Obsessão
23 Mate o Diferente.
Notas iniciais
Mate a morte, antes que a morte te mate, é simples.
De qualquer maneira, você morre.
(...)
Um choro.
Um grito agudo.
Uma melodia que ela odiava ouvir.
Um som chato que lhe acordava do merecido descanso.
Dois orbes coloridos lhe olhando com uma expressão abatida.
Ela entendia esse abatimento em sua expressão, ela também estava assim. Passou suas mãos ao redor do pequeno corpo, puxando a menina com seu pano e sua pequena coberta para perto dela, inalou seu cheiro pelos cabelos, havia cheiro de Naruto ali, mas ainda sim, havia um cheiro mais doce. Talvez da mãe biológica da criança, ela tinha um bom cheiro, e conseguiu dar a luz a uma criança linda como essa, talvez ela não fosse tão mal. Ela ainda se perguntava suas razões de ir até o Império, e entregar a criança a ela, e não a Kushina...
Ela teve uma enorme dor de cabeça só de pensar nisso. Uma dor de cabeça por pensar na ruiva, e outra por relembrar de Naruto, doía em seu ser se lembrar disso, ele sentiu dor...
Mas ela também o fez sentir dor...
Ela matou três companheiros, talvez seus três companheiros mais verdadeiros ali agora só restavam Daidara e Daghta, os únicos que ela tinha certeza que estariam com ela, Kuromada havia se afastado dela há muito tempo. Os três devem estar amaldiçoando-há desde aquele tempo, e talvez continuassem com isso pela eternidade.
— Seu pai me deu uma surra, Aika. – ela alisava o pequeno bebê, agarrado a ela como se fosse um mantra protetor para ela, e de fato isso era verdade agora. – Ele perdeu seu braço. – ela sussurrou essa última parte, uma prótese com certeza teria que ser posta agora. Ela ouviu o choro da criança se enfraquecer, quase fechando os olhos.
— Sortuda você pode dormir agora. – ela resmungou se erguendo com cuidado e tampando a garota com coberta, estava chegando o inverno, e no inverno guerras sempre pioravam, e a guerra não estava tão boa, é claro, eles ainda tinham vantagens pelos soldados de gelo, que beiravam a cem mil agora, uma ótima aquisição de força, e cada dia mais soldados eram recrutados por regime militar obrigatório, eles venceriam a guerra, ela lhes deu tudo, a população tinha a obrigação de morrer por ela. Ela olhou uma última vez antes de ir para o banho para Aika, deu um sorriso feliz. – Eu não vou deixar você ser como sua mãe. – e se afastou dela, retirou seu colete e sua saia, suas botas já estavam jogadas, seu chapéu costumeiro em cima do criado mudo, ela nunca foi muito organizadas com suas vestimentas.
Dirigiu-se para seu banho. Estava precisando, não tomou um desde que voltou surrada da luta contra seu companheiro, ou ex agora... Não sabia dizer se o teria agora em sua cabeça, não sabia dizer se um dia ela o teve. Era uma situação complicada para ela. Ela precisava destruir algo... Algo bonito...
Ela iria a sua própria maneira para Sekirin, destruiria tudo, estava farta disso, ela precisava descarregar suas emoções com suas habilidades, e ela precisava treinar... Ela havia visto que a raposa possuía nove caldas, Naruto não usou nove contra ela, e se apenas com o número que ele usou puderam dar a ela a maior luta que já teve, ela teria que treinar. Ela se pegou murmurando coisas sem sentido.
— Se lembra de quando eu disse que somente eu poderia ser uma rival pra você? – ela abriu a porta do banheiro, indo ao chuveiro lentamente, como se estivesse bêbada, ou entorpecida de pensamentos estranhos e longínquos. – Você é aquele que eu não posso ver o limite, você é aquele que eu amo. – ela ligou o chuveiro, e se permitiu pensar novamente, eram estranhos, todos os seres vivos gostam de pensar enquanto se banham. – Me pergunto se isso é bom, pra você...
