Notas iniciais
Olá olá olá, meus bens!
Essa é minha primeira fic postada aqui e eu espero realmente que vocês gostem, eu sou apaixonada por terror, é tipo meu gênero de vicio mesmo e começar a escrever algo assim significa muito para mim, por isso eu vou dar o meu melhor para trazer algo bom para vocês. Faz muitos anos que eu não uso a plataforma nyah então eu ainda estou pegando o jeito novamente rsrs

— ...Então para que vocês não fiquem muito obsoletos durante este período de férias, estarei passando um rápido trabalho para ser feito no decorrer dele… — Eu não fazia questão de realmente escutar ou entender sobre o que a Sra. Peckerton estava falando com tanto afinco, então apenas deixei que minha mente vagasse sobre o papel parcialmente usado do meu sketchbook. Minha mão direita parecia ter vida própria e traçava com firmeza o contorno de um gato frente a uma casa pegando fogo. De pelagem negra, o bichano era uma representação de Plutão do conto de Edgar Allan Poe. Gostei da composição que criara e por hora ainda não havia começado a caçar defeitos nela. — Quero um conjunto de cinco fotos que resumam suas férias, assim como duas redações de três páginas cada, no mínimo, sendo a primeira uma resenha de qualquer livro que desejem e a segunda narrando em forma de conto suas aventuras nestes dias de liberdade… — Completou.

Alma Peckerton era nossa professora de literatura e parecia ter um desejo voraz de tornar nossas mentes adolescentes fortes e preparadas para vida, sem nos forçar a perder a “magia” de ser criança. Trabalhos que buscavam despertar nosso lado artístico e crítico não eram raros em suas aulas e eu não podia mesmo reclamar disso, era um dos motivos pelo qual ela era minha professora favorita dentre todos os outros. Ouvi alguns dos meus colegas reclamando de sua escolha de discurso de despedida, mas novamente apenas abafei o som exterior e foquei nos mínimos detalhes do telhado semi destruído e em como o gato deveria parecer mais como um espectro do que como um ser físico na cena.

— Logo, como eu acredito que todo mundo tenha anotado sobre o trabalho, só me resta desejá-los boas fér- O sinal para o final das aulas ecoou por toda a escola, atrapalhando a despedida de Peckerton e sendo prontamente abafado pela gritaria de um bando de crianças e adolescentes rumo a tão esperada liberdade vinda com o fim do ano letivo. Deixei escapar um baixo riso ao vê-los tão animados para deixar a sala, enquanto eu apenas arrumava minhas coisas de forma tranquila e calma, alguns minutos a mais ali não fariam tanta diferença e eu ainda queria me despedir adequadamente da professora. — Vejo que pelo menos alguém aqui tem modos… — Ela murmurou, assim como eu terminando de arrumar os livros e papéis que tinha usado durante a aula para as explicações.

— Eu só queria me despedir direito… — Comentei, apoiando minha mochila apenas num ombro e me dirigindo até ela num acanhamento familiar. Apesar de uma velinha doce com cabelos grisalhos e um óculos preso a uma corrente em volta do pescoço, a Sra. Peckerton tinha uma áurea intimidante frente a qualquer pessoa. Ainda mais com seus olhos afiados e brilhantes, como se eles conhecessem tudo, inclusive você. É um temor compreensível, afinal não seria a verdade o maior medo dos homens?

— Bom, então até mais Nyne e tenha ótimas férias! — Ela disse calmamente, batendo em meu ombro com ternura, mas sobressaltando-se como se um pensamento importante só tivesse sido relembrado quase tarde demais. — Espere, eu tenho algo para você… — Segredou, procurando em uma das divisórias da bolsa de alça transversal. Não foi uma grande surpresa, pelo menos para mim, quando ela apanhou três grandes livros velhos dali e eu me perguntei como livros tão grandes poderiam caber numa bolsa daquele tamanho? Dando de ombros mentalmente, apenas agradeci da forma mais educada que minha mãe pôde me ensinar e sai feliz com minhas novas aquisições. “Para adoçar seu tempo livre…”, ela dissera. Observei os títulos e me animei, já antecipando o gostos das palavras em minha boca e as futuras sensações que as narrativas me ofereceriam. “Nas Montanhas da Loucura” de H. P. Lovecraft, “Drácula” de Bram Stoker e “O Fantasma da Ópera” de Gaston Leroux foram as opções muito bem escolhidas pela velha senhora, eu realmente deveria pensar de uma maneira melhor de agradecê-la. Talvez alguns scones para o chá da tarde fossem bem-vindos, não é?

