Obsessão Fatal
6 Capítulo 5
Obsessão Fatal
Capítulo V
Sasuke ajeitava a touca do casaco vermelho na cabeça enquanto soltava um breve bocejo. Desta vez, não era interpretação, estava realmente com sono. Tivera um dia agitado e já deveria ser em torno das duas da manhã. Duas e seis, resolveu por confirmar no relógio do pulso. O tutor, que havia ido apanhá-lo conforme prometera, caminhava mais a frente, fazendo um estrépito alto com o sapato conforme pisava no chão molhado da calçada. Há algum tempo havia voltado a garoar. Talvez fosse devido as ruas vazias que o barulho do calçado se propagava criando ecos fantasmagóricos. Kakashi estava com as mãos no bolso, totalmente alheio a tudo que acontecera.
Sentiu uma singular vontade de sorrir ao lembrar-se dos gritos desesperados do Hyuuga em sua mente. Seu sangue ainda estava quente. Contudo, da mesma forma que sentia um alheio furor de realização, sentia-se angustiado por ter usado dos mesmos meios do irmão psicopata. Será que poderia confirmar que finalmente a maldição despertara e havia se tornado um assassino demente como Itachi?
Pensar em Itachi fez Sasuke se lembrar da notícia que lera na banca do jornal. Ele tinha quase certeza que era o prisioneiro que tentara suicídio era o irmão, mesmo que a reportagem tenha omitido o nome.
Sua linha de raciocínio foi interrompida ao quase se baquear com as costas do protetor. O homem havia estancado abruptamente e agora olhava para o céu encoberto de nuvens pesadas. Então o viu abaixar a máscara do nariz e farejar o ar como se fosse um cachorro. Já o vira fazendo aquilo outras vezes, mesmo assim, achava algo repugnante. “O que será que ele está captando?” pensou curioso.
— Fumaça — Kakashi respondeu como se tivesse ouvido a pergunta do afilhado feita em seus pensamentos.
— Como? — o rapaz se fez de desentendido.
— Estou sentindo cheiro de fumaça. E está vindo da Cidade Leste.
Sasuke farejou o ar, repetindo o gesto do seu protetor, mas diferente dele não sentiu cheiro algum. Sabia muito bem que não conseguiria, afinal, o incêndio estava ocorrendo a quilômetros de distância.
— Seu faro é realmente excepcional, Kakashi-san. Não estou sentindo nada além dessa brisa fria.
O homem não respondeu, apenas destravou o alarme do carro, entrou e abriu a porta ao lado do seu banco para Sasuke entrar, estava preocupado. O seu super-faro não detectara apenas o cheiro de uma fumaça qualquer, era um incêndio de grandes proporções e com vítimas, pois o odor de pele humana sendo consumida pelas as chamas tinha uma peculiaridade quase nauseantemente.
Exatamente no momento em que o mais jovem adentrara o veículo e batera a porta, o rádio do policial chamou. Kakashi esperou o ruído de frequência estabilizar, então ouviu a pergunta vinda da sua central.
— Kakashi-san, na escuta?
Ele retirou o fone do aparelho e após acionar um botão ao lado deste, respondeu:
— Na escuta, prossiga.
— Incêndio na Rua 128 com a 132-B, Leste, o chefe está pedindo sua presença no local imediatamente.
Como ele imaginara.
— O que está queimando? — perguntou seriamente.
— É um prédio residencial inacabado de cinco andares. O fogo começou no quarto andar. Os bombeiros já contiveram a intensidade das chamas, mas acreditam que podem existir vítimas. Eles querem um perito para conversar com as testemunhas e tentar dar uma posição para imprensa ainda hoje.
— Certo, estarei no local em dez minutos, câmbio, desligo — O homem não se voltou para olhar do afilhado, apenas ligou o carro e anunciou: — Vou deixá-lo em casa primeiro.
— Não quero atrapalhá-lo em seu trabalho, Kakashi-san — Sasuke se pronunciou aparentemente penalizado com a notícia. — Se for me levar em casa não estará no local indicado em dez minutos como prometera, se quiser, eu fico e durmo aqui com a Sakura, acredito que não será incômodo nenhum para ela.
O homem suspirou, era uma alternativa. O afilhado havia dito que a Haruno morava sozinha, não precisaria pedir permissão aos pais delas. Além disso, não queria correr como um desvairado e arriscar-se a provocar um acidente. Também, não seria bom para Sasuke dormir sozinho no apartamento após ouvir aquele comunicado pelo rádio. Desligou o carro.
— Certo, Sasuke, desça. Amanhã cedo eu venho buscá-lo.
— Não precisa, Kakashi-san. Eu vou sozinho, estará de dia, posso caminhar até em casa.
O homem não tinha tempo de argumentar, apenas concordou.
— Certo. Peça desculpas pelo incômodo a Sakura por mim.
— Hai — ele concordou e desceu do carro.
