Obsessão
34 Mate a Guerra PT 6
Notas iniciais
O maior erro do ser humano, é existir.
(...)
— Então... Você finalmente me mostrou tudo o que um ser humano pode fazer... – disse Kurama olhando para o alto, onde até mesmo as nuvens cobriam o rosto da Teigu Suprema. – É uma pena eu não ser humana para estar impressionada, humana de merda. – ela começou a caminhar, todos os combatentes ao redor dela se afastaram instintivamente, elas viram o que fizeram com o homem que possuía aquela estranha armadura, a diferença mais gritante para Naruto e Kurama no mesmo corpo, era que suas feições ficavam mais animalescas. As linhas no rosto ficavam mais escuras, mas ela tinha que fazer algo sobre isso rapidamente. Ela só precisava de um corpo para salvar a vida dele.
Esse era o momento que ela esperou por cinco longos anos, cinco anos vendo seu parceiro morrer por seu poder, cinco anos o vendo desfalecer lentamente, por sua causa. Isso lhe doía na alma, ela sabia como salvá-lo, a única coisa é que ela não sabia como dizer-lhe. Ela tinha que possuir um corpo, um corpo forte o bastante para pelo menos agüentar mantê-la no corpo, sem usar seu poder, um corpo que ao menos, conseguisse agüentar as caldas de energia. E ela sabia que existia um corpo além do de seu parceiro que poderia fazer isso... Mas como dizer tal coisa? Era outro pecado que ela teria que esconder dele.
Enquanto andava ela só conseguia pensar em tudo o que eles fizeram, a promessa dela não matar Esdeath e deixá-la solta pelo mundo era algo que ela não conseguia entender, ela nunca conseguiu entender as razões de Naruto querer que ela continuasse viva, mesmo depois que Chelsea havia ‘’ partido ‘’. Eram coisas demais para se pensar e imaginar situações hipotéticas.
Era coisas e promessas demais para ela se lembrar, ela teria que quebrarem algumas, ela só não sabia o que aconteceria depois dela ter feito isso.
— Esdeath não merece o amor que você tem por ela... – ela disse para si mesma, observando a Teigu finalmente começar a se mover, mas apenas a cabeça, com certeza observando o vasto vale rodeado de incontáveis almas que com certeza iriam morrer agora. – A única coisa que ela não merece de você, é o seu amor.
Kurama observou a Teigu Suprema abrir a boca, e mirar diretamente nos pés, provavelmente bem onde os amigos de Naruto e todos os personagens que eu ainda não matei estavam lutando. Ela não demonstrou surpresa pela quantidade de poder que um disparo tinha. Esdeath já havia ganhado a guerra há muito tempo, ela só queria uma diversão.
— Você sempre gostou de estar um passo a frente dos outros, garota... – ela murmurou para ela mesma, olhando para o lado ela viu uma pessoa interessante segurando uma criança que com certeza já não era mais uma criança normal. – Você os matou?
— Com certeza. – disse Ishiki aparecendo a sua frente segurando a mão de Aika, ele jogou um pequeno pergaminho para a raposa que pegou no ar. – Nosso acordo está feito. – ele disse se retirando para as sombras da cidade que ainda restava. Mas antes de sumir a raposa o chamou.
— Você o guardou desde aquele dia? – ela perguntou tranqüila, não esperava por isso de qualquer forma, mas ela precisava salvar seu parceiro. – Como o líder de sua espécie não soube disso?
— Da mesma forma que meu irmão não sabia. – disse Ishiki. – Estavam ocupados sendo manipulados por você. – Aika observou o corpo de seu pai na sua frente. – Dê um oi para seu pai, mesmo que só seja um corpo agora.
Aika direcionou seu observar para a feição do seu pai, Kurama ousou dizer que ela nunca viu um olhar tão vazio em uma criança.
— Monstro... – foi tudo que escapou da boca da mais nova. – Você não é meu pai... Eu quero meu pai...
— Você vai tê-lo em breve. – disse Ishiki. – Mas primeiro, tem que cumprir nossa promessa.
Kurama estreitou os olhos, o que Ishiki havia prometido para uma criança? Antes que ela pudesse pegá-lo, eles se telem transportaram dali;
Mais um problema para ela. Ela abriu o pergaminho. O selo que ela havia pedido para Ishiki estava ali, a língua que somente ela conhecia estava ali também.
