Notas iniciais
Bom meninas eu consegui postar ainda hoje e vou confessar que estou muito feliz. Muito obrigada pela linda recomendação Alimak, obrigada mesmo. As lindas palavras suas e de todas as leitoras nos comentários me alegram demais. Aviso: só sábado, vou precisar resolver PROBLEMAS e estou oficialmente ferrada kkkkkkkkkkk Vamos descobrir segredos meninas???

Eu não estava no quarto em que Carlisle me colocou da última vez que eu estivesse aqui. Ele era maior, muito maior aliás, e a cama era de um conforto quase inacreditável, estava sol em Cullen e lembrei de quando saí estávamos no inverno e que agora estávamos na primavera. Sentei na cama sentindo uma felicidade que me fez chorar, era como voltar para casa depois de uma longa viagem, uma viagem forçada e muito triste. Era tão contraditório estar aqui, muito confuso e ao mesmo tempo eu estava tão feliz. Muito feliz mesmo.

Olhei ao redor reparando nos móveis escuros, mas delicados. A janela estava aberta e a cortina de tecido leve balança com alguma brisa. Levantei com cuidado e fui para ver a vista e percebi a camisola longa que usava. Meus seios maiores ficaram ali perfeitamente e a barriga de cinco meses parecia até mesmo maior nela. Eu voltei a deixar as lágrimas caírem quando vi o lago, a vista do quarto era perfeita. Empregados iam ou voltavam conversando, o sol iluminava tudo e o lago estava claro e as arvores ao redor dele faziam tudo um cenário mais encantador... como consegui ficar tanto tempo longe? Como esse sentimento poderia estar tão forte? Eu não pertencia a Cullen ou a essa família? Fechei meus olhos quando uma brisa me envolveu e senti o bebê mexendo, sorri com o pensamento que ele também amava esse lugar e tudo que ele envolvia, todos os mistérios e histórias mal explicadas de Cullen.

Quando estava voltando para cama lembrando das recomendações médicas eu olhei um quadro grande na parede a minha frente, do lado da porta e me aproximei com curiosidade. Ele era muito maior que qualquer um dos que já tinha visto. Eu reconheci imediatamente a mulher em pé em uma postura perfeita. Rainha de Melaine, a bondosa. Ela estava com um coroa e olhava para mim como se soubesse, como um quadro tão antigo poderia ter tanta expressão? Suas roupas levavam as cores de Cullen, mas a coroa indicava que isso aconteceu depois de sua coroação. O quadro era grande e eu não conseguiria tirar ele e ver as inscrições sem arrumar problemas para minha saúde e do bebê. Nessa hora eu olhei atentamente o terço em suas mãos, era comum em quadros desse tipo expressando a religiosidade e foi então que eu vi. Precisei olhar umas três vezes diretamente para a cruz no final para ter certeza ou ao menos acreditar naquele detalhe.

– Você não deve... ficar em pé.

Olhei para Edward com uma bandeja nas mãos. Suas roupas informais e sua expressão tão calma e serena, eu queria correr para os seus braços e eu me segurei para conseguir me controlar e me forçar a pensar. Eu estava com o coração acelerado e emocionada. Ele estava aqui. Aqui comigo.

– Como eu cheguei aqui?

– Venha deite-se por favor...

Ele estava com medo. Toquei minha barriga e ele olhou atento e depois olhou para mim, ele sentiu saudade? Ele pensou em mim?Sentiu minha falta? Eu tinha tantas coisas para perguntar. Eu queria que ele tivesse sentido minha falta. Me lembrei de suas palavras e fui até a cama me deitando e ele colocou a bandeja, o seu cheiro chegou primeiro e nossas mãos se tocaram causando aquela sensação gostosa que parecia um choque e nos olhos, ele sorriu e sentou do meu lado na ponta da cama.

Tinha suco, bolos, uma torta, frutas cortas, pães e um chá. Eram tantas coisas que eu fiquei olhando tentando entender e escolher.

– O que está acontecendo? Eu não entendo...

– O chá. Tome o chá primeiro, a médica disse que você não tem um peso bom. – eu olhei para o chá me perguntando o que ele tinha haver com isso. Ele sorriu quando viu minha expressão de dúvida. – Hortelã, abre o apetite e corta os efeitos do enjôo com um pouco de erva-doce. O chá está com mel para adoçar e eu acredito que o gosto está aceitável, tome um pouco.

Eu peguei a xícara querendo fazer mais perguntas, tomei um gole sentindo aquele gosto refrescante e gostoso. Era como se tudo em mim aliviasse conforme eu ia bebendo. Se eu soubesse disso teria comido mais antes, os enjôos quase me levaram a loucura. Os remédios não funcionaram como a médica esperava e meu peso não parecia nunca agradar a ela ou a mim mesma.

– Gostou? – ele perguntou sorridente.

– Foi você que fez?

– Sim, fiz agora pela manhã.

– Que horas são? – eu não sabia que horas eram ou se alguém sabia que eu estava aqui. Isso seria uma confusão enorme em Oxford.

