Notas iniciais
Bom meus amores eu agradeço os comentários e os não comentários! Eu sempre prezo pela presença de vocês! Obrigada por tudo meninas! Bom capítulo!

Eu estava decidida a evitar Tânia ou iria realmente arranjar uma forma de jogar uma praga nela, ou talvez conseguir uma bela dor em seu ventre e fazer ela sumir um pouco da minha frente, hoje no café eu ouvi as damas dela falando que ela encomendou mais seis vestidos e um lindo branco na esperança de até o final da temporada de colheita ela casar. Eu calculei mentalmente que isso demorar mais do que ela queria, Edward não parecia um homem que se dobraria aos caprichos dela e estávamos no meio do inverno, só haveria colheita no verão e isso realmente estava longe.

Suspirei e vi a cesta que continha algumas ervas que Sue levou para mim quando vi Lady Rose a primeira vez, eu queria ter mais contato com a natureza como tinha em minha terra natal, sentia saudade da floresta perto do santuário e do contato que tínhamos com tudo ao nosso redor. Ângela já sabia os horários de Mel e depois de um longo banho dado por Sue ela vestia um lindo vestido que Ângela trouxera e estava satisfeita mamando. Não fui chamada para servir o café e então peguei a cesta e fui até a saída da cozinha, eu imaginava que a maioria dos homens estava comendo e conversando no grande salão antes de seus afazeres e eu conseguiria uma pequena brecha no portão.

Não foi muito difícil passar por apenas três guardas que riam de alguma história que algum quarto homem contava. Eu usava a capa preta de quando cheguei evitando assim o vento, passei por eles discretamente e saí feliz vendo a flores a poucos passos de mim. O cheiro do verde molhado pelo orvalho me fez conseguir o que eu queria. Fechei meus olhos e como dizia minha sacerdotisa deixei a natura me contar a cura. Todas as folhas, frutos e raízes ali presentes nos diziam o que poderiam curar e o que deveríamos fazer ao colhê-las, eu sempre achei essa a parte mais linda de ser uma guardiã.

Abaixei recolhendo algumas folhas, peguei raízes e flores silvestres para alguns chás. Um dia todos daquele castelo saberiam como a vida poderia ser mais simples se apenas deixassem seus medos de lado?

– Eu avisei que não a queria fora da vista dos meus homens Isabella.

Olhei para trás e Edward estava em sua roupa de treinamento, sua espada em punho e sua expressão não era séria como sua voz queria demonstrar. Observei um grupo de homens mais atrás, estavam mais distantes do que Edward e estavam em seus cavalos.

– Não vou pedir desculpas se é isso que está esperando.

Ele olhou a cesta e ficou preocupado.

– A menina está bem?

– Mel? Por quê? – levantei apressada.

– Está colhendo... Ela está bem?

– Oh... — consegui entender o que ele pensou quando me viu. – Sim, uma das damas de Lady Rose a está amamentando.

– Você não teve leite? – ele perguntou curioso e eu sabia que chegamos a um terreno simplesmente perigoso.

– Acontece com algumas mulheres. – tentei parecer a mais despreocupada possível. Mas ele me olhava tão intensamente que eu duvidava que ele acreditasse na minha resposta. – Já peguei o que queria, vou voltar.

– Pegou tudo mesmo?

Olhei a floresta atrás de mim e sorri,

– Não tenho como explorar tudo em um dia.

– Terá muitos. – disse e voltou para seus homens. Peguei minha cesta e ajeitei meu vestido. A trança que tinha feito pela manhã estava bonita e agradeci por ter me lembrado de fazê-la e não esconder meus cabelos. Quando me aproximei do grupo Edward já estava montado em um lindo cavalo marrom que o pelo brilhava. Ele me estendeu a mão e aquilo me fez parar imediatamente.

– Venha.

Montar no cavalo dele? Meu coração ficou acelerado e descompassado com aquilo.

– Eu vim andando... Posso voltar...

Ele olhou para seus homens.

– Voltem ao campo e continuem os treinos. – todos obedeceram sem manifestar qualquer reação contrária e então ele esperou olhando para mim – Vamos Swan, não se faça de virgem nesse momento.

Aquilo me ofendeu demais, apertei a cesta, mas não consegui controlar mais nada depois disso.

– O senhor não merece a minha confiança. Eu posso não ser virgem, mas não sou uma qualquer. Não vou subir em cavalo nenhum e pare de me atormentar, não vou fugir e também não sou sua prisioneira.

Ele somente riu e eu fiquei ainda mais com raiva. Edward Cullen era um homem desprezível. Quando já estava andando ele movimentou seu cavalo e com habilidade me pegou e colocou em seu cavalo, soltei um grito que o fez rir mais. O sorriso dele era algo lindo e eu fiquei encantada com ele na mesma hora.

– Viu Swan, eu sei ser um homem bem convincente.

– Um bárbaro com certeza.

