Obsessão

30 Mate a Guerra PT 2.5


Notas iniciais
Bom pessoal, aqui estou eu, com Obsessão. Primeiramente, desculpem imensamente pela IMENSA demora, eu sei, por mais que eu tenha explicado na história os motivos, ainda é injustificável, eu sei, eu entendo, desculpem-me. Porém, eu não abandonei a história, eu sei que o capítulo ficou menor, mas ficou bom, eu jogo que ficou e.e Eu espero que os que me acompanhem ainda, me ajudem, logo a história irá acabar, não seria bom acabar sem a ajuda de vocês. Um bom capítulo pra vocês, Obsessão voltou.

Por mais que você não veja o tempo passar.

O tempo vê você passar por ele.

Mas ele continua parado, de certa forma.

Parado para quem deseja morrer por idade.

(...)

Bom... Fiquei pensando...

E pensando...

Pensei de novo...

Até que eu vi...

Que tudo o que eu tinha escrito em um mês, havia sumido...

Se não fosse triste eu riria...

Pois eu nunca escrevi algo tão magnífico e soberbo...

Era seis mil palavras das mais brilhantes de tudo o que eu já havia escrito...

E eu estou há quase dois meses sem postar um capítulo, e eu fico pensando... Novamente.

Devo recomeçar do zero? Não, demoraria mais três meses para postar, estou certo disso.

Então... Fiquei pensando novamente no dia 31 de maio... Hm... Devo continuar a escrever de novo? Escrever por completo? Hm... Meu coração diz que eu deveria escrever tudo de uma forma bem explicada, pois é o final... Hm... Mas minha mente toda esbagaçada me diz para simplesmente, explicar-lhes tudo para um entendimento melhor, que é o que eu achei melhor para fazer. Então.

Eu vou explicar uma parte, e escrever a outra quase que exatamente igual eu havia escrito... Na minha primeira vez... Minha obra prima...

Você pode estar boiando aí, mas eu to triste cara... Porra... Perdi o melhor capítulo que fiz, isso que nem completo estava, para você ter uma noção eu tinha começado a narração da Esdeath... E tava muito incrível, tipo, eu mesmo fiquei ‘’ whata fuck, i’m soou perfect ‘’, mas vem o computador e de ta uma rasteira.

Começaremos.

Lembra-se de quando leram a narração do Naruto depois dos cinco anos? Puxem na memória, havia um homem com ele, certo? Certo.

Pois bem.

Este homem apareceu do lado de Naruto no capítulo anterior, com mais outros homens, estes eram Nakita, Ryuuk e Lawliet( inclusive eu fiz até uma piadinha escrota quando ele morreu, que Kira veio no outro mundo em forma de imperialista para matar ele, mas como não rola o sentimento não vai ter graça eu explicar, mas né...)

Pois bem.

O líder do esquadrão de resgate tinha duas missões, uma, era resgatar Aika, óbvio, mas a outra, não lhes contarei para dar uma ‘’ bugada ‘’ em todos vocês. Pois bem. Pois bem...

Ele foi para um lado do império, dentro dele, e ele encontrou dentro da sala da rainha Esdeath, uma cópia perfeita dela, de gelo, ele estava com a Shambala, uma arma roubada nos últimos anos, pois tudo é roubo nessa merda.

Então, deixei essa parte em branco, fui para os companheiros dele.

Daidara morreu por Nakita, que estava usando a Koutetsu, a espada negra de um dos ex Wild Hunt, que ninguém nunca se importou.

Daghta estava lutando contra Lawliet e Ryuuk.

Lawliet tinha uma teigu quase igual à de Leone, quando eles quebraram as janelas e ficaram no corredor principal. Daidara estava no teto com Daghta, já que este tinha a mastema agora. Então, Lawliet morreu com uma machadada mitosa na cabeça, menos um.

Daidara morreu, pois Ryuuk possuía Susanoo, sim, Ryuuk tem ele. Existem muitas coisas que merecem ser explicadas, mas isso pode ser em especiais depois do término da história, beeem depois.

