Obsessão
7 Mate a Raiva
Notas iniciais
De alguma forma o passado nunca pode ser esquecido, tudo o que aconteceu, nunca pode ser verdadeiramente esquecido, mesmo que não seja lembrado inicialmente, da mesma forma que tudo o que vai, volta, o passado ás vezes pode ir e vir em um ciclo infinito ou finito, tudo depende de como você o deixa ir e de como você o recebe novamente, é algo simples, mas com uma complexidade tranqüila incumbida também. É perfeitamente natural seu passado voltar para dar um olá a seu presente e bagunçar o seu futuro, é perfeitamente normal alguém tão antigo, tomar o lugar de alguém tão novo. Por essas razões que temos que ter cuidado com a maneira que formamos laços, e os quebramos. Laços não significam apenas amizade, laços significam tanto que não pode nem ser descritos, é por isso que você deve entender quando encontrar o seu passado, quando o entender, vai perceber uma coisa simples. Quanto pior o passado, mais vezes ele irá voltar pra você.
(...)
Esdeath havia dito para todos os seus companheiros novos e antigos que ela e seu grupo do Império haviam sido requisitados para a festa do Império, com todos os membros de alto escalão político e militar que a capital imperial tinha disponível, ela com sua influência em ambos os partidos iria conseguir a confiança de todos e apresentar seu grupo rapidamente para todas as fileiras, as chances deles conseguirem alguma coisa melhor no futuro seria grande, mas agora ela tinha que chamar seu amante, que por ventura, havia sumido como sombra na escuridão. Ela tentou sentir seu cheiro, mas parecia que não estava tendo sucesso nisso, havia muitos odores, ela tinha plena certeza que sabia diferenciar, mas parecia que ele propositalmente havia se misturado com os outros odores, inibindo seu próprio cheiro, com certeza ele aprendeu isso com alguém, ela havia se acostumado a caçar presas enormes e perigosas desse jeito, e ela não estava conseguindo achar o loiro. Era vergonhoso, mas admirável da parte dele, onde ele estava? O que ela diria se ela o encontrasse? Estava claro que novamente a relação deles ficou fria de novo. Ela ouviu os conselhos de Bols, e ela teve certo apoio até mesmo das bestas sobre algumas modificações de ‘’ ensinamento ‘’ e ‘’chantagens ‘’ sobre seu denominado amante, restava apenas saber se ele iria aceitar, Naruto era um garoto teimoso mesmo que obstinado, ele tinha um centro de justiça fixo em sua mente, quase como uma utopia.
Ela tinha sua própria utopia, sua filosofia, mas o loiro tinha a sua, ela não podia alterar isso, muito menos barganhar com isso. Deve ser por isso que ela gostava tanto dele, ou mais motivos, sim. Com certeza tinha mais motivos, mas não adianta ter motivos se não tem objetivos finais, o objetivo final dela, com certeza era o loiro. E falando nele, quando ela ia adentrar no quarto deles, seu quarto primeiramente, ele sai dali.
A porta estava meio aberta, Naruto apenas olhou para ela com olhos inexpressivos, ela não gostava de quando ele apagava suas emoções, como ele aprendeu a fazer isso, ela não sabia, mas ela gostava de ver aquele céu azul cheio de emoções, não esse nublado e pouco acolhedor que ela estava recebendo, novamente, a relação sofreu um impasse. Por sua inexperiência.
Naruto ficou em silêncio, e tentou rapidamente fechar a porta de novo, mas Esdeath não deixaria isso acontecer, colocou seu salto sobre a porta, impedindo que o companheiro a fecha-se, ela pôde sentir que ele realmente queria fechá-la, mas o quarto era seu, sem se importar com a porta, ela a chutou com a perna livre, quebrando-a em pedaços e deixando o espaço dela livre para a passagem dela, Naruto deu um suspiro frustrado, ela sempre conseguia o que queria, quando ele conseguiria o que queria?
