Obsessão
28 Mate a Guerra PT 1
Notas iniciais
O tempo...
Propriamente dito seu significado é apenas o básico de sua própria menção, tempos.
Propriamente usado, tempo não é algo simples, muito menos pode ser entendido com algo básico.
Tempo é aquela pequena objeção de seu próprio corpo ao aceitar que está ficando velho, é sua mente dizer-te todas as noites que seu tempo acabou como se dissesse para você em palavras curtas para economizar tempo. ‘ ‘ É hora de se aposentar meu velho, sua era chegou ao fim. ‘’
Para mim, que me encontro em um completo improviso de palavras para o inicio de com certeza o melhor capítulo que eu já fiz em minha vida. Tempo, significa muito mais do que apenas ver mudanças com os olhos, é sentir com seu corpo, geralmente as sensações que se passam pelo corpo não são boas, elas pesam em você.
O tempo é algo que não volta, sabemos completamente disso, em todos os detalhes da palavra, o tempo apenas avança, e conforme isso ocorre você fica a mercê deste que vos falo em meus dedos eu tenho o poder para decidir o que fazer com o tempo, em minha mente o tempo não corre, ele é estático, esperando por minhas decisões, é algo comum, temos um senso de igualdade peculiar, mas para o que eu irei fazer, tempo é algo precioso, que quando se encontra em guerra com alguém, o tempo se torna tão precioso, que perdê-lo é como um desperdício de vida, e de fato, quando se encontra com a morte sobre suas mãos e com a morte com a ponta da foice em seu pescoço, tirando uma lasca de sua pele suja de barro e lama, bem como sangue, o tempo se torna algo vital, é algo como vida, talvez o tempo em morte seja mais valioso que o tempo em vida.
Em minha pouca idade eu entendo que eu tenho que fazer o tempo valer a pena a cada segundo, e eu estou, é por isso que você está aqui, estão gastando seu tempo com algo que você gosta, no caso, o que meus dedos gastam fazendo, no seu caso, seus olhos correndo pelo o tempo que eu levo para escrever estas palavras.
Não me entenda mal, o capítulo está quase chegando, talvez não, se não está com tempo para enredos sem nexo, simplesmente pule, está economizando tempo, é algo sábio de sua parte, mas ás vezes encontrará coisas que valem à pena serem percas de tempo. Eu sei o que vale para mim.
Para mim, vale à pena pensar em como eu irei começar com a história, que está no fim.
Portanto, simplificando, explicando, decorando, apontando, esclarecendo a você.
Tempo é algo simplesmente é algo tão valioso quanta vida, pois tempo é vida, e infelizmente, alguma pessoa não tem ambos.
Não me leve a mal, eu poderia explicar o que eu quero dizer com essa frase tão simplória que escrevi, mas isso leva tempo, e eu pretendo gastar de outra maneira, de qualquer forma, você tem vida, pode gastar ela lendo isso.
‘’ – Eu não digo que sou o senhor de meu próprio tempo, mas da forma que eu irei gastá-lo, eu sou o senhor até da minha própria vida, mesmo que por apenas um pequeno tempo. – ‘’
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Uma luz na escuridão.
Uma vela em meio à noite.
Um choro ao dia.
Uma morte ao anoitecer.
Uma vida ao acordar.
(...)
Andando em uma pequena carona de uma carroça na estrada de chão, você já deve imaginar quem seja o ser.
Não se preocupe, ele também sabe que você está lendo sobre ele.
Pois eu estou fazendo isso acontecer.
Ele está velho.
Ele não é velho por vida.
É velho por apenas tempo, ou vida, já que é a mesma coisa.
Ele perdeu seu tempo, logo perdeu sua vida.
Que não foi nada justa.
Você também entende o que eu quero dizer.
Você conhece o que ele passou, mas somente eu sei o que ele ainda está para passar.
Não se esqueça, eu sou o senhor do meu próprio tempo, mas ele não é senhor de nada.
Eu domino seu próprio tempo, e na última badalada do relógio ele se acaba.
Mesmo ele sabendo disso, ele ainda tem coisas a fazer.
Um curto espaço de tempo, talvez dias, talvez semanas, com sorte, ele ainda tem.
— Meu senhor. – chamou um dos homens que viajava com ele, este apenas usando um lenço em sua cabeça, para cobrir com vergonha suas cicatrizes. – O que devemos fazer quando chegarmos?
Para este que foi perguntado algo, apenas levantou sua cabeça, o questionador talvez por um pequeno segundo pudesse tiver se arrependido de perguntar qualquer coisa quando ele viu dois olhos rubis cintilantes brilhar escondido sobre o capuz e a pele escura pela sombra de dentro da carroça grande.
— Sobreviver e levar quantos conseguir com você.
O outro homem parecia ter se satisfeito com a simples frase pouco relevante do moreno, não queria irritar seu Grande General. Mas isso durou apenas por pouco tempo, pois logo ele voltou para puxar assunto com ele, que parecia não estar se incomodando com seu nome ser requisitado tantas vezes.
— Meu senhor. – ele ousou chamar seu nome, talvez pela milésima vez, e talvez pela milésima última vez. Não arrancando nem sequer um sussurro irritado do outro. – Qual é nosso principal plano, senhor? – não faltou com respeito em nenhum momento. – Quero dizer, nossa missão secreta, digo.
Seu general olhou para ele, levantando sua cabeça, talvez seu sono tivesse que esperar por muito tempo. – Achem Kuromada, eu o quero comigo á todo custo. – respondeu simplesmente. – Precisaremos de suas habilidades de ilusão, sacrifícios serão necessários.
O homem assentiu firme, puxando sua arma de trás das costas. – Eu fico feliz em ser requisitado nessa missão, e fico honrado em saber que a arma de sua esposa legitima está sobre minhas mãos e cuidados. – mesmo sentado ele levou sua cabeça para baixo, em um completo respeito devoto, como poderia não demonstrar respeito? Quando ele e Night Raid finalmente conquistaram Sekirin, ele quase foi morto por várias ondas de água, cortesias do império, como último movimento de perca, ele tinha que ser o mais respeitoso possível, e graças a sua salvação, ele está conseguindo retribuir.
Naruto apenas concordou com isso, só de olhar para o rosto sério do mais velho, ele sabia o que estava se passando por sua cabeça. – Não se preocupe com nada. – ele olhou para a estrada, ás arvore já não os acompanhavam há muito tempo, agora era apenas paredes de troncos revestidas, a base principal do exército revolucionário. – Estamos perto do nosso destino, soldados. – ele se colocou de pé. Os outros dois junto a ele não se incomodaram. – Certifiquem-se de estarem prontos amanhã. Hoje é o nosso último dia.
Dito isso, ninguém se surpreendeu quando cinco caldas vermelhas de energia surgiram sobre suas costas, e nenhum deles ousou dizer que quando seu capuz saiu para trás, sua marca no pescoço estava quase completa, o pescoço negro, como todos sabiam, muitas partes de seu corpo estavam com esferas negras, seus braços e pernas cobertos, apenas seu dorso e cintura bem como virilha não tinham qualquer alteração, se fosse por uma vista critica, a marca negra já deveria ter consumido seu corpo há muito tempo.
Mas Kurama estava usando toda sua energia para deixar o processo lento, como uma forma de deixá-lo vivo, mesmo que apenas por um ano vivo. Ela estava desesperada para continuar com ele.
Naruto saltou para trás da carroça, outras duas caldas se formaram atrás dele quando ele se arrastou com suas caldas pela estrada, sete caldas perfurando o caminho, se lançando para frente, a carroça já havia ficado para trás há muito tempo.
Era um novo meio de locomoção para ele, bem como Esdeath usava os pilares de gelo para saltar e acarretar em um impulso extra, a única diferença é que Naruto era mais rápido e fazia seus movimentos muito mais facilmente, suas caldas eram perfeitamente controladas, mas ele tinha seus limites.
Kurama o feito prometer que ele nunca usaria as caldas verdadeiras, ele morreria na mesma hora. Ele nunca descumpriu isso, sempre optou por usar as de energia.
A tentação de saber o quão forte ele ficaria se usasse as caldas reais, sempre bateu em sua mente, ele precisava de um poder maior para vencer seu adversário mais poderoso, esta que um dia dividiu a cama com ele, mesmo que de uma maneira errada. Ele mesmo assim, se conteve, mas se o momento pedisse para mais força, ele usaria, e o mundo que vá para o inferno, Kurama sabia dos termos.
Ele honrou isso por cinco anos, desde o dia em que ele lutou contra os Shikis e os Coelhos.
Em todo esse tempo, Naruto nunca usou mais do que oito caldas de energia, nunca chegando nem a usar uma mísera calda real.
Kurama, como se tivesse lido seus pensamentos, o chamou em sua mente.
— Não deves pensar em força, deves pensar em vida. – ela o alertou como sempre fez nesses anos, estava com a cabeça escorada em seus braços, a calda cobrindo seu corpo como um cobertor, Naruto já se encontrava andando em sua direção, se jogando em sua pata, e uma imensa calda cobrindo quase todo seu corpo. – Continuas impertinente, tenho que cuidar de ti como uma mãe, Kushina não me paga para isso.
Naruto apenas deu de ombros, arrancando um rugido estrondoso dela, ele tampou seus ouvidos, talvez ele tivesse a irritado demais. – Se estiveres irritado com minha pessoa, avisa-me, adoraria poder-te alegrar com minha morte. – ele disse lascivo, arrancando mais uma vez, um grunhido alto, os dentes perolados voando bem em seus olhos, como se fosse para deixá-lo intimidado, mais isso nunca funcionou, desde a primeira vez que eles se viram isso já fazia sete anos.
