Obsessão

15 Mate a Obrigação.


Notas iniciais
Foi mal a demora, mas eu tenho vida pessoal né pessoal e...e Espero os comentários, e valeu pela nova recomendação RUBRO ♥ E não, meninas ou meninos fêmeas, não sou bom em romance, foda-se.

O Exército Revolucionário a Oeste estava sofrendo imensas baixas, seus cem mil e trezentos soldados, estava sofrendo baixa hora após hora, a inimiga deles, era apenas uma mulher já fazia um dia. E ela não descansava, ela era como uma besta humana, uma besta da classe mais alta, da patente mais inalcançável, mesmo seu esquadrão armado com Teigu especializado em ataque bruto, não chegou nem perto dela ainda, e ela estava parada.

Diferente dos Nortistas, eles não estavam morrendo congelados, ou cortados ou brutalizados, eles estavam sendo queimados, sendo comido como gado depois de cozidos pelos dragões. Não era nada demais para Esdeath, que desde que chamou seu animal pessoal, ficou sentada, lambendo e tomando água dos gelos que conjurava, fazendo pouco caso dos gritos de horror e de morte dos soldados a baixo naquele lugar, as rochas imensas ao redor naquela estrada só ajudavam seu dragão a cozinhá-los e ter uma refeição digna.

Ela estava esperando um dia, alguma noticia. Esperando Daidara mandar algum soldado raso a encontrar, e lhe dar uma carta dizendo que Naruto estava perfeitamente bem como Wave havia lhe dito, que ele estava passando bem, que ele iria enfiar uma espada em todos ali. Mas havia sua mãe naquele lugar, Ishiki foi um bom menino, fazia tempo que ela não o via.

Mal ela sabendo que Wild Hunt o soltou, sobre ordens do filho do Primeiro Ministro. Mal ela sabia. E quando ela volta-se, e se deparasse com a noticia que Surya está desacatando seus soldados, coisas ruins poderiam acontecer. Não que ela se importasse, Onest dependia dela, e Budo não era comprado por ninguém, então ela dava suas cartas finais, e além do mais, Budo estava em Sukain, parando as rebeliões que vinham ao Leste.

Ela prestou mais atenção ao redor, e viu que havia alguns poucos sobreviventes na quarta leva de fogo subindo as rochas ao redor, como um refugio. Ela riu divertida, com um estalar de dedos, pedregulhos de gelo esmagavam os corpos como merda.

— Nunca joguei sinuca desse jeito. – ela cantava divertida. – Me pergunto se a bola tem que ser maior. – ela nunca havia feito algo como isso antes, então seria divertido, ela avistou cerca de cinco amontoados em um local só. Ela ergueu seu braço, e uma bola imensa de gelo( Aquelas que ela faz que estupra todo mundo) e jogou até eles. Os estilhaços acabaram por soterrar ainda mais, e logo seu dragão já estava voltando ainda comendo seu lanche, para lançar mais uma leva de fogo.

— Será que lava é mais quente? – ela nunca havia enfrentando um usuário de teigu que usava lava, ela tinha lido uma vez a respeito, um homem do esquadrão de incineração, igual Bols. Seria interessante enfrentar o portador desse um dia. – Mas eu nunca enfrentei um grupo de espadachins. Seria interessante de me ver os matando com um simples florete... Sim, definitivamente interessante. Humilhar soldados do exército revolucionário, dependendo do lugar que ele estiver, eu vou brincar com alguns... Quanto maior melhor.

— Golyas! – ela rugiu sentada, chamando atenção dos poucos vivos que foram espertos para se esconder de baixo de pilhas dos corpos mortos de seus falecidos companheiros, tática interessante ela diria. – Última rajada, força total.

O seu dragão cinza entendeu isso e voou muito mais alto do que antes, suas asas se abriram ainda mais, sua garganta começou a ter uma coloração amarelada e vermelha, estava concentrando todo o seu poder fogo ali.

— Se você matar uma pessoa é um vilão, se matar muitas, eis que tu te tornas um herói. – ela recitou vendo o dragão descer rasgando o ar e dando a rajada mais forte que ele tinha, dessa vez nem suas pedras sobraram, elas derreteram, e com elas, mais de trinta mil soldados.

— Eu virei uma heroína, imagino eu. – ela recitava um poema novamente. – Eu nunca fui uma heroína para ele, mas eu vou conseguir que aqueles olhos azuis me olhem pra mim com um brilho ainda mais reluzente, sim. Com certeza ele irá olhar apenas para mim.

Ela fez um sinal para seu dragão, e ele desceu novamente, pairando em direção a ela, ela simplesmente pulou em suas costas escamosas e enormes, pegando a rédea do dragão, como se ele fosse seu cavalo, mas de um tamanho um pouco diferente, não é? Agora era de voltar para a capital.

Algo em seu coração estava apertado. Ela estava com um mau pressentimento, seus Jeagers... Kurome, Wave, Bols, Run, Daidara, eles estavam todos bem, não é? Wild Hunt não faria nada de idiota, mesmo o líder deles sendo um louco como o filho do ministro era. Não, era apenas a preocupação sobre seu companheiro batendo forte em seu coração, e atrapalhando seu julgamento. Era isso, o problema era Naruto, sua propriedade, ele estava em outro lugar, onde ela não estava isso era um erro. Um completo erro, assim que ela o recuperasse, ela jurou a si mesma. Ela não deixaria nunca mais ele sumir de sua vida.

Pensando nisso, que ela nem notou que já estava voando por cima da cidade pobre, ela apenas saltou de seu imenso dragão, fazendo uma imensa cratera quando pousou, ninguém disse nada, ninguém tinha coragem de reclamar que ela destruiu algumas coisas quando surgiu assim do céu. Ninguém tinha condições de ir contra o Império. Ela andou calmamente, ignorando o medo varrido nos olhos de todos ali.