Ela apenas adentrou o cômodo, logo os servos limpariam tudo e colocariam uma nova porta, em poucas horas, ela diria. Mas agora estava um silêncio ensurdecedor, ela queria dizer algo, ela realmente queria dizer qualquer coisa, queria que qualquer coisa fosse o suficiente para ele ser um pouco mais amável com ela, como antes. Até ela tocar no assunto de sua vila... Talvez fosse isso, a vila era o problema, ela estava mantendo o loiro com ela pelas ameaças, era isso o problema, era só liberá-lo disso...
Não... Se ela fizer isso ele irá embora, ela nunca deixará eles livres dela, porque se deixar, ele vai lhe virar ás costas, e ela nunca mais vai poder ver aqueles olhos azuis, iguais aos dela, ela nunca deixaria eles serem livres, eles estavam sendo sustentado o mínimo deles era serem seus brinquedos, para qualquer utilidade que ela quisesse que eles tivessem ou terão no futuro. Esse era o destino deles. E o destino do loiro era seus braços.
– Temos uma festa pra ir. – ela disse depois de refletir sobre a vila, mas ela queria lhe perguntar sobre isso também. – Teremos que vestir roupas escuras hoje a noite, já sei suas medidas, apenas para avisar. – Naruto apenas a olhou de esgueira, fazendo pouco caso, tirando seus sapatos e indo para o chuveiro do quarto dela, sem se importar com sua presença, ele começou a se despir lentamente, tirou suas calças e sua blusa, mas na melhor parte na opinião dela, ele fechou a porta do chuveiro.
‘’ Se vai fazer isso ao menos me deixe ver. ‘’ – ela pensava com sigo, ela também precisava de um banho... Uma idéia talvez boa ou ruim se passasse por sua cabeça, e se ela o acompanhasse? Não pensou duas vezes, e sem se importar com as serviçais que a encaravam, ela se despiu tão rapidamente quanto matava, estava igual como veio ao mundo. Suas botas estavam jogadas de um canto ao outro, seu colete e seu chapéu também, sua farda, também, o seu cinto estava pendurado em um dos quadros que os pintores pessoais do Império presentearam os imperadores passados. Ela não ligou mais pra isso, adentrando em passos lentos ela ouviu o chuveiro ser ligado, ela se aproximou da porta, e a abriu.
Não demorou um segundo para Naruto a encarar, mas, ela viu coisas estranhas nas costas dele, ela se colocou dentro do banheiro, e fechou a porta atrás de si, suas nádegas chamaram imediatamente a atenção dele, ela não podia dizer que não gostou, era bom saber que seu corpo chamava sua atenção. Mas no fim, era luxúria, não amor. Mas por hora estava bom o suficiente, ela olhou para seu corpo, para ela era algo perfeito, sobre medida, um corpo médio, tonificado e definido, os riscos caíram bem no seu rosto, seu cabelo molhado lhe dava um aspecto único ao ver dela, ela gostou do que viu da parte de trás dele, desde a nuca até os pés, afinal para ela, tudo pertencia a si. Nada melhor do que apreciar o próprio parceiro, e este mereciam ser apreciado. Naruto ergueu sua cabeça e deixou seus cabelos caírem para trás, ela reparou que apesar dos cabelos dele serem curtos e parecerem arrepiados, quando inclinados e deitados, eles eram longos, ela passou os olhos por suas costas, e viu uma fina linha escura.
Ela não agüentou a curiosidade e se aproximou dele lentamente, seus passos pareciam incertos, ela estava com... Vergonha? Era uma possibilidade, ela nunca teve qualquer ação com qualquer outro homem, era a primeira vez que ela compartilhava um banho com outro. Ela se projetou atrás dele, a água começou a bater em seu cabelo, e sua franja lhe cobriu uma parte de seus olhos, ela era maior que Naruto, seus braços se laçaram ao redor de sua cintura, ela tencionou em fazer a mesma coisa que fez na floresta, mas ela não queria estragar agora o que tinha começado, e para ela estragar era tão fácil. Ela colocou seus seios sobre sua cabeça, ele obviamente não reclamou.