— Cansei-me de tuas brincadeiras, deves brincar com coisas saudáveis. – ela novamente disse, girando seu corpo imenso em sua mente, ficando de costas para o chão, o fazendo voar para frente de seu rosto, os olhos vermelhos de ambos se encontrando, a única diferença era o tamanho.
— Como tomates ou alfaces? – fez piada, não tinha motivos para não ser algo diferente com ela, já que ela sempre foi diferente de todos com ele, era o mínimo para eles terem um relacionamento mais aberto. – Não sou desses, prefiro perguntar sobre algumas coisas.
— Eu ainda não terminei. – ela pegou seu corpo com sua pata enorme, apertando seu corpo levemente e atirando para o chão, ele caiu de pé sem nenhum problema, desde a proposta dele para ela fazer isso, tocar nesse assunto a irritava tanto quanto a magoava. – Você sabe que eu ainda não terminei. – sua voz normalmente arrastada se tornou algo mais fino e menos denso, quase que suave.
— Desculpe. – ele pediu para a raposa. – Eu só preciso disso quando estiver em problemas.
— Se pretende conversar sobre isso o tempo todo, vá embora.
Ela virou seu corpo, mostrando apenas suas caldas para ele, seu rosto do outro lado. Ela realmente se irritava com isso, Naruto apenas conseguiu suspirar resignado com tudo isso, frívolo como era essa parte de conversa entre eles, o que ele poderia esperar? Uma resposta objetiva? Não, Kurama não era direta quando se tratava de quando ela iria sair de seu corpo quando o momento chamasse.
— Ku... – ele se aproximou do seu corpo enorme, se encostando a uma de suas imensas caldas. – Eu aceitei não usar seu poder em seu máximo, por respeito a você, por tanto... Eu peço que quando eu precisar, você faça isso por mim; Por respeito também.
Ela ainda parecia relutante em virar sua cabeça, mas suas orelhas se movendo denunciavam completamente que ela estava ouvindo simplesmente tudo com toda a sua atenção, ela sempre o ouviu, nesses anos, quando ele dormia sozinho, ela sempre o ouviu.
Ela depois de um tempo, relutantemente, ela se virou. – Me desculpe, é que eu... – ela tentou se explicar, mas isso não era necessário. – Eu vou te matar, e não vou poder fazer nada. – ela disse com razão, pois se ele libertasse os cinco selos com os dedos no selo de sua barriga, ela seria obrigada a sair. E isso era algo que no fundo de seu coração, ela não queria fazer.
— Eu sei. – ele disse com a voz começando a ficar grave. – Mas isso é apenas em um último caso, eu não sei o que aguarda todos nós naquela cidade, mas Esdeath com certeza, ficou mais forte do que já era, eu só tenho medo de minha força não estar a altura.
Kurama riu em zombaria. – Você pode fazer Akame e Budou parecerem uma dupla de soldados usando sete caldas, talvez seis. – ela meditou. – Você os ultrapassou em muito, mas o custo foi caro. – ela se lamentou. – Mesmo que Esdeath tenha algo. – ela baixou sua cabeça e ficou ao seu nível. – Se for preciso, eu vou com tudo contra ela ou qualquer coisa que ameace você.
— Obrigado. – ele deu um sorriso para a raposa, uma das poucas que viu isso nos últimos anos, mas logo isso se desmanchou. – Você acha que os coelhos, conseguiram produzir novas Teigus?
Novamente, aquele assunto, desde a última vez que Naruto se colocou diante dos onze coelhos, ele conseguiu matar apenas um, não por não ter força, por simplesmente ter sido pego de surpresa quando ele viu Teigus diferentes. Teigus biológicas, membros adicionais. Isso não era para ser possível.
— Sim, com certeza, agora deve ter mais do que apenas onze, matamos um deles, eles são fracos separados, mas quando trabalham em equipe, duvido que qualquer um abaixo de você e Esdeath consigam lutar em igualdade sem ser pego em desvantagens. – disse Kurama honestamente, os movimentos que eles faziam eram bem diferentes. – Você acha que algum Shiki sobreviveu?
Naruto também não sabia dizer, ele explodiu a caverna toda, mas Shikis tinham uma vitalidade incrível. Talvez alguns tivessem sobrevivido, mas Hogi e sua irmã, com certeza estavam queimando no inferno.
Aquela rosada desgraçada tentou cortar sua garganta com um tentáculo que ela fez sair no meio de suas costas, falhando miseravelmente, ela apenas teve a cabeça esmagada por suas mãos, uma morte rápida, ele diria.
— Eu não sei dizer, mas poucos, com certeza. – arriscou-se.
Ela se colocou em silêncio.
— Conversamos mais tarde. – meditou ela. – Você chegou.
No mundo real, Naruto estava continuamente correndo com suas caldas como impulsionadores.
Ele não demorou muito tempo para chegar diante do campo aberto, que na verdade, era toda a cidade de Sekirin, agora eram completamente usados pelo exército revolucionário, os usuários de Teigu se prontificaram de desabar tudo o que fosse desnecessário, e usaram os destroços para coisas mais produtivas.
Nesses anos todos, nenhum dos lados conseguiu invadir nenhum quartel do outro, mas o exército estava claramente em vantagem, segundo sua cota de informações dos espiões, eles possuíam nada mais e nada menos do que cinco milhões de soldados. E mais de uma centena de bestas classe Ultra, E mega, cortesia dele também, e do dominador de feras e sua Teigu, que foi ótima para o exército, mas mesmo assim, Esdeath tinha dragões sobre seu comando, no fim, isso estava em igualdade, mas era apenas por ele estar afastado três anos.
Depois que ele voltou do exército para os Shikis, foi pego em uma emboscada, Ishiki não foi até ele, este na verdade, foi este o único que ele não precisou lutar contra, talvez estivesse morto, mas um verme como ele nunca morria tão cedo.
Kira foi o primeiro a morrer.
A prepotência de achar que podia lutar em uma luta corpo a corpo usando tentáculos contra caldas, foi demais para ele, no final das contas.
Ele teve seu coração arrancado com sua mão direita, enquanto com a esquerda era erguida para o alto, os demais não podiam fazer nada.
Pois já tinham morrido há muito tempo.
Aquelas duas garotas com quem ele desfrutou algo, foram as primeiras a morrerem, julgando que ele foi sujo.
Ele foi mesmo, e se fosse precioso ele faria de novo.
As pessoas costumam se arrastar a lama quando querem algo. Ele também é uma pessoa, não é nada diferente. Exceto que ele vai morrer mais cedo do que a maioria.
Não demorou muito, e portões de ferro foram vistos, o exército havia conseguindo dinheiro suficientemente para se manter na guerra, todos os mais influentes do império, foram para seu lado, isso gerou uma vantagem econômica poderosa, que permitiu recrutar muitos homens.
O Império não tinha mais do que três milhões de combatentes, isso com sorte, mas eles se gabavam por uma arma, que nem ele mesmo sabia.
Esdeath nunca perderia facilmente.
Ela simplesmente era obstinada demais pra aceitar uma derrota sem levar meio mundo com ela.
Ele não sabia como estavam as outras nações, mas com certeza, pelo pouco que sabia, pareciam estar entrando em uma guerra.
Ele adentrou na barragem de ferro, eles tinham a mesma estrutura do império, muros e muros de proteção, quanto mais adentrado, pior pra sair. Era interessante, Lubba se certificou de implantar somente o melhor ali.
— Grande General. – soldados bateram continência quando ele passou pelo corredor dentro da barricada, era escuro, mas mesmo assim seus olhos colocaram talvez medo e respeito no coração deles, algo que sempre acontecia, se for visto os acontecimentos passados. – General Najenda esta esperando você.
— Eu sei. – passou por ele. Não havia porta no final do corredor extenso, esse corredor não era nada agradável para alguém desconhecido. – Volte para seu posto.
— Sim senhor. – talvez somente a menção por sua voz fosse o suficiente para deixá-lo alegre, Naruto era uma lenda viva por ter sido o ponto principal na conquista de Sekirin, esse era o primeiro passo. Era triste, muitos podiam ter ficado vivos se ele tivesse chegado mais cedo, mas tudo tem tribulações.
Naruto quando saiu do corredor só conseguiu ver admirado todas as barricadas externas que o muro havia, o muro era o ápice que ele já havia visto uma cúpula perfeita. O teto totalmente feito com Orónio, o mesmo material feito para criar as Teigus, um perfeito teto oval com canhões em cada metro do muro. Eles copiaram o mesmo projeto do império, estava sendo útil, mas também estava dando problemas para eles.
Esdeath dificilmente era vista.
— Você demorou. – Naruto ouviu uma voz bater em seu ouvido, conhecia aquela voz, ele não detectou irritações ou rancor naquela voz, mesmo com ele tento matado o menino que ela um dia poderia partilhar a vida adulta.
— Desculpe Akame, eu tive que resolver algumas coisas. – ele aceitou um pedaço de uma perna de uma Angri Bird. – olhou para a garota, que já não era mais uma garota. Agora com vinte e dois anos, não era simplesmente uma menina, era uma mulher que podia te matar antes mesmo de você notar que ela estava no mesmo recinto que você. – Alguma novidade que eu devo saber?
Ela começou a segui-la, apenas pulando para baixo, pousando e levantando poeira, a espada de Akame continuava magnífica. – Leone está namorando.