— WILD HUNT, CORRAM! – disseram vários civis comuns, correndo em direção a ela, com um medo muito maior do que ela podia por, e isso a deixou instigado a ir até onde eles estavam fugindo, ela acelerou os passos, e quando os demais ouviram isso, todos começaram a fechar suas lojas rápidas, ela viu que até uma que havia acabado de abrir fechou. Mas quando eles a viram caminhando em direção a eles também, ela viu que as pernas de todos ali temeram e tombaram ao chão. – Esdeath-sama...

— Me conte. – ela se abaixou e ficou a altura do primeiro civil, um gordo tremendo pela vida. – Por que um barril como você está correndo com tanto medo em seus olhos?

— SÃO OS WILD HUNT! – gritou uma mulher, carregando um recém nascido em seus braços, chorando, temendo por sua vida e pelo de seu filho. – ELES ESTÃO MATANDO TODO MUNDO SEM MOTIVOS!

— Eu sugiro que você me explique isso detalhe por detalhe, sim? – Esdeath entregou a todos ali um sorriso gentil com um brilho psicótico nos olhos azuis. – Comece...

— OS... WILD HUNT. – ofegou uma pobre senhora, na tenra idade de seus cinqüenta anos, falava com um pavor enorme. – Eles estão usando sua influência, para matar todo mundo,todos que se colocam contra suas vontades, são mortos.

— Apenas isso? Isso é natural, deveriam estar acostumados. – disse Esdeath fazendo pouco caso, até que o mesmo gordo teve muita coragem e segurou sua mão.

— Eles estão estuprando nossas crianças, nossas esposas, estão brincando com eles e depois os matam. – ele disse, chorando ao se lembrar do destino que sua família teve. – Depois que ele soltou um prisioneiro do império, tudo virou um desastre.

Os olhos de Esdeath se apertaram em seu rosto, e a temperatura ao redor mudou. – Quem foi o prisioneiro solto?

— Eu não sei o nome. – Esdeath conjurou uma estaca de gelo e colocou em frente ao rosto dele. – EU JURO! EU NÃO SEI! SÓ SEI QUE ELE ERA UM PRISIONEIRO DA ALA ESPECIAL! EU JURO, É TUDO O QUE EU SEI!

Esdeath sentiu uma raiva crescente em seu coração, ela podia se importar menos com o que esse grupo fazia com a população, mas eles mexeram com algo que pertencia a ela, só havia um prisioneiro da ala especial que ainda estava sobre tortura, Ishiki. E eles o soltaram.

— Quem o soltou? – ela perguntou com a voz polida, apesar de fria, mas seu rosto não estava polido, parecia uma besta pronta para caçar. – Nome me diga nomes. Vou vingar tua família.

— OBRIGADO, ESDEAHT-SAMA! – ele rugiu se curvando imensamente. – FOI O FILHO DO PRIMEIRO MINISTRO QUE ORDENOU SEU GRUPO A SOLTÁ-LO, POR FAVOR. DÊ O FIM A ELES! – ele continuou curvado, assim como os outros.

— Você foi útil, deveria se sentir grato por tocar em mim e continuar vivo. – ela disse calmamente, como se tocá-la fosse um pecado. – Agora suma da minha frente, se eu te vir novamente correndo pode ser que eu me lembre disso e te mate.

Não precisou dizer nada novamente, o mesmo gordo e o pequeno grupo saiu correndo dali, ninguém queria perder suas vidas, mesmo tendo perdido a família, o ser humano se agarra a vida humana sem remorso, descendo até o inferno se for preciso. Ela os olhou até sumir em um beco escuro, como ratos sujos e podres que eles bem eram. A rua movimentada por desgraça estava vazia, nem mendigos eram vistos ali. E isso há deixou um pouco surpresa, esse grupo, o papel de mostrar os civis o inferno, era dela. Mais um motivo para era dar-lhes uma lição.

Mas ela teve seu caminho interrompido, dessa vez, ela viu todos os seus Jeagers, exceto um. Bols... Os olhos de Wave estavam pesados, os de Kurome estavam inchados e vermelhos, Run demonstrava estar desolado voando por cima, ela sentiu seu coração bater forte, por que seus Jeagers estavam assim?

Até mesmo ela começou a correr em direção a eles, eles também ficaram surpresos, Kurome saltou em sua direção, saindo de perto de Wave, sua voz estava trêmula.

— Os... Wild Hunt... Fizeram algo horrível. – disse ela em pausas, tremendo com seu corpo como uma vara desnuda ao vento. – Bols morreu.

A reação de Esdeath foi imediata, ela sentiu suas mãos tremerem. Com a voz dura ela perguntou mais. – Onde está a família de Bols?

O silêncio foi à resposta que ela queria, mas Wave disse mais coisas. – Surya... Estava fazendo coisas horríveis a mulher de Bols, mas o pior foi destinado à filha deles.

— Não precisa dizer mais nada. – disse Esdeath com uma carranca furiosa. – Apenas me diga que vocês têm algo na manga.

— Sim, Esdeath-shogun. – disse Run guardando suas asas e retirando vários papéis. – Sobre o incidente de Stylish e suas experiências, documentos e fotografias de Surya e Stylish juntos, ambos tinham trabalhos em conjunto, assim como eles foram responsáveis pela chacinas dos monstros. Bem como o... Relatório de Naruto-san...

Os olhos de Esdeath ficaram opacos por um segundo, eles iriam omitir a informação de seu companheiro? Eles iriam privar ela de tê-lo em seus braços novamente? Eles iriam realmente tirar a pessoa que ela mais ama desse jeito? Eles mexeram com a Generala errada.

— Entendo Run. – disse ela com a voz distorcida. – Você foi bem, todos vocês foram por agüentar esse tempo. – ela continuava com sua voz ficando arrastada e os ossos de seus dedos estralando sucessivamente. – Eles estão pertos, não estão? Digam-me que eles estão pertos.

