Obsessão
22 Mate o Vencedor.
Notas iniciais
Pulando o muro com facilidade, usando as modificações de sua prótese, ele se sentiu extasiado novamente, novamente repleto de felicidade, nesse mesmo lugar do muro imponente e indômito do império, ele viu seu irmãozinho loiro pela primeira vez, mas agora lhe doía o seu coração se lembrar dele, ele sofreu demais, ele não deixaria Esdeath tocar nunca mais em seu precioso irmão, ele iria ajudá-lo, ele ficaria grato, e eles iriam embora junto, com a filha dele ou não, o mundo inteiro soube do ocorrido, isso virou uma farpa no orgulho de Esdeath, ele próprio pensara que a criança iria morrer, mas Esdeath estava com ela fazia dois meses, quase três, ela era uma ótima mãe substituta.
Riram divertido com isso, monstros de fato não sabem o que é amor. Ele e seus companheiros concordaram com a ajuda do irmãozinho dele, foi difícil concordar com isso, Kira era um maldito teimoso.
Ele olhou ao redor, guardas, ele ainda estava em cima, a pequena cidade privada do império era luxuosa demais, mas agora a cidade inteira estava melhor, Esdeath sabia como conseguir a lealdade até mesmo do demônio, ela própria também era um, e muito terrível por machucar quem se ama.
Seus informantes no império disseram que Naruto estava com cicatrizes por quase todo o corpo, que foram costuradas pela própria Esdeath, com linhas vermelhas (Pensem no corpo do Juuzo do TG, sim?) com certeza, ele teria que salvá-lo de Esdeath.
Esperou o pequeno grupo de cinco guardas se afastarem um pouco de perto do imenso muro, e saltou e correu na parede do muro, uma descida rápida, ele puxou sua espada do braço mecânico, foi útil agora.
Os cinco morreram com suas cabeças cortadas ao meio, o pescoço repartido, sangue jorrou, as modificações foram bem úteis. Colocou sua mão em seu bolso, sentiu.
Perfeito, a seringa ainda estava lá, ela seria útil. Só torcia por seu irmão não sentir tanta dor com isso. Suspirou pesadamente, a última coisa que queria ver nele era dor. Ele sentiu uma aproximação pela esquerda, se escondeu na abertura entre duas casas que havia ali, estava quase anoitecendo, não menos do que sete horas agora, seria interessante.
O homem que apareceu foi Daghta, um dos mais devotos a Esdeath agora, simplesmente acatava tudo que Esdeath mandava fazer, ela dizia que Daghta era um bom brinquedo desde suas outras duas bestas, a única ainda viva era Daidara. Este nunca foi contra o que acontecia com Naruto, como o maníaco seguidor que era. Ishiki adoraria fatiá-lo, ele sentiu uma leve compaixão pelos três que morreram tentando salvar seu irmão, eles mereciam alguma coisa dele.
Dagtha olhou os corpos mortos, franziu o cenho, exército revolucionário? Não, eles não teriam habilidade pra fazer algo brutal assim, era outro alguém, usou sua nova Teigu, Mastema que adquiriu do falecido usuário, sua antiga arma dos elementos foi destruída por Leone em uma luta mano a mano em Sekirin, a situação naquele lugar era caótica. E só iria piorar agora.
O exército revolucionário ainda estava em vantagem pelas armas de fogo, os soldados de gelo davam trabalho apenas para soldados comuns.
Ishiki suspirou aliviado quando viu que o maldito havia ido embora, mas agora sabiam que ele estava ali, tinha que se apressar se Kuromada estivesse dizendo a verdade, seu irmão estava em um lugar secreto, dentro de uma parede, veria se podia confiar no maldito agora, ele foi generoso em dizer isso pra ele, mas não era nada menos do que o merecido.
Ishiki adentrou cada vez mais dentro da cidade imperial, evitando a todo custos soldados, se escondendo em bueiros e fendas escuras, era uma missão quase de resgate, mas Naruto era forte, depois de levar a injeção ele ficaria bem. Duvidou que ele estivesse se alimentando corretamente.
Havia mais um pequeno muro agora, o muro do palácio, onde com certeza ele teria que virar um rato pra conseguir adentrar. Mas ele havia recebido uma planta toda da estrutura interior do palácio, ele sabia como adentrar lá. A primeira coisa que ele viu foi três guardas no que parecia ser o jardim de belas flores, mas ele olhou melhor para as flores, logo as odiou, ele conhecia aquelas flores muito bem.
Usou a segunda modificação na sua mão esquerda, um pequeno cano esférico se fez presente, o cano de uma arma, três tiros no meio de suas testas, com silenciador, uma morte até fácil, eles sabiam que uma hora ou outra como guardas, só a morte esperava eles.
Pulou o pequeno muro, ele adorou pisotear aquelas flores, olhou ao redor, então foi ali que Naruto exterminou a raça nortista, era um lugar até bonito pra um maldito como Numa, ele queria estar ali pra ver seu irmão cometer esse assassinato perfeito. Seu capuz impedia todos de ver seu rosto, por enquanto isso estava bom, ele viu o armamento dos soldados, apenas lanças, nada de útil, exceto suas roupas.
Ele se trocou rapidamente, deixando um soldado desnudo, ele teve uma utilidade ao menos.
Ele viu o corredor aberto que mostrava as flores, com certeza muitos andara sobre esse corredor de merda, ele viu a porta, dois guardas a guardando.
Quando ele se aproximou, viu que os soldados entraram em guarda, movendo suas lanças para a direita, um ataque vertical?
Mas ele ficou surpreso quando viu uma mão sobre seu ombro, um homem gordo com uma armadura verde estava ao seu lado agora.
— Não se sinta acanhado soldado, me siga novato. – o homem careca com uma cicatriz fina na testa com certeza era um dos generais que Esdeath convocou, se preocupou com a inteligência dele. Mas foi útil.
Ishiki o seguiu disfarçado em silêncio, era incrível que tudo estava ocorrendo tudo tão... Facilmente, era como se Deus quisesse que tudo acabasse bem. De fato, poderia ser isso, talvez ele tivesse se apiedado de seu filho.
Quando os dois passaram pelos soldados, Ishiki conseguiu ver um corredor reluzente, com apenas quadros de pessoas antigas, provavelmente figuras importantes do império, que todos morram...
Ele andava ao lado do general, se agora era o corredor inicial, ele teria que passar pelo corredor central onde levava a todos os corredores e direções, tomaria o corredor do meio, e seguiria reto, mas ele teria que passar perto da sala de Esdeath onde ela sentava e coordenava reuniões com os soldados e generais, então ele só deveria segui-lo e inventar uma desculpa qualquer.
— Me diga filho. – o homem interrompeu seus pensamentos, Ishiki viu agora que ele tinha uma espada negra em sua cintura, Koutetsu? Essa arma nunca parava de ser trocada. – Por que você usa uma máscara com tapa olho?
— Eu cometi um erro com Esdeath-sama. – ele sentiu nojo com a fala do nome da maldita mulher azul. – Foi uma punição branda, eu penso.
Ele riu de escárnio, como se apenas isso fosse o suficiente. – Ela é uma mulher difícil, eu concordo. – outra gargalhada. – Mas agora você não vai mais cometer erros.
Ambos saíram do corredor inicial e chegaram ao corredor principal. – Eu irei para a sala de reuniões, você me acompanha?
‘’ É pra lá que eu vou gordo mórbido. ‘’ – Claro senhor. – disse alegremente.
Quando ambos chegaram perto da porta, Ishiki viu que não havia apenas um soldado guardando, todas as portas sempre tinham ao menos duas pessoas. Ele riu feliz com isso, infiltração completa. – Eu vou guardar a sala junto com meu companheiro, senhor! – disse Ishiki com a voz firme.
— Entendo, foi uma boa conversa. – ele abriu a porta vermelha, Ishiki só conseguiu vislumbrar com um ódio contido a silueta de Esdeath, segurando um bebê no colo, provavelmente a filha de seu irmão, ela era bonita, os cabelos eram bem claros, mesmo que sejam muito poucos em sua cabeça, provavelmente puxaria a cor do cabelo do pai, e os olhos, os olhos eram uma tonalidade que ele nunca viu antes, bochechas rosadas, dedos pequenos e lindos puxaram seu pai, a beleza com certeza puxou dele, mas os olhos dela eram dele e de Chelsea, olhos azuis avermelhados, uma mistura de cores em cada orbe, mas só conseguiu ver apenas por um segundo, o general fechou a porta. Esdeath nem havia o reconhecido. Se bem que ela nem ao menos olhou para ele.
Quando a porta foi fechada o passo do gordo ficou em silêncio, o braço esquerdo de Ishiki mudou completamente, um machado médio se formou com as partes do braço, o fio era de ferro, mais que o suficiente para matar o guarda ao lado, em um completo silêncio, nem ao menos um ruído se fez presente, ele cortou a cabeça e segurou-a para não cair, segurou o corpo e afastou ele para o sangue não chegar até a porta muito rápida.
Nenhum Jeager estava autorizado a chegar perto de Naruto, por isso não achou estranho nenhum soldado de elite estava ali, ele concentrou seus ouvidos, ouviu passos, conhecia aquele jeito de andar.
Kuromada apareceu ali, mas ele estava diferente de semanas atrás, seus cabelos antes visíveis agora era apenas uma coisa inexistente, estavam careca, os olhos agora tristes e sombrios, a expressão fechada, mesmo que ainda trajasse aquele sorriso peculiar cheio de intenções guardadas no fundo de sua alma.
