Oasis

13 Não acha gostoso?


Notas iniciais
Desculpem pela demora! Estou sem o computador, então tive que escrever no celular por causa disso. Até tinha escrito ontem, mas perdi tudo e tive que começar do zero! Não queria deixar vocês esperando, então está aí. Desculpem qualquer erro e a falta de parágrafo, mas fiz o máximo que meu celular deixou, haha. O capítulo de hoje é mais parado! Mas fala um pouco como Logan se sente sobre sua sexualidade.

Novamente tinha sido acordado do jeito mais gentil possível. Não sabia qual era o problema em me tirar do meu sono normalmente. Só podia ser algum tipo de macumba que jogaram em mim!

Vai saber! No Brasil, a gente tem de tudo.

Quando estava no ápice dos meus sonhos, senti alguma coisa pulando em cima de mim. Juro que levantei em um pulo com o coração na boca.

Porém, quando me dignei a olhar ao redor, percebi que era apenas um gato daqueles de pelo mesclado.

Mas que porra um gato estava fazendo ali?

Melhor, cadê o maldito do moreno que tinha saído da barraca e, ainda por cima, nem se tinha prestado a fechar a mesma?

E se alguma coisa entrasse ali enquanto eu dormia?

Fiquei alguns instantes tentando me situar da situação em que me encontrava enquanto fazia carinho naquele animalzinho que ainda era apenas um filhote.

Porra, ainda estava com um sono desgraçado. Foi aí que percebi que tinha uma ereção matinal bem desconfortável.

E, já que estava sozinho, poderia aproveitar e me aliviar.

Mas a questão era: Porquê sempre o rosto dele aparecia na minha mente?

Me recusava até o fim a fazer esse tipo de coisa pensando no russo! Fiz o máximo de esforço possível para pensar em peitos ou em algo que não tivesse uma personalidade horrível.

Foi difícil, mas consegui. A verdade era que eu estava querendo ficar longe de tudo que pudesse me causar problemas que nem Alice fazia.

Resumindo: Todo e qualquer tipo de mulheres.

Que não fossem a Iris, é claro.

Assim que terminei, tentei reunir minha coragem e saí daquele lugar onde havia dormido. Acabei por perceber que o moreno também não estava por ali.

Escutei meu estômago roncar e estiquei-me até minha mochila, procurando algo que pudesse me alimentar.

Enquanto fazia isso, tentava a todo custo não pensar no que tinha acontecido ontem.

Porquê aquilo tinha acontecido?

Tá bom que nós dois tínhamos cedido, mas isso não era certo. Assim como minha atração enorme por ele também não era certo.

Desde quando eu sentia tanto assim por um macho? Ainda não conseguia entender como tinha ficado ereto apenas com um beijo!

Não que eu tivesse preconceito, mas isso nunca tinha acontecido antes por tão pouco.

Tinha sido a primeira vez que havia tido esse tipo de contato com alguém do mesmo sexo... A primeira vez com conotação sexual.

Ele... Não conta...

Mas não vou negar que tinha sido ótimo.

E, meu Deus, muito excitante. Mas não era pra ser mais do que isso. Não era pra sair dos planos. Talvez seja por isso que eu odiava tanto tudo isso.

Porquê simplesmente não podia prever nada quando o assunto era esse. Era tudo inconstante demais.

Além disso, eu tinha um filho pra preocupar agora.

Malditos eram meus hormônios! Se não fossem por eles, não estaria nessa situação. Culpa também da minha maldita personalidade provocativa.

Era difícil deixa-lo em paz quando ele quase pedia pra ser provocado com aquele jeito arredio. Fala sério!

Estava tão tenso que, ouvir o barulho da água caindo a alguns metros dali, me trouxe uma paz imediata. Um mergulho, com certeza, seria muito relaxante nesse momento. Perfeito para esquecer as coisas.

Peguei as coisas que tinha trazido e comecei a caminhar até lá. Na margem do riacho, me despi de todo o pedaço de pano e guardei dentro da mochila, que escondi atrás de alguns arbustos.

Vai que tivesse algum engraçadinho querendo me pregar uma pegadinha!

Prevenção nunca é demais.

Quando pulei ali e senti o frio me chegar a pele, suspirei. Todos os meus fios se arrepiaram imediatamente e descontraí meus músculos.

