Obsessão

14 Mate o Desconhecido.


Notas iniciais
Bom, eu espero que comente viu? Deu um trabalho filho da puta pra fazer isso antes das seis horas. Espero que quando eu volte, tenha MIL comentários. Estou brincando. Tem que ter dois mil Espero que os que solicitaram, sintam-se satisfeitos com a primeira aparição, bom, era isso, até mais!

O passado muitas vezes pode ser substituído pelo presente, mas isso é apenas momentâneo, pois o presente um dia virará passado, e o sofrimento antigo sempre voltará a te assombrar.

(...)

— Estamos muito longe? – perguntou Naruto caminhando ao lado de Chelsea, à única que topou ir levá-lo até sua mãe, eles se despediram dos Night Raid. Claro que ela tinha suas intenções, mas ela quis o levar, de uma certa forma ele se sentia grato.

— Não muito, só algumas horas caminhando. – disse ela tranquilamente ao seu lado. – Quer um? – ela ofereceu um pirulito a ele. Ele a olhou durante alguns segundos enquanto caminhavam, olhando para ela e para o pirulito.

— Tudo bem, me dê. – e pegou o pirulito, ele não notou que já havia sido desembrulhada, quando ele colocou na boca notou um gosto peculiar, saliva. – Você... Colocou-o na boca não é?

— Beijo indireto, já ouviu falar? – ela lhe provocou novamente. – Você é tão divertido de irritar.

— Acho que estamos sendo seguidos. – disse Naruto tranquilamente, ele não detectou qualquer sentimento hostil.

— Sério? – perguntou Chelsea surpresa por ele não ter explodido com ela. – Onde ele está? Se estiver em cima de uma árvore deve ser...

— Fico feliz que você se lembra de mim ainda; Chelsi. – disse um de cabelo verde, lembrava e muito a cor de Lubba, mas o tom dele parecia mais sério, e não tinha um olhar brincalhão no rosto, era um olhar sério. Ainda que sua voz fosse tranqüila. – Pretende voltar para o Exército na parte do abate?

— Nah. – ela disse para o recém chegado ignorando sua espada na cintura, igual um verdadeiro espadachim a usava. – Eu vim levar o meu... Amigo? Para o exército, ele quer participar, não é Naruto?

Naruto observou o outro homem, ele era claramente preparado fisicamente, aquela posição, era a posição Hanzou, ele pensou que nunca mais veria aquela posição de espada outra vez, ele só teve como concordar.

— Tenho interesse em parar com a tirania do império. – disse ele firme para mostrar convicção, pelo visto ele conseguiu levar ele na conversa, o outro aceitou seus votos.

— Então teremos mais um companheiro para o novo mundo. – disse o outro. – Me chamo Akigo, mas você pode me atender por Aka. Se assim quiser.

— Compreendido. – respondeu Naruto. – Você deve ser um guarda das redondezas não é? – ele perguntou.

— Sim, mas não sou só eu. – Akigo respondeu calmamente. – E antes de mais nada.

Akigo retirou sua espada rápido, Naruto imediatamente fez menção de pegar a sua e reagir a isso, mas não foi preciso.

— Eu vim do povo do norte, sou um dos poucos que sobreviveram... – ele se ajoelhou e colocou sua espada na frente. – Devo minha vida a você, notei que você conhece o código Bukai. – ele reforçou seus joelhos, e inclinou a espada ainda mais para frente. – Se tua pessoa assim quiser, tome-me minha vida por tuas mãos, agora.

Naruto suspirou pesadamente, os nortistas eram melhores esgrimistas do que todos os outros, Naruto se aproximou dele e pegou a espada estendida, por um segundo Chelsea realmente achou que Naruto iria o matar, mas ele apenas colocou de volta na cintura e o puxou com força para cima, Akigo era maior, mas ele mantinha a cabeça baixa para olhá-lo, talvez com respeito.

— Eu já tomei vidas demais. – disse Naruto serenamente. – Não posso tomar a vida de alguém mais honra e dignidade do que eu próprio possuo. – colocou as mãos atrás dos braços, um costume antigo que ele perdeu. – Vamos apenas nos preocupar com nossos objetivos.