Nenhum deles demonstrou estar com medo da expressão que Esdeath demonstrou, mas ela não estava normal, ela precisava de Naruto para se manter, sem ele ela iria quebrar e quebrar quem ela visse.

— Eles estão mais as frentes acabaram de quebrar uma loja... – respondeu Kurome. – Os proprietários já estão mortos. Não podemos fazer nada, Surya está usando a desculpa de quê é o filho do ministro, e de que nem mesmo um General é páreo para a sua influência.

— Ótimo. – disse ela friamente. – É uma boa oportunidade para ver se ele tem bolas.

— Ele estuprou a mulher de Bols. – disse Wave totalmente infeliz, uma carranca misturando tristeza e raiva foi vista. – Eu não pude ajudá-las, eu não estava perto.

— Guarde suas reclamações para si mesmo. – disse Esdeath inexpressiva. – Eu vou vingá-los, venha comigo, vê-los sofrendo como você está sofrendo irá acalmar teu coração frio. Se você quer que eu te ajude de alguma forma, me siga. Ou fique aqui chorando como criança.

Wave ficou em silêncio, mas seus olhos mostravam que ele veria isso nem que tivesse que morrer, assim como os outros dois. Jeagers, quatro sobrando. Esdeath tomou à dianteira, sua mão estava estralando em seus ossos por puro aperto bruto, um crack doentio sempre eram ouvidos, seus passos estavam rápidos.

Ela pensou nas conseqüências de suas ações, Run sempre foi útil a ela, novamente ele provou para ela que ele tinha sua competência. Arquejar provas desse nível, para momentos tão inoportunos, ele tinha lá seu valor, mas ela tinha que ver as reações que suas ações poderiam trazer. Se ela matasse Onest, não sabia dizer como Budo reagiria, e ela tinha certeza que ele podia lutar contra ela. O lado militar estava sobre seu domínio, o maior exército pertencia a ela, suas tropas secundárias eram três vezes maiores que o Exército principal de Budo, sem contar que ela já tinha o respeito dos outros doze Generais do Império, e além de todo o pelotão hierárquico do exército sobre seu controle, o partido político nunca foi sua vocação, mas ela tinha seus assessores secretos que deram ela um caminho e idéias para o futuro.

Ela nunca teve outro prazer além da Guerra. Mas sua vocação estava mudando, dominar o Império, ser a Imperatriz do Império, era uma possibilidade em suas mãos, ela só tinha que tomar as decisões certas, matar Makoto... Matar Onest... Matar Budo se for necessário. E matar a todos que se oporem a sua tomada de poder. Mas ela ainda tinha que deixar Makoto vivo, então ela não poderia matá-lo, ela iria o persuadir, seria relativamente fácil, Onest sempre disse a ele que todas as cidades viviam em extrema paz, era apenas desmistificar totalmente as mentiras horríveis e nada convincentes a uma pessoa com um quarto de cérebro ouviria. Seria fácil. Sim.

Ela precisava do sangue real de Makoto para ativar a derradeira Teigu. O Exército revolucionário teve uma parada brusca nos avanços sobre Sukirein, Budo e seu exército estava lá. Ele seria útil ficando fora do Império, e quando ele voltasse, ela teria o poder completo por todo o Império, e por todas as suas vinte e nove Teigus reunidas. Nada mal. Nada mal mesmo.

Mas o exército tinha tudo o que ela queria seu companheiro. E Wild Hunt com certeza ficaria no caminho dela mais cedo ou mais tarde, ela começou a vê-los, um grupo de seis pessoas. Totalmente despreocupados. Trajando sorrisos arrogantes por estarem sobre a proteção do ministro, ela caminhou mais rápido, mais seus Jeagers estavam logo atrás dela, ela sentiu a tensão em seus músculos, o grupo deles com certeza deveria ter alguma habilidade, mas ela a própria Senhora da Guerra, ela dizia quem vivia e quem morria. E ela iria dizer para eles morrerem agora.

Quando ela chegou, o primeiro a perceber sua aproximação foi um homem de cabelos escuros, usando roupas estranhas que deixava alguma parte de sua barriga a mostra, Esdeath sentiu o olhar dele sobre o seu corpo, a língua viscosa e podre que ele mostrou a ela lhe causou um ódio e repulsa, o único que podia ter seu corpo era Naruto. Quando ela o tivesse de volta, ela mostraria isso para todos.

Logo, o filho do primeiro ministro largou a laranja que ele estava mastigando em sua direção, antes que chegasse em seu rosto, ela retalhou a fruta como merda, deixando os pedaços cair no chão.

— A que devo a honra da mulher mais forte da capital perto de mim? – perguntou Surya, trajando um sorriso arrogante e muito presunçoso, demonstrando se achar superior inclusive sobre a presença dela, ela iria quebrá-lo. – Planejando entrar nos Wild Hunt? Se for, você terá que fazer alguns ‘’ favores ‘’ – ele e Enshin trocaram olhares divertidos, ela sentiu repulsa, nojo.

— Eu calaria a boca e me ouviria bem, seu resto de um parto errado. – ela lhe disse perigosamente, invadindo o espaço pessoal dele, ela viu a movimentação dos outros cinco, e viu seus Jeagers reagir com eles, para a proteção dela. Ela apreciava isso. – Eu soube por outro gordo, que você soltou um prisioneiro meu.

Surya continuava sorrindo, cruzando os braços. – Sim, ele era um cara interessante, tinha idéias ainda mais interessantes, e ele me disse. Coisas bem interessantes também. – ele continuava mostrando aquele sorriso, como Esdeath queria quebrar aquele sorriso e transformar tudo isso em. – Depois que eu o soltei, ele saiu para outro lugar. Não se preocupe, você já se divertiu bastante com ele, você realmente tem boas idéias, eu nomeio você como minha nova inspiração, deveria se sentir honrada.