– Suas costas... – ela começou o que queria perguntar. – Isso é uma cicatriz? – ela perguntou genuinamente curiosa. Naruto apenas acenou com a cabeça, em silêncio, não sabia o que fazer nessa situação também. – Como a conseguiu? – ela novamente perguntou, tentando olhar em seus olhos, mas ele baixou sua cabeça.
– Eu não me lembro muito bem. – ele respondeu baixo. – Me contaram que foi um garoto que fez isso em mim quando eu tinha três anos. – completou, ele sentiu um leve aperto em sua cintura, os braços dela o puxaram para mais perto dela. – Por que está fazendo isso comigo, Esd?
Ela lhe deu um sorriso grande. – Você realmente vai me chamar assim enquanto estivermos sós? – ela lhe perguntou feliz, se ele estava chamando ela assim, significava que nem tudo estava perdido, mas certamente, quando ele ergueu sua cabeça ela viu minimamente uma pontada de insegurança, ou talvez frustração? Não sabia distinguir. – Eu não me importo, mas se lembre de deixar que ninguém escute isso, entendido?
Novamente apenas um aceno de cabeça, ele parecia não querer falar. – Voltando ao assunto. – ela novamente tentou. – Por que eu nunca vi a cicatriz antes? Na noite em que dormimos juntos no norte eu me certifiquei de olhar cada centímetro do seu corpo enquanto dormíamos.
– Você, passou a mão em mim? – ele perguntou com a voz um pouco alta. – Droga, Esdeath. – ele se afastou de seus braços, indo para um pouco mais longe dela. – Você não pode fazer isso comigo sem que eu deixe que você faça.
– Então por que me deixou fazer isso agora? – ela categoricamente perguntou, lançando um sorriso levemente presunçoso com a carranca raivosa e envergonhada dele. – Não precisa ser tímido, se você quer que eu faça algo com você, basta dizer.
– Eu não quero nada... – ele respondeu de costas para ela, para a decepção dela. – Só quero ficar sozinho... – ele disse baixo. – Só quero meus amigos... – ele sussurrou tão baixo que ela quase não conseguiu ouvir, ele parecia estar definhando sem eles, e ela viu isso.
– E se eu trazê-los para o Império? – ela perguntou, um plano lhe ocorreu pela cabeça. – Você se sentiria mais confortável com alguma ligação de seu povo perto de você? – a resposta não veio. Apenas múrmuros baixos que ela não conseguiu ouvir, até que ele suspirou e voltou de baixo do chuveiro, onde ela novamente lhe atacou por trás.
– Eu não quero mais um motivo para você me prender aqui. – ele lhe jogou na cara, algo que sempre quis dizer. – Eu não sei como dizer isso de maneira gentil pra você, Esd. – ele continuou. – Você me prendeu, eu sou como um pássaro, e você é como uma gaiola, você restringe a minha vida, apenas para a sua ter mais sentido, e isso é muito triste.
Ela mordeu os lábios, uma leve tristeza nos olhos. – Eu sei o que eu estou fazendo. – ela disse. – Mas de uma certa forma, eu não sei ao mesmo tempo. – ela continuou. – Eu quero que você poça se sentir confortável estando comigo, mas ao mesmo tempo eu tenho medo. – ela falou alto, talvez quase um pequeno grito, uma explosão de sentimentos estranhos que ela não sentiu nunca.
Naruto apenas ouviu isso talvez um pouco surpreso também, ela nunca demonstrou seus sentimentos tão abertamente, alguém lhe disse para fazer isso, no mínimo. – Então, você pensa que se me soltar da gaiola, eu irei embora, não é? – ele perguntou, talvez já sabendo da resposta.