— Com isso eu te salvarei Naruto. – ela pulou para um telhado alto para poder observar mais. – Mas primeiro, tenho que esperar a garota retirar todos os obstáculos.
Ela observou seu braço, escurecendo ainda mais, quase chegando ao pulso. Ela tinha que fazer isso rápido.
‘’ Me pergunto se por algum acaso, Akame ainda estiver viva, ela poderia ser útil. ‘’ – ela se perguntou mentalmente, bom, eram mais planos que ela teria que imaginar enquanto Esdeath destruía todo o resto do mundo.
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Em uma visão unilateral. Existe coisas que não são justas, como poder.
Existem poderes que realmente não são justos. Não querem ser também.
Esdeath entendia isso, porque ela tinha esse tipo de poder injusto também.
Estar dentro de uma arma que somente por colocar as mãos dentro dos controles o usuário se não fosse da família real morresse na hora era maravilhoso. A visão que ela tinha de tudo era ótima.
Todos eram como formigas ali. Ela olhou para baixo, todos os membros mais importantes de cada lado, lutando ali.
Ela sorriu quase que cômica era a oportunidade perfeita para testar o poder. Só seria um lamento se Kushina morre-se. Ela não resistiu a essa tentação, seu verdadeiro ser gritava para ela matá-los. E assim ela o fez, ela simplesmente ajustou a força do disparo.
— Vamos começar com 5%. – ela disse apertando o dedo indicador para trás, e o dedo indicador esquerdo para baixo, os controles não eram confusos, só precisava de alguns disparos para pegar a prática. Ela quase podia ver o rosto de desespero das nações inimigas, do alto que ela podia ver o resto que sobrou da primeira muralha, sendo tomado por catapultas e bestas perigos. Mas aquilo não importava, ela tinha um poder inigualável. Ela tinha o poder de matar todos, com apenas uma única arma. Era a arma definitiva. Ela abriu a boca da arma e disparou.
Infelizmente, ninguém foi atingido, o que ela poderia esperar um ataque rápido e furtivo de uma arma dessa magnitude? Não, ela era feito para atirar a longas distâncias com poder total. Era esperar demais de uma arma dessas.
— Acho que posso ouvir Kushina e Najenda me falarem mal. – ela disse para si mesma, elas duas pareciam formigas lhe dando o dedo. – Acho que é um poder relativo para uma baixa porcentagem... – ela direcionou a boca para frente, onde com certeza, havia alguns soldados ali também do seu próprio exército.
Eles seriam chamados categoricamente de ‘’ sacrifício necessário. ‘’ ela quase sorriu com isso.
Se Naruto estiver ali, ela atiraria? Ela não sabia dizer. Provavelmente pensaria em tudo o que há entre eles, e todas suas próprias promessas de não o feri-lo mais. Pensando em simplesmente no seu amado, ela começou sua matança, quem observava simplesmente não via nada demais nisso, era apenas um dia comum no império, eram apenas mais cemitérios sendo preenchidos, mas eles não teriam lápides, sejam os inimigos ou aliados, todos que morressem perante essa arma, teria a própria terra do império como mártir de maldição.
Esdeath observava de cima, simplesmente movimentando os dedos. Matando provavelmente mais pessoas com um disparo do que ela matou contra a Guerra do Norte onde o povo do maldito Numa encontrou seu fim. Mas ainda sim, ela não entendia o que era essa sensação de vazio. Ela conseguiu o que queria um espetáculo digno o bastante para poder sumir com Naruto, mas ainda sim, o que ela poderia esperar de algo que ela já viu tantas vezes?
Era guerra, uma guerra que ela esperou acabar até chegar ao ponto mais crítico, ela poderia ter invadido as nações mais fracas sozinhas e fodido todos completamente, ela podia ter mandando tropas eliminar todos os outros, mas ela não fez tudo para que todos os lixos se encontrassem no seu domínio onde ela eliminaria todos de uma vez só, ela esperou todas as figuras importantes do mundo se juntar onde ela governa, ela trouxe seu amado para a maior guerra que o império, talvez que o mundo já havia presenciado então qual era a razão dela se sentir tão avoada? Ela não estava mais distinguindo para onde estava atirando. Ela só ouvia meramente gritos de misericórdia, talvez dos próprios soldados que se não morressem pela invasão morreriam por ela mesma, sua líder. Ela estava ali, onde queria estar, como queria estar... Mas com quem? Com sua própria loucura e sua própria solidão disfarçada de força.