— Obrigado. – disse Akira, parecendo um pouco atordoado, ele foi lidado com tanto descaso, mas com tanta preocupação. – Acho que não tem mais nada a dizer, conto com você.

— Ya. – disse simplesmente o loiro. – Agora, nos mostre o caminho, sim?

— Estamos pertos. – disse Akigo tão sereno quanto ele. – Chelsea. – a chamou.

— O que foi Aka? – ela respondeu com um pirulito novamente, andando a passos lentos, olhando ao redor, não parecia ter preocupações nem nada.

— Jason está de volta. – ele disse simplesmente, a expressão de Chelsea mudou completamente, Naruto não entendeu nada, optou por ficar apenas em silêncio. – E dessa vez, ele voltou sem Koutetsu. Parece que outro espadachim, o venceu mas poupou sua vida para ele viver em vergonha.

— Imagino como ele se sente. – disse Chelsea levemente triste. – Bom, mas ele é forte, não se renderá apenas por isso. Nem mesmo Stylish conseguiu o quebrar, o que dirá uma simples derrota?

— Stylish fez alguma coisa com esse tal de Jason? – perguntou Naruto, afinal o mencionado era um ex companheiro agora que ele estava no exército.

— É uma história triste. – disse Akigo. – Ele sofreu uma tortura intensa durante um ano inteiro, e estar um ano nas mãos de Stylish, é pior que queimar no inferno. – ele apertou seus punhos por lembrar da dor do companheiro de divisão. – Jason costuma usar uma máscara, ele tem vergonha de seu rosto, não importa o quanto nós mostremos que não nos importamos, ele não a retira.

— Eu sei como é. – se lembrou do Bols, apenas sem tortura, o homem era muito tímido apesar de ter uma aparência estranha. – Eu tinha um amigo assim, o nome dele era Bols.

— Eu adoraria matar seu amigo. – disse simplesmente. – Ele incendiou várias cidades, ele matou dezenas de crianças. – disse Akigo deixando sua voz um pouco mais fria, mas sem perder o respeito. – Se eu colocasse minhas mãos nele, não sobraria nada, ele seria uma presa perfeita para matar.

— Imagino que gostaria. – disse Naruto sem abalo nenhum, era normal ouvir isso de alguém do Império. – Talvez você consiga sua chance em breve. O campo de batalha é vasto, em uma guerra você pode tombar com as mesmas pessoas mais de uma vez.

— Você deve falar por experiência própria. – disse Akigo analítico. – A Guerra do Norte foi horrível, não foi? Mesmo você tendo participado como membro do Império, eu não guardarei rancor contra você. Juro pela minha espada.

— Eu aprecio seus votos. – disse secamente. – Mas, por favor, mantenha o foco em sua vida, você parece gostar de falar do Norte.

— Eles eram tudo o que eu tinha. – disse Akigo friamente, sua voz mudando novamente, ele parecia instável. – Quando eu colocar minhas mãos em Onest, vou dissecá-lo vivo!

— Seria interessante de se ver. – admitiu Naruto rindo levemente, o que arrancou uma risada de Akigo também. – Terei prazer em te ajudar nisso.

— Perfeito. – disse Akigo olhando para frente. – Logo nós iremos chegar à área fechada dos acampamentos, não se irrite se alguém te atacar rápido.

— Imaginei que isso poderia acontecer. – disse Akigo. – Jason provavelmente não será tão filho da puta com você, ele participou de coisas ruins, e sofreu coisas ruins, se ele vir em seus olhos a sua dor, ele te entenderá.

— Não sei o que devo sentir quanto a isso. – disse o loiro honestamente para o verde. – Mas obrigado, vou ver o que faço. – olhou para o lado e Chelsea estava muito atrás. – Ande mais rápido.

— Me carregue então, ligeirinho. – respondeu simplesmente pulando nas costas dele. – Vai cavalinho.

— Vou fingir que eu não vi isso. – disse Akigo dando um sorriso de canto, estreitou os olhos, ele já viu a tenda alta dos tenentes e já viu a barricada de madeiras á frente, fortemente guardada. – Bom, chegamos. E... – estreitou os olhos. – Prepare-se.