Minha voz saiu mais fraca do que eu pretendia e quando abriram as portas para que entrássemos todos pararam nos olhando, algumas mulheres soltaram apenas um suspiro de inveja e eu precisei me controlar para não rir. Lady Esme estava um pouco perto da entrada principal com Mel e eu desci com minha cesta com ajuda de Jacob.

– Vou verificar algumas coisas nos campos do norte, Emmett já deve estar me esperando, cuide dela Jacob.

– Não preciso disso!

Ouvi risadas atrás de mim e fui até Lady Esme dando graças que aquela mulher não estava perto dela. Ela sorriu ao me ver e Mel sacudiu os braços para mim, deixei a cesta no chão e sorri para minha menina antes que ela se jogasse em meus braços.

– É uma criança adorável e que roupa linda ela está.

– Cortesia de Ângela.

– Uma ótima mulher, ela e Ben ainda serão muito felizes.- ela fez uma pausa pensando no que iria dizer. Eu esperei ela achar as palavras certas. — Isabella eu queria te pedir um favor...

– Claro.

Mel brincava com meus cabelos enquanto Esme parecia criar coragem para falar.

– Temos uma situação incomum aqui em Cullen... Mas eu acho que ela está tomando algumas proporções realmente graves...

– Do que se trata?

– Não querem que eu interfira, também acho justo, mas Alice...

Quando veio o nome eu tive a sensação de que alguém estava partindo. Oh... Alice estava morrendo. Eu sabia que ela estava antes mesmo de falar ou vê-la.

– Preciso ir à cozinha, pode... Cuidar de Mel?

– Com minha vida. – ela sorriu e pegou Mel de meus braços. Eu sussurrei uma oração em seus ouvidos antes de partir e peguei a cesta correndo para a entrada da cozinha. Sue estava com algumas mulheres sentadas descascando legumes.

– Sue, tem algum caldo forte?

– Galinha, para Lady Rose. Por quê?

– Coloque em uma parte só desse caldo. – eu peguei uma raiz e a entreguei. Ela fez isso quase na hora e enquanto eu esperava a fervura eu sabia que o sentindo de alguém partindo era dela. Eu tive ódio de Jasper naquela hora, eu queria matá-lo com minhas mãos.

Ela colocou o caldo em um prato fundo e eu peguei uma colher e me deixei guiar pelos meus instintos. Subi passando por algumas mulheres que me olharam com desprezo e lembrei que eram damas de Lady Tânia, eu tinha pouco tempo. Quando cheguei no corredor tive vontade de ver Lady Rose e saber como ela estava, mas eu precisava seguir e quando cheguei na porta que sentia a presença de alguém como da primeira vez eu abri.

Havia numa cama uma mulher magra e de cabelos longos e pretos. A dor exalava por cada mobília do quarto, em cada pintura que havia nas paredes e tudo que estava ali era dor. Ela não se mexeu quando eu entrei ou coloquei o prato perto dela na cama, passei a mão pelos seus cabelos e apesar de seus olhos estarem abertos ela não estava nem um pouco presente.

– Lady Alice...

Quando a chamei ela não respondeu, nem se mexeu. A vida estava bem longe desse corpo. Respirei fundo e olhei ao redor, tinha um baú grande e bonito, vários tecidos espalhados, um banco perto da lareira com uma escova e várias fitas de cabelos. Alice em seus melhores dias era uma mulher vaidosa. Comecei a fazer uma oração a Deusa, cantei alguns cânticos enquanto penteava seus cabelos que até o final do primeiro tinham algum brilho esquecido. Continuei cantando e fui até o baú, tinham lindos vestidos na cor dos Cullen e peguei o mais discreto, pendurei ele e voltei até Alice.

– Por que você se importa? – a voz dela me fez sorrir e ter algum tipo de esperança. Ela apenas falou, nem ao menos se mexeu para isso. Sentei do seu lado mais uma vez e peguei o caldo com a raiz.

– Precisa comer só algumas colheres. Prometo não fazer você comer mais que algumas colheres. É um caldo de galinha com raiz de uma árvore, ela é antiga e tem nela coisas que seu corpo precisa.

– Por que você se importa? – ela voltou a perguntar um pouco mais forte.

– Porque você Alice ainda tem muitos anos de vida e uma história para me contar. Porque eu entendo, eu sei o que é simplesmente ser julgada e desprezada.

Nessa hora ela me olhou e eu sorri vendo os lindos olhos dela pela primeira vez com algum tipo de vida.

Notas finais
Meninas minha revisora deixou um recadinho no final do capítulo e eu vou passar para vocês: ******** Então meninas vocês viram a Tânia né? já da vontade de esganar, mas tomara que a bella faça um chá de ervas e a deixa uma semana com diarréia. Hahaha ************ Então... vocês concordam com ela? Meninas eu amo essa Bella determinada e corajosa. Beijos!