Susanoo varreu o chão com Daidara, Ryuuk se afastou de Dahgta em busca de Aika e Kuromada, já que Naruto tinha um plano para ambos, e Kuromada como já havia feito muita merda para o nosso ‘’ herói ‘’ tinha que ceder, na realidade, Akame era do exército, trabalhando com o império, Kuromada era do império, trabalhando com o exército, eu criei simplesmente algo bem complexo de se entender. Pois eu quero que pensem muito bem, não nas partes narradas, mas sim nas partes em branco da história, criem teorias, vocês tem que fazer isso para terminar a história com um sorriso. Continuando. Kuromada tinha uma missão dada por Naruto, essa missão era uma forma de redenção, Kuromada aceitou isso muito bem. Ele por todos esses anos guardou toda a energia que ele tinha, para poder usar o poder definitivo da sua Teigu ilusória.

Então, Ryuuk e Kuromada haviam encontrado com Aika e Kuromada, Kuromada colocou Aika em transe, e saiu escoltado por Ryuuk e Susanoo, no caminho para fora do quarto.

Susanoo teve que proteger todos, pois uma imensa explosão havia acontecido no palácio.

E todos de qualquer lugar de dentro das muralhas imperiais conseguiram ver, a enorme cabeça da arma de Esdeath, todos conseguiam vê-la, todos.

Nakita e Daghta morreram, pois viram uma esfera vinda na direção de onde eles estavam. Que era perto da ala imperial mais importante, onde Esdeath tinha seu trono, lá onde o homem que Naruto colocou de comando da equipe estava lutando contra Esdeath de gelo, ele se tele portou antes de ser varrido do mapa.

Todos agora já sabiam que havia alguma coisa dentro do palácio, bem em baixo. E automaticamente, todo o exército revolucionário levou seus combatentes para lá, sobre as ordens de Kushina e Najenda, as representantes de luta atuais. Então, elas simplesmente mandaram... Todos.

Sabe o que significa dois exércitos inteiros ao redor de um palácio? Bom, coisa boa que com certeza não daria.

E vocês sabem já, não é mesmo? Quem causou aquela explosão, foi nosso amigo.

Eu simplesmente tenho mais uma coisa a dizer ainda para vocês.

Sabe aquele personagem que você simplesmente acha um tremendo de um filho da puta? Pois bem... Esdeath é a nossa personagem aqui, pois ela é realmente uma, todos concordamos com isso.

Enfim.

Sabe aquela maldade dentro de todos nós? Seja raiva rancorosa ou ódio momentâneo, ou inveja passageira? Tudo isso tem um motivo em especial, ela também tem os motivos dela, então, eu simplesmente vou mostrá-la, como ela realmente é. Isso pode causar uma confusão mental, alguns com certeza podem discordar com meus pontos de vista.

Mas isso é o mais normal, afinal eu sempre vou à contra mão da minha própria opinião.

Só peço para que quando venha a narração dela, você preste muita atenção.

Referências escondidas.

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Existem pensamentos que me fazem rir sobre minha face, mas que me fazem agonizar sobre minha mente.

Uma frase tão aleatória quanto meus atos. Atos tão mundanos que chego a ter vergonha de minha própria alma, tão enfadonha quanto meu sentimento completamente condensado de amor ilusório, que nostálgico.

Amado fardo, vim na terra para mudar você. Mas temo que meu próprio purgatório em forma humana tenha me tornado a própria corrupção.

Tão mundana quanto eu ainda posso ser, se continuar viva.

Então, amado clero. Rogo para você.

Acabe comigo.

Destrua-me, apague minha existência, quero morrer pelas suas mãos, não aceito outro fim senão o mais difícil.

É por esse motivo, que mesmo tendo acabado de perder meu braço, ainda não demonstrei reação nenhuma...

Olhei para o lado onde minha palma esquerda até o cotovelo estava, havia perdido meu braço esquerdo tão repentinamente que eu nem ao menos consegui ver quando ele passou. Devia ser o destino me dizendo que ele era o clero. Como um clero que se cura, olhei para o restante do meu braço, o meu sangue não só maculava os mortos, mas também os vivos. Os mundos acharam estranhos eu estar com pensamentos tão enfadonhos em minha mente, tendo em vista que minha mente não pode ser considerada propriamente dita, mente. Congelei meu braço do cotovelo para baixo, refiz um braço de gelo, apenas para impressão, sabia que isso era totalmente inútil, tendo em vista que ele iria se quebrar muito rapidamente novamente, teve que rir com isso.