– A sua assistente avisou a Oxford e aos seus pais. Seu celular está na gaveta ali.

Ele apontou para um móvel.

– Suas roupas também foram arrumadas e organizadas, passei no seu apartamento...

– Você esteve lá?

– Suas coisas estavam no hospital, me entregaram e eu verifiquei se havia alguma coisa lá que precisasse de alguma ajuda imediata.

– Como eu cheguei aqui?

– O médico liberou e eu chamei uma ambulância para trazer você. Por causa dos remédios você não passava muito tempo acordada e eu pedi para uma empregada trocar você... – ele pareceu um pouco inseguro. – eu não fiquei no quarto quando fizeram isso.

– Simples assim? Depois desse tempo todo....

Eu estava feliz por ele ter feito isso, mas eu estava mais confuso a cada palavra dele.

– Como você sabia onde eu estava?

Edward tinha uma expressão culpada e ao mesmo tempo sofrida.

– Eu estava indo procurar você, esse tempo todo parecia que você estava correndo de mim... quando eu descobria alguma coisa você estava simples longe... um círculo de palestra, uma viagem de emergência familiar... quando Alice me disse que a viu na Irlanda eu fui correndo, mas minha tia disse que já tinha ido e eu... eu te procurei, eu voltei de Londres... – estávamos falando agora daquela noite?.

– Você foi embora no outro dia. – e apesar de não querer parecer tão fraca eu deixei as lágrimas caírem. Aquilo tinha além de me atordoado esses meses tinha deixado em mim marcas. Ele foi embora.

– Eu não queria... eu estava confuso.. achei que teria tempo para pensar e perto de você isso some... eu não consigo raciocinar...

Eu mexo com ele. Eu mexia com o Duque de Cullen. Sorri para ele deixando tantas coisas sem dizer e então Edward pareceu conseguir raciocinar melhor.

– Coma, você não pode passar por todas essas emoções... por favor.. coma...

Comecei pelas frutas e pelo suco. Olhei o quadro novamente enquanto comia e Edward seguiu meu olhar.

– Ela segura uma cruz celta e não uma cruz cristã.

Ele sorriu divertido.

– Só você notaria a diferença. – falou rindo.

– A cruz celta tem um círculo, a cruz cristã não.A roupa dela tem as cores de Cullen apesar de usar a coroa real, a mesma que foi usada na coroação da Rainha Elizabeth I e na Rainha Vitória, eu creio, olhando para o quadro eu diria que ela foi a primeira a usar.

– Muito atenta senhorita Swam.

Edward me escondia alguma coisa, mas quando ia perguntar Carlisle entrou avisando que havia uma ligação em seu escritório que não poderia esperar.

– O Primeiro Ministro não entende que eu estou ocupado, já volto. Tente comer mais alguma coisa.

– Primeiro Ministro? – perguntei rindo.

– Tudo muito chato. A distraia um pouco Carlisle.

Ele assentiu e veio até mim ficando em pé. Ele estava realmente feliz.

– É bom vê-la novamente senhorita Swam.

– Eu também estou feliz por vê-lo. Muito mesmo.

– Suas coisas estão na biblioteca, do mesmo jeito. E seus óculos também, o senhor Cullen pediu que deixávamos tudo como a senhorita havia deixado.

Edward havia mesmo acreditado que eu voltaria? Isso me deixou tão esperançosa. Eu lembro de ter feito outro óculos me esquecendo completamente de levar os antigos.

– Olhe aquele quadro e me diga o que acha dele?

Carlisle foi até ele observando ele como se fosse a primeira vez. Voltou depois de alguns minutos me olhando curioso.

– O que a senhorita viu? – perguntou alegre.

– Ela segura uma cruz celta.

– Cruz não seria sempre uma cruz ?

– Bom eu acho que era isso que ela queria que eles acreditassem. – comi um pouco de pão e olhava o quadro e quando terminei olhei para Carlisle. – Essa cruz é mais antiga que a cruz romana. A Cruz Celta é frequentemente gravada ou esculpida em pedra, para benção das terras envolventes. O símbolo evoca o equilíbrio e a harmonia, bem como a proteção dos ancestrais. Sabe o que isso significa?

Ele me olhou esperando a minha resposta e não respondendo como eu esperava.

– Melaine, a bondosa. Como ficou conhecida por sua bondade com o povo e seus feitos em relação a pobreza e as doenças. Essa Rainha – apontei para o quadro – Era muito pagã.

Carlisle me olhou um pouco surpreso, mas tinha algo em seus olhos que o traíram.

– E sabe o que mais. – ele continuou me olhando – Acho que já sei por que ninguém estudou Cullen e sua história.

–Por quê?

– Porque essa família tem um segredo Carlisle e eu vou descobrir.

Notas finais
Para ficar mais claro eu postei uma cruz celta meninas no final, assim a gente sabe a diferença e conhece também parte de seus mistérios. Bom as informações sobre a cruz são verdadeiras meninas e ela durante muito tempo foi confundida com a cruz cristã que é mais novinha que ela mesmo. Beijos e até sábado??