Obsessão
16 Mate o Calor.
Notas iniciais
Esdeath havia recolhido as teigus dos membros da Wild Hunt, e ela soube que Night Raid, estava sobre os prédios, e que com certeza eles estavam escutando tudo o que ela disse, e era bom mesmo, o mundo iria saber que ela seria a imperatriz do Império, apenas ela, e ela teria um Imperador, e não seria Makoto. Seria Naruto, ele seria o único imperador que ela teria, ela tinha certeza de que os dois juntos seriam felizes, nada ficaria no caminho deles, muito menos mentiras. Sim, ela com certeza não iria sucumbir por mentiras, mas algo no coração dela não parecia certa com isso. Mas agora ela tinha coisas mais importantes a fazer, como por exemplo ir até o palácio Imperial e acabar com Onest, matar Surya na frente dele seria interessante?
— Kurome. – Esdeath a chamou enquanto caminhavam pela cidade. – Você poderia matar Surya?
Para a sorte dele, ele estava desacordado para ouvi-la. Sua resposta foi apenas um aceno de cabeça dela.
— Devo transformá-lo em minha marionete? – Kurome perguntou um pouco confusa, mas apoiada em Wave, que parecia estar muito bem com isso, Run estava em silêncio mas demonstrava estar insanamente feliz com isso.
— Não será necessário, ele não é útil sem sua Teigu, e eu tenho todas elas agora, pretendo dá-las a quem for competente. – Esdeath disse calmamente. – Isso será como uma troca, armas por lealdade, o lado militar e político estão comigo, Budo não representa nada, quando ele voltar, eu já serei Imperatriz.
Os três ficaram em silêncio, se perguntando se Bols poderia descansar em paz agora, sabendo que os Wild Hunt desapareceram da face da terra. – Eu vou matar Onest, caso tenha algum membro naquele maldito lugar sujo, matem. – ela ordenou pela última vez o caminho inteiro
Para os Jeagers, nunca vinte minutos de caminhada foram tão longos como agora, o peso que Esdeath exercia era alto demais, a responsabilidade que ela queria assumir, tudo isso. Era incrível. E ela iria realizar isso, o destino de muitas pessoas estava ali, nas pontas de seus dedos gélidos, isso era surreal, mas ainda sim incrível Esdeath era como um furacão, não se pode ir contra ela, era por isso que ela era tão forte, ela era a natureza humana.
Quando eles adentraram nas imensas paredes, a primeira reação dos guardas foi de alegria, para a surpresa dos Jeagers, eles vibraram quando viram a Generala mais forte do Império carregar o maldito filho do Ministro, como Esdeath havia dito, o lado militar, era dela, e o político estava a caminho. Agora era apenas questão de tempo, os guardas do jardim começaram a acompanhá-la, aonde Esdeath passava, os soldados, até o cozinheiro do Império, estava a seguindo, não devia ser para menos, Onest como um porco, era normal reclamar, ela chegou a parte nobre do Império, essa parte era reservada apenas para a Elite da elite, ou seja, ela. Perfeitamente natural ela estar destinada a grandeza, ela trabalhou pra isso, ela viveu pra isso, ela nunca pensou em se auto proclamar Imperatriz. Mas ela viu uma pequena movimentação, a assessoria do Ministro, provavelmente já estavam do seu lado antes mesmo de começar, isso era bom, ela não teria que matar um ou dois para ter seus votos.
Chegou no corredor principal, os dois novos guardas, também se juntaram, apenas em uma caminhada até a porta vermelha, Esdeath havia reunido nada mais e nada menos do que duzentos soldados, assim como figuras importantes estavam com ela, figuras que fariam ela dominar tudo. E ela iria dominar tudo, ela iria brincar com tudo, menos com ele. Ele não merecia esse seu lado, ele era importante. Sim.
Ele era a única pessoa no mundo com quem ela se importaria além do companheirismo. Estava certo, era isso. Ela com um baque forte abriu a porta dupla, mandando elas para trás, para todas as pessoas passarem.
Os olhos de Onest visivelmente se surpreenderam com a cena de seu filho desacordado. Makoto ficou sem entender, como sempre, ele ainda teve a audácia de pronunciar suas seguintes palavras.
— HOOOO! Incrível Esdeath-shogun, nada menos do que eu esperava de você. – ele bateu palmas. – Você enviou seus soldados para salvar Surya? Qual quer que seja sua recompensa?
Esdeath por um segundo, por um mísero segundo, quis bater com sua mão em seu rosto. E ela riu baixo, e aumentou seu tom, começando a quase uivar, em uma gargalhada fria que levou seus soldados e os demais a rirem forçadamente também, mas quando ela parou as outras vozes pararam também, seus olhos estavam opacos e sua voz gritando para ser ouvida de um jeito perigoso.
