Notas iniciais
Oi oi galera! Essa fic é sobre San, um suposto filho de deuses. Sua vida vai dar umas mudadas muito loucas desde que conheceu Dione!

Era mais uma noite comum. Bom, era para ser.

-San! –um cochicho vindo de fora da minha janela

-Ahn?! –forço os olhos para tentar enxergar a figura feminina que estava na minha janela

-Abra essa maldita janela!

-Dione? O que você tá fazendo pendurada na minha janela?

-Eu tô vendendo carne aqui em cima. Abre logo.

Me aproximei e destranquei a janela

-O que você ta fazendo aqui, são 2 horas da manhã! –Tentei parecer irritado

-Preciso que você venha comigo.

-O que?? Repetindo, são DUAS horas da manhã, você deveria estar na SUA casa DORMINDO e não no MEU quarto!

-Ah vamos, só preciso que você dirija.

-Dirigir? Não tenho carteira ainda.

-Esse é o menor dos nossos problemas.

-Eu não vou dirigir um carro durante a madrugada, e se eu levar uma multa? Meus pais me matam!

-Pare de parecer uma marica, pegue logo a chave e vamos

-Você tem um carro, porque não usa o seu?

-Porque os meus pais pegaram as minhas chaves e esconderam elas de mim.

-Para que exatamente você precisa que eu dirija?

-Tudo tem o seu tempo jovem gafanhoto, agora pegue a droga das chaves e vamos.

-Dioone...

-Você não confia em mim?

-Não

-Pegue as chaves.

Entramos o carro.

-Ótimo, ahn, vá para o parque leste... –ela falou enquanto lia um mapa que carregava na sua mochila

-Ok, parque leste. –apertei o volante nervosamente

Dirigimos cerca de 12 quilômetros e então Dione pediu para que eu parasse do outro lado do parque, ou seja, no meio da mata.

-Beleza, vamos descer. –ela foi descendo do carro

-Agora tem como você me dizer porque estamos aqui?

-Gente, você é muito irritante. –ela me deu um soco no braço com uma maneira brincalhona

-Ok, então, o que você pretende fazer agora?

-Temos que entrar no parque.

-Mas como? Ele está fechado e deve ter com certeza um segurança fazendo a ronda noturna e tem um lago enorme aqui entre nós e o parque, e com certeza deve ter jacarés, cobras e... –antes que eu pudesse falar mais alguma coisa ela se aproximou da água

-Venha não tem perigo por aqui.

-Como você pode ter certeza disso? O lago é muito grande, deve estar cheio de animais perigosos. –então ela começou a entrar no lago –Dione volta pra cá agora! –ela me ignorou.

-Diooone, volta aqui!! –ela continuou a me ignorar. E submergiu. –Meu Deus, Dione! –corri até a margem do lago e pulei para dentro sem hesitar. Do nada a água explodiu numa onda gigante, jogando a mim e ela para o outro lado.

Eu caí no chão, eu tinha respirado uma quantidade mortal de água, mas eu estava perfeitamente bem. Olhei para o lado, e Dione estava ajoelhada do meu lado, seus cabelos pretos estavam sem um sequer vestígio de água, como se ela não tivesse nem tocado nela. Mas o mais estranho é que eu também não estava nem um pouco molhado.

-Você esta bem? –ela me perguntou

-Não

-Se machucou?

-Não

-Então o que há de errado?

-Você não esta molhada, eu não estou molhado, eu respirei aquela água numa quantidade que eu devia ter morrido e estou me sentido completamente normal.

-Hum –ela olhou para mim mas desviou o olhar depois, olhando de uma maneira preocupada para as lojinhas de suvenires do parque

-O que foi?

-Precisamos sair daqui, preciso pegar um objeto.

-Um objeto?

-Uhum, se levanta

Caminhamos até umas lojinhas, ela sempre tão atenta a cada detalhe, como se precisasse muito daquele objeto, as vezes ela olhava na mesma direção várias vezes, como se estivesse vigiando, ou procurando algo.