Ficou parado na calçada até o carro do tutor desaparecer ao virar na próxima esquina. Então pegou seu celular e chamou um táxi. Já sabia muito bem onde iria passar a noite. O sonífero que dera para Sakura a faria dormir até o meio dia, não tinha com que se preocupar.
...
Era por volta das sete da manhã quando o telefone na mansão dos Hyuuga, que ficava na zona sul da cidade, tocou. A empregada, que havia acabado de servir o café na varanda que dava para o jardim foi quem atendeu. Ela retornou aonde seu patrão tomava café carregando o aparelho junto ao peito e pediu licença. Hiashi Hyuuga, que tinha longos cabelos castanhos e vestia uma yukata, fez um aceno com a cabeça, autorizando a empregada interrompê-lo, depois de repousar a xícara de café no pires e devolver a porcelana fina a mesa.
— É uma chamada para o senhor — ela avisou ainda receosa de incomodá-lo. — Sei que não gosta de ser interrompido no seu desjejum, Hyuuga-sama, mas é a polícia. Mandaram informar que é sobre o bocchan[1].
— Meu sobrinho? Dê logo o aparelho, Kanako e pode sair.
— Sim, com licença, Hyuuga-sama. — A empregada entregou o aparelho ao patrão e logo em seguida saiu, reverenciando-o.
— Hyuuga — anunciou o homem, secamente.
— Senhor Hyuuga, capitão Danzou. Precisamos conversar — o delegado disse, sem muita cerimônia. — Será que pode comparecer ao vigésimo oitavo distrito?
— Capitão Danzou? — Espantou-se o político ao constatar quem era. — O que o meu filho fez?
— Senhor, não é algo muito agradável de informar por telefone.
— O Neji está preso?
— Não, senhor.
— Que inferno, chefe! — Irritou-se ele, já se levantando da cadeira onde estava e apertando o aparelho em suas mãos. — Diga de uma vez. Não sou um homem que se importa com floreios.
— Eu também não, senhor Hyuuga, então, serei direto. Seu sobrinho, Neji Hyuuga, foi encontrado morto nessa madrugada.
O homem que havia se levantado da cadeira voltou a sentar-se devagar, agora tremulo.
— Diga que está brincando, capitão?
— Infelizmente, não posso, senhor Hyuuga.
...
Não muito distante da mansão dos Hyuuga, na antiga mansão Uchiha, o rapaz loiro e de olhos azuis despertava preguiçosamente. Sentou-se na cama e esticou os braços para cima, espreguiçando-se, fazendo sua camisa regata preta subir. Abaixou os braços e coçou a barriga, estalou os lábios ressequidos, sentindo o gosto ruim de medicamentos ainda impregnado em sua saliva.
Observou o local onde estava, parecia um quarto de criança. Sentiu-se de repente nostálgico, como se já estivesse estado ali em alguma época, ou quem sabe, outra vida, ele pensou divertido. Então, lembrou-se do que lhe havia acontecido na noite passada e passou averiguar seus ferimentos, correu os dedos por sua pele e notou que estavam todos bem tratados. Nem sentia mais dores, a não ser, por aquela mais incômoda que vinha da sua parte traseira.
— Aquele cavalo do Neji! — resmungou alto. — Não poderia ter sido um pouco mais gentil na sua vingança? Se tivesse sido, quem sabe eu teria aproveitado — concluiu sorridente, pondo os pés descalços no chão acarpetado do quarto e sentindo aquela sensação boa de pisar em um ambiente limpo. Mexeu os dedos sob o tecido felpudo e aproveitou mais um pouco daquela sensação de maciez. Então os firmou e se elevou, repousando as mãos na coluna e curvando o corpo para trás, praticamente um ato contorcionista. Ergueu-se e se moveu de um lado para o outro em um tipo de exercício matinal, por fim concluiu coçando as nádegas e enfiando o dedo indicador entre elas para retirar a cueca que se alojara ali de forma inadequada.
Caminhou até as pesadas cortinas que cobriam a janela e as descerrou, abriu também a janela, erguendo vidro e deixando a claridade e ar fresco invadirem o ambiente, confirmando assim que era mesmo de dia. O mal tempo ainda estava firmado do lado de fora, contudo, a chuva dera uma trégua. Admirou o terreno gigantesco da residência e por um instante imaginou que havia sido transportado para outro país, aquela casa era definitivamente de arquitetura estrangeira, estilo um palacete inglês. A área em torno da propriedade era mesmo imensa, tanto, que se perdia de vista. Apoiou a mão aberta em cima dos olhos, fazendo um gesto para enxergar mais ao longe. Depois se apoiou no parapeito e se inclinou para o lado de fora, tentando ter uma ideia a que altura estava.
— Uau! Além de grande é alta. Impressionante.
Mas foi concluir aquela observação que sentiu uma mão segurar firmemente o seu pulso e puxá-lo bruscamente para dentro do quarto. Em questão de segundos a janela foi fechada e as cortinas cerradas novamente. Estariam mergulhados em uma escuridão completa se não fosse pela claridade morna que vinha de um abajur meigo sobre a escrivaninha.