Ele quase engasgou com sua carne, mesmo que ele tenha deixado de sentir muitas coisas, a idéia da loura namorando era... Difícil de digerir. – Quem é o corajoso? – perguntou para a morena, cada pessoa que viram eles passando, simplesmente abria espaço ou se curvava, muitos estavam vivos pela reação deles em Sekirin. O respeito entre eles beirava a devoção.
Alguns morreriam por Naruto, outros por Akame.
— Parece ser um antigo amigo de Leone. – disse Akame. –Do tempo em que ela trabalhava nas favelas. – ela se relembrou de algumas coisas sobre ela. – Provavelmente ele é uma das pessoas que sabe sobre Leone, desde o começo.
— Você presa bastante o sentimento de amor dos companheiros, Akame. – ele apontou. – Mas não fala sobre os seus, apesar de todos nós sabermos o que se passa em sua mente. – ele aceitou uma maça que foi jogada a ele por Lubba, que estava em cima de um prédio, descendo com os fios e se colocando atrás dele.
— Talvez. – ela foi obrigada a concordar.
— Você são tão corta pulsos. – apontou Lubba, que por ventura estava o mesmo de sempre, a única diferença, é que seus cabelos estavam muito mais curtos, e ele abandonou seus óculos. – Você demorou bem mais do que seis meses pra voltar, Kushina queria revirar o mundo atrás de você. – ele se lamentou. – Graças a isso Najenda teve pouco tempo comigo.
— Como vocês estão? – aproveitou para perguntar sobre o relacionamento deles, logo eles estariam em uma reunião bem complexa. – Imagino que pelo sorriso que você me deu agora, você conseguiu realizar seu sonho.
— Com certeza. – disse Lubba. – Kushina mesmo estando com quase quarentão, continua supimpa. – ele riu como uma criança feliz, quase pulando. – Minato deve ter tido sorte.
— Você fala como se eu não estivesse aqui. – comentou Naruto de canto, mas ambos começaram a encarar seu pescoço, a mancha estava ali, bem visível. – Eu sei o que querem dizer, e vocês sabem que eu não ligo?
— Quanto tempo ainda? – perguntou Akame, talvez curiosa, talvez simplesmente por simpatia, talvez apenas por assunto.
— Não sei Akame, realmente não sei. – respondeu ele. – Mas eu não acho que seja muito, estamos nessa de avançar e recuar a muito tempo, e nosso contingente final vai aparecer logo, então, eu precioso continuar vivo até eu vencer.
Lubba e Akame foram deixados para trás, Naruto havia simplesmente apertado o passo.
— Ele está sobrecarregado. – disse Lubba abandonado seu tom brincalhão costumeiro. – É tanta pressão sobre os ombros dele, não consigo imaginar o que ele deve pensar antes de dormir, se é que consegue.
— Provavelmente coisas que fariam você querer cometer suicídio. – apontou ela sabiamente. – De qualquer forma, Tatsumi com certeza estaria chorando. – ela plantou um meio sorriso no rosto, mesmo com os anos passando, Tatsumi nunca deixou seu coração em paz, por um lado, isso era bom, significa que o sentimento era verdadeiro, mas era difícil ter que ser companheira daquele que matou Tatsumi. – Eu sinto que vou quebrar Lubba. – ela disse em um sussurro para o homem.
Lubba passou os braços sobre seu ombro, em um aperto calmo. – Eu sei que você ficou assim desde que soube sobre Kurome. – ele disse o mais gentilmente possível. – Mas pense que ela não vai ter que passar pelo que nós iremos passar.
Ela ficou parada algum segundo, até voltarem à caminhada, Naruto já estava dentro do prédio construído apenas para a nata. E ele era simplesmente, o mais forte de todos ali. Eles só foram adentrando mais lentamente.
Porém...
Lubba não percebeu.
Que havia algo diferente estampado nos olhos de Akame...
Algo que ele morreria ao saber.
Naruto não foi parado pela dezena de guardas de elite. Simplesmente viu todos baixarem a cabeça quando ele passou, não ligando, ele subiu as escadas até chegar ao último andar, onde no começo do corredor havia um tapete vermelho. Bem como havia na sala do Imperador, que com certeza deveria estar queimando agora.
A porta estava sendo guardada por Leone. Ela não havia mudado muito, continuava a mesma mulher homem que sempre foi. Apenas os cabelos mais curtos, quase em cachos. E a expressão sempre divertida, começara a dar indícios de seriedade, não a culpava ninguém viu coisas boas. Os corações esfriam com o tempo.
— Onde pensa que esteve rapazinho? – Leone disse quase que branda para ele quando ela ficou de frente com ele, pegando sua orelha, como se estivesse dando sermão pro maior. – Eles estão te esperando. – ela deu passagem para a porta dupla azul. Ele simplesmente virou a maçaneta, a reação com sua entrada foram estrondosas.
No meio do salão, uma imensa mesa escura, com todos os Generais presentes, quando ele deu as caras, todos pararam imediatamente de fazer qualquer coisa que estivessem fazendo. Sua mãe continuava linda como sempre, a diferença é que agora usava apenas uma trança, como Najenda costumava usar, esta ao seu lado, também estava prestando continência pra eles, como todos estavam os respeitos, máximos.
— Descansar. – disse simplesmente, andando em direção a cadeira mais escura, sua cor favorita. – Sentem-se. – ele ordenou tranquilamente, nem parecia uma ordem, soava como um pedido. – Antes de tudo, como ela está?
Todos sabiam de quem ele estava querendo saber, uma mulher que estava ao lado das portas se aproximou lentamente dele, entregando uma foto para ele.
Aika continuava linda.
Uma menina crescida, de seis anos, quase sete, uma maravilha de pessoa, os olhos antes já bonitos, agora tão lindos, os cabelos realmente puxaram os seus, mas havia quase mechas ruivas por toda a parte, o rosto puxou os trejeitos divertidos dela. Mas mesmo que fosse sua imaginação pregando peças. Na foto havia um pouco de tristeza muito bem escondido sobre seus orbes, como ele sabia disso? Ele conhecia pessoas com esse tipo de olhar, ele próprio também era assim, e ainda é.
Sua filha com certeza deve estar crescendo ouvido coisas sobre ele, ele só torcia para serem boas.
Mas isso dependia de Esdeath...
— Meus Generais. – disse Naruto fazendo sua voz ecoar pelo salão, como um rugido. – Eu não trago boas novas. – ele continuou. – Tudo será explicado, mas primeiro, eu quero as explicações.
— Como esperado. – apontou Najenda categoricamente. – Relatório de qual parte primeiro, Grande General?
— Armamento. – ele respondeu colocando as mãos cruzadas sobre seu rosto, prestando atenção total, ele tomava decisões sobre as táticas agora, ele tinha que estar o par em tudo.
— Os armamentos foram refeitos com uma liga de metal mais leve e densa. – começou Najenda. – Nossas catapultas e tanques, também foram refeitas, nosso usuário de terra estará responsável por elas.
— Teigus. – disse Naruto simplesmente.
— Possuímos ao todo com o senhor, vinte e quatro Teigus. – respondeu ela. – Logicamente, o império tem a metade disso. Não conseguimos nenhuns mais, eles estão sendo cautelosos como nós.
— Bestas.
Ela suspirou quase que alegremente.
— Desde que Kushina conseguiu o dinheiro dos antigos aliados do império, conseguimos pagar caçadores profissionais. Possuímos três centenas de arraias voadoras, e sobre as classes mais altas, o dominador tem algum problema para conseguir domar tantas bestas ao mesmo tempo. – ela sorriu alegremente, arrancando alguns risos dos demais e um leve sorriso de Naruto, era uma boa noticia, seriam as bestas as responsáveis por quebrar os muros de aço do império.
— Contingentes.
— Os exércitos menores estão se reunindo para cá o mais rápido possível, eles estarão todos aqui amanhã à noite. – ela suspirou. – Bem como alimento. Que será necessário mais de dez mil carroças cheias. Cada uma das partes, fora o que temos aqui, onde o maior número está localizado, cada ponta possui dois usuários de Teigu, como o senhor ordenou.
— Esdeath?
— Não sai de dentro do palácio. – respondeu automaticamente. – Parece que deixou o exército quase que a própria sorte, mas ela com certeza movem seus dedos ao escuro.
— Entendo isso é bom. – disse Naruto. – Alguma novidade sobre o que o Império esconde?
— Nem rastro.
Ele mordeu os lábios em nervosismo, Esdeath não apostaria em coisas pequenas, com certeza era algo perigoso. – Precisamos descobrir isso, mas agora não vamos ter tempo, só rezo para não ser algo humanamente impossível. – mal sabia que sua reza seria destroçada. – De qualquer forma, eu peço que digam tudo mais tarde, preciso resolver alguma coisa antes.
Ele se levantou calmamente. – Com sua licença. – se curvou levemente. – Kushina. – ele chamou por sua mãe, que imediatamente se colocou de pé, lhe saudando com um sorriso. – Arrume nossos brinquedos novos. – ele deu um sorriso de canto, conseguir o material para suas novas armas foi extremamente benéfico agora.
Ele saiu pela porta, se despediu de Leone com um aceno leve e saiu do corredor. Ele tinha que se afastar agora, colocou a mão em seu coração, os sintomas estavam piorando.
No meio da estrada de Sekirin ele usou toda sua força pra não cuspir seu sangue e alarmar os soldados que estavam ocupados demais agora para serem interrompidos por um ataque fulminante. Mas ele não conseguiu disfarçar o leve escorrimento do filete no canto de sua boca, como fazer isso? Era pedir demais pra que Akame, ao seu lado, não tivesse notado, ele nem notou ela se aproximando, se ela estivesse com raiva dele ainda poderia tê-lo matado... Talvez.