– Eu tenho certeza de que se eu não lhe ameaçar, você vai embora. – ela lhe disse, os braços dessa vez apertando mais fortes nele do que a última vez, ela estava escorada em seu pescoço, ele podia ouvir seu coração pulsando em suas costas, em um ritmo alto. – Eu não suportaria, eu lhe ameaço para você aprender a temer-me, para não fazer nenhuma loucura. – ela disse espontânea, sem vacilar. – Se você não me respeitar, logo vai embora.
– Você não pode me conquistar sobre ameaças. – ele lhe respondeu duramente, sem se importar com o leve suspiro triste que ouviu. – Não é assim que o mundo funciona você me quer Esdeath? – ele dessa vez, virou para si, completamente exposto a seus olhos. – Eu já sou teu.
Esdeath ia avançar sobre ele. Mas ele lhe segurou sobre os ombros firmes, os olhos ardendo com sentimentos fortes. – Eu já sou teu, mas da maneira errada. – ele disse rápido. – Eu já sou teu, por suas ameaças ás pessoas mais importantes de minha vida, eu sou seu, por que você não me deu escolha. – novamente disse rápido, as palavras saíam forte de sua boca. – Eu podia estar em outro lugar, com outra pessoa, talvez eu poderia estar fazendo qualquer outra coisa com outra pessoa. – ele viu os olhos dela murcharem levemente, ela parecia um pouco abalada, mas sua máscara de frieza não demonstrava isso facilmente.
– O que você quer me mostrar jogando isso em mim? – ela perguntou para ele, ainda lhe olhando, varrendo os olhos sobre o que era dela. – Quer que eu me sinta mal, talvez você esteja conseguindo. – ela disse por fim.
– Você vai me ouvir até o final antes de julgar? – ele apenas perguntou isso.
– Vou... – ela respondeu em um sussurro, indo em sua direção, ela queria o abraçar, e dessa vez Naruto deixou ela fazer isso, soterrando seu rosto sobre o corpo dela.
– Você... – ele disse com o rosto coberto por seu busto. – Você não é ruim, em toda a forma Esdeath. – Naruto começou a dizer, ela pareceu ter visto um pequeno sorriso orgulhoso dele. – Você não é um monstro, como todos dizem, você pode parecer, muitas vezes. – ele ergueu sua cabeça, e lhe deu um sorriso enorme, o coração de Esdeah parou, ela observou cada detalhe dele, os olhos fechados, uma expressão nova que ela gostou de ver. – Muitas vezes, você parece ser apenas uma pessoa gentil. E eu... Admiro isso. – ele finalizou, também finalizou o coração dela.
– Eu... – ela começou boba. – Eu não sei o que devo dizer, como devo proceder a isso? – ela lhe perguntou, a curiosidade transbordado em seu rosto. – O que eu devo fazer agora? – ela parecia desesperada por uma resposta, mas ele apenas colocou o dedo sobre seus lábios lhe calando rápido.
– Primeiro, não faça tantas perguntas seguidas. – ele lhe sorriu. – Segundo, você deve agir como seu coração mandar. – ele disse para a azulada, que pareceu sorrir pra ele também. – Terceiro, eu não vou pedir pra você mudar o seu jeito de ser, eu entendo que nem mesmo se eu casar com você, eu irei conseguir mudar isso, então eu só peço pra você... Levar mais em conta os meus desejos também...
Ela ficou em silêncio por alguns segundos, mas lhe apertou forte sobre ela. – Eu entendo, manterei isso em mente. – ela disse agora ele pareceu ver um pequeno rubor em seu rosto. – Então, vamos nos casar um dia?
– NÃO APREÇE AS COISAS. – ele gritou envergonhado para o seu divertimento. – Eu estou sendo completamente honesto com você, e você faz isso. – ele virou o rosto com seu resmungo. – Francamente, você é muito apressada. Aposto que eu sou o primeiro cara que você sente isso.