— Você finalmente veio. – começou ele, sua ilusion, em sua mão, sempre segurando, para se lembrar do que ele fez para o loiro, como uma punição que ele queria agüentar e queria sempre se lembrar. – Seu irmão... Ele...
— Não precisa me dizer nada Kuro. – disse Ishiki, ele simpatizou um pouco com ele por causa da informação que eles receberam. – Eu vou salvá-lo, agora fique em silêncio.
— É claro que você vai salvá-lo. – disse Kuromada fazendo meia volta e saindo daquele corredor maldito. – Tire ele de lá, e se ele quiser me matar, que mate.
— Vou ver como as coisas vão proceder agora. – ele puxou sua seringa, os olhos de Kuromada se arregalaram. – Lembra daquele homem que eu te falei? Ele conseguiu isso, será bem interessante ver isso não é?
Kuromada deu um riso de canto apenas e agora saiu dali. Seria interessante. Mas não tinha nada para ele agora. Apenas a morte se Naruto quisesse se vingar dele, ele não tiraria esse direito dele. Não tinha nada agora, todos morreram.
Mas ele se perguntou como Naruto iria reagir com noticias daquele porte. Com isso em mente, ele se afastou o máximo possível dali.
Ishiki não esperou Kuromada se afastar, ele já havia descido as escadas, parede ao lado da última cela da esquerda quando descesse as escadas. Quando ele desceu as escadas, ele só conseguiu ver ossos dentro das celas, provavelmente de humanos, ele ouviu os boatos dos canibais que Esdeath usava como brinquedo. Sociopata e maníaca maluca de merda.
Olhou para a parede ao lado da última cela, ele empurrou, e deu um dos maiores sorriso escondidos pela máscara em sua vida, seu irmão... Seu irmão estava ali. Podia sentir seu cheiro, sua presença, sua energia, podia sentir tudo.
A iluminação era apenas por uma iluminaria com o brilho vermelho, até mesmo em luz gostava da cor do sangue, Esdeath não tinha jeito para nada, ele desceu até o chão subterrâneo. Apenas um corredor, havia cinco celas, ele olhou na fresta de cada um, a primeira cela, um esqueleto quase podre, pelo tamanho, uma criança que com certeza estava grata no céu ou inferno por ser esqueleto, na segunda, uma mulher esquelética também, até a quarta, todos esqueletos presos. Mas a última.
Seus olhos se encheram d’água quando ele viu seu irmão, mas seu irmão estava irreconhecível agora.
Os cabelos, os cabelos dele, compridos, sem corte algum, como um mendigo qualquer, a calça escura em farpas, Ishiki tocou em suas costas, ele esqueceu a mochila com roupas... Inferno.
Com um soco forte, a porta de ferro se entortou e caiu para o chão. Naruto nem ao menos reagiu, os olhos dele estavam distantes, e sua boca tinha uma mordaça, se Esdeath não estava mais o ferindo, então por que ela continuou o deixando preso? Não conseguia entender, mas não era preciso agora, ele seria solto, sim, ele o soltaria, ele o salvaria, somente ele, olhou para o corpo dele, linhas vermelhas que mal foram costuradas dignamente, marcas na mão dele.
Se Kuromada estivesse dizendo a verdade, as injeções estavam neutralizando o contato mental de Naruto com sua arma, então ele apenas iria cancelar isso, ele puxou sua seringa do bolso, um líquido vermelho nela, se aproximou a passos lentos dele, primeiro ele iria injetar depois o soltar, a regeneração celular ajudaria muito, a seringa era perfeita para o momento, regeneração tecidual e aumento de força, quase como estaminal. Uma bomba de força, ele com certeza estariam fracos... Mas seu corpo não estava sem massa, parecia à mesma coisa, com certeza sua teigu tinha dedo nisso.
— Você já vai acordar meu irmão. – dizia alisando o rosto de Naruto. – Isso logo irá terminar. Eu prometo... – cravou em seu pescoço, afundando toda a ponta em sua cartilagem, o efeito em Naruto foi imediato.
Mas Ishiki não sabia que Naruto agora estava novamente, depois de anos, em frente a uma jaula escura, com uma raposa com os olhos apreensivos lhe olhando.
Pelo pouco que o loiro conseguiu entender, Ishiki, aquele vampiro, ou seja, lá o que ele for, lhe salvou, ele riu irônico com isso, a raposa preocupada não entendeu isso. Ele se perdeu na contagem de quantas vezes ele queria estar em frente para a raposa, mas agora que finalmente estava ali, vendo ela com a cabeça baixa e as orelhas murchas, nada saia.
— Ei... – Naruto se aproximou a passos lentos naquele lugar, adentrando por dentro da jaula novamente, como ele tinha o costume de fazer, até perder contanto com ela por causa de Esdeath. – Ku...? – ele lhe chamou um pouco mais alto, sua voz estava mais forte do que esteve nesse último ano, Ishiki havia injetado algo nele, uma droga de fortalecimento? A raposa apenas moveu seus orbes grandes para ele, Naruto nunca viu sentimento de culpa tão forte como agora. – Por que me olha com esses olhos tão mórbidos? – ele tentou sorrir, mas não conseguiu fazer isso.
Kurama, estava em um estado de auto-piedade, ela não conseguiu o ajudar durante tudo o que aconteceu com ele, durante todo esse tempo, ela não conseguiu, era obvio que ela não era culpada, mas ela não se sentia muito bem. E ele estava ali, como se isso não tivesse acontecido, mas olhando para o corpo dele, para seu rosto, para seus olhos cansados e sem brilho, para a feição descartada e falsa de tranqüilidade, ela sempre soubera que ele mudou, mas não pensava que a mudança seria tanto, em sua expressão facial.
— Por que você... – ela tentou lhe perguntar o motivo dele continuar tão sereno com ela, mas ela não tinha coragem e nem meios de como lhe questionar sobre isso, vendo ele ali, pela primeira vez em mais de um ano, ela apenas passou suas caudas envolta de seu corpo pequeno, e puxou para perto de seu imenso focinho, como um dia ela já fez.
— Você não é aquela que merece meu desprezo, se é isso que você quer saber. – ele disse alisando uma parte da imensa cauda, como se estivesse dando um cafuné, a única diferença era o tamanho da raposa, que parecia triste de uma maneira que ele já não conseguia mais entender. – Eu tenho algumas perguntas... Sobre Chelsea...
Kurama suspirou pesadamente, ele notou isso, por um segundo sentiu que os olhos de Kurama ficaram mais densos e pesados, como se fosse falar algo que com certeza não a agradava muito para lhe dizer, e estava certo, os olhos dela diziam que o que ele queria perguntar não teria uma ótima resposta.
— Antes de perguntar sobre ela, tenho que te dizer algumas coisas, apena eu tenho o direito de te dizer a verdade. – começou Kurama pesadamente, Naruto ficou apoiado em sua calda, sua expressão naturalisticamente calma começou a dar um leve indicio de incisão. Como se a fala dele conseguisse tirar uma reação dele além da calmaria falsa.
Do outro lado, Ishiki apenas observava os olhos sem foco de Naruto tomarem um brilho pouco a pouco, a íris voltando, os olhos deixando de ficarem opacos e tomando foco em alguma coisa, ele estava retirando as correntes que o prendiam na parede, mas ele ficou surpreso, quando os cabelos compridos dele, começaram a dar uma mudança drástica, ele se assustou com isso, o que estava acontecendo dentro dele? Ele retirou a última corrente de sua coxa, viu com uma surpresa feliz o buraco começar a ser preenchido por carne, mas algumas novas marcas ficaram em seu corpo. Nos pulsos... O que era aquilo? Por que seus olhos começaram a escurecer? Por que seus olhos ficaram cheios d’água e rios de tristeza saíam de seus orbes? Por que a cara antes serena se transformou em um rosto que escondia apenas dor em baixo de sua face?
Ele ficou surpreso quando Naruto começou a movimentar seu braço depois de tanto tempo preso.
Ele não limpou seu rosto, continuou chorando, olhou para ele.
— Me empreste algo cortante. – ele disse olhando diretamente para o rosto assustado de Ishiki que não ousou esperar nem um segundo e puxou uma faca média de seu bolso, Naruto juntou seus cabelos em um rabo de cavalo e cortou, novamente ficando com os cabelos curtos, Ishiki apenas viu aquela grande quantidade de cabelo cair, logo o cabelo começou a ficar cinza e branco, mudando de cor, ele não entendeu isso, Naruto ainda deixava lágrimas escorrerem por seu rosto, sua voz ficou embriagada, mas algo dentro dele, algo nele, totalmente visível praticamente estava gritando a todo mundo dizendo que isso não era tudo o que ele tinha pra gritar e mostrar ao mundo havia mais sofrimento do que apenas lágrimas conseguiriam limpar.
Naruto retirou suas calças rasgadas, ficando completamente nu. Ishiki o olhou, mas ele não conseguiu sentir desejo, estava preocupado demais com seu irmão, ele estava chorando até agora, mas ele não esboçava nenhuma carranca, nenhuma expressão, apenas... Calmaria falsa.
Ele saiu de dentro da cela a passos lentos, sua mente uma confusão, seu coração já machucado destruído em mil pedaços, era como se um tiro tivesse partido seu vidro em milhões de pequenos pedaços que nunca se juntariam de novo, Ishiki o acompanhou em silêncio, eles subiram as escadas.
— Quero que me responda uma coisa. – começou Naruto lentamente, saindo dali e olhando para as celas dos animais preferidos de Esdeath. – Chelsea... Morreu pelas mãos de Esdeath?