— Seu pai ficaria muito feliz em saber que o reinado está ótimo com a porra da sua cabeça. – ela brincou levemente, não demonstrando reação alguma pela cara de choro de Makoto, como a criança que era, ela jogou o corpo inconsciente de Surya ao chão. – Kurome... – nada mais precisava ser dito, tudo o que eles deveriam fazer, eles já tinha ouvido.
Kurome retirou sua espada da bainha, mas ela não foi ativada, iria matá-lo sem usar habilidades, não precisava.
Onest sabia o que iria acontecer, mas Makoto estava ouvindo. – Esdeath-shogun, permita-me dar a punição a Surya por ter perdido contra os porcos da Night Raid, isso não irá acontecer novamente. – um meio sorriso se formou no rosto de Makoto, novamente ele só servia para fazer merda.
Os olhos de Esdeath nem se voltaram para ele, não era necessário, ela estava observando assim como os demais, Kurome cravar a espada diretamente no meio da testa de Surya, uma morte fácil, ela não tinha tempo para brincar, Surya brincou demais, agora ele iria brincar no inferno, sentado e montando em colos quentes. Mas tudo bem. Isso era para depois.
— Venho aqui te informar. – ela começou baixo, mas sua voz aumentou. – Que eu estou tomando todo o poder do Império, tanto político quanto militar, e que eu serei a próxima a sentar nesse trono, e que você Onest. – ela já estava a sua frente, antes que Onest pudesse erguer seus braços e usar seu trunfo secreto, era tarde, uma espada, a mesma espada que Izou tinha, já estava em seu corpo, um corte limpo, e rápido, o ombro direito e a cabeça separada do corpo, uma morte interessante ela diria.
Ela se aproximou da parte de cima separada do corpo do gordo, seus olhos vazios a incomodavam, ela queria ver desespero, mas isso não seria mais possível agora, era uma pena. Makoto rugiu assustado, Wave apareceu na frente dele, e desferiu um soco, como os pobres civis adorariam dar-lhes aquele soco.
— Levem-no para uma cela privada, eu o terei em pouco tempo, não deixem faltar nada, coloquem uma cama e dêem um soro a ele. – ela disse automaticamente, se aproximando do trono real, com um sorriso vitorioso no rosto, jogando a espada para Run, assim como as demais Teigus. – Encontre usuários para estes, eles serão a nova aquisição aos Jeagers, seu dever é esse.
Ela ficou de frente para o trono, o admirando, era lindo e agora era a porra da sua bunda que iria sentar ali agora. Ela estava de costas, mas suas ordens não haviam acabado. – Coloque vinte e um por cento do nosso lucro anual para a população, de todos os lados da cidade, não deixe uma cama morrer sem arroz ou sem um dinheiro, ajudem a todos.
Um dos ministros ficou surpreso com isso. – Mas, Esdeath-shogun? Por que devemos ajudá-los? – ele perguntou um pouco surpreso, ninguém se dava ao trabalho de salvá-los.
— Eu vou comprar a confiança do voto populacional, assim quando Budou chegar, eu terei coberto todos os três votos, o militar, o político e o do povo. – ela respondeu fazendo pouco caso. – Ainda está aqui? – não precisou dizer novamente, só restavam os soldados, e o cozinheiro...
— Para o restante de vocês. – ela se virou para eles dessa vez. – Convoquem uma chamada de última hora, todos os nossos vinte e dois generais do alto pelotão, chamem todos, dizendo ser uma chamada de Guerra, ela irão responder até lá. Eu penso que teremos em torno de uma semana, nessa semana, eu quero todos vocês, todo o exército, na cidade, ajudando a população, aquele que tiver alguma reclamação, fale agora, pois se falar mais tarde pode ser suas últimas palavras. – ela deixou a ameaça velada, ninguém se moveu um centímetro. – AINDA ESTÃO AQUI? SAIAM E CUMPRAM MINHAS VONTADES!
Os únicos que restaram foram Kurome ali, os dois homens dos Jeagers estavam fazendo o que lhes fora mandado. – Kurome. – a voz de Esdeath amenizou consideravelmente. – Se eu ajudar o povo, Naruto irá gostar mais de mim?
Kurome suspirou. – Os seus motivos reais foram o que você disse, mas acima deles, Naruto estava em sua cabeça, não é Esdeath-shogun?
Ela deu de ombros, fazendo pouco caso do olhar levemente desapontado de Kurome. – Sim, geralmente todas as minhas ações tem em mente a aprovação ou reprovação dele.