— Você me nomeia alguma coisa? – perguntou Esdeath aumentando o tom de sua voz, novamente os seus cabelos compridos pareciam querer voar para os céus, os seus olhos azuis pareciam cristais polidos, sua voz arrastada para baixo, como um rugido silencioso que te mandaria para o inferno. – Eu soube que você fez coisas horríveis a um camarada meu.

— Camarada? – perguntou o moreno que parecia ser igual à Surya em personalidade. – Ah. – ele riu gostosamente. – Aquele cara mascarado, ele era um fraco, não agüentou mais do que vinte minutos sobre constante ataque contra nós seis. – ele ousou colocar a mão em sua cintura, colocando seus corpos, seus Jeagers ficaram tensos. – Você estaria muito melhor com os Wild Hunt, eu posso divertir você.

Esdeath baixou sua cabeça, ficando com o rosto muito próximo ao rosto do moreno, ela senti seu hálito podre, sua língua para fora, ela sentiu vontade de rasgá-lo agora. Ela colou sua testa na testa dele, ele parecia estar gostando, como se tivesse pensado que ela havia o aprovado, ela só sentiu nojo.

— Divertir é? – ela voltou a falar sua voz novamente ficando ainda mais perigosa, ela viu o espadachim preparar sua espada. – VOCÊS SE DIVERTIRAM COM A MULHER E FILHA DO MEU CAMARADA? WILD HUNT?! – e para a surpresa do moreno, e dos Wild Hunt, ela baixou a cabeça dele para baixo, onde sua mão envolta de gelo estava preparada para matá-lo.

Ele nem ao menos conseguiu ativar sua Teigu que fica mais forte sobre o brilho da lua, curiosamente morreu onde o auge de sua força seria atingida, e morreu sem nem ver sua garganta ser praticamente dilacerada por um gelo cortando, ele ficou de joelhos, nem conseguiu mover sua cabeça para trás, estava ocupado se engasgando com o próprio sangue enquanto Surya se preparou para sair dali com sua Teigu, felizmente Wave ativou Grand Chariot, e o impediu, dando-lhe um soco potente, ambos se afastaram dali.

O moreno já estava com uma poça do sangue em seu próprio corpo, os olhos asquerosos sem vida lhe deram um sorriso alegre, um sorriso de criança, com o que tinha acontecido agora, isso era loucura de se fazer, mas Esdeath nunca foi sã.

Ela viu a movimentação do palhaço, os olhos de Run brilharam tão perigosamente quanto os dela, e isso a deixou estarrecida por um segundo, ele parecia ser do tipo diferente, ela tinha que conhecer melhore seus companheiros, provavelmente vingança estava por ali. Ele voou em direção ao palhaço, com Kurome, Dolya e Natala atrás dela, como escolta. Eles saberiam se cuidar.

O que restou três só para ela se divertir. E ela com certeza iria se divertir. Depois iria ter o prazer imenso em recolher suas armas. E dá-las para soldados competentes, que soubessem usar melhor do que eles.

O primeiro a fazer algum movimento, foi o espadachim, ele retirou sua espada com vigor, Esdeath ficou surpresa pela qualidade e a densidade do fio da lâmina, nada feito menos do que um profissional altamente capacitado, se perguntou se valeria a pena dá-la para alguém raso, talvez um General se contentasse com a arma. Mas ela não teve tempo para pensar nisso.

Ela viu uma loira com vestido fazer um circula, um circula de alquimia? Esdeath ficou surpresa com isso, fazia tempo que ela não via isso. Logo, um monstro no mínimo de classe Mega saiu, ela viu tentáculos imateriais saírem dela, e por onde os tentáculos passassem, tudo era desintegrado, interessante, era um teste de poder.

Mas ela viu uma nova movimentação por trás, a outra garota tirou o que parecia ser um microfone e tiraram suas vestes encapuzadas, deixando a mostra uma garota vestindo quase que um maio. Esdeath não demonstrou surpresa no que veio a seguir. Era apenas uma rajada poderosa, nada demais. Do outro lado, o tentáculo estava se aproximando, ela apenas se revestiu de gelo, o corpo inteiro coberto de gelo, a protegendo, ela enviou duas linhas de gelo densas em direção a cada uma das duas, o espadachim retalhou a destinada a ele com facilidade, trajando um sorriso bem arrogante também, a garota loira, desviou pulando com facilidade, todos eles gostavam de sorrir com facilidade, mostrando apenas sorrisos arrogantes, ela se sentiu incomodada, ninguém é superior a ela, ninguém.

Infelizmente, parece que a menina do microfone era tão inútil que nem para desviar de uma investida simples, ela conseguia ser perfurada no meio do peito, e tomar para frente, Esdeath suspirou triste, olhando sobre a aberturada camada de gelo, obviamente pensou que ela havia morrido ali.

Mas para a surpresa dela, isso não aconteceu. Ela saiu do fio do gelo, com passos trêmulos, mas dando a ela um sorriso louco, tão louco quantos os dela. Ela sorriu alegremente, mostrando que agora estava bem.

Ela ouviu os passos de samurai, ela sempre quis lutar contra um. Agora era a chance perfeita, ele parecia ter uma espada de qualidade, faltava ver se ele tinha alguma também. Desfez a camada de gelo, mas ela primeiro tinha que dar um jeito na garota que controlava o monstro, que a essa altura, já estava a atacando diretamente, enquanto a garota apenas ficava rindo e gargalhando.

— Não adianta você correr, General Esdeath, mesmo alguém como você morreria se isso te pegar. – ela disse presunçosa.

— Se me pegar. – devolveu Esdeath alegremente com a idéia que teve, ela esperou o espadachim se aproximar, embora ele estivesse dando tudo de si em sua corrida, parecia absurdamente lento para ela. – Você demora até para cair em uma armadilha. – ela disse alegremente, para a surpresa do espadachim, ele viu uma pequena esfera de gelo tocar em seus pés, e logo gelo foi se formando ao redor do seu corpo, sua última visão antes de ser completamente congelado foi de sua espada ser tomada de suas mãos. – É um belo fio, essa espada é digna de ser segurada por minhas mãos. – ela analisava a espada, olhou para o antigo portador congelado, e despedaçou o gelo, logo o gelo se derreteu e só sobrou à carne podre dele misturando-se com o gelo, um lugar cheio de sangue, era uma pintura bela.