Só conseguia ouvir os lamentos da Night Raid atrás de minha pessoa, pobres almas, estão conhecendo Budo, mas apostaria algumas mortes que ele também estava tão catatônico quanto eu estava há segundos atrás, fazer o que? Aquele homem nasceu para fazer isso. Eu parei meu olhar sobre ele durante alguns instantes, que mais pareciam minutos á mim.

Olhando ele, com meu braço naquela boca aberta cheia de dentes serrilhados e vermelhos. Quase tive que me envergonhar de ser chamada de demônio, se aquilo fosse Kurama, tinha que admitir que fosse algo que eu nunca poderia sequer chegar nem ao menos pensar em me tornar, era tão incrível a sensação de estar diante de algo assim, aquelas caldas, pareciam tão quentes pra mim. Aquelas quatro caldas, dessa vez não era apenas uma aura, era energia densa e pura, tenho certeza que eu não posso encarar isso.

A confirmação desse meu pensamento veio logo em seguida quando vi meu braço ainda em sua boca começar a desaparecer sendo desintegrado.

Foram exatos 23 segundos que ele esteve em contato com meu braço, por que eu contei isso?

Um sangue congelado repentinamente precisa ter alguns segundos de pausa de coagulação nas veias dos membros, é o mesmo que você tirar um bife de um cachorro faminto e demorar em dar de volta um punhado de arroz, não funciona, para ser mais exato. Era a mesma coisa do meu braço, o bom disso é que eu descobri coisas sobre ele agora.

— Devo dizer que eu estou quase que impressionada com o que você fez com o meu braço perdido. – resolvi me aproximar, péssimo erro, vi Akame querer se mexer para me parar, eu ainda devia algumas coisas para ela, era óbvio que ela não queria que eu morresse. Aquela mulher leoa estava totalmente fodida na parede, e os dois, estavam sobre os braços de Budo, ele seria útil. – Mas, eu esperava mais, se a cada toque que você me fizesse uma parte do meu corpo sumisse, seria mais divertido.

Comecei a gargalhar em desafio, esperando que ele fosse direto contra mim. Só não queria que ele soltasse outra bola como aquela. Aquela bola roxa era muito forte, graças a uma única delas, minha maior arma estava exposta para todos os exércitos ali.

Eu a usaria como trunfo final em qualquer medida extrema. Mas ela era como uma enorme atração, tá maravilhosa.

Mas parando para pensar, por que eu quero que ele lute contra mim? Isso chega a me fazer vomitar internamente. Mas ao mesmo tempo me faz vibrar.

Vê-lo ali.

Depois de tudo.

De todas as coisas.

Foi uma ótima chance de conversar.

Afinal, ele era como uma besta irracional sem sentimentos nem emoções, sem conseqüências pesadas em qualquer ação que prejudicasse os demais, sem se importar com quantos morriam para fazer um bife assado por dia para você comer um pedaço e jogar fora.

Era agora, exatamente como eu era.

Pelo menos como eu sempre deixei na cabeça de todos ao meu redor.

Pergunto-me se minha mãe estaria orgulhosa de mim... Provavelmente não, está se amaldiçoando de ter parido alguém como eu.

Andei alguns passos para frente, pensando em como a vida que eu tive foi desgastante.

Tive tudo o que eu queria, mas nada do que eu realmente precisasse do fundo da minha alma pútrida.

Chegava a me enojar de mim mesma, do meu próprio cheiro de sangue, de um sangue que nem era meu simplesmente sangue derramado em meu cabelo azul.

Vendo a cor que ele estava.

Eu podia dizer que se eu conseguisse de alguma forma o matar, estaria tomando um bom banho.

Mas para que eu divagar desse jeito?

Logo eu morreria. Pelo menos eu faria isso acontecer. Eu tinha uma promessa interna.

Aika ficaria bem, se no caso dos pais dela morressem hoje, duvido que não haja uma única alma nesse local que não quisesse cuidar daquela menina tão parecida com sua mãe, mas tão diferente de mim. Tive que rir com isso por um momento.

Quem não gostaria de tê-la, ela era tão linda...

Tão diferente de mim.

Me pergunto se ela me vê como um verdadeiro exemplo.

Eu não queria morrer tendo só dado mentiras sobre os outros e inclusive mentiras sobre mim mesma para ela, que mãe gostaria disso?