— Isso um dia pode ser uma doença, Esdeath-shogun. – argumentou Kurome com razão. – Mas isso é com você, em minha opinião, talvez ele mude ainda mais a opinião dele para com você, de um lado positivo.
— Entendo. – ela finalmente se sentou no trono onde Makoto ficava. – Nunca me senti tão bem por sentar em algum lugar duro.
Kurome deu uma risada sem graça, olhou para o corpo de Surya. – O que devemos fazer? – Kurome perguntou.
— Vá atrás de alguns soldados e os mande tirar esse lixo da minha frente, e mande limpar. – ela disse, logo ela estava sozinha, Kurome saiu dali a passos lentos e alegres. – Como é se sentir no poder, Esdeath? – ela perguntou para si mesma. – É tudo o que eu sempre quis...
Tudo o que restava agora, era esperar a população ter a palavra dela em seus corações, e ela faria a anunciação que ela se tornou a nova Imperatriz, o restante, era apenas promessas e promessas, e todos naquele maldito lugar, iriam estar sobre seu controle.
‘’ Se você voltar logo Naruto... Vai achar que me tornei uma pessoa melhor? – ela pensou em silêncio, observando apenas sua frente, sem um ponto fixo, seus olhos estavam vazios e sua cabeça cheia. – Sim, você irá me ver com novos olhos, e quando eu o tiver sobre meu corpo, tu serás meu rei. ‘’
Claro que ele não será... Ainda.
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— Yuri Sakai, Hiro, Akira, Akago, Jason. – começou Kushina seria quando colocava as mãos sobre o imenso mapa em sua tenda de comandante. – O plano de vocês, é simples e não devem ter nenhuma eventualidade. Matem o ministro de Sekirin, a cidade ao sul do Império, traga sua cabeça até nós, e poderemos invadir Sekirin, e de lá, reuniremos todo o exército revolucionário, e assim começara a nossa rebelião.
— Com todo o respeito, Comandante Kushina. – começou Hiro com sua espada em suas costas. – A uma grande movimentação ultimamente nas cidades ao redor do Império, os Generais espalhados do Império foram convocados a participar de uma reunião, não acha que isso seja uma armadilha.
— Sua visão não é ruim, mas ela peca em dois setores. – começou Kushina calmamente. – Primeiro, se estamos avançando tanto e rapidamente, não seria mais fácil eles ao invés de enfraquecerem, fortificarem a sua fronteira principal? Segundo, se eles foram chamados, seria para exercer um contra-ataque para nós, nesse tempo, nós iremos ter dominado aquela porra de cidade, e de lá teremos um novo forte, e esse será o último. Mais um não mencionado, se nós não avançarmos, eles irão reagrupar duas ou três forças em uma cidade, e isso será o inicio do contra ataque deles, devemos sempre tomar a iniciativa, pegando-os de surpresa.
— Entendo. – disse Hiro. – Desculpe ter falho, só estou preocupado com nossos companheiros.
— Eu entendo você ainda não conseguiu superar aquilo. – ela começou tranqüila. – Mas confie em minhas decisões, eu terei um fim aquele maldito lugar, com vocês, o meu esquadrão de abate, vocês executaram cento e vinte e três missões, sem nenhuma baixa, por que devo me preocupar agora? Eu confio em cada um de vocês.
Suas palavras os colocaram em vigor com isso. – SIM SENHORA! – os cinco gritaram em conjunto.
— Ótimo, estão preparados. – disse Kushina calma. – Vocês partem em meia hora, preparem suas coisas e comam algo fácil. Não quero vocês defecando quando precisarem de suas espadas, usem nossas mantas voadoras, mas não usem cinco, usem apenas uma, precisamos capturar mais, assim que a missão de vocês for um sucesso, e conseguirmos nosso novo posto, vocês irão capturar mais, entendido?
— Mal saímos da primeira ordem e já temos uma segunda. – resmungou Jason irritado. – Isso é cruel.
— Não é você que quer matar Onest? – ela provocou. – Faça isso, e ele será seu.
— Entendido. – ele murmurou alegremente agora.
Logo os cinco homens se dispersaram dali, deixando Kushina com seus pensamentos de ontem à noite.
‘’ Chelsea deve estar louca, mas estou tão orgulhosa de meu filho, logo terei netos e netos, e mais netos, poder Uzumaki. – ela pensava feliz, com uma cara de tacha, nem vendo que a sua frente estava o novo casal, ela imediatamente voltou seus olhos para suas mãos... Estavam juntas? INCRÍVEL PORRA! – COMO FOI SUA PRIMEIRA VEZ NARUTO? – ela gritou tão alto, mas tão alto, que os três ouviram risadas do lado de fora, Chelsea pareciam nem ter se importado com isso, ela fazia pouco caso de muita coisa.