Ela se lembrou das últimas conversas que teve com Naruto quando ele voltou ao império para se despedir de sua filha e deixá-la sobre seus cuidados. Todas elas faziam sentido.
Desde que ela perdeu seus pais. Ela procurou desesperadamente uma maneira de achar algo que pudesse suprimir essa falta de amor.
O sentimento mais próximo do amor é o ódio.
Ela cultivou o ódio de muitas pessoas.
Plantou discórdia, semeou morte. Regou inveja, se alimentando do ódio do próximo para si mesma, ela se tornou mais forte, um sentimento magnífico, ela sempre pensou nisso. Mas agora, esse sentimento não tinha tanta força como costumava ter. Ela sabia, que desde que começou a entender o que era o amor, ódio já não reinava totalmente em sua vida, por mais que desde que se tornou independente, foi o ódio que a manteve viva.
Ela se perdeu em seus próprios pensamentos mais uma vez, no entanto agora divagando sobre como seria se ela não tivesse tomado a escolha de ter um ódio como figura de força para sua vida. Talvez Naruto realmente pudesse ter ficado com ela. Talvez ela pudesse ter dado a luz a uma criança ao invés de Chelsea, talvez ela pudesse ter sentido amor. Mas isso era algo que não aconteceu.
Ela ignorou as próprias lágrimas.
— Eu estou matando pessoas mais uma vez. – disse Esdeath. – Quantas mais irão morrer? – ela não sabia responder essa pergunta. – Incontáveis, assim como as minhas mortes.
Talvez ela não tivesse um propósito de vida aparente, talvez algum Deus tivesse feito alguma brincadeira cruel com sua mente e feito ela se tornar o que ela é hoje. Talvez isso fosse fruto de outra pessoa...
Não.
Ela só queria aliviar a culpa de si mesma.
Desde o início ela estava plenamente ciente do que fazia, ela sabia pensar por si mesma, e ela só pensou em guerra. Em morte nada, além disso, ela se apegou a isso, guerra era seu brinquedo. Ela se sentia podre por alguns instantes, ela era uma hipócrita incorrigível. Ela só queria alguma salvação, uma maneira de ir embora desse tipo de vida. Mas como ir embora de algo que você mesmo criou em volta do seu coração?
Como ir embora de algo que você jurou para si mesma ser o melhor caminho para você?
Como?
Ela não sabia, mas ela sabia alguém que pudesse ajudá-la a descobrir essa resposta.
— Eu quero encontrar Naruto... – ela disse repentinamente. – Eu preciso vê-lo, preciso estar com ele.
Ela fez realmente uma menção verdadeira de desativar a sua arma.
Era algo verdadeiro. Ela realmente fez isso. Ela retirou suas mãos do controle, numa tentativa honesta de ir embora da arma mais poderosa do universo, simplesmente para ir à busca de redenção a sua maneira, ela fez isso.
Mas isso não significa que alguém iria aceitar depois de tanto mal que fez para sua pessoa especial.
Ela não escondeu a surpresa quando viu uma imensa calda se chocar contra o rosto da sua arma imperial. Como Esdeath não estava com os controles, ela foi ao chão, juntamente com sua Teigu, que despencou para trás. Levando tudo o que restou do palácio, soterrado pelas costas da Teigu gigante.
As pessoas hábeis o bastante nunca se esquecerão da cena que eles viram naquele dia, onde tudo era inesperado, o mais inesperado era que alguma coisa pudesse se opuser a força suprema da Teigu Imperial dos Imperadores.
Mas lá estava algo que realmente podia se opuser. Estava com seus olhos vermelhos pregados na arma da mulher mais perigosa do mundo.
Ninguém jamais poderia se esquecer de quando uma raposa quase tão imensa quanto a própria arma Imperial se colocou diante da maior arma do mundo.
Mas isso é uma história que ainda não foi contada.
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