Obsessão
13 Mate a Noite.
Notas iniciais
Dizem que a desmotivação é o principal motivo da motivação.
(...)
— Que inferno, esses caras atacaram de repente. – disse Lubba entre dentes, escapando de um chute da menina loira, que fez uma imensa cratera em uma das casas que ele se apoiava, seu fio ficou sem sustentação, ele foi ao chão, sabiamente, ele estava revestido com fios sobre seu corpo todo, então ele conseguiu suportar muito bem o tremendo soco que ele recebeu do homem musculoso, ele foi arrastado por bons metros à frente, se fingiu de morto.
— Ho... Eu nem senti o golpe. – disse Sten brincando com suas mãos, torcendo seus ossos. – E você já morreu? Parece que não terei que me preocupar mais com fracotes como você.
‘’ Qual é velho... Não tenho tempo pra ficar ouvindo história da Barbie, vai logo porra. – pensou Lubba estirado no chão, o dano não havia feito nada com ele. ‘’ Eu ainda me dei o trabalho de parar meu fluxo sanguíneo pra te enganar, então some logo daqui. ‘’
— Oee Sten, parece que agora é a minha vez. – disse a garota loira que quase acertou o chute potente nele, com certeza ele não estaria vivo. – Parece que esse não é o único, pode deixar que eu me encarregue de esmagar sua cabeça. – ela disse alegremente, cercando uma garota em sua frente.
‘’ Essa é a suposta garota espiã que eu deveria me encontrar. ‘’ – pensou Lubba, movendo sua cabeça levemente. ‘’ Foi mal, como espiã você deve ter se preparado para o pior, não poderei te ajudar. – fechou seus olhos.
— Ho... Bom trabalho Men. – disse Sten se aproximando, seus olhos ficaram opacos quando ele a fitou. – Você parece como uma criança perdida no mundo. – ele a pegou pelo pescoço e a tirou do chão. – Você quer que eu liberte sua alma?
— Socorro... Alguém... – a garota dizia quase sem ar, Sten estava a ponto de matá-la, mas com sua mão livre ele olhou para onde estava o garoto verde e se defendeu usando os dedos para parar uma faca.
— É, parece que não consigo nem em sonhos ficar parado ver um aliado morrer. – disse Lubba com um sorriso de canto. – Talvez eu me arrependa disso.
— Que idiota. – disse Stein largando a moça no chão. – Deveria ter ficado no chão morto como estava agora a pouco.
— Não é de o meu feito ver prevalecimento e ficar quietinho. – disse Lubba movendo seus fios. – Pode vir! – disse fazendo movimentos rápidos com seus braços, seus fios pareciam labaredas de fogo.
— Você diz isso apenas para nós avançarmos. – disse Men saltando para o lado perto de Sten que já estava com a guarda alta.
— Eu pensei que fosse obvio demais mesmo. – ele sorriu. Seus olhos se aguçaram quando ele notou que o brutamonte estava ao seu lado.
— Vou libertar sua alma. – disse Sten com um soco monstruoso preparado na sua direita. Lubba fez uma rede de fios na sua frente, conseguindo defender e fazendo com que Sten criasse uma cratera em seus pés. – Ho... Nada mal, esses fios são uma Teigu?
— O que significa que você é da Night Raid. – disse Men alegremente. – Então dessa vez eu irei esmagar o seu crânio, só para me certificar de que você morreu.
Lubba deu um sorriso de canto, movendo sua franja. – Você poderia parar de flertar assim comigo? – ele começou a mover seu fio rente a seu rosto muito rápido, os outros entraram em guarda. – Reúnam-se meus fios. – logo uma lança pode ser vista nas mãos dele.
— E então. – ele pegou a lança. – Força centrífuga. – começou a girar rapidamente a lança sobre sua cabeça.
— He, que golpe cheio de aberturas você esta nos mostrando. – disse Men esticando sua mão, fazendo com que seus dedos se esticassem e fosse de encontro com o corpo do membro Night Raid, mas Lubba apenas colocou a mão na frente de seu corpo, defendendo com o braço revestido de fios da Cross Tail. – Bela defesa.
— Eu sei. – disse Lubba convencidamente. – Tome isso músculo de silicone. – e saltou rápido para o alto, sua lança voltada para Stein. – Habilidade Oculta: Wire Impact!
Stein reforçou seus músculos, fazendo a parte de cima de suas roupas rasgarem completamente, deixando apenas suas calças intactas agora. O fio da lança desceu cortante, mas Stein apenas segurou isso com suas duas mãos. O chão explodiu ao seu redor, criando uma cratera ao redor de ambos. – Isso é sua habilidade oculta? – ele perguntou segurando o fio. – Fraco você me faz querer vomitar.
— Isso é sério? – perguntou Lubba se afastando alguns metros com sua lança em mãos. – Mas ela foi bem útil para o que eu queria.
— O que você quer dizer... – ele olhou para onde a espiã devia estar. Ele e nem Men viram que ela fugiu. – Ela não está mais aqui...
— E agora é a minha vez, falo! – disse Lubba correndo como um louco para longe dali.
— Não tenho escolha. – disse Sten entrando em posição de correr, prontamente ele causou outra cratera onde seus pés estavam ele correu como uma bala para onde Lubba estava. – Eu irei libertar a sua alma, não irá doer nada.