— NÃO! – gritou Naruto. – Seria isso, mas você entrou bêbada. – ele repensou suas falas, mas logo viu que os olhos de Chelsea pareceram ter brilhado alegremente.
— E foi bom? – perguntou Kushina para seu filho.
— Foi ótimo. – respondeu Chelsea alegremente, mas sua voz ficou séria. – Mas você atrapalhou em um momento crítico, e ainda disse que ia me ajudar.
Naruto suspirou pesadamente, ele não ia falar em voz alta, mas ele aprendeu a gostar do jeito honesto que Chelsea agia com ele, ela nunca escondeu nada dele, isso era algo apreciável. – Não viemos aqui pra discutir isso. – murmurou contrariado. – Eu quero ajudar em alguma coisa, me dê uma missão.
— Negativo. – respondeu Kushina abandonando sua expressão brincalhona. – Você tem que continuar aqui, até Sekirin estar completamente dominada e sem um líder, nesse momento, você terá um monte de missões, então aproveite o dia com Chelsea, eu vou ver se algum comandante quer fazer apostas comigo.
— Que tipo de apostas? – perguntou para Chelsea, Kushina já havia evaporado da tenda.
— Apostas de bebidas. – respondeu casualmente, laçando seus braços no pescoço dele. – Ela gosta de beber, já eu gosto de outra coisa. – ela como uma víbora implantou um enorme chupão em seu pescoço. Naruto não reclamou em nenhum momento, na verdade ele aproveitou esse momento e ergueu a ruiva, deixando sua bunda encostada em sua cintura. – Acho que tem alguém animado agora. – ela provocou.
— Você me provoca demais garota. – ele disse mordendo o pescoço dela. – Mas eu gosto, um pouco. – ele pressionou a bunda dele em sua cintura, bem em cima de seu feche. – Você vai pagar uma hora ou outra por todas as suas provocações.
Chelsea mesmo nessa situação conseguia tirar uma provocação da ponta do dedo. – Não sinto nada, está fazendo alguma coisa? – ela sabia que isso era um prego no orgulho de um homem, e parece que funcionaram, os olhos de Naruto ficaram vermelhos com isso, e ele cravou suas unhas bem em sua bunda. – Tudo bem, desculpa, desculpa. – ela pediu repentinamente, Naruto a soltou com um riso.
— Quando eu te pegar você vai pedir pra parar. – ele argumentou com razão.
— Não vou não, vou pedir pra continuar isso sim. – ela pegou sua mão. – Quer caminhar comigo? Ainda tem lugares que você ainda nem viu aqui.
Naruto para a surpresa dela fez algo que não era de seu feito, ele passou os braços ao redor do ombro dela, dizendo calmamente. – Não sei o motivo real de eu ter feito alguma coisas com você, mas acho que você se comportou como uma boa moça.
Chelsea passou o braço em sua cintura e saíram da tenda, ignorando todos os olhares ali. – Que bom que você se soltou ao menos um pouco. – ela apertou sua cintura. — Prometo não desapontar. – ela lhe entregou um sorriso de orelha a orelha.
Naruto olhou aquilo com surpresa, ele começou a reparar demais no jeito dela, quando a olhava dormir, ele ficou reparando em tudo, podia ser dele. E talvez fosse, aquele sorriso encantador e quente, não um terrível e frio, com certeza tinha um caminho com ele, ele também a apertou ainda mais, dando-lhe um beijo na testa levemente. – Eu sei que não. – ele respondeu também dando um sorriso a ela, ela amava esse sorriso. – Agora aonde vamos ir?
— Para as termas! – ela respondeu imediatamente. – Eu nunca te mostrei onde era, é um lugar especial apenas para o alto pelotão, mas foda-se. Quero te ver de toalha. – ela respondeu sinceramente, não gostava de omitir nada.
— O bom de você é que você sempre fala suas reais intenções. – ele riu com gosto. – Tudo bem então, vamos pra lá, mas caso der ruim a culpa é sua.
— Cavalheirismo voou não é? – ela zombou, mordeu seu lábio inferior, mas sem arrancar um filete sequer de sangue. – Tudo bem, agüento essa por você.
Um pouco mais longe, havia um soldado adentrando a floresta ao redor, escrevendo rapidamente um envelope e colocando em uma águia de rapina que voou para o Norte, bem onde o Império estava acoplado. – Com isso, Esdeath-sama irá me promover. – ele logo voltou, colocando seu capacete e tampando seus cabelos cinza, tudo de acordo com o plano.