Ishiki engoliu em seco, Kuromada havia dito que Naruto não tinha conhecimento algum disso, mas logo a resposta veio como um soco, as drogas apenas impediam o contato, a arma dele deve ter ouvido todas as conversas e esperado até o momento para ela falar.
Era por isso que ele parecia... Tão destruído?
Era compreensível, tudo que fazia sorrir um dia, foi arrancado dele.
Talvez por Esdeath, talvez por Deus, talvez por morte, talvez por doença, talvez por guerra, talvez por fome, talvez por praga, talvez um dos quatro cavaleiros do apocalipse houvesse feito isso com ele, como diversão, não sabia dizer, mas ele tinha responder agora, ele fechou a parede atrás de si, nunca mais deixaria seu irmão voltar para lá.
— Não. – começou ele lentamente, tomando cuidado para não machucá-lo mais ainda. – Ela adoeceu meses antes de conceber sua filha... Ela veio quase morta para o império, e entregou-a para Esdeath, para um dia, talvez bem longe, você conseguisse a ver, Esdeath não tocou um dedo nela, nesse momento, sua filha está sobre os cuidados dela.
Naruto ficou em silêncio, e se direcionou para as escadas em um profundo e agonizante sentimento em seu peito, que o corroia, ele queria gritar, espernear, chorar alto, esboçar alguma reação triste, mas ele não conseguia fazer isso, talvez ele tivesse esgotado o número de vezes que podia sentir dor...
Então...
Por que seu coração estava doendo tanto... Se ele não deveria sentir mais dor.
Por que seu peito doía como se algo tivesse sido arrancado dele?
Ele não entendeu isso.
Não conseguia entender, doía demais.
— Minha filha... – ele tentou dizer o mais alto possível, mas era apenas uma fala sem força. – Como ela está?
— Com Esdeath. – disse com medo do que veria, mas nada aconteceu, Naruto apenas moveu sua cabeça para frente, andando calmamente, sem se importar com nada, sem se importar com mais nada agora. – Naruto... – chamou o mais velho indo atrás dela, tudo o que recebeu foi um olhar destruído, com uma expressão calmamente falsa. – Seu cabelo...
Naruto pegou uma mecha, estava começando a ficar escura. – Isso? – ele perguntou esboçando uma expressão nova, tédio. – Demorou pra acontecer, Kurama havia me dito que isso aconteceria logo.
— Eu não entendo. – disse o mais velho, tentando descobrir o significado das palavras dele, mas o nome da arma então era Kurama. – O que quer dizer?
— Eu não entendo tão bem também. – ele saiu das escadas, voltando para os corredores, olhou para o lado, o soldado morto provavelmente por Ishiki ainda não havia sido visto por ninguém. – Mas acho que algo como fusão, Kurama me disse isso.
— E você acredita nela? E se for um truque pra te dominar? – perguntou temeroso, nunca ouviu falar de um usuário que tivesse uma mudança em sua aparência.
Ele olhou em seus olhos, calmamente, e respondeu o mais veemente que conseguia. – Ela é a única em que eu posso confiar agora que Chelsea está morta. – ele respondeu se virando para o lado oposto da porta de onde Esdeath estava. – Onde o corpo de Chelsea está?
— Kuromada havia me dito que foi enterrada em uma parte do jardim, mas eu não tive muito tempo pra confirmar isso, por que pergunta? – dizia ele novamente acompanhando o loiro em silêncio, olhando para seu corpo a todo o momento, mas por algum motivo, ele sentiu que não era o momento para desejar.
— Eu nunca consegui deitar em seu colo novamente, Ishiki. – ele respondeu baixo. – Nunca consegui sentir o cheiro doce dos cabelos dela, tudo o que eu tinha dela, eram ilusões dela sendo estuprada, por coisas que você nem imaginaria que poderiam ser usadas pra isso. – ele se virou para o corredor do meio, de onde ele havia vindo ele conhecia o palácio bem, talvez melhor que ele. – Eu preciso vê-la de novo, nem que seja para chorar em seu túmulo. – mais lágrimas voaram para seu rosto, pingando no chão, como marcações de que a dor dele passou ali.
— Por favor, tente ser o mais breve possível, ainda temos que fugir. – alertou Ishiki, não queria encontrar com Esdeath, mesmo com seu atual poder, sabia que não era nem de longe o suficiente pra conseguir se defender dela.
— Não se preocupe quanto a isso. – ele respondeu enigmático. – Eu tenho um propósito agora.
— Mal posso imaginar qual é. – disse virando para o corredor principal, seus olhos se arregalaram, ele se esqueceu dos dois guardas que guardavam o jardim, preparou sua espada, ele ia passar por Naruto e matá-lo, mas isso nem ao menos foi necessário. Naruto já havia os matado com um simples movimento de suas mãos, ele carregou as cabeças dele por alguns passos, Ishiki nem viu o movimento.
Naruto olhou ao redor, se lembrou durante alguns segundos a primeira vez que veio ali, que Numa tenha seu descanso eterno. Fechou seus olhos um segundo em memória a ele, olhou para onde um dia as bestas vivas mataram os nortistas, que apenas o inferno tivesse Nyau, e que Rio continuasse o homem virtuoso que sempre foi, mesmo que louco, ele tentou rir com a lembrança dos velhos tempos, mas ele não conseguiu.
Ele olhou para a outra parte do jardim, seus olhos ficaram levemente mais fundos quando ele viu uma imensa rocha, esculpida com o nome de Chelsea, aquela rocha, praticamente chamava por ele, ele viu flores, flores de camélia, a flor sem cheiro. Não combinava com Chelsea, o cheiro dela era o mais doce para ele, tudo nela, era o melhor pra ele. E agora ele estava andando até ela, com Ishiki em um completo silêncio, o respeitando a todo o momento.
Naruto se colocou de joelhos, colocando suas mãos em cima da rocha, alisando a rocha como se isso fosse ser alisando o rosto de Chelsea, ele tentou rir com sua idiotice, mas nenhuma expressão além de calmaria falsa saia de seu rosto, ele olhou para a lápide, durante muito tempo.
Nesse tempo.
Apenas lembranças.
Apenas toques que já não existiam mais.
Ele sentiu uma brisa do vento.
Sentiu seus lábios serem tocados pelo vento.
Ele gostou de pensar que o espírito de Chelsea estava lhe beijando agora, ele sentiu um leve peso em sua cabeça, gostou também de pensar que era Chelsea, lhe dando o carinho que ele tanto queria de novo.
Ele gostou de pensar que agora, Chelsea havia encontrado paz.
Mas ele estava longe de ter a sua.
Lembrou-se de como foi bom, o pequeno e curto tempo em que Chelsea ficou com ele, ela tinha razão em muitas coisas, ela era diferente de Esdeath, enquanto Esdeath era o frio, ela era o calor, igual a ele, eles combinavam juntos.
Relembrou-se também, com os olhos agora saudosos, da noite que compartilhou com Chelsea, mesmo que Esdeath tivesse feito o mesmo, de maneira doentia, a sua primeira vez foi com uma mulher de verdade, uma mulher que ele descobriu que amava mesmo não conseguindo dizer isso mais do que uma vez para ela.
Ele gostava de pensar agora, que Chelsea foi à melhor mulher que ele conheceu, até mesmo melhor que sua mãe, curiosamente, ele não conseguiu mais sentir tanta saudades dela, parecia que apenas existia Chelsea, em seu coração e mente, ele não ficaria surpreso se isso fosse verdade, para ele, só existia uma Chelsea no mundo, e ninguém conseguiria a substituir.
Gostou de imaginar, sua voz, não gritando, mas chamando seu nome, ele jurou que seus olhos haviam visto uma luz, em frente a sua lápide, e uma cabeleira ruiva se fizesse presente, com a voz doce e saudosa, lhe chamando, mas ele não podia ir, ele piscou, a luz desapareceu, estava cedo para ir ao encontro de Chelsea agora.
Ele se levantou, olhou para trás, Ishiki estava com os olhos abismados, totalmente surpresos.
Seu irmão.
A luz do dia.
Estava negra como a noite.
Os olhos vividos e expressivos.
Mortíferos e incompreensíveis.
O tom claro.
Escuro.
A cor brilhante.
Morta.
O olho do céu.
Virou o olho da cor de sangue.
Seu olho estava vermelho como sangue, eram os olhos de sua arma, eles estavam ativos, mas havia algo diferente, alguma coisa em sua cabeça, dizia que nunca mais veria os olhos azuis celestes de seu irmão, algo lhe dizia que aquele menino, aquele homem, aquele ser que um dia estava ali, deu espaço para algo falso, algo sem sentido, algo sem um motivo de viver, o verdadeiro deu lugar para um falso, para lidar com toda a dor. E este segundo, estava lidando com a dor, escondendo seu rosto em uma máscara de porcelana fria e pálida, sua pele, bronzeada e levemente mais forte, estava pálida, branca, esbranquiçada na verdade, como um pó.
— Vamos Ishiki, tenho que me vestir. – ele passou por Ishiki, que nem conseguiu processar o que estava acontecendo.
— Espera! – ele disse alto, chamando pelo irmão que estava totalmente irreconhecível agora. – Devemos fugir! O quê está fazendo entrando novamente para o inferno? – ele perguntou alarmado para seu irmão, que nem ao menos se preocupou em qualquer detalhe, só continuou entrando nos corredores. – O que não fazemos por amor, hm? – e entrou novamente também, ignorando a parte de fugir que seu plano tinha, era uma parte bem importante.
