Notas iniciais
Oi oi gente! —desculpa por estar sumida ultimamente, mas aqui esta mais um capitulo para vocês —mudei algumas coisas na história, então aconselho ler novamente os capitulos anteriores boa leitura, bjs da loba

—O que está na hora? –perguntei para minha mãe que estava olhando para o chão enquanto Dione estava quieta

-San, eu tenho que te contar uma coisa filho, você é diferente de todos...

-Não me diga.

-...seu pai era diferente, ele, bom...

-Espera, não vamos começar a falar do papai de novo? –perguntei, ela me encarou, ela sabia que eu odiava tocar nesse assunto, Dione claramente desinteressada no assunto, interveio

-San, você ainda não percebeu quem eu sou? –Dione indagou com os olhos cerrados

-Não

Ela assentiu, meio decepcionada

-Vou te levar para uma espécie de acampamento.

-Um acampamento?

-Sim, vamos logo, quanto mais cedo chegarmos, melhor!

-Mãe?

-Filho você precisa ir, você estará em segurança naquele acampamento.

-Mas...

-Nada de mas, vá. –ela me abraçou, e fez um sinal para Dione

-Então vamos –ela tirou do bolso uma moeda e atirou no chão.

De repente, o chão começou a tremer e surgiu uma fumaça escura em formato de um carro, ela sorriu, e entrou no carro, eu a segui.

-Acampamento meio-sangue. –ela disse ao motorista

-O que era aquilo que você jogou no chão?

-Um dracma de ouro

-Um dracma, ok. –disse em tom irônico

Então, o carro começou a andar, e muito rápido, Dione estava olhando pela janela, olhei para frente e vi 3 senhoras

-O que é o acampamento meio-sangue? –perguntei a Dione

-É um lugar onde os filhos de deuses ficam seguros contra os monstros e recebem um treinamento.

-Mas, me explica, por acaso você é filha de Poseidon? Para você conseguir controlar a água e tal?

Ela balançou a cabeça negativamente, ainda olhando para a janela ela falou

-Não sou filha dele San... –ela me encarou, mas logo voltou a olhar para a janela

-Chegamos. –falou uma das senhoras

-Vamos. –Dione falou saindo do carro e me puxando com ela

Desci do carro e dei de frente para uma colina, Dione continuou andando e eu a segui, passamos por uma espécie de portão, havia muitas pessoas nesse acampamento, tinha algumas treinando arco e flecha, outras com espadas, ela me levou até uma casa, uma casa bem grande, lá dentro tinha dois homens, um cara numa cadeira de rodas e a sua frente, um homem de cabelo meio cor de púrpura encaracolado, usava uma camiseta com estampa de tigre e ele segurava uma taça nas mãos. Assim que o cara da cadeira de rodas nos viu, ele fez um gesto meio de reverência e disse.

-Lady Dione. –ele a cumprimentou, ela sorriu, então ele olhou para mim, e ela disse

-Olá Quíron, este é San Windjey. –ela falou

-Indefinido? –o cara da taça perguntou

-Sim, por enquanto. –ela disse

-Por Zeus, ainda tem crianças que não foram assumidas, mesmo depois do acordo do Percy. –observou o da cadeira de rodas –Qual a idade dele?

-16

-Bom, eu gostaria de conversar com ele a sós.

Dione saiu da sala, e o da taça revirou os olhos e desapareceu deixando um cheiro de uvas.

-Eu não estou entendendo, hã, senhor... –admiti

-Meu jovem, creio que tudo será mais claro para você, mas antes de eu explicar, eu preciso saber, por acaso algo de muito estranho aconteceu com você, algo que você ache meio sobrenatural? –o homem perguntou

Eu pensei um pouco, e me lembrei do parque, Dione controlando a água, o fato de eu não ter me molhado, e como fui levado para a margem do rio... contei ao senhor tudo, e ele respondeu

-Interessante San, mas –ele parou, e pensou em algo –sabe quem é Dione?

-Ela estudou em uma escola que fui expulso, mas ela nunca ia as aulas direito. –sim, eu já fui expulso, tantaaas vezes, mas isso é outra história

-Bem San, Dione não estudava lá, ela estava ajudando na procura de outros semideuses ela é uma deusa –ele disse. Como assim, o que?

-A procura de semideuses, deusa??? –dei um passo para trás, como ela poderia ser uma deusa? Ela parece tão normal, e eu, semideus?

-Sim, ela é a deusa das ninfas. E você um semideus –ele disse calmo

Eu ri nervoso

-Eu? Um semideus, não não, vocês devem ter se enganado, eu sou um humano comum, que tira notas ruins, leva a culpa por coisas que não fiz e...

-Sinto em dizer San, que humanos comuns, não passam pela barreira mágica do pinheiro.

-Mas... –eu não tinha argumento para aquilo, Quíron começou a me explicar sobre o acampamento, os deuses, sobre uma batalha com os titãs, que eram do mal e queriam destruir o Olimpo, mas foi salvo.

-Mas então Quíron, de quem eu sou...

-Não sabemos ainda, você já pode ter sido assumido por seu pai ou por sua mãe, mas você não percebeu, tentarei falar com os deuses depois.

Ele me levou até um chalé, ele disse que era o chalé de Hermes, o deus dos viajantes, conheci Travis e Connor, eles foram legais comigo, Quíron disse que eu ficaria ali até que eu soubesse quem era meu pai/mãe, então percebi uma coisa, eu não tinha mais visto Dione desde que ela saiu da Casa Grande, se ela era mesmo uma deusa, então ela devia estar ocupada, não sei.

Mas de uma coisa eu sei, que eu ainda não me acostumei com a ideia de ser metade deus...

-E ai novato. –disse Travis, me dando um tapinha nas costas

-Er, oi

-Relaxa, não vou matar você, quer dizer, matar não...–ele falou com um sorriso –venha, você ficará aqui.

Ele me mostrou um canto com um colchonete estendido no chão, e logo depois me pediu para deixar as minhas coisas ali perto, mas eu não tinha trazido nada comigo, então, tirei o meu casaco e o deixei ali, porque não estava fazendo mais frio. Quando sai do chalé de Hermes, vi uma garota musculosa, com os cabelos oleosos, caçoando de uma garota bem menor que ela, porém a garota parecia nem ligar, ela estava com um cetro de metal em uma das mãos, ela tinha cabelos escuros e aveludados como a noite, seus olhos eram bem mais diferentes, um deles era roxo e o outro vermelho, ela tinha traços de ser bem traiçoeira e parecia ter uma aura etérea, ela era linda, as duas estavam discutindo, até que a garota enorme deu um empurrão na menor, que por coincidência, levantou o seu cetro que brilhou no topo e uma dúzia de pedras foram arremessadas na outra que ficou furiosa com o ato, a garota do cetro caiu de joelhos, como se do nada tivesse ficado exausta, eu não podia deixar que a grandona machucasse-a, então, cometi o maior erro da minha vida, corri e fiquei entre as duas, e acabei levando um soco na barriga, senti como se fosse vomitar, cambaleei e só pude ver a menina do cetro olhando para mim sem entender nada, enquanto a outra gargalhava, a minha visão ficou turva e desmaiei.