Notas iniciais
Meninas eu queria pedir mil desculpas, mas não tive como postar a fic essa semana. Eu estou com muita coisa para resolver no pessoal, então me perdoem. Eu queria agradecer a recomendação espetacular que eu recebi, essa frase em especial me marcou muito: a autora construiu um castelo no qual eu quero passar a habita- lo!! Obrigada meninas por serem tão gentis. Obrigada a uma leitora que mandou uma MP perguntando se eu iria postar, desculpa minha linda, eu li no cel e depois não tive mais tempo. Eu vou tentar postar hoje mais tarde, tentarei mesmo. Uma outra leitora disse que eu não respondi a pergunta dela: Eu não acredito em reencarnação, meu amor. Para mim ela apenas está vindo para fechar um ciclo. Obrigada meninas por tudo!

–... eu não sei o que aconteceu Charlie. – eu ouvi a voz de minha mãe ao fundo, ela sempre esquecia que eu acordava facilmente e que ela não falava baixo mesmo achando que estava.- Ela me ligou e depois eu a busquei no aeroporto, pensei que fosse a viagem que a tivesse deixado tão abalada ou cansada, mas eu não acho mais que seja. – uma pausa e ouvi os passos inquietos dela. – Não precisa aparecer com sua arma Charlie Swam, eu sei cuidar da minha filha perfeitamente! Eu vou fazer ela comer... eu sei que já se passaram duas semanas! Eu sei contar e ver as horas tão bem quanto você. – pareciam que estavam brigando, mas um falava assim com o outro desde que me entendo por pessoa e era um jeito até respeitoso se analisasse e os conhecesse bem. Meu pai queria vir, eu precisava reagir. Eu não conseguia. – Eu acho que ela está pensando em Jacob.

O silêncio. Ninguém conseguia falar o nome de Jacob e retomar a conversa tranquilamente. Minha mãe e meu pai o adoravam, eu o amei. Amei. Eu hoje estou amando um homem que é um Duque e casado. Gemi e minha mãe rapidamente desligou o telefone.

– Bella... querida...

Abri os olhos e sorri para ela mesmo sem vontade.

– A universidade ligou querida, eles querem saber se está tudo pronto para sua volta.

Oxford. Eu tinha pedido uma licença depois que voltei para a Irlanda alegando que precisava de um tempo com minha família. Eu iria para Forks se Billy e meu pai não ficassem o tempo todo falando de como éramos quando crianças e como Jacob era um bom garoto, aquela nostalgia não me faria nada bem.

– Eu acho...

Tentei sentar e foi quando senti uma tonteira horrível. Respirei fundo vendo minha mãe com olhos arregalados.

– Eu acho...

Não consegui falar, voltei a deitar sentindo uma sensação estranha percorrer meu corpo.

– Você não está comendo direito! – ela me repreendeu.

– Eu não sinto fome.

– Do que você está fugindo?- poucas vezes eu vi minha mãe tão séria como agora e aquilo não ficaria melhor. – Eu não acho saudável você viver naquela cidade sozinha, eu sei que você... eu acho que entendo... Jacob...

– Mãe não é nada disso.

–Você precisa de alguém Isabella. É jovem demais...

– Mãe não é isso...

– Naquela cidade não há ninguém que te interesse?

E as lágrimas vieram. Há alguém mãe. Eu queria dizer e gritar, confessar meu pecado, mas eu não conseguia. Ela só me abraçou e deixou eu chorar tudo que havia guardado.

– Eu não sei o que está acontecendo meu amor, você sempre foi mais parecida com seu pai do que comigo... vocês se fecham e fogem.. fogem de algo que depois os acha...Foi assim quando eu e ele resolvermos nos separar e foi assim durante todo nosso casamento... não acho que você deva fugir querida...

– Ele é casado. – falei entre as lágrimas e soluços. Foi então que ela me abraçou mais forte dizendo que entendia.

Quatro dias depois de muita conversa eu estava voltando para Londres com sérias recomendações da minha mãe e uma visita do meu pai marcada para o final do mês. Mas as coisas não ficaram melhores como eu pensei, eu estava doente e sabia que isso era resultado de muitos dias na cama sem comer.