-Ahn, San

-Sim?

-Você pode ler aquela placa para mim por favor? –ela apontou para uma placa velha e enferrujada

-Foi mau Dione, eu tenho dislexia, não consigo ler aquela placa, você não esta enxergando ela por causa do escuro? –ela agiu de maneira totalmente normal, como se, ter dislexia fosse algo do convívio dela, a maioria das pessoas olhariam torto e ririam de mim

-Não

-Ahn, você esqueceu de pegar os seus óculos? -eu já havia visto ela com óculos

-Não San, eu também tenho dislexia. –ela falou aquilo como se fosse normal também

Ela sempre foi muito mais inteligente do que eu, e eu não estava querendo parecer idiota, então falei

-Ah. –falei tentando parecer normal, mas aquilo pareceu muita burrice em dizer, porque ela me olhou de uma maneira engraçada

-Ali!! –ela correu

-Dione! –puxei o braço dela –Ali é a parte abandonada do parque, como você vai perder alguma coisa ali dentro? –ela me olhou, com aqueles olhos azuis marinho surpreendentes, e puxou o braço

-Está aqui dentro, venha. –ela disse adentrando o parque escuro

-Nossa, a quanto tempo isso está aqui? Parece que esses brinquedos estão aqui a séculos

-São bem antigos mesmo

-Olha, que planta bonita! –vi uma espécie de planta no chão, ela era pontuda e tinha a cor parecida com um verde escuro com vermelho no centro mas exalava um cheiro maravilhoso, que fazia você querer abraça-la

-Cuidado! –ela me empurrou pro lado com uma força anormal –Isso é um Espinho de fogo, se você se furar terá sérios problemas de saúde, e morrerá em cinco minutos se não tiver um tratamento devido!

Eu não liguei muito para o que ela disse, só consegui falar:

-Uou! Você já tentou jogar “queda de braço”? Sério, você é muito forte!

-Não brinco desses jogos bobos.

-Ei, não são jogos bobos, é uma coisa séria!

-Uhum, sei, “olhe só, sou mais forte do que você! Ganhei de você no queda de braço”, nossa que besteira! –ela falou com um sorriso no rosto

-É uma maneira de você medir a sua força, e saber que você não vai morrer no jogo de queimada

-Ainda acho uma completa besteira

Discutimos durante o caminho inteiro, até chegarmos em um fosso, que antigamente devia ser uma piscina ao centro tinha um pano jogado no chão

-Está ali! –ela gritou e desceu o fosso, e então, quando ela tocou no pano ela escutou algo, e olhou para a direção oposta –Vamos!! –ela correu as pressas para cima e me puxou

-Espera! Você me fez sair de casa para pegar um pano?! –gritei para ela enquanto corríamos desesperados para fora do parque (mesmo eu não sabendo o que estava acontecendo).

-Não é um simples “pano”! –ela retrucou, e olhou para trás nervosamente

-O que foi? O que tem la atrás?! –eu estava ficando nervoso, o que ela estava me escondendo?!

-Só corra! –ela disse

-Dione de Lamberc, o que você está escondendo de mim?

-San Windjey, o que eu estou te escondendo é para o seu próprio bem! Quanto menos você souber melhor!

Um urro.

-O que foi isso? –estávamos chegando perto do lago

-Não olhe para atrás. –ela tentou parecer calma, mas estava na cara que ela estava assustada –CUIDADO!!!! –ela me empurrou no chão, e vi uma árvore arremessada bem do meu lado.

-Olha o tamanho dessa árvore! Quem consegue arremessar uma coisa desse tamanho e peso?! –levantei num pulo

Olhei para trás, havia uma figura enorme, com mais ou menos dois metros de altura, um par de chifres, um corpo normal, porém musculoso, não havia dúvidas. Era um minotauro.

Notas finais
Gostaram? comentem! :)