Obsessão

29 Mate a Guerra PT 2


Notas iniciais
É, eu sei, um mês e alguma coisa, não demorei muito, imaginem, Mas eu tenho meus motivos, eu descobri a magia do LoL, é um jogo inscrível. E eu repensei totalmente o final. Ele vai ficar ainda mais foda. Eu me inspirei em alguns animes, se forem espertos vocês vão entender o que eu digo sobre. '' Para trair a morte, deve-se amar a vida. '' Pesquisem sobre isso. Bom, o final era para ter pelo menos três capítulos superiores a 10k de palavras, mas eu repensei, vai ter mais três, depois desse. Aproveitem pessoal, pois eu voltei.

Até posso entender quando você comete uma traição, pois traições tem a ver com rancores antigos não entendidos, mas não subentendidos significam o que? Talvez rancores não explicados significam traições explicadas, talvez uma traição explicada signifique um rancor não entendido, um nunca contado, um nunca falado, um nunca questionado.

De qualquer forma, uma traição é sempre uma traição.

É como uma espada em meio a um coração, um corte, uma morte.

Pulando para dentro do muro caído, Akame só conseguiu ouvir as pisadas das bestas atrás de si, o plano inicial estava indo de acordo como Naruto orquestrara. Ela conseguiu ouvir somente estrondos extensos. Mas tentou não ligar tanto para isso, ela tinha uma missão agora. O time secundário criado por Naruto estavam correndo entre as telhas das diversas construções do império, eles eram rápidos, Naruto escolheu eles a dedo justamente por isso, em termos de infiltração, eles eram melhores do que a Night Raid, seja antes, ou agora. Embora, ela não teve tempo pra isso, Leone apertou o passo depois de nocautear um soldado no meio da rua, Lubba já havia feito o enforcamento de mais dezenas, Minne estava logo atrás, como a mais lerda do grupo, ela somente cuidava da retaguarda. A dianteira, as duas, meio, Lubba, e atrás a atiradora, posição perfeita pra ataque-contra ataque.

— Você está estranha Akame. – comentou Leone correndo ao lado dela, inclinando seu corpo para apenas ela ouvir, Lubba estava mais ocupado cuidando do flanco esquerdo e direito, com seus fios melhorados em mãos. Akame parecia estar entorpecida por alguns segundos, parecendo verdadeiramente em outro mundo, pensamentos destrutivos levam a ações destrutivas. – Estranha demais pro meu gosto... – ela sussurrou no ouvido dela, Lubba não percebeu a interação de movimento delas enquanto corria, ele estava ocupado demais com algumas dezenas de soldados, juntamente com Minne, que agora havia decapitado mais alguns com um tiro fino de energia. – Você não...

Ela a cortou rápido. – Estou apenas nervosa, muitos dos nossos companheiros podem estar sendo mortos agora, companheiros que dividimos comida e abrigo... – ela tentou se explicar o melhor que conseguiu, puxando a Murasame da bainha em um movimento rápido, eles já podiam ver o muro do palácio, os espiões de Naruto já estavam quase chegando. Leone farejou o ar, Lubba arqueou as orelhas, Minne apertou os olhos, Akame sentiu.

Um trovão, ou um raio, como preferir chamar, cheirava a morte e perigo.

Voando absurdamente magnífico, estava Budo, na frente deles, de cima, olhando para baixo de braços cruzados, como se eles fossem vermes, sua voz soou tão potente como seu golpe, os soldados ao redor da Night Raid, observaram seu Grande General de cima, e fizeram a volta ao redor de toda a Night Raid, os usuários de Teigu, felizmente estavam lutando contra os generais e os demais usuários do exército revolucionário. Akame mordeu os lábios e prepararam suas pernas, ela teria que tirar Budo do alto, eles não tinham nenhum combatente em céu aberto. Mesmo longa distância não poderia tirar ele do céu sem um tiro direto, Budo já havia pensado na formação deles, por isso ele não veio pelo terreno de baixo...

— Vocês têm o direito de uma última resposta, permitam-me saber apenas uma coisa. – a voz de Budo soava com uma trovejada seguida, as nuvens em cima dele começaram a se agrupar, eles conseguiram ver uma descarga elétrica se formar no topo, ele estava sério. – Quando morrerem, e vão morrer, o que vão querer escrito em suas lápides?

Leone franziu o cenho em baixo, suas garras enormes já estavam saltadas Minne veio correndo, a descarga começou a ficar mais reluzente, a arma de Budo começava a demonstrar indícios de energia alta em sua corrente, era perigo o suficiente.

Leone apoiou seus braços para baixo, dando espaço para os pés de Minne, quando ela ficou por cima da garra da loura, Leone pegou o calcanhar dela e começou a girar seu corpo em baixo, formando um pequeno redemoinho no chão, Lubba preparou os fios, uma lança seria necessária agora. Ele fez uma linha de fios ao redor da cintura de Akame, ela preparou a espada colocando-se em posição de Hanzou. Budou apertou os olhos e lançou suas duas mãos para o alto, a descarga elétrica desceu bem em cima de seu corpo, a energia estava sendo direcionada para sua própria Teigu, capacitada pra suportar uma descarga dessa magnitude, o céu ficou colorida por alguns segundos, a descarga havia se acabado, e agora estava nos punhos do Grande General, Akame deixou seus olhos perderem seu brilho agora.