Agora, só faltava duas, nesse pequeno momento, a outra garota já estava ao lado da loira, ambas dando sorrisos lascivos, ela as fariam morrer com esse sorriso manchado por medo. Já que elas nem mudaram suas expressões mesmo depois de verem dois companheiros mortos. Ela os mudaria de um jeito ou de outro.

A cidade precisava ser remodelada, talvez cinzas fossem dar a cidade alguma vida, um toque especial. Ela conhecia alguém especial pra isso. Ela simplesmente elevou sua voz até o máximo.

— GOLYAS! – ela rugiu um rugido com certeza que iria rivalizar com uma besta Tyrant, as duas ficaram surpresas, quando um dragão maior que o monstro que elas tinham ao seu lado posou atrás da Generala, quebrando todas as casas com suas asas a muitos metros, fazendo uma cratera imensa no chão. – Queime. – ela sussurrou alegremente, o seu dragão cinza, inclinou o seu pescoço para não atingir sua mestra. Ele reuniu uma quantidade de fogo quente em sua garganta, a traquéia começou a ficar vermelha e amarela igual à última vez com os soldados do exército, mas esse parecia ser mais intenso. – Força total.

Não precisou repetir, o dragão expeliu tudo o que ele tinha, abrindo sua boca ao máximo. Ela viu com prazer, casas e mais casas serem queimadas, provavelmente ouviu gritos das pessoas que moravam ali ardendo em chamas, eram como musicas para seus ouvidos. Ela viu alguns pularem das janelas em brasa e caírem no chão mortos.

— Será que eu evaporei suas existências? – ela gostava de pensar que havia feito isso, não era nada mais do que o merecido para aqueles que achavam que eram superiores a ela, ninguém pode ser superior a ela. Ela é a mais forte. Ela teria todos. – Acho que meus Jeagers estão bem, vou verificar. – ela deu as costas para as chamas, mas logo ela ouviu pequenas tosses, virou seus olhos para trás e não escondeu sua surpresa quando ela notou que havia sim, vida ali. Ela se aproximou a passos rápidos, e viu que a garota do microfone estava morta, que pena, ela pensou que ela tinha uma boa vitalidade.

A garota loira, que parecia ser tão nova, agora estava menos do que um farrapo. Suas vestes, destruídas, Esdeath bem que achou estranho alguém como ela ser tão jovem, mas agora ela entendeu a pedra filosofal. Sua pele ficava jovem pelo uso dela, que banal.

— Então você a tem com você, é? – perguntou Esdeath pegando a mulher pelo colarinho e erguendo-a até ficar com os pés fora do chão. Ela segurou a pequena pedrinha em sua mão, e colocou-adentro do seu decote, nenhum ser vivo nesse planeta olharia para ele sem ter noção de que morreria no próximo segundo. – E você conseguiu sobreviver a Golyas...

— Sua vadia podre! – ela disse com dificuldade, mas disse com raiva e desgosto por estar nessa situação. – Eu espero que você me deixe viva, general do império. – disse a garota loira, cuspindo um pouco de seu sangue, pois Esdeath começou a apertar sua garganta.

— E por que eu deveria fazer isso? – perguntou Esdeath calma, muitos já haviam pedido para viver mais. – Quer que eu poupe sua vida miserável? Pedido negado.

— Hah, como se fosse isso. – Esdeath estranhou o sorriso alegremente distorcido da menina. – Adoraria ver sua expressão ao saber que o seu menininho loiro, foi visto beijando outra mulher. – o sorriso da loira se alargou ainda mais, mas ele não continuou por muito tempo, pois Esdeath quebrou seu pescoço como um graveto.

— Você espera que eu acredite que ele irá me trair? – perguntou Esdeath ao corpo morto. – Ele é meu, ele mesmo sabe disso, ele me ama. Eu sei que ele não demonstra, mas você se apegar a vida contando essas mentiras imensas, você estava desesperada para viver, pequena porca?

— Eu sinto dizer, Esdeath-sama. – disse Daidara, com alguns cortes em sua roupa, e segurando a Teigu de Surya, Shambala, firmemente, estendendo-a para seu mestre, que a pegou, ele viu que Esdeath estava com a espada presa na cintura, ela realmente queria pegar suas Teigus. – Nosso espião, Ibara. – ele começou a falar, não queria nem ver a reação dela. – Afirma com a vida dele, e de toda a sua família, que Naruto, o próprio Naruto-san, beijou uma garota ruiva que sempre é vista com um pirulito.

Os olhos de Esdeath travaram no lugar, mas ela começou a rir insanamente depois disso. – Que besteira, todos vocês gostam de contar mentiras, Naruto jamais me trocaria por outra. – ela disse presunçosa. – Eu sou tudo o que ele precisa. E ele é tudo o que eu preciso, a lógica é simples, mas a idéia de ele ter outra, é insana Daidara, eu estou desapontada.

— Eu sinto muito, Esdeath-sama. – disse Daidara se curvando, Esdeath pensou que estava se desculpando, mas ele retirou um papel amassado de um dos bolsos, e estendeu para Esdeath que ficou surpresa com o que ela viu, ela viu Naruto sorrindo, de um jeito estranho.

Era um sorriso bonito demais, algo lindo. Mas esse sorrido era entre um beijo, com outra.