— Você não vai conseguir se mantiver assim pra sempre, Grande General. – limpou o filete de sangue com os dedos, isso não importava pra ela, já estava acostumada a ver cenas piores do que um simples filete, mesmo que esse sangue viesse do homem que ela queria pelo menos manterem-se alguns minutos. – Contou para eles?
— Você sabe então? Então provavelmente é a única, não? – perguntou Naruto levemente surpreso, imaginava que poucas pessoas soubessem disso, mas nenhuma delas fosse Akame. – Então você pode ir contando para os Generais, se quiser.
Ela apenas o olhou e começou a andar para fora da cúpula com ele. – Se você estiver ruim, acho que precisará de uma arma. – ela mudou de assunto. – Onde está a arma que Esdeath mandou fazer pra você?
Isso pareceu tê-lo pego de surpresa. – É a primeira vez que eu penso nela em anos. – ele teve que admitir, havia esquecido que ela havia lhe dado um presente, um dia. – Acho que se perdeu no tempo, imagino...
— Quer que eu peça para os ferreiros fazerem algo pra você? – perguntou ela verdadeiramente interessada em que tipo de arma ele usaria agora.
Ele parou de andar alguns segundos até voltar a ser acompanhado por ela, estavam quase chegando fora da cúpula, ele imaginava o que ela queria com ele agora. – Vou querer duas Vajras... Ou umas tonfas, provavelmente Vajras.
— Vajras então? – ela parecia surpresa. – Não sabia que corpo a corpo era seu estilo.
— Eu também não, mas é bom ter várias modificações de postura, não se sabe o que pode acontecer.
— Eu compartilho do mesmo. – ela saiu da cúpula, passando pelo corredor, agora ambos estavam dentro do território marcado do exército, ela retirou suas espadas. – Se você ganhar de mim eu deixo você até mesmo escolher a cor.
Ele riu divertido, viraram um costume suas lutas contra Akame. Ele se colocou em posição. – Quero vermelhas... – ela sorriu ao ouvir isso, como esperado dele.
Ela realmente teve que mandar fazer vermelhas.
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— Mãe. – uma voz chamou por seus ouvidos, um lampejo de dor se passou momentaneamente quando ela abriu os olhos e só encontrou a claridade, a maldita janela estava aberta, e a cortina estava puxada. Aika... Suspirou pesadamente, não tinha descanso desde que ela aprendeu a falar.
— Eu lhe disse pra não me acordar assim. – Esdeath resmungou sobre a cama, trajando apenas a sua blusa branca, suas pernas estavam totalmente à mostra, e nada mais e nada menos do que Aika estava em seu colo, segurando um papel branco e uma caixinha de giz. – Hoje é terça? – ela perguntou esfregando seus olhos, logo ela viu seus cabelos sendo puxado por uma mão fina e quase minúscula, Aika puxou seu rosto até encarar seus olhos. – Tá bem... Eu entendi agora me solte. – deixou sua voz baixa por um momento, foi o suficiente.
— Desenha o papai, por favor. – ela juntou suas mãos e deixou seus olhos ruivos celestes brilhando, como uma criança pedindo doce, Esdeath revirou seus olhos, como ela podia negar isso? Ainda mais pra ela. Ela pegou o lápis e deixou a folha sobre a caixa como um suporte improvisado pra fazer as linhas. – Oba! – Aika bateu palmas, seu vestido branco levantou vôo, pois ela começou a pular na cama, mas um olhar de Esdeath de esgueira fez ela se sentar como uma menina comportada novamente.
— Francamente, eu me arrependo de ter prometido isso a você. – disse Esdeath calmamente, desenhando as linhas do rosto de Naruto, se ela bem se lembrava eram arredondadas, pelo menos na altura de seu queixo até as orelhas. – Fez o dever que eu te passei ontem?
— Sim, eu fiz! – ela acenou furiosamente. – Foi difícil, eu pedi pro senhor Kuromada fazer pra mim. – ela se relembrou fazendo uma careta azedada. – Ele foi gentil comigo, mas ele estava fedendo a maças.
Ela parou de desenhar os olhos de Naruto nesse momento. – Desde quando maças têm cheiro, ainda mais em pessoas? – ela deixou isso de lado, continuou a pagar sua aposta. – Que cor é os olhos do seu pai?
Aika se colocou em silêncio alguns minutos. Fazendo outra careta azeda ao se lembrar com dificuldade. – É azul como o céu, mas também pode ser vermelho como maças! – ela disse mais confiante ao se lembrar das pinturas que Esdeath havia mandado fazer para ilustrar a aparência do seu pai.
— Cabelo?
Aika ficou de novo em silêncio, ela não tinha certeza agora.
— Loiro? – arriscou-se sorrindo de canto, mostrando uma fina arcada dentária de dentes que nem haviam nascido direito ainda. – Ah! – ela se relembrou. – Moreno agora! Ele pintou o cabelo né?
— Sim, pintou. – estava só faltando desenhar o nariz e a expressão usual, um belo desenho, modéstia a parte de si mesma, mas seus pensamentos foram interrompidos quando a porta de seu quarto foi aberta, ela e Aika voltaram os olhos para ver Boldar, o general gordo na porta, segurando alguns papéis na mão. – Está atrapalhando...
— O que eu estou atrapalhando? – disse ele quase que em um grito, mas tomando cuidado. – Está desenhando novamente aquele homem? Não percebe a situação em que estamos?
Esdeath parecia ter se perdido no próprio mundo quando ouviu a primeira palavra sair da voz nojenta daquele homem, Aika parecia perdida em observar os movimentos do lápis, ela já estava com o giz, ela pintaria.
— Você disse alguma coisa Boldac? – questionou com um sorriso insolente no rosto, ignorando a expressão pouco calorosa do mais velho, ele ficou em silêncio. – Achei que não. – ela virou o desenho para Aika. – Pinte isso, quando eu voltar quero ver. – ela se colocou de pé. – Já estou indo Boldac, agora feche a porta. – ele assim o fez, Esdeath puxou os cabelos claros de Aika pra sua frente, beijando de leve os cabelos loiros avermelhados em ponta, quase que em um ato de carinho raro. – Sua mãe já volta.
— Certooo. – ela nem parecia ter ouvido direito, estava ocupada demais pintando os cabelos do desenho que sua mãe havia feito, Esdeath ficou parada alguns segundos ao lado da cama, observando o sorriso tranqüilo e quase que puramente inocente, mas aí algo veio a sua cabeça, Aika é inocente, ela é uma criança.
Ela não desonrou o último pedido de Naruto com ela, ela não faria isso. Aika nunca conheceu nada sobre seu lado doentio, ela reconhecia que tinha isso, mas era um lado que ela gostava de ter, não se importando com a opinião dos demais, ou quase todos os demais.
— Eu te amo. – ela disse solenemente, quase que para alguém que só deveria estar ali em sua imaginação.
Naruto, para seus olhos ela estava ali, em cima da cama, com Aika nos braços, trajando um daqueles sorrisos que ela viu no máximo cinco vezes, aquele sorriso perfeito, ela própria criou um se lembrando, ela imaginou saindo de seus afazeres, voltando para o quarto, e encontrando eles, esperando-a, como uma família.
— Eu também te amo mamãe. – ela ouviu Aika dizer, ainda pintando, isso a fez acordar e voltar para a realidade cruel, não havia isso, mas essa declaração de Aika também a fazia feliz. – Quando nós vamos visitar a tia Chelsea de novo?
Esdeath que estava indo para um banho rápido travou em frente à porta, segurando a maçaneta, como poderia culpar a criança por perguntar coisas desse tipo? Para Aika a verdade era uma mentira tida como verdade absoluta, tudo o que era de fato verdade, era uma mentira grotesca pra ela, como ela poderia culpar ela? Sendo que a culpada por tudo era na verdade ela própria.
— Assim que eu voltar, nós vamos lá, ok? – nem esperou uma resposta da criança, ela só fez o que tinha que fazer.
Saindo do quarto já vestido ela deu uma última olhada para Aika, o sol refletindo nos cabelos dela, realmente dizia que ela era loira, quando ela passou pelo outro lado da porta, Boldac estava com uma cara amarrada, murmurando coisas provavelmente para ela, foi divertido ver a reação de estupor dele quando ele a notou ao seu lado, ouvindo perfeitamente que ele estava desejando o nono inferno no rabo de sua imperatriz. Ela riu quase que gostosamente, se não estivesse ocupada relendo as mesmas coisas de sempre.
Boldac passou o maior tempo relembrando o que ela tinha que fazer, sobre reuniões e sobre o que deveriam fazer para adotar a melhor contra medida, e também o que deveriam fazer para as outras nações;
Quando elas viessem ao seu encontro.
Isso seria resolvido pela arma suprema nada além disso.
— Entendido? – ele perguntou sabendo que ela nem ao menos havia ouvido uma única palavra dele.
— Pão de batata? – ela quase disse isso com uma voz fina, estava pensando no que iria cozinhar para Aika, tendo em vista que ela odiava fazer as pessoas cozinharem para ela, Aika não gostava que alguém tivesse que fazer algo por ela só para ela se sentir melhor.
Isso era uma característica herdada provavelmente de seu pai, talvez de Chelsea quem sabe? Os doces com certeza eram herança da falecida ruiva, que o céu a tenha de braços abertos.