— Me lance agora! – gritou Minne sendo girado em alta velocidade, Leone rodou seu pé para o sentido contrário, a inércia do movimento contrária em alta velocidade só serviu para dar mais impulso. Ela preparou o tiro de sua arma, que a essa altura já estava mais do que no máximo. Perigo o suficiente pra um tiro certeiro, e Budo não esperava que o corpo da rosada fosse arremessado enquanto carregava um disparo daquele porte, antes que ele pudesse baixar suas mãos e lançar a esfera de energia em direção a Night Raid, a rajada de energia que Minne havia criado no céu foi em sua direção, ele não podia se locomover, ele tinha que esperar o trovão fazer a marcação do impulso eletromagnético de sua Teigu, era como um para raio vivo, logo ele só conseguiu receber toda aquela energia direto no rosto, uma explosão enorme se formou, Leone havia arremessado Akame novamente poucos segundos depois de Minne ser lançada, com os fios de Lubba, Akame puxou a gola da rosada e Lubba puxou as duas com os fios caindo suavemente, a cortina de fumaça já haviam sido criadas, as nuvens estavam cada vez mais juntas isso claramente indicava que Budo estava perfeitamente bem. Ou pelo menos vivo.

E ele estava.

As cortinas juntamente com as nuvens estavam apenas no alto dos céus, bem ao alto, então o chão não havia sofrido praticamente nada, apenas levou uma enorme quantidade de poeira que logo se varreu. Akame assim como os demais levantaram os braços em frente ao rosto, mas Akame conseguiu ver nitidamente quando o corpo de Budo se chocou com o asfalto da cidade, com seu enorme corpo, uma cratera rochosa se formou ao redor dele, sua arma descarregava pequenas tiras elétricas, como pequenos choques, a armadura normalmente grande Budo, não estava nem um pouco danificada, apenas seu rosto estava com uma linha de sangue no meio de sua testa que passava pelo rosto, ele apenas cuspiu um pouco de sangue e se colocou de pé. Batendo nos ombros e depois as mãos, pra tirar a poeira, como se estivesse menosprezando, o sorriso de canto não ajudava muito.

— A força de vocês devem ser as mais lendárias entre seu grupo, assim como sua força de vontade por ousarem ir ao meu encontro. – ele falou com a voz levemente mais baixa. – Porém, apenas planos táticos não irão servir pra me derrotar.

Leone lhe deu o dedo logo à frente, e logo começou a saltar entre as paredes das casas, ela planejava entrar em uma luta corpo a corpo, Akame resolveu não responder a isso e simplesmente avançara atrás dela, as duas andavam em ziguezague, mesmo assim Budo acompanhava com os olhos, ele projetou suas mãos pra frente do seu corpo, novamente aquela esfera surgiu, ele havia concentrado a energia enquanto se colocava de pé e as provocava, no final, eram apenas pensamentos espertos. Ele viu o menino de cabelos verdes novamente enrolar os fios na cintura de uma de suas companheiras, dessa vez a atiradora foi jogada para o alto, pousando em cima de uma telha de casa, eles iriam tentar mantê-lo ali, tolos.

Lubba colocou fios em sua própria cintura e se pendurou em uma placa de uma loja, Budo havia disparado aquela imensa esfera elétrica, de onde deveriam estar correndo Akame e Leone, as duas simplesmente quando desceram para o chão para subir em outra parede, seguravam-se uma na outra com seus braços cruzados, usando seus pés como impulso, elas giraram seu corpo e usaram o movimento para se colocaram na parede da casa, a esfera passou batido pelos fios de seus cabelos, levando alguns com a passagem, Minne estava com sua pequena visão vermelha no canto direito, sua arma apoiada em sua coxa e o brilho que emitia na ponta indicava que ela estava preparada para usar seus pequenos disparos sem muito perigo como distração, ainda era o suficiente.

Lubba também estava no telhado agora, correndo no flanco esquerdo de Budo, dando a volta nele, nesse momento Budo estava mais ocupado com Akame, que saltou do telhado, com o fio da espada astutamente mirando o rosto do mais velho, este colocou uma perna para trás, fazendo seu recuo ser mais longo, fazendo a espada dela passar tirando vazio da parte não protegida, ele tinha confiança que sua armadura poderia resistir a alguns cortes.

Leone aproveitou da sua desatenção para tentar inicial uma luta corpo a corpo, usando suas patas como apoio no chão, ela colocou as pernas torneadas no rosto, tentando girar seu corpo para tentar quebrar seu pescoço, mas antes que ela pudesse movimentar seu corpo, Budo já havia agarrado-a em sua cintura e a erguido no ar, antes que Akame conseguisse continuar as investidas Budo jogou com toda a força de seus braços o corpo da loura no chão, fazendo uma cratera com ela, algumas costelas com certeza foram levadas, mas a habilidade regenerativa da Teigu era notável o bastante para ajudar isso em poucos minutos, ele resolveu isso em seguida.

Mirando na parte esquerda do seu corpo que estava mais afundada, ele usou sua perna direita pra pisar com tudo o que tinha em cima, e foi o que fez, cravou seu pé metálico no corpo de Leone, que a única coisa que conseguiu fazer foi cuspir uma quantidade absurda de sangue, não satisfeito, Budo iria pular novamente em cima dela, para ganhar pelo menos mais alguns minutos, mesmo que inferiores, juntos eles eram complicados demais. Lubba e Akame não deixaram isso acontecer, Minne carregou sua arma com um disparo concentrado bem na ponta, mirando no rosto dele, ela apertou o gatilho, o jato de energia era significativamente menor do que o outro, mas ainda sim era um tiro e tanto, Budo não iria receber isso bem reto em seu rosto, ele saltou para trás, onde Lubba o esperava com suas novas funções, o mesmo machado que ele usou contra os quatro demônios do corpo estava empunhado em suas mãos.

