Obsessão
24 Mate o Grupo.
Notas iniciais
De qualquer jeito, eu vou morrer.
(...)
Rindo em alegria plena e altamente contorcida, ela pulou.
Andando em correria, eles viram.
Uma figura bem conhecida que colocou apenas surpresa em suas expressões.
Definitivamente Night Raid não estava esperando que a nova Imperatriz do Imperio fosse até ali. Mas Esdeath era imprevisivel.
Os seis membros ficaram estáticos, eles estavam apenas descendo da manta, e ela fez uma cratera no prédio onde ela havia pousado com eles, o primeiro a sacar sua arma fora Bulat, já se transformando com a armadura, Incursio.
Susanoo fora pego desprevinido, a manifestação não era possivel, ele não podia dizer que conseguiria aguentá-la agora.
Esdeath deixou seu dragão apenas voar nos céus, ele parecia bem com isso, já ela parecia bem diferente.
Ela parecia estar.
Excitada.
Muito excitada.
Seu sorriso era muito visivel, era uma ótima oportunidade para testar as modificações.
Ela viu com alegria todos eles pegarem suas armas e ficarem preparados.
A leoa que parecia bebada, agora parecia mais sã do que nunca, achou divertido, ela achava divertido o medo que exercia sobre ela, era algo digno dela, ela adorou a expressão tensa de todos ali, os mais dispostos eram Akame, Bulat, e Susanoo, esse se colocava de frente entre todos, com sua arma em punhos.
— Acha que você vai me assustar com isso, arma artificial? – perguntou Esdeath conjurando uma pequena espada de gelo. – Atire em mim fuinha. – ela disse para Mein que havia colocado seu óculos rosa para poder mirar, a arma já estava carregando, mas apenas com a presença dela, a força não era suficiente. – Ninguém vem? – ela perguntou em voz alta, apenas viu movimento de pés e viu o menino verde fazer alguns movimentos estranhos com fios. – Nesse caso eu vou.
Dito e feito, ela simplesmente disparou para a frente de Susanoo, que colocou sua arma de dois lados a frente de seu corpo, Esdeath simplesmentou girou seu corpo em movimento para escapar do golpe frontal que ele tentou fazer, ela passou a centimetros do golpe, sua espada de gelo estava firme em suas mãos, ela iria acertar seu pescoço, mas Akame não permitiu, ela se projetou atrás dela, o fio de sua espada de um corte morte certa parecia estar caçando-a, ela teve que saltar para trás, mas fazia parte do possivel plano deles.
Agulhas afiadas feitas de fio estavam esperando ela no solo.
Eles pareciam crentes que isso a acertaria.
Ela apenas riu em diversão conturbada.
Camadas de gelo se projetaram em seu tornozelo e pulsos, bem como uma camada de gelo em suas costas, ela estava voando, levitando em cima deles com toda a sua graça. Leone e Mein olharam aquilo com olhos abismados, o que ela não podia fazer?
— Essas expressões de choque, mal posso esperar para vê-los implorando para morrem. – ela fez um clipse em seus dedos, e voou para o alto, apenas para deixar outra enorme bola de gelo se conjurada e ir de encontro com as duas de baixo, Leone pegou Mein pela cintura e disparou para fora do alacance, Susanoo foi até a esfera, colocou um golpe bem aplicado no centro do golpe, despedaçando completamente a esfera, Esdeath riu em divertimento com isso.
Ela coconcentrou sua energia azul em suas mãos, e as juntou como se fosse uma reza, não importando se estavam praticamente no deserto, soldados de gelo começaram a se formar.
Bulat olhou aquilo com olhos nervosos, a mulher não tinha limite.
— Agora soldados de gelo, tudo o que eu precisava. – ele resmungou, invocando sua lança e indo em direção a Esdeath que se colocou em solo, ela aceitou o desafio, e puxou sua florete e partiu para cima dele, Susanoo começou a correr atrás de Bulat, os demais estavam ocupados com as dezenas de soldados.
