Em um piscar de olhos, Dione da um salto por cima do minotauro, e então, por incrível que pareça, ela cria uma onda gigante (à partir) do lago e a joga contra o monstro.

Outro urro.

-San, corra para o lago agora!! –ela grita ainda controlando a água, estou paralisado.

-O-o que você esta... –gaguejo ainda tonto

-COR... –ela grita novamente mas é arremessada pela criatura

-Dione!

-Ai! Droga! Vá para a água San, lá você estará seguro! –ela grita, dessa vez eu a escuto

Corro, sem olhar para trás, chego perto do lago “o que eu vou fazer agorapenso, ela disse que no lago eu estaria seguro, então entrei no lago, eu fui levado para o outro lado, olhei para Dione que estava lutando, com um corte no braço, mas então ela se virou, tirou um saquinho de dentro do bolso da calça e gritou algo, tirou um pó e soprou no monstro que ficou atordoado, e com um golpe, ela o... matou? Não, ele se transformou numa fumaça e sumiu, logo em seguida ela entrou no lago e veio em minha direção com o braço ainda sangrando.

-Você está bem? –ela perguntou com uma mão sobre o corte

-Você está ferida.

-Não se preocupe, isso não foi nada, preciso só tomar um pouco de ambrósia e ficarei bem... –ela tirou uma garrafa de dentro de casaco, quanta coisa ela guarda na roupa?!

-Ambrósia? Isso ai tá mais pra cerveja misturada com caramelo, ou sei lá. –falei entre risos

-Respeite essa bebida! –ela disse a mim tampando a minha boca e olhando para o céu –Você sabe o que é ambrósia?

-É a bebida dos deuses

-Ótimo

-Espera, você não vai me dizer que isso ai é a bebida dos deuses?!

Um trovão, eu me assustei e ela um pouco também, e então falou

-Eu falei para você respeitar.

—------------------------

-Tá certo, agora me explica o que foi que aconteceu ali.

-Deixe-me ver, entramos no parque escondidos, para pegar o lenço da ...

-Não! Eu estou falando daquele bicho

-Ah tá, era um minotauro

-E você fala com essa calma toda?? Você quase morreu ali

-Larga de ser bobo, eu estava muito bem ali, em perfeita segurança

-Sei, só ficou com um corte no braço... –olho pro braço dela, não há mais nenhum corte ali –o que????

-Ambrósia meu querido, a fabulosa magia da ambrósia

-Heiinn???

-Você tem muito o que entender ainda, mas agora precisamos ir na sua casa, falar com a sua mãe, e...

-Opa, espera. Você agora vai ir falar com a minha mãe sobre nós dois termos quase morrido? Ou é sobre a gente ter invadido o parque durante a madrugada? Ah já sei, que tal falar pra ela que você controla a água e que usou ela para dar um chute no traseiro daquele minotauro??

-Que engraçado, mas o assunto agora é sério.

-O quão sério é?

-O suficiente para aquele minotauro te dar um chute no traseiro. –ela sorriu

-Quem está brincando agora? –falei com um ar avacalhado

-Fica quieto que estamos passando pelo lado do oceano, você não vai querer que eu te jogue la dentro... –ela sorriu –Mas agora é sério, esses bichos podem te matar, já ouviu falar nos deuses né?

-Sim, tipo Hermes, Afrodite, Atena...

-Isso, você sabe quem são os três mais poderosos?

-Zeus, Poseidon e Hades

-E o pai deles?

-Cronos

-Isso garoto, muito bem, então com certeza você já ouviu falar dos meio-sangue então

-Meio-sangue?

-Semideuses

-Ah ta, já ouvi falar, eles são os filhos de deuses com humanos né?

-Sim, e imagino que você seja um

-Como? Eu?

-Claro, para as pessoas normais a névoa cobre um acontecimento mágico que acontece de verdade passando para elas um entendimento diferente do real, já os seres mágicos, mitológicos conseguem ver através dela... você tem dislexia, é problemático...

-EI!

-... conseguiu ver através da neblina e um monstro te atacou, qualquer dúvida que nós ainda tínhamos já foi tirada!

-Espera, “nós”?

-Sim, tem uma pessoa que preciso te apresentar, mas antes, temos que ir pra sua casa.

Chegamos na minha casa, e para minha surpresa, as luzes estavam todas apagadas. Minha mãe não tinha reparado que eu havia saído no meio da noite, não sei se fico feliz ou triste.

-Venha, precisamos falar com a sua mãe.

-Vou chamar ela.

Entrei no quarto da minha mãe e a chamei

-Mãe?

-Oi filho? –ela disse com a voz rouca

-Vem aqui por favor

Ela esticou o braço e pegou o celular

-Filho, são quatro horas da manhã, o que foi?

-É meio urgente

-O que foi San?? –ela calçou as pantufas e veio na minha direção

-Er, a Dione ta precisando falar com a senhora.

-Ahn, Dione? O que ela faz aqui uma hora dessas? –e ela passou do meu lado e foi descer as escadas

-Oi senhora Windjey, está na hora... –Dione falou com a minha mãe que engoliu seco e olhou para mim.

Notas finais
O que vocês acharam? Comentem! bjs