Budo colocou as mãos em frente ao seu rosto, parando o fio do machado da mesma forma que Stain uma vez havia parado. Mas dessa Lubba deu um sorriso superior no rosto, Budo notou imediatamente, o enorme machado se desfez em fios menores, que com os movimentos dos polegares de Lubba se tornaram pequenas agulhas, como havia muitos fios para constituir o machado, ele estava cercado por todos os lados. Akame aproveitou-se disso para retirar Leone de perto de Budo, colocando-a escorada em um banco.

— Fique aqui... – sua voz pareceu soar muito mórbida para o gosto de Leone, desde o começo, não parecia natural, Akame não iria fazer essa voz se não estivesse com algo muito pesado pairando em seus pensamentos. – Eu irei acabar com tudo em breve.

— Espero que sim. – ela ainda tentou se erguer, mas só conseguiu gritar em frustrações, Akame não direcionou mais olhares para ela, já estava correndo para apoiar Lubba, Minne já estava ao lado deles, disparando pequenos tiros de energia, era só o que Pumpkin podia fazer agora. Ela não tinha perigo. Leone não tirou os olhos dela, mesmo sentindo a ardência em seu corpo todo, regeneração tinha seus limites, demoraria muito, ela com certeza não poderia fazer muito.

Lubba já havia feito sua jogada, os fios que se tornaram agulhas serviram para tentar furar todo o rosto do Grande General. Mas ele contornou o antebraço ao redor das bochechas e a palma protegida de sua mão na testa.

— Os relatórios estavam errados sobre suas habilidades. – comentou Budo puxando os fios, Lubba como estava preso também iria ser puxado, mas ele desfez os nós em sua arma, separando daquela parte, ainda se mantendo no chão.

Lubba sorriu sem humor. – Já faz cinco anos, quem não evoluí não tem lugar nesse mundo, velhote. – ele começou a movimentar seus dedos de uma maneira muito estranha, puxando e retraindo. Budo não teve como não demonstrar surpresa quando Lubba começou a formar uma pequena espada media uma shinai, preza do punho até o cotovelo. – Você é ultrapassado.

Budo demonstrou uma carranca nervosa, como se tivesse o orgulho pisado agora. Mas ele cometeu um erro.

Ele esqueceu completamente de Akame, Lubba usou seus fios para desviar a atenção, isso sempre funcionou, Akame astutamente deu passos enquanto os trilhos dos fios passavam pela luva de Lubba, seu passo não tinha um som de sapato no chão como teria graças ao seu tempo.

E como de praxe, eu não vou deixar tudo ser mil maravilhas, na verdade, estou adentrando no modo. ‘’ Mato Protagonista como figurante ‘’ Ou seja, um filho da puta.

Um estrondo enorme se formou Akame assim como os demais, foram ao chão. Era um estrondo muito forte, por um segundo ela pensou que era uma catapulta, ou qualquer coisa, mas não era...

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Dentro da esfera de gelo que Esdeath havia criado, a cratera e a poeira reinavam constante, ninguém ousou chegar perto dali, como chegar? Nem mesmo as duas generalas tinham coragem pra isso, mesmo que uma fosse à mãe de um dos combatentes, era simplesmente quase suicídio, entrar em um lugar com pouca visão perto daqueles dois.

— É melhor não irmos atrás deles... – disse Najenda, quase que levemente temerosa, talvez muito, mas escondido por uma máscara de tensão. – A melhor coisa a se fazer seríamos nós nos afastarmos deles, se formos pegos no fogo cruzados, estamos todos mortos. – ela puxou uma pequena pistola, com uma cápsula verde bem pequena, ao lado do coldre de sua cintura, engatilhou e apontou para o céu, meio segundo depois, mas dois tiros foram disparados.

O sinal verde significava que alguém poderia dar reforço, a resposta verde era que alguém estava disposto a receber esse reforço.

O sinal azul significava que estavam em vantagem tática, ou que seu número de combatentes excedia os inimigos.

O sinal amarelo era significativo de que alguma coisa ruim estava pra acontecer, ou que uma arma havia sido conquistada, bem como a morte de um companheiro.

O sinal vermelho era significativo de que eles estavam sendo surpreendidos por uma força opressora. Algo que não podiam lidar era nessa parte que seu general deveria entrar.

Kushina avistou a fumaça em seguida, ela olhou para trás, algumas boas dezenas de milhares ainda vivos, os soldados de gelo já estavam mortos, e as bestas que antes estavam vivas deram cabo dos soldados inimigos, era um pequeno contingente de toda a forma, Esdeath não jogaria muitos soldados em um lugar tão frívolo como a porta do Império. Que agora era somente um muro caído. O muro que antes continha alguns canhões não agüentou o impacto dos dois mais fortes dessa guerra, e simplesmente desabaram, os atiradores tiveram as mortes mais simplórias da guerra, deveriam estar se sentindo felizes, seja qual for seu lugar destinado.