E o que posso dizer sobre seu pai? Bem na minha frente, colocando suas mãos, ou patas dianteiras em baixo da terra, com uma expressão predatória que eu soube reconhecer em segundos. Ele estava preparando alguma coisa, não posso nem mais refletir em paz?

— Você parece estar com algo divertido na sua cabeça. – comentei alegremente, preparando minhas mãos para qualquer eventualidade. – Me pergunto se tem algo haver com morte e eu.

Não tive como obter uma resposta sensata da parte dele pois eu senti o chão em baixo de mim começar a derreter e sumir, tive que saltar para o lado e ver dois braços enormes e mãos com garras gigantes quase ter me pegado, se aquilo me pegasse em cheio, duvido que eu consiga escapar em alguns segundos, seria um fim tão simplório para uma realeza como eu, mas do que adianta viver como algo que você não é e ser lembrada por isso? Não vejo sentido.

Assim como não vejo sentido quando um braço menor desprendeu-se dos dois outros e começou a me perseguir, olhei para meu companheiro de alma, ele estava com os olhos seguidos em mim.

Basicamente a linha de visão dele é que denominava a marcação do ataque, só precisava saber a distância que isso podia ser esticada.

Esdeath já conseguiu ver que o braço não tinha a velocidade tão alta assim, diria que era uma velocidade que até mesmo o membro mais fraco dos Wild Hunt conseguiria se manter, nesse caso Shurya conseguiria, ela teve que rir com isso.

Ela saltou para um telhado, Budo não se movia tampouco Akame.

Lubba que estava sendo erguido e quase sufocado começou a recobrar sua consciência novamente, ele se esforçou para virar sua cabeça para o lado, Akame, estava ao lado de Budo, sem se mover um único milímetro, parecia estático, encarando um ser que parecia ser Naruto, ela parecia estar cuidadosamente preparando alguma coisa.

‘’ Não me diga que você está... ‘’ – ele não conseguiu processar seu pensamento. Ele começou a mover seus fios, cuidando e rezando para que Budo não o notasse, ele estava quase certo que Akame já não estava mais com ele. – Akame... Por que você não está atacando o inimigo.

Ela nem ao menos pareceu ter ouvido sendo chamada. Parecia perdida em outro mundo, ela retirou sua espada. Por um segundo Lubba pensou que conseguiu chamá-la para realidade.

‘’ Ela só estava em choque pela transformação e pela explosão que ocorreu no palácio, aquela arma enorme conseguiria paralisar qualquer um. ‘’ – ele quase sorriu com o pensamento tolo dele ter achado que Akame tinha mudado de lado, mas como eu sou um belo desgraçado...

Ela começou a andar em direção a Budo, mas a espada estava voltada para Main, que estava agora de baixo do pé de Budo, sua Punpking estava longe, e Leone estava soterrado nos escombros. Pelo menos esse era o pensamento geral.

Esdeath olhou para essa cena um segundo, não esquecer que agora o braço estava perto dela nesses poucos segundos distraída. Ela gostaria de ver se Akame iria mesmo matar seus companheiros em troca de uma promessa falsa de reviver aquele menino que ninguém se importava há muito tempo.

— O amor pode ser tão cruel quanto bom, não concorda Naruto? – ela brandiu sua voz ao alto, chamando a atenção de alguns soldados ali, ainda estáticos pelo que estava acontecendo. Ela saltou do telhado, o braço ainda estava a seguindo, até o momento que ela derrapou com os saltos no chão e o braço parou bem em sua frente.

— Parece que você pode se esticar até 40 metros com isso, não é tão ruim, mas podia ser melhor. – ela não sabia os motivos de ainda querer sempre apontar a fraqueza do outro, talvez fosse para manter a personagem? Possivelmente era isso, a idéia de ridicularizar a força do outro só aumentava sua farsa.

— Devo dizer que minha primeira impressão sobre você, é quase que magnífica, senão decepcionante.

Esdeath reagiu logo quando ouviu isso. Tentando se virar para ver quem tinha dito isso, mas tudo o que conseguiu ver foi uma túnica de capuz branco, na verdade, toda a veste era branca.