Ela ficou refletindo muitas coisas ali, ela chegou a algumas conclusões boas, outras ruins, mas agora era tarde, ela já havia feito muitos erros. Ela tinha que concertar, mas dessa vez sem quebrar suas promessas.
Quando ela saia de dentro do banheiro, sem se importar de estar seca sem uma toalha, e ter Daghta e Daidara lhe olhando, ela apenas vestiu roupas iguais as que usavam, as empregadas haviam entregue já.
— Digam. – ela dizia enquanto levanta sua calcinha e sua saia depois, sem se importar de usar um sutiã, era desconfortável, apertava demais. Não demorou muito e ela só faltava vestir botas.
— Informações novas. – disse Daidara curvado. – Presa Escarlate está saindo do forte do exército, sozinha. – ele continuou falando. – Está se dirigindo a uma floresta a leste, desprovida de qualquer um, é uma ótima chance para vossa imperatriz emboscá-la pessoalmente.
‘’ O mínimo que eu devo como pedido de desculpas é te deixar viva mais um pouco. ‘’ – pensava Esdeath sombria. – Entendo. – ela murmurou simplesmente. – Não deve ser um problema, alguma novidade sobre o exército? E alguma novidade sobre o andamento?
Daidara entendia muito bem. – Como de costume, você vai ser requisitada para testes em seu sangue para aceitação do sangue do Antigo Imperador, a porcentagem está em setenta por cento, os médicos acreditam que se você for fazer uma incisão no córtex ou na medula o sangue ira coagular menos e aceitação sanguínea irá replicas os glóbulos vermelhos em sua circulação, facilitando a réplica do sangue.
— Hm. – ela murmurava saindo do quarto, olhando para Daghta uma última vez. – Tenho uma missão pra você. – Daghta imediatamente se colocou de pé. – Leve os últimos membros daquela tribo maldita, os outros três foram inúteis e morreram.
— Sim senhora. – ele curvou sua cabeça ainda mais do que o humanamente possível. – O que deseja de seu humilde servo?
Ela bufou em contraste com isso, isso a irritava agora, não tinha mais a mesma emoção de subjugar alguém mais fraco, ela não entendia o motivo disso. – Prepare dois pelotões para Sekirin, eu liderarei vocês, vamos abrir um oco em seus corações. – ela saiu da sala, era mais fácil ir para a ala médica agora, tinha algum tempo ainda, logo ela poderia manipular a Teigu suprema.
Ela prestou apenas acenos para os soldados que se curvavam a sua passagem, quando ela chegou ao corredor dos médicos ela viu que havia algumas poças de sangue, provavelmente cobaias para as novas armas que o império estava desenvolvendo em seu pedido próprio.
— Homens piores do que Stylish era, hm? – ela murmurava andando até a porta dupla de ferro. Com apenas um empurrão forte ela abriu.
Macas, seringas, armários cheios de remédio, bancos com medicamentos estranhos, fracos de diversas cores, equipamentos que ela nem tinha idéia do que era. – E então? – ela perguntou chamando atenção dos trinta homens naquele lugar. – Como estão os nossos projetos?
— Mais do que bem. – disse o homem mais próximo à porta, segurando três frascos de cores diferentes, mas vermelhas. – Como pode ver a réplica do sangue de seu companheiro, está no começo, mas está aceitando muito bem. E sobre o desenvolvimento de compatibilidade da Teigu Real, hoje terá os testes mais intensos, talvez você sinta alguma dor.
Ela fez pouco caso e se afastou da porta. – Onde está o braço dele? – ela perguntava para os médicos, ele trouxeram um cooler repleto de plásticos e gelo, para preservação. – Entendo, então poderemos colocar o sangue dele para protótipo, não?
— Sim senhora. – o médico que trouxe isso abaixou sua cabeça levemente. – Mas, a senhorita nunca nos contou os motivos de tal coisa, a senhorita não é a única capaz de usar a Teigu suprema?