— Devemos ir para dentro, Night Raid vai precisar de todos os usuários possíveis, precisamos lutar contra todos para dar uma brecha no império. – exclamou Najenda em plenos pulmões, subindo no seu cavalo e adentrando nos escombros, assim como Kushina subiu em seu próprio cavalo branco. Os soldados vivos correram aos berros para dentro da enorme falha dos muros caídos, por todo o lado, ele estava agora caído, era como se a barreira principal do Império, tivesse sucumbido, e de fato era isso, para elas, eram um momento glorioso que esses muros cheios de podridão enfim encontraram o solo merecido.

Dentro da esfera. A situação era totalmente diferente.

Naruto sabia que Esdeath não morreria com aquele ataque simples, mas ele nunca cogitou a idéia dela defendê-lo dos tiros dos canhões, agora com certeza abandonados. Ele estava parado, a cúpula começou a se desfazer lentamente. Ele estava por cima de Esdeath, esta mesmo no escuro, sem ele ver, com certeza esboçava um sorriso satisfeito no rosto, o motivo com certeza não lhe via a mente.

Dentro da esfera, Naruto começou a ver as bordas derreterem, e o sol bateram-lhe no rosto, o reflexo fez seus olhos parecerem muito mais medonhos do que realmente são. Esdeath passou a mão em seu rosto, levemente, baixando sua blusa escura, ele aprendeu a gostar desta cor, aprendeu tanto, que seu pescoço havia se tornado negro também, pelo menos em parte. Ela olhou isso claramente triste, o que deixou o moreno altamente intrigado, por apenas poucos segundos, eles iriam agir assim, depois, um mataria o outro, e seria o fim, seco.

— Eu te amo. – comentou Esdeath ignorando qualquer coisa que deveria ser dita em um momento como esse, ela iria falar isso de qualquer forma, ela apenas aproveitou a oportunidade propícia. – Se neste mundo um Deus existe, ele deve saber que amor é algo doloroso. – ela começou a alisar o rosto dele. Quase como se fosse um carinho, um afago. Naruto suspirou levemente e se afastou de cima dela, caindo sentado depois, da manopola começou a escurecer e logo sua cor vermelha voltou ao normal.

Esdeath se apoiou com seus braços na terra, a poeira já havia ido embora, bem como todos haviam ido embora. Ela nem precisava virar o rosto pra saber que seu muro já estava acabado, ela iria tentar falar algo, mas o moreno a cortou ríspido.

— Onde está minha filha? – ele não se importou com seu tom e nem com a carranca levemente triste de Esdeath por ele não demonstrar interesse algum nela.

Nossa filha está no palácio, com meus servos mais leais. – ela continuou sentada, a voz não vacilando enquanto falava sobre Aika, uma das coisas mais importantes pra ele, mais do que a vida. – Ninguém dos dois lados ousaria tocar em um fio de cabelo dela, sabendo que o inferno vermelho teria sobre seus ombros um repouso. – ela o acalmou. – Se você não tiver mais perguntas, eu posso voltar a te surrar agora? Mas acho mais fácil você fazer isso.

Naruto não disse absolutamente nada, ficou apenas mirando seu rosto e seus olhos, o mesmo rosto calmo e tão sádico por baixo, estava ali, mirando ele também, tão fixamente que chegava a ser assustador mesmo agora. Mas isso não impediu de ela continuar a falar.

— Eu sempre soube que você tinha talento, desde quando eu te conheci...

Ela foi cortada.

— Cale a porra da boca. – ele mostrou uma expressão alterada. – Eu só estou fazendo isso por débito próprio...

— Você não débitos comigo. – isso a magoou por um lado, nada o prendia a ela, isso era ruim para ela. – Não tem motivos para me tratar com carinho e não demonstrar rancor, eu devo a morte pra você, e no final dessa guerra, eu terei cumprido isto.

Ele continuou com sua expressão alterada e assuntos evasivos, e ela novamente tomaram o assunto.

— Desde que eu vi você de cima, eu queria vencer a primeira luta, mas quando eu olho pra você, eu não consigo vencer... – ela resolveu jogar mais limpo. – Minha mãe com certeza estaria desapontada comigo, ou orgulhosa.

— Ela provavelmente está sentido os dois. – ele exclamou enigmático. – Mas você não terá a chance de perguntar isso a ela. – ele puxou sua manga para o lado, rasgando, o manto dele foi ao chão, não precisava mais dele. Esdeath só conseguiu ver escuridão com pequenas partes de pele clara ao corpo dele, ele estava totalmente desnudo no peitoral, havia poucas pequenas partes claras ainda. Ela ia perguntar como ele estava, mesmo sabendo que ele não iria lhe responder, mas a resposta veio de uma forma diferente.

Naruto em um segundo parecia tão soberbo, tão imponente, tão forte, mas no outro demonstrou muita fraqueza, ele não teve como evitar a enorme quantidade de sangue que ele expeliu pela boca, Esdeath fez menção de se levantar no mesmo segundo quando ela viu-o cuspindo o próprio sangue, mas ele levantou seu rosto neste exato momento. Ela não se moveu nada depois dessa encarada.

— Não ouse tocar em mim de novo... – sua voz saiu quase que arrastada, mas mesmo assim, não havia somente raiva, era estranho, Esdeath achou estranho ela ter pensado ter algo além de raiva e sentimentos ruins pairando naquela voz, naquele olhar, naquela expressão, ela achou estranho ter pensado imaginar algo que não fosse ódio vindo dele para com ela.

Ela estava claramente em um impasse, essa era uma guerra diferente.