Ela costumava pensar isso ás vezes, nunca parando pra imaginar quando havia começado a pensar assim. Não havia problema, talvez fosse instinto natural, homens são movidos pra isso, mulheres também.
— Onde está Budo? – perguntou Esdeath.
O gordo apenas deu de ombros se afastando dela, talvez fosse um erro manter aquele homem vivo, ele de nada era útil.
Logo ela estava sozinha para em um dos corredores, ela virou o rosto, e encontrou o quadro dos pais de Makoto, Onest fez uma boa limpa com eles, 2/0. Ou 1, já que ele havia morrido, mesmo que muito tempo depois.
— Você deve estar virando sua bundinha branca no outro mundo não é pirralho de merda? – ela se perguntou pensando no garoto que só restava o sangue de alguma utilidade. Ela abriu e fechou sua mão, tentando saborear o próprio poder, mas ela sabia que mesmo tendo melhorado ainda mais, ela ainda sim, empalidecia em comparação com Naruto.
Mesmo ela sabendo por sua espiã favorita, uma que nunca seria colocada como suspeita que no exército que ele estava péssimo, vomitando seu próprio sangue. Ela era a única que sabia que Naruto estava mal a esse nível, a aliança estava sendo útil.
— Imagino a reação de todos ao descobrirem. – ela começou a gargalhar, como antigamente, mesmo que ela havia demorado pra fazer isso, mas ela só de imaginar a situação que seria a reação, a expressão, o ódio, a raiva, a frustração, ela teve que rir, com certeza estava sendo ouvida por todo o palácio, sua barriga começou a doer e ela parou. – O amor é algo tão forte, e que se torna algo diferente quando o amor morre hm? Belo provérbio.
Ela se dirigiu para fora do palácio. Ou iria fazer isso, ela se lembrou que não havia feito a checagem hoje.
Ela foi em direção a sua sala, a esse horário deveria estar vazia, era ótimo, não teria que mandar ninguém embora, ou matar, ela teve que rir de novo ao se lembrar daquela empregada morena que conheceu Naruto, provavelmente ela foi injusta com a servente a matando-a apenas por saber quem Naruto era, mas isso era apenas mais um pecado em sua mente.
Ela abriu a porta e lá estava o cajado. – Você é meu amigo precioso, cajado. – ela adquiriu o costume de chamar objetos de amigos, pois eles não podiam retrucar logo eles eram seus amigos sem opinião. Ela pisou em uma parte do pano vermelho, e logo um imenso buraco se formou de baixo dos seus pés, com uma escada descendo a parede interna do chão onde o imperador ficava o tempo todo. Ela desceu calmamente, com o cajado nas mãos. Logo ela foi tão fundo naquele lugar dentro do palácio que ela conseguiu começar a ver a coroa de puro ferro polido.
— Você está linda, minha arma.
Ela ficou parada, admirando apenas o rosto de sua arma, que estava completamente intacta.
Completamente escondida, nunca, nem nos sonhos alguém do outro saberia disso.
Era seu trunfo, sua forma de vitória, Naruto poderia ter Kurama, mas ela tinha sua Teigu.
Mas ela se lembrou novamente.
Se Naruto retirasse Kurama de seu corpo, não haveria como ele continuar vivo, não importa o que ela fosse fazer. Isso era um risco.
Ela balançou sua cabeça, e voltou de onde havia descido tomando cuidado para ver se não havia ninguém muito bem escondido, uma coisa que ela aprendeu é que nunca se devem subestimar pessoas que trabalhar se escondendo, elas podem fazer isso muito bem.
— De qualquer jeito. – ela suspirou e jogou o cajado para o outro lado do trono, não fazendo questão de ficar ali muito tempo, ela preferia ficar com Aika, como havia feito sempre nos últimos anos. Mas sua mente novamente viajou em um mar de possibilidade que nunca aconteceriam.
Naruto nunca ficaria com ela.
Mas e se ele ao menos tivesse perdoado um pouco ela? Mesmo que minimamente? Isso seria como ouvir que foi abençoada por um cavaleiro do apocalipse, ela esperava ser abençoada por Guerra.
Mal sabendo que Naruto queria ser por morte.
Ela retomou seu caminho de volta para o quarto, mas ela já nem sentia a presença facilmente perceptível e característica de Aika no cômodo distante, ela estava no quintal.
Ela se dirigiu para o jardim, que ainda era quintal para Aika, ela não sabia diferenciar algumas coisas, e quando ela passou pela passarela ela conseguiu ver Aika deitada em meio às mudas de flores brancas, com os cabelos todos amarelos e brancos de algumas partes de pétalas de flores, mal sabendo que se tivesse alguma ferida em seu corpo, ela teria deitado em um inferno, mas isso não tinha que ser dito.
Para Aika, sua mãe era apenas uma boa mulher, que lutava contra o mal.
Para uma criança, uma história desse nível era perfeitamente concebível, conforme ela fosse crescendo ela ia apenas mudando o roteiro e dando mais profundidade, mas ainda prendendo ela com seus jogos.
Talvez esse fosse um dos seus defeitos, achar que pode manter as pessoas em seus dedos para sempre...
— Você sentiria orgulho de mim? Minha mãe? – ela conseguiu se lembrar do rosto de sua mãe, mesmo que apenas por um segundo, se lembrando dos olhos azuis e dos cabelos esverdeados água. O rosto tão imperceptível de emoções, sua mãe era um modelo de gelo perfeito, que somente seu pai conseguiu derreter.
Talvez Naruto fosse assim também, só invertendo os papéis, ela teve que rir ao imaginar a cena dele com as características de sua tribo.
— Do que está rindo? – uma voz forte e imponente se formou em seu ouvido, ela nem precisou olhar para o lado na passarela para ver que era Budou, seu Grande General, de braços cruzados olhando para Aika brincando com as flores. – Quando vai contar?
‘’ Como sempre, se metendo onde não é chamado. ‘’ – ela pensou com gosto. – Não sei do que está falando. – disse insolente, não houve nenhuma mudança nas expressões faciais dele, como sempre, ele era um homem muito sério, dificilmente se conseguia retirar alguma emoção dele além de raiva ou seriedade, ela se perguntava se isso era bom...
— A Guerra vai começar em muito pouco tempo, ouso dizer que hoje é algo diferente dos outros anos, meu instinto diz que mudanças vão ocorrer em breve. – ele alertou e passou por ela, quando chegou a suas costas ele teve que dizer algo que estava preso. – Se você morrer, muitas coisas vão se perder, a família dos nossos é uma delas.
— Demonstrando preocupação comigo por meio de justificativas plausíveis. – ela riu sem humor. – Agradeço isso, porém dispenso em regalias de sua parte, Grande General Budo. – ela fez pouco caso, deixando-se sozinha, não ouvindo Budo se afastando em passos lentos por estar em zona de amigos, talvez nem nesse ele estivesse. – Aika, vamos falar com a tia?
A criança largou as flores e começou a correr em sua direção, ambas foram andando para o outro lado, onde havia a imensa rocha talhada com o nome de Chelsea.
Aika nunca soube que Chelsea era sua mãe.
E se fosse por ela, nunca saberia.
Em seu egoísmo, ela deveria ser sua mãe, pois ela que cuidou.
Ela queria saber como Naruto se sentiria se ele descobrisse que para Aika, Chelsea era apenas uma tia distante... Uma parenta que não tinha importância... Provavelmente sangraria até a morte.
— Oi tia. – disse Aika se colocando em uma posição de índio, cruzando as pernas, Esdeath ficou de pé, um pouco afastada com a expressão sombria, estava em seu próprio mundo, Aika que estava falando. – Eu demorei em visitar você hoje, mamãe não queria me deixar vir sozinha, ela sempre diz que tinha que vir comigo.
Esdeath só conseguiu se lembrar da última visão que teve de Chelsea, o rosto sem muita carne, os ossos de sua face quase sendo vistos em branco, os olhos focados, mas desfocados, sem brilho, mas com algo em sua Iris que ela não teria em vida, e a perfeição em seus braços esqueléticos. Aika...
— Mas eu prometo que quando eu for mais velha, eu vou poder visitar você! – ela disse para a pedra animada, balançando a cabeça como se estivesse cantando algo só dela, e de fato era isso, Aika tinha esse costume de cantar sozinha, como se fosse para suprir a vontade de cantar em voz alta, por isso ela cantarolava. – Mamãe diz que você fez algo muito bonito por mim.
Esdeath por um segundo pensou em dizer que esse ato foi dar a vida para ela, e deixar-se se sacrificar para ela ter um futuro longe do perigo. Ela quase disse isso.
Mas tudo morreu na garganta, ela nem conseguiu fazer um engasgo, tudo morreu para baixo de si, nem um suspiro de verdade escapou de seus lábios.
— Eu queria saber o que você fez tia, hmmm. – ela colocou a mão no queixo pequeno. – Aposto que me deu algo que eu uso até hoje.
‘’ Sim, sua vida. ‘’ – pensou Esdeath mórbida, quase que irônica. – Tenho certeza que sua tia não vai se importar em deixar você não sabendo disso. – ela pegou Aika pelo braço e a colocou de pé. – O que quer fazer agora? – ela perguntou para a menina que andava ao seu lado, segurando sua mão com força, ou com toda a força que tinha.
— Hm... Vejamos. – Esdeath meditou calmamente. – Quer brincar com as bestas?
— Nããão! – ela disse manhosa. – Elas me assustam, por que você as deixa perto de casa?
Sua casa era um pouco grande, não concorda?