— Eu lutei contra meu companheiro, pode se disser que eu ganhei ou perdi, é algo indeciso ainda. – ela começou se aproximando de uma mesa com tubos pegando cada um dos cinco e injetando a ponta afiada em seus nervos nos braços e pernas. – Ele pode ser mais capaz do que eu de suportar o uso da arma. Se eu não conseguir, ele irá.
— Compreendo suas vontades agora, nossa imperatriz é a mais sábia. – ele se curvou e se aproximou dela, afirmando os tubos em seu corpo, apontando para um frasco enorme de sangue vermelho, cores misturadas. – Os leucitos estão altos, altos demais, os glóbulos se desenvolveram bem, a medula óssea aceitou bem as modificações corporais, assim como seu cérebrou consegue ser capaz de fazer a manipulação, sua Teigu, extrato irá começar a evoluir também.
— Comece logo com isso. – ela ordenou, ela estava mais preocupada com o sangue de seu companheiro. – Quero relatórios sobre o protótipo de aceitação, entendido?
— Claramente. – ele apertou o botão do frasco, logo o liquido começou a passar pelos tubos transparentes e chegando até o corpo de Esdeath, que sentia algo adentrando em sua própria circulação sanguínea, ela sentiu uma tontura enorme no mesmo segundo, seus olhos se viraram também, ela sentia sua espinha doer, provavelmente a medula estava nisso. Seu cérebro teria que administrar os nervos muito bem. – Como se sente? Alguma diferença? – ele pegou uma prancheta com uma caneta. – Alguma modificação em sua visão? Perda de tonalidade nuble? Astigmatismo? Como sente seu corpo? Duro? Leve? Movimentações simples?
Ela respondeu todas as perguntas lentamente, parecia estar ainda se adaptando. – Me sinto leve, sinto minha própria Teigu percorrer mais facilmente, sem resistência agora, sinto o gelo dentro de mim se tornar mais leve, provavelmente pode voar agora, minha visão ficou nublada no inicio, sinto-a melhor, consigo ver até mesmo dentro da rachadura do teto agora. Meu olho ainda não se curvou, consigo movimentar meus dedos como quiser, só não consigo mover minha mão para cima ou para baixo.
O médico chamou outros dois. – Peguem a seringa de nível seis. – ele ordenou para eles. Não demorou e logo surgiu uma seringa com um liquido verde. – Isso pode doer.
— Eu não sinto dor com medicamentos. – ela ignorou a picada que com certeza doeria, a seringa era forte o suficiente para adentrar em osso. – Aumentou o nível do medicamento?
— Sim, seu corpo não pode ser penetrado por menos de nível seis, provavelmente teremos que usar nível oito em poucos meses. – ele respondeu tomando nota de algumas coisas olhando para os olhos azuis dela. – Olhe para o quadro. – um homem começou a arrastar um quadro branco em sua frente, Esdeath ergueu sua cabeça para ver melhor. – A primeira letra da esquerda é igual a qual número da direita?
— Três é igual a E. A é igual a quatro, cinco é igual a S, um é igual a T, oito é igual O. – ela olhou para a segunda linha, e tampou um dos seus olhos com seus dedos. – A primeira letra é M, a segunda letra miúda é N, sobre um T maiúsculo virado.
Ele anotou suas respostas. – Cem por cento de acerto. – ele anotou isso. – Você terá que fazer uma prova de conhecimentos avançados logo, amanhã será um bom dia, primeiro tente se adaptar com a leveza de seu corpo. Você terá que se adaptar a seu novo exoesqueleto. Ainda falta nós adaptarmos a medula por uma mais resistente, a incisão pode doer, e não terá anestesia, eu não recomendaria fazer isso ainda, ou é tão importante a senhorita ficar mais forte?
— Se você está me recomendando esperar, então ignore a medula, ficaremos apenas com o tutano resistente e a ligação sanguínea modificada, os nutrientes pros ossos estão sendo feitos? – ela perguntava retirando os tubos de seu corpo, logo os buracos se regeneravam, a modificação estava sendo efetiva, ela precisaria de uma tão boa quanto à de Naruto. Naruto deve conseguir controlar a sua regeneração. Então ela também tinha que ser capaz de controlar.