Akame viu os dois indo em direção a ela, ela tentou ir atrás deles, mas vários soldados apontaram suas lanças pra ela.
— Estão no meu caminho. – sua voz baixou vários tons e ficou menos do que um sussurro perigoso, ela ajustou sua espada em suas duas mãos, o fio em frente a seu rosto, os olhos vermelhos mirando os soldados com uma expressão indecifravel, ela avançou para cima deles.
Ela tentou cortar o primeiro na altura da cintura, ela conseguiu esquivar da lança deslizando com uma rasteira bem feita, fazendo uma pequena fumaça de poeira se formar em seu rastro, o soldado de gelo teve seu corpo separado em duas metades, o corpo caiu no chão.
Ela iria avançar para outro, mas o mesmo soldado de gelo se reformou novamente, juntando as partes separadas, e segurou sua perna com força, ela tentou cravar o fio da espada no braço do soldado de gelo, mas havia outros três pulando com as lanças em punhos mirando seu corpo.
Dois deles foram presos por fios e puxados, caindo no chão.
O que conseguiu se livrar dos fios estavam caindo mirando sua traqueia, ela colocou o fio na frente do corpo, quando a lança do soldado se chocou, ela habilmente virou seu corpo para o lado oposto, fazendo o fio da lança escorrer pelo fio da espada para o outro lado, pela perda de movimento dele, ela aproveitou para cortar a cabeça de gelo do soldado. Não tendo certeza se ele iria erguer-se de novo, ela conseguiu cravar a espada no braço do que estava lhe segurando, tomando distância e batendo as costas com Leone, que estava mais ofegante do que ela.
— Estamos tendo dificuldades para sorvetes ambulantes? – ela questionava para a morena suando um pouco, ajeitando as garras ela avançou para o seus próprios, Akame se separou dela.
Lubba e Mein estavam em duplas, ele fez uma rede protetora como sempre fazia, e Mein tomava distância e atirava, desintegrando seus corpos de gelo, Lubba sempre recuava e se juntava a Mein, o número de soldados não parava de aumentar, era como se eles estivessem se replicando cada vez mais. Era uma habilidade periogosa.
Leone viu com surpresa que um dos soldados de gelo, largou sua lança e jogou em sua direção, ela ficou abismada com isso, eles tinham intelecto? Ela teve que frear com suas garras na terra, ela viu a ponta da lança quase passar pela ponta de seu nariz, alguns fios de seu cabelo loiro voaram com isso. – Inferno! – ela rugiu irritada, se locomovendo para trás com um salto.
Havia dois soldados com lanças em mãos, ambos jogaram suas lanças em conjuntos.
Ela riu com isso e desviou com um pulo.
Era uma armadilha.
Havia outros três que lançaram suas lanças para ela, ela conseguiu girar seu corpo para trás, ela iria encolher seu braço esquerdo.
Ela o perdeu, foi dilarecado na altura do ombro.
Ela não teve tempo de reagir com isso, ela controlou um grito de dor, pegou seu braço, quando ela caiu no solo ela teve que dar outro salto, Akame estava ocupada com dezenas de soldados, se defendendo como podia e cortando eles em cada parte.
Mein e Lubba estavam com mais facilidade agora. Ela optou para ir com eles.
Ela saltou para trás da teia de fios que Lubba fazia. Mein olhou para o braço.
— Isso é emocionante o suficiente. – ela sorriu com a situação. – LUBBA! DESFAÇA! – ela carregou toda a emoção na sua arma, Lubba desfez a teia e colocou de volta na arma, pulando para trás, onde ele conseguiu ver dezenas de soldados de gelo serem desintregrados até não sobrar nada. – Vamos ajudar a Akame! – e os três foram em direção a única que conseguia lutar sozinha contra os soldados de gelo.