Fiquei boiando por um tempo, pensando em como tudo tinha mudado em um espaço muito curto de tempo.

Resolvi mergulhar um pouco, mas, exatamente no momento em que submergi, escutei uma movimentação dentro do riacho e vi algumas bolhas se formarem. Alguém tinha pulado.

Levantei minha cabeça apenas o suficiente para enxergar quem me fazia companhia. Era ele.

Sua pele mais pálida ainda, por causa do brilho do sol matinal, fazia um belo contraste com seus cabelos negros portadores de mexas brancas.

Achava que sua aparência diferente combinava muito com seu jeito arisco.

Era sensual vê-lo daquele jeito, tão exposto. Corri os olhos por cada pedacinho que era visível. Os pingos de água reluzindo e descendo pelo pescoço alvo.

Os cabelos molhados pregando na testa me levou a pensar em coisas nada pervertidas.

Foi simplesmente impossível de conter um sorriso malicioso antes de me esconder para poder vê-lo todo relaxado, nadando calmamente.

Ah, qual é! Estou confuso, mas não sou de ferro! E, piorar, o idiota ainda estava completamente sem roupas!

É pedir pra alguma coisa acontecer, não é?

Passado um tempo assim, o moreno encostou-se numa pedra enorme que havia quase na metade do riacho.

Sua expressão era tão serena, com os olhos fechados e os lábios entreabertos, que não pude conter minha vontade de provoca-lo naquele momento.

Pensei que estava sem os aparelhos para a audição, já que em momento algum havia escutado meus movimentos. Ponto pro Logan.

Comecei a me aproximar devagar, tomando cuidado com qualquer ato brusco demais que pudesse chamar sua atenção. Queria pega-lo desprevenido.

Estava a uns cinco metros de distância quando ele abriu os olhos e arqueou as sobrancelhas em deboche.

– Sou meio surdo, mas ainda consigo te ouvir – Disse.

Levantei as mãos ao alto em sinal de paz e sorri malicioso.

– Tem certeza que pode me ouvir direitinho? – Fui chegando mais perto.

– Você só pode 'tá testando minha paciência – Rosnou irritado.

– Não estou interessado nisso – Dei de ombros e já estava perto o suficiente para que pudesse sentir sua respiração no meu rosto.

Era uma sensação diferente, para não falar esquisita. Seu corpo contra ao meu... Podia sentir tudo. E não era como estar com uma menina.

Nada de seios ou coisas delicadas. Havia músculos quase definidos ali. Não havia nada na região do peito. Tinha pêlos e um pênis.

E era óbvio que nunca tinha sentido isso também, pra variar.

Não posso descrever a sensação do seu corpo quente em contato com o meu. Não era nojento sentir que ele tinha as mesmas coisas que eu lá embaixo e que fosse muito másculo e quase do meu tamanho.

Era só um alerta para que eu nunca esquecesse de que estava fazendo algo inédito na minha vida. Não era uma garota.

Então ainda não tinha certeza se poderia me sentir excitado quando chegasse a hora de fazer coisas mais ousadas e eu tivesse que sentir sua intimidade.

Mas isso não me impedia de tentar e provoca-lo.

– Logan, sai daqui – Falou com os olhos ameaçadores.

– Hm? – Fiz cara de desentendido – Pensei que gostasse de ficar assim com outro cara – Sorri malicioso.

– E eu achava que tu gostava de mulher – Arqueou as sobrancelhas e sorriu em deboche – Mudou de lado? Será que tua mulher sabe que o pai do filho dela é enrustido?

– Eu sei que você está louco pra dar pra esse "enrustido" – Ignorei o comentário.

Não é que eu fosse gay porque eu não era. Nunca gostei de rótulos, mas não me definia desse jeito. Havia era apenas uma necessidade de provoca-lo.

Havia uma sensação que me impelia a querer toca-lo e fazer outras coisas. Uma atração.

Não é como se eu estivesse apaixonado. Não é como se ele fosse o único a me fazer sentir assim. Ou desse jeito eu pensava.

Quando inclinei-me sobre Grey, o moreno tentou recuar, mas havia uma pedra atrás de si, o que só fez com que seu corpo ficasse mais prensado entre ela e eu.

– Dá pra cair fora daqui? 'Tá muito perto, porra – Reclamou.

