Obsesso
19 18. A emergência de Ino
Notas iniciais
Naruto revirou-se na cama, entediado. Deus! Odiava estar em casa, sem fazer nada. Sentiu fome e suspirou, finalmente se levantando. Caminhou preguiçosamente até a cozinha, sabendo que não precisava ter pressa.
— Sim, sim, estômago, eu sei que você tá reclamando – murmurou.
Seu estômago voltou a roncar e Naruto se abaixou para mexer no balcão. Sua expressão sonolenta sumiu, e ele entrou em desespero ao compreender o que acontecia.
Estava sem rámen.
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Sasuke, novamente, estava escorado no carro. Chegava sempre cinco minutos mais cedo para buscar os sobrinhos. Desde o interrogatório de Mukade, não gostava de deixá-los longe de sua vista. Observou-os saírem correndo pelo portão.
Aya balançava um pedaço de papel no ar, e Naoto balançava outro.
— TIO SASUKE, TIO SASUKE!
Aya gritava e abanava. Sasuke apenas esperou que ela chegasse até ele. A menina ofegava devido à corrida, mas parecia feliz. Mais feliz do que Sasuke a vira nos últimos dias.
— O que foi?
— Eu fiz um desenho pra você.
Ela estendeu o papel e Sasuke o pegou. Na imagem, um traço alto com cabelos negros sorria um sorriso vermelho e largo. Rodeando-o, dois pequenos traços de cabelos igualmente negros também sorriam. Um dos traços tinha algo que lembrava vagamente um triângulo no corpo, e Sasuke achou que era para ser um vestido.
— Essa sou eu, esse é você, e esse é o Nao – ela apontou feliz.
Sasuke não soube o que fazer com aquilo. Para ele, era um bando de rabiscos feios. Não diria aquilo para ela, é claro, mas também não sabia o que dizer. Resolveu mentir.
— É lindo, Aya.
— Gostou? Gostou? Gostou? – ela quase pulava de ansiedade ao seu redor.
Sasuke achara meio ridículo, principalmente porque ele esperava que ela já soubesse desenhar um pouquinho melhor depois de tantos dias só fazendo aquilo. Mas tinha a impressão de que aquela não era a resposta que ela queria.
— Sim, eu gostei.
A garota pulou de felicidade e se jogou contra o tio, obrigando-o a abraçá-la e pegá-la no colo. Aya beijou a bochecha lisa de Sasuke.
— De nada, tio Sasuke!
Sasuke não sabia em que universo um pedaço de papel era um presente decente, mas sorriu para ela – ou tentou –, antes de colocá-la na cadeirinha rosa. Naoto esperou o tio ajeitar a irmã para estender seu próprio desenho.
— Eu também fiz um, tio Sasuke!
Sasuke pegou o desenho. Ele era um pouco diferente. Apenas dois riscos altos e de cabelos negros. Um era um pouco maior do que o outro. Se os rabiscos fossem bem interpretados, talvez o risco laranja fosse um braço, e talvez o mais alto estivesse abraçando o mais baixo. Talvez, dependendo do ângulo em que se observava.
Os dois rostos redondos tinham sorrisos de mostrar os dentes. Por que todos pareciam sempre tão felizes em desenhos infantis? Talvez fossem Aya e Naoto, e o garoto esquecera que ele e a irmã tinham a mesma altura.
— É você e o papai – Naoto disse.
Aquilo abalou um pouco Sasuke, que observou o desenho um pouco mais atentamente.
— O grande é o papai. Ele sempre dizia que você seria o irmãozinho dele pra sempre, então você é o menor. Aya contou que você sentia saudade dele. Eu também sinto, e gosto de desenhar eu e o papai juntos.
Sasuke observou Naoto e sentiu um aperto estranho. Continuavam sendo rabiscos que precisavam de muita interpretação para fazer sentido, mas o gesto era bonito.
— Assim você não vai mais sentir tanta falta dele – concluiu o menino.
Sasuke sorriu – não tão falsamente dessa vez –, e se abaixou para pegar Naoto no colo. Abraçou levemente o menino e o colocou na cadeirinha azul, que ficava na outra janela.
— É muito bonito.
O gesto era, mas o desenho não. De qualquer forma, Sasuke não sabia o que mais dizer. Qualquer outro agradeceria, mas o Uchiha não costumava agradecer a ninguém.
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Naruto corria ao supermercado. Seu estômago roncava, e precisava daquilo. Entrou e encheu seu carrinho. Em dias de puro tédio, ele gostava de comer. E os dias seguintes seriam total e completamente inúteis. Tédio, tédio e mais tédio.