Naruto foi para o corredor central, ele dessa vez não foi para o corredor do meio, onde a cela dos canibais estaria lhe esperando, ele foi para um corredor do lado oposto, era o corredor do quarto de Esdeath.
— O que vamos fazer no ninho dessa desgraçada? – perguntou Ishiki um pouco mais assustado do que deveria, não tinha lembranças boas sobre Esdeath. – Eu não quero ficar de frente com ela, meu irmãozinho.
Naruto parecia nem ter ouvido ele direito, ele abriu a porta do quarto com calma, apenas movendo ela para trás, Ishiki ficou surpreso quando ele viu peças de roupa penduradas na parede.
— Por que ela tem peças de provavelmente seu tamanho na parede? – perguntou Ishiki não escondendo a surpresa.
— Ela no último ano ganhou o costume de me fazer vestir roupas algumas vezes na semana e dormir com ela, para no outro dia que eu voltasse pra baixo, ela sentisse meu cheiro e pudesse dormir melhor. – respondeu o moreno agora, calmamente, enquanto vestia apenas uma calça escura, e uma bota escura curta, olhou para Ishiki. – Eu preciso do seu manto, estou com frio.
Ishiki apenas retirou seu capuz, ficaram melhores para Naruto, os olhos dele ficaram mais destacáveis, ele foi em direção a um pequeno criado mudo, que tinha uma pequena cesta comum com alguns frutos, ninguém podia dizer que Esdeath não tinha uma alimentação saudável. Ele riu divertido com isso, não entendia o que seu irmão queria, mas não tinha jeito, não iria estragar o que ele estivesse pensando. Ele olhou pela janela enquanto Naruto puxava o cesto para a imensa cama de Esdeath, devorando todas as frutas, deixando uma maça possivelmente para o final, desde pequeno Naruto gostava de maças, ele sentiu nostalgia daquele tempo, o Naruto de agora, não parecia ser seu irmão, e se alguma parte dele fosse, estava escondida sobre uma máscara de porcelana.
— Qual seu plano? – perguntou para o moreno que comia agora uma banana calmamente. – Não pretende esperar Esdeath chegar aqui para fugir não é?
— Pretendo esperá-la pra lutar contra ela. – disse o moreno sem se preocupar com a cara descrente de Ishiki. – Se eu não for forte, eu só volto para baixo, se eu for forte, eu sou livre.
— Você está muito idiota, meu irmão. – se aproximou dele e o chacoalhou pelos ombros. – Quer voltar praquele lugar e sofrer de novo? Acha mesmo que eu vou deixar isso acontecer com você?
Naruto apenas continuou comendo, ficando em silêncio até devorar o resto da fruta e só agora ergueu seus olhos rubis para encarar os castanhos claros de Ishiki. – Você consegue me fazer ir embora, irmãozão? – tentou fazer uma voz de escárnio e um tom sarcástico, mas sua voz soou mais como ameaça do que ofensa. – Eu preciso fazer isso.
Ishiki colocou sua mão na testa, por que tão teimoso? – Por que precisa vê-la novamente? Pretende dizer algo idiota como; Oi, eu te perdôo, estou carente, chupe minhas bolas? Para a sua bunda que você irá dizer isso, não precisa vê-la de novo, nunca mais! Um dia no futuro pegamos sua filha de volta e acabou Esdeath está cuidando muito bem dela, atrevo-me a dizer que melhor que sua ruiva cuidaria.
Os olhos de Naruto se incomodaram com isso, mas ele suspirou pesadamente. – Eu não posso cuidar de minha filha agora, Esdeath com certeza, é a melhor opção pra cuidarem dela, e se você diz isso, vou acreditar.
— Você confia em mim? – perguntou o mais velho um pouco surpreso, nunca pensou que ouvira isso de sua boca.
— Você me soltou não é? Que escolha eu tenho? – ele contra-respondeu com um olhar analítico. – Eu posso ouvir sua pulsação cardíaca e sua retina não diminuí, eu sei quando você vai mentir agora, irmãozão.
Ele riu um pouco forçado com isso, mas relevou. – Ainda não me respondeu, qual a real razão pra querer vê-la?
Ele ficou em silêncio em segundos.
Continuando em silêncio.
Seus olhos nem chegavam a piscar, ele parecia ter um olho seco agora, por um segundo ele deve ter se perdido em seus próprios motivos e pensamentos.
Ishiki ia o chamar novamente antes que ele falasse novamente.
— Se eu não me provar mais forte do que ela, ela irá me prender, mas se eu me provar mais forte do que ela, eu sobrevivo. – ele disse simplesmente isso, e pegou uma maça, só restavam mais duas maças na cesta agora, ele se deitou enquanto comia. – Sugiro que você coma uma maça agora, se eu perder você e eu não teremos uma boa noite.
O mais velho riu com isso, só mesmo seu irmão para convencê-lo de visitar o demônio em sua casa de novo. Ele pegou uma e se sentou na cama, não demoraria muito, ele viu seu irmão parecer estar alheio a tudo, só ele e a maça agora. Seguiu seu conselho e se pôs a comer também.
Se seu irmão perdesse, com certeza ele não perderia apenas os braços e parte de suas pernas, ele colocou a mão metálica em sua prótese, desejando que mais nada acontecesse a seu corpo. Ninguém quer ser torturada uma segunda vez, ainda mais por ela.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
— Esdeath-sama. – disse um dos generais, o mesmo que adentrou ao palácio com Ishiki. – Minha proposta de Guerra é que nós intensifiquemos nossos fortes principais e enviemos pelotões de reforço para cada um deles, estamos perdendo postos a cada semana, logo não restará nada de linha avançada e só o Império terá algum soldado, então todo o exército irá se reunir diante de nós e um massacre vai acontecer.
Esdeath parecia nem ter o ouvido direito, estava mais ocupada fazendo seu dedo indicador servir de brinquedo para a menina em seus braços, um sorriso mínimo se fez no rosto dela, ela alisou os míseros cabelos claros dela, seria bonita como o pai. Ela pegou uma mamadeira do chão, e entregou para o bebê, só agora ergueu sua cabeça para olhar a cara de tacho dos demais.
— Nunca viram um recém nascido mamar? – ela zombou com categoria, eles eram homens fáceis de serem provocados. – Seu plano é falho, General Boldac. – disse ela depois de relembrar a merda que ouviu. – Devemos enfraquecer nossa fonte de poder para colocar pressão em pontos descartáveis? É praticamente isso que você está dizendo.
— Pontos descartáveis? – perguntou outro General. – Não estou entendo onde quer chegar, minha imperatriz.
— Aqueles soldados que mandei para os fortes ao redor da capital, são apenas pontos escolhidos para servirem de base inimiga, é parte de meu plano, fazê-los serem vencidos, tudo para um cenário de Guerra Perfeito.
— Está querendo dizer que sacrifica a vida de nossos homens apenas para ter uma guerra melhor? – perguntou Boldac comendo a perna de um frango com gosto. – Isso é uma surpresa, pensei que você fosse...
— Pensei que você valesse a pena como general, pelo visto deveria ter continuado como primeiro tenente, Boldac. – atravessou a fala dele com rispidez, sem embolação. – Eu vou repetir novamente, nossa arma é poderosa, mas seu alcance, não é tão longe, pretendo usá-la quando o exército imperial estiver próximo o suficiente; Seu cérebro de inseto consegue entender isso?
— Consegue... – murmurou entre dentes, comendo sua perna com um pouco menos de vigor, tentando ignorar o olhar divertido dos demais. – E então. – ele voltou. – O que devemos fazer agora?
— Vamos testar essa sua idéia, envie apenas um pelotão de reforço para cada forte ainda operante, se conseguirmos alguma coisa em troca, passaremos a ouvir você melhor. – ela disse calmamente, usando seu dedo como brinquedo para Aika. Aquela ruiva conseguiu dizer o nome da criança antes de morrer diante seu salto.
Ela continuaria a brincar com a criança durante um bom tempo, e mandaria a reunião de guerra pro alto, mas as portas foram abertas por um Jeager, Daghta. Seu admirado de carteira assinada.
— Minha senhorita. – ele se colocou de joelhos com a cabeça baixa. – Temos um problema.
— Estou a ouvir. – disse Esdeath ainda brincando com seu dedo para a risada da criança ainda sem nenhum dente perfeito. – Se for sobre mortes, eu temo dizer que não é um verdadeiro...
Ela foi interrompida bruscamente. – Temos um invasor, perdoe-me minha intromissão em seus negócios, mas a porta das celas estava aberta...
Os olhos de Esdeath travaram com isso, ela saiu da sala simplesmente sem dizer absolutamente nada, com a criança em seus braços, ela não fazia idéia do que a mamãe estava sentindo agora, provavelmente apenas o temor e pânico.
Ela passou pelo corredor e desceu as escadas em seu fim, onde ela só queria que uma pessoa estivesse lá, sua criança ficou assustada.
— Shii, shi... – ela disse com zelo. – Mamãe está aqui com você, Aika. – ela dizia afagando sua criança enquanto descia as escadas, os canibais estavam intactos, a parede demonstrava estar fechada, ela puxou o ar com suas narinas, franziu o cenho, aquele cheiro...
Ishiki. Era o cheiro fedido daquele homem que ousou fazer seu companheiro sofrer.
Só de pensar nele, e de como ele feriu seu amado ela sentia-se irada.
Ela só era hipócrita, e não sabia disso.
Pois ela fez muito mais do que ferir.
Com certeza Naruto não estava lá em baixo, nem adiantava vê-lo, amaldiçoou o maldito que soltou ele, ela subiu as escadas, pegando o cheiro dele no caminho, que levava até para fora.