Seus Jeagers estavam trazendo apenas o corpo vivo de Surya ali. Esdeath estava ocupada demais, vendo o seu companheiro, o homem que ela elegeu para ser dela, sendo beijado por outra, em uma fotografia que deixou muito bem a mostra que era ele, os riscos na bochecha, denunciavam isso. Era ele. A garota usava uma espécie de fone de musicas, vestes de quase uma empregada, e uma saia, e um olhar apaixonado. Tão apaixonada quanto ela era por Naruto.

Isso não estava certo, não estava certo, isso não era certo, isso não podia ser certo, isso nunca poderia estar certo, isso não era certo, isso era um erro, um erro fatal, um grave erro, ela iria punir o fotógrafo que cometeu esse pecado. Isso não era possível, isso nunca iria acontecer, não é? Era um erro. Um intolerável erro. Ela nunca iria acreditar nisso, ela rasgou o papel e jogou ao vento.

— Ele nunca faria isso comigo. – ela disse tentando parecer convicta de si mesma. – Nunca faria. – sussurrou, mas tratou de deixar isso para mais tarde, ela iria acabar com quem fez essas mentiras, olhou para Wave, que trazia um Surya desacordado em seus ombros.

— Vocês fizeram muito bem. – disse Esdeath para os quatro companheiros que ela mais prezava. – Mas agora, é hora de algumas mudanças, essas mudanças não vão ser fáceis.

— Não importa General. – disse Wave sorrindo. – Se você estiver fazendo, nós iremos até o fim com você. – ele completou, passando o braço ao redor dos ombros de Kurome. Que passou o braço pela cintura. Quase que como um verdadeiro casal.

— Isso é bom de saber. – disse ela tomando o corpo de Surya nos ombros, seus Jeagers aparentavam não estarem machucados, os olhos de Run ficaram mais calmos, ele parecia ter conquistado seu objetivo. – Nossa missão como peões, acaba agora, essa será nossa última missão, depois seremos mestres de nós mesmos. Nós iremos matar Onest, e tomaremos o controle do partido político e militar, e eu serei.

— A Imperatriz da Capital Imperial. – dizia com vigor, ela faria isso acontecer. Ninguém poderia mandar nela, nunca mais.

Era um sentimento de alegria.

Pelo menos foi isso que ela sentiu naquele momento.

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— Não vai acordar? – perguntou uma garota ruiva, escorando sua cabeça na mão, como um apoio, completamente tediosa. – Sua mãe disse com todas as letras para a gente se pegar agora.

Naruto não podia discordar dessa vez, depois de horas e horas de conversa, e depois dele conhecer o comandante Yuri, ele teve que ouvir algumas coisas indesejadas e Yuri, como bom fofoqueiro, fez questão de espalhar isso para todos os Generais, comandantes, Tenentes, Sargentos, e até cabos. Conseqüentemente, não se falava de outra coisa a não ser do mais novo casal do exército.

Chelsea, e Naruto.

Sua mãe tinha falado coisas demais, por conseqüências das bebidas, mas ele não teria deixado sua mãe beber tanto se soubesse como ela ficava depois de ter secado quatorze garrafas. Ele também estava um pouco bêbado, falar sobre táticas ofensivas e planos, com certeza não foi algo bom.

A única parte que ele prestou atenção, foi no plano da divisão de assalto, todos os homens que ele conheceu, indo em direção a um ataque ao ministro Onest.

Tirando isso, ele teve que ignorar a voz de choro de Chelsea durante uma hora inteira, até ele dizer com todas as letras para ela calar a boca, ela imediatamente se calou, mas os olhos dela ficaram tristes.

Ele se sentiu mal com isso, e por conseqüência, pediu desculpas, mas pedir desculpas para Chelsea era o mesmo que dizer, ‘’ pule no meu colo ‘’; Pois foi exatamente isso que ela fez.

Sua mãe pareceu ter ido a loucura com isso, cuspiu todo sua bebida na cara do pobre Yuri, que havia se engraçado com outra mulher, uma simples soldada. Como bom mulherengo que era, Akigo estava alisando sua espada, praticamente a polindo, enquanto Jason e Akira estavam treinando.

O exército estava comemorando pelo reencontro de Naruto e Kushina. Uma grande festa estava acontecendo ali dentro, ele não soube dizer, mas ele deixou Chelsea em seu colo, e ele teve que ouvir que adoraria ficar no colo dele sem uma saia. Ele corou até a morte, e Chelsea se aproveitou disso.

Ele próprio não sabia dizer, mas sua mãe e Chelsea pareciam ter começado um complô para ele gostar dela, ele não duvidaria que uma hora ou outra, ele gostaria.

— Cale a boca, e vá dormir. – disse Naruto grosso. – Eu já te deixei se aproveitar e muito de mim, ou já esqueceu o que conversamos aquela vez?

Isso pareceu não ter afetado minimante ela, sua grosseria parecia não fazer efeito nela. – Você disse isso centenas de vezes já, e eu nunca calei minha boca, cale você. – ela lhe mostrou os dentes em um sorriso lascivo. Mirando seu rosto o tempo todo, como não olhar? Era um rosto lindo, a família de Kushina parecia ter um pé na beleza. – Sua mãe já disse que quer netos, e eu contei a ela que você é virgem, até mesmo Melina achou isso estranho.

Melina era uma prostituta contratada pelo exército, para a diversão dos soldados, agora como ela conseguia dar conta de mais de cem mil, isso era um mistério, era um buraco negro na bunda.

— Melina quando me viu queria chupar a porra das minhas bolas. – disse ele raivoso. – Ela colocou as mãos, nas minhas bolas, na frente da minha mãe, e o pior é que ela gostou! – exclamou essa parte raivosamente. – Que mãe na porra do mundo ia gostar disso?

— A sua. – respondeu categoricamente. – E então, posso pegar nas suas bolas também?

— Nosso relacionamento nunca vai ter algo sério? – perguntou Naruto. – Assim fica difícil cara.

— Então nós temos um relacionamento? – ela perguntou radiante. – Finalmente admitiu, caralho.