Ela se surpreendeu com a força do chute que ela levou em suas costelas, mas não foi tão rápido a ponto dela não conseguir fazer densas camadas de gelo em suas costelas antes de ser jogada para mais longe, cravando suas unhas no chão para parar de ir além, não se importando com o sangue dos dedos, ela simplesmente olhou para sua mão.

— Eu espero que você valha o ferimento. – ela disse quase que sombriamente, senão fosse um sorriso maravilhado no rosto. – Antes de começarmos permita-me saber seu nome.

— Ataquem.

Esdeath ficou quase maravilhada senão assustada quando viu 10 encapuzados irem ao seu encontro. Mas ela notou que havia mais, mas estes estavam ao redor... De Naruto? Por quê?

— É um nome bem incomum. – ela resolveu dizer se pondo em posição. – Deve ter muita audácia para ir de encontro comigo, ainda mais em uma luta, sabendo quem eu sou. – ela mostrou seus dentes em um perfeito sorriso alegremente doentio.

O que parecia ser o líder de todos ali se movimentou na direção dela, parecendo bufar. – Como se alguém que mente para o mundo todo sobre o que ela é fosse me assustar. – Esdeath vibrou em raiva quando ouviu isso. – Você é só uma criança tentando se achar no mundo. – o capuz dele foi ao chão, revelando um rosto pálido e comprido, com olhos amarelados e finos, o cabelo era loiro fraco, mas comprido, indo certamente até os ombros, ele não descruzava os braços. Logo em seguida, Esdeath viu algo se alastrar nas costa dele, algumas pontas começaram a sair das costas dele.

Ela conseguiu ver tentáculos começar a brotar, mais e mais, cada vez mais, todo o corpo dele estava revestido com isso.

— Eu espero que uma criança como você consiga agüentar a primeira versão da minha Kakuju.

— Não ligo pra nomes, só venham logo. – ela criou uma foice de gelo com as mãos, uma foice de ponta dupla nas duas extremidades, não era do seu feito, seria um bom teste.

Os demais encapuzados também começaram a demonstrar alguns desses tentáculos, mas não pareciam ter essa tal Kakuja.

— Você tem vários truques. – Esdeath tentou o distrair, ela havia feito um clone de gelo muito antes de eles chegarem, precisamente, quando Naruto lançou aquela esfera no palácio e todos se voltaram para lá. – Vejamos como se sai contra...

Seu clone de gelo iria perfurar sua cabeça com dois braços de estaca, mas antes disso, o que parecia ser uma calda escura despedaçou seu clone em um segundo, ela riu frio com isso.

‘’ Distrações e brincadeiras não podem ser feitas com esse homem, ao menos alguém aqui tem senso de humor em batalhas de vida e morte. ‘’ – Era só um teste. – ela ainda ousou caçoar.

O homem tinha apenas sua face exposta, ele teve que rir com isso. Mas desviou o olhar para observar Naruto, Esdeath notou que os olhos dele conquistaram um brilho diferente ao vê-lo, era parecido com raiva, o mesmo olhar que ela teve quando Chelsea estava com Naruto no acampamento.

— Vejo que você o conhece, se bem que eu não estou surpresa, ele te espancou não é mesmo? – ela tentou perguntar algo provocativo para o mais velho, mas ele nem ao menos voltou seus olhos pra ela, talvez isso tenha a irritado, ela adorava a atenção dos outros em cima dela.

Ela iria perguntar mais coisas, mas os homens ao redor dela começaram a correr ao redor dela, formando um circulo de carne, ela diria, aqueles tentáculos estavam com algumas pigmentações fortes e coloridas, conhecendo sapos, era veneno, isso a levou a crer que aqueles homens eram derivados de animais, em algumas partes ao menos.

Isso era uma idéia de alguém com a mesma cabeça de certo aspirante á moda. Sendo assim, provavelmente ela não podia baixar sua guarda.

— Formação Choclea. – brandou o loiro, dando as costas para Esdeath, e seguindo em rumo a Naruto, que até agora estava apenas parado, Esdeath estreitou os olhos pra isso, com certeza ele era forte o suficiente pra poder ser louco de ir reto nele agora. Ou estava com muita raiva, simplesmente.

Esdeath não estava com paciência pra isso. Ela não podia contar com Budo agora, e ainda mais, Akame estava por lá, ela não sabia se já tinha estragado a própria honra na frente dos companheiros.