— É divertido, quando você for mais velha vai entender a sensação de voar em um dragão próprio e ser mestra de vários deles. – ela respondeu categórica, Aika fez bico. – Desfaça essa cara, não irei fazer sopa de dragão vermelho hoje. – ameaçou ela, diferentemente das ameaçadas para as outras pessoas, essas ameaças chegavam a ser levianas, ela fez sua cara alegre costumeira. – Boa menina;
— Eiiiii. – chamou Esdeath que estava voltando para o palácio. – Você disse que eu tinha que escolher o que fazer! – ela fez outra birra, como toda criança faria. – Eu escolho que você desenhe algo pra eu pintar, dez vezes.
— Isso é chato. – reclamou Esdeath para a criança, ela se colocou de joelhos para ficar no mesmo nível dela, nem se tocando que para as pessoas que passaram na passarela, a situação parecia estranha, ambas pareciam ser duas crianças, apesar de uma não ter nada de criança. – Escolha outra coisa.
— Eu quero pintar! – ela agarrou seu vestido, amassando a parte inferior, como se fosse para ilustrar que estava ficando uma pilha de nervos, o que causou um sorriso a Esdeath, era divertido, ver a irritação de um gato de rua em frente a um dragão majestoso, pelo menos essa era a comparação que fazia, se fosse contra Budo... Um leão feroz, no máximo.
E se fosse contra Naruto, uma raposa imensa contra um dragão cinza, algo bonito de se ver.
— Está bem. – ela estava tão avoada que nem percebeu que havia concordado. Se arrependimento matasse Esdeath morreria cem vezes no primeiro segundo, sabe se lá que caralho de número fosse dar até o final.
— Oba! – ela puxou Esdeath pela mão de volta até o quarto, Esdeath costumava pintar para Aika no quarto delas, não tinha o costume de fazer isso fora, ou de pedir mais para os artistas fazerem um retrato de Naruto, eles não conseguiam representar toda a sua magnificência em uma pintura, somente ela era capaz de fazer isso.
— É uma boa hora para ser um zumbi, ou qualquer merda de ficção. – disse Esdeath pra si mesma se sentando na cama, e pegando alguns papéis brancos. – Vou fazer seus desenhos, mas eu quero que você capriche na pintura ouviu menina? – ela só viu rápidas concordâncias de sua cabeça loura, ela sempre se empolgava com histórias de seu pai.
— Me conta algo novo? – ela perguntou de supetão, deitada no colo de Esdeath, enquanto ela pintava. Esdeath ergueu seu olho para entender o que ela queria dizer. – Me conta sobre o papai, eu quero saber mais...
— Você já sabe o suficiente. – disse calmamente, ignorando a expressão completamente abatida de Aika, mas ela falhou miseravelmente depois de alguns segundos, Aika era como Naruto, se a expressão estivesse triste ela faria de tudo para conseguir mudar isso, mas havia uma diferença entre os dois casos. – Está bem... Teve uma vez que...
— Me conta como foi seu primeiro beijo com ele?
Ela quase sentiu vontade de engasgar com sua própria saliva, o que ela podia esperar de uma criança? Mas foi engraçado, de toda forma.
— Foi em uma floresta fria, bem ao norte gélido, eu nem havia tido interesse em seu pai, apenas depois eu comecei a olhá-lo como homem.
Os olhos dela se encheram de expectativa.
— E então? O que aconteceu?
— Eu o segurei na gola de sua camiseta e o beijei, meses depois, estávamos oficialmente juntos. – seria engraçado contar a verdade quando ela fosse muito mais velha, mas ela não faria isso, não iria contar nada. – O que mais você quer saber?
— Hm... – ela coçou o todo de sua cabeça. – Como nascem os bebes?
Esdeath que estava tranquilamente fazendo linhas teve que contornar novamente, deu um rasgo no papel com o lápis de tanta força que ela moveu seu braço.
— Quando for mais velha eu te conto.
— Você me disse isso quando eu fiz cinco anos, eu fiz seis, eu quero saber.
Esdeath amaldiçoou sua falta de atenção, e ela nem se lembrava de ter prometido isso, parando para pensar, ela havia desfeito muitas promessas, mas sobre Aika, ela não o fez, deve ser porque foi um pedido de Naruto, um muito especial que envolvia muito o sentimento dele. Talvez por isso.
— Isso não tem nada a ver com seu pai não é? – retrucou a azulada.
— Têm sim! Eu ouvi dizer que para um bebe nascer uma planta ter que ser germinada.
Era uma boa explicação, seja lá quem for o individuo que explicou isso para ela, explicou muito bem. – É isso mesmo. – ela confirmou. – Eu lhe explicarei como faz para plantar essa semente que um dia se tornará uma flor.
Isso pareceu a satisfazer, por alguns segundos até ela ser bombardeada por novas perguntas. – Papai beija bem? Como é beijar?
Curiosidades de crianças, eu diria?
— É juntar a boca em uma pessoa que você gosta, e apertar.
Um novo mundo pareceu ter se aberto diante dos olhos de Aika, de tão brilhosos que eles se tornaram. – Eu quero fazer isso com o papai!
— Você vai...
Esdeath terminou de fazer o último desenho. Ela estava tendo um mau pressentimento em seu peito, ela voltou seus olhos para a janela, a lua estava crescente, isso significava que a lua ficaria mais perto da terra para ver os cavaleiros.
E onde os cavaleiros andavam, os homens guerreavam.
Ela puxou Aika instintivamente para perto de si, pressionando ela gentilmente, como se fosse um dos seus tesouros, e de fato, era um deles.
— Você vai... – ela disse uma última vez antes de fechar os olhos e se entregar ao sono.
Mas quando ela fechou os olhos, jurou ter ouvido Aika dizer algo, mas foi só sua imaginação, talvez.
— Eu quero ser uma imperatriz como você, mãe.
Talvez ela não tivesse ouvido direito, e...
Pode ser meio repentino.
Mas a Guerra começou.
E literalmente, eu vou ter que pensar em um roteiro gigante para fazer sentido. Em todas as partes, enfim, você não tem nada que ver com isso, não?
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Sabe de uma coisa?
Provavelmente não.
Mas de outra eu sei.
Eu sei o que acontece quando tudo está reunido em um lugar.
E também sei o que acontece, quando um imenso muro que acoberta uma cidade e um palácio, está cercado por todos os lados.
Pense em algo interessante.
Pense que há construções de ferro e aço condensado, por todo o lugar, pense que há canhões, de todos os lugares, mirando em toda parte dos muros imensos que protegiam a cidade, e que com certeza teriam canhões bons o suficiente para derrubar o muro que cobria o palácio.
Pense que a razão da dor da humanidade está de pé, em cima dos muros, sozinha, imponente, rindo como se tudo fosse um jogo.
Sua principal preocupação era Aika, e esta estava com Daghta, com Daidara, e com Kuromada, os seus três servos mais leais. Dentro do Império, eles cuidariam dela muito bem.
Ela varreu os olhos para as figuras na parte dela, os seus generais estavam espalhados pelos muros, assim como os generais do exército revolucionário, no final, os mais fortes eram os usuários de Teigu então seriam eles que iriam liderar seus soldados.
Esdeath teve que admitir que a quantidade de soldados que estava só em sua parte, com certeza era absurda, provavelmente em seu lado era o que mais havia soldados, e com certeza catapultas e canhões.
— Nada mais do que eu esperava de você, Presa Escarlate. – ela disse alto, sua voz soou como uma trovoada, ela com certeza estaria animada, a expectativa de uma guerra que com certeza poderia tirar sua vida só conseguia a deixar animada, ainda mais quando a ruiva estava em baixo, montada em um cavalo, ao lado de Najenda, com toda a Night Raid restante ao redor.
E com Naruto na frente de todo o contingente daquela parte. A sua missão pessoal estaria sendo feita agora. Ele olhou para a sua direita, cinco homens apareceram de imediato, todos com capuzes, escondendo seus rostos.
— Encontrem-nos. – ele apenas disso, não desviando os olhos de Esdeath, ela lhe olhando de cima, bem de cima, como se estivesse no topo da cadeia alimentar.
Todos sabem que morte é mais forte que guerra.
Os quatro cavaleiros do apocalipse são assim.
Com a praga, gera fome, com a fome, gera guerra, e com a guerra, gera morte.
É como uma classificação eletista.
É simples de entender, morte é responsável pelos outros três cavaleiros, ela é a mais forte.
É preciso ter os três em conjunto para gerar morte.
Esdeath é Guerra, fome e peste.
Naruto é morte.
É algo relativamente simples.
É por isso e por várias razões, que ela sabia, mesmo olhando ele de cima, quando ela encontrou seus olhos vermelhos, ela entendeu de súbito.
Não teria como ela vencê-lo justamente, em uma luta sem artifícios, era impossível pra ela.
— Você é como a personificação da força em pessoa... – ela murmurou pra si mesma. Mas isso logo acabou seus pensamentos foram interrompidos quando ela começou a ver que tudo estava tremendo.
O chão estava se abrindo em algumas partes, tremidas constantes, árvores caindo, ela sentiu os muros tremerem, como isso era possível? Logo ela conseguiu ver ao longe. Uma criatura, uma aranha, mas aquela aranha era uma besta, havia um homem com uma flauta, ela apertou os olhos, não era Scream, com certeza não era.
Ela conseguiu notar só agora, perto de seu rosto, uma neblina, uma névoa fina e não extensa, eles usaram alguma coisa para que ela não notasse ao redor, devido à altura, ela não conseguiria ver ao longe por baixo, eles usaram isso, se ao menos fosse uma terra plana...
