O tear do Destino
18 Perigo por perto
Notas iniciais
Foi um dia longo, Lady Tânia fez uma verdadeira festa com suas mentiras e cada uma delas o seu pai me olhava cada vez com mais ódio. Eu podia ver os soldados fiéis a ponto de me matarem, mas eu estava tranquila. Fiquei perto do fogo com Lady Esme conversando sobre Lady Rose e aprendendo um pouco de costura, o modo como eles faziam era tão diferente de como aprendi que eu precisaria de mais aulas.
– Tio Eleazer! – a voz de Edward soou pelo salão e eu sorri levantando. Esme respirou aliviada, era como se ela estivesse com medo do que o irmão fosse fazer. Edward passou pelo tio e veio em minha direção. – Me perdoe meu tio, deixe-me cumprimentar minha esposa, estamos há um tempo sem nos ver.
Esme riu achando engraçado.
– Desde de manhã caro irmão. Recém casados são realmente muito engraçados.
Só os nossos soldados e nossos empregados riram. Cullen estava tão diferente. Ele me beijou e então eu sorri sem graça. Edward estava tão diferente e eu a cada hora que passava amava mais esse novo senhor do castelo.
– Peça a alguém alguma bebida. Meus homens cavalgaram o dia todo.
Fui até a cozinha, mas a cozinheira avisou que estava tudo em ordem. Eles já iriam servir a comida e eu pedi que desse atenção a Sue que estava com Lady Alice e a Lady Rose e Emmett que estavam em seu quarto com o bebê.
– Servimos o chá para Lady Alice, sua tia deixou algo aqui.
Fui até onde ela apontou e olhei mais de perto. Era uma efusão de Alfazema, isso ajudaria Alice nas tonturas que eram comuns depois de tanto de sono. Eu tinha que reconhecer que exagerei. Todos me olhavam enquanto eu pensava no que fazer com Alice.
– Minha cesta...
Uma mulher sorridente pegou ela no fundo da cozinha e então em entregou. Tirei uma raiz e entreguei a cozinheira.
– Ferva isso com algum caldo e dê para Lady Alice, ela precisa ficar forte depois dessa febre.
– Claro minha senhora!
– Sirvam a comida que nosso senhor e seus homens chegaram cansados.
Todos se movimentaram e quando voltei já estava todos sentados a mesa na expectativa do jantar e de seus visitantes. Edward estava sentado em seu lugar e se levantou quando me viu, eu fui até ele sorridente deixando todos de lado, quando eu o olhava era somente eu e ele.
– Sente-se minha senhora, a comida será servida? Mandei todos sentarem.
– Sim meu senhor, tudo está de acordo.
Sentamos e Eleziar ficou me olhando um tempo. O lugar que Lauren sentou antes de sua morte.
– Minha esposa não é um verdadeiro tesouro? – Edward se orgulhou e eu corei.
– Não esperava que se casasse assim tão repentinamente. – disse o pai de Tânia com desgosto.
– Isabella foi uma surpresa agradável que chegou a um dia em que a lua estava alta.
Olhei para ele um pouco espantada para ele. Como ele saberia o que as luas significam?
– Tânia me disse que ela trouxe sua filha.
– Lady Melanie, um primor. Minha filha está dormindo, amanhã ela estará em todo vigor. – ele riu.
– Um filho não seria mais atrativo? Por que reconhecer o filho de outro?
A comida foi servida e Edward se concentrou em comer, eu estava ofendida. Ninguém até aquele momento tinha falado algo assim de Mel, só mesmo Tânia.
– Ela é minha filha Eleazer, batizada na Igreja por padre James. Registrada devidamente nos registros do castelo e já mandei a carta para nosso Rei, estou esperando sua carta logo.
– A carta em que avisa em que ela é uma Swan. – Tânia fala com desprezo e protegida pelo pai.
– Ela é uma Cullen. – Emmett disse e cumprimentou o tio. – Não queremos que confunda as coisas Lady Tânia, ela é casada com o senhor desse castelo. – Ele veio até mim e me fez uma reverência muito bonita. – Minha senhora.
– Cuidado Lady Tânia. – a voz de Esme soou também do meu lado. – Todos aqui amam a senhora deles e quero que a respeite. Não admitimos desrespeito. Melanie é minha neta assim como Michael e todos nós estamos orgulhosos da geração que está surgindo.