— Não tem medo de morrer? — ouviu a inquisição ríspida do jovem de pele alva e cabelos negros detido na sua frente. — Se cair dessa altura é morte na certa.
Kitsu apertou os olhos e abriu um grande e exacerbado sorriso para o exagero de Sasuke. Estava contente. Nunca ninguém se importara com ele daquela forma. Ele o havia trazido para um bom lugar e ainda tinha tratado seus ferimentos. “Será que ele está mesmo apaixonado por mim?” perguntou-se divertido.
— Você é meio neurótico, né, Sasuke? — replicou Kitsu debochado, apoiando as mãos na cintura. — Acha que sou tão burro a ponto de cair de uma janela? — ele riu. — Além disso, por que as cortinas fechadas? Você é um vampiro por acaso?
— Primeiro: os remédios que você ingeriu costumam provocar efeitos colaterais como vertigem. Se você sentisse uma no momento que estava debruçado na janela poderia cair sim. E respondendo a sua pergunta sobre as cortinas: elas devem ficar fechadas, pois não podemos deixar ninguém perceber que estamos escondidos aqui.
— Escondidos? Quer dizer que estamos invadindo?
— Não, a casa é minha.
— Não entendi então. Estamos invadindo sua própria casa?
— Algo parecido — respondeu sem querer estender o assunto, não queria ter que explicar a Kitsu sobre seu passado naquele momento e suspirou aliviado quando o próprio loiro não deu importância mais ao assunto e lhe fez outra pergunta.
— Você passou a noite cuidando de mim?
— E se passei?
— Não precisa responder com grosseria, babaca. Qual é seu problema, hoje? — O loiro reclamou, agora elevando as mãos para trás da nuca, e apoiando o pescoço nelas. — Eu só quero saber o que tá querendo comigo.
— O que eu quero?
— É, cara. O que você quer? Por que está fazendo tudo isso? Por que se preocupar em cuidar de alguém de rua? Trazer ele para um lugar confortável e tratar dos seus ferimentos? Pô, eu quero entender qual é a sua. Tá fazendo isso em troca de quê? Porque até hoje ninguém fez nada por mim sem querer algo em troca. Então, se tu tá querendo me fazer de empregadinho ou de brinquedo sexual eu quero saber logo, pra cascar fora, tá ligado? Não estou a fim de ficar mais preso a ninguém em troca de favores.
Sasuke suspirou fundo. Sentindo pela primeira vez uma sensação diferente em seu peito, era algo que o aquecia e ao mesmo tempo lhe causava arrepios. Sentiu o compasso do seu coração desenfrear, estava ficando nervoso. Desviou-se dos olhos tão claros do loiro diante de si. A verdade é que não tinha certeza do que estava sentido. Mas achava que aquilo era o que chamavam de amor. Mas como podia ter certeza se era realmente isso? Não sabia como explicá-lo a Kitsu. Lembrou-se do conselho que Kakashi: “olhe nos olhos quando se declarar”. Voltou a olhá-lo nos olhos e então teve certeza que aquele não era o momento certo. Sasuke então tomou o pulso de Kitsu em suas mãos e o puxou para fora do quarto.
— Oi, espere. Para onde está me puxando?
— Para cozinha, tomar café. Você está dormindo a mais de trinta horas, precisa comer ou irá desmaiar.
— Tá achando que sou frágil que nem você, moça?
— Não — Sasuke continuou puxando-o e ignorando a provocação o respondeu: — Só estou dizendo que você precisa se alimentar.
— Vai ignorar minha outra pergunta assim, na cara dura?
— Não sei como respondê-la — respondeu sincero. — Mas quero que saiba que não precisa retribuir nada do que estou fazendo. Estou fazendo porque eu quero. Também não desejo que vá embora. Isso me deixaria chateado. Eu só quero...
— O quê?
— Eu só quero ficar com você e poder cuidar de você.
Kitsu desenhou um sorriso leve no rosto. Observando a mão branca que segurava firmemente o seu pulso, guiando-o. Nunca ninguém havia falado algo do tipo para ele. Ouvira até então juras exacerbadas de devoção e amor eterno, que acabavam em menos de meses, às vezes semanas, às vezes dias e até horas. Mas com Sasuke sentia que era diferente, ele lhe transmitia segurança. Apesar de que esse sentimento de segurança lhe amedrontava. Era prudente confiar novamente? Sempre que se deixava levar por promessas e por palavras enganadoras acabava entrando em enrascadas.
Não queria se sentir bem e novamente se ferir. Mas enquanto não encontrasse uma forma de voltar para Suna, aceitaria a hospitalidade de Sasuke, enquanto isso, o observaria com cuidado.
...
Algum tempo depois os dois estavam de volta ao quarto. Kitsu mordia o palito de dente que havia trazido da mesa do café e deitou-se, sentindo-se farto. Sasuke parecia estar se preparando para sair, ele mexia na mochila e já havia consultado o relógio duas vezes.