Continuei em devaneios sobre meus planos de leitura até sentir a gola do meu blusão ser puxada um tanto quanto brutalmente para trás, causando uma ardência em minha garganta e uma leve crise de tosses. Acariciei a área avermelhada, enquanto virava para ver quem era o infeliz bruto que havia feito aquilo, mas perdi a expressão de raiva para um sorriso assim que os olhos cor de mel se ajustaram a mim. Jude estava parado atrás de mim com o mesmo sorriso doce de sempre e as sardinhas que adornavam suas bochechas foram como um balde de água fria em qualquer chama de irritação que queimava em mim.

— Você sabe que há jeitos mais suaves de chamar minha atenção, não é? — Comentei com a voz entrecortada graças ao golpe nada doce do menino a minha frente. Jude era meu melhor amigo desde que eu me entendo como gente, basicamente sua avó era vizinha da minha mãe e ambas se ajudaram muito em épocas negras que marcaram nosso nascimento quase no mesmo mês, diga-se de passagem. Enquanto meu pai “foi comprar cigarro” ao descobrir que mamãe estava grávida de mim, os pais de Jude eram usuários de drogas pesadas, o que acarretou em muitos problemas médicos antes e depois de sua gestação. Ele nascera com as cordas vocais atrofiadas e aos cinco meses de vida elas começaram a necrosar dentro de si, causando uma infecção generalizada e a perda completa não só da voz, como também da audição e visão do lado esquerdo.

— Abby estava tentando chamar sua atenção a tempos! — Ele exclamou, incrivelmente experiente na linguagem de sinais que me dava inveja, pois mesmo depois de aulas e aulas que ele me dera, eu ainda era uma negação em conciliar pensar no que falar, traduzir para os sinais correspondentes e ordenar minha mente com minha função motora para expressar o que quero dizer. Acho que quando não necessitamos completamente de algo ele não é 100% relevante em nossas vidas, nem mesmo se for do nosso desejo. Olhei para uma garota ruiva com expressão tediosa uns poucos passos atrás de Jude, ela mascava seu chiclete com uma personalidade impressionante, seus óculos escuros e jaqueta jeans toda desfiada davam um toque a mais naquela bad girl desenfreada.

— Eae, Nyne! Eu tava te chamando a um tempão… — Ela murmurou ao chegar mais perto de nós, passando um dos braços protetoramente sobre os ombros de Jude e entrelaçando o outro com o meu, parecíamos a caminho do altar. Eu ri da sua ação folgada, mas não neguei contato momento algum.

— Tava com a mente longe, desculpa! — Devolvi, vendo como ela parecia muito bem banhada pelos raros raios solares que se infiltravam por entre as nuvens pesadas que chegavam junto a uma brisa mais fria, provavelmente choveria cedo ou tarde naquele dia. Abby também tinha belas sardas como Jude, mas preferia escondê-las sobre camadas de base e pó. Um total desperdício de charme, se me permite observar. — Em que aulas vocês estavam mesmo? — Perguntei, como nós raramente tínhamos aulas juntos, apenas uma ou duas na semana toda, geralmente só nos víamos na hora do intervalo e na volta para casa. Precisava me distrair da visão dos seus cabelos iluminados assim, eles pareciam chamar incandescentes num cenário de outono.

— Eu estava com a Srta. Florance em artes e Abby estava com o Sr. Maxwell em geometria! — Jude respondeu, puxando minha atenção para si e me fazendo perceber uma mancha de tinta verde na manga de seu casaco bege, ele com toda certeza era péssimo em artes, mas compensava seu lado na área de humanas sendo um exímio escritor. A única que ia contra a corrente de humanas no nosso grupo era a ruiva ali, ela tinha um dom para números que surpreenderia qualquer um. Ri e voltei minha atenção para o caminho de tijolos acinzentados, balançando a cabeça em negação quando “Follow the yellow brick road” do Mágico de Oz começou a tocar em minha mente. Será que eles ligariam se eu começasse a saltitar pelo caminho como Dorothy?