Ela passou pelos corredores, na saída dele para a entrada o jardim, os dois guardas mortos sem cabeça nem parecera comover ela, ela só mimava a criança que parecia estar assustada, mas não chorava.
Olhou ao redor, o cheiro levava apenas para o tumulo daquela mulher que um dia teve seu companheiro em seus braços, mas agora isso não existia mais.
Ele fugiu com Ishiki? Não... Ele não é do tipo de homem que fugia, Naruto era um homem diferente.
Ela voltou para dentro, e sentiu o cheiro dele, no corredor que levava ao quarto deles, ela franziu o cenho.
Ela andou a passos lentos, o cheiro dos dois cada vez mais fortes, sem cerimônias ela abriu a porta. Seus olhos ficaram turvos por um segundo, sua expressão se tornou uma polidez gritante de surpresa. Uma cara sem expressão, mas que mesmo assim, só mostrava surpresa e descrença.
Ali estava ele. Deitado na cama que um dia eles já dividiram, comendo uma maça como se fosse à coisa mais interessante do mundo, nem ao menos indagando um olhar pra ela, tão diferente, os cabelos compridos e loiros dele, cortados, e negros.
Os olhos celestes, vermelhos, ela não reconhecia aqueles olhos, Ishiki que estava sentando ao seu lado, demonstrou estar com pernas e braços mecânicos, ela notou certo receio em seus olhos, o mais velho ficou de pé, e manteve certa distância de seu irmão, ficando no meio deles, mas afastado, escorando na parede com os braços prontos para agir conforme a situação.
— O que aconteceu com você? – ela não ousou chamar pelo seu nome, por alguma razão, ela sentia vergonha de si mesma por chamá-lo pelo nome, algo dentro dela dizia que ela havia perdido desse direito desde o começo.
— Eu não sei, por que você não me responde? – ele disse tranqüilo, devorando a maça com tranqüilidade. – Você vê isso Esdeath? Ela é vermelha, vermelha como meu sangue que você bebia enquanto me cortava e me costurava você gostou disso não é?
( Naruto atual)

Esdeath não sabia o que responder, curiosamente, a criança em seu colo, a pequena menina começou a chorar, Naruto se ergueu sem dizer nada, se aproximou calmamente diante dela, sem esboçar reação ou expressão alguma a não ser a calmaria.
Ela o deixou pegar a criança em seu colo, as roupas claras que ela usava, pareciam agradar os olhos de Naruto.
— Você ao menos consegue ser útil e cuidar de uma criança, parabéns Esdeath. – ele disse com a voz tranqüila demais, doeria menos se tivesse ódio, mas ele disse isso com naturalidade, como se isso fosse um fato e que ela não poderia mudar isso, doeu em seu peito vê-lo assim, mas algo dentro dela, novamente disse que isso era sua culpa.
— Não consigo entender o que está insinuando. – ela juntou coragem pra dizer alguma coisa além de nada. – Está dizendo que não posso cuidar de alguém?
— Longe disso. – ele disse tranqüilo, acariciando o rosto de sua filha, quase chorando novamente. – Só estou dizendo que você não consegue cuidar de ninguém, é diferente. – ele disse ainda mais calmo, a voz calma dele, por alguma razão, escondia um grito, um berro de dor, ela conseguia ver apenas a dor naqueles orbes vermelhos. – Quantos anos ela tem? – ele perguntou nem olhando para ela novamente, conseguindo esboçar um sorriso quase imperceptível em seu rosto pálido agora.
— Um ano e três meses. – ela respondeu um pouco incerta. – O que aconteceu com você, meu doce...
Antes que ela pudesse dizer o seu famoso elogio, ela levou um tapa forte em seu rosto, uma marca perfeita de cinco dedos se fez presente, Ishiki tremeu como vara por isso, mas ele deu um sorriso de canto, como se tivesse gostando disso.
Esdeath ficou com o rosto virado durante dez segundos, totalmente surpresa, Naruto... Bateu nela? Ele lhe deu um tapa, um tapa forte, ela sentia sua bochecha quente por causa de seu tapa dele, foi algo para marcar. Ela virou seu rosto, e a mão dele nem estava mais estendida, estava novamente acariciando sua filha.
— Como você ousa... – ela disse erguendo sua voz mais um pouco, assustando a criança, ela não ligou pra isso agora, estava irritada com o que ele lhe fez. – Você me deu um tapa... Naruto... – a voz dela ficou mais esganiçada com isso, quase como um perigo iminente. Naruto nem ao menos deve ter ouvido ela, nem olhou para ela novamente. – Eu estou falando com você Naruto. – ela se aproximou dele, fazendo menção de encostar-se a seu ombro.
Não conseguiu.
Naruto deu um passo para trás, usando um dos dedos para a filha segurar, ele riu bobo com isso, sua filha puxou o rosto de Chelsea e um pouco dos olhos dela, isso era bom, muito bom. Sua filha sempre teria um pouco de sua mãe maravilhosa.
Ishiki ficou em silêncio, estava claro que o humor de Esdeath estava mudando.
— Me entregue Aika. – ordenou, tentando se aproximar dele novamente, ele recuou ainda brincando com ela, nem ao menos dirigindo a palavra ou um olhar para ela, era como se ela não existisse agora, Esdeath sentiu seu rosto esquentar ainda mais. – Me devolva minha filha.
— Ela não é sua filha. – a voz de Naruto de um segundo para outro ficou ríspida, fria, Esdeath inconscientemente deu um passo para trás. – A mãe dela morreu, o único parente de família sou eu, não você. – respondeu pela primeira vez olhando para o rosto de Esdeath, olhando dentro de seus olhos, ele podia continuar com isso durante um bom tempo, mas acho que não podia dizer o mesmo sobre ela, ela desviou o olhar.
— Então onde estava você? – ela provocou sarcástica.
— Estava preso, por sua loucura e obsessão conturbada sobre mim, por sua sociopatia sem fundamento e por sua estranha maneira de me fazer sentir dor. – ele respondeu cínico, adorando ver a expressão completamente abalada de Esdeath.
— Eu ia te soltar... – ela teve a coragem de dizer isso, algumas coisas estavam começando a soar claras pra ela. – Eu não queria te deixar preso.
— Você acha que isso vai mudar alguma coisa? – levantou à voz, Ishiki se pronunciou um pouco mais irritado. – Você abriu o estômago dele, você fez uma cirurgia sem insulina de remoção de órgãos, abriu o tecido dele, e costurou com a porra de linha de tricô vermelha, você o deixou acorrentado a uma parede, por um ano, você o torturou você o fez comer essa sua bunda gélida de velha, durante meses, você obrigou ele ver as pessoas queridas dele morrerem em sua frente, você destruiu a vila dele, você matou os amigos dele, você, de fato, acha que qualquer ser humano com um quinto de cérebro vai acreditar que você ia o soltar um dia?
Esdeath ficou muda e em silêncio total, mas ela não queria aceitar que ela fez isso apenas por loucura. – Você está errado... – ela disse com a voz mais baixa do que nunca tivera usado antes, com vergonha de olhar para Naruto agora, mantendo seus olhos para o chão. – Eu não queria que isso fosse assim. – ela ergueu a cabeça, olhando para ele agora. – Eu te amo do fundo do meu coração.
— Coração? – o loiro se aproximou de Esdeath, segurando sua filha com cuidado com um braço apenas, Esdeath sabia que ele iria lhe bater, ela não reagiria de acordo, ela merecia alguma punição também. Mas nada veio, veio apenas um choro baixo. – Você não possuiu coração, você não possui sentimentos, você só possui loucura, seja lá no que te mantém viva. – ele deixou mais algumas lágrimas saírem de seus olhos, uma pingou na testa de sua filha, ele a limpou com o dedo com um cuidado enorme, parecia gostar de ter sua filha nos braços, mesmo que não conseguisse mais ficar com ela durante um bom tempo.
— Eu... – ela tentava argumentar contra isso, mas não conseguia, a verdade parecia lhe doer fundo, ela não merecia ele, ela merecia apenas a dor, e mesmo assim, ela como era egoísta, ainda queria que ele fosse dela. – Por favor, não faz isso comigo...
Naruto se controlou ao máximo para não gritar com ela. – Você tem coragem de me pedir para continuar com você, olhe para meu corpo Esdeath. – ele moveu o manto para o lado, demonstrando linhas vermelhas por todo o corpo, e em suas costelas, cicatrizes mais grossas, ele perdeu algumas, e logo elas voltaram, sem cuidado algum com um processo cirúrgico que lhe doeu até em sua alma, e ele não conseguiu fazer nada. – Você me ama?
— Amo! – ela disse alta e em bom tom, querendo apenas abraçá-lo. – Amo muito! – ela se aproximou dele, esmagando ele em um abraço, querendo apenas tirar toda a dor que ela causou nele.
Ishiki olhou isso com graça.
Ela não entendia a situação em que estava.
Ela o perdeu para si mesma.
Não havia como ela conseguir ele de volta, quando ela mesma havia o mandado embora, não com suas palavras. Mas com suas ações. Ele riu com gosto, nem se importando que ela nem tivesse ouvido, ela estava ocupada agindo desesperadamente com o Naruto.
Ela continuou abraçada a ele, Aika parecia estar feliz, sim, ela estaria feliz se eles estivessem juntos agora com um casal, era simples, ela foi uma tola... Ela não precisava fazer isso com ele, mas isso não importava mais, agora que Aika estava ali iriam se manteriam unidos.
