Oasis

15 Entendimento Mudo


Notas iniciais
Esse é um capítulo que não tem muita ação, mas é realmente importante para compreender melhor o Logan e algumas dicas sobre teu passado! Espero que aproveitem e leiam as notas finais!

Assustei quando acordei com um barulho de alguém saindo da barraca. Era a primeira vez que eu dormia ao lado dele e não era acordado à pancada.

Era estranho que tivesse cuidado dele com tanto empenho, sendo que não tínhamos nada. Eu poderia ser assim ás vezes, mas só com quem gostava e zelava por mim.

Quem era ele pra fazer isso comigo?

Quem era ele pra mexer com minha cabeça e atos desse jeito?

Desde quando virei tão GAY?

Tudo que não poderia ter feito nessa maldita viagem, eu fiz. Será que o proibido é mesmo o mais gostoso? Não entendo.

Não poderia tê-lo beijado. Tenho responsabilidades agora. Mas o que eu fiz? Cedi aos meus desejos e beijei. Não deveria deixa-lo chegar tão perto. E o que fiz?

Deixei com que ele invadisse minha zona de conforto.

Nem a Iris havia feito isso, pelo amor de Deus.

Ela poderia saber tudo sobre mim, sobre o buraco que eu venho tentando sanar com minha paixão por sexo que adquiri há uns dois anos atrás. Tudo sobre minha história.

Mas para por aí. Ela nunca tinha mexido, mudado alguma coisa. Claro que sua companhia ajudou com que eu me levantasse em momentos de crise.

Porém eu continuava sendo eu.

Quem era eu agora?

Nunca mais seria quem eu era nos meus 14 anos. E também estava fazendo coisas que o meu eu de meses atrás não faria.

Quem eu estava me tornando?

Era cansativo. Caralho, eu só queria uma peginha com aquele maldito gostoso. Só isso. Porque tinha que ser tudo tão complicado?

Porque tínhamos uma espécie de entendimento mudo entre nós?

Com ele. Aquela personalidade horrível e aquele corpo delicioso. Era ELE. Um cara. Será que até minha sexualidade ele estava mudando também?

Quem é Grey Ivanovich?

Qual o tipo de coisas ele passou na vida? As experiências que teve, as pessoas com quem conviveu, as coisas que pensa e sente.

Quem é? Quem era ele, mais do que uma equação infinita na minha vida?

Seria esse sentimento de necessidade gerado pelo nosso entendimento?

Ou uma simples atração sexual?

Eu era apenas a porra de um puto. Não precisava de pensar nessas coisas, não mais.

Suspirei enquanto bocejava com uma preguiça enorme me dominando. Apostaria dizer que poderia capotar de sono mais uma vez.

E era isso que eu faria se não tivesse que recolher as minhas coisas para voltar para a entrada da reserva. O último dia daquele teste estava ali.

Levantei com uma lentidão característica do Fluoxetina. A tontura logo veio e tive que me sentar novamente, massageando as têmporas.

— Vai levantar ou vou ter que te chutar daí? – Ouvi sua voz.

— É... Eu 'tô indo – Ainda me sentia tonto e meio sedado.

Tinha tomado o medicamento assim que havia tido certeza que o russo havia dormido ontem. Por algum motivo, não queria que soubesse disso.

Da minha fraqueza.

— 'Tá morrendo aí? – Parou na frente da barraca aberta com as sobrancelhas arqueadas.

Tinha esquecido por um momento dos efeitos colaterais dessa porcaria. Olhei para o que o idiota comia e senti ganas de vomitar.

— Sai – Disse mais grosso que eu pretendia.

O moreno continuou parado como se me desafiasse. Filho da puta.

— Sai, porra – Levantei-me correndo, empurrando-o no meio do caminho.

Abaixei-me em uma moita e pus tudo que tinha comido e o que não tinha comido pra fora. A porra da minha cabeça latejava.