— Ahn, Nyne…? Eu e Jude estávamos pensando em ir até o fliperama essa tarde… — Abby começou, andando despreocupadamente como se não estivesse nos arrastando com ela ainda. — Você vem certo? — Mirou seus olhos cor de mar em minha direção e eu não pude deixar de me sentir lisonjeada pela atenção certeira. Veja bem, Abgail Schuyler era o tipo de garota que “não se apaixonar por” era uma tarefa simplesmente impossível. Quer dizer, ela quebrava qualquer estereótipo de garota certinha e tenho certeza que pessoas de idade sairiam de cabelos arrepiados se conversassem com ela por cinco minutos, graças a boca suja e sem filtros que ela mantinha com orgulho, mas por trás de toda essa pose, existia um coração de ouro e uma inteligência imensa que me faziam suspirar. Logo, por favor não me julguem por agir como qualquer adolescente apaixonado, levemente inseguro e sem confiança, agiria. — É pra hoje a resposta, Nyne! — Completou estalando os dedos em frente ao meu rosto, assustando-me ao mesmo tempo em que me encantava com as pequenas covinhas que surgiam nos cantos de seus lábios inferiores em qualquer sinal de sorriso a vista.

— Sim, sim! Eu não tenho grandes planos para essas férias de qualquer maneira… — Eu respondi dando de ombros, ignorando a leve vergonha que tomava conta das minhas bochechas como uma vermelhidão delatante. Enquanto amaldiçoava mentalmente a mim mesmo e minha timidez, comecei a observar os outros estudantes seguindo seus próprios caminhos, a maioria estava rindo alto e comemorando com seus respectivos grupinhos. Sorri com a imagem de todos aproveitando ao máximo suas juventudes. Era melancólico pensar que tudo aquilo estava prestes a acabar? Nós estávamos crescendo, passo a passo nos afastando de nossa Terra do Nunca. Acho que eu realmente consigo entender o Peter Pan agora…

— Perfeito! — Comentou, enquanto soltava meu braço para acenar para alguém na nossa frente. Não dei atenção a isso. — Vejo vocês às cinco e meia em frente a floricultura da Senhora Martell, pode ser? — Indagou retoricamente, puxando Jude para um beijo na bochecha e jogando um no ar para mim. Ela acelerou os passos nos deixando para trás, enquanto se dirigia a um Mitsubishi Eclipse estacionado no outro lado da rua e eu via um ruivo parecido com ela nos comprimentar com uma carranca. David era o irmão mais velho dela e por algum motivo, razão ou circunstância parecia ter uma aversão nem tão discreta a mim, claramente nunca mencionada por Abby ou por sua mãe, cuja mesma me tratava como sua própria prole. “O que foi essa cara, Davezinho? Isso tudo é porque sua mãe me ama mais que ama você?” pensei, enquanto segurava o riso e acenava o mais inocentemente que podia. Eu tinha minhas dúvidas se alguém poderia ler pensamentos, mas pelo bufar sem paciência que o homem me deu sinto que algo delatou os meus.

— Vou tomar isso como nossa deixa! — Jude disse depois que tinha meus olhos em si, agarrando meu braço como Abby havia feito mais cedo. Seguimos nosso caminho em silêncio, pois acho que em algum momento em meio a isso cai novamente em devaneios e dessa vez Jude apenas deixou com que eu me afogasse neles…



Me surpreendi ao ver um BMW 325i estacionado em frente a minha casa, isso significava que Alfonse, meu padrasto com leves problemas para expressar sentimentos, estaria almoçando conosco hoje. Parte de mim ficava feliz que ele tirasse um tempo do emprego “super importante e prestigiado” — palavras dele — para passar um tempo com a mamãe, pois mesmo que ela não reclamasse dele ou para ele, era algo que a mesma gostaria de ter com mais frequência. Já a outra parte sentia-se levemente desgostosa, não é como se nós nos odiávamos ou não nos déssemos minimamente bem, todavia era como se fossemos estranhos um para o outro e eu nunca sabia como mudar ou atenuar isso. Nossas conversas se resumiam em “oi” ou “tenha um bom dia!”. Era levemente constrangedor e silencioso quando nos prendiam em uma situação que exigia proximidade de ambas as partes.

Por fim, apenas dei de ombros e bati meus coturnos no tapete encardido que um dia já desejou aos visitantes “Sejam bem-vindos” em letras cursivas. Abri a porta com cuidado, pensando em escapar da refeição e me atirar logo a uma leitura desenfreada dos títulos que ainda tinha em mãos. Entretanto para minha decepção, minha mãe apareceu no batente da porta que dava para sala com um sorriso gigantemente suspeito e uma roupa mais “ajeitada” que o normal. Me perguntei se Alfonse era o único responsável por isso ou se tinha algo a mais que eu temia perguntar.