— Estão quase prontos, dentro de um ano você poderá os comer, seus ossos ficaram mais densos, mas continuou finos, nenhum aumento de massa muscular, apenas uma elasticidade melhor e movimentação melhores. – ele respondeu prontamente, se afastando dela e pegando um frasco que outro médico estendeu para ele e entregou para ela. – Sua massa é de setenta e sete, o frasco possuí duzentos miligramas. Aconselho a colocar em seu pescoço para chegar ao cérebro. Ele ira dosar para os membros modificados.
— Entendo, continue trabalhando bem. – ela se ergueu da mesa e se afastou, mas não antes de fechar a porta, ela teve que perguntar outra coisa. – Se eu continuar assim, poderei me adaptar a Teigu Kurama?
Um silêncio foi sua resposta. – Infelizmente, devido a Extrato, sua circulação não é adaptável ao sangue vermelho, o sangue azul de extrato faria um dano enorme ao seu corpo, você morreria em poucos minutos, infelizmente, agora que a Kurama foi posta ao sangue de tipo O negativo de Naruto-san, você não terá resistência alguma ao seu fogo.
Ela suspirou pesadamente, mesmo ela correndo atrás do tempo, aceitando uma modificação em seu corpo e ossos, mas sem colocar armas secretas, ela ainda não estava forte o suficiente para nove caldas, ela tinha que resolver isso. – Obrigada, continuem. – e fechou a porta, andando pelos corredores ela suspirava pesadamente, Naruto se tornou mais forte do que ela, mesmo não tendo vencido-a, ele não usou todas as caldas, ela estava em problemas.
— O que devo fazer agora? Estudar para a prova? Não, foda-se o estudo preciso destruir algo. – ela meditava calmamente, fazendo pouco caso de suas palavras. – Para onde devo ir?
A resposta foi bem fácil...
Sekirin. Ela iria dar um olá para os soldados do exército, não demoraria mais do que duas horas de diversão, ela gostaria de passar mais tempo com Aika, mas seus planos foram atrapalhados quando uma figura alta e onipotente se projetou atrás dela lhe olhando de cima, o Grande General.
— Esdeaht. – ele era o único que não lhe chamava pelo seu titulo atual, não que ela se importasse com títulos agora. – Como anda os preparativos? – ele começou a caminhar ao seu lado, a passos tão lentos quanto ela, os demais que se atreviam a andar pelo corredor ficavam grudados na parede, permitindo a passagem das figuras mais importantes dali.
— Estão bem, acabei de passar pela bateria de exames. – ela respondia calmamente, não precisava ser hostil com seu possível aliado mais forte. – Alguma razão pelas perguntas nunca feitas antes?
— Apenas preocupação. – ele respondeu com a voz forte. – Meus soldados foram deixando na região norte, como você sabe, nações interiores estão se movimentando rápido, alguns espiões competentes não estão voltando. Eles sabem que estamos vigiando seus movimentos.
— Então podemos presumir que eles vão invadir em algum momento, me pergunto quando... – ela meditou calmamente. – Obrigada por partilhar, mais alguma coisa? – ela se aproximou do corredor onde ela viu um dia dois soldados mortos por Naruto.
— Não, apenas uma coisa que pode ser interessante. – ele balançava seus dedos entre os cabelos. – Há um grupo independente, chamado Shikis, Naruto está com eles... – a reação nos olhos de Esdeath foi imediata.
— Ele não voltou para o exército revolucionário? – ela questionava mais para si do que para Budo. – Mande um grupo de busca atrás desses caras, agora... – e se afastou dele, que apenas acenou e tomou o caminho contrário.
— Por que você não voltou pro exército? – ela se questionava passando pela passarela reconstruída, muitas coisas tiveram que ser refeitas, a cidade nobre é uma delas, e teve que prestar suas desculpas para um punhado de nobres com cactos de ferro socados na bunda. – Não importa, você vai voltar pra mim no final, eu prometo.