Quando ele voltou, ele foi abordado por nada mais e nada menos que Kushina, segurando uma pequena adaga. – Esdeath-sama? – ela perguntou bobamente, inocentemente, dando um sorriso bobo no rosto, apesar dos olhos estarem em brasa. – Entendo, você é um espião, pode morrer agora. – e cravou a adaga em sua traquéia, nada demais. – Existem ratos demais... Preciso me preparar para o que vier.
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Esdeath estava andando pelo palácio, inquieta, a rapina de seu espião já deveria estar de volta faz meia hora foi descoberta? Possivelmente, Hayato estava no contingente inimigo há bastante tempo, se mantendo como um soldado raso por vontade própria e não atrair suspeitas, mas uma hora algo iria acontecer. Seus soldados já estavam levando comida e alguns sacos de moedas para distribuir na cidade, em todas as partes. Ela iria levantar a moral, logo, logo estaria na hora dela dar seu discurso, mas primeiro teria que esperar um ou dois dias, para os soldados contarem que foi ela que resolveu tomar o poder, e conseqüentemente ajudar a população a se soltar do mal que Onest fez. Seria divertido.
‘’ Agora é uma boa hora de ver se Makoto está acordado, Wave realmente queria bater no pobre menino. – ela pensava pra si mesma, muitas pessoas também adorariam fazer isso com o garoto, o garoto tolo que nunca foi instruído, ela tinha uma parcela de culpa nisso, mas era mais fácil apenas levar a cabeça morta de Onest e jogar a população, sim... Ela já havia encarregado alguns dos homens a cuidarem da cabeça dele, sim... Seria divertido fazer isso com Onest, que no inferno ele ruga de agonia com o que acontecerá com o que ele deixou para trás. Ela dobrou para um corredor onde havia uma escada onde levava ao mesmo lugar que ela e Naruto torturaram Ishiki, que agora deveria estar muito longe, ela não conseguiu se divertir com ele o suficiente. ‘’ Ao menos eu consegui fazer algo com Naruto, espero poder fazer isso com ele algum outro dia. ‘’
Ela desceu as escadas com seus saltos, o barulho fez as pessoas de baixo gemer em medo, ela ouviu um suspiro de angustia, Makoto, provavelmente. Não que ela se importasse, ele só era útil pra uma coisa. Seria muito divertido usá-lo para seu único propósito, depois ela o mataria, o menino autorizou coisas ruins, ele não merecia viver. Apenas Naruto podia fazer tudo o que ele fez e continuar vivo. Sim, apenas ele.
Quando ela abriu a porta suja de sangue dos desesperados que arrancaram suas vidas, a primeira coisa que ela viu foi todos os presos tentarem sair de suas celas, e ir até a última cela, a mais limpa, onde Makoto estava sentado em uma cama de madeira, a única cama ali. – Gostou da hospitalidade? – ela perguntou cínica, fazendo pouco caso do choro que ela começou a ver há pouco. – Qual é o motivo do seu choro menino? Você nunca se importou se suas ações estavam certas ou erradas, até onde eu saiba você que deveria estar nessas celas, não eles.
Makoto explodiu em choro, ele não deveria estar ali, por que ele estava ali? Ele só fez o que Onest disse, seus olhos se arregalaram em pavor quando ele pensou nisso...
— Você demorou pra perceber, foram quatro e longos anos, que ele te usou, assim como eu te usei. – ela se aproximou da cela, pegou o garoto pela gola da camiseta e fez com que ele batesse a cabeça na grade, apenas com isso abriu um pequeno rasgo na testa. – A única diferença entre eu e Onest, é que ele está morto, eu vou continuar te usando, até você morrer, mas não se preocupe você vai viver até o mundo acabar, como a lembrança de um Rei caído e imprestável, bons sonhos.
E saiu dali a passos largos, ouvindo os gritos de Makoto chamando pelo nome dela, em um total desespero, em uma agonia aterradora. Era uma sinfonia perfeita, uma ópera de horror, nada menos do que ela merecia, era uma música tão alta, mas tão bonita.
Ela mal saiu das escadas do seu amado lugar, e havia um soldado, segurando um pequeno envelope, totalmente fechado, então o espião estava bem, ou ao menos teve uma última mensagem enviada. Ela dispensou o soldado e abriu e envelope, jogando o resto no chão, era uma carta um pouco grande, as letras em negritos deviam ser importantes.