– Você apostou bem. – ela se abaixou ficando no mesmo nível que seus olhos. – Eu nunca vi um tão de perto, a propósito. – ela se roçou mais perto dele. – Está duro. – ela lhe sussurrou no ouvido, não demorou um segundo e Naruto queria ardentemente se separar dela, mas ela estava realmente o segurando com força. – Eu gosto... – ela finalizou com um sorriso perigoso.
– Você é um sado masoquista mesmo. – ele se rendeu, mas era difícil não ficar excitado com a visão que ele estava tendo. – Imagino quantos caras não engoliram merda pra você colocar as mãos frias em suas calças. – ele disse simplesmente.
– Hm... Vários... – ela meditou, movimentando os braços e passando lentamente por suas costas, até colocar suas duas mãos sobre sua bunda, que parecia lhe agradar dada a forma como ela apertou. – Eu não tenho certeza do que fazer, mas se nós quisermos tenho certeza absoluta que vamos conseguir nos satisfazer completamente. – ela olhou em seus olhos. – Certo?
– Você não planeja fazer sexo selvagem comigo e me cortar no meio disso não é? – ele pareceu temer e se sentir bem com a idéia, a única parte ruim seria as idéias dela. – Eu não saberia o que sentir com essas duas coisas ao mesmo tempo.
Ela meditou com os olhos fechados por um longo minuto. – Por enquanto, ainda não. – ela disse alegremente. – Mas eu vou te marcar de maneira apropriada quando chegar a hora. – ela se aproximou de seu ouvido. – Que tal eu perfurar seu corpo com uma estaca pequena e desenhar meu nome nele? – ela lhe perguntou, sua voz baixa por um segundo pegou ele de surpresa. Até ela explodir em uma gargalhada leve. – É brincadeira, eu nunca faria nada de ruim com seu corpo.
– Você me assusta. – ele coçou a cabeça. – Nossa relação não é normal. – ele meditou. – Você é cruel como um demônio, Esdeath. – ele disse tentando sorrir, mas tremeu levemente com a mão dela passando por seu corpo sem vergonha alguma. – E não perde tempo...
– Não me culpe, tenho todos os tipos de desejos por você, Naru... – ela pensou nisso. – Que tal eu te apelidar também? – ela lhe questionou. – Naru... Naru... É bom apelido.
– Isso é completamente homossexual – ele respondeu sem demora. – Por que esse apelido? – ele perguntou talvez com um pouco de raiva.
– Hora. – ela começou lhe mordendo fortemente no pescoço, um filete de sangue surgiu. – Por que você, agora admitiu que pertence a mim, logo eu posso fazer isso, como dona de você. – ela respondeu. – Então que tal eu e você liberarmos nossos desejos líbios?
– Você é virgem também? – ele perguntou curioso e interessado. – Eu nunca imaginei que você fosse. – ele disse pensativo. – Sempre imaginei que você fosse uma louca varrida que fazia filas e filas de homens inconscientes.
Ela lhe olhou vagamente irritada e ofendida. – Você tem uma imagem muito fodida de mim, Naru... – ela lhe apertou forte, o loiro sentiu alguma coisa ranger em seus ossos. – Devo puni-lo? – ela pensou. – Não... Estamos em um momento excelente. Vou deixar isso passar, agora, vamos tomar um banho e ir para a festa, estamos mais do que atrasados.
– Não iremos fazer nada? – lhe perguntou o loiro, talvez um pouco mais solto, e ela gostou disso. – Não que eu... Queira...
– Se você quiser, posso fazer o que desejar, sou sua amante no fim das contas. – ela lhe respondeu, se aproximando de sua boca e mordendo seus lábios inferiores. – Sua boca é fina, mas é tão boa que queria passar horas ‘’ conversando ‘’ com ela. – ela disse sem receio algum.