Akame estava começando a se irritar com sigo mesma, ela estava começando a ter dificuldades com os soldados, além deles poderem se auto-reconstruir, eles estavam começando a se adaptar, a sua tática de deslize sobre o fio não era mais boa o suficiente, um dos soldados tentou acertá-la na garganta de novo, ela iria apenas deslizar o fio da lança com o seu fio próprio, mas o soldado deixou a lança no ar, e pegou com o outro braço, em um giro, girando a lança com o corpo, se ela não tivesse se abaixado ela estaria acabada. Ela agradeceu quando outra rajada de energia amarela desintegrou outros cinco soldados prontos para pular em sua direção.
Ela sentiu uma aproximação em suas costas, era Leone, mas seu braço não estava mais ali, ela saltou com seu corpo para cima, onde Lubba começou a elaborar fios e formou uma serie de lanças, quase como os pedregulhos de Esdeath, acertando todos os soldados, ele juntou todo o inicio dos fios nos dedos, e puxou, as cabeças dos soldados foram para fora com isso.
— Precisamos ajudar Bulat e Su-san. – comentou Mein. – ela aprimorou sua visão. – Mas eles estão longe, a situação não está boa, devemos correr. – ela já se pôs a fazer isso, sendo acompanhada pelos outros.
Era verdade o que ela havia dito, eles não estavam nem um pouco perto. Bulat estava soterrado no chão, com uma parte do protetor facial de Incursio destruído.
Ele havia invocado sua lança e tentado soterrar a cabeça dela para o chão, mas ela simplesmente fez uma camada de gelo com um braço, e deu um soco em seu estômago, com incursio e com sua defesa, não importou nada, ele voou longe com isso, Esdeath ignorou Susanoo e voou em direção a ele, já com os cubos em seu corpo, quando ela se colocou em cima do corpo enterrado de Bulat, ela juntou uma pedra de gelo em suas duas pernas e as curvou, caindo com tudo em cima de seu estômago novamente, a pressão foi tanta que a máscara quebrou e ele cuspiu sangue.
— Eu esperava mais de você, Incursio. – ela pegou o seu pescoço e ergueu, apesar do corpo de Bulat se dezenas de vezes mais forte e maior, ela o erguia como um graveto quebrado. – O homem que derrotou cem, Rio deve estar desapontado com você. – ela puxou sua florete e iria cravar na garganta.
Bulat recobrou a consciência nesse momento, ele girou o fio de Nineten e colocou a lança em sua frente, depois de defender o golpe, ainda sendo segurado, ele laçou suas pernas no braço estendido e girou seu corpo, o braço de Esdeath era seu, e agora era ela quem estava no chão.
— Não fale dele com essa boca imunda! – ele gritou com toda a sua alma, apertando ainda mais o braço dela, se a intenço era quebrar, talvez se ela não tivesse modificado seus ossos, teria conseguido. – Diga adeus a esse braço. – ele girou as pernas com os braços para o lado oposto, isso iria quebrar o osso em três partes.
Esdeath apenas virou a cabeça, olhando para ele com uma alegria que deixou Bulat surpreso, ele olhou para o braço dela, só havia rasgado a parte escura da roupa que envolvia o braço dela. Ele viu com uma descrença quando ela se colocou de pé, com ele segurado em seu braço, praticamente agarrado, não se importando com o grande peso adicional. Ele teve que soltar o braço dela, pois ela foi para enterrá-lo novamente no chão.
— Hm... – ela apertava e abria sua mão, e movia seu braço para cima e para baixo, Bulat não estava entendo nada. – Interessante, talvez agora eu consiga me igualar um pouco a ele. – ela meditou para si mesma, mas Bulat conseguiu ouvir.
— O que está murmurando? – ele perguntou colocando sua lança em mãos novamente e partindo para cima, dessa vez usando a invisibilidade, o que não foi muito útil, Esdeath podia sentir seu cheiro agora.
— Não tem motivo de eu dizer. – ela simplesmente desviada de cada golpe, quem visse diria que estava dançando sozinha. – Você vai morrer, e quando eu digo que vou te matar, não há nada que você possa fazer além de morrer. – e segurou um punho invisivel que veria em sua direção, ela estava com a palma aberta, simplesmente, fechou a palma no punho de Bulat, que sentiu uma dor enorme na mão, seus ossos foram quebrados, ele olhou para sua mão revestida, os ossos totalmente virados e quebrados, ele teve que recuar.