Naruto teve que saltar com Chelsea em suas costas quando ele viu um homem mascarado saltar com uma espada de ferro sem ligas de gume de apoio nas mãos, era uma espada abstrata, então por que o fio daquilo parecia ser tão afiado? O homem mesmo claramente com o corpo com várias cicatrizes pelas fendas da camiseta que usava, ainda tinha uma mobilidade impressionante

‘’ O Exército Revolucionário é forte. ‘’ – ele pensava enquanto desviava. – PULE CHELSEA! – ele rugiu, logo Chelsea simplesmente pulou para o lado, deixando o loiro livre para pegar sua espada e entrar em uma franca luta contra ele.

Akigo já viu que homens já estavam vendo a luta de cima, isso viraria uma noticia no acampamento em dois toques. Mas ele estava interessado no homem que Chelsea parecia reagir tão bem. Ele definitivamente não se arrependeu de olhá-lo.

Jason observava astutamente o movimento das mãos de Naruto com sua espada, prevendo a trajetória de seu fio, escapando por pouco de cada movimento rápido de Naruto, mas este estava claramente em vantagem, pois suas defesas faziam que com a espada de Jason voltasse o movimento, deixando ele mais lento, a cada golpe de ambos, ficava claro que Naruto defendia mais contra-atacava ao mesmo tempo, enquanto Jason apenas esquivava de tudo como ele podia.

Naruto deixou ele tomar uma distância e ficou esperando seus movimentos, Jason colocou uma nova postura, os telespectadores pareceram conhecer essa postura, pela forma que gritaram em vigor, nível aumentado hm? Não usaria sua Teigu do mesmo jeito, Kurama reclamou em sua mente. Logo ele viu o moreno avançar em sua frente com a espada curvada para trás, claramente era um blefe usado com pessoas inexperientes, não era seu caso.

— Você vai perecer. – ouviu ele dizer quando chegou perto.

— Você não conhece o desespero. – disse Naruto. – O seu desespero é menor do que o meu. Seus parentes e amigos devem estar mortos. É uma pena, de verdade... Mas os meus estão vivos, é por eles que eu estou lutando. Seus motivos são fracos.

— Então me ensine os seus. – ele disse curvando sua espada para frente, achando que iria enganar o loiro, mas ele ficou surpreso quando ele foi apenas para o lado, largando sua espada, e lhe dando um soco bem no meio do seu estômago, Jason deixou sua espada cair no chão e segurou sua barriga de joelhos. – Como...

— Você fez movimentos exagerados demais, ficou óbvio que sua intenção era outra. – estendeu a mão para Jason, que aceitou isso surpreso depois de se recuperar. – Akigo me contou um pouco de você, imagino que o Império seja o responsável.

— Sim... – Jason não gostava de lembrar. – Todos aqui querem matá-los.

— Então treine com pessoas mais fortes para fazer isso. – disse Naruto passando por ele. – Eu te ajudarei se for preciso.

— Você sempre chega à grande estilo aonde vai? – brincou Chelsea subindo em suas costas, sem o seu consentimento novamente.

— Devemos segui-los? – perguntou Jason para Akigo que demonstrava estar impressionado com a pequena demonstração. Eram uma ótima adição as forças revolucionárias.

— Imagino o real motivo de ele estar aqui. – murmurou Akigo para si, mas Jason conseguiu o ouvir, e apenas viu as barricadas darem passagem para eles, entrando assim, no acampamento principal do exercito revolucionário, onde a maioria dos comandantes e Generais estava.

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Esdeath bateu sua mão em cima da mesa irritada com o que Kurome lhe disse, o estado dela estava tão medíocre quanto moda deveria estar agora, sua tática de emboscada na volta da Night Raid, foi um fracasso? Filhos da puta!

— O que ganhamos? – ela perguntou esperançosa de ter alguma coisa.

— Nada. – disse Kurome colocando a mão em seu ferimento no pescoço, as unhas daquela mulher leoa lhe custaram caro. – Nós dois os subestimamos, parece que eles têm um membro muito poderoso com eles.

Esdeath se interessou imediatamente. – Quão poderoso ele pode ser?