— Olá, meu pequeno girassol! — E bem, ai está Agneta Salander, vulgo minha mãe. Olhando-a superficialmente, é fácil imaginar que ela seria como aquelas mocinhas dos filmes hollywoodianos, uma dama ingênua do interior que muito provavelmente cresceu ralando em lanchonetes ou trabalhando como babá, até que conheceu o homem da sua vida e eles tiveram uma família feliz e tradicional ala comercial de manteiga ou eletrônicos para cozinha. Porém, bem… O buraco é mais embaixo nesse caso.

De sua infância até inicial juventude fora criada e tratada em berço de ouro. Filha do meio de um médico de sucesso e uma cantora até que bem famosa na época, tinha uma genética para talentos mil e como sempre fora massivamente encorajada a estudar tinha capacidades para o que lhe desse na telha, porém infelizmente não tinha lá muito juízo e caira nas graças de um hipster bom de lábia que nada tinha de responsabilidade ou noção. Basicamente meus pais foram “a dama e o vagabundo” que deram errado, assim ele a convenceu de deixar sua família para trás na Suécia e partir junto a si em uma viagem para “reconectar-se com seu eu interior”, resultado? Eles vieram parar em Londres sem um tostão no bolso e sem qualquer opção de ajuda a recorrer, entretanto é ai que as coisas ficam interessantes. Dona Agneta se mostrou muito mais que uma filhinha de papai e basicamente sustentou os dois por um belo par de anos, porém com o avanço do relacionamento e a estabilidade financeira dando o ar da graça ela acabou ficando grávida de mim. E bem, meu pai pelo visto não se sentia pronto para agir como um e fez o que sempre soube fazer de melhor: conheceu outra mulher bobinha com uma boa quantia no banco e juntos eles partiram para algum lugar na Ásia. Fim da história, podem se emocionar e pensar coisas não muito boas sobre meu pai, eu acabo fazendo isso de vez em quando também.

— Ah, olá mamãe! — Eu murmurei, tirando meus sapatos e deixando-os ao lado porta. Fui em sua direção e plantei um selo terno em sua testa, sentindo-a me puxar para um abraço apertado ao ponto de tornar difícil respirar. É, para um senhora de 1,61 de altura ela tinha uma bela força.

— Você está com fome? Fiz seu prato preferido hoje… — Ela segredou, enquanto segurava meu rosto pelas bochechas. A ternura em seu olhar era desconcertante e a única resposta coerente que eu encontrei foi lhe oferecer um sorriso, alguma coisa estava acontecendo e ela nem fazia questão de esconder os sinais.

— Acho que meu estômago está tentando comer meus outros órgãos… — Brinquei, curvando-me dramaticamente, enquanto ela ria. — Eu vou lavar minhas mãos e guardar minha mochila, desço em um minuto! — Completei, piscando com a expressão que a mesma rapidamente entendeu como “E então em um minutos nós conversaremos!”. Subi os degraus de dois em dois, agradecendo a qualquer ser divino que estivesse olhando por mim e não permitindo que eu quebrasse um ou mais ossos caindo com essa proeza, porém eu não ousaria demorar quando uma porção de Jacket Potatos¹ estava me esperando no andar debaixo…

Suspirei ao terminar de lavar a louça e guardar o último prato no escorredor, a refeição havia transcorrido em silêncio e toda tentativa de diálogo que eu puxava era prontamente interrompida pela mamãe de forma pateticamente discreta. Por fim, apenas me virei para cena incomum do meu padrasto beijando as mãos da minha mãe após a mesma colocar sobre a mesa seu famoso summer pudding², fingi um ataque de ânsia e Alfonse me olhou numa mistura cômica de irritação e constrangimento.

— Não que eu esteja reclamando de todo esse tratamento ou alfinetando você, Alfonse… — Comecei, ao sentar-me uma segunda vez na pequena mesa para seis pessoas e olhar nos olhos acastanhados — os mesmo que eu orgulhosamente havia puxado — da mulher sorridente a minha esquerda. — Mas eu estou com a leve impressão de que há mais motivos para isso do que a companhia dele. — Completei, cruzando os braços frente ao arregalar de olhos da mamãe e sua reação de buscar auxílio do seu companheiro de mistério. — Elementar meu caro Watson, esse breve jogo de olhares só confirmou minhas suspeita… Desembuchem, por favor! — Inquiri, quando nem um dos dois deu sinais de que ia abrir a boca.