– Ah, mas tu não tinha dito que eu era um gay enrustido? Acho que comer você no meio do nada faz jus a minha imagem. O que acha? – Dei o sorriso mais pervertido do dia.

Olhava intensamente para o menor, como se fosse mesmo capaz de fazer aquilo. Meu rosto estava a poucos centímetros do seu.

Pude sentir sua respiração ficar descompassada ao mesmo tempo em que seus olhos se arregalavam.

Quando fui tentar toca-lo, senti que o garoto tentava se afastar mais desesperadamente do que o normal.

Será que peguei pesado demais?

Credo! Até parece que eu ia estuprar o idiota.

Tentei tocar o seu rosto, mas senti um tapa na minha mão. Mas não iria parar por aí. Seus olhos se fecharam quando comecei a respirar perto do sua bochecha. Sua expressão estava fechada e tensa.

Porra, eu sou tão pervertido pra ele acreditar que faria isso mesmo? Que fama boa essa que eu tinha.

Fiz algo que não tinha feito antes. Era afetivo demais, mas me pareceu o correto no momento. Vai que o russo resolve ter um ataque de pânico novamente! Não queria ser o culpado.

Estava longe de querer essa responsabilidade.

Envolvi meus braços ao redor da cintura magra e esguia dele e colei nossos corpos. Em um singelo abraço. Seu corpo todo se retesou no momento seguinte. Eu não era de fazer essas coisas.

Deveria ser uma surpresa. Senti suas mãos em meu peito, tentando me empurrar. Aquele contato íntimo fazia com que eu pudesse sentir todas as partes do seu corpo contra mim. Pele com pele.

Minhas dúvidas sobre poder ficar ou não ficar ereto com esse tipo de contato estavam quase sumindo naquele momento.

Sentia sua respiração batendo no meu pescoço enquanto a minha entrava em contato com a pele do dele.

Estava me controlando para não ter uma ereção naquele momento.

Que porra. Só por isso? Desde quando fiquei tão sensível?

Nunca tinha me imaginado naquele tipo de situação com outro homem. É claro que cresço e fui educado sendo muito mente aberta.

Sempre pude gostar de quem eu quisesse, não importava o sexo, tínhamos muitas referências homossexuais na família, mas nunca cheguei a me interessar por homens.

Agora... Não sabia mais pelo quê eu me interessava. Quem sabe fosse mesmo heterossexual somado a uma parcela bem generosa de greysexual. Nunca se sabe.

Era estranho sentir que eu não desgostava de sentir o seu membro de encontro ao meu.

Não sabia o que sentir em relação a isso tudo. Toda aquela coisa de não acreditar no amor romântico, ainda sou fiel a isso.

Não pensem que mudei de ideia. Só queria saber porque toda aquela atração. Não era como se eu estivesse sexualmente frustrado.

Talvez só um pouco, mas deixam pra lá. Enfiar-me nas pernas de uma guria... Nunca mais. Não do jeito que eu fazia antes. Queria passar longe de problemas.

– Tu acreditou mesmo que eu fosse fazer alguma coisa assim? – Sussurrei no seu ouvido enquanto sentia seu corpo estremecer e mais força sendo aplicada para me afastar a cada palavra que ia sendo proferida.

– Não duvido de nada que venha de um lixo como você – Rosnou – Na verdade, te odeio.

– E você acha que eu te amo?

– Não. Acho que me odeia também. É a única explicação para o fato de não me deixar em paz.

– Não te deixo quieto por outros motivos – Sorri malicioso mais uma vez naquele dia.

– Dá pra me soltar? – Ignorou minha fala anterior.

– Não. Não acha gostoso?

– Nem fodendo – Cerrou os dentes.

Nesse momento, havia me afastado o suficiente apenas para ver seu rosto. Minhas mãos apertavam sua cintura.

– Eu acho que 'tá adorando – Dei uma risadinha e encostei meu queixo em seu ombro.

– Sua proximidade 'tá me incomodando.

– Aguenta aí então.

– Sou mais forte do que você pensa.

– Será mesmo? Não se finge de forte não? – Fitei-o com as sobrancelhas franzidas.

– Se eu não for, o mundo te come de almoço – Deu de ombros.

– Pessimista – Dei uma risadinha. Ele era assim afinal. Aprendi a não tentar mudar as pessoas do pior jeito.