Escutei seus passos atrás de mim e levantei minha mão, como se o dispensasse.

— Não vem! – Gritei meio rouco, mas muito sério.

Odiava que vissem esses meus momentos.

Senti meus olhos ardendo tanto pelo cheiro como pelo ódio de tudo aquilo. Porque isso tinha que acontecer logo agora?

— Idiota – Ouvi-o sussurrar e afastar-se, começando a desmontar a barraca.

Sentei-me ali, bem ao lado do vômito. Tinha o costume de fazer isso. Não me deixava esquecer que, por mais que eu mudasse, nunca me livraria disso.

Coloquei as mãos na cabeça como sempre fazia, agarrando meus fios vermelhos, e suspirei fortemente enquanto sentia o gosto amargo na boca. Nada iria adiantar.

E, pra piorar, hoje não seria um dia fácil.

Minha válvula de escape eu também não tinha mais. Graças a todos aqueles compostos químicos, minha libido estava reduzida a quase zero.

Era incrível que eu sentisse alguma coisa com aquele idiota.

Também não queria correr o risco de transar por aí e engravidar outra louca. Não tinha paciência nem pra uma, imagina duas?

Saí dos meus pensamentos quando Grelindo pulou no meu colo, todo folgado, espreguiçando-se. Dei um sorriso e passei a acariciar seu pescoço peludo.

Agora aquele cheiro horrível me incomodava. Levantei com o gatinho e coloquei-o perto das minhas coisas. O animal apenas ficou brincando com uma blusa minha enquanto eu decidia ir passar uma água no corpo.

Era tão refrescante.

Apoiei-me na superfície da pedra que havia ali e fiquei com os olhos fechados, apenas escutando o barulho da água e dos pássaros.

Infelizmente, eu teria que sair dali e voltar para a minha realidade. Sequei-me e vesti uma roupa que havia trazido. Passei a toalha nos cabelos, deixando-os bagunçados.

Voltei e encontrei tudo arrumado. Aquele maldito era rápido no trabalho. Fui até minha mochila, pegando meu celular e olhando na tela o quanto estava com olheiras.

— Já está na hora de ir – Sussurrei inconformado.

— Muito esperto da sua parte.

— Não enche hoje, gostosinho.

— Aposto que andou se drogando pra 'tá com essa aparência ridícula.

— Se quiser, ainda tenho um pouco – Provoquei.

Fui ignorado. Era melhor assim.

Olhei para o animal que continuava no mesmo lugar que havia o deixado. Não queria larga-lo por aí. Abri a minha mochila que estava mais vazia e coloquei-o lá dentro.

Deixei a mesma aberta para que não morresse sufocado e o gato ficou com a cabeça pra fora, atento a tudo ao seu redor.

Se eu desse sorte, o professor ignoraria esse pequeno detalhe.

Peguei minhas coisas e vi que o moreno havia feito o mesmo. Começamos a trilhar nosso caminho de volta, completamente em silêncio.

Mais uma vez, eu sentia aquele entendimento estranho, onde não precisávamos dizer nada. Cada um de nós tinha segredos que não queríamos que fosse revelado.

Sabíamos como era ser questionado, o sentimento de inquietação. Entendíamos como era ruim e, por isso, não precisávamos de perguntas.

Assim que chegamos no ponto de referência, uma fila começava a ser feita para que fôssemos ao restaurante almoçar e voltar para casa.

Infelizmente, não éramos os últimos a sair da reserva. Ainda tinha uma dupla lá dentro. Mas aquilo tudo tinha sido suficiente. A viagem tinha valido a pena.

Havia conseguido uma casquinha do russo e daquela bunda maravilhosa. Tinha coisa melhor que isso?

Não preciso nem citar que, definitivamente, não sou de ferro. Se minha libido estava quase nula, ela tinha um ponto fraco. Esse era um moreno maldito that I hated his guts.

Os últimos que haviam chegado era Caio e Eric. E assim pudemos ir em direção ao refeitório. Não estava com fome, mas precisava comer alguma coisa.