— Poderoso o suficiente para derrotar meu Deathgol como se fosse bosta. – ela respondeu frustrada. – Meus únicos parceiros foram Natala e Doya, o restante foi morto um a um.

— E Stylish? – perguntou Esdeath. – O que aconteceu com ele?

— Parece que ele tinha uma arma secreta. – disse Kurome um pouco assustada após lembrar daquilo. – Ele ficou grande, maior que meu Deathgoul, mas minha querida irmã. O matou.

— Um atrás do outro hm? – se perguntava Esdeath alto. – Estou ficando cansada de limpar bagunças desse jeito, por enquanto. Fique com seus companheiros Jeagers, eu vou ter que atender ao chamado daquele gordo desgraçado, e ouvir um sermão...

— Entendido. – disse Kurome envergonhada, nem se indagando a olhar a passagem da mais velha pela porta, logo um estrondo forte foi ouvido, ela estava irritada, não sabia dizer se era pela falha, ou se era por que Naruto não estava ali.

Esdeath ouviu um leve tumulto no lado de fora, perto do jardim, botou um foda-se lá em cima pra isso e foi ouvir as merdas do Onest. Quando ela abriu a porta ela nem se indagou a prestar continências para sua majestade, e isso era raro. Até Makoto ficou surpreso com isso.

— Você está bem, Esdeath-shogun? – ele perguntou atenciosamente, recebendo apenas um olhar gélido, mas é claro, escondido por uma máscara de polidez muito bem feita da parte de Esdeath

— Irei ficar meu imperador. – ela disse sorrindo falsamente de canto, isso era o bastante para enganar o menino sonso. – Apena alguns rebeldes causando problemas.

— Eu não consigo entender. – disse Makoto. – Por que eles se rebelam contra o Império? É um lugar maravilhoso, você não concorda, Daijin?

Onest se sufocou com todas suas forças para não rir diante dele. – Concordo plenamente, é um lugar maravilhoso. Mas as pessoas não sabem ver nossos esforços, não é Esdeath? – ele usou seu nome com a voz levemente arrastada, o que arrancou um riso perigoso dela.

— Eu concordo Daijin. – ela disse igualmente triste. – Mas voltando a negócios, o que me traz aqui hoje?

— Que bom que perguntou. – disse Onest lhe dando um sorriso intenso. – Eu soube do fracasso da missão de emboscada do grupo rebelde Night Raid... – ele lhe provocou, não perderia essa chance por nada. – Então, como seu amigo e companheiro imperialista. – ele respirou forte depois de falar tanto. – Eu estou acoplando uma nova policia também, juntamente com seus Jeagers.

Esdeath estreitou seus olhos, isso não cheirava bem, ultimamente nada cheirava bem. – E quem está participando dela? – ela perguntou, apesar de ter uma vaga idéia pelo sorriso maldito no rosto do gordo.

— Meu filho, minha própria cria. – ele disse alegremente, mas tudo fachada, ela conhecia esse jogo também. – Surya e sua Wild Hunt, com a aprovação de nossa sábia majestade, eles irão fazer um ótimo trabalho, é claro que em conjunto dos... Jeagers. – alfinetou.

‘’ Você deve tomar cuidado com a língua, meu amigo. ‘’ – pensava Esdeath perigosamente, embora que por fora ela esteja sorrindo tranquilamente. – Bom, presumo que não seja apenas para isso que você me chamou.

— Eu soube que existe uma parte, na região do Oeste, que há alguns rebeldes com alguns usuários de Teigu. – disse Onest retirando um papel do bolso e lendo. – Cerca de cinco usuários. Todos ex generais. Que doaram sua terras ao redor do império para a revolução.

— Devo exterminá-los? – perguntou Esdeath calmamente, como se não fosse muita coisa. – Não será difícil, mas levará pelo menos... Dois dias? Ou menos. Quem irá comandar meus Jeagers?

— Surya. Meu filho. – disse Onest escondendo um sorriso muito macabro com sua fachada de falso político econômico. – Não se preocupe, não acontecerá nada de ruim com eles, fique tranqüila.

Esdeath tencionou em dizer algo nada bonito agora, mas havia o menino ali. Então era só falar em outra língua.