Ela saltou para fora dos muros do império, se dirigindo a cidade, onde ela chamaria sua mascote e teria alguma diversão, as empregadas cuidariam bem de Aika agora, tudo estaria bem.
Shikis... Ishiki com certeza faz parte, e agora Naruto também. Como ele deve estar agora?
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Encostado a uma área muito distante do império, onde só havia florestas e rochas enormes, um homem de cabelos azuis se projetava ali, com os olhos cintilantes na sombra, olhos vermelhos e amarelos, brilhando em reconhecimento da figura que voava sobre o dragão cinza, indo em direção a possivelmente Sekirin, talvez para se divertir.
— Imperatriz deixando seu ninho, hm? – ele meditou. – Minha irmã vai adorar isso. – ele começou a correr de volta para a floresta, do mesmo caminho que veio a passos rápidos e saltando sobre as árvores, não precisava de uma Teigu para se movimentar desse jeito, Shikis tinham habilidades naturais para isso, mas de vez em quando eles usavam seus tentáculos para locomoção. – Shiki também deve gostar disso. – se aproximou da caverna, a entrada estava aberta de novo, sua irmã não estava vigia, devia estar paparicando o novato. – Maldita vadia oferecida.
Ele adentrou ao fundo da caverna, o cheiro constante e de corpos mortos não lhe incomodava, na verdade agradava, era um cheiro bom, cheiro de rosas. Logo Haga conseguiu ver Hagi, sua irmã, os cabelos rosa dela estavam em um puro sangue, ela deveria ter se divertido fazendo um novo estoque.
— Já voltou? – ela perguntava escorada ao fundo da caverna, apontando para o lado e o mais velho conseguiu ver apenas uma pilha de corpos. – Manima voltou com o restante do pessoal, eles parecem estar interessados no moreninho bonito.
— Você já está se atirando pra ele? Minha irmã é uma prostituta, tomara que você se proponha a abrir esse rabo para reprodução de espécie. – ele passou reto por ela, indo até mais fundo na caverna, onde com certeza o restante estava. A caverna não tinha muita iluminação, mas todos ali tinham olhos ótimos, principalmente ele. Se abaixando um pouco ele passou pelo pequeno túnel dentro da caverna, se arrastando um pouco entre as beiras, logo chegou ao outro lado, onde só havia uma iluminação por uma aberta de rochas na caverna, o sol batia ali, dando uma boa luz. – Esdeath deixou a cidade não faz vinte minutos. – disse para os Shikis ali, todos foram convocados então. – Minami. – ele chamou para a morena que estava escorado ao seu lado, os cabelso compridos dela sempre lhe chamava a atenção, a roupa oriental que ela tinha costume de usar também era um ótimo atrativo, em realidade, uma ótima fêmea. – Eu soube por Hagi que você chamou todos, parabenizo você por conseguir chamar o Schwe com você. – ele deu um dedo para um ruivo que estava dilacerando um pescoço na outra ponta, ao lado de Kira, o líder deles.
— Não estamos aqui pra ouvir suas besteiras Haga. – disse o ruivo, largando o pescoço para o chão. – Estamos aqui pra ouvir histórias mais interessantes. – ele lhe devolveu o dedo e apontou para certo moreno, escorado com mãos nos bolsos na parede, com Ishiki ao lado dele com os braços mecânicos cruzados. – Não que eu desconfie de Ishiki, mas eu ainda não estou cético de acreditar nessa história bonitinha de superação. – ele se aproximou do moreno ao lado, que deixou seus olhos vermelhos brilharem mais ainda, o ruivo parou no mesmo lugar. – Você tem belos olhos.
— Acho que estou me arrependendo de ter permito que você me leves até aqui. – ele disse simplesmente. – Esse cara parece retardado, eu preciso matá-lo para entrar no grupo?
— Se você fizer isso nós te matamos. – disse Kira, os cabelos compridos e castanhos começaram a balançar no ar, garras saltaram de seus dedos. – Você não quer isso, não é?