– Eu me esqueço que você é sincera demais quando se trata de mim. – ele disse passando a língua pelos lábios para ver se estava sangrando, mas perto de Esdeath era quase como um pedido para ela lhe atacar, e foi o que ela fez. Dessa vez ela abandonou sua bunda e pressionou seus dois braços em sua nuca, aprofundando ainda mais sua língua dentro da boca do menor, ela interrompia o beijo para o morder novamente, de vez em vez, avançando em seu pescoço de ambos os lados, ela lhe deu um chupão forte no pescoço, tão forte que uma bola roxa foi formada quase instantaneamente. – Não está satisfeita?
– Não, só estou brincando com o que é meu. – ela novamente lhe mordeu e tomou sua boca e mordeu novamente, alternando sobre isso. – Enquanto você continuar me deixando tomar a liberdade pra fazer isso, eu vou continuar, e ainda está duro... – ela se referiu à arma do garoto.
– Você disse que gosta. – ele respondeu se encostando à parede desligando o chuveiro. – Então... Não posso fazer nada, Esd. – ele terminou sua fala e sentiu um leve aperto nas costas, Esdeath havia cravado suas unhas ali, e puxando levemente sua pele para baixo, lhe arranhando e deixando as linhas das unhas na pele. – Você realmente não cansa.
– Tudo bem, talvez eu esteja afobada demais. – ela disse se afastando minimamente. – Mas na próxima, eu levarei você, de todas as formas. – ela disse feliz. – Não irei tolerar objeções.
– Entendido. – ele ligou o chuveiro. – Pode lavar minhas costas? – ele se sentou com a água batendo em seu corpo, Esdeath deu um pequeno riso com isso.
– Certamente. – ela pegou uma espoja azul com alguns panos molhados, e fez o que o companheiro lhe pediu, mas sempre que o pano subia, ela levava os olhos para a cicatriz, o final das linhas, parecia que haviam sido feitas por pequenos dentes, havia certamente, a marca de dois dentes neles. – É uma cicatriz triste, Naru. – ela sussurrou. Tão baixo que ele mal ouviu.
Demorou ‘’ apenas uma hora ‘’ para os dois saírem dali, e não ficaram surpresos com as roupas para irem à festa estarem dobradas sobre a cama, Naruto ficou muito bem de preto, pelo menos isso foi o que ela pensou. Eles andaram praticamente grudados sobre o corredor que os levaria para onde todos estavam esperando por eles.
Mal sabendo que de longe, uma pequena sombra sobre o muro do Império que separava a nobreza da pobreza, os observava, os olhos tão brilhantes que parecia uma luz em todos os íris. O seu capuz logo foi desfeito, e ele parecia ter uma visão além do alcance comum, seus olhos ficaram fundos quando ele olhou pela janela do palácio Imperial, colocando os olhos no menino que estava ao lado da mulher mais forte do império. A lua parecia brilhar sobre seu rosto assustador, seu coração brilhava forte, pulsando fortemente pela pequena saudade que sentiu do pobre menino.
– Eu com certeza. – ele começou. – Irei te visitar, irmãozinho.

E novamente colocou seu capuz escuro e sumiu dali, pulando o imenso muro para baixo, criando uma pequena cratera no telhado de uma casa em que ele pousou e sumiu dali.
Ele tinha muitas coisas que planejar como seria a melhor maneira de usá-lo para irritar a mulher azul? São tantas possibilidades que ele mal agüentava. Ele sentiu vontade de fazer isso agora, mas certamente morreria se ele encostasse um dedo sequer nele agora, por enquanto, iria deixar ela o ter, por enquanto.
‘’ Você mudou muito desde nosso último encontro, eu imagino se seu sangue está melhor do que antes, hm... Salivo só de pensar, não consigo parar de imaginar se você está mais doce ou mais amargo do que antes, não consigo parar de desejar te dar uma nova cicatriz novamente, vou me reunir novamente com você, pequeno irmão. E quando eu o faço, verei se está mais doce ou amargo. ‘’
E com isso, o encapuzado sumiu rápido na noite.