Elas têm que mudar por ver que é necessário. Por elas mesmas.

– Realista.

– Não é assim... Como se tudo fosse ruim – Fiz bico.

– Às vezes acho que você é muito inocente.

– O que tu quer dizer com isso? – Não entendi.

– Tu sempre fala como se tudo fosse perfeito. Como se o mundo fosse seguro e ninguém nunca fosse se decepcionar. Você é bastante otimista. Mas isso não é tão bom. Te deixa vulnerável. A qualquer instante, posso sair de casa e não voltar mais. Posso ser assaltado, estuprado, morto. As pessoas podem te trair por quase nada. São gananciosas.

Eu sabia disso muito bem. Tão bem que doía.

– Eu sei – Abaixei a cabeça.

– Não parece que sabe. Eu não estou afim de conviver com essas pessoas. Por isso vou me envolver o mínimo possível. Por isso não quero ser teu amigo, não estou disposto a me envolver com você. Essa escolha é minha. Será que tem decência o suficiente pra respeitar?

Eu tinha essa decência. Era claro que era ele que escolhia isso. Porém, por algum motivo ou talvez por causa dele, eu queria fazer tudo certo dessa vez.

Não deixaria isso assim.

– Desculpa.

– Espera, não entendi – Fez uma expressão falsamente confusa – Te desculpar por qual das coisas que já me fez?

– Por ser egoísta o suficiente para não respeitar a sua escolha – Afirmei e subitamente colei meu corpo com o dele o máximo possível.

Eu poderia me arrepender depois. Eu sei disso. Também sabia que estava cheio de responsabilidades, mas estava cheio disso tudo.

Queria apenas um tempo. E eu não ligava de ser egoísta. A vida era assim também.

Grey me olhava surpreso quando o fitei intensamente. Talvez tinha achado que havia ganhado a discussão, mas eu achei um jeito de derruba-lo.

Sorri em resposta e senti que o próximo passo tinha que ser eu a dar.

Inclinei-me sobre si e tomei seus lábios. Nosso corpos, já grudados anteriormente, se apertaram um contra o outro mais ainda.

Assustei-me quando ele pediu permissão com a língua e concedi quase que imediatamente.

Novamente pude sentir seu gosto, o gelado do metal indo de encontro ao meu músculo que fazia movimentos ousados dentro daquela cavidade.

Tudo aquilo que havia me seduzido noite passada.

Agora eu tinha plena ciência de que fora eu a começar o contato. Mas fora ele que tinha aprofundado a carícia.

Não tinha mais como negar que ele também queria. Seria ridículo de sua parte.

Fiquei confuso por um instante, mas não me fiz de rogado. Levei minhas mãos para seu cabelo, puxando fortemente aqueles fios macios. Já havia percebido que:

Nesses momentos, ele não pensava direito.

Tinha que aproveitar enquanto ele cedia, então.

A urgência naquele beijo era assustadora. Tentávamos nos unir de qualquer jeito, buscando mais contato com aquela pontada agressiva que era nossa característica.

Levei minha mão a sua bunda e apertei com mais força que o necessário. Ficaria vermelho com certeza. Ah, e como era durinha...

Senti as suas mãos em meu pescoço, puxando-me mais pra si, meio desesperado. Sua perna veio de encontro a minha cintura quando coloquei a minha entre as suas e percebi seu membro querendo despertar.

Encontrava-me da mesma forma.

Aquilo era insano e eu sabia. Ele também sabia. Os pássaros que voavam no céu sabiam. As árvores sabiam. O mundo sabia, mas não fazia diferença nesse momento.

Nossas línguas não paravam o contato. Quando precisávamos de oxigênio, não parávamos também. Era algo tão afoito. Nunca havia tido igual.

Era tão bruto como só podia ser quando se tratava de nós dois.

Apesar da água gelada, ali estava quente. Nossas respirações estavam pesadas e ofegantes. Parei o beijo apenas para descer para a sua orelha, mordendo e chupando fortemente.

Fui trilhando meu caminho até seu pescoço.

Joguei seu corpo, que havia inclinado para frente em busca de mais contato, contra a pedra novamente com mais força do que o necessário novamente.

Ouvi algum resmungo vibrar dentro da minha boca quando tomei a sua.

Logo depois desci meus lábios mais uma vez e comecei a lamber e morder seu pescoço até sentir seu gosto de sangue inundar minha boca.