— Vai ser do jeito difícil? – ela perguntou para o vento, um dos homens correndo arriscou tudo que tinha e juntou seus tentáculos, o movimento era muito parecido como que Naruto fazia com suas caldas, mas esse golpe estava muito fraco, faltava muito ainda. – Isso foi um golpe? – o homem havia passado reto, dando tempo suficiente pra ele ser perfurado nas costas pela espada de gelo, e outra já estava no lugar, mas Esdeath não estava afim de deixar Naruto sozinho contra aquele homem, sendo assim, ela resolveu testar algo que havia pensado que poderia dar certo.

Ela projetou lâminas de foices em seus antebraços e canelas. Ela olhou pra si mesma. – Acho que isso dá pro gasto. – ela ergueu a mão, os demais ainda estavam correndo. – Escolhi você filho. – ela se projetou para correr em direção a um homem da sua frente, sabendo que dois atrás dela estavam correndo em direção a ela, ela queria isso, ela criou uma pedra de gelo na frente dela, usou-a como impulso, suas canelas foram jogadas para frente, os dois colocaram seus quatro tentáculos na frente.

Os fios das lâminas de gelo de Esdeath conseguiram fazer algo aos tentáculos, mas não conseguiu cortá-los ao meio.

‘’ Isso com certeza têm algo mais, uma mistura de algum tipo de ferro ou aço reforçado por mais alguma camada de poliato? Provavelmente algo por dentro da própria camada dura, se for algo maleável eu posso congelar o tentáculo e tentar quebrá-lo com força bruta. ‘’ – Esdeath cobriu sua mão boa com gelo. Os outros dois que estavam perto dela tomaram distância e voltaram a correr.

— Vocês só sabem fazer ciranda cirandinha? – a azulada gritou em pulmões, quase que triste e desapontada, quisera ela estar como ela realmente queria estar. – Eu prefiro aquela brincadeira que vocês morrem no final. – ela colocou sua mão coberta de gelo no chão, no mesmo instante, toda a área que abrigava os demais foi erguida com paredes de gelo, como uma cúpula feita perfeitamente em liso, Esdeath fechou a saída com mais gelo, alguns tentaram perfurar o gelo com a ponta dos tentáculos, mas falharam miseravelmente e só conseguiram se voltar para ela, sorrindo, mas um sorriso quase forçado sobre os lábios.

‘’ É agora que eu sou arrogante, ou já deveria ter sido antes? Esqueci meu papel do teatro. – ela titubeou – Agora que vocês, ratos, não tem mais suas tocas, permitam-me amigavelmente arrancar suas caldas, ou tentáculos, como preferirem.

Ocorreu um silêncio quase constrangedor durante alguns segundos, uma mosca passando parecia um tambor sendo batido por um autista.

— É, foi uma bosta. – disse um dos encapuzados que estava curiosamente mais atrás dos demais na frente de Esdeath, esta, achou a voz minimamente, conhecia aos seus ouvidos, mas não sabia de quem era.

E nem precisou adivinhar quem era o dono da voz, era só um dos personagens mais chatos dessa história.

O encapuzado dos fundos esticou um possível braço, revelando um rifle de médio porte, com uma sub acoplada em cima do raio de metragem da arma (é uma forma de dizer que é a mira de infravermelho) Ele não demorou um segundo para disparar contra a cabeça de um a sua esquerda. E fuzilar pelas costas o da direita, não teve tempo nem de reagir. Ele saltou para perto dela, Esdeath apenas se manteve parada, observando um pouco surpresa.

Quando ele pousou ao seu lado, ela conseguiu ver seu rosto, ela queria rir de escárnio, mas ele veio em uma boa hora.

— Ishiki...

O mesmo se virou pra ela, mostrando uma cicatriz triangular ao redor do olho brilhante naturalmente, o cabelo totalmente cortado, parecia que tinha entrado pro exército. (Logo sou eu...)

— Piranha.

Ela franziu o cenho com o apelido, mas não era hora pra isso, ele mexeu seus bolsos e retirou balas vermelhas, estendeu pra ela, ela olhou sem entender pra isso, ele simplesmente bufou, e retirou seu capuz, mostrando uma farda militar com vários bolsos, levando com certeza várias balas e armas escondidas.