Mas agora em sua frente, ela viu que era simplesmente tarde, ela teve que sorrir com alegria e com certa raiva de si mesma. Por não ter pensado que eles fariam alguma coisa.
Ela conseguiu ver com certa admiração talvez, um homem controlar tantas bestas classe ultra, e provavelmente algumas de classe superior a ultra com tanta facilidade.
As bestas começaram a correr em direção ao palácio, evitando passar perto dos pelo menos trezentos mil soldados só naquela parte, mas ela não deixaria estes muros irem para baixo com tanta facilidade.
Ela ergueu sua mão.
Ás nuvens que estavam rodeando o império haviam-se desfeito agora.
E de lá todos conseguiram ver um fogo incandescente ser expelido, logo um dragão cinza desceu, puxando não apenas um ou dois, mas dezenas de dragões com ele.
Era como uma armadilha, do mesmo tipo que o exército havia feito.
Dominar dragões tinha suas vantagens.
Ela viu com alegria distorcida seu dragão pessoal voar em direção a aranha, mas algo parou seu Golias antes dele conseguir engolir o dominador.
Uma garra.
Uma das bestas estava sendo controlada pela flauta do homem, que exibia um sorriso para Esdeath, como uma provocação.
Talvez não fosse tão fácil assim. Os dragões caíram matando em cima das bestas.
Mas havia mais bestas do que dragões.
Golias estava sendo apertado continuamente pelo caranguejo gigante, ele começou a expelir fogo na carapaça do animal, mas o mediador começou a tomar providências. Ele usou feras que Esdeath sabia que eram feita de limo em cima dos outros.
Era como uma proteção contra os dragões.
Um deles foi arremessado bem onde estavam os generais daquele lugar.
Naruto já havia dispensado seus soldados na missão separada. Ele viu a enorme besta de asas virem em sua direção, à sombra de seu corpo era imensa. Ele suspirou pesadamente. O animal estava caindo. Ele saltou de repente, Esdeath observou esse movimento atentamente.
Ele retirou seu manto escuro no ar, ela conseguiu ver uma arma, diferente em sua mão, e indo até a altura do antebraço, não era uma armadura, era uma arma ofensiva.
— Chute relâmpago. – bem como o nome disse, Naruto juntou sua velocidade com força, criando um pequeno vácuo nas costas do dragão, o mandando de volta de onde havia sido lançada, quando ele caiu incapaz de se erguer rapidamente e voar, uma fera Tyrant voou em seu pescoço, era incrível que o exército havia conseguido reunir tyrant’s, dado em mente que eles haviam sido extintos pela procura de sua pele.
Esdeath observou isso com um olhar nervoso.
Aquele dragão não era menos do que toneladas, como com um mísero chute ele conseguiu mandar ele para longe?
Uma das bestas protegia por outra de limo, começou a andar em direção ao muro, controlada pelo mediador, que usava sua falta mais rápido do que antes, seu rosto estava ficando vermelho, ele tinha que fazer isso rápido. A besta era um dragão de fogo terrestre, uma classe mega, eles possuíam três braços. Ele usou esses braços blindados no muro, bem onde Esdeath estava.
Ela caiu lá de cima, mas não encontrou problema em pousar.
O problema é que agora.
Ela viu três tiros serem feitos, tiros para o alto, com uma pequena fumaça verde, todos sabiam que uma fumaça verde significava conquista.
No caso de agora, eles conseguiram a conquista de quebrar o muro.
Golias estava expelindo fogo ainda no caranguejo, mas não adiantou muito tempo.
Uma tyrant também foi em sua direção, mastigando uma parte de sua cabeça.
O enorme cérebro dele começou a despencar do alto. Voando alguns miolos enormes para o chão.
As bestas estavam se matando, estava tudo indo de acordo com o plano de Naruto.
Quando Esdeath olhou para si mesma, ela viu que Kushina estava diante dela, porém um pouco afastada. Ela não podia simplesmente ir avançando, não com Naruto ali.
Ela iria congelar o chão, tendo matéria suficiente para criar soldados de gelo. Assim seria mais fácil, os demais estariam ocupados, dando espaço para ela avançar.
Mas ela começou a ouvir gritos.
Seus soldados.
Ruídos altos.
Estrondos.
Quedas.
Blocos caindo.
Gritos de morte e de alegria.
Ela viu uma enorme quantidade de poeira começar a surgir por todo aquele local, até mesmo as bestas era incluída, isso indicava que algo muito grande havia ido ao chão pra isso acontecer.
Logo a resposta veio a sua cabeça.
Com certeza o controlador das bestas não tinha somente estas bestas. Ele deveria ter mais algumas, a resposta só podia ser essa, ela voltou seus olhos para trás...
Ela sentiu que toda a animação inicial havia sido perdida, o vento havia levado tudo com ele. O imenso muro...
Ela só conseguiu ver apertando seus olhos, a população agora não miserável como antes, começar a ser esmagada, uma imensa parede de concreto maciço, esmagando crianças, velhos, mulheres, homens... Tudo começou a se perder.
O seu muro, a sua muralha, o seu altar inicial, ao chão.
Ela nunca se sentiu tão irritada em toda a sua vida. Ela ergueu a mão, nem tudo estava perdida, uma boa parte do muro ainda estava de pé, havia apenas caído metade deles, a outra metade seria mais do que o suficiente para levar todos para o inferno.
Ela ergueu suas duas mãos e as juntou em uma reza. Todos na sua frente automaticamente entraram em alerta, ainda mais em alerta, quando a tropa inimiga, começou a vir.
Naruto conseguiu ver uma grande quantidade de soldados se colocarem atrás de Esdeath, ela estava concentrando uma energia azul nas mãos, provavelmente algo que consumiria muito dela.
— Atirem! – gritou o moreno correndo em direção a Esdeath, ele havia descoberto o que ela faria, ela usuária os soldados de gelo, seriam um problema enorme para os soldados rasos.
Os atiradores dos canhões móveis carregaram as balas e dispararam em direção a Esdeath, tomando cuidado para não atingir seu Grande General, que estava a poucos metros, com a vajra já pronta. Esdeath sorriu para o companheiro de alma antes de mover a sua perna em um chute no ar.
Uma camada de gelo abundante se formou na frente dela, como uma parede defensiva, mas o gelo estava com uma coloração mais forte. Parecia estar mais forte, nem mesmo muitas crateras foram feitos belas balas, Naruto estreitou os olhos com isso. Ela havia se fortalecido? Como o esperado de alguém como ela, sempre ambiciosa.
— É hora de brincadeiras divertidas. – ela gritou para ele ouvir depois que desfez a barreira de gelo. Ela formou uma esfera nas mãos. Mais soldados começaram a aparecer atrás de si, o do exército revolucionário, todos estavam usando lanças nas mãos e um escudo, com uma espada presa entre as costas, todos os soldados do lado de Esdeath, estavam usando escudo e espada, como se fosse algo típico. Esdeath olhou para trás uma última vez, dizendo em divertimento próprio. – Vamos equilibrar a balança!
Dito isso, ela jogou a esfera de gelo no chão.
Toda a terra, uma vasta quantidade de terra, se tornou um gelo, um gelo fino, mas com resistência, toda a área que aquele lado ocupava estava sendo congelada continuamente, até que de repente o gelo parou, mas havia coberto uma imensa quantidade de terra, era como um piso de gelo, como um tapete azul. Que começou a se moldar de uma maneira diferente.
Naruto estreitou os olhos assim como Najenda e Kushina quando eles conseguiram ver o gelo tomar a forma de um cavalo, pelo menos até uma parte, logo um soldado normal de gelo se formou, era como um minotauro( O manga de AK, tem isso, não é viagem minha, eu só estou usando o que posso usar, veja o 68, foda bagarai, memo memo) Esdeath continuamente mostrava um sorriso de canto, um perfeito sorriso arrogante, que Naruto teria que desfazer agora.
Uma linha inteira com recuo se formou soldados de gelo, era como uma forma evoluída, isso não era bom, com certeza só um soldado de gelo desse tipo valeria por dezenas de soldados normais, ajustando isso em porcentagem, ele tinha que lidar com isso agora.
— Kurama! – ele gritou lacônico, chamando a atenção da arma dentro de si, ele inflou seu peito, Esdeath estreitou os olhos com isso, ainda mais quando os soldados da linha de frente começaram a recuar para trás, o que ele estava fazendo? Seu peito parecia um balão cheio de ar a ponto de explodir.
A resposta veio logo em seguida, os soldados de gelo já estavam correndo em direção ao exército, péssimo erro, era isso que Naruto queria, ele queria a primeira leva queimada, e foi isso que ele fez, quando ele deixou seu peito normal, toda a quantidade de fogo armazenada dentro de seu pulmão e a rajada de ar, liberaram uma imensa quantidade de fogo, mas um fogo com uma coloração diferente, um fogo quase que como a cor de sangue, todo o gelo que Esdeath havia criado, simplesmente começou a evaporar, uma neblina perpétua se formou naquele lugar, e não era apenas naquele lugar, barulhos de trovões caindo indiciavam que os outros usuários estavam lutando contra Budo agora. E mais barulhos estranhos se formaram.
Naruto continuou expelindo o fogo pela boca, todos os soldados de gelo haviam evaporado, e ele havia quebrado o mediador, que no caso era o gelo na terra, sem gelo eles não podiam se criar ou se regenerar, a chave era destruir antes que eles voltassem.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Esdeath colocou a mão sobre o rosto, para tentar compensar sua visão, mas os gritos de alguns de seus soldados vieram em seus ouvidos, ela ouviu passos entre a neblina, com certeza Night Raid já havia passado ali.
