Obscuros
5 Capítulo 4 - Vida nova
O tempo estava nublado. Massas de ar frio matava Gabrielle. Só que aquele dia estava sendo maravilhoso para ela. Ela iria sair, novamente, com Victor.
As árvores obscuras e os galhos dos carvalhos balançavam com a lufada do vento. Gabrielle estava na sala, olhando a rua pela janela.
–Vou falar com Lucian hoje... que você vai viajar comigo. -Patrick desceu as escadas rapidamente, com um mílessimo de segundo ele estava do lado de Gabrielle. Patrick estava com uma blusa branca de lã, o que diferenciava as roupas do dia anterior. Agora ele estava mais neutro, e não gótico. -Você vai...?
Gabrielle parou um pouco para respirar. Ela mal tinha acabado de conhecer Victor e já iria abandoná-lo. Mas, esta viagem ia ser a sua salvação. Para sempre. No final acabou desidindo-se.
–Vou.
Damon entrou na sala. O rosto estava flácido, gélido. Ele estava agasalhado, como sempre.
–Você vai viajar? -perguntou ele, guardando as sacolas de compras.
Gabrielle estremeceu.
–Sim.
Patrick despediu-se deles e foi para o encontro de Lucian. Patrick era forte se houvesse uma briga, com certeza, ele iria tirar vantagem.
–Quanto tempo vai ficar por lá? -Damon era direto no seus objetivos.
–Não sei. Resolvi de última hora.
–O que vai fazer lá?
–Um tratamento. Vou ingerir acônito na veia para ficar mais forte que Lucian, para matá-lo. -Gabrielle estremeceu com o nome Lucian.
–Acônito é "mata lobisomens", você não pode fazer isso. -Agora ele estava preocupado.
Agora Damon pode provar que era bem mais inteligente que Gabrielle. Que idade não define maturidade, e muito menos inteligência. Damon tinha treze anos de idade, e já era considerado o lobisomem, mais novo, o mas inteligente e pensativo.
–Como você sabe do acônito?
–Lendo. Pesquisando a nossa história.
–Eu confio no Patrick.
Gabrielle estava lá fora na calçada, esperando Victor. Ele estava dois minutos atrasado para o encontro dos dois. O carro estava estacionando.
–Olá. -disse Victor dentro do quarto. Ele abriu a porta para ela entrar. Que cavalherismo.
Victor estava entrando na floresta. Agora tudo estava diferente. Os dois estavam ali de dia. E a luz do dia era clara, e deixava a floresta encantada.
–Trouxe um presente pra você. -Ele estendeu a mão com um pacote de presente.
Gabrielle pegou. Abriu. Era um diário. Decorado com rosas vermelhas e borboletas. Era lindo.
–Obrigada!
Gabrielle queria ficar só com Victor. A sensação de medo sumia perto dele. Tudo era tão diferente.
–Tem algo para me contar? -disse Victor.
–Sim.
Victor assentiu para que continuasse.
–Eu vou para Flórida. -Gabrielle abaixou a cabeça. Ela não queria que ele visse a tristeza estampada no seu rosto.
–Eu vou com você.
–Não... -Ela não podia deixar que ele descobrisse a sua existência.
As lágrimas rolaram. Ela estava com medo de tudo. De apaixona-se. De perde-lo. Da verdade.
Victor faria de tudo para saber o que Gabrielle iria fazer na Flórida. Ela ficaria mais fraca, longe da matilha. Essa seria a chance de pega-la.
–Adeus.
Victor não sentia nenhuma dor naquela situação. Ele era mal, ambisioso. E não gostava muito de paixões. Só que ele estava se apaixonando por um membro de uma matilha inimiga. Ele estava se apaixonando... por Gabrielle.
(...)
"Querido diário,
Hoje ganhei este diário do Victor. Acho que pela primeira vez na vida, eu estou gostando de um garoto assim. Eu sempre achei que paixão fosse ruim, tola mas não, é a coisa mais linda. Você se senti nas nuvens.
Mas, eu e o Victor temos uma conexão a mais, talvez a da paixão. Brincadeira.
Quando estou perto dele o mundo parece não girar. As lembranças obscuras que vivi desaparecem. O medo passa. Ele parace meu anjo da guarda. E a alegria permaneci.