— Si aliquid ex venatores meos et scindite corda vestra pútrida asino mitto omnia infemi, patienter sustinens destinavit non erit contra me. Putsasne intelligs. Me pinguem expensum. – ela disse carinhosamente, apesar de não ter falado nada bonito.

A sua resposta tão pouco foi elegante, mas ela não se importava com isso.

— Asinus tuus canis ut putida tracto pugnare, qui scit et facite secundum verbum. Domini sine querela vobis, nihili eis. – respondeu amigavelmente.

— Que língua é essa, Daijin? – perguntou Makoto ficando confuso com a comunicação deles.

— É uma língua de adultos, estamos falando coisas feias, não é cavalheirismo adultos mancharem crianças nobres como você, majestade. – disse Onest prontamente, lhe entregando um sorriso gentil.

— Estou indo. – disse Esdeath se virando, já disse tudo que tinha que ser dito, mas antes dela fechar a porta, ouviu a voz de Onest em seu chamado.

— Puerum propediem cruciabuntur, quoniam. – ele lhe disse com veneno, mostrando um sorriso alegremente falso.

Os olhos de Esdeath se arregalaram.

— Quis sapiens videam interpres unitur amet. – ela respondeu tão venenosa quanto ele. E saiu dali, deixando Onest e Makoto sozinho, agora que Onest o enganasse. Ela tinha uma missão.

Ela só esperava que seu espião, realmente fosse útil a ela, era para Daidara, seu mais fiel servo a informar, ela tinha certeza de que iria.

Talvez aquelas pessoas no jardim estivessem lá por causa dos Wild Hunt... Só esperava que quando ela voltasse, nada tenha acontecido com seus Jeagers e com sua besta.

E que nada aconteça com seu companheiro, seja lá onde ele estiver.

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Naruto estava impressionado pelo tamanho do acampamento, realmente era digno de ser o maior do exército Revolucionário, somente um louco teria peitos ou bolas pra invadir isso sozinha, mas ele conhecia uma que faria isso se soubesse que estava ali. Ele olhou ao redor. Várias pessoas davam passagem para os quatro, talvez os dois fossem conhecidos dentro do exército, e Chelsea veio dele, deveria ser isso.

Mal ele notou um olhar em especifico que lhe foi direcionado, e que logo desapareceu na vasta multidão em todo o lugar, em volta de qualquer tenda com seu respectivo superior contando alguma história ou se divertindo, ou discutindo missão, ele ouviu de tudo.

Até que ele novamente, teve que desviar de mais um golpe, virou rotina agora? Ele ficou surpreso com o que ele viu. O homem que o atacou usava uma espada imensa, muito larga, com parte do seu fio vermelho, ele sentiu um suor só de estar perto do fio, ele teve que inclinar seu corpo para trás e tomar distância.

Naruto encarou o encapuzado, os olhos, e os cabelos azuis dele, lembravam vagamente os de Esdeath, a única diferença é o que os dele pareciam ser mais humanos. Mas logo Jason e Akigo interviram.

— Hiro-taichou, não é necessário atacá-lo. – disse Akigo frio. – Ele é um dos nossos novos companheiros.

— E quem pode sustentar tuas palavras? – o azulado disse guardando sua espada em suas costas, em uma bainha negra, provavelmente um metal quente, pelo que Naruto pensou.

— Eu posso, senhor. – disse Jason curvando levemente sua cabeça. – Se ele fosse um inimigo poderia ter matado a mim e Chelsea-san quando quisesse.

— Você defendendo alguém? Pensei que só ligava para vingança. – disse uma cabeleira nova saindo do centro de alguns soldados rasos. – Acho que o loiro pode passar Hiro, se o garoto não fosse confiável, Akigo e Jason estariam o atacando até a morte.

— Akira. – disse Akigo. – Já acabou sua missão? – perguntou olhando para o ruivo.

— Diferente de certas pessoas eu possuo talento para acabar rápido nossas missões dadas por Kushina. – ele respondeu provocando o espadachim verde.

— Kushina? – os ouvidos de Naruto se ergueram. Ele se aproximou rápido de Akira. Que levou isso na hostilidade. – Me leve até ela.