Passou as compras. Rámen, pipoca, porcarias… apenas o que todo garoto solteiro e preguiçoso precisava. Quando chegou a hora de pagar, tudo começou a desandar. Pegara muitas porcarias, pois planejava afogar suas mágoas em filmes de ação e chocolate, mas aparentemente nem tudo daria certo.
O cartão não passou. Sentiu um leve pânico, e tentou outro. Nada. Outro. Começou a suar. Que merda era aquela?! Estava sem dinheiro?!
Nenhum deles funcionava. A mulher do caixa não parecia nada feliz com ele, mas Naruto não tinha o que fazer. Possuía algum dinheiro na carteira, mas não muito. Acabou tendo que pagar com dinheiro, e foi correndo para casa. Chegando lá, pegou a carteira de identidade.
Dois anos atrás, conseguira se cortar com o plástico da identidade e uma pequena gota de seu sangue ainda manchava o objeto. O pânico o dominava. “Por favor, esteja aqui, por favor, esteja aqui…”.
Não havia gota nenhuma. A carteira de identidade era falsa. Engoliu em seco. Todos os seus documentos haviam sido duplicados também? Se era assim, como sabiam quais cartões tinha? Como sabiam o que clonar, e como clonar? Estava sendo espionado? E por que ele? Por que não algum outro policial aleatório?
Talvez Sasuke tivesse razão ao temer a tal organização. O estômago de Naruto embrulhou, e ele acabou afogando suas mágoas no rámen. Sasuke precisava saber daquilo. Podia apenas ligar para a delegacia, mas sentia que, talvez, o moreno não estivesse lá. Não podia deixar recado. Ninguém podia saber que estava ligando.
Não tinha o número pessoal dele, obviamente. Trabalhara duas semanas na merda da delegacia, e agora era acusado de assassinato. Suspirou, confuso. O que faria?
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Sasuke deixou as crianças na sala depois de banhá-las e foi para seu próprio banho. Estava exausto, e precisava do alívio que apenas a água quente conseguia lhe proporcionar. Não encontrou alívio nenhum, e acabou sendo rápido. Estava preocupado, era fato.
Não sabia quase nada sobre a tal Akatsuki, apenas que estavam atrás de si. Esperava pela ligação de Shikamaru, que também ficara de lhe providenciar mais informações sobre o tal Orochimaru. Sentia-se nervoso sempre que os sobrinhos ficavam sem proteção.
Vestiu-se rapidamente e foi até a sala. Não os encontrou, e o coração bateu mais rápido.
— Aya! – chamou.
Não ouviu resposta, e correu até os quartos. Vazios.
— Naoto!
Nenhuma resposta. Banheiro, lavabo, sacada… eles não estavam em lugar nenhum. Começou a entrar em desespero. Não era de gritar ou correr, mas fez os dois.
— Aya! Naoto! Cadê…
Sua voz morreu quando entrou na cozinha. A cena que viu o fez sorrir, aliviado. Sasuke não percebeu o sorriso que enfeitava o canto de seus lábios, e tampouco as crianças o viram.
— Oi, tio Sasuke – cumprimentou Naoto, com seu sorriso gentil.
Aya subira numa cadeira para colar o desenho dela na geladeira. Sasuke tinha alguns imãs que nunca eram usados, e a garotinha tentava dar utilidade a eles. Naoto apenas segurava a cadeira. A língua de Aya chegava a sair de seus lábios, tamanha era a concentração da menina. Sasuke se aproximou, e o barulho desequilibrou-a. O Uchiha correu dois passos e conseguiu segurá-la antes que um machucado nada bonito aparecesse na testa clarinha dela.
— Cuidado, Aya! Podia ter se machucado.
A menina olhou para o chão, entristecida. O desenho ainda estava em suas mãos.
— Eu só queria colocar meu desenho na geladeira…
— Eu faço isso.
Sasuke colocou o desenho da garota na geladeira, e depois Naoto estendeu seu próprio desenho. O Uchiha o pendurou também, causando alegria geral para os dois pequenos, que passaram a admirar suas obras de arte com animação. Sasuke também sorriu um pouco, mas, novamente, ninguém percebeu.
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Naruto encarou o telefone. Não podia simplesmente ir falar com Sasuke, porque, a princípio, o Uchiha suspeitava que ele estava envolvido na morte de Itachi (de tudo o que fora dito, era apenas aquilo que Naruto havia compreendido). Mas o Uchiha precisava saber o que acontecia. Precisava saber que seus cartões de crédito também eram falsificados, e precisava avisar o banco, para que congelassem sua conta.
Suspirou, encarando o telefone. Havia apenas uma opção. Ligou para a delegacia.
— Delegacia de Boston, Sabaku no Gaara falando.
Naruto engoliu em seco, e afinou sua voz o máximo que conseguiu.
— Oi, eu preciso falar com o delegado Uchiha.
— Ele não está agora, gostaria de deixar recado?
