O último Uchiha

5 A última missão - Final


Notas iniciais
Vamos para o desfecho dessa tragédia, finalmente! Será que é tão doloroso para vocês quanto é pra mim? 3 Boa viagem!

Não importa o quão grande seja a dor, eu continuarei seguindo em frente. — Naruto

— Eu não faço negócios com gente da tua laia. – Respondi, com arrogância e frieza.

— É realmente uma pena... – O ninja falou de maneira irônica, pegando uma kunai vagarosamente. – Eu não gosto de resolver as coisas dessa maneira.

Jamais imaginaria que um ser tão desprezível passaria pela minha vida. Jamais imaginei que alguém como ele sequer existia. Contudo, aquela situação me provou o contrário. Eu nunca neguei a repulsa que senti ali, mas, antes de qualquer coisa, vi uma oportunidade. A oportunidade de salvar meus amigos do destino cruel que minha mente havia elaborado na noite anterior. O ninja do Byakugan fez um sinal com a mão esquerda e de repente, dois ninjas apareceram e seguraram o Katashi e colocaram uma Kunai em seu pescoço. Outros dois capangas também apareceram, segurando a Ayumi, que fervia de ódio, e tentava se soltar.

— Katashi! Ayumi! – Gritei. – Solte-os, agora! – Ordenei aos ninjas, posicionando-me para lutar.

— Sabe que seu esforço será vão... Não Sabe, garoto? – O líder dos desgraçados riu. – Então... Ainda pretende não fazer negócios com gente da minha laia? – Provocou-me, colocou sua kunai no pescoço do meu Sensei.

Eu me vi sem saída. Nunca iria colocar a vida dos meus amigos em risco para proteger a minha, nunca seria tão egoísta nesse nível absurdo. Mas, eles já estavam acabados. Que diferença faria? Katashi mal conseguia se mexer, o Sensei estava inconsciente, quase morto e a Ayumi estava sem forças para lutar. Eles não resistiriam de qualquer forma...

— Pensa, Daisuke...

— O tempo está passando, garoto... – O homem provocou, com um largo sorriso no rosto. Sua determinação era gritante... Como se já soubesse da resposta.

— Você não precisa fazer isso, Daisuke... – Katashi tentou me consolar.

— Tic tac tic tac... – O ninja brincou.

— Nós já estamos mortos... – Katashi continuou. Ele estava certo. Não tinha outra forma de sair dali sem que alguém morresse. – Salve sua vida!

— Estou ficando entediado, rapaz...

— Katashi está certo! – Ayumi exclamou. – Se você for, irá morrer também.

— Talvez... – Gargalhou o renegado. Então era isso. Meu primeiro dia como ninja e eu estava incapacitado para proteger meus amigos. Mas, eu não me renderia assim tão fácil, isso nunca esteve em meus planos, até porque, tudo depende do quanto você se esforça para proteger os outros, da sua lealdade ao seu lema ninja...

— Eles estão certos. – Continuei. – Eles vão morrer de um jeito ou de outro. Não tenho motivos para aceitar sua proposta.

Vi claramente o semblante surpreso da Ayumi, parecia não acreditar no que acabara de ouvir. Nem imaginaria que eu poderia ser tão... Frio. Talvez, naquele dia ela tenha se decepcionado comigo, como nunca antes. Ao contrário do que ela estava pensando naquele momento, eu não ousaria dar-lhe esse presente. Eu não a decepcionaria dessa forma, nem o Katashi e muito menos o Sensei. Olhei para o Katashi, ele estava de cabeça baixa, como quem já tivesse aceitado sua sentença, como se estivesse se preparando para entregar a sua vida. Eu podia sentir isso. Já o ninja renegado não exibia mais seu sorriso orgulhoso. Agora ele estava sério, com raiva, impaciente com a situação.

— Está fazendo a escolha errada, garoto. – Ele ameaçou, pressionando sua arma levemente no pescoço do Sensei.

— Eu ainda não escolhi. – Disse de cabeça baixa, surpreendendo a todos.

— O que quer dizer com isso? – Ayumi perguntou.

— Quer dizer que preciso de um bom motivo para ir. – Indaguei, observando-a indiferente.

— Quem você está achando que é, pirralho?! – O homem levantou furioso.

— Diga-me você. – Respondi insípido. – Você quer o meu Sharingan, não quer? Então, mostre-me algo de meu interesse. Caso contrário, estou pronto para lutar até morrer.

— Você é esperto... – Ele riu sarcasticamente. – Mas, o que eu teria para te oferecer? Poupar a vida dos seus amigos não lhe basta?

— Eles já estão mortos, eu já disse. Não importa o que você e seu bando de vagabundos faça, eles não têm chance de saírem vivos daqui.

— Cuidado c...

— Mas... – O interrompi. – Se você os salvar...

— Daisuke, não! – Katashi gritou.

— Se eu os salvar... – O ninja repetiu.

— Eu irei. Sem lutar, sem fugir, sem tentar qualquer coisa...

— Daisuke! – Katashi berrou desesperadamente.

— Eu só quero que os cure e que eles voltem em segurança para a aldeia.

Meu coração estava tão acelerado que achei que morreria ali mesmo. Eu não podia deixar com que minhas emoções atrapalhassem. Não dessa vez, eu deveria que me controlar por eles.