— Você veio preparado pra guerra. – ela apontou obviamente. – O que são essas balas?

— De comer. – ele recarregou sua mão, ou arma. Seu braço havia sofrido mais modificações, agora com certeza, alguém melhor. – São balas especiais, se você atirar neles, o metabolismo de cura deles vai parar instantaneamente, e o resto dos tiros vai matá-los como um soldado normal.

— Como eu faço pra atirar isso com as mãos? – ela perguntou olhando para os demais, se encarando, talvez pensando que houvesse mais traidores.

— Assim. – ele assobiou. Outros dois encapuzados se revelaram sendo rostos que Esdeath com certeza não conhecia, um deles era uma mulher de cabelos loiros. E o outro era um ruivo, com uma marca de cruz virada no centro do rosto. A loira retirou um arco com as flechas vermelhas, acertando a garganta de outro. O ruivo já optou por usar uma simples adaga, decapitando um dos últimos, só restaram três.

Os dois companheiros de Ishiki desfilaram belamente de onde estavam até Esdeath, retirando seus capuzes.

Esdeath olhou dos pés a cabeça para a loira, com uma visível irritação nos olhos, o cheiro dela tinha o cheiro de alguém que ela conhecia.

A loira com certeza notou a certa raiva de Esdeath, por isso não escondeu o sorriso satisfeito.

Quando ela estava perto de Esdeath, a mesma passou reto pelo ruivo e se colocou em frente à outra mulher, a pegando pelo colarinho e erguendo seu dorso um pouco, o sorriso satisfeito dela só a irritava.

— Para que agredir? – a loira exclamou levemente satisfeita, não que Esdeath não tivesse visto isso, Ishiki teve que virar o rosto e bufar em descontento. Os únicos inimigos restantes estavam desesperadamente tentando sair do gelo com os tentáculos, parecendo realmente ratos ou qualquer coisa, afugentados. – Sentiu algo diferente?

A forma como ela disse isso trouxe a tona os nervos muito frágeis dela, quando ela estava pra socar o rosto daquela loira, o ruivo parou seu punho com suas duas mãos.

— Viemos ajudar você e é isso que nos dá em troca? Quanta ingratidão, bem como sua passagem diz. – comentou o ruivo. – Acalme os nervos, um chifre não é motivo de raiva.

‘’ Você não sabe nada sobre minha real imagem’’. – Chifre? O que quer dizer?

— Quer dizer que você é oficialmente corna. – disse a loira sem rodeios, se escondendo atrás do ruivo como se fosse um escudo humano. – Devo dizer que foi a melhor transa da minha vida.

Esdeath esbugalhou os olhos, ela não podia estar dizendo que...

— Sim, é exatamente isso, também me sinto da mesma forma que você, Naruto fez uma caridade em comer a bunda dessa aí, mas acontece. – disse Ishiki ignorando a cara irritada agora da loira. – Lire, não faça essa cara.

— Lire? É um nome élfico. – disse Esdeath. – Você é originária da Grand Chase? – perguntou Esdeath curiosa, Grand Chase era um grupo de caça que eliminou Tanathos, um dos deuses da guerra dos tempos antigos, uma descendente direta de um membro daquele grupo, ela quase sentia honra.

— Eu sou tataraneta de Lire. – respondeu ela. – Mas é claro, minhas habilidades com o arco são miseráveis comparados as dela.

— Acho que você toda é miserável. – disse Ishiki. – Naruto com certeza não se lembra mais de você.

— Mas eu me lembro dele. – ela respondeu imediatamente. – Estava tão bom.

— Sinto vontade de te esfolar viva, mas não é hora pra isso. – ‘’ ou não estou com vontade pra fazer isso mais? – Vocês tem um plano, certo? Pra vir até aqui de todas as formas.

Ishiki gargalhou. – Meu plano? Eu não faço planos vagabunda, eu simplesmente continuo indo. – ele atirou nos últimos três. – Quem dera matar o velho fosse tão fácil quanto matar esses caras.

— Eu vi, ele aparenta ser tão forte quando Budo é, talvez mais ainda.

Ishiki olhou para ela completamente sério. – Naruto pode vencer, mas o custo é caro, na última luta deles ele, mas conseguiu ficar vivo por mais meses, o tempo de vida se perdeu ainda mais pelo veneno do Van Hohenheim.