— Pegue — disse o moreno, lançando para ele um celular. – É seu, mas não é para trocá-lo por ramen.
— Ah? E por que não? — se chateou imediatamente. — É um presente?
— É pra gente conversar quando eu estiver fora.
— Aonde vai?
— Para casa.
— Eu achei que essa fosse sua casa.
— Também.
— Ah? — Kitsu levantou uma das sobrancelhas, confuso. — Você é muito misterioso, Sasuke. Sempre dá respostas curtas, isso quando não me responde nada. — Em resposta sua observação, Sasuke ficou em silêncio mais uma vez. Kitsu coçou a cabeça. — Tá. Beleza. Não quer falar, não é obrigado. Mas você acabou de dizer que queria ficar comigo e blá, blá, blá, e agora vai embora?
— Eu tenho que estar em um lugar antes do meio dia. Mas eu volto.
— Volta mesmo?
— Quer que eu prometa?
Kitsu abriu um grande sorriso em resposta e Sasuke ficou encabulado.
— Eu prometo — disse por fim e iniciou uma sequência de advertências. — Não saia do quarto. Não mexa e nem tire nada do lugar. A casa está à venda e qualquer coisa que retirar da ordem será percebido pelos corretores mais tarde. Aqui é nosso abrigo temporário. Eu liguei a televisão e o vídeo game e tem livros na prateleira, se ocupe de alguma coisa. Mas tente ficar em repouso, você ainda está se recuperando dos ferimentos. Tome os remédios nos horários que estão descritos no papel sobre a mesinha, e também se alimente. Não fique só comendo Coople Nudles, além do café da manhã eu trouxe frutas, frios e leite, está tudo na geladeira da cozinha.
— E eu vou para cozinha como, se você me proibiu de sair do quarto? Tele-transportando? — Kitsu perguntou, revirando os olhos.
Sasuke suspirou e puxou a mochila para o ombro. Tinha que aprender a lidar com aquele tipo de comportamento que era estranho para ele.
— Trouxe roupas limpas — ignorou o comentário dele. — Estão no armário. Quando quiser tome banho, tem um banheiro nesse corredor, na última porta do lado direito. Coloquei lá materiais de higiene. Depois de tomar banho use a pomada para seu ferimento interno. Não se esqueça de usá-lo.
— Até nisso você pensou?
— Principalmente nisso.
Kitsu sentiu as bochechas corarem.
— Preciso estar bem pra fazermos de novo, não é?
Sasuke ignorou aquela pergunta também e o loiro fez uma nova.
— As roupas são suas?
— Sim, menos a roupa íntima, eu trouxe novas. Talvez minhas roupas fiquem um pouco grande já que sou mais alto que você, mas servirão por enquanto.
— E o que fez com as minhas?
— Estavam em péssimo estado. Joguei fora.
— Nossa... Você é mesmo todo certinho e limpinho, né?
Novamente Sasuke optou por ignorar aquela observação ficando em silêncio e Kitsu suspirou, mudando de assunto.
— Vamos ficar nessa por quanto tempo?
— O suficiente para você se recuperar por completo, dois, três dias, uma semana, no máximo.
— Depois?
— Vamos fugir.
— Fugir? Para onde?
— Preciso articular primeiro.
— Você tá falando sério?
— Estou. — Sasuke consultou o relógio, Sakura estava perto de acordar e precisava estar deitado ao lado dela quando isso acontecesse. – Tenho que ir, faça tudo como te passe. Até mais tarde.
— Oi! Espere? — Kitsu pediu, se levantando da cama.
Sasuke parou e o rapaz loiro se aproximou, arrumando os fios longos da franja do moreno para trás da orelha e correndo o dedo indicador pela pele delicada que ele tinha.
— Como sabe que não vou embora depois que você sair por aquela porta? — Kitsu perguntou usando um tom de voz sussurrado, soando sensual. Sasuke, apesar de engolir em seco, manteve-se centrado.
— Eu não sei. Não está preso. Só me resta acreditar que não irá.
O loiro abriu seu sorriu. O moreno realmente o intrigava.
— Certo — ele falou, retomando seu tom habitual. — Só quero pedir uma coisa: esqueça o Neji. O pai dele é um cara poderoso. Se tentar algo teremos grandes problemas no futuro.
— E se eu disser que é tarde demais para me pedir isso?
O loiro entreabriu a boca, surpreso, mas logo voltou a fechá-la, claramente incrédulo, então sorriu.
— Você? Todo frágilzinho fez alguma coisa? O quê? Furou o pneu do carro dele? Não, já sei, pichou o muro da mansão Hyuuga? — Kitsu gargalhou. — Cara, eu não acredito que tenha se vingado — duvidou ainda debochado.
— Essas coisas de vândalos são o que você faria, não eu. Tenho mesmo que ir.
Kitsu acalmou a risada.
— Você fez algo mesmo?
— E se eu fiz? — Sasuke soou tranquilo, mesmo contendo desafio na sua inquisição.