— Tudo bem, meu pequeno raio de sol… Você tem razão! — Desabafou a mulher, cedendo até que bem rapidamente a pressão psicológica que eu lhe ofereci. — Veja bem, eu só queria achar a melhor maneira de dar a notícia… — Escondi a impaciência com um rolar de olhos, mas Alfonse me cutucou por debaixo da mesa com uma bronca silenciosa pelo desrespeito. Ajeitei minha postura e voltei a prestar atenção nos esforços que ela, mesmo que não obtendo sucesso, fazia para manter coerência na sua explicação bagunçada. — Nós vamos nos casar! — Ela soltou, ao ver minha atenção quase deixando-a completamente depois de quase meia hora de explicações e desculpas sem nexo. Quase caí da cadeira com como seu discurso mudou de voltas e voltas para um soco de informações diretas.

— Especificamente daqui a três dias, Nyne. — Alfonse veio ao meu socorro, sua voz estava mecanicamente calma e eu tinha quase certeza que ele estava testando aquele tom paciente que se usa para explicar para uma criança algo óbvio mais de uma vez. — Eu consegui umas longas férias com benefício monetário e finalmente tomei coragem para fazer o que eu já devia ter feito desde a conheci pela primeira vez… — Agora eu conseguia ver brilho etéreo e sonhador em seus olhos acinzentados. Foi levemente estranho e romântico, fiquei feliz por eles.

— Isso é uma ótima notícia, finalmente vocês vão oficializar essa relação! — Soltei, surpreendendo não só minha mãe, quanto Alfonse em uma escala muito maior. — Qual é, eu fico muito feliz que vocês finalmente tornaram isso sólido, vocês se amam e se fazem felizes, é tudo o que deveria e importa para mim! — Completei, não entendendo o estranhamento deles com tudo isso. — Mas então, quais são os planos para a cerimônia? — E foi ai que eu percebi, pela face deles novamente a notícia preocupante não era o casório em si, mas todo o planejamento que viria por trás disso. A menos que eu fosse expulsa de casa, o que eu duvidaria que minha mãe fizesse, não sabia porque todo esse medo de como eu lidaria com isso.

— Nós vamos nos casar em Paris e passar a lua de mel em uma viagem pela Grã-Bretanha, meu bem… — Eu quase conseguia ver minha ficha literalmente caindo em frente aos meus olhos, esse “nós” incluía especificamente e obviamente apenas eles dois. Eu não estaria indo com eles para Paris e graças a qualquer divindade novamente, não estava nos planos deles me levar a tiracolo em sua lua de mel. Porém, o alívio deu lugar a um suor frio que escorreu da minha nuca até o final da minha coluna… Se eu não iria com eles, com quem e onde caralhos eu iria passar minhas férias?

Notas finais
Jacket Potatos¹: tipica receita inglesa, onde a batata é assada e recheada com vários ingredientes. Os recheios mais comuns são feijão com queijo, chilli e frango com bacon.
Summer Pudding²: é uma sobremesa britânica feita de pão branco fatiado em camadas em uma tigela funda com frutas e suco natural (geralmente são usadas frutas vermelhas na receita)

Eu estou realmente ansiosa para saber o que vocês acharam, então por favor me contem nos comentários
Avisinhos:
❥ Não tenho dia certo para atualização, mas vou tentar postar no mínimo uma vez por semana;
❥ Eu li e reli atrás de possíveis erros de ortografia, sinto muito se eu deixei passar algum e por favor sinta-se livre para me corrigir ou apontar algo que ficou confuso;
❥ Eu não vou seguir a história do filme e muito menos a do livro em que o filme foi inspirado, então todo o enredo vai sair da minha cacholinha junto a referencias de outras obras do gênero que eu admiro muito, apenas peguei a premissa e os personagens;
❥ Eu realmente amo interação, então não se sinta tímido(a) e pode comentar qualquer coisa ae que eu vou amar ler e responder;
❥ Em alguns trechos eu vou acabar abordando temas sensíveis e é possível que tenha alguns gatilhos. Se você se sentir mal em alguma parte, por favor pule ou pare de ler na hora, tudo o que eu escrevo é para entretenimento, acabaria comigo se eu deixasse vocês mal de alguma forma.

That's all folkes!
Até a próxima att