Talvez fosse uma guerra por capricho, talvez muitos estivessem morrendo agora por causa deles, e eles estavam sentados, de frente pro outro, os motivos das mortes de cada soldado de cada lado, estava na frente dos olhos do outro, e ainda respirava...

Não podia ser feito qualquer outra coisa. Era simplesmente natural. Eles eram forças naturais contrárias, mas ainda sim forças contrárias eram equilibradas. Da mesma forma que o fogo pode causar dor e a água apagar, a água pode afogar e o fogo ainda sim pode queimar depois de sua passagem. Eles causavam apenas discórdia um ao outro, mas ainda sim, eram necessitados do outro.

Naruto se pegou pensando nisso nesse exato momento. Ele que disse tanto que iria matá-la, que iria trucidá-la quando a encontra-se, estava sentado diante dela, diante da mulher que lhe tirou tudo, deixando-a viva por mais tempo do que ela realmente merecia.

— Eu sei o que você está pensando, Naruto. – a voz de Esdeath soando estranha lhe chamou a atenção pro mundo real, onde a morte reinava. Podia a sentir no ar. – Eu me sinto da mesma forma...

— Você foi responsável por tudo o que aconteceu de ruim em minha vida. – a voz dele foi carregada com rancor e amargura, os olhos se afinaram e seu rosto se esticou para baixo, caninos desenvolvidos saltaram para fora, os olhos de Kurama nunca estiveram tão vermelhos como agora, sua arma estava reagindo a ele. – Você me deixou preso a você, tirou meus sonhos, meus amigos, minha vida, meu lar, tudo o que eu sou como pessoa, você me tirou meu sentimentos, brincou comigo, me usou, fez inumanidades comigo, me tratou como seu brinquedo por anos, me deixou preso, me deixou sem nada, me deixou pra morrer, me deixou em uma tortura silenciosa e uma barulhenta, me deixou em um som agudo e um silêncio fraco, me deixou pra morrer pensando que minha mulher havia morrido que foi usada por seus soldados... Deixou-me com ilusões das mulheres mais importantes pra mim, sendo usadas como bolsas de esperma, enquanto eu estava preso a uma parede, com correntes enferrujadas, me deixou sem minha única amiga, me deixou sem nada... Deixou-me vazio... – ele ainda continuou Esdeath a sua frente nunca havia se sentido tão mal na vida inteira. – Você não se sente da mesma forma que eu... Você só sabe pensar em si mesma, seus próprios caprichos... Eu e você não temos nada em comum...

Toda a idéia de Naruto não sentir apenas ódio dela, sumiu com o sopro do vento naquele lugar. Nenhum deles ligou quando no meio da cidade uma enorme explosão de raios aconteceu, nenhum deles nem se deu o trabalho de prestar atenção na enorme fumaça que surgiu nos céus e do corpo que caiu na cidade. Nenhum deles estava ligando pra nada agora. Naruto já estava com quatro caldas atrás dele, todas baixas. Como se até mesmo elas estivessem em espera do que o portador iria fazer este que com certeza estivava em um impasse diferente.

Matar a mulher que te tirou tudo.

Poupar a mulher que te tirou tudo, deixando a chance para ela tirar tudo que tem novamente.

— Nossa conversa acabou. – ele disse sem interesse agora, suas caldas começaram a balançar depois de alguns minutos em um completo silêncio, Esdeath ficou apenas em silêncio, o que ela poderia falar? Não havia nada a ser dito da parte dela. – Mas eu ainda tenho uma última pergunta, quero que me responda antes de eu te esfolar viva.

Ela simplesmente assentiu sem qualquer movimento depois disso.

— Eu estou demonstrando um pouco de fé em você, por tudo o que você fez por Aika, por ser a mãe dela que ela não teve a sorte de ter, a verdadeira mãe, que ela não conseguiu ter cuidando dela, por meus motivos paternais, eu quero te perguntar somente uma coisa. – ele respirou fundo. – Aika sabe que Chelsea é sua mãe biológica? Ela sabe que você somente a cuidou? Ela sabe que VOCÊ foi responsável pela morte de sua verdadeira mãe? Por tudo o que é mais sagrado na porcaria da minha vida, eu peço que você me diga somente a verdade, e nada além dela... — Naruto nunca havia pedido algo tão importante para aquele monstro, mas nesse momento, ele não tinha como não perguntar... Ele precisava saber se Aika sabia o que tinha que saber por direito.

Mas ele não gostou de como Esdeath começou a soar frio, de como a respiração dela falhou algumas vezes, de como o som de suas batidas também falharam e mudaram de ritmo, de como seus dedos começaram a tremer levemente, de como seus olhos afundaram para dentro, de como sua expressão ficou tensa quase rígida como uma pedra, ele não gostou também, do silêncio que se instalou, ele a ouviuela grunhir e colocar as mãos na cabeça, como se estivesse em uma luta mental entre o certo e o errado. Sua expressão ficou como se tivesse visto um fantasma de sua própria mãe... Morta.

— ME RESPONDA ESDEATH! – Naruto não conseguiu, a angústia bateu-lhe forte, e se Aika tivesse sido criada com uma idéia totalmente errada sobre Chelsea, ele morreria de desgosto. – ELA SABE QUE VOCÊ FEZ ISSO COM A MULHER QUE LHE DEU A VIDA?