— Dependendo da gravidade dos seus atos, acho que só seremos caçados, estripados e teremos nossas cabeças penduradas no mastro da praça principal da cidade. Nada demais.
Sasuke não conseguia entender se aquilo fora uma piada. Não era alguém que tinha o senso de humor bem desenvolvido.
— Descanse, eu tenho que ir.
— Você não leva a sério nada do que eu digo né, Sasuke? — Kitsu comentou, fechando os olhos e elevando as mãos para trás da nuca. — Mas estou falando sério e... — Kitsu se interrompeu ao ouvir o barulho da porta batendo. — Me deixou falando com as paredes? — ele jogou-se para trás, deixando seu corpo baquear na cama. — Quanta frieza... Apesar de que, essa frieza me excita — reconheceu Kitsu, passando a língua nos lábios ressequidos, umedecendo-os. — É... eu acho que vou ter que esperar por você para ter mais daquele sexo ardente.
Ao pensar em fazer sexo com Sasuke novamente, o loiro enfiou uma das mãos dentro do short tipo samba canção que vestia e passou a massagear o membro dentro dele de forma cadenciada enquanto a outra mão ele usara para atiçar seus mamilos, apertando-os com as pontas dos dedos. Assim que começou a sentir os primeiros tremores provocados pela excitação, passou a soltar murmúrios e gemidos abafados, até conseguir alcançar o ápice com a masturbação.
— Ai, Sasuke... Sasukee... Ahh!
...
O político de cabelos longos e lisos observava perplexo o chefe de polícia detido a sua frente. Não podia acreditar no que estava ouvindo. Simplesmente não podia. Seu sobrinho, que criara como se fosse seu próprio filho depois da morte do irmão gêmeo, estava morto? Morto em um incêndio? Em um quarto de um prédio inacabado do subúrbio de Konoha?
— Chefe...
— Senhor Hyuuga, sei que está chocado, no entanto...
— Foi um assassinato — ele interrompeu a fala do delegado, fazendo aquela afirmação de forma calorosa. — E eu quero os culpados, Danzou. Não quero saber como, mas eu quero os culpados! Onde está o Maito? Ele disse que o maldito sobrinho dele seria suficiente para proteger o meu Neji! — O homem esmurrou a mesa deixando, finalmente, as lágrimas vencerem seu rosto.
Danzou, o chefe de polícia, era um ex-militar, usava um tapa-olho no lado direito da face e tinha uma cicatriz no queixo em forma de “x”, de acordo com eles, marcas da guerra. Danzou fitou o homem transtornado a sua frente por alguns minutos. Se o que o Hiashi Hyuuga alegara fosse verídico, o caso, como imaginara, era muito mais complexo que um mero acidente. Não só pela morte do sobrinho de um dos homens mais importantes de Konoha, mas também pela morte de um dos seus agentes especiais. Sai estava investigando a máfia da Akatsuki há mais de seis meses e se seu corpo fora encontrado no mesmo lugar do possível crime. O fato também o levava a crer que Neji estava envolvido, de alguma forma, com a Akatsuki. E sua morte poderia até ter sido encomendada pela própria organização criminosa.
— Chefe, estou falando com o senhor! — Gritou o Hyuuga, espalmando as mãos sobre a mesa do delegado.
— O tenente Gai está a caminho, senhor Hyuuga — respondeu a pergunta feita. — Ele esteve de plantão a noite inteira de ontem no Hospital da Polícia.
— Eu quero ver o corpo do meu filho, Danzou — exigiu o político. — Afinal, como pode ter tanta certeza de que é ele se o corpo foi totalmente queimado?
— Realmente não temos essa certeza, Senhor Hyuuga. Até que seja feito exames mais minuciosos nos três corpos encontrados no local só podemos levantar hipóteses. Entenda, o lugar pegou fofo.
— Três corpos?
— Sim, há uma terceira vítima.
— De quem se trata?
— Ainda estamos levantando essa informação. Os corpos foram retirados dos escombros carbonizados. Os nossos legistas estão tentando proceder com a autópsia, algo quase impossível no estado que os três corpos se encontram. Contudo, nós supomos as identificações por algumas pistas levantadas: alguns pertences e documentos pessoais encontrados pertencem ao seu sobrinho. Além disso, o número do apartamento em que os corpos foram encontrados está no nome do seu sobrinho também. O carro dele estava no estacionamento, no porta-luvas encontramos o documento do carro e a carteira de motorista em nome dele. Nenhum dos outros moradores sofreu danos, pois se evadiram do prédio no momento que o alarme de incêndio soou no quarto andar. O prédio ainda estava em fase de acabamento e há poucos moradores morando nele, porém soubemos que no andar específico onde ocorreu o incêndio só o apartamento do seu sobrinho estava ocupado. Além disso, há o estranho fato de nenhum dos três ocupantes do quarto do seu filho terem tentado escapar quando o incêndio começou do próprio apartamento. — Danzou ponderou por um minuto se continuava ou não com sua linha de raciocínio ao analisar o tom pálido do rosto do político, ele parecia finalmente estar compreendendo a realidade. Levantou-se da sua mesa e após apoiar uma das mãos nas costas de Hiashi Hyuuga, o informou: — Eu o levarei para ver o corpo. Depois disso iremos tomar seu depoimento, Hyuuga. Pois, como o senhor mesmo alegou, nós também suspeitamos do fato que esse incêndio não foi um mero acidente.