Pude sentir um peso nas minhas costas e suspirei. Inicialmente, me bateu um desconforto enorme, mas logo isso passou quando percebi que era Iris.

— Oi gatinho ruivo – Disse e escutou um miado vindo da minha mochila – Não acredito que tu fez isso, Logan.

— Ah qual é – Dei um sorriso amarelo – Ele precisa de alguém.

— Só não deixa o professor descobrir.

— Beleza, linda – Passei o braço pelos seus ombros.

Nesse momento, nem sabia mais onde estava aquele moreno idiota.

— 'Tá tudo bem? – Apontou para as minhas olheiras.

— Tudo tranquilo.

— Tu tomou aquelas parada lá, né? – Mandou-me um olhar inquisitório.

— Se está falando dos meus remédios, tu sabe que eu não sou tão descuidado – Dei de ombros.

E eu não era. Não quando se tratava desse assunto.

— Falou o cara que engravidou uma mina do nada – Art apareceu por ali, dando uma risadinha – Que história é essa de remédio?

Fiquei tenso. Não queria explicar nada.

— Nada, loiro. 'Vamo bater um rango que eu 'tô morta – Iris interferiu e saiu puxando um loiro confuso.

E era por isso que era bom ter uma amiga que nem ela.

Logo Alice apareceu e ficou discutindo com Iris, tomando-me como posse. Fui andando na frente, com preguiça de ouvir aquilo. Sentei-me isolado e deitei-me com a cabeça na mesa.

— Tu não vai comer nada? A gente já vai pegar o busão – O loiro aguado jogou-se na cadeira ao meu lado, totalmente desleixado.

— Já é então, não 'tô mesmo com fome – Tinha percebido que nada desceria pela minha garganta naquele dia.

— Na moral, cara, tu 'tá muito perdido com aquelas duas – Começou uma risada nasalada – Essa Alice é cheia de marra.

— Na boa – Sorri com o canto da boca – Elas nunca vão dar certo.

— Mané, se precisar de alguma coisa, eu sou teu chegado, viu?

— Não esquenta com isso. Eu tô bem.

— Acho bom – Sorriu – Mas e aê, conseguiu ter uma conversa com meu primo?

— Até que consegui ter um papo legal com ele sem estar mamado – Sorri malicioso em seguida – 'Tá com ciúmes, loiro?

— Sai de mim, animal – Riu – Cara nojento.

Continuamos a conversar, mesmo quando Iris chegou ainda brigando com a loira. Art era um cara legal e eu sabia que me apoiaria se eu precisasse.

O que não queria dizer que ele precisava saber de tudo.

Nunca estive preparado para me abrir com ninguém. Apenas meus pais e Iris sabem de tudo e isso porque eles estavam comigo na época.

Não era algo que eu gostava de lembrar, mas também não era como se eu pudesse apenas apagar essa parte da minha vida.

E também não queria. Todas as lembranças boas sumiriam, caso isso acontecesse. E isso seria pior que ter que suportar as lembranças dolorosas.

O professor levantou-se assim que a maioria dos alunos tinha acabado de comer e pediu que voltássemos para nossos respectivos ônibus.

Entrei o mais rápido que pude antes de Alice ter a chance de vir me procurar. Quando encostei-me na poltrona, o russo já estava ali, olhando para a janela com um capuz negro cobrindo a cabeça.

Começamos a fazer a viagem de volta e tudo estava silencioso. A maioria do pessoal tinha apagado por causa das duas noites mal dormidas naquela floresta.

Só queria dormir pra ver se isso tudo passava.

E foi o que aconteceu, mas percebi que deveria mesmo era ter ficado acordado.

Era um ambiente completamente enegrecido e eu corria, corria, corria, mas tudo estava longe demais. Não sabia o que fazer. Suava frio e gritava a plenos pulmões.