Hiro deu um suspiro forte. – Você deve ser um assassino, mas eu não consigo ver a maldade nos seus olhos, o que quer com ela?

— Deixe o passar Hiro-chan. – chamou Chelsea, deixando alguns surpresos com a aparição dela depois de um tempo. – Ele está comigo.

— Por que deveríamos te ouvir? – perguntou Akira. – Não devemos obediência a você.

— Mas você deve respeito, desgraçado. – disse Jason. – Deixe ele ir até Kushina-shirei.( comandante). – resmungou ele.

— E o que um simples batedor pode dizer pra mim? – perguntou novamente Akira, seus cabelos ruivos pareceram balançar perigosamente com o vento, fazendo menção de pegar sua espada. – Eu sou um Sargento.

— E eu sou um Tenente, e vou acreditar na palavra de meus três companheiros de Guerra. – disse Hiro dando um basta. – Siga-me jovem, irei te levar até nossa comandante, mas saiba que qualquer descuido seu, irei te queimar com minha lava, entendido?

— Compreendido. – disse rápido. – Agora me leve, por favor.

— Pois bem. – deu as costas, e caminhou em direção a uma tenda negra. – Você vai vir Akira?

— Está bem, eu estou logo atrás de vocês. – disse Akira mal humorado, Akigo e Jason suspiraram pesadamente, e Chelsea apenas se mantinha em silêncio, ela imaginava quais seriam as possíveis reações dele.

Hiro chegou perto da cabana negra. Os sete guardas abriram passagem. Naruto sentiu seu coração vibrar quando ele teve um vislumbre de uma cabeleira ruiva em frente a uma mesa com um mapa. Hiro tirou seu braço da abertura da tenda.

— Como será que ela vai reagir? – perguntou para Chelsea.

— No mínimo dos mínimos ela gritará para os sete mares, os nove céus, e as doze terras que você é o filho dela. – respondeu Chelsea. – Bom, você vai passar uma vergonha maldita.

— Eu quero abraçá-la. – disse Naruto, Chelsea nunca ouviu palavras tão honestas como agora. – Não quero ser separado dela, nunca mais. – Chelsea deu-lhe um abraço, para a surpresa do loiro, seu corpo era tão quente.

— Relaxa loiro aguado. – ela lhe deu um sorriso olhando para cima, um sorriso vivo. – Ninguém aqui irá te separar dela, é mais fácil todos te juntarem com ela agora. Veja por si mesmo, menino preocupado.

Ele ouviu um grito de surpresa de dentro da tenda, mas...

Naruto não entendeu nada, mas, súbito. Ele sentiu...

Ele sentiu um peso, um corpo, um corpo pesado pendurado em seu peito, com dois braços finos, com um aperto forte no pescoço, ele sentiu um cheiro de hortênsias lhe invadirem o nariz, ele ouviu um fungo, um choro, uma lágrima quente cair sobre seu pescoço, ele sentiu o aperto ficar mais forte, e o choro começar a se intensificar. Ele ouviu alguma coisa, mas não conseguiu entender, a voz estava embriagada pelo choro, ele sentiu um corpo ficar colado ao seu, com um zelo que só uma mãe teria, ele não entendeu isso. O aperto só ficava mais forte, e mais forte, o choro, mais alto, ás lágrimas mais seguidas e mais quentes, caindo em um ritmo constante, os cabelos ruivos foram para frente de seus olhos quando um vento forte bateu o gramado.

Ele não entendeu.

Seu peito, ele sentiu um aperto, algo forte pulsar rápido, como uma batida, seu coração? Seu coração estava acelerando a cada segundo, sua respiração ficou mais densa, ele estava ofegando? Por quê? Seu corpo ficou quente, ele sentiu vontade de passar os braços por aquele corpo que estava o abraçando, mas ele não sabia a razão ou motivo de seus olhos estarem ficando úmido com os segundos se passando, ele não entendeu o porquê de nada disso, mas ele não se aprendeu aos detalhes, ele simplesmente...

Passou o braço ao redor da cintura dela, logo, passou o outro, agora eram suas lágrimas que estavam caindo no pescoço do outro ser, ele sentiu um afago leve em seus cabelos, uma mão carinhosa, afagando seus cabelos loiros espetados, ele sentiu sua respiração falhar, suas pernas bambearam com isso, ele foi ao chão, ele pensou que os braços que o seguravam sairiam dele...