— Tem certeza de que quer correr assim atrás de mim? – perguntou Lubba correndo virando sua cabeça para trás. – ele ergueu suas mãos. – Eu possuo um fio bem impressionante, ele é composto de uma criatura da classe Mega que vivei nos céus orientais, muitos morreram apenas para pegar uma parte de seu corpo, por isso ele ganhou a alcunha de fio real.
Stein viu um brilho verde perto do garoto, e com seus olhos aguçados, ele viu um único fio em sua frente, ele tentou frear seu movimento, arrastando os pés no chão, até mesmo usou sua barba para se defender do fio, mas não foi o suficiente, o fio chegou até sua garganta.
Lubba se aproveitou disso e jogou a sua lança bem no meio do peito de Stein. Mesmo com sua boca sangrando ele não largava sua arrogância.
— Esse corpo passou pelos mais intensos treinamentos. – disse Sten tentando retirar a lança de seu peito. – Como se um ataque desse nível fosse me derrotar.
— Estou cansado de ouvir que você alisa seu corpo com óleo cara. – disse Lubba cansado. – Seu corpo pode ser treinado. – ele moveu os fios para dentro do corpo de Stein. – Mas seu coração é frágil. – apertou os fios em volta do coração de Stein, que cuspiu sangue e caiu morto no chão. – É irmão, nada de halterofilismo pra você agora.
— Ho... – disse Men dando alguns passos até se aproximar mais. – Parece que você de fato derrotou o Stein, meus parabéns. – ela não ficou surpresa quando Lubba colocou várias linhas de fio a sua volta. – Você gosta de coisas finas não é?
— Não me estranhe. – disse ele sorrindo. – Você já viu minha Teigu, não posso deixar você viva. Foi mal garota.
Ela apenas deixou seus braceletes que estavam presos em seu cabelo caírem no chão. – Não se preocupe, somos assassinos não é? Coisas assim tão normais. – ela deixou sua blusa branca cair um pouco para baixo, Lubba olhou isso imediatamente com um sorriso no rosto alegre. Mas ele ficou surpreso quando viu o corpo dela ficar com um liquido viscoso e ele saltou para o lado para se esquivar disso quando ela moveu seu corpo, fazendo o liquido ficar em seus fios.
‘’ O que é isso? Óleo? ‘’ – pensou Lubba olhando com o canto dos olhos, logo os fios ficaram mais pesados. ‘’ Eles estão se tornando inúteis, inferno. ‘’
— É apenas o meu suor, nós os quatro demônios somos especializados em manipulação de corpo, por isso somos tão fortes. – ela sumiu diante de seus olhos e começou a correr ao redor dele, ele mal conseguia a ver.
‘’ Ela é rápida demais. ‘’ – ele pensou movendo sua cabeça tentando-a encontrar, mas ela logo apareceu em sua frente, ele não teve tempo de revestir seu corpo com seus fios, e Men lhe deu um soco potente, ele com certeza sentiu isso, voou para trás com o golpe da garota, ele sentiu que cuspiu um pouco de sangue, estava com um filete na boca.
‘’ Com certeza se alguém levar dois desses vai empacotar. ‘’ – pensou Lubba, preparando duas facas para um ataque surpresa, esperou ela se aproximar mais. – Tome isso! – jogou as duas facas, que nem sequer chegaram perto dela.
— Não fique desesperado, isso é muito vergonhoso. – ela o ergueu e notou o olhar dele em seu corpo.
— Merda cara, você é tão fofinha. – ele disse no ar sobre o braço dela. – Eu tentaria te seduzir se não fossemos inimigos.
— Eu provavelmente deixaria. – ela lhe respondeu sorrindo. – Gosto de caras como você.
Lubba sorriu de canto.
— Mas é melhor deixar para a outra vida. – preparou um soco rente no corpo dele, mas ela não conseguiu dar nada, ela sentiu sua cabeça rolar e seus olhos estavam girando. – Hã?
— Você vai ter um encontro na próxima vida, você só vai ir antes. – disse um certo loiro de olhos azuis com a espada cheia de sangue, depois de decapitar Men facilmente.
Lubba olhou para ele surpreso, ele batia perfeitamente com a descrição que Akame deu, puxou seus fios com as duas facas, Naruto pegou as duas e jogou para Lubba pegar, que ficou surpreso com isso. Como ele conseguiu ver os fios?
Quando Lubba ia perguntar algo, eis que aparece Chelsea correndo entre os becos, sem fôlego.
— Você... É muito... Rápido... – disse Chelsea sem fôlego. – Eu disse pra me levar nas suas costas! – ela brigou com o loiro, que olhava para ela como Lubba a encarava, com cara de retardado.
— Se eu tivesse te levado nas minhas costas eu não teria matado ela rápido. – respondeu Naruto simplesmente. – Eu sabia que seu companheiro tinha sua saída própria, só quis apressar.
— Como você conseguiu ver os fios, tenho certeza que deixei eles bem finos para serem vistos. – perguntou Lubba, ainda não baixando sua guarda.