Felizmente para ele, nesse momento os outros chegaram.
Esdeath olhou para isso com um sorriso no rosto, se aproximando a passos lentos, escolhendo quem iria morrer primeiro. E começou a andar em direção a eles, os olhos finos e frios, ela estava se divertindo.
— Fuinha. – ela olhou para a rosada com a arma de Najenda. – Eu escolho você. – e simplesmente disparou em direção a ela, ela já havia passado pelos outros, mas quando iria acertá-la, ela viu com uma misera pequena surpresa, seu pé sendo segurado pela arma biológica. – Você me segurou? – ela perguntou quase descrente com isso. – Interessante. – ela desistiu da rosada, que estava com Lubba e Akame do seu lado, e Leone atrás dela. Pronta para recuar segurando-a caso fosse necessário.
Os únicos que de fato estavam indo contra ela, podia se considerar que eram Bulat, Akame e Susanoo, talvez os demais não estivessem indo, por medo, por falta de habilidade, ou simplesmente porque não queriam morrer, muitos sabiam que lutar contra ela era morte certa.
Susanoo atacou em conjunto com Bulat, que estava usando somente sua mão esquerda. A direita já não existia mais, ele a cortou fora, vendo o estado dela, era irreparável agora.
Enquanto Bulat tentava acertar seu corpo na altura das pernas, Susanoo atacava de cima, deixando ela apenas com os lados para desviar, mas para a surpresa dela, Akame corre nessa direção, adentrando na brexa dos dois homens, passando pelo espaço com o fio de sua espada quase acertando o pescoço de Esdeath, se ela não tivesse revestido a traqueia com gelo, ela morreria, o que fez ela recuar com isso.
Os três trabalhando juntos, não eram fracos, ela teve certeza agora, talvez a situação realmente complicasse se os seis fossem contra ela, eram todos usuários de Teigu, não importava se ela havia melhorado alguns níveis, ainda eram usuários, e competentes.
Ela bateu palmas, para o alarde deles. – Vocês estão servindo bem para testes de minhas novas habilidades. – ela disse calmamente, revestindo suas mãos com cubos de gelo, logo eles se afinaram, formando garras longas de gelo com pontas que com certeza você não gostaria de conhecer, ela baixou seu corpo, sua posição quase bestial, mas um sorriso alegre no rosto sempre em vista. – Me entretenham mais! – e avançou em direção a eles.
Susanoo não teve muito o que fazer, além de projetar sua arma na direção dela, como um escudo, mas não adiantou, ela simplesente usou suas garras para cima e mandou a arma dele girando para cima. E chutou seu corpo, ele não conseguiu usar seus braços para se defender, sendo arremessado tão violentamente quanto Bulat foi. Akame vendo isso se lançou em direção a ela com a espada em giro, totalmente imprevisivel.
Esdeath amaldiçou prestar atenção demais apenas nela, e ignorar a leoa, que se esgueirou por trás dela e chutou suas costas, ela não sentiu tanta dor, os ossos estavam fazendo muito bem eu trabalho. Ela colocou seus saltos no solo, causando uma rastria de sua passagem.
— Graun Horn! – ela disse com alegria, vendo a estaca de gelo ir em direção a Leone, que foi pega desprevinida, se não fosse Akame a empurrar ela, ela teria sido acertada em cheio. – Cadela sortuda...
— Não baixe a guarda Leone! – disse Akame ligeiramente mais alto do que sempre usava sua voz, talvez estivesse nervosa. – Se continuarmos assim, eu terei que usar...
Os olhos de Leone quase soltaram com as orbes. – Não use, ainda não é hora de você morrer Akame. – disse ela se colocando de pé e se colocando em posição, Esdeath estava correndo na direção deles.