Não chegava nem perto do meu pior pesadelo, mas ainda sim era horrível.

Eu não conseguia respirar direito, porém continuava a tentar alcançar. Arranhava meu próprio pulso esquerdo, que sangrava de tanto fincar minhas unhas ali.

Era puro desespero. Estava tão escuro. Frio.

Por um momento, senti meus pés presos em uma espécie de lama negra. Eu precisava correr. Comecei a morder meu pulso de ansiedade.

Sentia o gosto do sangue invadir minha boca com a força exercida ali. Senti alguém me balançando. Não encosta em mim.

Não encosta em mim.

— NÃO ENCOSTA EM MIM! – Gritei, dando um pulo no lugar onde estava sentado.

A claridade fazia com que meus olhos ardessem e que eu percebesse que não estava mais em meu pesadelo. Era Iris, que sentava na poltrona da frente, que me balançava.

A morena estava com os olhos arregalados e preocupados. Eu respirava forte, estava molhado de suor, sentia dor e algo quente escorrendo do meu antebraço.

Todos os olhares, inclusive o do professor responsável por aquele ônibus, estavam voltados pra mim. Todos surpresos e curiosos. Não queria isso.

— Ei – Minha melhor amiga chamou minha atenção – Aquilo não é real.

E me abraçou. Senti seu cheiro feminino de sabonete e produto pra pele. Relaxei em seus braços. Respirei fundo.

— Eu sei. Eu sei.

— 'Tá tudo bem? O que foi isso? – Perguntou o professor.

— 'Tá tudo okay, professor. Só deixa que eu cuido disso – Ela sorriu amavelmente.

Olhei para o lado e o russo me encarava com sua expressão indiferente. Quando desviou o olhar para baixo, eu fiz o mesmo. Havia me unhado e mordido enquanto dormia.

— 'Tá tudo bem, Iris – Sorri meio sem jeito.

— Tu disse que tinham passado.

— Eu disse?

— Logan, tu... Já está na hora de se tratar de verdade.

— Não. Não. Não quero fazer isso – Balancei a cabeça negativamente.

Fiquei um pouco ansioso e comecei a coçar meu machucado, tratando de piorar o estado do mesmo. Gostava dessa dor.

— Para com isso! Vem cá – Puxou pelo braço direito, levando-me para o banheiro do final do veículo.

Fitei o moreno uma última vez. Sorri pra ele. Eu iria sorrir. Não estava mal. Estava tudo bem. Eu estava perfeitamente bem. Não precisava de terapia.

Eu só queria dar uma. Se eu fizesse isso, ficaria tudo melhor. Sempre fica melhor depois do sexo.

Eu amo sexo. Tudo fica tão mais fácil.

Entramos no local e ela fechou a porta, olhando-me com censura em seguida. Pegou com meu braço, eu continuava a me machucar sem perceber.

— Deixa eu lavar isso.

E Iris colocou meu pulso debaixo da água gelada. A ardência me fez gemer em dor e deleite. Mas logo ela tirou e secou com papel higiênico.

— Não precisa disso – Abracei-a bem apertado.

— Lolo – Começou a chorar e eu afastei-a para ver seu rosto.

Limpei suas lágrimas e sorri, o sorriso mais sincero que eu podia dar.

— Tu é minha melhor amiga, minha irmã, 'tá? Te amo – Voltei ao agarre apertado em volta do corpo menor dela.

Queria chorar, mas não faria isso aqui. Não no meio de tanta gente.

— Já passaram dois anos. E nada mudou. Eu não ligo para sua vadiagem, mas não gosto de saber que é pra esquecer as coisas.

— Não liga pra isso. Não vamos falar disso. Eu 'tô ótimo – Sorri convincente.

E recebi um tapa na cara.

— Logan. Ninguém merece! – Ela gritou – Tu acabou de ter mais um surto! E me diz que está tudo bem? Seu moleque!

E passou a me estapear. Detalhe: Iris era a garota mais forte que eu conhecia.