Esdeath apertou e se encolheu no chão, apertando sua cabeça, como se estivesse se punindo por culpa corressiva, que com certeza estava a matando por dentro, como ela lhe contaria que para Aika, Chelsea não era nada mais do que apenas uma parenta distante, que só fez coisas pequenas para Aika, como ela contaria para o pai dela, que ela educou Aika para não conhecer e nem procurar saber quem era sua própria mãe? Ela não queria o fazerele sofrer mais do que já havia feito, mas ela nunca conseguiu fazer isso, ela nunca havia cumprido suas promessas... Ela sempre dizia que iria tentar o fazerele sorrir, tentar fazê-lo não tomar mais dores ainda, ela sempre lhe disse isso, sempre disse para si mesma que o amor que sentia por ele era doentio, mas ainda sim, que ela pararia com tudo o que ela era...

Apenas mentiras, apenas erros, apenas desgraças, apenas dores. Apenas tragédia...

Se por acaso toda a história deles estivesse sendo escrita por alguém até agora, seria um escritor sádico e totalmente sem corações.

É o mesmo ditado. Se um deles lesse sua própria vida choraria. ‘’ Se minha vida fosse passada por um livro, e eu o lesse, provavelmente seria uma tragédia. ’’

Acontece que tudo entre eles é somente tragédia, tudo...

Ambos não conhecem nada, além disso, não conhecem carinho, amor, ou qualquer sentimento bom que venha a sua cabeça, nem mesmo você conhece esse sentimento, você apenas rala em sua superfície. Mas quando se trata de sentimentos ruins, ambos estão mergulhados em um mar de crueldade tão profundo que nenhum outro ser humano poderia chegar.

E como de praxe, tudo que é ruim pode ficar pior, basta apenas uma resposta para sentimentos ainda piores do que ódio surgirem no coração de alguém.

É como um ditado que não existe, diz. ‘’ Se tu me deres uma ponta de faca vermelha, com este sangue, macularei o teu. ‘’

Esdeath tinha mais do que facas com pontas vermelhas cortando o que o moreno conhecia como sentimento, ela já havia dilacerado, era somente... Mais uma das várias dores.

A dor de saber que sua filha não sabia nada sobre sua mãe, ele nem havia ouvido a resposta, mas a expressão totalmente humilhante que Esdeath estava lhe dando, era uma resposta muito clara... Mas ele queria ouvir, ele precisava ouvir a verdade.

Olhando nos olhos dele, a voz de Esdeath antes mesmo de ser ouvida, já era notada que estava totalmente embriagada, como se ela estivesse bêbada. Mas ela estava tão lúcida, tão sã, que chegava assustar, quem olhasse para a cena, veria que tudo isso começou sem mais nem menos, mas para quem sabe de tudo, sabe que isso não começou agora, isso tem anos, tem história, uma história de tragédia, eu diria.

E como ela diria, era somente a verdade, não têm nada de mais dizer a verdade, ela é indolor.

— Aika... – ela começou muito lentamente, quase tropeçando e engasgando com sua própria língua, apoiando seu rosto nos seus joelhos, como uma criança que havia cometido algum erro. – Eu sou a mãe dela... – ela disse com sua voz totalmente enfraquecida e desprovida de qualquer tom que indicasse brincadeira, ela parecia estar falando muito seriamente agora. – Ela é minha filha... Chelsea é somente uma ninguém pra Aika... É assim que deve ser...

Naruto começou a andar lentamente até onde Esdeath estava ela estava agora apenas murmurando o nome de Aika, dizendo que ela era sua verdadeira mãe. Que Chelsea não era ninguém que Aika deveria se importar.

Naruto ficou de pé olhando ela de cima. Veias estavam saltadas por sua testa, tamanhas era sua raiva que somente sua pressão era o suficiente para desmaiar qualquer soldado ou usuário de Teigu.

— Chelsea não é ninguém pra Aika... Chelsea não é ninguém pra minha menina, Chelsea não é ninguém pra minha filha, minha... — Esdeath murmurava para si mesma, parecia entorpecida de ter tocado nesse assunto agora, talvez ela não estivesse preparada para isso, tendo em vista que Naruto pediu isso a ela, e novamente, ela não o atendeu, quanto sofrimento ela faria para ele?

Ela ergueu seus olhos para encarar os olhos em brasa do homem que ela amava a sua moda. – Chelsea não é nada mais do que um parente distante, uma pessoa irrelevante, insignificante, Aika nunca terá amor por ela... Não enquanto eu viver.

Naruto baixou seu rosto e ficou com sua respiração ofegante no ouvido dela, se a situação fosse diferente, ela adoraria esse tipo de contato, mas agora, ela não estava se sentindo bem com isso, isso indicava perigo.

— Você diz que ela só amará Chelsea se você morrer, não é? – ele perguntou retoricamente, quase que rindo, o pequeno sorriso formado entre seus caninos denunciou que ele achou graça agora, de imaginar uma coisa tão propícia, e tão fácil. – Em toda minha vida eu nunca te ouvi tão bem como agora...

Antes mesmo que Esdeath fosse pensar em qualquer coisa, outra já havia acontecido antes mesmo dela ter notado que havia acontecido, ela não havia notado que seu corpo já não estava mais ao chão, ela não havia notado que seu corpo estava à cima das nuvens, tendo seu corpo lançado do solo até o céu, como se fosse natural, ela ser usada como saco de pancada... O que ela podia fazer além de aceitar que ela não podia fazer nada para se defender, o que ela podia fazer, além de aceitar? Que ela era a fraca, e ela quem iria morrer... Ela sabia disso, ela virou seu corpo para o lado, estava até mesmo à cima das nuvens que cobriam todo o terreno do império. Ela riu em plena alegria distorcida.