Ele foi seguido pelo abraço apertado, quando ele caiu, ele foi seguido até ficarem sentados na grama, ficou de joelhos, enquanto a outra com cabelos vermelhos ainda soluçavam, seus soluços estavam ficando cada vez maior, os dele pareciam corresponder, pois começou a ficar maior, o coração dela batia rápido, ele conseguia sentir, o dele começou a bater em um ritmo igual. Ele a ouviuela grunhir em seu ouvido, com a voz arrastada, como se ela quisesse dizer algo, mas não conseguisse, ele tentou dizer algo, mas ele também deve ter apenas dando um grunhido no ouvido dela. Ele tentou novamente, ela tentou também. Eles tentaram dizer alguma coisa, nenhum deles soube o tempo que ficaram ali, nenhum dos dois ligou para a imensa multidão que se fez em volta. Mas.

Um tomou distância um do outro, saindo com suas faces do pescoço do outro, o rosto que um queria ver do outro, estava bem em suas frentes, os olhos azuis que ele queria ver, estavam ali, os olhos azuis celestes que ela queria ver, estava ali, os cabelos vermelhos que ele por anos sonhou em tocar, estava ali, balançando pra ele, os cabelos loiros iguais aos do pai que ela imaginou por tantos anos poder ver mais uma vez, estava ali. O reencontro que ambos queriam estava ali, mas por que as falas que ambos queriam tanto dizer um ao outro não saíam?

Naruto se encolheu, e colocou seu rosto escondido no colo dela, ele sentiu que suas lágrimas começaram a rolar ainda mais rápidas, dessa vez ele estava chorando com tudo o que ele tinha, sem falsidade, sem máscara, sem ressentimento, sem medo do ridículo, ele estava gritando, gritando o nome dela, ele não sabia o motivo de estar fazendo isso, mas ele estava chorando, chorando por que ainda era humano, chorando por que mesmo no inferno do império, ele era humano, e agora ele podia ser humano. Não interessa o tempo, ele queria ser humano, ele queria ser ele, ele queria quebrar seus sentimentos negativos, ele queria ser livre, e ele colocou todos os seus desejos com suas lágrimas a fora. E parece que a mulher que estava cedendo seu colo para ele, entendeu sua dor através das suas lágrimas, pois ela começou a chorar com ele, não apenas deixar a água sair dos olhos, começou a gritar com ele, como duas crianças faziam quando machucavam o joelho, mas dessa vez isso era apenas o concerto do coração, ás vezes colocar peças no lugar pode ser doloroso, essas peças possuem história, nem toda história pode ter um final feliz com um começo agradável, a história deles, era um começo bom com um final horrível, por isso estava doendo colocar suas últimas páginas juntas agora, o coração deles era como um livro, a caneta que era usada para escrevê-los era tão dolorosa quanto uma espada, que cortou seus corações apenas no prólogo.

Mas Naruto conseguiu ouvir, uma voz, melodiosa, uma melodia fúnebre para seus ouvidos, mas ainda sim, algo bonito que fez as notas tristes suarem angelicais em sua cabeça.

— Eu tenho tanta coisa pra compartilhar com você. – ele a ouviu dizer, sua voz estava menos do que um sussurro, mas ele nunca ouviu uma frase tão claramente como agora. – Tanta coisa, eu não sei o que devo fazer, você está aqui. Pra mim...

Naruto sentiu seu coração pesar ainda mais, seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, sua respiração parecia igual a um corredor de maratona, seus braços novamente fizeram a volta na cintura dela, ele continuou com a cabeça em seu colo. E ela continuou com seu afago, carinhosamente, como uma mãe faria.

— Olhe para mim, meu filho. – ela pediu serena, como uma maré baixa e sem ondas, um oceano polido de tranqüilidade, sua voz era compatível com essa descrição. – Quero olhar no rosto do meu amado filho, eu não olho para o seu céu faz muito tempo.