O político cobriu o rosto com ambas as mãos e finalmente foi vencido pelo choro.
...
No Hospital Penitenciário da Polícia de Konoha, após a saída tempestiva do tenente Maito Gai e sua equipe, o capitão Yamato assumiu o posto de vigia a Itachi Uchiha acompanhado do seu grupo formado por dois oficiais: Shino Aburame, Kiba Inuzuka; e o cão policial de Kiba, Akamaru.
— Bem, vocês dois não saiam desta porta por nada. Vou dar uma volta pelo prédio e checar como está a segurança.
— Oi? Taishou? — chamou Kiba, antes que o capitão se afastasse. — Por que todo esse estardalhaço pra cuidar deste moribundo? — quis saber o jovem, acompanhado pelos latidos do seu cão policial.
— Não subestime Itachi Uchiha, oficial — respondeu o tenente de forma séria. — Ele já foi uma das mentes criminosas mais brilhantes da nossa cidade e quem sabe ainda seja. Não acreditam na hipótese de que ele tentou suicídio, e eu também compartilho dessa opinião. Então, mantenham-se atento. Façam contato visual de quinze em quinze minutos com ele lá dentro. Não consegui conversar com o Gai porque ele saiu de forma afoita, mas eu conversei com a agente dele, a oficial Tenten, a jovem me passou um relatório, vou deixar uma cópia com vocês. — O capitão do grupo retirou os papeis da pasta que segurava e entregou uma cópia para cada um dos seus oficiais. — Nesse relatório consta a rotina do preso. Pelo que li aqui o médico vem visitá-lo sempre acompanhado de uma enfermeira duas vezes ao dia. A primeira visita é por volta das dez e meia, ou seja, ele deve estar chegando. Mas quero fazer a ronda antes de conversar com o médico. Então, não o permitam ir embora antes que eu retorne, entendido? — ele ouviu os dois rapazes afirmarem em um sonoro “sim, senhor”, acompanhados do latido do cão policial.
— E, oficial Kiba, não deixe o Akamaru latir aqui dentro — pediu o capitão apontando para o cachorro que parecia entendê-lo. — São prisioneiros nos quartos, mas acima de tudo são pacientes, não podemos incomodá-los.
— Certo, certo, Taishou — O rapaz se abaixou para afagar a cabeça do seu fiel companheiro. — Você vai se comportar, né, Akamaru? — O animal de pêlos totalmente brancos lambeu o rosto do seu dono em resposta, abanando a calda alegremente ao receber o carinho deste.
— Bem, então, fiquem apostos.
— Hai! — confirmaram mais uma vez.
Os dois esperaram o superior se afastar no longo corredor, então foi Shino o primeiro a abrir a janelinha de madeira anexa a porta e olhar o paciente deitado lá dentro.
— E, aí, Shino?
— Parece morto — respondeu o outro que usava óculos escuros e a gola da camisa erguida encobrindo parte do rosto.
— Deixa eu ver — Kiba empurrou o colega para o lado e espiou dentro do quarto. — É. Ele está bem pálido. Mas talvez essa seja a cor dele mesmo.
— Pode ser. Veja, Kiba. — Shino apontou para um homem de jaleco branco que vinha andando tranquilamente em direção a eles. — Será o médico?
— Mas, já? O Taishou não disse dez e meia? — comentou, pegando o celular para confirmar o horário, enquanto seu colega consultava o de pulso.
Ambos afirmaram ao mesmo tempo:
— Dez e cinco.
— Está cedo demais e ele está vindo sem a enfermeira, melhor passarmos o rádio para o capitão, está muito suspeito — sugeriu Shino.
— Tem um detector de metal em cada ala. Ele não deve estar armado, vamos apenas abordá-lo e pedir que espere o capitão voltar.
— Bem pensado.
— Bom dia — desejou o médico ao se aproximar deles. — Vocês devem ser os novos agentes, certo? Será que posso ver meu paciente?
Os dois oficiais se entreolharam, como se tivessem pensado a mesma coisa, o médico, além de ser muito jovem, era tão bonito que parecia um artista de televisão, olhos azuis, cabelos loiros e escorridos, com uma parte presa em um rabo de cavalo no alto da cabeça. Ele trazia somente a prancheta rente ao peito e os cumprimentou com um sorriso desarmador.