Não sei expressar o que sinto, somente sei dizer duas palavra: Estou apaixonada."
O despertador apitou. Era seis da manhã. Gabrielle saiu da cama e foi em direção à janela. Abriu-a com delicadeza. As malas já estavam prontas para a viagem. Gabrielle foi para o banheiro.
As roupas estavam perfeitas, isso o que ela imaginava está. Gabrielle passou um gloss na boca carnuda e molhada. Os cabelos estavam soltos. De repente, ela só pensava em jogar-se nos braços de Victor. Balançando a cabeça para os pensamentos sumirem, ela desceu as escadas correndo encontrando com Damon no sofá.
Damon olhou para Gabrielle, e correu para dar um abraço na irmã. O abraço foi demorado e caloroso.
Patrick desceu as escadas num frenessi de segundos. Já estava na hora deles irem. Partirem.
–Vamos!? -disse Patrick olhando o rélogio de parede.
Dorotheia apareceu na sala para se despedir da quase-filha. As duas choraram, como sempre. Despedir-se de Dorotheia era uma sensação horrível para Gabrielle e, com certeza também para qualquer um que convivesse com ela anos.
Patrick pegou as malas e levaram todas para o carro que o motorista iria leva-los para o aeroporto.
Damon pegou uma coisa para dar de presente para Gabrielle. Era um livro. era o preferido dele, e ele estava dando-o para a irmã. O livro era da autora Becca Fitzpatrick cujo nome era Sussurro, Saga Hush Hush. Gabrielle guardou o livro na mochila de costas e deu o último abraço no irmão mais novo.
–Obrigada! -sussurrou ela, no pé do ouvido dele.
Gabrielle saiu da sala indo para a varanda. A varanda era o lugar que ela mais sentiria falta, pois lá que Lucianne divertia com ela e com o irmão. Eles brincavam de pique-pegue. Nesta época Lucian já estava casaco com Lucianne. Damon tinha dez anos de idade e Gabrielle doze. Hoje, depois de três anos passados, tudo era diferente. Os dois irmãos estavam sozinhos. Sem mãe, sem pai. Gabrielle deixou os pensamentos desaparecerem de sua mente e voltou para a lógica.
Ela entrou no carro preto sedã. E ali ela foi para Flórida.
–O seu quarto é lá no segundo patamar -exclamou Patrick. A casa era enorme. Os móveis eram antigos e estvam sem poeira alguma. As persianas eram grandes, que davam até o chão polido. Gabrielle subiu as escadas. Havia duas portas semicerradas. O quarto em que ela iria se ospedar era de uma tintura uniforme, neutra.
Patrick olhou para os olhos dela cansados.
–Vou deixar você sozinha. -Ele virou às costas. -Vamos ter visita, daqui a pouco.
Gabrielle acenou com a cabeça. Estava muito cansada para pensar em visitas.
Gabrielle tomou um banho rápido. Desceu as escadas. As pessoas que iriam visitar-os já havia chegado.
–Está é Gabrielle, minha prima.
Todos deram um aceno para ela. No sofá do lado do prima estava uma menina com os cabelos pintados. Do lado dela praticamente a mãe e o pai. E, o único encostado na janela era um rapaz com os cabelos lisos louros escuros, olhos azuis penetrantes. Ele estava vestido de motoqueiro. Era muito lindo.
–Este é Jackson Fitz -O loiro de olhos azuis -Essa Anabelle Fitz -A dos cabelos pintados -Nina Fitz e Jorge Fitz -Os pais.
–Prazer em conheçê-los. -disse Gabrielle educada.
–Jack por favor -aproximou-se de Gabrielle.
–Ok.
Gabrielle e Jack estavam num sófa mais distante dos outros.
Gabrielle e Jack ficaram conversando por muito tempo. Ele era um bom amigo. Sempre tão antecioso. Ele contara da família dele e Gabrielle também contou, só que detalhes ausentes, como a existência de lobisomens.
Quando Jack havia ido embora, Gabrielle subiu para o quarto. Estava muito cansada só queria dormir. Deitou-se na cama e o sono veio rapidamente.
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