Naruto ouviu tudo atenciosamente, ele desfez o seu abraço a contra gosto, mas era um pedido de sua mãe, a única mulher no mundo que ele podia dizer que amava. Seus olhos, tão iguais aos dele, mas eram possuidores de um céu calmo, enquanto os dele transmitiam uma tempestade de emoções. Ele ergueu sua cabeça, e logo ele viu o sorriso mais lindo do mundo, direcionado para ele.

— Gostou do meu sorriso? – ela perguntou colocando sua mão em seu rosto, lhe dando uma caricia em seu rosto, passando os dedos levemente em suas linhas. – Eu aposto que o seu, é ainda mais bonito. Sorria para mim.

Os lábios de Naruto ficaram tortos, quase quebrados, ele não conseguia sorrir. Ele se esforçou muito, mas apenas sorrisos curtos saíam dele, sorrisos rápidos, sorrisos tímidos, ele não conseguia sorrir de verdade.

— Então meu filho não sabe como sorrir, hm? – ela se levantou, ficando de pé diante dele. – Imagino que companheira horrível você deve ter arrumado para não saber sorrir.

— Eu não tive companheira nenhuma. – disse Naruto se levantando e batendo em suas roupas para tirar a grama. – A que queria isso, não era nada além de uma psicopata.

— E quem era? – perguntou Kushina interessada, não sabia de nada do filho, começar sabendo de quem ele gostava ou com quem estava era um bom modo de começar.

— Esdeath. – não foi Naruto que a respondeu, houve vários múrmuros ao redor, era seu comandante chorando abraçada a um garoto, isso não aconteceria duas vezes. – Parece que ela foi até sua antiga vila, onde a senhora morava, Kushina-chan. – terminou Chelsea de falar o que tinha em mente, desembrulhando outro pirulito, seu estoque nunca acabava. – E ameaçou congelar tudo, seu filho foi forçado a segui-la senão o fizesse, ela mataria a todos.

Os olhos de Kushina se prenderam em seu filho, ela o puxou para outro abraço. – Eu nem posso imaginar pelo inferno que você passou, eu mal vi você e já fiquei sabendo que sofreu nas mãos daquela prostituta. Ela não é companheira pra você.

— Eu concordo plenamente. – disse Chelsea sem ser chamada. – Ele estaria melhor até mesmo com qualquer outra mulher, menos com ela.

— Que bom que você pensa assim Chels-chan. – disse Kushina dando um sorriso, ela nem precisava olhar para os olhos dela para saber o que ela sentia em relação ao seu filho. – Se esforce bastante, algo me diz que valerá a pena no final.

E ela como outra mulher entendeu isso perfeitamente. – Não se preocupe, eu irei conquistá-lo. – ela fez posição de vitória, ignorando as fofocas que Akira fez dela para Jason e Akigo. – Fale na minha cara se você tem um pau, arrombado.

— Bom, eu realmente quero ouvir sua história, Naruto. – disse Kushina lhe estendendo a mão. – Você me acompanha? Chelsea, vai querer vir também? – perguntou piscando para ela, era como um código secreto ‘’ vou te dar um help ‘’ e ela obviamente aceitou. Dessa vez o loiro não reclamou de nada.

— Minha mãe. – chamou Naruto enquanto era praticamente arrastado para outro lugar.

Kushina o olhou com um sorriso vibrante no rosto. – Sim, meu filho? – ela perguntou.

— Obrigado por você me aceitar. – ele disse honestamente. – Eu já fui soldado do inimigo, então eu pensei que...

— Não se preocupe com isso. – ela o cortou sorrindo ainda mais abertamente, dando-lhe um sorriso rasgado. – Você é meu filho, não se renega a própria família, mesmo se ela renegar você.

Naruto ficou estático sem saber o que dizer, então ele simplesmente abriu um sorriso, ele não soube dizer como era. Mas Chelsea e Kushina olharam para isso.

‘’ Acho que esse é o sorriso mais honesto que já vi em muito tempo. ‘’ – pensaram em conjunto.

Notas finais
Espero que tenha sido interessante, vou me esforçar cada vez mais. E eu quero ver quem foi inteligente nesse capítulo, se você leu o capítulo e não achou nada estranho, deveria prestar mais atenção :3