Naruto suspirou, irritado. Mas é claro que Sasuke não estava. Devia estar fazendo sabe-se-lá o que com Aya. Engoliu em seco, tentando se convencer de que não sentia ciúmes.
— Senhora?
O Uzumaki limpou sua garganta.
— Não, obri…
— Uzumaki?
Naruto desligou, em pânico. Gaara o reconhecera?! Como assim Gaara o reconhecera? Não era para aquilo ter acontecido! Respirou fundo e jogou o aparelho de telefone longe. Aquilo só podia ser uma brincadeira de mau gosto.
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Gaara encarou o telefone sem saber se ria ou não. Naruto acabara de fingir que era uma garota para não ser reconhecido. Fez uma negativa com a cabeça e deixou uma risada simples escapar por seus lábios.
Pegou seu celular e discou o número de Sasuke. Foi atendido no terceiro toque, e ainda ria.
— O que quer?
— Olá, Sasuke. O Uzumaki precisa falar com você.
Gaara quase sentia Sasuke revirando os olhos.
— O que ele quer?
— Não sei. Ele ligou aqui fingindo que era uma mulher.
Sasuke ficou em silêncio por um segundo, e então um suspiro foi ouvido.
— Não vou nem perguntar.
O Uchiha desligou logo após, e Gaara riu para a sala vazia. Sasuke gostava de Naruto. Gaara não sabia o porquê, nem sabia como acontecera, mas Sasuke gostava dele, apesar de se falarem pouco. Sabia, pois o Uzumaki ainda trabalhava ali. Normalmente Sasuke simplesmente o demitiria sem dar-lhe explicações, mas Naruto ainda tinha seu emprego.
Gaara sorriu. O Uzumaki seria uma boa influência para o amigo. Estava a ponto de se levantar quando seu celular tocou. Pensou em não atender – estava em serviço, afinal –, mas acabou desistindo da ideia. Ino sabia como detestava ser incomodado no serviço, e não o ligaria se não tivesse um bom motivo.
— Alô?
— Gaara, vem pra cá agora.
O Sabaku levantou num pulo.
— NEJI! ASSUMA!
O Hyuuga não teve tempo de perguntar o porquê, apenas viu o amigo desaparecer porta afora. Gaara sentia seu coração acelerado.
— Onde você tá?
— No hospital, vem logo.
— O que aconteceu? Tá tudo bem?
— Só vem.
Ino desligou, e o ruivo tentou ligar de volta imediatamente, mas ia direto para a caixa de mensagens. Ele começou a entrar em pânico ainda mais, e voltou a ligar para Sasuke.
— Gaara, assim não…
— Ino está em problemas.
— Onde?
— Hospital.
— To indo.
Gaara desligou também e ligou a sirene para chegar mais rápido. Seu coração podia sair pela boca.
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Sasuke olhou para Aya e Naoto, que olhavam um programa qualquer na televisão. Não tinha com quem deixá-los e, por mais que detestasse a ideia, era preferível tê-los consigo do que longe de sua vista. Não sabia em qual perigo Ino estava metida, mas esperava que não fosse nada violento.
— Vamos dar uma volta – avisou.
Recebeu os olhares confusos sem realmente se importar com eles. Pegou os casacos que estavam pendurados ao lado da porta e se aproximou para agasalhar os sobrinhos. Era noite, e estava frio.
— Mas eu preciso me arrumar. Não posso sair feia, tio Sasuke! – reclamou Aya.
— Não dá tempo.
Aya começou a protestar, mas Sasuke realmente não a ouviu. Ele a puxou pelo braço, e ela se soltou dele com raiva.
— Eu não vou sair de casa de pijama!
— Aya, não dá tempo!
A menina não deixou que ele se aproximasse, e Sasuke desistiu de ser legal. Correu até ela e a pegou no colo. Aya iria, não havia discussão quanto a isso.
— EU NÃO QUERO IR, NÃO QUERO! ME SOLTA!
— TIO SASUKE, SOLTA ELA! – Naoto se juntou à irmã.
Sasuke observou as crianças e sentiu sua paciência estourar. Não tinha tempo a perder com eles, principalmente por não saber em que encrenca Ino se metera.
— Dinda Ino tá em problemas. Se vocês não pararem de brigar, ela vai morrer também. Querem que Ino morra?
Naoto sentiu os olhos marejarem, e Aya paralisou nos braços do tio. Sasuke pegou Naoto pela mão e arrastou os dois porta afora, levando-os ao elevador. Quando já estavam lá, Aya começou a chorar.
— Eu não quero que a dinda Ino morra!
— Ela não vai morrer.
— Mas você disse…
— Ela só morre se nós demorarmos, ok? Parem de drama.
Naoto começou a chorar também.