— A luz da lua bateu neles, depende da posição que você está, em cima você pode vê-los como vê o sol no verão, nem mesmo um cego não veria. – respondeu calmamente. – Eu vou ter que me reunir com seus companheiros antes de ir para o Exército Revolucionário?
— Acho que sim, não seria interessante Night Raid, ou Akame topar com você lá. – respondeu Chelsea alegremente com seu pirulito. – A não ser que você se garanta contra a espada dela.
— Não existe perigo em um espadachim que não controla suas emoções. – respondeu Naruto. – Ela sente ódio de mim, enquanto ela tiver emoções negativas em seu coração, sua espada irá falhar com ela.
— É, ela te odeia. – disse Lubba distraído, nem percebendo os olhares que Chelsea dava para o loiro. – Por que você me salvou?
— Existe um motivo para não fazer isso? – devolveu a pergunta para o fiel companheiro de Najenda. – Você morto não ajudaria ninguém, então vamos ver o que acontece com você vivo.
— Não tente tentar arrancar alguma coisa dele, ele também disse coisas parecidas pra mim quando eu fui para Bolic. – disse Chelsea colocando a mão no ombro de Lubba. – Se ele de fato quisesse, poderia nos matar agora, você com mais dificuldade, mas você entendeu.
— Eu percebi. – disse Lubba triste. – Eu pensei que ninguém conseguia ver meus fios, quero minha mãe. – se jogou no chão, totalmente depressivo, mas aí uma coisa ocorreu na sua cabeça. – Se você poupou, Bulat, Akame, eu e a Chelsea, por que matou Tatsumi então?
Naruto ficou um tempo em silêncio, o clima ficou um pouco mais sério ao redor dele. Lubba tencionou em preparar fios, mas isso seria hostil demais, Chelsea parecia relativamente tranqüila.
— Eu simplesmente o matei para sobreviver, e mesmo que não fosse eu a matá-lo, uma antiga e falecida companheira poderia tê-lo matado, e se não fosse ela, seria Zank, Akame não poderia protegê-lo de tantos inimigos. – respondeu sério. – Mas ela achou prudente agir como uma criança, pela fama que ela carrega eu esperava mais dela.
— Não podemos a culpar tanto, ela sentia algo por Tatsumi. – disse Chelsea rindo. – Por isso é tão divertido provocá-la.
— Você só sabe incomodar as pessoas. – disse Lubba triste. – Você é o demônio.
— Eu concordo plenamente com você. – disse Naruto com um balançar de ombros. – Vamos logo, quanto mais cedo eu ver seus companheiros mais cedo posso ir até a revolução.
—Ei Chelsea. – sussurrou Lubba no ouvido da ruiva clara. – Por que ele quer ir até a revolução? – ele perguntou curioso, sua resposta foi apenas um movimento de negação.
— Ele irá dizer quando todos nós estivermos reunidos. – respondeu alegremente. – Não precisa ficar desconfiado, eu tenho quase certeza que posso confiar nele.
Lubba olhou para isso com olhos desconfiados, mas logo a resposta veio. ‘’ Se eu tivesse olhos azuis, eu teria gatinhas? ‘’ – ele pensou enquanto guiava o caminho junto com Chelsea.
Quando eles chegaram próximo a casa de dois andares que seus vários espiões lhe deram para ficara ali, no caminho eles encontraram uma Leone muito cansada, e uma Mein com sua arma um pouco danificada.
Quando ambas viram Naruto, tentaram o atacar, mas dessa vez Lubba e Chelsea se colocaram na frente de Naruto, que ficou muito surpreso com isso. – Não ataque ele. – disse Chelsea sorrindo minimamente. – Ele não é nosso inimigo, pelo menos não mais.
— Eu vou ser obrigado a concordar pelo menos por agora com ela. – disse com os braços abertos. – Vamos ouvi-lo, caso não gostemos do que ele disser, podemos estripá-lo.
— Você é cruel. – disse Naruto atrás dos dois.
— Vocês ficaram loucos!? – rugiu Mein. – Ele é aliado da Esdeath, a porra da nossa pior inimiga, que ferrou com mais de trezentos mil nortistas apenas por diversão.
— Ela ferrou com trezentos mil nortistas por que Numa quase me matou. – disse Naruto, deixando ela um pouco surpresa. – Eu fui atrás dele para impedir que ele mandasse mais soldados para a morte, mas parece que ele estava completamente desatento a mim, então Esdeath chegou nessa hora e o holocausto ocorreu.
— Eu ouvi um boato que Esdeath de fato ficou louca por causa disso. – comentou Leone, ainda incerta se deveria confiar nele. – Então foi você. Então, me diga, o que ocorreu com Numa?
— Não é uma história agradável de se contar agora. – disse Naruto evasivo.
— Como quer que baixemos nossas presas e armas se você não baixa sua desconfiança e auto-pieade? – colocou em ponta a leoa.
— Numa foi morto pelas minhas mãos. – disse rápido, ignorando alguns suspiros de surpresa e a leve menção de pegarem suas próprias armas. – Ele me pediu isso. – ficaram surpresos novamente. – Esdeath deixou apena sete nortistas, Numa, o Príncipe, e seis familiares... Eu não queria tê-lo matado, mas Esdeath estava torturando os entes mais queridos dele, então eu o matei. E mesmo assim, seus entes foram mortos.