Mein vendo isso teve adrenalina o suficiente, seus companheiros estavam caindo um a um, ela viu Lubba preparar seus fios. Ele correu na frente.
Esdeath parou seu avanço quando ela viu o menino verde se projetar na frente dela, fazendo uma camada de fios ao redor dela, deixando somente a frente para ela sair.
Mas na frente, ela conseguiu ver uma quantidade massiva de energia vindo em sua direção, Mein havia colocado vontade no tiro. Apenas a passagem deixou o solo partido e recortado em mil pedaços. Ela tinha que pensar em alguma coisa, ela tentou abrir os fios com os dedos, mas ela não conseguiu.
— Não pense que vai conseguir passar pelos meus melhores fios, psicopata. – disse Lubba a distância, suficiente para Esdeath olhar para ele com olhos irritados, mas ela estava sorrindo.
— Parabenizo vocês, mais uma vez. – ela juntou suas mãos. – Você vai morrer agora, diga adeus. – ela respirou fundo, o tiro estava vindo e ela não tinha saída. – MAHAPADMA! – ela gritou com tudo o que tinha. O tirou parou, mas não havia muita abertura, ela teve que saltar e se pendurar na parte de cima do fio, tempo suficiente para esquivar do tiro, ela partiu para cima de Lubba. Havia tempo suficiente, dois segundos, ele vai morrer, preparou um fio de gelo, sua cabeça era dela.
Não era, o tempo acabou antes do previsto para a surpresa dela, e Bulat se projetou na frente dela, usando a lança para acertá-la em suas costelas, ela foi mandada para outro lado como lixo e rodopiou até parar com brutalidade, usando suas mãos para parar o rastro que deixou.
Lubba engoliu em seco, em um segundo quase morta, em outro quase o matando, como ela havia feito isso? Ela gritou alguma coisa e juntou suas mãos, uma habilidade de perca de tempo?
Bulat estava respirando ofegante, ele não tinha mais tanta utilidade, ele sentiu isso, ele só conseguiu sorrir em agonia escondida. ‘’ Chegou minha hora, Rio-taichou? – ele se perguntava mentalmente, tentando parecer bem mesmo com sua armadura estando um lixo. – Lubba, recue.
Susanoo voltou correndo, com sua arma quebrada em mãos, só havia uma parte agora. – Najenda não estar aqui se tornou nossa desvantagem. – Não estamos conseguindo acompanhá-la, mesmo entre seis. – ele se colocou ao lado de Bulat, encarando uma Esdeath, talvez levemente desapontada.
— Eu esperava mais de vocês, justo vocês. – ela começou a caminhar lentamente novamente, ela parecia gostar de apavorá-los com sua passagem. – Tremam diante de mim, chorem perante meus olhos, gritem perante meus ouvidos, e morram perante minhas mãos, Night Raid.
Bulat suspirou resignado com isso. Como se tivesse aceitando, talvez fosse covardia, talvez simplesmente aceitação, de que ele seria um dos que iriam morrer ali.
Ele virou sua cabeça para trás, e viu apenas alguns olhos apreenssivos e o olhar preocupado de Akame perante ele.
— É aqui que eu me despeço de vocês, meus eternos companheiros. – ele mostrou suas costas e foi andando direto para Esdeath, que talvez tenha olhado para ele com um respeito escondido nos olhos, pelo sacrificio pelo próximo, talvez ela estivesse começando a apreciar escolhas assim.
Para a surpresa de Bulat, Susanoo começou a andar ao seu lado, ambos andando para talvez, uma morte rápida ou lenta, dolorosa ou não. Mas estavam indo.
Mein começou a chorar levemente, ela não tinha o direito de impedí-los, algo dentro dela, estava grato por não ser ela a morrer, quando todos se colocam de frente para algo assim, todos querem continuar respirando, alguns descem tão baixo que nunca mais voltam. Esses dois, podiam se gabar de morrerem como eles são.