— Vocês que não iram querer lutar contra eles. – apontou para o braço enfaixado, ou o que sobrou dele. – Mesmo que meu irmãozinho não tenha mais um dos braços, ele é forte o suficiente para degolar todos aqui com a ponta dos dedos, talvez?
— Eu só acredito vendo. – disse Schwe alisando suas garras calmamente. – Que tal uma demonstração de força?
— Só não o mate. – disse Ishiki colocando a mão no ombro do irmão dele. – Precisamos do saco dele, sabe? Não somos muitos. – ele tirou o ombro e voltou a ficar olhando, Naruto suspirou resignado com isso, Minami apenas o encarava calmamente. Os olhos dela não o deixaram até agora, assim como os olhos de Lire, a única loira do grupo não haviam o deixado. – Parem de olhar para ele, vadias sujas.
— Vá pro inferno pau mole. – disse Lire, os cabelos loiros escorreram, ficando negra como a noite, não tão negros quanto os de Naruto. – Só estamos apreciando os dotes dele. – apontou para o corpo do loiro, ele só usava uma calça e botas. – Esdeath com certeza aproveitou ele. Queria ter o mesmo tratamento.
— Estou esperando você vir. – disse o ruivo, entrando em guarda e ajeitando suas pernas para avançar ou recuar. – Eu já vou avisando, sou rápido demais para qualquer humano medíocre conseguir me acompanhar.
— Hm. – Naruto ergueu sua única mão, suas garras facilmente maiores que as de Schwe. – Você ficaria bem com uma cicatriz no rosto.
— Apenas tente me acompanhar... – Schwe tentou terminar, mas...
Ishiki deu um sorriso e uma risada, chamando a atenção de todos, mas eles estavam tentando desesperadamente procurar pelo moreno, que sumiu da face de todos, era como se ele tivesse desaparecido.
Um segundo depois da risada dele acabar, o moreno reapareceu com os dedos cheios de sangue, Schwe foi direto para o chão, com as mãos no rosto gritando em uma agonia interessante, para os ouvidos de Naruto. Que olhava para isso com uma cara de paisagem, como se estivesse vendo apenas chuva, ou qualquer coisa tão simples quanto isso, nem parecia estar se preocupando com o que estava acontecendo com o ruivo ali.
— Você fica melhor com um X no rosto. – ele se aproximou do ruivo que se rolava pelo chão com as mãos no rosto e o sangue pingando, Naruto o puxou pela gola da camiseta branca. – Olhe nos meus olhos.
O ruivo temeroso agora retirou as mãos da frente do rosto, todos viram linhas vermelhas e fundas em seu rosto, cruzando pelo rosto dele, em um perfeito X. Bem como o moreno havia dito que faria. – Isso serve para demonstração. – disse Naruto voltando a se aproximar de Isiki e descansando suas costas na parede, deixando o ruivo no chão totalmente humilhado e confuso por não ter conseguido ver nada.
— Acho que Ishiki está certo. – disse Minami. – Eu nem ao menos vi sumir e mal consegui ver quando ele reapareceu talvez empatar com Esdeath não seja uma mentira.
— Para mim que estava olhando o tempo todo, não foi um empate, Naruto foi superior até o final. – comentou Ishiki se aproximando de Kira que olhava tudo com uma expressão polida. – Ele é mais forte do que você Kira, mil vezes mais.
— Ele pode ser forte, mas isso é apenas superstição sua Ishiki. – comentou o azulado que também estava impressionado, assim como os demais em silêncio. – Kira pode enfrentar cem mil soldados e ter esperança de vencê-lo. Ele é nosso ás.
— Naruto pode enfrentar um Deus e ter certeza de vencê-lo. – respondeu rápido, deixando os demais calados. – Eu vi o que ele fez com Esdeath, e vocês viram o que aconteceu com esse puto. – apontou para o ruivo sentado no chão, ainda surpreso e estarrecido. – Ele poderia nos matar assim que ele quisesse, talvez faça.