Como ela estava errada...
Ela foi afastada com um empurrão quase caindo, ela olhou surpresa para isso. Naruto passou por ela com calmaria, ignorando a expressão levemente chocada dele, ele não aceitou seu abraço, não aceitou suas desculpas, ela tinha que implorar? Ela o faria. O orgulho que vá para o inferno.
Ela baixou seu corpo, e encostou sua cabeça no chão. A testa grudada, e o chapéu rolaram para o chão, isso pareceu não ter feito nada com o loiro, ele abriu a porta, Esdeath viu uma de suas empregadas pessoais ali.
— Cuide de minha filha Maline. – disse para uma das empregadas que ele conversou um dia quando Esdeath não estava. – E saia de perto desse quarto, não deixe nada acontecer com ela, sim? – ele tentou sorrir para ela, mas não conseguiu, com um baque forte, ele fechou a porta na cara dela. Voltando agora os olhos para a ainda curvada Esdeath.
— Levante sua cabeça. – ele disse com um tom mais leve, apesar de suas palavras não possuírem delicadeza, era como se ele não conseguisse gritar.
Esdeath continuou de joelhos, olhando ele se aproximar dela. Ela não entendeu o que se sucedeu depois disso.
Um chute, um chute forte, no meio de seu nariz, que com certeza sentiu algo forte, um chute que deve ter amassado seus lábios e empurrando sua testa para dentro, Naruto deu um tremendo chute em seu rosto, Ishiki esboçou um sorriso alegre no rosto, feliz por ele ter feito isso com ela, ele nunca esperou ver isso em vida, Esdeath se deixando levar porrada, era algo inédito.
Esdeath colocou uma das mãos em seu rosto, completamente surpresa por ele ter feito isso com ela, por quê? Não conseguiu entender isso. Ela ia se levantar, mas ela sentiu um piso forte em sua nuca, a mandando para o chão do quarto, Naruto pisou em sua cabeça com tanta força, que sua testa fez um buraco no piso do quarto, ele esmagou sua cabeça, sua expressão ainda calma, nem parecendo feliz em fazer isso, ele parecia natural, como se fizer isso agora, fosse algo natural pra ele, e de fato, era.
— Você merece isso Esdeath, lembre-se disso. – ele colocou mais força em sua perna, fazendo a cabeça da mais velha fazer um buraco ainda maior no chão do quarto. – Se lembra de Numa? – ele ergueu seu pé, Esdeath que estava sem entender nada, pensou que agora ele a deixaria impune, ela pensou que isso era apenas para ele conseguir a perdoar depois, mas foi um leigo engano.
Ela levou um piso mais forte, seu corpo fez outra cratera no piso, ela não conseguiu se levantar com sua força bruta.
— Se lembra daquela menina, Esdeath? – outro piso, Esdeath sentia que seu nariz estava quebrado em duas partes. – Aquela que me deu uma flor, por eu ter salvado ela... Lembra-se dela? – ele perguntou após outro piso. – Nyau contou isso pra você, em uma de nossas missões na guerra do norte, você perfurou sua cabeça com um dardo de gelo. – ele pegou os cabelos de Esdeath, e virou seu rosto para ele.
Esdeath só conseguiu ver mágoa e dor estampando nos orbes vermelhos dele, e a fonte era ela, agora tudo ficou claro, o motivo dele estar sofrendo, era ela, o motivo da dor dele, era ela, sempre foi ela, ela nunca conseguiu ser boa pra ele, ela nunca conseguiu tê-lo, ela nunca iria conseguir ter ele agora, ela quebrou tudo, ela destruiu tudo, tudo que tinha valor pra ele um dia, ela simplesmente esmagou, e agora estava sofrendo por isso, algo lhe dizia que ela merecia. Ela não iria reagir ainda. Ela precisava disso.
— Eu não consegui salvá-la. – ele disse com certo pesar na voz. – Se lembra dele? – ele apontou para Ishiki, que ficou surpreso com os olhos dela estarem tão perdidos e voltados pra ela, Esdeath, parecia estar completamente, perdida em seu próprio mundo. – Ele tem contas pra acertar contigo, você vai deixar ele te surrar um pouco, não é?
Ishiki deu um sorriso de canto, esse seu irmão, estava ficando cada vez mais interessante. Ele estralou os dedos metálicos, Esdeath parecia nem ter se importado com isso, Naruto soltou os cabelos de Esdeath, que parecia estar em outro lugar agora, nem se importando com o sangue que escorria em seu rosto e em sua boca.
Ishiki pareceu ficar com gosto por surrar seu rosto, ele segurou seu pescoço no chão, e começou a bater e bater em seu rosto, um soco atrás do outro, o rosto de Esdeath começou a inchar em uma parte, um hematoma completamente roxo se formou, não virou uma bola, Ishiki enjoou desse lado.
Naruto estava escorado no armário, vendo apenas Ishiki sorrir e sorrir com a falta de reação dela, Ishiki começou a apertar seu pescoço com força.
Esdeath nem parecia estar vendo que estava sendo estrangulada, ou tentando ser.
Ishiki sentiu seus nervos ficarem maiores, por que ela não reagia?
Ele puxou a espada de sua prótese, Naruto não reagiu a isso em nenhum momento. Apenas ficou em silêncio, vendo algum outro ponto, Esdeath mesmo com uma espada apontada para seu coração, continuou mirando Naruto, querendo que ele fizesse alguma coisa.
Ishiki ergueu seu braço, iria aproveitar esse momento e mandá-la para o inferno onde era o lugar que ela deveria ter nascido, mas quando ele foi desceu o fio, ela se livrou do seu aperto, e fez uma barreira de gelo na frente do seu corpo, a lâmina não chegou nem a encostar nela, Ishiki ia tentar novamente, mas ele levou um chute na boca de seu estômago e ficou de joelhos sem ar.
Esdeath olhou para ele enquanto se erguia.
Tão fraco...
Os socos dele não lhe doíam. Mesmo que sua pele estivesse com uma parte roxa em seu rosto, mesmo que essa parte fosse mínima. Ela ficou de pé, e deu passos lentos em direção a Naruto novamente.
— Você me desculpa agora? – ela perguntou honestamente, em sua cabeça isso era apenas uma punição que ela merecia, ela havia feito coisas horríveis, ela viu isso agora, então ela teria que simplesmente, lutar por ele novamente, seria a mesma coisa que ela fez com Bols, o relacionamento deles melhorou muito quando... Ela parou de ser ela...
— Você entendeu, não é? – perguntou o loiro com calmaria, nem se movendo, não conseguindo esboçar uma expressão além da simplicidade que esboçava na face. – Você e eu, nunca vamos conseguir ficarmos juntos.
Esdeath não quis ouvir isso, não queria ouvir isso dele, ela tinha que mudar, era simples, era fácil! Sim, era apenas uma mudança, se ela parasse de fazer o que ela sempre fez, Naruto seria dela de novo, e muitas coisas iriam se resolver.
— Não Esdeath. – ele falava como se conseguisse ler seus pensamentos, e de fato podia, não por ter essa habilidade, mas por ficar vivo muito tempo ao lado dela, você aprendia como ela se portava em situações assim, principalmente quando ela tinha que desafiar a si própria, promessas, e promessas, todas quebradas em pouco tempo.
— Não o que? – ela perguntou temerosa. – Não conseguir ficar juntos? – ela perguntou novamente, tentando se aproximar mais dele, mas ele não gostou disso, seus olhos mostraram isso. – Por favor, me deixe tocar em você. – ela pediu humildemente, sem medo algum.
Naruto apenas continuou com sua expressão inalterada. – Eu devia estar te surrando até você morrer agora. –disse o moreno com simplicidade, como se isso fosse algo natural, tão natural quanto à luz do dia, que preguiça... Não. – Mas algo me diz que não devo ser como você, eu sou melhor que você.
Esdeath sentia-se humilhada em algum nível, algo dentro dela dizia que ela merecia ser escorraçada em todas as maneiras possíveis, que ela merecia ouvir isso vindo dele, ela o fez sofrer. – O que eu posso fazer pra você voltar pra mim? – ela perguntou com certa esperança, quando Naruto deu alguns passos perto dela. Ela sentiu-se encher de uma mínima esperança, Naruto ia dar alguma coisa para ela fazer, e quando ela conseguisse isso, tudo iria ficar bem.
— Eu quero que você lute comigo. – novamente, seu tom ficou desprovido de qualquer emoção do que o vazio e simplicidade, ele falava de um jeito tão normal, coisas tão intensas, ele parecia fazer pouco caso de muita coisa.
Esdeath com certeza fez uma expressão completamente distinta de qualquer uma que ela já tenha feito na vida, ela teria que lutar com ele? Justo o homem que ela não queria machucar...
— Não diga que você não quer me machucar. – ele novamente apontou para seu corpo. – Você fez mais do que machucar.
Ela mordeu os lábios em nervosismo, nem parecendo o monstro que era. – Mas eu não quero fazer isso...
— Uma motivação, hm? – Naruto disse com a voz baixa, ele retirou seu capuz, deixando seu tórax à mostra. – Está vendo esse corpo? – ele apontou para si mesmo, mesmo nessa situação, os olhos de Esdeath o cobiçaram novamente. – Ele é seu. – ele colocou a mão em frente aos ombros de Esdeath, que já queriam o abraçar novamente, ele fez a mesma coisa de anos atrás, a parou de novo. – Se você me vencer, ele é seu, algo simples, fácil, e que você consegue fazer, não?