Até isso era bom e me atraía. Ouvi dele um gemido estrangulado de dor misturado com prazer.

Minha marca ficaria ali por um bom tempo.

Nossos corpos se roçavam pelo movimento regado a agressividade. Suas unhas estavam fincadas nas minhas costas, provocando feridas que provavelmente sangravam.

Sentia nossos membros eretos um contra o outro.

Seu gemido gostoso, como nunca tinha ouvido antes, fez com que eu levantasse a cabeça para fita-lo.

E era uma visão deliciosa e tentadora, mas que também havia me acordado para a realidade. seus olhos semicerrados, inundados com o prazer.

Mordia os lábios para conter o som e descia um filete de sangue dos mesmos.

Talvez de tanto aperta-los entre os dentes.

Seu cenho estava relaxado e não estava tão inexpressivo como sempre, apenas se esforçava para tal.

Gostoso.

Mas...

Abaixei a cabeça. O que eu estava fazendo? Podia tentar fazer tudo certo dessa vez, mas não era dobrando o garoto às minhas vontades que eu iria conseguir.

Era tudo uma confusão.

– É mesmo a porra de um egoísta – Fechou a cara.

– Eu sei – Sorri amarelo.

– E nunca vai mudar – Passou a mão pelo cabelo.

Pude ver que estava mesmo sem os aparelhos, mas ainda me ouvia pela proximidade mínima em que estávamos.

– Eu acho que não. Não sou mesmo muito bom, nem sei se serei um bom pai – Confessei com uma careta – Nem se vou conseguir ser feliz um dia – Falei mais baixo.

– E porque está me contando isso? Não 'tô afim de saber, caralho – Deu de ombros.

– Isso em você me irrita – Rosnei – Essa atitude prepotente. Saiba que você não foi o único que sofreu, se é que isso já chegou a acontecer. Mas todos dão um jeito de levar a vida. Se esse é o seu jeito, tudo bem. Mas não significa que tem que se isolar do resto do mundo. Pode ser que não tenho o direito de dizer isso porque não sei nada sobre você, mas não é como se fosse falta de interesse.

Acabei despejando tudo em cima dele. Algo que não devia ter saído da minha boca. Não de novo.

– Não preciso que tenha interesse em mim.

– Só espero que saiba que ninguém é realmente feliz sozinho. Eu sei que eu não vou ser feliz, nunca, porque eu já perdi aquilo que me era importante, mas eu sou melhor quando estou com quem eu amo agora. E você... Talvez ainda dê tempo pra valorizar e buscar o que quer.

– Não sei porque se importa tanto – Franziu o cenho.

– Não sou tão ruim assim.

– Continuo irredutível quanto ao fato de que te odeio.

– Eu sei – Dei um sorriso amarelo – Mas ainda assim correspondeu ao meu beijo.

– Não fiz isso.

– Ah se fez – Troquei por um sorriso malicioso – Eu ouvi seu gemidinho.

– Cala a boca, caralho.

– Então porque colocou as mãos no meu pescoço?

Fez uma expressão ultrajada e, sem que eu pudesse desviar, me deu um soco na boca do estômago e saiu da água, pegando suas roupas penduradas em uma árvore e desaparecendo no meio da floresta.

Fiquei ali mais um tempo, tentando me recuperar da dor que o moreno havia me causado, mas logo peguei minhas coisas e voltei para a barraca pensativo.

Quando cheguei, Grey não estava, então deitei-me lá dentro, cansado demais mentalmente.

Cenas e mais cenas não paravam de passar na minha cabeça desde que havia acordado. Tentava disfarçar, mas estava muito incomodado com aquilo.

Já havia tempo que isso não acontecia.

Acabei por voltar meu pensamento ao moreno e suas intermináveis barreiras ao redor de si.

Uma pontada de curiosidade me tirava da obscuridade dos meus pensamentos anteriores. Esse efeito que ele tinha em mim era desesperador.

Não queria que isso fosse assim.

Mas não queria deixa-lo ir também.

Notas finais
Capítulo dedicado ao TalksVitor pela linda recomendação! Muitíssimo obrigado mesmo viu? Espero que tenham gostado! Muitíssimo obrigado e deixem sua opinião! Nem que seja pra dizer que está gostando. Tudo é bem-vindo, viu?