— Então qual a vantagem de ter um integrante mais forte do que todos nós e que não segue nossas ordens? – questionou Kira. – Ele não me parece estar ciente da situação de nossa espécie Ishiki, você está se deixando levar por sentimentos, negligenciando a razão.
— Ele tem os mesmos motivos que nós, e que o exército revolucionário tem, a nação oriental vai ajudar.
Os olhos de Naruto se estreitaram com isso, ele precisaria conversar sobre isso mais tarde, ele olhou para as únicas duas mulheres ali, ele sabia que elas estavam o olhando, aqueles olhos, eram os melhores olhos que Esdeaht tinha para com ele, olhos de desejo e luxúria, nada, além disso, elas pareceram felizes quando ele ficou as encarando por segundos.
— Que seja Ishiki, mas se algo acontecer que atrapalhe o cronograma, eu terei a sua cabeça. – disse Kira indo até a fresta. – O restante vem comigo, mas vocês duas. – apontou para Lire e para Minami. – Fiquei de vigia com Hogi. – e todos saíram de lá, Ishiki deu uma última olhada para as duas, pelo sorriso maldito delas elas tinham outra coisa além de vigiar que fariam.
Não demorou muito, e só restaram aqueles três na sala. Elas se aproximaram lentamente de Naruto, retirando a parte de cima de suas roupas orientais, elas tinham gosto pra isso. E eram bem rápidas, Naruto apenas olhou para isso com olhos cansados, mas era o jeito, nenhuma delas abriria a boca sem receber nada, era o jeito.
— Vem cá. – disse Lire, retirando agora a parte de baixo e jogando a calcinha pro lado, Naruto olhou para o corpo em sua frente, uma verdadeira... Tentação.
Minami era a mesma coisa, só tinha os mamilos duros há muito tempo, e apenas alguns pelinhos, nada de preocupação.
Ele retirou suas calças lentamente, para a desgraça delas, não demorou muito e Naruto estava montando em Lire puxando seus cabelos enquanto Lire chupava Minami e ela beijava o moreno.
Era uma troca de favores, ele gozava e ainda tinha informações.
Eu acredito na beleza interior das mulheres, realmente.
Uma vez dentro, beleza.
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— Está demorando... – resmungava Esdeath em cima de Golyas. O seu precioso dragão cinza, besta de classe Ultra que lhe deu uma luta divertida. – Não acha Golyas? Você está com fome não está?
Ele apenas rugiu alto, rasgando os céus com isso, Esdeath riu divertia com a resposta, ele sempre foi energético assim, deveria ser por isso que gostava dele.
— Eu também estou, mas eu não posso comer os humanos. – disse Esdeath em suas costas, aproveitando a brisa em seu rosto. – Vai ser melhor se você os tostar primeiro, nós vamos dar apenas um oi...
Outro rugido, ela gostava de conversar com Golyas, ele era um animal bem interessante de se ter ao lado, principalmente em batalhas, ela teria que deixá-lo mais a solta agora, seria uma boa ajuda. Ou retirar as bestas preciosas e deixá-las lutar contra os revolucionários.
— Você parece estar feliz Golyas. – ela alisava suas costas. – Será que encontraremos alguém forte o bastante pra ir contra mim? – ela se perguntava em voz alta. – Tomara que sim, estou louca pra testar os avanços.
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Em cima de uma manta voadora, se encontra o grupo mais famoso do exército revolucionário, Night Raid, como de costume, dessa vez Najenda optou para ficar com Kushina, estudando as melhores opções possíveis quando eles conseguissem conquistar de vez Sekirin. Bulat estava manuseando ela agora, Akame estava ocupada comendo outro pedaço de carne, Leone mesmo voando, estava se divertindo com suas bebidas, Lubba e Mine, como sempre, com medo, e Susanoo demonstrava nenhuma emoção.
— Logo chegaremos a Sekirin. – disse Bulat. – Provavelmente teremos bons inimigos, não ousem morrer hoje. – ele lhes dizia com um sorriso, olhando para Akame que jogou o osso da carne pelo ar. – Você come demais, como consegue ficar tão magra?