— A dinda Ino não pode dormir pra sempre!
Sasuke colocou Aya no chão, e a menina chorou. Ela e Naoto gritavam. Sasuke massageou suas têmporas. Não servia para cuidar de crianças. Itachi sabia e, ainda assim, deixara-o com aqueles dois.
— Parem de chorar.
Detestava aquilo. Tentou manter sua máscara de indiferença, mas estava difícil. Pegou cada um pela mão e os levou até o carro. Nenhum dos dois parou de chorar. Já no volante, ligou para Shikamaru.
— Preciso do número de Uzumaki Naruto.
— Oi, Sasuke, tudo bem?
— Como faço as crianças pararem de chorar?
Shikamaru riu do outro lado da linha.
— O que você disse que fez com que elas começassem a chorar?
Sasuke desligou. Não gostara da pergunta, e não queria respondê-la. Aquela era a magia do celular; não precisava responder àquilo que não queria.
Recebeu uma mensagem de texto com o número que desejava. Ligaria para ele depois.
Aya e Naoto ainda choravam.
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Gaara invadiu o hospital com a mão na cintura, sobre a arma. A preocupação era evidente em sua face.
— Cadê Ino?
Hinata sorriu ao ver o homem ruivo. Fora avisada sobre ele.
— Ela está no quarto 234.
Gaara saiu correndo. Conhecia bem o hospital, e sabia que o quarto ficava na área geriátrica. Perguntou-se onde diabos estava Sasuke, que ainda não aparecera. Mandou uma mensagem com o número do quarto para ele. Precisava de reforços imediatamente.
Invadiu o quarto apontando a arma para todos os cantos.
— Gaara?
O ruivo observou a noiva, que estava deitada na cama. Não havia ninguém perigoso por perto. As duas médicas que estavam com ela tinham as mãos para cima, e o encaravam com os olhos arregalados.
Gaara olhou ao redor, querendo se certificar de que tudo estava bem uma última vez, e então voltou a olhar para a loira.
— Ino…?
— Calma, não tinha ninguém tentando me matar.
Ele suspirou aliviado, e estava pronto para começar a reclamar por ter sido preocupado em vão quando percebeu o ultrassom ao lado da cama dela. Voltou o olhar para a loira, que tinha um sorriso enfeitando seu rosto, e então voltou a olhar para a máquina. Ele sentiu alguma coisa embrulhar em seu estômago, e entrou em pânico.
— Ino…
— Você vai ser papai!
Gaara a encarou por alguns minutos e então perdeu a força das pernas, caindo sentado no chão. Ele seria… papai?
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Sasuke invadiu o quarto com a arma em punho, assim como Gaara fizera anteriormente. O ruivo pegou sua arma assim que ouviu a porta ser arrombada, mas relaxou ao encontrar o amigo. Sasuke franziu o cenho, confuso.
— Você disse que era uma emergência.
— Ino fez parecer que era.
Sasuke guardou a arma, relaxado, e saiu do quarto. Entrou novamente dois segundos depois, com Aya e Naoto ainda aos prantos.
— DINDA INO, NÃO DORME! – gritou Naoto, correndo até a mulher.
— DESCULPA DINDA INO, EU VIM DE PIJAMA! – gritou Aya, imitando o irmão.
Os dois correram até ela e tentaram subir na cama. Conseguiram com a ajuda de Gaara, que encarou Sasuke com o cenho franzido.
— Calma, eu to bem.
— A gente veio rápido, né dinda? – perguntou Aya, ainda chorando, agarrada ao colo confortável.
— Eu to bem, eu to bem. O que o tio Sasuke fez com vocês?
Sasuke não encarava a cena. Simplesmente fingia que não estava ali, e encarava a janela. Não queria ver a expressão de Ino quando descobrisse. Achava que ela não iria reagir muito bem.
— Tio Sasuke disse que você ia dormir como o papai! – contou Naoto, acariciando os cabelos loiros dela.
Gaara arregalou os olhos, assim como Ino.
— SASUKE! – repreendeu a loira.
— Eles tavam enrolando, e Gaara fez parecer como se você fosse morrer – se defendeu o moreno.
Ino o lançou mais um olhar de reprovação e depois se ajeitou na cama, fazendo os afilhados a encararem.
— Hey, a dinda tá bem, veem? Tá tudo bem.
Aya parou de chorar, assim como Naoto.
— Você não vai dormir?
— Não. Eu vou ficar bem acordada.
Os dois assentiram com a cabeça e limparam os olhinhos inchados. Sasuke suspirou aliviado. Seus ouvidos agradeciam.
— Na verdade, eu tenho uma novidade.
— Que é?
Os olhinhos de Aya brilhavam. Ela adorava novidades.
— Eu vou ter um bebê!
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