não vou tirá-lo. Você precisa, mas não vou fazer isso com você.
Encarando os olhos escuros que eram iguais ao seus sorriu sem jeito, se ajeitando no colo dele enquanto abria a boca e lhe mostrava qual era o dente em situação já critica.
– Está vendo? As meninas da minha escola farão piadinhas.
– E você liga? Elas são feias, Tober. – disse divertido, lhe lançando uma careta. – Precisamos arrancar ele daí, você sabe não é? – perguntou sereno, vendo-a assentir chateada. – Eu sei de alguém que sabe fazer isso muito bem, quer ir até lá? Prometo que não vai doer.
– Tudo bem.
°°°
– Nossa como ela está grande! – comentou Chantal, esposa de Shawn, enquanto abria a porta. – Vamos, entrem! Shawn está na cozinha.
Sorrindo Paul adentrou a casa do amigo com as mãos de October apertadas nas suas. Ela estava com medo e ele não queria lhe transmitir esse sentimento com mais intensidade. Gritando pelo amigo foi até a cozinha, onde o encontrou na bancada junto com sua filha, Alexandria, essa mais chamada de Alex.
– Hey Cara! October quanto tempo, pequena! – o barbudo a recepcionou com sorrisos calorosos, ele simplesmente adorava a criança e já confessara para todos o fato. – Essa é a Alex, lembra dela? – perguntou, apontando para a filha que sorria abertamente.
– Oi Tober. – cumprimentou se arqueando para lhe encarar melhor. – Porque está com essa carinha, han?
– Ela está precisando de uma ajudinha do seu pai Alex... – Paul começou, encarando logo após o amigo que observava tudo muito curioso. – Clown ela está com um dente mole...
– Hm! Sou ótimo em arrancar dentes de criancinhas, sabia? Conte a ela Alex que fui eu quem tirou todos os seus dentes!
– Isso mesmo Tober... E quer saber de uma? Uma vez eu estava com ele no backstage, aquele lugarzinho onde ficam antes do show, sabe? E foi ele quem tirou e adivinha com a ajuda de quem? Do Mick! Imagina só.
– E não doeu?
– Nadinha.
– Tudo bem então.
Ela caminhou até a banqueta ao lado de Shawn, este que já a observava com um sorriso aberto. Com uma cara ainda amedrontada, chamou-a com as mãozinhas seu pai, que não demorou muito para se aproximar.
–Olha, abre a boca bem grandona, ok?
Ela o fez, olhando para o pai logo ao seu lado. Paul sorria para October, um modo que tentava para acalmá-la, sabia que a filha estava muito nervosa.
Alex que havia se ausentado por uns minutos da cozinha reapareceu com uma câmera fotográfica, esta que não demorou muito para disparar na direção dos três. Sentindo os dedos de Shawn começar a puxar seu dente sensível, fechou os olhos sentindo uma pontinha de dor. Queria chamar por seu pai, mas era impossível, então com suas pequenas mãozinhas apenas procurou as grandes dele, por sorte bem próximas. Agarrando-as ele as apertou também, vendo segundos depois o dente da filha nas mãos do amigo.
– Pronto! – avisou, lhe dando seu dente em seguida. – Corre lá no banheiro com a Alex,vai, vai!
Assentindo ela agarrou as mãos da mais velha e foi até o lugar limpar o pouco de sangue que ainda havia ali.
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