Lubba deixou seus fios descerem, ele também estava aliviado, apesar de estar apreensivo, suas pernas estavam bambas e tremendo, talvez ele estivesse aliviado com isso tudo. Ele tinha alguém para quem voltar, Najenda era sua motivação, ele se sentiu triste pela escolha de Bulat, mas talvez se ele fizesse isso, muitos ali não iriam conhecer a morte. Olhando para Leone ele entendeu que estava certo.
Ela estava tão mal quanto ele, mordendos os lábios e batendo queixo com um medo nos olhos, toda a ideia de encarar Esdeath sozinha, desapareceu ao vê-la lutar, ela simplesmente estava em outro nível, ela se sentia tão aliviada quanto os outros por não ter que morrer dessa vez, mas ela tinha certeza, que um dia chegaria a vez dela.
Akame teve que ser segurada por um Lubba completamente sério para não ir de encontro com eles também, por ela, os três iriam lutar contra ela agora. Lubba apertou seu ombro com ainda mais força, para intesificar que ela não deveria ir.
— Você ainda não pode morrer, Akame, depois de fizermos o que temos que fazer, nós poderemos desaparecer do mundo. – ele olhou em seus olhos, raramente ele usava esse tipo de olhar, era um olhar sério, de um homem sério que sabia o que estava falando, dessa vez Akame o ouviu, mas ela dirigiu um último olhar para os dois a frente que andavam olhando para trás, dando uma última olhada para os companheiros.
— Eu nunca vou me esquecer de vocês dois. – ela apontou a espada dobrada para eles, curvando a cabeça em respeito. – Quando nós vencermos o Império, eu irei eternizar vocês dois, eu juro. – ela baixou-se ainda mais, ela começou a chorar levemente, depois começou a grunhir alto.
Lubba tomou seu ombro, e a levou para as outras duas, saindo de perto dali, e correndo para a manta, nenhum deles deixou de olhar para trás, nenhum deles deixou de esconder suas emoções, para depois mostrá-las a flor da pele.
— Eu tive sorte de conhecer vocês. – comentou Susanoo, rindo talvez levemente para o outro ao seu lado, caminhando para a morte azul. – Espero que Najenda nos perdoe.
Bulat riu sem humor com isso, era dificil manter alegria agora. – Eu não me preocuparia com isso. – ele colocou sua lança a mostra para a mulher em sua frente. – Temos algo a fazer antes de irmos para o outro lado.
Novamente, ela começou a andar na direção deles, com um sorriso no rosto, mas um sorriso diferente. Ela estava feliz.

— Permita-me ser eu a mandá-los para lá. – disse Esdeath começando a correr, logo os outros dois também começaram a correr em sua direção, os olhos de Esdeath estavam brilhando em excitação com isso, alegria por ter dois adversários dignos o suficiente, que não jogaram suas convicções fora, ela presava isso. – Eu me lembrarei eternamente de vocês, não como meus inimigos, mas como homens que nunca deixaram de ser o que são mesmo quando a morte veio para vocês.
Bulat ergueu sua lança, Susanoo ativou as lâminas de sua espada. – Eu não poderia pedir mais. – disseram ambos, talvez com um sorriso conformado no rosto, eles conseguiram ouvir o rugido da manta, indicando que estava levantando voo.
Esdeath não tinha a menor intenção de desrespeitá-los, por isso ela lutou com tudo o que tinha contra os dois.
Talvez por um intuito instintivo, ela não queria desrespeitá-los, eles se sacrificaram por alguém, talvez agora, a ideia dela morrer por outra pessoa, não fosse ruim. Talvez agora ela entendesse algumas coisas, que ela nunca havia entendido ou dado valor antes.
Com as mortes deles, ela entendeu coisas novas.
Todas boas, mas com significados ruins.
De qualquer forma, eles morreram por serem fracos, e ela estava viva sobre seus corpos...
Por ser forte...
O universo era complexo, mas ainda sim com uma temática simples.
Ela entendia isso.