Ela ouviu a marcha de soldados, assim como seus gritos, chegarem aos ouvidos.
— AVANÇAR! TODOS QUE ESTIVEREM VIVOS! AVANÇAR! – ela gritou em meio à neblina, logo ela conseguiu ouvir o grito de guerra de seus próprios soldados, não demorou muito e com certeza todos ali já estavam dentro da neblina, ela ouviu a terra tremer novamente, ela tinha que dar um jeito em algumas bestas, seria desastroso se elas adentrassem dentro do império, uma grande parte do muro já havia ido a baixo, era hora do plano defensivo.
Ela novamente concentrou uma quantidade de gelo em suas mãos. Era o aviso que os soldados dentro da muralha ainda de pé estavam esperando, o exército revolucionário havia feito um dano terrível a sua estratégia, mas era isso.
Ela concentrou uma esfera azul fraca em suas mãos, e a lançou para o alto, forte o suficiente para qualquer um naquele lugar conseguir a notar, ainda mais quando ela explodiu e jogou gelo aos arredores.
Naruto havia conseguido ver seu movimento dentro da neblina, o diferencial dela é que ela brilhava demais, chamava atenção demais, em qualquer movimento, parecia que Esdeath desenvolvia ataques apenas para chamar a atenção. E ela conseguiu a sua só depois de dois segundos que ele começou a entender.
Ele ouviu ruídos fortes, rangidos, aço batendo em aço, concreto sendo amassadas, algumas paredes caindo e causando mais poeira, dificultando a visão para todos, ele já conseguia ouvir os gritos de seus soldados e dos adversários, ele teve que inclinar seu corpo para trás, para evitar ser atingido em cheio por um soldado imperial usando uma lança, sem demonstrar qualquer emoção, ele colocou a sua garra no cabo, e puxou a lança, quando o soldado voou em sua direção ele teve sua garganta amassada, como um graveto, o sangue nem saia bela boca, ele havia torcido tão forte que havia feito um buraco na garganta. Um morto.
— Tão fraco... – ele olhou para o corpo morto.
‘’ Eu não sabia que você pensava assim. ‘’ – comentou Kurama dentro dele, realmente surpresa.
— Eu também não sabia, mas parece tão natural. – ele olhou para sua prótese, uma beleza incrível, principalmente a garra roxa e azul. A neblina começou a se dissipar agora, se sua missão havia sido ouvida, Night Raid estava indo ao encontro de Budo, seus homens estavam dentro da cidade agora, ele torcia para eles conseguirem fazer sua missão com perfeição.
Ele correu para onde o brilho havia surgido, novamente, ou novo brilho azul, ele teve que apurar seus instintos e pular para o lado, novamente uma estaca de gelo se formou, Gran Horn, ele viu o fio do gelo passar rente ao seu rosto, um segundo mais e ele poderia ter perdido o rosto, Esdeath estava realmente animada, ele notou isso assim que ela apareceu dentro de uma cortina de fumaça, exibindo um sorriso tão grande que era difícil pensar que não havia rasgado o rosto, os olhos dela brilharam em uma faísca contorcida quando o fio de seu florete foi segurado pela mão mecânica dele. Nenhum deles fez nenhum movimento. Apenas olho no olho, Naruto suspirou com isso, e com um simples movimento de pulso, ele quebrou boa parte da lâmina, inclusive a estocada dele. (estocada quando se trata de um florete é sobre o fio, os dois lados do gume, ou seja, agora a florete é só um taco de ferro.) Esdeath nem ao menos se deu o trabalho de ficar surpresa. Mas Naruto ficou.
A neblina se dissipou mais rápido do que o esperado, só quando ele olhou para o céu que ele havia entendido o porquê, um usuário novo de Mastema estava batendo suas asas, elas estava na forma azul, o que com certeza deixava tudo mais fácil pra lidar com a névoa. Ele mordeu tortos seus lábios, mas nada podia piorar como agora.
Havia uma parte na frente deles do muro, que estava constantemente fazendo barulho. Mas logo ele entendeu o motivo, quando bocas escuras se formaram na parede, não apenas uma ou duas, mas dezenas, logo ele conseguiu ver canhões sendo postos dentro daqueles buracos dentro dos muros, ele só conseguiu olhar para o lado e ver uma soldada com uma lança pronta para arremessar sua lança e ser morta, ter metade de seu corpo varrido pela bala de canhão, caindo morta no chão, ele desviou o olhar.
— AISHA! – Kushina apareceu ao lado de Naruto usando sua Teigu nos pulsos, suas correntes, ela chamou pelo domador de fera, Esdeath não deixaria isso acontecer, ela pretendia fazer o usuário destruir o que restou do muro naquela parte, agora em todos os cantos, seus soldados estavam disparando canhões, os generais não poderiam lidar com eles, estavam lidando com os seus próprios, e com Budo, os usuários estariam lidando com outros usuários. Era perfeito.
Ela saltou para o alto, e usou o gelo para andar mais rápido no ar, fazendo surgir estacas de gelo no chão instantaneamente, e as usando como impulso, Naruto saltou também, e começou a correr nas estacas de gelo, atrás de Esdeath, Kushina estava apenas observando, mas teve que se virar para alguns soldados lançando suas lanças nela, ela simplesmente desviou de todas abrindo suas pernas e encostando seu corpo ao chão, no outro segundo, todos eles foram esmagados por uma pata de Tyrant.
Naruto estava a um passo de encostar-se a Esdeath, mas ela para a sua surpresa, fez sua estaca de gelo atual baixar, e não subir tanto, ele ficou suspenso no ar. E começou a cair, ele teve que ativar quatro caldas desde já, ele sentiria os efeitos, para se defender de um Graun Horn que acertaria seu estômago, ele foi mandado para o chão, afastado demais do usuário, que sabia o que viria.
Esdeath estava em cima dele, no gelo, ela iria esmagá-lo agora, ela concentrou uma energia azul novamente, dessa vez nas pontas dos dedos, Hagel Springel daria conta disso.
Só que dessa vez ela estava lidando com pelo menos mais quatro bestas restantes, aquele lado havia sido dizimando, só havia restado à aranha e quatro Tyrant, as piores bestas, mas todos os seus dragões haviam sido mortos, ela olhou para o que sobrou de Golyas, mal dava para ver seu rosto escamoso, sua cabeça arrastada pelas Tyrant e servindo de almoço. Ela ficou de joelhos, era pressão demais para suas pernas, ela teve que baixar seu corpo, quase como se estivesse se curvando. E de fato estava, dessa vez ela não poderia fazer isso com o ar de sua graça, era energia demais, ela tinha que ser cuidadosa. Mas o resultado valeria muito à pena. Ela se divertiu em uma glória própria, quando a maior esfera de gelo que ela já havia feito, surgiu nos céus, precisamente, bem em cima de Aish, o usuário de flauta. Foi tão divertido ver o sorriso antes feliz dele, sumir, e a tentativa desesperada dele se salvar, homens, sempre querendo salvar a si mesmos, ele deliberadamente começou a usar a flauta, como a esfera era muito maior e mais abrangente, demoraria em colidir com ele, ele usou esse tempo para se colocar abaixo das aranhas, e do restante dos Tyrant, seus dragões seriam vingados. Ele usou todas as bestas desse lado, para se proteger, nem ao menos vendo que havia centenas de soldados perto dele, perto das bestas, mas havia seu próprio contingente de soldados ali, os seus morreriam também.
Mas no final de tudo, valeu muito à pena, quando a esfera se chocou com o amontoado de bestas, ela conseguiu ouvir os grunhidos agudos dos Tyrant quando eles foram esmagados pelo seu pequeno meteoro de gelo. Ela se divertiu muito, ao ver que os pedaços do gelo, começaram a voar para todos os lados, levando alguns canhões moveis junto, e levando vários soldados do exército para a morte esmagadora, e levando alguns seus, ela olhou para outro lado, dentro do império, dentro da cidade, pelo trovão imenso que caiu em uma parte, com certeza, Akame e Night Raid estavam agora lutando contra Budo, e pelos diversos golpes exibicionistas ao redor, seus generais também estavam lutando contra os generais do Império. Esdeath olhou para baixo, Kushina e Najenda, lado a lado, as duas mulheres mais interessantes que ela conhecia lutar contra as duas seria emocionante.
Se Naruto não tivesse escalado com suas garras de Teigu o gelo enorme no centro do chão, usando cinco caldas, com um filete de sangue no rosto inteiro, fazendo uma linha de sangue descer até seu olho e até o queixo, pingava. Ele fatiou a estrutura de gelo que Esdeath estava usando para ficar de pé, cortando-a, Esdeath ficou surpresa, mas maravilhada, Naruto despencou atrás dela, a Vajra dele pronta para acertá-la. Ela evitaria um combate corpo a corpo. Antes de ambos se chocarem com o solo novamente, Esdeath escutou vários barulhos de tiros de canhão, ela estava certa.
Vários projéteis estavam indo em sua direção, ela riu divertida, como se isso fosse adiantar.
Ela fez uma camada de gelo em forma espiral, mas acabou por proteger Naruto, ambos caíram em meio ao solo. Uma fumaça e uma cratera se formaram ali.
Era simplesmente o começo de algo.
Algo que iria acarretar em traições.
Vocês sempre devem ouvir o coração, principalmente os quebrados.
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