Obscuros

7 Capítulo 6- O encontro


Uma mensagem no celular de Gabrielle a fez acordar do sono praticamente sem sonho. Ela pegou o celular e abriu a mensagem que o irmão a tinha mandado.
"Estou com saudades de você. Acabe logo este tratamento. Ah, que dia você vai começar a inalar acônito? É, acho que é só isso. Beijos e abraços. Goodbye maninha!"
A mensagem fez Gabrielle despertar o sentimento de saudade. Tudo estava tão bem com ela, e agora ela queria abondonar tudo para ficar com irmão.

Meia hora depois Gabrielle estava na sala com Patrick. Patrick estava com um aroma inprevisivel e bem gostoso.
–Hoje à noite vai começar o seu tratamento. -avisou ele.
–Ok. Vou sair hoje.
–Com quem? -perguntou ele curioso.
–Um amigo de Rondônia. -Gabrielle pegou a bolsa e saiu pra varanda. -Empresta-me a sua moto?
–Pega, mas toma cuidado. -Ele entregou a chave da motocicleta para ela. -Quando digo cuidado, é cuidado mesmo.
–Ok. -disse ela, colocando o capacete.

A estrada estava ótima para fazer uma caminhada, não uma coisa semelhante a corrida de motocicletas, como Gabrielle estava fazendo. A moto atingiu 180 km/h numa reta e numa curva a velocidade diminuiu mas, quando veio uma reta novamente a velocidade veio a ser 185 km/h. Gabrielle sabia que estava desrespeitando a lei de trânsito, que o máximo de aceleração era 90 km/h. Ela poderia levar uma multa mas não tinha nenhum garda de trânsito na calçada da estrada. Estava livre.
Em poucos minutos ela estava no Museu Ripley's Believe It or Not, que ficava na cidade de Santo Agostinho. Ela tinha marcado um encontro no museu pois amava os animais e ela soube que tinha vários animais exóticos pra lá do normal hospedados lá. Enquanto, Victor não chegava ela foi dar uma espiada nas esculturas inertes, lindas e supriedentes ao olho nu. Uma escultura de um macaco semelhante a de um de areia, chamo-lhe atenção. O macaco estava com os vários braços e com uma mão semelhante a de um humano. Grabrielle estava fascinada com tanta beleza.
–Linda né? -A voz de Victor estava no pé do ouvido dela. O hálito dele estava com um cheiro de quem tinha acabado de escovar os dentes com um creme dental sabor uva.
–Excelente. Quem é Susanne Ruseler? -Gabrielle se afastou do aroma ipnotizante do hálito dele. Ela estava excitada. A excitação estava lhe provocando calor e ela resolvel tirar o casaco e amará-lo na cintura.
–Susanne fez falculdade de Biologia mas, mais tarde veio a descobrir que aquilo não era a sua vocação. Então, passou a fazer esculturas para festivais e outras ocasiões. -explicou ele paciente.
–É tão bonita está escultura dela! Estou fascinada...
–Deve ser porque você ama desenhar. -falou ele distraído na escultura do macaco.
–Como você sabe que eu desenho? -perguntou ela com espanto. Ela não tinha contado para ele que desenhava.
Victor virou-se para vê-la melhor.
–Eu vi um desenho de um lobo caçando uma mulher nas suas mãos quando nos conhecemos, no cemitério.
Gabrielle estava corada com a situação.
–Ah, você desenha muito bem. Por que desenha?
–Obrigada! Bom, eu desenho para me destrair. Os desenhos fazem eu ir mais longe, ousar-me para um mundo tão sobrenatural.
–Deixa eu adivinha, então você desenhas seres sobrenaturais porque tem uma afinidade com eles?
–Como assim? -Agora Gabrielle estava alerta.
–Talvez você goste de homens selvagens e não de homens românticos. -Riu.
–Você tem um raciocínio rápido. -Ela bateu de leve no peitoril dele. A sensação foi de prazer. Um arrepio correu-lhe pela espinha, ela quase caiu. -Os homens selvagens até que são bons mas, os românticos estão me seduzindo.
–Ótima resposta. E, eu que achei que você não fosse romântica. -Os dois estavam andando para um corredor onde, nas paredes haviam quadros da antiguidade.
–Não era... mas estou aprendendo a ser.
–Prossiga.
–Eu pensava que o amor fosse cruel... -A voz dela parou de sair como se ela não pudesse continuar.
–Por que? -Agora os dois pararam. Victor olhou para ela. Ele tinha que arrancar o máximo de informações dela.
–Eu amava a minha mãe e ela se foi. O amor foi cruel comigo... O amor tirou de mim a pessoa que eu mais amava nesta vida... Mas, agora estou descobrindo que Deus está me recompensar com outro amor.
–E quem é esse amor? -perguntou ele olhando bem mais fundo naqueles olhos dourados de uma felina tão linda.
Um homem se aproximou deles. O homem estava com o uniforme do museu. A boca começou a abrir.
–A sua moto senhorita está vazando oléo. É melhor vocês irem olhar.
–Obrigada! -Gabrielle desviou o olhar de Victor. -Vamos!