Esdeath não queria lutar com ele, não queria machucá-lo mais do que já fez, os olhos de Naruto brilharam em raiva, mesmo que sua cara continuasse inalterada.
— Você está me desrespeitando como um guerreiro? – ele se aproximou dela, ficando de cara com ela, olhando apenas para cima, ela era maior que ele. – Você acha que eu não tenho valor?
— Você é a pessoa mais importante nesse mundo pra mim. – ela não agüentou e o abraço, com tudo o que tinha, só queria parar com isso, só queria fazer tudo isso parar. – Eu só não quero te machucar.
Ela não entendeu quando algo passou envolta dela, com força, ela sentiu um aperto em seu corpo, seus braços se afastaram de Naruto, ela foi arremessada para a parede do seu quarto, ela atravessou tudo, uma parte de seu quarto foi destruída, e a parede em que ela se chocou também, ela voou e caiu para o jardim. Ela foi arrastada em meio às extensas flores, ela tossiu um pouco, o aperto foi forte, ela olhou para onde estava ela voou longe. Naruto estava demonstrando estar acompanhado por três caldas atrás dele, caldas de pura energia bruta, uma energia vermelha que parecia borbulhar, mas seu corpo não estava sendo engolido pela energia, nos registros de armas, todo o usuário dessa arma era envolto da energia das caldas, mas Naruto não, ele parecia estar livre disso, ele saltou do alto e pousou em sua frente, Ishiki observou de longe, com um sorriso orgulhoso quando Naruto andava na direção dela.
— Não me obrigue a lutar com você, eu não quero! – disse Esdeath fazendo uma posição de ataque com as mãos, ela não queria ter que usar isso nele. – Não quero te machucar...
— Você me machuca só de respirar no mesmo universo que eu. – ele desapareceu de sua frente, um segundo depois, sem poder se defender. Ele estava em sua frente, quebrando completamente a sua guarda, a pele clara dele, ficou mais visível com o brilho da lua agora, que estava os observando de cima, Esdeath só conseguiu sentir um soco forte em cheio no seu estômago, ela não conseguiu conter o sangue que ela cuspiu enquanto foi praticamente lançada para o muro, ela sentiu seus ossos estralarem quando ela se chocou com o muro do palácio que afastava ele da cidade rica.
Naruto não parecia surpreso por ter feito isso com a mulher mais forte do império, parecia estar até mesmo, desapontado, dado que seus olhos pareciam estar caídos, ele esperava mais de si mesmo?
— Você não vai se defender? Ótimo. – ele disse juntando suas pernas e erguendo suas mãos, garras se formaram Esdeath não teve outra escolha, ela não podia o deixar fazer isso, ela iria vencê-lo, e levá-lo de volta, e tudo ficaria bem, agora ela tinha uma motivação, iria prendê-lo, e tudo ficaria bem. Ela puxou seu florete de sua cintura, totalmente em guarda, agora eles eram inimigos. – Me mostre que você pode ser um jogo pra mim, como você me disse no passado.
Esdeath viu com surpresa, quando uma quarta calda apareceu atrás dele, os olhos dele ficaram mais brilhantes agora.
— Weisschnabel! – ela disse rapidamente. Mandando uma chuva de cristais de gelo para a direção dele, claramente com intenção de acertá-lo agora, ela estava séria, precisava ser rápida, não o machucaria muito. Mas ela viu com surpresa quando as quatro caldas, simplesmente, quebravam os pedregulhos de gelo que iam na direção dele. Como se fosse apenas pedrinhas pequenas, com facilidade, seu gelo era quebrado em pedaços quando se aproximava dele. Ele parecia não demonstrar orgulhos disso, isso parecia não ser importante, se defender dela, parecia ser algo... Comum... Ela não entendeu isso.
Ela tinha que ser mais séria, ela tinha que levá-lo a sério, caso contrário, ela não o teria.
— Eu peço que você entenda que isso pode doer, Naruto. – ela disse guardando seu florete, ela não faria nada contra ele agora. – Quando você acordar tudo será resolvido.
— Então me mostre que você pode me prender novamente. – ele desapareceu novamente de sua frente, a velocidade ele fazia ela se sentir lenta, muitos já chamaram de veloz, ela se sentia uma tartaruga em frente a uma raposa, Naruto usou suas caldas para atacá-la, Esdeath defendia com barreiras de gelo erguidas em seu corpo e em suas mãos.
Naruto reaparecia atrás de cada barreira, desferindo um soco, e indo em direção a outra, Esdeath se virava para defender-se como podia, ela podia sentir, as caldas quase a alcançando enquanto ele dava voltas ao redor dela, as barreias não iria agüentar, ele apareceu em sua frente com um soco preparado em seu rosto, ela ergueu uma barreira de novo, ele sumiu de seus olhos, ela virou a cabeça, estava atrás, com duas caldas juntas pra lhe furar o corpo com certeza, ela fez uma barreira de gelo em suas costas, ele sumiu de novo.
Ele apareceu em um salto em cima dela, com um chute machado pronto para soterrar o corpo dela ali, ela fez uma cápsula de gelo em cima de sua cabeça, protegendo ela de cima, ele para a extrema surpresa dela, desapareceu em pleno ar. Ela só sentiu sua presença tarde demais, em baixo dela, ela sentiu a movimentação dele em sua frente.
Ela baixou sua cabeça, ela só conseguiu ver o punho fechado dele ir de encontro com seu queixo, um perfeito gancho de direita foi desferido, ela sentiu sua cabeça dar um giro completo com isso, ela bateu seu corpo em sua barreira, atravessou ela novamente, girando alto, ela estava tão alta que havia ultrapassado a altura do muro.
Naruto vendo-a de baixo deu um salto para a borda do muro, de onde Ishiki havia matado os guardas, e pulou novamente, como um impulso para alcançar ela.
Esdeath se recuperou do soco, e viu ele vindo em sua direção com velocidade, ele pegou um impulso extra, muito esperto. Mas isso não ficaria assim.
— HAGEL SPRINGEL! – ela gritou alto quando o corpo dele se projetou em cima dela, ele pulou mais alto do que ela, enquanto ela caia agora, ele ainda estava subindo, o que deixou a situação perfeita para ela, ele não morreria com isso. – Sobreviva a todo custo.
Ela ergueu sua outra mão para baixo, criando uma plataforma de gelo, em que ela deslizou para um lado e pulou para o muro.
Naruto ficou surpreso com isso, não sabia que ela podia fazer duas habilidades simultaneamente, ele queria rir com isso, mas havia um imenso bloco de gelo, uma bola de gelo, com certeza maior do que aquelas que ela usou no acampamento atrás de si, ela realmente estava levando a sério.
De outra perspectiva, Ishiki conseguiu ver claramente que Naruto quando se colocou no chão do jardim, teve tempo suficiente para correr do bloco de gelo, Ishiki teve que pular para cima, só assim conseguiu desviar dos destroços, os blocos de gelo que se chocou com o jardim voaram para todo o lado, a passarela do palácio foi completamente destruída, as flores esmagadas, uma parte do muro foi destruída, deixando um rombo enorme ali.
‘’ Onde você está? ‘’ – pensava Esdeath, não conseguia o ver, ele estava bem? Ela ia descer do muro e procurar por ele, mas não preciso, ela sentiu sua presença a poucos centímetros de acertar outro soco nela, ela inclinou sua cabeça no pouco espaço plano do muro, Esdeath não conseguiria vencê-lo em artes marciais. Ela revestiu suas duas mãos com gelo, Naruto tentou chutar seu rosto, ela colocou seu braço revestido na frente da perna, conseguindo defender, uma das quatro caldas se mexeu sem conformidade e a pegou de surpresa quando pegou uma de suas pernas e lhe tirou o equilíbrio.
— Vamos ver se você cai em pé. – disse Naruto segurando ela pela calda e pulando novamente, olhou para a cidade atrás do primeiro murro, uma cidade que com certeza não ficaria de pé até amanhã. – Voe! – e arremessou o corpo de Esdeath para uma das casas mais próximas, era uma casa de dois andares, Esdeath foi jogada como bala, mas antes dela se chocar com o concreto da casa, ela fez uma bola de gelo ao redor do corpo, como uma camada protetora, amortecendo o dano que levaria, mas ela destruiu a casa, ela diretamente jogada para o centro casa, atravessando ela e parando presa na outra, ela destruiu a primeira casa quando ela passou, e a parede da segunda estava destruída, ela retirou os tijolos de cima de seu corpo.
Naruto vendo que ela se recuperou rápido se jogou contra a casa onde ela havia parado, não poderia deixá-la se recuperar agora.
Esdeath conseguiu saltar para cima, ela destruiu o telhado da segunda casa ali, gritos começaram a ser ouvidos, não tinha tempo para os nobres agora, estava ocupada com um certo homem que saltou atrás dela de novo.
Ela tinha a inércia de movimento ainda, não conseguia se mover bem, Naruto passou a altura dela, e girou seu corpo em uma cambalhota aérea, chocando suas caldas no corpo de Esdeath, que foi mandada para o chão como uma bala, cortando o ar ao redor dela, fazendo uma pequena quebra de barreira com a velocidade em que ela desceu.
Esdeath destruiu o restante da casa, ela desabou ao seu lado, ela conseguiu ver Naruto descer atrás dela com as caldas juntas, como se fosse uma espada de energia, um brilho vermelho o acompanhava em sua queda. Esdeath saltou para trás, tempo suficiente para evitar ser cortada ao meio pelas caldas dele, uma cratera maior ainda se formou quando ele se chocou com o solo. Ele estava sério. Ela respirava com alguma dificuldade agora.