Naruto suspirou pesadamente com isso. – Eu e você podemos fazer tudo o que um casal faz, mas não amamos um ao outro.

— Eu acho que amo. – ela respondeu simplesmente. – Mas eu tenho que transar com você pra ter certeza.

— Viu? Só tem interesse nisso. – exclamou Naruto em cima da sua cama, se colocando de pé. – Como transar pode mostrar se ama ou não? Você é maluca, já pode rir.

Mas ela estava séria completamente séria sua vista estava o encarando firmemente, não havia nem um resquício de malícia ali, nem um resquício de brincadeira, não havia nada além de certeza e firmeza, e ele viu isso.

— Quando fizemos amor com outra pessoa, não é apenas prazer carnal, ou com a intenção de apenas satisfação momentânea , eu quero fazer amor com você, pra me entregar de corpo, e de alma, pra entrar meus desejos e meus sentimentos, pra ver se você me quer, ou se eu te quero como você é. – ela respondeu, Naruto nunca viu ela falar tão seriamente. – Não ouse dizer que eu não penso em realmente ficar com você, eu penso, você agiu de uma maneira diferente, pode parecer bobo pra você, mas isso é sério pra mim. Quando eu fizer isso com você, vai ser o momento que meu corpo e minha alma vão te dizer se o que eu sinto por você é apenas passageiro. E nesse momento, você vai aceitar todos esses sentimentos, assim como eu vou aceitar os seus.

Naruto ficou em silêncio, e isso pareceu mais um motivo para ela saltar de sua cama, e com imensa velocidade, ela já estava na sua, sentada na cintura dele. Mas não havia nenhuma malicia nisso, ela queria ser ouvida.

— Eu não tenho interesse em saber o que Esdeath fez com você, ou o que você passou. – Chelsea disse, abrindo um sorriso mínimo. – Mas eu sei que não foram coisas boas, do contrário você não seria assim como você é, mas mesmo você sendo assim, eu te aceito, diferente de Esdeath, eu vou te aceitar como você, não vou te polir, não vou te moldar, não vou te criar, vou deixar você crescer, vou deixar você se criar, mas lembre-se de uma coisa, quando você quiser conversar sobre amor, converse comigo, não com ela.

— O que você sabe sobre amor? – perguntou o loiro baixo, não dando mais bola pra nada disso, não se importava mais com as atitudes dela, estava acostumado com isso. – Sua família não está sobre ameaças, e não é você que vai ter que dar um jeito de enganá-la pra ficar aqui. Não é você que está na minha situação, eu não quero amor, eu não posso, e eu não consigo ter amor.

— Você conseguiu o meu, e o de sua mãe, e você conseguiu o respeito de todos em menos de um dia. – ela disse categórica. – Acho que querer não está muito incluso nisso, amor não é simplesmente questão de querer, e sim questão de ter. Eu tenho o meu por você, só basta saber se você aceita.

— Para que? – ele perguntou, teimando novamente. – Para você só se importar com coisas rasas como Esdeath? Seus olhos são iguais, vocês me colocam em pedestais, e esperam que eu seja o que vocês querem, mas eu não sou o que vocês querem que eu seja.

Chelsea suspirou profundamente e tombou para o lado, ficando sentada ao seu lado, ela só estava com uma blusa e uma saia curta. – Você está tão traumatizado com mulheres para evitar a mim? – ela perguntou, tentando soar séria, mas um pouco de desapontamento foi ouvido dela. – Eu estou sendo apressada? Já nos conhecemos a um tempo, não estou apressando nada se você pensa assim.

— A questão, Chelsea. – começou Naruto. – Não é sobre ser apressado ou não, é sobre ser verdadeiro ou não. Você não faz idéia de como foi difícil viver naquele lugar, com monstros humanos piores do que bestas, eu digo pra você, você não vai querer alguém como eu.

Ela ficou irritada de uma hora pra outra, sua expressão endureceu. – Eu vou ter que colocar algo na porra da sua cabeça, vou martelar isso. – ela disse ficando com a voz mais densa. – Eu não me importo como você é, se você mudar, paciência, ninguém pode ficar sendo a mesma coisa, eu já te disse no caminho para cá, eu só peço uma chance contigo, vamos ver se você vai reclamar.

Ele apenas bufou. – Confiança é algo que se conquista por esforço e não por força. – ele respondeu. – Não podre me obrigar a nada, eu não vou ser obrigado a nada, nunca mais.

— Eu não sou como Esdeath. – ela respondeu convicta. – Maldição cara, você é muito teimoso, o que eu tenho que fazer pra você me aceitar, um beijo? Um abraço? Tenho que fazer isso com você?

— Você vai me chantagear pra eu gostar de você? – ele perguntou surpreso. – No final das contas você é até mesmo pior que...

Ele foi interrompido pois Chelsea falou a sua frente. – Não, você não entendeu. – ela disse séria. – Você não fez nada pra mim gostar de você, você simplesmente foi você. E é por isso que eu simplesmente vou ser eu, eu vou brincar, vou te irritar, te provocar, mas eu sim não vou te forçar a fazer nada que não queira, se você acha que eu não gosto de você, pergunte pra sua mãe.

— Estamos conversando isso desde que nós estávamos bebendo. – argumentou ele. – Você não se cansa.

— Não, esse é o meu jeito. – ela disse séria, e para a surpresa dele, ela começou a se aproximar dele, e derrubou ele para o travesseiro, e colocou seu rosto perto do dele, ela quis o beijar, realmente quis fazer isso, mas ela não iria o forçar a nada. – Essa sou eu, surpreso por eu não ter te beijado agora? Eu poderia não é? Se fosse Esdeath ela já teria feito isso. Você é um idiota fraco que se rendeu pra primeira mulher que viu, você é um frouxo que se perdeu pro desespero por ter ficado nas mãos do diabo por um tempo, então sendo assim, eu te tornarei forte e virarei teu anjo, assim você não terá mais que ser tão idiota a ponto de não perceber que eu gosto de você.