Mein e Leone ficaram em silêncio. – Você... – Leone começou um pouco incerta. – Está sendo forçado a servir o império então?
— Sim, eu estou. – respondeu curtamente. – Ela ameaçou minha vila, matou várias pessoas, apenas... Por capricho... Eu estou com ela a tempo, e esse tempo, foi o pior tempo de minha vida...
— Na Guerra contra os nortistas. – disse Mein chamando sua atenção. – Você foi forçado a matar algumas pessoas não é? Como um rito de passagem.
— Como você sabe disso? – perguntou Naruto surpreso, havia muitas poucas pessoas naquela hora.
— O exército também tem informantes no Império. – exclamou ela orgulhosa. – Não nos subestime, garoto.
Naruto deu uma risada. – Eu entendo, não irei. – pareceu que ambos se deram naturalmente bem, e os outros notaram isso.
— Bom, vamos entrar sim? – disse Chelsea empurrando Mein para dentro da porta, dando espaço para os outros entrarem.
— Ela não está... – começou Leone um pouco surpresa.
— Eu sinceramente não sei. – comentou Lubba também. – Caras de olhos azuis são tão incríveis para conquistar uma cocota assim?
Ela lhe deu um soco. – Você não presta sabia? Desse jeito Najenda nunca irá olhar pra você. – ela resmungou e entrou também, logo novamente veio um Lubba com problemas de depressão e cortando seus pulsos como fã de Demi( CHORA NOS COMENTÁRIOS FDP).
Naruto olhou ao redor, era um ótimo lugar para um grupo de assassinos, parecia uma casa de um casal de velhos, nada muito complicado de se fazer.
— Bom, vamos esperar eles não é? – disse Lubba se sentando em uma das cadeiras ali, onde eles costumavam conversar para rever seus planos. – Najenda deve estar com Su, e Bulat e Akame devem estar vindo. A propósito onde vocês estavam?
— Nós encontramos tal de Suzuki, membro de um grupo de fadinhas negras de demônios. – disse Leone fazendo pouco caso. – Eu a soterrei viva em uma rocha, ela tem que ter muito peito pra sair viva de lá.
— Então vocês também se encontraram com esses caras? – perguntou Lubba. – Eu topei com dois, e os matei. – disse fazendo pose.
— Na verdade você matou aquele fortão e Naruto decapitou aquela loira. – disse Chelsea alegremente ao ver a cara de irritado do companheiro. – E só para constar, tenho certeza que iria demorar mais para matá-la do que Naruto demorou.
— Seu nome é Naruto então. – disse Mein sentada arrumando sua arma. – E o sobrenome?
— Uzumaki. – respondeu, se ele estava certa a próxima reação seria...
Uma risada longa e completamente desolada, Chelsea ficou apenas olhando para o chão com seu pirulito, já esperava isso.
— Que merda cara, Kushina-san não tem filhos. – disse Lubba. – E se tivesse, eu teria inveja até a morte de quem fez, aquela mulher está nos quase trinta, e tem um corpo de dar inveja em meninas de dezoito.
— Ela é a mãe do Naruto, sabia? – disse Chelsea inclinando a cabeça para o lado, mostrando a foto que Naruto mostrou para ela antes, dele quando bebê com seus dois pais.
Os olhos de Mein, Leone e Lubba voaram para trás, mas Lubba estava chorando.
— MALDITOS OLHOS AZUIS E CABELO CLARO, VOCÊS CONQUISTAM ATÉ BURACOS ÚMIDOS. – ele bateu na mesa. – ISSO NÃO É JUSTO, VIDA CRUEL, EU QUERO MORRER, PAPAI, MATE-ME, NÃO ME IMPORTO DE MORRER VIRGEM.
— Então morra agora e cale a boca. – disse Leone acertando um cruzado em seu rosto o mandando desacordado para a parede, uma pequena cratera se fez presente ali, ele caiu desfalecido, ela olhou novamente para foto, certamente se pareciam. – Nós mal te conhecemos e você já nos deixou tão surpresos, você é foda garoto.
— Vou levar isso como elogio. – pegou a foto das mãos de Chelsea que não se sentou assim como ele. – Eles estão chegando, os quatro.
— Você tem bons ouvidos. – elogiou Leone. – Acho que você os notou antes do que eu.
— Obrigado. – olhou para a porta, a primeira pessoa a passar por ali foi Bulat. Ele travou os olhos em Naruto, mas nada fez, apenas entrou na casa, assim que Susanoo passou pela porta, ele entrou em guarda imediatamente. Mas assim que Akame entrou e seus olhos puseram sobre o loiro, ela retirou sua espada em um único movimento, pronta para avançar.
Mas novamente, Bulat a parou, segurando seu corpo com seus braços fortes, Najenda o olhou com o canto dos olhos, os demais membros pareciam sossegados demais para estarem na presença de um suposto inimigo.
— Eu gostaria de uma explicação. – comentou Najenda se aproximando da mesa e se sentando na ponta, Susanoo a acompanhava, Akame ainda se debatia nos braços de Bulat.
— Por que você está aqui!? – a voz de Akame estava arrastada, estava nítido para todos que ela sempre perdia seu controle emocional quando ela o via, justo ela, de todas as pessoas. – Você deveria...