A moto estava arrumada. Victor estava todo sujo de oléo e até gracha. Ele estava tão macho.
–Como eu posso te agradecer? -Gabrielle estava grata por a moto de Patrick está novinha em folha.
–Nada.
–Vai fala o que tenho que fazer para te recompensar, senão vou ficar com a conciência pesada.
–Ok. Sai comigo amanhã à noite. Às duas horas da manhã que a lua crescente aparece melhor. Quer ir?
–Sim.
–Então, eu te pego lá na sua casa. O meu aviso de que cheguei vai ser um assovio ou uma pedra na janela. Ok? -O sorriso sedutor dele estava ainda mais lindo. Aquela boca carnuda avermelhada dele dava tesão. Ele estava mais lindo ainda com as roupas sujas. Gabrielle sentiu uma vontade de beijá-lo, mas não fez. -Tenho que ir.
–Eu te levo.
–Estou de carro. -Ele andava suavemente. Ele era tão natural para ser um original.

No fim da tarde, Gabrielle estava com Patrick na moto com a velocidade ainda maior. Gabrielle apertou as pernas ainda mais nas costas musculosas de Patrick. Ela torceu para ele não ter percebido o seu medo.
Agora eles estavam numa rua que não tinha nome. Era totalmente escuro e deserta. Um apartamento com as paredes pintadas de caramelo, era o maior edíficio. As portas eram em cima nas horizontais que, continham duas janelas com grades e vidros ao lado.
Patrick andou até o apartamento cor de caramelo.
–Aqui! -ele disse abrindo a porta inferrujada. Os dois entraram no apartamento, subiram as escadas que rangeu com a somatória do peso dos dois.
Em cima, havia duas camas, do tipo dos hospitais do Brasil. Elas estavam forradas com um lençol brancos e travesseiros com a mesma cor. As paredes de dentro do apartamento eram feias, duma pintura clássica que não combinava muito com a luz amarelada. Havia uma porta cinza no meio da sala pequena, Patrick a abriu. Uma mulher estava sentada numa cadeira lendo um livro de Shakespeare, Sonho de uma noite de verão. Ela não ficou supresa de ver Patrick, ao contrário ficou bastante feliz com a sua presença.
–Que bom que veio.
–Rebecca. -Patrick a abraçou com carinho.
Rebecca tinha os cabelos loiros avermelhados. A pele era café com leite. Ela aparentava ter 1,66 metros de altura. Mediana, pensou Gabrielle. Depois que ela saiu dos braços de Patrick ela se aprensantou:
–Olá. Sou Rebecca Stevenson. Você é Gabrielle certo? -Gabrielle balançou a cabeça positivamente.
Rebecca indicou uma das camas de hopital para Gabrielle deitar-se. Ela foi até o ármario, no outro cômodo, e trouxe um vidro transparente com um líquido meio amarelado, dentro. Ela pegou uma ingesão e colocou o líquido dentro. Masageou o local que iria aplicar no braço de Gabrielle e furou. Quando o líquido entrou em contato com a veia dela ela desmaiou.
Havia um saco de soro sendo aplicado na veia de Gabrielle. Ela ainda estava inconciente. O seu coração batia forte... incrivelmente forte. O rosto estava pálido e gelado. Patrick estava sentado na cadeira ao lado da cama. O corpo seu estava estremecendo com a energia do acônito, ainda nas veias. Tudo estava movimento, nada estava inerte. De repente, ela abriu os olhos . Ela tinha vencido aquela força sobrenatural que, a inundou.
–Você está bem. -disse Patrick aliviado. Ele deu as mãos para ela segurar.
–O que aconteceu? -Ela estava confusa. Aceitou a mão dele.
–Você tomou uma injeção de acônito na veia. Lembra?
–Sim... só está tudo confuso.
–A primeira vez é assim mesmo. -confirmou Rebecca. -Agora leve-a para casa. Ela precisa descansar.
Ele a guiou até a moto.
–Você tem condições de ir agora? -perguntou ele, preocupado.
–Sim. Eu quero pilotar. -Ela estava bem.
–Você ainda está tonta.
–Não. Eu quero levar a moto. Por favor. -Ela sorriu. O sorriso mais convicente.
–Está bem. -Ele entregou a chave para ela.
Realmente ela está ótima, pensou Patrick feliz.

O assovio a fez despertar do sono. Ela foi até à janela e fez um sinal de espera para Victor. Ela colocou um jeans rapidamente e uma blusa de frio. Desceu as escadas devagar para não fazer barulho. Quando estava lá fora Victor a conduziu para o carro.
–Aqui está mais quente. -disse Gabrielle.
Victor ligou o aquecedor.
–Assim vai ficar melhor. -Sorriu.
As ruas estavam vazias. Victor pegou a trilha que dá direto na floresta. As árvores balançavam com o vento. Victor parou o carro perto de umas rochas altas. Desceram.
–É tão lindo. -Os cabelos de Gabrielle estavam voando com a ventania.
–Vamos!
Eles escalaram a rocha com facilidade. Victor tinha certeza dava para ver a lua crescente melhor naquele horário. A lua era tão linda. Aquele encontro estava parecendo com o que eles tiveram na Rondônia. Victor abraçou Gabrielle.
–Agora tá com frio?
–Não. Você me esquenta. -Aquele momento era tão perfeito. Os dois ficaram ali abraçados vendo a lua crescente. O momento dos sonhos de qualquer menina sonhava em ter, Gabrielle estava tendo. Em dose dupla.