Naruto iria o responder, mas ele sentiu uma dor na cabeça, era Kurama, ela estava séria, não o recebeu com um sorriso de canto ou com suas caldas, ela estava de pé, suas caldas baixas e orelha alta.

— De certa forma, ela está dizendo a verdade. – disse a raposa suspirando pesadamente. – Eu nunca quis dizer isso, por ser sua amiga, mas você desde que matou aqueles homens presos, você mudou. Você se fechou, você queria dizer mais coisas para sua mãe, mas você não disse, pois tinha medo das reações dela. A mesma coisa está acontecendo agora, essa menina te trouxe até sua mãe, te fez baixar sua guarda e sua máscara de falsidade, te fez sentir um calor em seu corpo e te fez rir, você pode omitir para Deus e para todo mundo, mas eu estou dentro de você, até mesmo você quer aprender a gostar de alguém, até mesmo você quer ter alguém.

— Vocês todos, querem me forçar a esquecer o que Esdeath me fez não é? – disse Naruto um pouco mais baixo do que deveria. – Kurama, você é a única pessoa que eu confio, mas se você puder afirmar, eu vou confiar em você.

— Então diga. – ela simplesmente disse isso.

— Se eu resolver ficar com ela, ela me fará esquecer Esdeath? – perguntou o loiro esperançoso, tudo o que ele queria era esquecê-la. – Ela consegue me fazer, bem?

— Isso eu não posso responder. – ela falou calmamente. – Então, que tal você perguntar isso pra ela?

Naruto abriu seus olhos e viu os olhos brilhantes de Chelsea o encarando. – Chelsea. – ele a chamou, ela imediatamente ficou o encarando. – Você disse que seus sentimentos, são verdadeiros não é?

— Disse. – respondeu ela. – Eu não posso explicar as razões, talvez eu simplesmente tenha me apaixonado por você, pois você simplesmente me salvou, ou por você simplesmente, ser você, eu acho. – ela continuou um pouco incerta.

— Uma vez, eu confiei em Esdeath. – começou Naruto. – Mesmo sendo uma atuação, mesmo eu estando apenas a enganando para conseguir me manter são naquele lugar, mesmo com isso, um dia, eu confiei nela. – ele continuou, não gostava de lembrar o que aconteceu ao pobre Numa. – Ela quebrou minha confiança.

— E o que isso tem a ver com nós dois? – ela perguntou um pouco apressada.

— Eu vou confiar em você Chels. – disse Naruto. – Eu vou me permitir confiar no que você disse, você disse que pode me fazer esquecer tudo o que ela me fez, quero que me mostre como você pode fazer isso.

Os lábios de Chelsea ficaram como os de um gato. – Pode doer um pouco?

— Quer saber, acho que é melhor você dormir. – disse ele inesperadamente, Chelsea mostrou suas unhas. – É melhor para todo mundo, não...

Pela primeira vez, a boca de Chelsea fez contato. Ela era diferente de Esdeath, Esdeath tinha o costume de marcá-lo até mesmo em sua boca, como se fosse pra afirmar que ele era sua propriedade, para mostrar ao mundo que ele era dela. Chels era diferente, ela parecia demonstrar tanto cuidado em um simples beijo, ela estava com os olhos fechados, mas com uma expressão feliz. Ela não lhe mordeu, e isso era algo que ele apreciava, isso lembrava de como Esdeath era, por um segundo Chelsea vislumbrou um pequeno sorriso de aprovação, o que a incentivou a continuar.

Chelsea abriu levemente sua boca, fazendo Naruto abrir, ela pediu passagem com sua língua quente, parecia ser tão quente quanto à dele, não era fria como Esdeath era, não tinha toda a luxúria que Esdeath tinha, não tinha aquela apelação que ela possuía. Chelsea era muito diferente, muito melhor.

A língua dela se chocou com a sua, um rastro de saliva foi visto. Chelsea o puxou para cima, fazendo ele ficar sentada, mas ela não parou de o beijar, parecia um pecado pra ela, e de fato era mesmo, estava tão bom.

Ela lançou suas duas pernas pela cintura dele, ficando sentada em cima dele, ela pressionou seus peitos em cima do tórax dele, não havia distância de seus corpos, ela estava com suas pernas em volta dele, sentadas em seu colo, ainda o beijando, agora passou os braços pelo pescoço dele. Apertando ainda mais seu rosto quando o dela, ela ficou feliz quando ele timidamente passou a mão pelas suas costas, e depois a abraçou forte, isso era um bom sinal, ela estava indo bem. Ela separou suas bocas por alguns segundos. Ela passou seus dedos para camisa dele, e a retirou, deixando ele desnudo.

Ela passou os olhos, e gostou, pois ela lhe deu um sorriso malicioso, e pela primeira vez, Naruto deu um sorriso brincalhão a ela, o que a deixou surpresa, ela estava indo muito bem. Ela passou a mão pelo seu abdômen bem treinado, mas ela sentiu algumas coisas estranhas nas costas, passou os dedos, Naruto para a sua surpresa, teve o movimento e capturou seus lábios.

— Apenas cicatrizes, nada importante agora. – ele a puxou novamente para perto, mas o alvo era o pescoço dela, ele sem dó nenhuma cravou seus dentes, mas não mordeu tão forte a ponto de sair sangue como Esdeath tinha o costume de fazer; Isso era diferente.

Ela não ia o pressionar agora, então ela não se incomodou quando ele passou as mãos para sua saia, e levantou ela, ela não se importava, era ele.

Mas eles foram interrompidos em um momento muito critico.

Sua mãe, Kushina apareceu bêbada na tenda, e ficou sem reação com a cena.

A cara de Chelsea só dizia uma coisa. ‘’ que puta help ‘’ tu me deu...

— Pois é. – começou Kushina. – Sei lá... Foi mal?

Foi péssimo!

Notas finais
e foe