— É o que dizem ser magra de ruim. – comentou Leone bebendo e ficando com as bochechas vermelhas. – Eu queria poder beber tanto quanto ela come e não ficar bêbada, eu morreria feliz. – ela bebeu outro gole, caindo para trás em diversão. – Não teremos muitos problemas, não há usuários de Teigu bons o bastante para ir contra nós.
— Assim espero. – resmungou Lubba. – Não estou a fim de topar com outro Stylish e suas bichas de saia. – ele teve calafrios só de pensar. – Aquele cara, Tobi, ele era forte não era Akame?
Ela apenas concordou com a cabeça, se relembrando vagamente do homem. – Ele tinha vários ataques diferentes, se for por quantidade, ele era bom. Mas em sua qualidade, ele deixava muito em pecar.
— Como sempre, analítica. – comentou Lubba. – Eu realmente espero não ter que encontrar alguém forte, meu estômago dói demais. – ele reclamou alisando sua barriga. – A comida que Mein fez me deixou ruim, e ainda disse que sabe cozinhar. – ele levou um soco potente na cabeça e teve que ouvir os gritos dela em seus ouvidos, nada como um dia normal. – Vadia rosa, não precisava fazer isso. – ele rangeu os dentes pra ela, logo os dois estavam rolando na manta, quase caindo.
— Susanoo-san, você resolveu ir junto conosco dessa vez por quê? – perguntava Bulat olhando para o azulado, este apenas ficaram em silêncio alguns segundos.
— Tive o que vocês humanos chamam de mal estar, ou ansiedade. Então eu tive que vir. – ele disse com suas mangas juntas, como sempre se portava, sua arma em suas costas parecia acalmar os demais, Susanoo era forte demais. – E Najenda havia me dito para mim me familiarizar com vocês, tendo em vista que vocês são meus companheiros agora.
— Entendo. – disse Lubba sendo pisoteado por um sapato rosa. – Mas ainda sim, com você aqui não deve haver nenhum problema.
— Você tem que estar preparado pra tudo Lubba. – disse Leone girando na manta como criança. – Eu estou com saudades... Minha bebida. – ela colocou a garrafa em frente a seu rosto, quase chorando ao vê-la completamente vazia, nem mesmo uma gota estava ali. – Eu quero bebidas... Su-san... Me de algo pra beber.
— Infelizmente o único fluído que eu tenho em meu corpo é minha urina, é altamente recomendável que você não beba isso. – ele respondeu fazendo pouco caso de suas palavras, ignorando ou nem prestando atenção na cara nada certa dos demais, até mesmo a manta estava com uma expressão diferente, ela parecia estar resmungando algo, ou dando uma risada alta com isso, em outra língua talvez, não se sabe. – O que foi? Disse algo errado? – ele questionava olhando para os demais.
— Não, Su-san. — disse Mein um pouco estarrecida, ignorando Lubba por agora. – Não é nada demais... É só que... Ficamos surpresos com isso... – ela se sentava novamente, alisando sua Pumpkin como se fosse sua filha. – Estamos quase chegando, desfaçam essas caras de bunda.
— Você está com essa cara todo dia. – respondeu Lubba simplesmente, fazendo pouco caso, mas só agora que ele viu que não dosou muito bem suas palavras, novamente ele estava sendo surrado e os outros rindo com isso.
— Esses dois não tem jeito. – disse Akame rindo levemente com isso; Ela olhou para frente novamente, estavam pertos, já conseguia ouvir os gritos dos soldados lutando, eles teriam que ajudá-los, ajudar os seus e matar os imperalistas. – Estamos descendo agora.
Bulat apenas levou sua manta mais para baixo.
Não demorou muito e ela pousou em uma construção. E ficando fora da cidade, como havia sido domesticada e treinada para fazer.
Mal eles sabendo que o pior inimigo deles já estava pairando sobre eles em seu dragão particular.
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