Mas ela não entendeu o sorriso alegre no rosto de ambos, enquanto estavam tendo a última luta de suas vidas, aquele brilho alegre, os olhos desesperados mas cheios de vida, a expressão calma mas vacilante, ela não entendia isso.
Mas ela queria poder morrer como eles morreram.
Seria uma honra morrer pelas mãos de Naruto.
Ela tinha certeza, que se alguém pudesse matá-la, seria ele.
Ela não podia pedir mais nada do que isso.
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— Se divertiu bastante? – perguntou a shiki rosada para o loiro que apareceu depois de ter passado pelo tunel da caverna, ele parecia estar sereno demais, para quem fez aquelas duas gritarem até perderem a alma. – Imagino o estado que elas estão agora.
Ele apenas se escorou na parede ao seu lado, tentando achar alguma coisa para dizer que indicasse a situação delas, mas só informações vieram para sua cabeça, no final das contas, ele conseguiu o que queria, elas abriram o jogo inteiro. – Eu penso que elas vão acordar amanhã. – ele comentou casualmente, ela riu ao seu lado com isso.
— Você deve ser uma máquina, talvez por isso Ishiki tenha tanta fixação por você. – ela disse tentando soar alegre, mas seu coração doía.
— Você não precisa dizer isso com essa tonalidade feliz, sendo que você adoraria poder me matar se tivesse a chance. – ele voltou os olhos vermelhos pra ela, por alguma razão, ela não conseguiu ver nenhuma mentira nos olhos, somente dor. – Infelizmente, não vai ser você que vai me matar.
— Se você é tão forte para lutar contra Esdeath, quem poderá te matar? Budo? – ela questionava agora interessante, pelo assunto que nem se lembrava mais de como começou.
Ele pareceu genuinamente pensar a respeito. – Nah. – ele disse com a voz estranha, ela não soube identificar a emoção. – Ele pode ser forte, mas eu e Esdeath somos superiores, ele só tem experiência, mas de nada adianta uma mente forte se o corpo é fraco.
Ela pareceu entender a reflexão dele. – Entendo. – ela ficou em silêncio por um tempo, até voltar com mais perguntas. – Então Esdeath é quem vai te matar?
— Possivelmente sim. – ele disse com uma expressão morta, como se isso fosse tediante. – Não me importo mais com viver. Só me preocupo com o que eu vou deixar para trás.
— Todos morrem deixando algo para trás. – o ar dela pareceu mudar, os olhos vagando para um passado distante. – A diferença é o que fazemos para o que deixamos para trás lembrar de nós. Ruim ou bom, nossa última ação, sempre fica na memória dos vivos.
— Você parece falar por experiência própria. – comentou Naruto rindo levemente. – Obrigado, vou manter isso em mente. – ele se calou novamente, mas dessa vez, ele iniciou a conversa. – Por que vocês são tão poucos?
Ela pareceu ser pega de surpresa, mas depois começou a gargalhar com isso, como se achasse graça. – Começamos a ser caçados pelo antigo império, desaparecemos por cem anos, o novo império não tem conhecimento de nossa espécie, somos poucos porque não escolhemos procriar novamente, se o fizessemos, morreriamos definitivamente.
— O antigo império tem mais de trezentos anos. – disse Naruto com razão. – Vocês tem vida eterna ou morrem muito tarde?
— Nenhum de nós sabe. – ela disse tranquila, ignorando a expressão confusa. – É sério. – ela frizou. – Kira nos disse que quando chegamos a uma certa idade, nós cometos suicidio, então ninguém sabe a estimativa de vida certa, mas eu diria que vivemos três vidas humanas.
— Humanos dificilmente vivem cem anos. – comentou Naruto parecendo interessado nas palavra da rosada. – Então vocês vivem, na base de trezentos?
— Algo entre isso. – ela respondeu rindo. – Eu estou ficando velha, Ishiki é um dos mais velhos entre nós. – ela relembrou coisas antigas novamente, seus olhos e mente viajaram para trás. – Eu conheço a ele a oitenta anos, parece que foi ontem, ele mudou tanto, por causa de você. – ela lhe olhou nos olhos, levemente irritada. – Você já percebeu isso, mas qualquer chance que eu tiver, eu terei sua garganta em meus dentes.