Esdeath arfou. – Quanto tempo ele tem ainda?

— Ele não passa de hoje. Seja por doença. Ou por morte na guerra. – ele mostrou os olhos lacrimejados. – Nós conversamos um pouco, e fizemos um pequeno trato, que você está incluída, ele ainda se lembrou de você.

— Conte-me mais sobre esse trato.

Lire se sentou. – Já vi que no final da história isso vai ser usado, mas é claro, vai ter uma parte pulada também.

Não é que ela está certa?

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Van estava a poucos metros de Naruto, que estava completamente imóvel ainda, olhando para Van, não era esperado que ele tivesse consciência, mas talvez ele ainda tivesse algum resquício dela ainda, pois quando percebeu que era Van, ele começou a mover-se novamente, suas caldas estava apontadas pra ele, como um sinal de intimidação que só irritou ainda mais Van, Budo estava parado com Akame próximo a eles.

Lubba estava estático, mas ele sabia que Leone agora estava bem, já havia dado tempo suficiente pra se regenerar, ela provavelmente estava apenas esperando o momento certo pra agir conforme a situação mandasse, ele não tiraria a razão dela, mas seu pescoço estava a ponto de quebrar, e Main mal conseguia buscar uma lufada de ar. Ele olhou para Van se aproximando, Akame estava indo em direção a ele. E ela não parecia muito interessada em atacar Budo.

Eles quase pareciam parceiros, talvez com vínculos mais fortes do que ela tinha com os Raid.

— Eu sinto muito Lubba. – disse Akame, pegando sua espada e colocando em posição de Murasame, Lubba esbugalhou seus olhos, ela só usava essa posição quando queria matar alguém verdadeiramente, e estava apontado para ele mesmo, um companheiro... Um amigo...

— EU É QUE SINTO MUITO, AKAME! – disse certa loira voando de onde estava numa velocidade tão alta que Akame só conseguiu ouvir o grito antes de ser completamente chutada no estômago, com uma voadeira tão forte que ela atravessou a casa onde estava parando perto de onde Van e Naruto estavam. Talvez inconsciente.

Lubba sorriu em alegria. – Eu sempre soube que você é gostosa demais pra morrer desse jeito. – ele ergueu seus braços, em um segundo uma estaca de fios com uma ponta dupla foi em direção do rosto de Budo, ele conseguiu se esquivar com facilidade, mas o sorriso de Lubba indicava que havia algo mais nisso. A estaca se desfez, com alguns movimentos das duas mãos de Lubba, os fios se prenderam nas articulações de Budo, que não conseguiu manter a pressão, os fios passaram pelas aberturas pequenas da armadura imperial dele.

— Como você ousa um mero assassino. – ele teve que soltar Lubba ao chão, Leone pulou e empurrou ele para trás, Main estava a beira da inconsciência agora, Lubba pegou sua arma nos braços e Leone a levou nas costas, não olhando para trás.

Budo observou isso completamente irritado.

Ele desceu uma descarga elétrica em si mesmo do topo dos céus. Os fios por mais fortes que estivessem presos nele, não podiam suportar coisas como elementos naturais em grande quantidade.

Como uma reação ao chamado do raio de Budo, as nuvens agrupadas sobre todo o território imperial, começaram a despencar uma chuva...

Provavelmente uma chuva que não seria passageira.

Budo olhou para os céus. – Os trovões não me acompanham mais agora... – era como se ele estivesse dizendo que ele tinha falhado em manter os Night Raid presos. – Mas eu ainda tenho uma última descarga.

Ele criou uma corrente elétrica envolta de si mesmo.

Mas antes dele poder ir atrás dos Night Raid.

Algo aconteceu.

Uma enorme pedra envolta de chamas se puseram diante dele, o acertando em cheiros quando ele estava em pleno ar, no topo dos céus, perto das nuvens. Ele não entendeu como uma rocha em chamas podia ainda estar pegando fogo sobre uma densa chuva.

Um tambor foi ouvido por todos os lugares.

Um soldado gritou do topo da igreja do império, tocando o sino em desespero puro.

— AS NAÇÕES ESTÃO INVADINDO!

Notas finais
E foe pessoal, valeu! Espero ainda poder contar com vocês!