— Você deveria calar a boca e ouvi-lo, Akame. – disse Chelsea séria ignorando seu pirulito. – Seus sentimentos pessoais estão interferindo em seu julgamento, isso em um assassino é o mesmo que pedir para morrer cedo.
Ela ficou muda, mas ainda estava claramente alterada.
— Chelsea está certo, quatro dos Night Raid estavam com ele e não demonstravam qualquer reação negativa, se tem um motivo, eu quero saber. – disse Najenda, cruzando seu braço de metal no braço oposto, suspirando profundamente.
— Minha senhora. – disse Lubba despertando completamente, se curvando diante de Najenda, querendo beijar seus pés. – Ele é filho da tudo de b- excelente comandante capitã Kushina.
— Muito bem. – disse Najenda séria, até explodir em uma risada. – Agora é sério, ele vendeu alguma informação valiosa?
— Até mesmo a Boss não acredita. – comentou Leone alegremente. – Mostre a foto, Naruto.
Novamente, a mesma reação com Najenda. – Como isso é possível? – até mesmo Akame estava surpresa, ela já esteve na presença de Kushina, era uma guerreira nata.
— Eu não sei dos detalhes, minha vila inteira sempre me disse que eles morreram para eu ficar vivo. – comentou Naruto, completamente abatido, não havia máscaras de indiferenças. – Quando eu soube pela Chelsea que ela estava viva, eu vim até aqui, como um meio de encontrá-la. – respondeu, erguendo sua cabeça e olhando os olhos de Najenda, ela só viu a alegria e uma pequena esperança contida no horizonte de seus olhos. – Eu irei conseguir vê-la?
Najenda suspirou e fechou seus olhos. – Irá. – disse ela. – Mas nós estamos ocupados, você não conhece a base onde ela está. Então eu irei escolher um membro da Night Raid para te levar... – ela olhou ninguém tinha nada contra, mas ninguém parecia tão disposto a isso.
Exceto Chelesea, que parecia incrivelmente bem com isso. – Eu irei levá-lo, conheço Kushina-san há muito tempo, pode deixar comigo. – ela disse alegremente. – Faz tempo que eu não a vejo também, vai ser uma boa chance.
— Você? – perguntou Lubba. – OLHOS AZUIS MALDITOS! – ele gritou, batendo sua testa no chão, causando um sangramento, até Najenda dar um pisão em sua cabeça, fazendo ele ficar em silêncio.
— Tudo bem, a missão é sua. – Chelsea parecia feliz. – Mas sua missão, é apenas levá-lo, logo após isso, volte nos iremos acoplar acampamentos da revolução nessa área assim que os Jeagers saírem, e iremos direto para outros lugares, iremos dar a volta no território do Império, e iremos cercá-los e então a verdadeira guerra começa. – explicou Najenda. – Suas habilidades, são de profunda necessidade para todos nós.
— Considere isso como um presente então. – disse Naruto retirando um pequeno anel de um de seus bolsos, os olhos de Bulat se arregalaram. – Sim, Bulat, não? É a arma do Rio.
E jogou para Najenda, que pegou o anel facilmente. – Entendo... Vai ser muito bem usada. – e guardou no seu próprio bolso. – Mas nós iremos apenas amanhã. Não podemos sair agora com os Jeagers por ai, ainda mais com Esdeath, ainda não é o momento.
— Só não deixe que o novo portador morra também. – disse o loiro simplesmente, se sentando em um pequeno sofá de apenas dois lugares, ele nem se incomodou que Chelsea se sentou ao seu lado.
— Bom, parece que por enquanto você não fará nada, então nós não iremos fazer nada. – disse Najenda, olhando para Akame, que ainda era segurada pelo Aniki dos Night Raid. – Entendido, Akame?
— Entendido. – ela disse entre dentes parando de se debater.
— Bom, agora vamos ter umas conversas, você vai participar. – disse Najenda. – Precisamos de algumas informações do nosso inimigo, acha que tem algo útil?
— Várias. – disse simplesmente, seria uma longa conversa.
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— Esdeath-shogun. – disse Wave com cuidado, entrando no quarto onde o corpo morto de Bolic já havia sido retirado. – Ele está bem... Acredite nele. Ninguém poderia forçá-lo a ir de bom grado, é como ele diz em sua carta, ele irá se colocar em cativeiro e recolher informações, além do mais, nossos espiões vão toma noção disso e não deixarão ele passar por nada de ruim.
Esdeath estava desolada. Ela era a próxima a fazer o turno, e quando chegou só encontrou seu corpo morto, e quando ela viu o papel seu coração ficou apertado, mas ela resolveu confiar nele, razões táticas, isso era importante, mas alguma coisa em seu coração não batia com isso.
— Você deve estar certo. – ela disse lentamente, ainda de pé, olhando pela janela, ele deve ter saído por ali. – É apenas por informações... – ela queria se convencer disso, mas ela aprendeu que na maioria das vezes seus instintos estavam certos, mas errados quando se tratava dele. – Ele nunca iria se deixar passar pelo inferno.
— Sim, Esdeath-shogun. – disse Wave a tranqüilizando. – Pelo que eu soube, três dos quatro demônios foram mortos.