‘’ Receio dizer que Edeath-sama pode não apreciar o vosso conteúdo, tenho este confirmado com os olhos e ouvidos que Naruto-sama, está provavelmente sobre algum tipo de controle, penso ser alguma chantagem para vosso futuro rei, não sei lhe dizer se este está sobre tortura, embora todos os comandantes parecem estar bem próximos a ele, com sorriso falsos, sinto dizer que acho que estão o manipulando, eles jogaram tão baixo que vosso rei está sobre a constante visão de uma garota ruiva, pude comprovar minha tese quando vi ela passando suas mãos imundas no corpo que lhe pertence. Esdeath-sama. Isso é pior do que tortura, por favor, acabe com o sofrimento de vosso Rei. Hayato. ‘’
Esdeath esmagou o papel e o jogou em qualquer canto, colocou suas mãos na cabeça, ela gritou com a voz terrificada, isso não podia ser verdade, todos estavam tentando enganá-la? Até mesmos seus companheiros estavam dizendo loucuras, ela nunca seria traída, Naruto a amava, mas doeu seu coração, Naruto estava sendo usado, alguém estava o usando, ninguém podia o usar, como eles ousaram fazer alguma chantagem com ele? Isso era pior que uma ofensa ao seu orgulho e ainda por cima colocou alguém para usar o corpo que lhe pertencia. Isso não passaria limpo.
— Se vocês acham que eu não vou ir atrás dele, se enganam, exército revolucionário. – ela murmurava se abraçando no meio do corredor. – Ninguém tira o que é meu. – ela murmurou, um pouco louca, talvez, Naruto fazia falta a seu próprio corto e mente, sem ele ela iria enlouquecer, letamente, ela iria começar a quebrar, e quebrar de novo.Quando ela colocar as mãos no que é seu por direito, ela nunca mais deixaria ele ficar longe dela, nunca mais.
— Esdeath-sama. – disse um ministro que apoiava Onest. – Sobre a reunião com os Generais, eles já foram convocados, responderam imediatamente, dentro de cinco dias eles estarão aqui.
— Excelente. – ela dizia se recompondo. – Quando isso chegar chame todos os seis ministros para a corte, chame todos os Tenentes e sargentos, iremos elaborar uma estratégia de fortificação, darei mais detalhes quando todos estiverem reunidos na sala. – ela o dispensou com um aceno de mão. ‘’ Sekirin precisa de proteção, para meu plano dar certo, preciso manter aquela área protegida pelo menos durante duas semanas, devo enviar dois pelotões? Não... Serão mortos... Eu mesma devo ir com algumas centenas de soldados, será o suficiente, mandarei Kurome ser minha substituta, ela e os Jeagers novos e velhos vão conseguir administrar meu exército, tenho que confiar neles. ‘’ – ela pensava, arquitetando suas próximas ações. ‘’ Sobre uma manta, devo levar poucas horas de vôo até chegar lá... 10 horas com sorte, entendo. Vou atrás de Kurome.
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Todos os cinco estavam de capuz, já estavam viajando sobre a manta fazia quase 10 horas, a missão de assassinar o ministro de Sekirin seria deles, não demoraria muito, eles ouviram o comandante Yuri falar calmamente. – Nossa missão é rápida, vão discretamente, morte limpa e rápida, assim que sairmos das redondezas daqui, manta vai estar nos esperando, sem comprometimento, entendido?
— Entendido! – disseram os outros quatro. Todos eles tinham apenas um objetivo, a morte do Ministro de Seikirin, mas.
Os cinco homens pularam para os telhados das casas ao lado, quebrando algumas partes delas, e só conseguiram assistir surpresos quando viram sua besta perigosa voadora cair no chão, quando outra besta voadora se chocou contra ela. As duas caíram na cidade, uma separada da outra com machucados, e no céu, caindo como uma estrela cadente, estava nada mais nada menos do que o pesadelo humano, Yuri retirou suas Kukri da cintura, os outros quatro se puseram atrás dele.
Até porque Esdeath conjurou um enorme pedregulho de gelo, como aqueles que ela usou para esmagar os revolucionários do Oeste. Só que esse parecia mais forte, os fios da Teigu de Yuri começaram a brilhar, seus cabelos ficaram ao ar, ele estava sério.
— Vamos ver se eu tenho bolas. – ele esperou a enorme pedra de gelo se aproximar a mais uns metros, e com toda a força de sua perna, ele santou, junto às duas espadas e fez uma mais densa, colocou a ponta bem no meio do cristal de gelo, quebrando mil pedaços, algumas casas eram destruídas, ironicamente a manta de Esdeath que morreu soterrada por gelo. Esdeath ficou levemente impressionada.
— Acho que você tem bolas. – ela dizia quando quebrou grande parte do terraço de um prédio onde os cinco estavam. – Vamos ver se vai morrer com elas.
Os três mais novos estavam prontos para sacarem suas espadas, mas Hiro e Yuri se colocaram a frente dele, obviamente houve protesto.