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– Eu espero que vocês cumpram suas tarefas, três bestas. – disse Esdeath para os três homens mais antigos que ela tinha a seu dispor, a tarefa que eles receberam era divertida para eles, se isso ocorresse como ela imaginava, Night Raid teria que agir, e nesse momento ela mataria a todos eles. Mas por enquanto, tinha que assassinar os senhores que estavam ajudando Night Raid e o exército revolucionário. Uma tarefa talvez fácil para eles, que logo sumiram dali, não se importavam em perder a festa. Não é como se eles se importassem de perder um descanso merecido e deixar de atender ao pedido dela.
Logo ela voltou os olhos para Naruto, que parecia estar começando a se socializar com o resto grupo, talvez ele tivesse se identificado com Wave, dado a forma de como estavam conversando alegremente, ela também só conseguia se sentir feliz também. Mas por enquanto ela tinha seus próprios deveres. Perdeu a conta de quantas pessoas perguntaram o porque dela estar vestida desse jeito e não com sua farda. Ela teve que fazer seus meios e alguns pequenos discursos quando Onest a chamou para frente, explicando a iniciativa do grupo Jeager, nada que ela não tivesse feito milhares e milhares de vezes antes, mas ela sabia que esse grupo tinha futuro.
O salão dessa vez estava recheado de pessoas, e de todo o tipo de comida, ela varreu os olhos e viu Kurome literalmente fazendo mesas sumirem tão rápido quanto eram servidas novamente. Realmente, ela não sabia dizer onde entrava tanto doce. É o que chamavam de buraco sem fundo.
– Interessada em garotas? – perguntou Bols, seu conselheiro, ele lhe trouxe um copo de vinho que foi muito bem aceito pela azulada. – Pelo seu sorriso, eu fui de alguma utilidade á você.
Ela apenas concordou dando um sorriso com a lembrança. – Sim, no começo foi muito áspero, mas logo nos entendemos, entramos num consenso, e eu espero não quebrar esse. – ela respondeu alegremente. – Tudo graças a seu conselho de lhe perguntar o que ele pensava diretamente, realmente, você foi de muita utilidade, espero que me ajude ainda mais daqui pra frente.
– Não há palavras que possam descrever a minha alegria de você confiar em mim desse jeito, Esdeaht-shogun. – ele curvou levemente a cabeça para frente ao seu lado. – Irei te ajudar no que for possível.
– Eu sei que vai fazer isso. – ela respondeu. – Não irá aproveitar a bebida e a comida? São de alta qualidade. – ela lhe perguntou, olhando curiosa por um segundo, como será que era seu rosto?
– Eu não me sinto a vontade de me mostrar abertamente a muitas pessoas, Esdeath-shogun – Bols respondeu incerto se era o certo a se fazer. – Meu rosto pode ser assustador para os outros, não quero estragar o nosso grupo. – ele olhou para ela e ela estava o encarando intensamente. – O que foi, General?
– Você falando assim só me dá mais vontade ainda de ver como é o seu rosto de verdade. – ela disse simplesmente. – Mas já que você não se sente, não irei forçá-lo a fazer o que não quer. – ela disse com um meio sorriso. – Talvez Naruto esteja me influenciando a ouvir os outros e não a mim mesma, quem sabe?
– Isso certamente é uma evolução sua. – ele disse lhe dando um dedo positivo. – Continue assim e você certamente irá evoluir seu relacionamento com ele a níveis mais altos. – ele lhe incentivou.
– Manterei isso em mente. – ela respondeu se virando e colocando os olhos sobre os convidados presentes ali, passando os olhos sobre cada um ali, procurando uma cabeleira loira com alguns riscos finos nas bochechas. – Onde ele está?
– Procurando seu companheiro, Esdeath-shogun? – perguntou Onest vindo em sua direção, Esdeath apenas o olhou de relance voltando a procurar pelo loiro. – Ele é um menino interessante.