– Você precisa de um médico. Desmaiar no meio de uma aula não é algo comum. Os alunos estão formando fila para saber como você está.

Minha assistente estava desesperada. Eu a olhei e então olhei para minhas mãos.

– Eu vou marcar sim, avise todos para irem para seus dormitórios estudarem para as provas finais. Eu estou bem.

Eu voltei para casa com um teste nas mãos. Poderia não é mesmo? Não usamos camisinha, eu estava atrasada e não me lembrava de passar tão mal nos últimos anos. Quase chorei pedindo para ser mentira, mas chorei de felicidade quando deu positivo. Eu era a contradição em pessoa e não tinha com quem conversar sobre aquilo, nem ao menos desabafar. Eu tinha que seguir minha vida, mas como eu iria fazer isso agora? Como esconder que se carrega o tão esperado herdeiro de Cullen?

Dois meses depois

– Eu sinto muito senhorita Swam. – a voz da enfermeira era muito gentil e eu apenas sorri a vendo colocar outra bolsa de soro. Minha mãe queria vir para Londres, aquela ligação a fez correr para o aeroporto em busca de um vôo, pedi para Phill segurar ela e me deixar resolver isso sozinha.. Eu repetia que o pior já tinha passado, só que eu mesma estava com medo. – Tente dormir um pouco. Amanhã o médico vai reavaliar.

Se eu dormisse sonharia com Edward ou com Cullen, nunca senti tanta falta daquele lugar e não entendia isso direito. Tinha noites em casa que eu chorava até dormir sem conseguir definir o que me chamava para aquele lugar e isso piorou quando eu descobri a gravidez. A enfermeira saiu e eu liguei para minha mãe.

– Mãe...

– Como você está? O que o médico disse?

– Vamos ficar bem.

– Quer que eu...

– Não mãe, estamos bem. – toquei minha barriga e pedi a Deus que ficasse tudo bem.

– Você não acha que ele deveria saber?

– Deixe-o mãe. Ele é casado e sua esposa definitivamente não gostaria de saber que eu estive com ele ou até mesmo não sei se ele iria querer saber que uma de suas conquistas engravidou. O bebê é meu.

– Você não o fez sozinha!

– Ele não precisa disso... o bebê não precisa disso mãe...- as lágrimas ameaçaram cair e eu não conseguiria mais falar. — Estou cansada mãe, preciso dormir.

– Não gosto disse Isabella, acho que eu ou seu pai deveríamos estar com você.

– Não precisa mãe... estamos bem.

Desliguei e o cansaço me dominou e eu fechei os olhos mesmo sem querer.

–... eu estou com um médico de confiança e ele está examinando os últimos exames dela.

– O médico dela disse que é algo simples... só requer cuidados... deslocamento de placenta é algo muito comum em mulheres que trabalham e sua assistente falou que ela dava muitas aulas no último período – a voz da enfermeira era calma e tranquila. – O senhor é... o pai?

– Sou sim. – ele disse confiante e eu abri os olhos percebendo sua presença. Não disse nada, ele estava de costas para mim, eu senti saudade. Muitas saudades. – Não se preocupe, eu cuidarei de tudo daqui por diante.

– Edward... – eu resolvi cortar a fala da enfermeira o chamando. Meu coração acelerou e ele veio até mim com um ar surpreso e até mesmo maravilhado.

– Como você está? Sente alguma coisa?

E mais uma vez o sono veio forte. E eu só conseguia ouvir vozes ao longe, nada muito concreto. Eu sonhei com Edward tocando meu rosto, me falando algumas coisas em uma língua que eu não conseguia saber exatamente o que era ou lembrava. O sonho ou delírio era torturantemente real e eu queria com todas as forças tê-lo me ajudando a passar por isso.

Quando abri meus olhos eu olhei surpresa ao redor, não estava no hospital e muito menos em meu apartamento. Eu estava em Cullen.

Notas finais
ai quanta emoção meus amores.. querem estar em Cullen também?