— Eles não são demônios. – respondeu ela um pouco ríspida. – São homens com cuecas entaladas em suas bundas que mais parecem putos. São fracos e medíocres, tiveram um fim fraco, bem como eles são.
— Hm... – Wave não soube o que dizer, o humor dela não parecia estar dos melhores. – Você está bem, Esdeath-shogun?
— Eu posso me manter, obrigada pela preocupação, mas gaste ela com Kurome, ela está enferme. – disse Esdeath sem nem olhá-lo direito. – Em pouco tempo nós iremos partir, pela manhã já estaremos na Capital novamente, e de lá, verei se Stylish pode ser de alguma utilidade de batalha.
— O que a senhora tem em mente? – perguntou Wave calmamente, apesar de ter uma vaga idéia, se fosse o caso Kurome não teria capacidades de participar.
— Pretendo usar os animais de Stylish para localizarem a base secreta do Night Raid. – respondeu ela. – Acho que é uma boa hora para eu me entreter com outras atividades, se eu apenas me focar em Naruto vou enlouquecer.
Wave ficou em silêncio, ela já estava louca, seus olhos estavam turvos e seu simílima era horrível.
‘’ Eu me pergunto se Naruto fugiu da briga. ‘’ – tentou dar uma risada, mas rir agora na presença de Esdeath era o mesmo que pedi pra ser morto da pior forma que ela conseguisse imaginar, e ela podia fazer isso perfeitamente, era isso que a tornava tão assustadora.
‘’ Você vai voltar pra mim, não é Naru? ‘’ – pensava Esdeath sombriamente, não tirando os olhos da janela, de onde com certeza ele foi embora de sua vida, por enquanto.
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— Esdeath é apaixonada por você? – perguntou Najenda surpresa. – Eu pensei que eu nunca fosse ouvir isso, nem no meu leito de morte. – ela continuou, dando um sorriso de canto. – Será que se nós o matarmos agora iremos atingi-la?
Akame ficou levemente mais atenta quando ela perguntou isso, mas a resposta a deixou bem surpresa também.
— Sim. – ele disse secamente. – Ela disse repetidas vezes que sou o bem mais precioso que ela adquiriu, que se eu morresse ela ficaria desolada e quebraria, ficaria psicótica, apesar de eu ter uma boa noção do quão insana ela já é. – suspirou baixo. – No demais, ela é louca por mim.
— Você parece arrogante falando desse jeito, mas você não é. – comentou Leone bebendo um copo de sakê. – E o pior é que não tem como se orgulhar disso, ela é uma sociopata graduada. – ela brincou com seu sakê.
— MALDITOS OLHOS AZUIS. – continuou se cortado como demi o pobre Lubba. – ME CONTE COMO POSSO FAZER PARA ELA ME OLHAR.
Naruto deu uma risada seca, algo sem humor, alguns notaram que seus olhos perderam o brilho. – Agradeça a todos os Deuses que não existem e os que você conhece por ela não ter posto os olhos em você. – ele disse sério, vagando os olhos sobre o tempo. – Ela vai ameaçar tudo o que você tem para fazer você segui-la como um cachorro adestrado.
— E você se rendeu a ela? – Lubba perguntou, todos deixaram gotas em suas cabeças. – O que foi?
— Se ele fosse um cachorro manso como as bestas eram. – começou Bulat. – Ele teria matado a mim e a Akame em nosso primeiro encontro, e teria matado Chelsea e você, e ele com certeza, não estaria aqui, provavelmente estaria tocando uma homenagem pra ela.
— Que horror. – disse Mein assustada. – Precisava mesmo dizer isso? – ela perguntou, abraçando suas pernas, como inocente que era.
— Então ta, ela estaria fazendo isso por ele. – disse Bulat descontraidamente. – Se ele não fosse alvo de várias mulheres, eu admito, eu tentaria. E vocês não podem culpar um homem por tentar, não é?
— Você me assusta. – disse Naruto com algumas gostas, esboçando reações diferentes das que eles pareciam estar se acostumando a ver. – Mas, não é tão ruim assim. É um grupo mais divertido que as bestas, e do que os Jeagers.
— Foi bom você ter fornecido informação sobre suas habilidades. – disse Akame, falando com ele pela primeira vez com palavras normais e não com maldições. – Nós poderíamos estar em lençóis sujos se fôssemos até eles desavisados. – nem parecia que eles já tinham lutado uma vez.
— Sem problemas. – disse simplesmente, ignorando um pé que começou a bater em sua coxa. – E então... – mais uma vez um pé descalça subiu em sua colcha. – Quando que... – mais uma vez um pé, dessa vez indo além de sua coxa, se aproximando de sua virilha, todos na mesa ficaram olhando suas expressões mudando. – Iremos... – o pé bateu em sua coxa novamente. – PARE DE COLOCAR O PÉ EM MIM, CHELSEA!
— kuhuhuhuhuhu. – ela riu com o pirulito. – Você é tão divertido de se irritar.
— Francamente, Naruto-san. – disse Lubba calmamente. – Se fosse ver em magnitude, ela é mais irritante do que a Esdeath é louca.