— O que estão fazendo seus filhos da puta? Precisaremos de todos nós pra ter alguma chance. – disse Akira alarmado, retirando sua arma.
— Nem mesmo com todos nós vamos vencê-la, ela está apenas jogando conosco. – respondeu Akigo, o que mais parecia calmo agora. – Yuri conseguiu poupar nossas vidas, devemos fugir.
— Você está sendo covarde Akigo? – perguntou Jason tão irritado quanto Akira. – Eu não irei fugir. – ele mal terminou de dizer isso, e recebeu um soco potente de Hiro. – Mas o que...
Hiro estava sério, muito sério, sem semblante não estava caloroso como ele sempre era com seus companheiros, aqueles olhos eram os olhos de quem já havia feito coisas horríveis, mesmo que não tenha sido proposital, uma delas. – Você morto não ajudará nada, você vivo pode mudar o mundo. – ele retirou sua espada, magma começou a se formar na ponta. Ele jogou diretamente em Esdeath, era como um jato, ela ficou surpresa e com velocidade conjurou um quadro de gelo bem em sua frente, mas o gelo se desintegrou.
— Hoooo – ela dizia animada. – Então você consegue fazer isso com minha teigu? Isso está ficando interessante. – ela conjurou estacas de gelo. – WEISE SHNABILU! – todos os projeteis voaram nas direção deles, novamente Yuri quebrou todos os que estavam destinados a seus companheiros.
— Peguem a manta e saiam daqui. – ele dizia sério. – Vocês ainda tem muito o que viver.
— Não nos diga o que fazer! Iremos lutar como homens! – rugiu Akira. – Não iremos arredar um só paço daqui! – disse Jason também nervoso, mas ambos foram puxados para longe por Akigo, o único que realmente estava pensando direito. – Nos solte Akigo, eu vou te matar! – disse Akira nervosamente, tentando retirar sua gola das mãos dele, enquanto pulavam para perto da manta.
Assim que Akira foi solto, ele recebeu um soco potente em seu rosto, o mandando para o chão. – Está querendo morrer Akigo?
— Não, é por isso que estamos fugindo, para não morrermos, pretende fazer o sacrifício de nossos superiores serem em vão por sua arrogância? – ele disse subindo na Besta, isso pareceu fazer ambos acordarem. – Isso é triste de dizer, mas dêem uma olhada para ambos uma última vez... Nossos superiores sempre serão lembrados em nossa mente, nós somos a prova de que eles viveram... Obrigado por me deixarem viverem.
Os outros dois subiram na besta em silêncio, totalmente infelizes com isso. Logo sumiram dali, Hiro deu um suspiro de alivio, acompanhado por Yuri.
— Vocês sacrificaram suas vidas pela de seus camaradas. – começou Esdeath ficando alegre de um segundo ao outro. – Eu não desprezo pessoas como vocês, antes de começarmos, digam seus nomes.
— Por que eu deveria te ouvir? – disse Yuri avançando com tudo o que tinha para atacá-la, mas para a sua surpresa, no outro segundo, sua cabeça já estava soterrada fazendo outra cratera surgir, ele sentiu seu sangue vazar de sua nuca.
— Por que eu estou mandando. – disse Esdeath. – Mas agora não adianta, pensei que você e ele valessem alguma coisa, os olhos de vocês dois, eu pensei que eram guerreiros, mas estou enganada. – ela olhou para o rosto vermelho de Yuri. – Você é apenas um guerreiro sem objetividade. – olhou dentro dos olhos de Hiro, dando um leve sorriso. – Você fez coisas horríveis, consigo ver através de sua alma. Matar crianças... Isso é errado... Eu terei o seu fim.
Ela pisou no crânio de Yuri, quebrando tudo o que restava, ela nem se indagou a direcionar um olhar ao corpo dele. – Eu espero que você me faça sentir algum entretenimento em algum nível. – ela sacou seu florete. – Assassino de crianças.
Hiro rugiu com isso e para a surpresa de Esdeath, toda a sua espada ficou envolta de lava, curiosamente sua mão não era pega na lava, quando Hiro fez um corte no ar, a lava foi em direção a ela, ela entendeu o objetivo da arma.
— Quando você ataca algum espaço vazio à lava automaticamente segue o percurso do ataque. – ela dizia pulando para cima e fazendo um deslize de gelo para ela passar e cortar distância, ela tentou estocar o florete no peito de Hiro, mas ele segurou a ponta do florete com sua mão livre. – Ho... – ela dizia se afastando, observando a espada dele maravilhada. – Será que pode se defender disso agora que seu amigo está morto?