Kiba, que tinha uma queda pelo sexo oposto, corou violentamente com o sorriso do jovem doutor. Mas Shino não se deixava empolgar por rapazes bonitos e, agindo indiferente, pediu a identificação. O loiro não se importou e entregou a ele o crachá e a carteira de motorista. Tudo parecia de acordo com o relatório, mesmo assim, Shino ponderou que fosse melhor que ele aguardasse o capitão.
— Posso só ver se ele está acordado?
— Acabamos de olhar, ele está dormindo — garantiu Shino.
— Ele é sempre mal-humorado desse jeito? — o médico retrucou para Kiba, piscando um dos olhos.
— Estou apenas seguindo os protocolos — se defendeu o outro.
— Ei, Shino, acho que não há problemas deixar que o médico dê uma olhada no cara, não é? — Kiba intercedeu a favor do belo doutor, abrindo ele mesmo a pequena janela anexa na porta e deixando o doutor aproximar seu rosto. — Vai lá, pode olhar o moribundo.
O médico sorriu e após apertar o ombro de Kiba em agradecimento, espiou pela abertura na porta.
— Vocês não estão vigiando Itachi Uchiha? Ele foi remanejado de leito? Não tem ninguém na cama.
Kiba pôs a mão no ombro do médico e o empurrou para o lado e então confirmou o que este dizia.
— Shino, é verdade. Ele não está na cama. Vamos abrir! — apavorou-se.
— Espere, Kiba — impediu o outro, segurando a mão do amigo que mexia desesperado na maçaneta da porta. — Não temos permissão para isso, tanto, que a chave ficou com o capitão. Além disso, o prisioneiro pode estar se escondendo no chão, embaixo da cama ou atrás da cortina. Isso está ficando cada vez mais suspeito... — comentou ele, detendo sua atenção naquele estranho médico.
— É — o médico deu de ombros, sorrindo de lado. — Quando aceitei esse desafio eu não achei mesmo que seria moleza — respondeu, retirando a mão do bolso do jaleco e jogando no chão algo que explodiu e levantou uma densa cortina de fumaça. — Eu gosto mesmo das coisas de forma mais explosivas! — Aproximou-se da abertura da porta e enquanto os dois oficiais tossiam desorientados, ele gritou: — Afaste-se da porta, Itachi! — O médico grudou um tipo de argila branca no batente de madeira, tomou distância e gritou: — KATSU! — houve uma forte explosão.
O barulho de uma segunda explosão logo se fez. A sirene de incêndio soou por todo o prédio e em questão de segundos os detectores de fumaça no teto foram acionados, fazendo jorrar água como se fossem chuveiros abertos em todos os cantos. Ao ouvir as explosões o capitão Yamato voltou rápido para a ala onde estava Itachi Uchiha. Aproximou-se espreitando pelas paredes dos corredores; a arma empunho. Chegou a um ponto que pode ver seus subordinados caídos diante da porta explodida; correu até eles.
— Vocês estão bem? — perguntou preocupado ao perceber que eles haviam sido atingidos pelos estilhaços da explosão e agonizavam caídos no chão.
O barulho que vinha dos quartos era atormentador, os demais presos gritavam desesperados, certamente apavorados com o anúncio de incêndio.
— Não se mexam, já chamei reforços.
— Taishou, dentro do quarto, foi o médico... — Kiba conseguiu falar.
— O médico? Impossível. Eu estava vindo com ele quando ouvi a primeira explosão.
O capitão Yamato deixou os subordinados e adentrou o quarto. Mas seus olhos se arregalaram ao notar o tamanho do arrombo na parede, provavelmente, causado pela segunda explosão que ouvira. Aproximou com cuidado da abertura gigante na parede e a única coisa que conseguiu ver do lado de fora eram as viaturas do corpo do bombeiro e os reforços da polícia que cercavam o prédio.
— Mas por onde eles escaparam?
Estavam no décimo segundo andar, não havia escadas de incêndio do lado de fora e todas as janelas estavam protegidas por grades. O quarto era minúsculo e graças e explosão havia ficado totalmente revirado. Vasculhou o lugar e não encontrou nada, deduziu que talvez ainda estivessem no prédio, era necessário organizar uma revista completa.
...
Não muito distante do Hospital Penitenciário uma asa-delta de cor acinzentada plainava camuflada no céu nublado. Os dois rapazes que vinham agarrados nela aterrissaram ao avistarem um campo vazio.
Itachi foi o primeiro a tombar rolando no chão e em seguida o rapaz loiro aterrissou perto dele, soltando-se do objeto e deixando-o bater contra uma árvore.
— Logo a polícia estará varrendo essa área, precisamos sair daqui — informou o loiro se levantando e indo na direção do prisioneiro para ajudá-lo a se levantar.
— Como você conseguiu essa asa? — quis saber Itachi, ignorando a mão que lhe era estendida e erguendo-se sozinho. Estava impressionado com o objeto.