O estrondo enorme só fez sinapse agora com sua memória

Naruto havia lhe dado um soco tão potente quanto um raio, bem em seu rosto, era por isso que ela teve que colocar o nariz no lugar, sem importância com a dor e ardência que sentia agora, ela começou a despencar, já havia passado das nuvens, ela riu divertida ao ver todo o cenário de caos que estava lá em baixo, nem ligou para os corpos de alguns generais seus, mortos, e alguns do outro lado, igualmente mortos, era assim que tinha que ser, a cidade toda estava indo de mal a pior, a luta dela contra Naruto não era nada comparado a isso. E falando no diabo.

Ela ouviu outro estrondo forte logo mais em baixo, e não escondeu a surpresa ao ver ele subir como uma bala pelas nuvens, ele praticamente estava voando em cima dela. Mas havia uma diferença bem nítida agora.

Oito caldas balançando atrás dele. Caldas de energia pelo menos.

Se fosse sua verdadeira ela estaria morta quando recebeu aquele soco, sua cabeça teria se tornado farrapos e restos de um crânio, possivelmente. Ela riu de novo, Naruto lá em cima não tirava a carranca quase que alegre tão doentia quanto á dela.

— Eu sempre soube disso... – ela murmurou, vendo Naruto descer como uma bala entre as nuvens, e o alvo era ela. – Você é o único que pode me matar... – ela fechou os olhos, ainda sorrindo, ela abriu os braços, como se estivesse desistindo. – Cumpra o seu dever, meu companheiro. – ela soltou uma risada.

Naruto colocou todas as suas caldas em frente ao seu corpo, ele sempre fazia isso para perfurar algo, ele iria perfurar o monstro da humanidade, mas isso não estava certo, estava fácil demais, mas ele resolveu investir na possibilidade dela realmente ter se rendido no começo, leigo engano.

Ele estava crente que esse era o fim, não...

Nem mesmo ele estava crente que isso acabaria no céu, não...

Ela levaria todos pro inferno com ela.

E foi o que fez.

Blocos de energia se formaram em seus calcanhares e pulsos, ela começou a levitar. Ele tentou perfurá-la o mais rápido que ele conseguia em plena queda. Mas antes de qualquer coisa, ela o surpreendeu novamente.

Quando eles estavam frente a frente, na extensa queda, um mirando outro, com suas armas empunhadas para matar, eis que ela diz com um tom que indicava superioridade.

— Mahapadma... – o sorriso que ela lhe deu, foi um sorriso tão repulsivo, ele queria quebrar aquele sorriso, ele queria fazer aquele sorriso ser apagado na memória dos mortos que tiveram esse maldito sorriso, como sua última visão, antes de partirem, mas isso ficou apenas em juramento, ele só conseguiu ver a energia azul percorrer pela área, ele foi pego.

Esdeath só tinha a habilidade de congelar o tempo, mas o tempo em movimento de queda era algo totalmente distinto de sua habilidade, algo que ela não podia fazer uma queda ainda seria uma queda.

Ela tinha alguns segundos ainda. Ela conjurou uma espada de gelo perfeitamente esculpida para perfurar, Naruto estava congelado, as caldas com certeza atravessariam seu estômago como se ela fosse feita de merda. Ela adoraria ver seus órgão internos dando uma vista para o mundo, mas isso ficaria para a outra vida, ela queria ver os de Naruto agora.

Ela colocou a mão em sua face, e girou seu corpo, agora era ela quem estava por cima em queda, o tempo só havia parado para eles. Apenas para eles, a morte nunca é parada.

— Eu sinto muito. – ela disse com um sorriso no canto, alisando seu rosto com a mão livre... E ficando a espada de gelo bem no meio do seu peito, evitando propositalmente enterrar a espada em uma veia do coração ou no próprio, ela não teria coragem suficiente de matá-lo, pelo menos não agora. – Eu te amo... – quando o tempo voltou ela só conseguiu ter o leve deslumbre dos olhos desacreditados do moreno, como se o que tivesse acontecido era impossível, talvez fosse, mas ela podia fazer o impossível em um estalo de dedos, ela não se importou quando ele cuspiu seu sangue em seu rosto, tirando a espada de gelo, as caldas haviam se desfeito, pelo menos três delas, o chão estava se aproximando.

Ela novamente sem se importar com o momento alisou seu rosto, ignorando totalmente a enorme ventania que estava ao redor de ambos, Naruto ainda estava perplexo, como ele havia sido pego tão facilmente?

— Enquanto os desejos da alma superarem as dores do coração, eu terei você para mim. – ela formou um bloco de gelo nas duas mãos, e preparou um machado com seus braços tonificados com a cirurgia, o dano seria multiplicado muitas vezes. Ela desceu seu braço bem no meio do rosto dele.

Ele só conseguiu sentir uma dor excruciante invadir seu rosto, ele foi mandando disparado para o solo, mais ou menos onde os trovões estavam concentrados, ele iria para perto de Budo agora.

Leone que estava estirada no chão com o imenso barulho que todos conseguiram ouvir, ficou perplexa quando seu Grande General apareceu batido na sua frente, Night Raid estava se levantando agora, ela acreditava que todos estavam se levantando agora. Budo estava de joelhos, sua expressão era raivosa quando notou que o Grande General do Exército Revolucionário estava ali.