— Não precisa me dizer, eu sei disso muito bem. – ele disse simplesmente.
— Não me entenda mal Naruto. – ela começou lentamente. – Não gosto de você, eu posso dizer que te odeio com todas as forças, tudo o que eu queria, era ter o Ishiki pra mim, mas ele parece obsessivo por você, isso me irrita... Então... Não demore pra morrer.
Ele ficou em silêncio, vendo ela se afastar dele, ele só consegui murmurar uma resposta.
— Eu vou morrer mais cedo do que você imagina. – ele disse pra si mesmo, apesar de ter certeza que ele ouviu dado o movimento das orelhas dela.
Ele se sentou na caverna, ficando divagando coisas demais, eram tantas coisas para pensar, talez ele devesse sair do grupo de Ishiki, e ir alertar o exército revolucionário.
Ninguém poderia impedir ele de ir agora se ele quisesse.
Mas ainda era cedo demais, ele tinha que ter certeza de algumas coisas antes de ir encontrar sua mãe.
— Ku. – ele falou para sua mente, se projetando para dentro de si mesmo, a única diferença no cenário, eram as jaulas abertas, manifestação do contrato que fizeram. – Quanto tempo me resta?
— Não mais do que cinco anos. – ela respondeu andando em sua direção, baixando seu focinho e encostando-se em seu pequeno corpo, deitando seu corpo na água, colocando as caldas no corpo dele, como um abraço de raposa. – Eu não diria isso se eu tivesse outra coisa pra lhe oferecer.
— Eu fico feliz em ter aceito os termos. – ele alisou seu corpo enorme. – Eu ficaria feliz de ter você do meu lado, em meu último momento, você sabe Ku. – ele abraçou suas calas, encostando seu corpo nelas. – Você é a única que eu posso ser eu mesmo.
Ela ficou em silêncio, apenas observando ele descarregar e desabafar com ela, nenhum dos dois deu importância ao tempo em que ficaram conversando um com o outro, ela parecia bem a ideia dele ficar mais tempo com ela, ela sente falta dele quando ele vai embora, quando ele lutou contra Esdeath, ela se preocupava, sempre dando mais força pra ele, para ele não perder e ficar nas mãos de Esdeath, ela não queria que ele passasse por aquilo de novo, e o pior de tudo é que ela não conseguiu fazer nada para ajudá-lo, apenas o manteve vivo. Esdeath era louca de dizer que o amava, o amor dela era apenas algo obsessivo, não era real;
— Ku... – sussurrou Naruto, quase dormindo em suas caldas. – Quando eu morrer, acha que Aika vai sentir minha falta?
— Eu não sei dizer se ela vai. – disse ela honestamente. – Mas, eu penso que sim, você é o pai dela, e ela vai ser uma garota, garotas gostam mais do pai do que da mãe, sempre foi assim.
— Você é muito esperta, Ku. – ele disse com razão, sorrindo pra ela. – Eu queria poder ser como você.
— Eu também queria ser como você. – ela disse feliz por um momento. – Mas infelizmente, eu não consigo fazer isso. Eu só posso observá-lo até você morrer, isso é triste.
— Não pense em minha morte. – ele sorriu e pulou em seu focinho, colocando a mão em cima dos olhos dela. – Um dia, eu vou acabar com toda a sua solidão, nossos olhos, são iguais, o que você sente, eu também sinto.
— O que quer dizer? – ela perguntou curiosa.
— Quer dizer que eu não posso deixar você triste. – ele respondeu. – Quando eu morrer, seja por tempo, ou por Esdeath, eu quero libertar você, pra ver você na minha frente de novo. Vou deixar você correr livre, e viver como deveria.
— Você vai morrer...
— De qualquer jeito, eu vou morrer, gostaria de morrer te ajudando no final.
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