— Só me dá um chamego e 'tá tudo bem – Segurei seus braços.

— O que foi dessa vez? – Ignorou meu comentário.

— Ahn?

— O sonho, seu filho da puta.

— Não conseguia alcançar – A morena entendia muito bem.

— Se tu não conseguir se controlar, a gente vai ter que pular 'pras 'parada mais séria – Resmungou, suspirando.

— Eu vou! Eu só... Tu sabe, linda, essa história toda de gravidez tem me incomodado – Comentei e, mais uma vez, a garota entendeu o que eu queria dizer.

Não havia alguém melhor que ela como melhor amiga.

— 'Tô aqui, tá? Mesmo se for um filho com aquela – Fez uma cara enjoada – Desclassificada, eu vou estar do teu lado. Agora vai lá, que 'tá todo mundo preocupado.

Fiz uma careta. Lá vinha eu fazendo show na frente de todos. Não acredito nisso. Não quero ouvir perguntas. Não quero pensar nisso de novo.

Quanto mais penso, mais pesadelos surgem. Só queria ficar em paz.

— E... Ah! Pede um chamego para aquele russo gostoso! Sei que é disso que tu precisa, ruivo delícia – Sorriu maliciosa assim que saímos do banheiro e voltamos as nossas poltronas.

Devolvi com um olhar malicioso. Era o melhor jeito de esquecer o assunto. Sentei-me ao lado do moreno, que me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

Seu olhar intenso fez com que eu voltasse a me sentir um pouco ansioso. Parecia que ele sabia de tudo. Não tinha como ele saber de nada.

Não tinha.

Comecei a me arranhar no mesmo local novamente.

— Vai pingar – Deu de ombros e apontou para o filete de sangue que escorria.

Levei o pulso ao lábio e lambi aquele líquido viscoso, olhando-o com um olhar sedutor.

— Só para com isso – Esticou a mão até a minha e abaixou-a.

— 'Tá preocupado? – Ondulei as sobrancelhas.

— Nem fodendo – Seu bordão. Sorri.

— Então vem cá. Eu 'tô legal – Assumi que ele estava preocupado e puxei-o para mais perto de mim.

— Me larga, porra – Reclamou, distanciando-se e fitando a janela.

— Não gosta de um chamego? – Sorri malicioso.

— Tu não 'tava pirado há uns momentos atrás? – Fez uma expressão de falsa descrença.

— Quem sabe um pouquinho de sexo não resolve meu problema – Coloquei a mão na coxa do menor.

— Vai se foder – Afastou-se o máximo de mim.

— Boa noite – Falei, apesar de não ser de noite.

Sabia que Grey iria acabar dormindo ali. Inclinei-me sobre ele e levei meus lábios até sua bochecha, dando um simples selinho que foi finalizado com uma lambida.

Olhou-me mortalmente, mas, segundos depois, vi que havia colocado a mão no local. Sorri satisfeito.

Lembrei-me do gatinho e peguei minha mochila com Iris. Ela estava cuidando dele, já que, por sorte, ninguém o tinha visto ou pelo menos fingido que não tinha. Acariciei-o, ouvindo o pequeno animalzinho ronronar e fechar os olhos.

Sorri e suspirei. Será que poderia dormir?

Era um medo constante. Mas eu sempre saberia disfarçar. É nisso que os humanos são bons, não é verdade?

Em mentir?

Notas finais
GENTE, os acompanhamentos estão chegando a 100! Então já quero as suas opiniões sobre o que deveria ser o extra, viu? Quero ver todo mundo comentando a sua escolha sobre o assunto! Se não, não poderei fazer um extra que agrade a todos! Então, por favor, deixem sua opinião, viu? Queria agradecer a todos que vem comentando, favoritando e acompanhando a história! Nunca pensei que fosse chegar tão longe com Oasis e é tudo graças a vocês, leitores! Muitíssimo obrigado mesmo!