Naruto concordou com a cabeça com um balanço de assento. – Eu concordo, muito pior. – ele nem se importou com a cara de falsamente chocada que Chelsea fez, não demorou muito e ela continuou a esboçar um sorriso presunçoso, parecia sua marca, e o pirulito como sempre em sua boca. – Deve ser o doce na boca.
— Pode ser outra coisa na minha boca também. – ela respondeu categoricamente, esboçando outra reação dele.
— É, ela tem um ponto. – disse Najenda divertida. – Susanoo, a comida já está pronta? – perguntou alto para o homem azulado no outro cômodo. Pelo cheiro, estava pronto, quantos segundos mais ele demoraria. – Um... Dois...
— Aqui está. – disse servindo primeiramente Najenda, ele estava trazendo um prato até mesmo em sua cabeça, ele serviu a todos com sua comida favorita, ele serviu Naruto com uma porção de carne, talvez até maior do que a de Akame.
— Nossa, tenho pena da mulher que casar com você, ela vai sofrer na cozinha. – disse Chelsea, mas dessa vez sua brincadeira foi contra ela.
— Está com pena de si mesma Chelsea? – perguntou categórico o loiro, esboçando plena satisfação quando viu que ela ficou com seu rosto em um tomate. – Viu como é bom você provocar os outros? Isso é pra aprender.
— Agora está empatado. – disse Najenda. – Um a um, o desempate tem que ser feito antes de dormirmos, estou cansada demais. Todos concordaram. – E se por ventura vocês ficarem empatados desempatem na cama, não quero briguinhas de casal.
— Sim senhora. – disse Chelsea fazendo pouco caso, novamente colocando outro pirulito entre os dentes.
‘’ Você não pareceu ter concordado com isso fácil demais? ‘’ – foi o pensamento unânime dali.
Naruto apenas ficou em silêncio. Eles eram um grupo divertido. Melhor do que os outros, mas seus amigos ainda eram melhores, era a chance perfeita, a guerra poderia perdurar por anos e anos a fio, ele poderia ter dado a desculpa de estar no exército, mas poderia estar de volta para sua vila. Ele ignorou as conversas animadas do grupo, mal passou por seus ouvidos, mas novamente ele sentiu um pé em sua perna.
— Entrou no modo depressivo? – perguntou Chelsea sorrindo abertamente pra ele. – Saiba que isso é a utilidade do Lubba na nossa equipe.
— EI! – ele gritou alto. – Eu tenho outras utilidades também, várias!
— Cite duas que não sejam espiar mulheres, e espiar mulheres. – ela contra-respondido a ele rápida, sorrindo lasciva com o silêncio dele. – Eu ganho novamente.
— OLHOS AZUIS MALDITOS! – ele bateu sua cabeça na mesa e ficou em silêncio, uma poça de sangue surgiu na mesa.
— Ele morreu? – perguntou Naruto um pouco surpreso.
— Só há um jeito de saber. – disse Akame séria, seu ar mudou completamente, ela estava centrada. – Boss, tire suas roupas.
— EU TIRO! – ele surgiu novamente, ignorando a mancha vermelha na testa e os olhos quase revirados para apagar novamente. Ele até mesmo se aproximou de Najenda e fez menção de tirar seu, sobretudo. Ela lhe deu um soco que o mandou rodando para a parede, caindo lá, e ficando estirado.
— Garoto pervertido. – resmungou Najenda, apesar de trajar um sorriso divertido nos lábios. – Bom, vamos seguir o exemplo e dormir. Mas temos um problema.
— Não há camas suficientes pra mais uma pessoa não é? – adivinhou o loiro. –
— Exatamente, você se importa? – Najenda olhou para o rosto de Chelsea, tentando decifrar o sorriso que ela viu, ela estava tramando alguma coisa.
— Não, eu durmo no sofá mesmo. – respondeu Naruto, logo um a um foi se retirando e subindo as escadas ao lado de onde Lubba estava desacordado. E ele já estava no sofá, quem olhava para ele dizia que ele parecia exatamente como um gato, o sofá obviamente não foi feito para uma pessoa dormir, por isso ele deixou seu corpo todo pequeno, encolhendo suas pernas, seus sonhos não pareciam ser bons, quem visse sua cara diria que ele estava tendo um pesadelo. Naruto nunca teve bons sonhos desde que ele chegou ao Império, então ele não se importava de acordar no meio da noite por não conseguir ter bons sonhos, isso era normal, era algo de se esperar já. Mas para a silueta que estava no andar de baixo, não era algo agradável, podia ser algo bobo, mas ela não demonstrava estar feliz com a cena. Quando a silueta ia colocar a mão em seu rosto, Naruto segura o braço dela.
— Você parece estar se importando comigo. – disse Naruto de olhos fechados, não precisava abrir para saber quem faria isso agora. – Mas você está fazendo o mesmo que Esdeath, e isso não acaba bem.
Chelsea suspirou pesadamente. – Você não estava com o rosto muito bonito, então eu ia desenhar algo em seu rosto e quando você acorda-se iria se sentir melhor. – ela tentou sorrir.
— Pare de mentir, estou cansado disso. – disse Naruto simplesmente, soltando seu braço e se virando de costas para ela.