– Teve seu primeiro filho Emmett! Parabéns! – Eleazer mudou de assunto fazendo várias perguntas sobre o bebê e ele orgulhoso disse que eu fiz o parto, acalmei a todos e que padre James rezou uma bela missa na igreja.
O jantar foi tenso, Tânia a todo o momento soltava algum comentário que precisava ser rebatido por Edward ou por Emmett. O tio deles parecia ignorar tudo aquilo e depois de todos estarem satisfeitos eles foram para o lugar que Edward disse ser o ideal para aquela conversa. Eu fiquei preocupada com as acomodações, corri com Esme para ter tudo pronto para eles dormirem e ao descer estavam todos já sentados perto do fogo.
– Vou me deitar, a viagem foi longa e eu sei que estamos de acordo com tudo. – Eleazer falou e sorriu. Não vi o mesmo ânimo em Emmett ou em Edward. Tânia sorriu para mim e então passou por mim. Me sentei do lado de Edward.
– O que aconteceu? – perguntei e então Emmett bufou.
– Ele nos encurralou. – Edward disse – Ele disse que iria mandar Tânia para a corte fazer companhia para a Rainha, mas se isso acontecer ela pode ser muito mais perigoso lá. Pode antes da resposta do Rei mover alguns comentários e isso virar uma verdadeira guerra santa. Ainda resta muitos fanáticos naquela corte que acreditam que seus pais são os verdadeiros vilões. Podem pressionar Filipe e ele ser obrigado a te mandar para fogueira.
Meu corpo inteiro gelou com aquela informação. Eu não sabia como Tânia poderia ser perigosa.
– E então... Ela vai continuar aqui não?
Edward me olhou preocupado e até mesmo tenso.
– Aqui podemos controlar ela até o Rei decidir o que fazer. – Edward me explicou – Converse com Jacob sobre o que aconteceu Emmett antes de dormir e aumente a vigia, não quero Tânia perto de panelas e digam que eu mandei jogar fora qualquer coisa que ela tocar. O mesmo para Jasper e Alice, não sei o que eles pretendem, mas isso não me cheira bem. Eleazer faz muita questão de Tânia conosco e ele mesmo quer ficar uns dias. Olhos atentos.
– Claro irmão.
Edward se levantou pegando minha mão para que o acompanhasse. Eu estava repesando ainda no que ele tinha dito, Filipe poderia ainda me queimar em alguma fogueira se Tânia fizesse algum movimento certo, ela queria isso mais do que qualquer outra coisa. Nós entramos em nosso quarto e ele fechou a porta.
– Eu quero pedir uma coisa. – ele disse e eu me virei para ver seu rosto.
– Claro.
– Esse aqui é nosso quarto e enquanto estivermos aqui, nesse quarto, o mundo lá fora não importa. Não quero medo de Tânia ou do Rei.
Eu sorri satisfeita com isso, não queria mesmo algo parecido. Ele veio faminto em mim e deixei suas mãos percorrerem meu corpo, a cada toque uma chama acendia dentro de mim. Eu fechei meus olhos satisfeita com as sensações prazerosas.
– Me toque...
Ele pediu me levando para cama. Comecei a tirar sua roupa e ele a minha, os beijos se tornaram intensos, suas mãos apertavam e eu gemia baixo querendo mais. Muito mais.
– Se solte...
– Edward...
Suas mãos tocavam meus seios e sua boca fazia um caminho até minhas pernas. Eu já estava fora de mim puxando seus cabelos quando ele tocou com sua boca meu centro, era bom e sua língua me fazia gemer mais alto e ficar um pouco descontrolada. Edward enquanto eu gemia intensificava mais e mais suas lambidas em mim.
– Nunca foi tão bom... – ele disse me olhando. Seus olhos tinham algo selvagem dentro de dele.
– Venha... não aguento mais...
Ele veio e investiu em mim quando se posicionou entre minhas pernas. Eu gemia alto e arranhava suas costas, ele gemia satisfeito e entrava mais em mim me fazendo gritar de prazer. Eu e ele tínhamos algo inexplicável, era maravilhoso e me fazia querer mais e mais.
– Venha... preciso sentir aperto em mim.
Edward investia cada vez mais forte em mim e eu deixei o fogo nos queimar soltando um grito junto com ele de prazer. Ele esperou um pouco, nos cobriu com uma manta grossa e me abraçou. Nessa hora eu sabia que se o mundo explodisse nós nem ao mesmo saberíamos.
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