Leone ignorou a dor de suas costelas ainda doloridas e quebradas e se arrastou até a cratera que o corpo dele havia causado, ela ficou apavorada ao ver que as marcas estavam crescendo novamente, a resposta veio quando ela olhou ao redor de seu corpo, as caldas deles estavam ativas.

Naruto estava zonzo. Ele não conseguia pensar direito, ele só conseguiu ver um vulto azul e branco despencar em sua direção.

No segundo seguinte ele só sentiu dois joelhos fortes se chocarem com seu estômago, ele cuspiu seu sangue, novamente, ele ainda estava tentando entender. Ele ouviu uma voz dentro de sua cabeça. Uma voz raivosa mais ao mesmo tempo zelosa era a voz de Kurama, lhe dando uma dor de cabeça enorme, enquanto Esdeath, em meio a Night Raid, no meio de todos, erguia o seu corpo como se fosse um graveto, colocando as mãos em seu pescoço. Ele parecia estar entorpecido. Como se estivesse bêbado, ou envenenado. Ele só via um sorriso orgulhoso e arrogante no rosto dela, mesmo desse jeito, ele ainda sentia raiva desse sorriso.

A voz o levou para dentro de sua mente, ignorando a cena de Akame partindo para cima de Esdeath, e Leone sendo chutada por Esdeath e partindo uma casa toda, fazendo-a ser soterrada pelo concreto. Ele também não entendeu o motivo de Lubba ter sido socado até o chão e Minne ter saltado para ajudá-lo, mirando suas poucas forças em Budo.

Ele não entendeu isso.

Não era para ser assim.

Então...

Para que ele havia sacrificado sua vida?

Com certeza.

Não era para ver o Império limpar o chão com tudo o que ele havia construído, por tudo que ele havia lutado, por tudo aquilo que ele havia sacrificado em prol.

Não era para ser assim.

— Não irá ser assim. – a voz de Kurama soou lacônica em seus ouvidos, grunhidos de raiva eram ouvidos, o rosto dela estava encarando-o de cima, ela estava com todas as suas presas arreganhadas. – Você não será aquele que irá morrer até o fim do dia, eu juro por todas as bestas nesse mundo. – ela baixou sua cabeça. Fitando-o nos olhos. – Eu não deixarei você morrer. – ela colocou todas as suas caldas envolta dele, ele ainda estava louco. – Mas quero que você me prometa algo...

— Eu também quero que você me prometa algo...

Esdeath no outro plano estava simplesmente extasiada, era tamanha a sua alegria que até mesmo era visível para alguém que nunca teve os olhos. Ela apertava a garganta dele, ignorando totalmente os grunhidos de revolta dele, ignorando que Akame estava vindo ao seu encontro.

— Não me atrapalhe companheira.

— Não toque nele! – ela gritou em contra partida, puxando a sua espada para trás, girando seu corpo em movimento para aproveitar e dar um salto, passando por cima da barreira que ela havia feito, ela iria descer com o fio da espada mirado em seu braço. Mas ela ergueu o corpo dele, ela mordeu os lábios e só conseguiu derrapar sobre o chão, caindo de bruços em frente a Esdeath, antes que ela pudesse sequer pensar em levantar, Budo saltou de onde estava caindo bem em cima dela, pisando com seu pé de ferro em suas costas, alguma coisa havia sido quebrada, ela ergueu seu rosto e viu a face totalmente ensangüentada de Lubba, os olhos dele estavam fundos. O rosto de Minne no outro braço estava igualmente profundo, ambos com certeza não podiam ver nada.

Não era isso que deveria ser ela não havia pedido por isso.

Ela olhou para Esdeath, ela havia ignorando completamente tudo. Tudo. Ela nem ao menos se indagou de olhar para ela.

— Quando você pensar que está em vantagem, eu estarei do outro, apunhalando você pelas costas. – recitou ela...

Mas toda essa expressão mudou de um momento para o outro.

O corpo de Naruto começou a queimar. Uma fumaça começou a surgir por todo seu corpo, ele estava queimando, a mão dela teve que se desprender de sua garganta e recuar para trás, Budo soltou os dois Night Raid ao chão.

Ambos estavam apenas fitando uma enorme fumaça branca, ela começou a envolver tudo onde era para ele estar, eles não conseguiam ver nada. Mas isso mudou de repente, as expressões deles só indicavam medo e descrença do que seus olhos mostravam.

Uma mão vermelha, feita de pura energia começou a ser vista, ela foi lançada para fora da fumaça, esta começou a sumir agora.

Akame que estava dentro da fumaça, em todos os anos de sua vida, nunca conseguiu ver algo igual como agora, toda a seu ceticismo sobre Teigus, havia sumido com o sopro da fumaça.

— O que na terra é você, Naruto? – ela deixou escapar, enquanto via o corpo de Naruto esticado, como uma raposa, com uma armadura de ossos envolta do corpo, um bafo quente escapando pela boca, seus olhos haviam sumido, seus olhos estavam brancos.

Esdeath largou seu colete, ignorando totalmente suas vestimentas de cima. – Eu sempre soube que você era incrível. – ela começou a andar apressadamente para o que parecia ser ele, Budo nem ao menos ousou se mover. – Eu sempre soube que você era um Deus vivo, não era nada mais do que eu já sabia sobre você.

Sua única resposta foi um rugido estridente, e antes que ela percebesse a falta de algo, ela já estava sem um dos braços, totalmente atônica.

Notas finais
e foe.