— Ah, aquilo? É um dos brinquedinhos experimental da nossa organização. Aquela asa-delta foi totalmente forjada em liga-leve para ter hastes resistentes e dobráveis. Deixei-a camuflada na caixa do ar condicionado do seu quarto quando me fingi de limpador de janelas há dois dias. — O loiro abriu um grande sorriso ao se explicar, observando o rosto de Itachi Uchiha manter-se imparcial e inabalável. — E isso aqui... — ele retirou do bolso do jaleco um pedaço da mesma massa branca que usara como explosivo. — Esse é um dos meus brinquedinhos favoritos. É um potente explosivo; dentro dele há um detonador que se aciona com um comando de voz. Nosso grupo é muito bem...
O médico deteve sua fala ao ver o prisioneiro encará-lo friamente. Prendeu o ar no peito ao percebê-lo muito próximo do seu rosto e seu estômago se contraiu fortemente quando ele agarrou seus cabelos pela nuca e o empurrou de volta para o chão.
— O que está fazendo? — quis saber, já ofegante.
— Você é muito barulhento... — reclamou Itachi passando a língua no pescoço do médico e invadindo a boca dele com um beijo.
O rapaz loiro relutou nos primeiros minutos, mas sua resistência não foi muito coerente, pois logo ele se entregou, deixando suas roupas serem arrancadas. Soltou o explosivo que estava em uma das suas mãos e esse rolou para a grama, com as mãos livres, ele pode agarrar-se aos cabelos negros e longos de Itachi e corresponder ao beijo da mesma forma faminta.
A verdade era que há muito o médico também ansiara por aquele momento, só não imaginou que ocorreria tão depressa, antes mesmo de estarem totalmente a salvos.
Durante dez anos idolatrou Itachi Uchiha por seus feitos, durante dez anos ele se tornara seu ícone, um verdadeiro sonho de consumo. Agora que o libertara, estava pronto para receber dele todas as sandices que sabia que ele era capaz de fazer.
Só a mera lembrança do quanto de sangue Itachi havia derramado o fez sentir seu sexo pulsar e cada célula do seu corpo se incandescer de um desejo ardente. Abraçou-se ao corpo do maníaco, que já o havia despido, e enlaçou a cintura dele com as pernas, friccionando seu ventre contra o ventre descoberto dele. Itachi estava completamente nu, ele havia arrancado do corpo a única peça que o encobria: um jaleco de paciente. Pode assim sentir a ereção deste roçando contra a sua. O rapaz loiro soltou um gemido de êxtase ao imaginar que ele seria o felizardo a receber todo o desejo que Itachi tivera contido por dez anos.
Itachi lambeu, sugou e mordeu a boca do homem que o ajudara fugir. Estava contente que o seu salvador, o tal Deidara, fizesse exatamente o seu tipo. Não via a hora de satisfazer. Há dez anos não transava de verdade, apenas se contentava com a masturbação, por isso não conseguia mais esperar para recuperar o tempo perdido. Direcionou seu membro túrgido na entrada do homem loiro, quando ele o deteve.
— Sei que está louco de para se saciar... — comentou arfante e com o rosto completamente corado. — Acredito que não mais do que eu, mas ainda estamos perto do hospital. Logo vão começar a ronda nessa área, não é melhor esperarmos até estarmos em um lugar seguro?
— Foda-se, a polícia — respondeu Itachi entre dentes cerrados, continuando de onde havia parado. — Acha mesmo que vou me deter depois de dessa expressão sexy que está fazendo? Se eu não foder você agora, eu não terei cabeça para fugir — disse ele, encaixando seu membro na estreita entrada do outro rapaz, introduzindo-o devagar, até chegar ao limite, observando o loiro contorcer-se ao sentir-se invadido sem nenhuma lubrificação.
— AHHH! — Deidara gemeu alto, quase gritando. – Dói!
— Cala a boca — sussurrou Itachi, tapando a boca dele com sua mão e concentrando-se nos movimentos cadenciados do seu sexo. — Gritos de dor normalmente me fascinam, mas não quero ser encontrado antes de me satisfazer esfolando-o por inteiro.
O rapaz loiro revirou os olhos e retesou as pernas no ar ao ouvir aquilo, não conseguiu controlar seus próprios desejos, estava gozando.
Continua...
Sound Track:
“Aceite seu destino, sozinho nesta noite sombria
Sempre em frente até deixarmos pra trás todo o caos
Sempre em frente até vencermos a escuridão da noite
Sempre em frente até chegarmos à nossa terra natal
Quando finalmente deixarmos este mundo, o paraíso estará esperando por nós.”
Speed – Analog Fish
Vocabulário:
Taishou: capitão
Katsu: explosão;
Momento merchan:
— Laços da minha querida Nyuu D – SasuNaru. One-shot. Muito pertinente com a série. Leiam! Linda de mais e com maravilhoso Leemão. (:D)
— My sweet Doctor da MarieChampz – SasuNaru. Comédia pura. Muito, mas muito engraçada. Vale a pena com certeza! Eu tô amando! Choro de rir nessa fic!
[1] Bocchan – é uma maneira polida que empregados usam com os filhos dos seus patrões, normalmente traduzida no português como “jovem mestre”.
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