Naruto se recuperou do golpe falho e correu na direção dela, Esdeath pegou sua espada e jogou na sua frente, ele simplesmente sumiu da linha de visão dela e apareceu fazendo uma rasteira no resto das casas, derrapando e sumindo novamente.
Esdeaht sentiu ele atrás de si, instintivamente ela conjurou pilares de gelos afiados que foram em todas as direções.
Naruto não esperava por isso, ele colocou suas caldas em frente a seu corpo para se defender, mas novamente ele estava no ar.
— Bela defesa. – ele ouviu com surpresa uma voz em seu ouvido, agora foi a vez dele, dessa vez suas caldas não conseguiram defender duas coisas ao mesmo tempo, Esdeath deu um chute giratório em seu rosto, o mandando para outra ponta da cidade, ele se chocou com o que parecia ser um monumento importante, uma sala de antigos senhores, agora completamente destruída quando ele se chocou ali como uma bala perdida, sentiu uma dor em sua coluna, ele com certeza sentiu isso.
Ele não teve tempo de se recuperar, a mesma coisa que aconteceu no acampamento, Esdeath estava pulando entre pilares para chegar mais rápido, funcionou, e novamente, ela usou aquela habilidade que ele só conseguiu ver uma vez.
— HAGEL SPRINGEL SIZE! – a mesma esfera se formou nas mãos de Esdeath quando ela saltou para cima de Naruto em pleno ar, múltiplas esferas enormes de gelo se formaram, a destruição naquela parte seria geral, os destroços das duas primeiras pedras enormes destruíram todas as casas ao redor, pessoas foram esmagadas, gritos foram silenciados com isso.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Ishiki apenas via maravilhado aquela luta, uma luta de verdade, ele conseguiu ver tudo novamente, ele agora estava apenas segurando o manto de Naruto que criou uma quinta calda atrás dele e espaçou dos destroços da primeira, muito mais rápido que antes, ele se jogou na terceira esfera que ainda não havia caído, cravou suas garras e começou a correr envolta da esfera, quando ela estava prestes a cair, ele saltou para a quarta esfera, para a surpresa de Esdeath, ninguém nunca havia escalado seu Hagel antes, todos morriam com isso. Naruto pegou um impulso novamente na esfera e foi de encontro com o corpo de Esdeath, que não conseguia planar no céu agora. Naruto girou seu corpo duas vezes para ter aumento de movimento, funcionou.
Suas caldas pegaram mais força com a volta no ar, ele as girou, e Esdeath não conseguiu fazer uma barreira a tempo, ela arfou um pouco, estava gastando energia demais. Ela voou para o chão novamente, ela cobriu suas costas com gelo, mesmo assim ela sentiu dor nelas, sua costela com certeza quebrou, ou várias delas.
Ela teve dificuldade de se levantar ,demorou mais do que alguns segundos, e Naruto aproveitou isso na queda.
Esdeath não teve escolha, cinco caldas formadas como pontas vindo em direção a ela, ela morreria.
— Mahapadma. – ela disse baixo, juntando suas mãos, novamente o tempo parou. Ela saltou para trás, ignorando a dor. Ela teve tempo de contra-atacar. – Graun Horn! – uma estaca de gelo foi criada em sua mão e voou em direção a Naruto.
Quando o tempo voltou, Naruto só conseguiu ver a cratera vazia e uma linha de gelo indo em direção a ele, ele não teve como se defender quando o gelo atingiu seu ombro esquerdo, atravessando seu corpo e se chocando em uma parede de outra casa que estava quase caindo, Esdeath realmente lançou isso com força.
— Me desculpa. – dizia ela correndo em sua direção com as mãos juntas como se fosse uma reza. – Solider Glices! – ela criou dez soldados de gelo, e começou a congelar suas costelas, isso iria ajudar um pouco, os soldados conseguiriam um tempo.
— Não me menospreze. – disse Naruto, ela conseguiu ouvir. Seus soldados de gelo foram separados em tiras pelas caldas conforme Naruto passava entre eles, nenhuma lança de gelo foi capaz de encostar-se a um fio de seu cabelo.
Esdeath olhou isso irritada, ele estava muito mais forte do que antes, seus olhos se arregalaram quando ele finalmente deu um sorriso agora, um sorriso de arrogância, ela sentiu seus olhos diminuírem quando ela notou uma sexta calda atrás dele, as garras dele aumentar ainda mais.
Ele sumiu de onde estava e surgiu colocando um chute em sua costela, o chute foi tão forte que ela voou para trás novamente, sendo arrastada no chão e levantando tudo com ela, um rastro de sangue se fez presente, sua boca doía, ela teve dificuldade para levantar agora, ainda colocando pressão na costela, o dano foi muito sério, ela não conseguiria gerenciar isso.
Naruto se aproveitou da clara desvantagem.
Ele nem precisou suar muito com as estacas de gelo que vieram para ele, ele apenas saltou para cima, evitando todas elas, Esdeath pareceu estar mais apta agora, ignorando totalmente a dor, ela avançou em direção a Naruto. Ela chutou o ar, e uma linhas de gelo pontiagudo se fez presente onde Naruto estava correndo para ir de encontro com ela, ele foi pego de surpresa com isso, uma das estacas que surgiram no chão, acertaram seu braço, o perfurando em duas partes, ele sentiu seu osso ser partido também, demoraria muito pra isso se curar. Mesmo com a cura de Kurama, não estava sendo fácil pra ele, ele pensou que conseguiria vencer.
Mas Esdeath simplesmente, era tão forte quanto ele, demorou em entender isso, Esdeath era forte, forte o bastante para ir contra ele agora.
As coisas ficariam complicas se Budo resolvesse aparecer de surpresa. Sangue escorria de seu corpo, ele arfava tanto quanto Esdeath.
— Eu vou vencer você. – ela disse alto o bastante pra ouvir. – Você evoluiu esplendidamente, mas ainda não é o bastante pra me vencer. Volte comigo Naruto, sabemos que isso pode acabar melhor assim. – ela estendeu a mão pra ele, ela já fez isso, na primeira vez que olharam um para o outro, e novamente, ele negou.
Ele respirou fundo, colocando a mão em seu braço, teria que arriscar isso agora. O braço podia ser posto por outra coisa mais tarde, seria simples.
Ele tomou um salto de novo. Para a surpresa de Esdeath, ela pensou que havia o desmoralizado completamente, leigo engano, ela também não estava em melhores estados, ela só conseguiu defender seu corpo, pensando que as caldas fariam alguma coisa, mas foi um engano, Naruto quando estava perto para socá-la na altura de sua barriga, saltou um pouco para cima, suas caldas desapareceram. E toda a energia vermelha foram em direção ao braço perfurado pelo gelo, Esdeath não teve reação a tempo, foi simplesmente muito rápido.
Naruto acertou um soco em cima de sua cabeça, a reação foi imediata, Esdeath bateu com seu rosto no chão, fazendo novamente, outra cratera. Esdeath foi soterrada, ela sentiu seu corpo amolecer, seus olhos quase se fecharam em uma inconsciência que com certeza queria muito ocorrer. Ela não sentia seus braços, nem suas pernas, era como um curto em seu sistema nervoso, ela não conseguia mover seus membros. Sua cabeça doía, ela não conseguia reagir a nada.
Ela ouviu um grito de dor. Ela conseguiu mover sua cabeça para trás, inclinando seu corpo e olhando para Naruto de cabeça pra baixo em sua frente, ela não entendeu o que viu.
Naruto estava com o osso de seu braço simplesmente repartido em vários lugares, o ferimento estava exposto, ele não agüentou isso e arrancou seu braço com suas garras, Esdeath sentia seu ser se preocupar mesmo nessa situação, o sangue dele escorria pelo ferimento, ele também se sentiu tonto, cuspiu sangue pela boca, em frente ao cabelo de Esdeath, se colocou de joelhos, caindo quase em cima do rosto dela.
Não houve nenhuma palavra enquanto ambos estavam se olhando, Naruto em cima, Esdeath em baixo, nenhum deles tinha mais condição de lutar, o sangue de Naruto escorria.
Ela viu assustada quando o brilho vermelho deixou os olhos dele, ela queria ajudá-lo, mas não conseguia se mover.
— Na...ru...-to... – ela se esforçou para dizer, ele estava agonizando em silêncio, seus olhos estavam se fechando. Mas para a surpresa dela, Ishiki apareceu com um desespero talvez maior do que o que ela estava sentindo agora. Ishiki retirou o manto que Naruto estava usando e usou para estancar o sangramento, rasgando uma parte dele e fazendo um nó, quando o pano fez pressão na carne exposta de Naruto ele gritou novamente, Esdeath tentou se levantar de novo, tudo o que ela conseguiu foi girar seu corpo e ficar de bruços, seus olhos estavam se fechando, ela conseguiu ver Ishiki pegando Naruto nos seus braços, olhando para ela.
— Você é uma peste que tem que morrer, faça um favor a si mesmo e corte sua garganta. – ele disse olhando para ela, logo ele começou a saltar de telhado em telhado, não demorou muito, e Esdeath perdeu ele de vista, perdeu Naruto de vista, a única coisa que restou dele, foi seu sangue, e a destruição que ambos causaram. Ela estendeu o braço para tentar pegá-lo, mas apenas o vento passava entre os dedos, ela sentiu seus olhos começarem a pesar, ela caiu inconsciente na cratera.
A última coisa que ela pensou, foi do dia em que eles eram felizes.
Mas ela nunca soube que esse dia nunca aconteceu, apenas para ela, não para ele.
Fale com o autor