— Então vai ser do jeito difícil, é mais interessante mesmo. – disse Chelsea, jogando seu pirulito longe. – Você vai bancar a criança maltratada comigo? Pare com isso, agora somos companheiros, só quero te ajudar.
— Fiquei sabendo que você pouco se importa com o sentimentos dos seus companheiros e zomba da morte dos amigos deles. – disse Naruto frio. – Por que essa demonstração de afeto? Por acaso vai me usar como Esdeath?
Ela suspirou pesadamente, se sentou em frente ao sofá. – Então é assim que vai ser. – ela novamente disse. – Vire pra mim. Não quero falar com suas costas.
— Me dê um motivo. – ele disse ainda virando, como bem teimoso que ele era.
— Você não é divertido agora. – ela disse calmamente. – Você se sente tão ruim para fazer uma cena própria? Você sofreu, claro. Mas existem pessoas que sofrem mais do que você, e elas não tem a porra de uma pessoa com preocupação para com elas como você está tendo agora, então mova essa sua bunda bonita e olhe nos meus olhos, caralho.
— Eu tenho um, quer ver? – disse se virando, mas olhando para baixo quando disse a mesma coisa que ela lhe disse quando se encontraram mais cedo. A resposta o deixou sem jeito.
— Eu adoraria. – disse Chelsea. – Me pergunto se Esdeath já viu isso.
— Você demonstra tão pouco interesse em mim. – ele disse sarcasticamente.
— Pode ser. – ela foi obrigada a concordar. – Só quero te ajudar.
— Tem algum motivo especial para isso? Eu não pedi por ajuda desde o inicio. – ele novamente colocou seu ponto, sua carta, seu coringa na mesa.
Não que isso fosse importante para a cabeça de Chelsea.
— Eu tenho alguns, mas não vou dizer agora. – ela disse lhe mostrando a língua como uma criança. – Me diga, o quão longe Esdeath já foi com você?
— Por que ela tem que fazer algo e não eu? – perguntou Naruto levemente ofendido.
— Você não tem pinta de quem vai atrás de mulher, em via das dúvidas, você é mais suspeito que Bulat. – ela respondeu direta. – Mas você é mais bonito que Bulat, então não acho estranho até mesmo ela ir atrás de você e não o contrário.
— Arrumou tempo para me cantar agora? – perguntou Naruto secamente. – Eu quero dormir.
— E eu quero ser sua amiga. – ela disse baixo, mas ele ouviu. – É uma boa troca, não concorda?
— Se eu disser que te aceito como minha amiga, você vai subir? – ele perguntou curioso.
— Sim, deixarei você com seus pesadelos, sem minha ajuda... Sem meu colo... Sem os cuidados de uma mulher. – ela disse com pesar.
— Isso era para dramatizar? Não funcionou muito bem, eu ainda quero que você vá embora. – ele disse não se importando com a cara falsamente chocada dela. – Você não vai conseguir fazer nada comigo Chelsea, você só está interessada por mim por motivos vazios e fulos.
— Isso sou eu que posso julgar, não você. – ela devolveu a alfinetada. – Você ainda não é Deus pra dizer o sentimento das pessoas.
— Mas eu sou um homem que sabe quando uma mulher não o ama de verdade e está com ele por motivos fulos. – ele respondeu olhando em seus olhos, ela se perdeu naquela imensidão de tristeza. – Você combina com essa categoria, deveria procurar alguém que queira ser amado, mesmo que eu te aceitasse, não seria mais nada do que atuação.
Se a intenção era desmoralizar ela, ele falhou e feio.
Ela apenas lhe exibia um sorriso ferino, levemente alegre.
— Então você já pensou em aceitar? – ela disse sorrindo lasciva. – Bom, isso certamente valeu suas patadas de hoje.
— Vá dormir. – ele disse simplesmente.
— Acho que todas nossas conversas terão um ‘’ vá ‘’ – ela disse fazendo pouco caso da fala do loiro. – E se eu quiser ficar? Vai fazer o que?
— Nada, apenas te ignorar, ou tentar, pois você não cala a porra da boca. – Naruto disse curto e grosso.
— Então se eu ficar quieta você me deixa dormir com você? – ela desviou de um travesseiro. – Tá bom, estou indo.
Ele apenas olhou ela subir um pouco as escadas até dizer alto o suficiente para ele ouvir. – Boa Noite.
E ele respondeu.
— Boa noite.
E ela ouviu.
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— Os cavalos já estão prontos? – perguntou Esdeath para Daidara. A resposta foi um aceno de cabeça da parte dele. – E aquilo que te mandei fazer? Já estão sabendo?
— Sim, Esdeath-sama. – disse Daidara se curvando levemente a sua passagem para seus cavalos. – Todos os fortes que possuem nossos espiões devem informar a chegada de Naruto assim que o virem, e relatar suas ações... E com quem ele está.
— Perfeito. – ela subiu no cavalo, os Jeagers já estavam os esperando.
‘’ Ele não teria tempo de escrever uma carta se ele tivesse sido levado, mesmo que ele tivesse deixado isso acontecer, a ingenuidade dele me fascina. ‘’ – ela pensava com um sorriso divertido. ‘’ Nem no nono inferno você irá ficar longe de mim, Naruto.
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