– Daijin. – disse Esdeath friamente. – Eu não quero ter qualquer desentendimento com você agora, então por tanto, vamos apenas continuar com nossos teatros casuais e recebendo um do outro, certo? – ela não olhou para ele em nenhum momento, mas agora o encarava friamente nos olhos. – E tome cuidado com o álcool que você oferece para os mais novos, seria horrível se ele tivesse uma ressaca forte. Certo Imperador Makoto? – perguntou para o menino que surgiu como mágica ao lado de Onest.
– Eu concordo plenamente, Esdeath-shogun. – disse Makoto com um pequeno sorriso. – Eu já adverti o Daijin para não influenciar mal os mais novos. – disse ele. – A propósito sobre o que vocês estavam conversando antes? Eu não consegui ouvir tudo. – ele perguntou, Onest suou frio.
– Era apenas uma conversa de adultos. – disse Onest rapidamente. – Você ainda é muito cedo para entender de política. – disse simplesmente.
‘’ A sua sorte e a minha é que o menino vai ser usado até o dia de sua morte por nós dois. ‘’ – pensou Esdeath se virando novamente, ela andou até o meio do salão. Misteriosamente, com a passagem dela, uma música lenta começou a tocar. E ela teve que recusar certa de quinze propostas de danças com políticos respeitosamente, mas ela estava tão ansiada em achar seu companheiro que quando ela sentiu uma mão sobre seu ombro ela se virou com os olhos irritados pronto para encarar outro homem inútil que a estava impedindo de encontrar seu companheiro.
Mas quando ela se virou e viu quem era, toda a repentina fúria sumiu repentinamente, como num passe de mágica. Era o loiro bem ali, olhando-a com um rosto talvez saudoso e tímido.
– Eu ouvi dizer de algumas mulheres que os homens devem dançar bem para conquistar algumas mulheres na vida. – ele pegou em sua mão. – Mas eu nunca fui muito bom de ouvir. – disse ele com um meio sorriso.
– Eu concordo plenamente com o que elas lhe disseram. – ela respondeu. – E então, você não aprendeu a dançar, não é? – ela perguntou já sabendo da resposta. – Imagino que tenha duas pernas esquerdas.
– Você acertou completamente. – ele respondeu, colocando a mão em sua cintura, para a surpresa de toda a mais forte do império iria dançar em meio a todos ali, a música repentinamente acelerou com a atitude do garoto corajoso. Com certeza tomar a atitude de colocar o braço envolta da cintura dela era um ato de coragem sem precedentes.
– E então. – ela perguntou ansiada. – Quer aprender agora? Não me importo com eles, só me importo com você.
– Eu acho que passar vergonha todo mundo passa uma vez na vida. – ele disse. – Então, Esd, me ensine a dançar. – ele pediu com os olhos alegres. – Me ensine que eu posso futuramente, dizer que gosto de você.
– Você não precisa repetir nada. – ela colocou a mão sobre seus ombros. –Primeiro, um passo pra cá, e dois pra lá. – ela fez o movimento, apenas isso gerou alguns aplausos de vários. – Ignore-os, eles são lixo.
– Eu imagino que sejam pra você. – ele disse repetindo o movimento inseguro, mas os olhos dela lhe passaram segurança pra fazer isso. – Eu nunca pensei que eu diria isso, mas.
Ele se aproximou de seu ouvido. – Obrigado por me trazer com você.
E naquela noite era como se o mundo dela tivesse girado, tudo o que ela queria ouvir, tudo o que ela sempre quis ouvir dele, estava ali, para ela, e apenas para ela. Ela com certeza não iria o desapontar novamente, com certeza ela agradeceria e muito aos conselhos do Bols, com certeza.
A noite foi uma das melhores de sua vida. Com o tempo, ele conseguiu pegar o jeito, embora fosse apenas valsa, ele conseguiu pegar o jeito, e ele ria com alegria, em orgulho próprio por aprender com ela, aplausos e aplausos eram ouvidos, e para eles, o mundo podia ser eles, que eles seriam '' nós''.
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