— Então, temos um acordo? – Propus, levantando minha mão, esperando que ele a apertasse. Eu não tinha outra ideia. Não saberia o que fazer se ele negasse. O ninja ficou calado, em silêncio, perdido em seus pensamentos, encarando-me.

— Daisuke, não é? – Ele finalmente falou, andando na minha direção. — Como saberei que não está tentando me enganar?

Então, era disso que ele precisava? Uma prova de lealdade? Mas, como?

Até que lembrei de uma forma, algo que já tinha feito antes. Quando conheci o Katashi e nos tornamos amigos, prometemos um ao outro que seríamos leais à nossa amizade, que seríamos irmãos. Então, pegamos um pequeno molde de uma shuriken, a aquecemos e a pressionamos, cada um, sobre o peito. Desde aquele dia, aquela promessa estaria gravada em nosso corpo... E foi desse jeito que confirmei minhas palavras ao ninja do Byakugan. Tomando a kunai da sua mão, eu a usei como lápis para desenhar um ‘X’ na palma da mão.

A tensão que sentia nos ombros não me permitia sentir a dor, no entanto observava lenta e levemente as reações de todos ali. Ayumi ainda fazia esforço para soltar-se dos capangas do clã renegado, enquanto lágrimas saiam dos olhos de Katashi. Ele, e somente ele, sabia o que aquele ato significava. Eu estava pronto para sacrificar tudo o que tinha, pronto para cumprir o que lhe havia prometido, mesmo que isso custasse a minha vida. O ninja dissimulado observou o sangue cair da minha mão, atônito. Eu o encarei e entreguei-lhe a kunai, fazendo-o entender que queria que fizesse o mesmo.

E ele o fez. E sorriu, deixando sua arma cair no chão.

— Pare de ser estúpido! – Ayumi berrou. – Você sabe que não irá suportar!!

— Cale-se, garota imbecil! – O homem ordenou e logo após, virou-se novamente para mim. – Seu orgulho me enoja. Ele fez o que eu também faria. – Falou num tom mais baixo. – Dói, mas você sabe que essa foi uma escolha sábia. Contente-se com o fato de que a pessoa que você mais despreza te deu a oportunidade de continuar viva.

Ayumi ficou sem palavras, não havia mais nada a ser dito. Ela abaixou a cabeça, segurando a vontade de chorar. Katashi observava tudo desnorteado, chorando em silêncio.

— Está feito. – O ninja sorriu novamente, apertando minha mão. – Soltem-os! – Ele ordenou aos seus sicários. Eles o obedeceram e deixaram Katashi e Ayumi livres. Katashi, sem forças para ficar em pé, caiu no chão, tentando apoiar-se com as mãos trêmulas. Ayumi permaneceu em pé, mas parecia que ela não estava mais lá. As palavras do ninja realmente a feriram de alguma forma.

Ele deu outro sinal e dois dos seus capangas foram tratar os ferimentos do Sensei. Sentir seu chakra novamente me trouxe um alívio sem dimensões. Outros dois bandidos curaram o Katashi enquanto o último ficou com a Ayumi. Respirei fundo, estava mais calmo ao vê-los bem. O Sensei ainda permanecia inconsciente, mas o ninja larápio garantiu que ele acordaria em breve.

— Levem todos de volta para a aldeia. A chegada de cada um em segurança é a missão de vocês. Não decepcionem nosso amigo aqui.

— Não é necessário, nós sabemos voltar. – O Katashi explicou.

— Na condição em estará, não vai sair do lugar, garoto. – O ninja riu. – Peço desculpas, Daisuke. Eu os deixaria ir sem problemas, mas não confio na menina. Além disso, existem outros perigos na floresta e quero que eles voltem para casa intactos, como prometi. Também sou um ninja de palavra.

A princípio, eu não consegui compreender o que ele planejava fazer. Porém, suas próximas palavras e a posição de suas mãos me fizeram entender. Um genjustu, Nehan Shōja no Jutsu. O jutsu de ilusão das penas, a técnica do Templo de Nirvana. Ayumi já bocejava, quando o Katashi me encarou, com profunda tristeza.

— Eu fiz o necessário, meu amigo. – Eu disse, um pouco sonolento.

— Eu sei. – Ele falou, apoiando-se no ninja que o levaria. – Sinto muito, Daisuke.

— Adeus. – O saudei, observando-o fechar os olhos e ser carregado juntamente com a Ayumi e o Sensei. O líder dos salteadores me carregou e me pôs em seus ombros.

— Vamos garoto. Temos uma longa jornada pela frente.

Respirei fundo, fechei os olhos.

A jornada realmente seria longa, muito longa.

Notas finais
ah, que desfecho terrível, meus amigos! Daisuke será levado embora e não há nada que se possa fazer para que impedir... Nos resta chorar e esperar o próximo capítulo, na semana que vem! O que acharam? Esses cinco primeiros capítulos foram postados para apresentar a história para vocês! A partir de agora, todos eles serão postados semanalmente... Ainda vou decidir o melhor dia, :D Obrigado à todos que leram até aqui! A participação de vocês é essencial! Comentem, compartilha com os amigos, chama a tia, a vó, o papagaio... Chama a galera toda pra ler a incrível história - que começa agora: Daisuke, O último Uchiha! Até breve! Tchau!