Novamente ela fez uma enorme pedra de gelo, passando ao redor dela com um salto, e empurrou à pedra, Hiro viu com tristeza o corpo de seu amigo ser esmagado e não sobrar nada, Hiro apenas saltou para o lado, mas os destroços foram até ele. Ele não conseguiria se mantiver nesse ritmo muito tempo. Esdeath estava em outro nível.
— COMO SE EU FOSSE MORRER POR ISSO! – ele começou a cortar o vento em sua frente, rajadas de lava começaram a sair, Esdeath observou que por um segundo, parece que a magma adentrou a terra, como se estivesse se escondendo. Hiro conseguiu se defender dos destroços, mas ele já estava ofegante.
— Nada mal mesmo. – dizia Esdeath se afastando. – Mas agora o que você vai fazer? – ela se manteve no lugar, mas ela viu toda a lava de antes surgir ao seu redor, como estacas de magma, se isso a acertasse já era, ela tentou mover seus pés, havia lava ao redor, e ela viu que a lava que Hiro havia feito antes, estava caindo em cima de sua cabeça, seu gelo não daria conta disso.
— Você vai morrer por sua arrogância, Esdeath. – dizia Hiro ao longe, dando a ela um sorriso vitorioso. Mas isso desapareceu quando as mãos de Esdeath se juntaram e ela proferiu palavras fortes.
— MAHAPADMA! – ela gritou com todo o seu espírito, o tempo congelou, uma energia azul passou ao redor de tudo, a lava quente que com certeza ferraria todo o seu gelo, estava inerte, mas isso era por pouco tempo. Ela saltou sobre a lava e se direcionou para perto de Hiro, que com certeza não esperava por essa. – Você é um homem interessante. – ela conjurou uma imensa estaca de gelo, e cravou bem no meio do peito de Hiro, o deixando erguido ao chão, como uma carne no espeto.
Quando o tempo voltou Hiro só conseguiu cuspir seu sangue e esbugalhar seus olhos. – Como... – ele tentou dizer, mas havia um rombo enorme no seu corpo, o sangue saia em abundância, ele não conseguia gerenciar suas ações, sua visão já estava turva, piorou ainda mais com a máscara típica do antigo esquadrão de incineração.
— Não me leve a mal, você nunca teve chances. – ela dizia calmamente, sem se importar com o sangue que escorria em grande quantidade. – Mas devo parabenizar você, você me forçou a usar o meu segundo trunfo. – ela dizia sorrindo de canto. – Diga-me o seu nome, assassino de crianças, te darei um enterro digno de você.
— Hiro... – ele não queria dizer, mas agora ele já estava morto, ao menos um enterro ele merecia.
— Hiro. – ela disse pra si novamente. – Lembrarei desse nome como um guerreiro que lutou contra o impossível. – desfez o gelo, o corpo inerte de Hiro caiu ao chão. – Irei te congelar e te enterrar, onde você será preservado no lugar onde caiu sobre as mãos de alguém mais forte.
Hiro tentou rir, mas ele nem tinha mais força pra isso, Esdeath prezava batalhas, ela tinha seu senso de justiça para com os guerreiros que ela julgava serem fortes e merecedores o suficiente. Ele se lembrou do tempo em que ele era um carrasco do seu esquadrão. Onde ele foi mandado matar um grande contingente de pessoas. E ele ouviu os gritos de crianças, mas já era tarde... Bols passou pela mesma coisa.
Ele conhecia as crianças, ele cuidou de algumas com Bols quando eles trabalhavam juntos...
Ele estava com metade do corpo congelado, o gelo crescia lentamente, talvez Esdeath queria lhe dar uma última fala.
— Elizabeth, minha pequena princesa, papai está indo. – ele dizia para a única garota que ele nunca conseguiu esquecer, a garota que sabia que ia morrer, e continuava mais viva do que os outros.
— Sim, você irá. – disse ela quase o congelando por completo. – Essas foram suas últimas palavras?
— Não. – disse Hiro com a voz ficando sombria de um momento para o outro. – Kushina nunca lhe entregará seu filho a você. – ele não conseguiu completar sua frase, seu corpo inteiro foi congelado, mas Esdeath não o enterrou.
Esdeath quebrou seu gelo que guardava seu corpo em pedaços, pedaços de carne eram vistos para todos os lados.
— Outro idiota que mente pra mim. – ela dizia séria. – Vá para o inferno, e queime até lá, e veja que Naruto nunca irá me trair com outra mulher. Ele é meu...
‘’ – É dito que amores passageiros tendem a serem esquecidos, mas é dito que amores fracos tendem a serem lembrados, mas dizem também que amores forçados tendem a se tornarem obrigados. ‘’ Apenas uma frase momentânea que improvisei.
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