Notas iniciais
Meninas o casamento é divido em tres partes porque era muito detalhe e quando eu escrevi queria que fosse o mais detalhado possível. Espero que gostem meus amores.

– O amor de um homem por uma mulher é algo sagrado...

Edward olhou feio para Padre James e tossiu um pouco chamando atenção dele, mas ele ignorou continuando falando de algo sobre Eva e Adão.

– ... Quando Deus fez o homem...

– Padre, por favor. – Edward falou firme e ele o olhou feio.

– Não mande em minha cerimônia milorde. – ele olhou para o grande livro que tinha nas mãos e então continuou sem nenhuma vergonha. – Deus em sua sabedoria infinita sabia que não é bom aos homens ficarem só, lhes deu então alguém para compartilhar a sua vida juntos. Alguém em quem pudessem depositar a semente que levaria...

– Por Deus padre!case-nos logo!

Eu me assustei com atitude de Edward e me perguntei se era sempre assim as cerimônias cristãs de casamento, eu não sabia exatamente com isso funcionava, mas eu achava que eles tinham que ter mais respeitos pelos seus sacerdotes. Edward parecia ignorar isso.

– Edward de Cullen, Lorde de todas as terras ao norte e ao sul. Duque por direito concedido ao seu avô e sendo primogênito do grande Duque de Cullen Carlisle. Aceita Isabella Swan como sua legítima esposa para amar e respeitar por toda sua vida?

– Aceito. – ele disse e eu pude perceber um ar orgulhoso naquilo que ele fazia. Padre James me olhou sorridente.

– Isabella Swan, aceite Lorde Edward de Cullen, Duque...

– Ela sabe que sou eu Padre. – eu não pude deixar de rir com aquilo.

– Olha menino não mande em minha missa! – ele tossiu e então prosseguiu. – Aceita esse homem como seu legítimo esposa, para amar, respeitar e gerar seus filhos quantos forem segundo a vontade de Deus nosso Senhor?

– Aceito. – disse refletindo sobre os votos que acabamos de aceitar. Eu achei tudo tão diferente de como acontecia em meu país que não sabia qual seria o próximo passo. Edward então estendeu a mão para o homem de sua guarda e ele lhe entregou uma pequena caixa. Edward abriu e eu vi a aliança.

– Pode colocar a aliança em sua noiva.

O anel feito de ouro deslizou em meus dedos e eu só pude sentir meu coração acelerar com aquilo, o toque de Edward fazia meu corpo ter reações incontroláveis e eu fiquei vermelha de vergonha. Ele então beijou minha testa e sorriu.

– Fale padre. – disse olhando feio para Padre James.

– Eu os declaro marido e mulher.

Eu estava casada. Isso me deixou em verdadeiro pânico. Tia Sue me abraçou enquanto Edward era saudado por seus guardas e Padre James falava algo como uma missa para os pecados do Edward em uma semana, ela assentiu e veio me cumprimentar feliz. E então eu sabia que não estava casada, eu não havia casado em meus rituais e isso era importante para mim.

– Vamos comemorar e beber! Hoje é um dia de festa!

O Padre mais uma vez se manifestou tossindo alto. Todos nós olhamos para ele. Edward pareceu lembrar de alguma e disse algo ao seu guarda que saiu correndo, eu não sabia o que estava acontecendo até Padre James começar a falar algo em outra língua e então Ângela entrou com seu marido na igreja. Eu sabia que era ele porque ele a abraçava de maneira afetuosa e ela tinha confiança naquele toque. Eles se aproximaram emocionados, Mel estava linda com uma camisola branca rendada e uma touca cobrindo seus lindos cabelos. Ela estava calma e serena e quando se aproximaram de mim ela estendeu os braços e eu a peguei.

– Uma criança é uma dádiva divina...

– Padre James! – Lady Esme chamou atenção dele e ele soltou algumas palavras que eu não consegui entender.

– Aproxime a criança, por favor.

Só naquele momento eu percebi algo como uma bacia e então cheguei Mel mais para perto de mim. Não poderiam mergulhar ela naquilo, estava noite e frio.

– O que foi? – Edward perguntou em meu ouvido.

– Mel não pode se resfriar.

Ele olhou para o Padre e para a bacia.

– Padre James não poderia somente molhar a cabeça dela? – perguntou Edward.

– Isso seria... por Deus! Isso não se faz!

– Mel não será banhada! – falei firme. Padre James então olhou para Edward e eles trocaram um olhar conspiratório. Ele pegou uma vela e entregou nas mãos de Ângela. Depois um copo que estava no altar atrás dele e voltou a contragosto.

– Venha, só a cabeça.

– Um pouco só. – falei e ele sorriu.

– Eu batizo você Melanie Cullen em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ele antes de molhar ainda repetiu as palavras em algo que Edward chamou de Latim e depois molhou mais um pouco. Assim que ele acabou eu limpei a cabeça dela deixando bem seca e Ângela sorriu pegando ela do meu colo. Os costumes deles eram muito diferentes dos meus.

– Temos uma festa para ir! Vamos todos! Padre James hoje o senhor por favor abençoe a comida e a bebida.

Edward me deu sua mão e fomos andando até o grande salão passando pelos guardas que sorriam e nos saldavam felizes, a música era ouvida por toda parte, em cada canto do castelo e eu estava feliz por ouvi-la em Cullen. Andar de mãos dadas com agora o meu marido me fez ter mais daquelas sensações que tive na igreja e eu queria entender isso completamente.

O grande salão estava cheio, iluminado e alegre. Grupos dançavam no meio, pessoas batiam palmas e riam em grupos menores. Eu sorri vendo a alegria invadindo cada canto daquelas paredes que guardavam tantas coisas ruins. Eles perceberam a nossa presença e então pararam imediatamente tudo, todos estavam com seus rostos transbordando alegria. Até mesmo as mulheres que serviam pararam para nos olhar, Ângela entregou Mel para Edward e fomos caminhando até a grande mesa ,reservada para os Cullen. Eu agora, era uma Cullen. Edward e eu passamos por todos até chegarmos a mesa, a cadeira dele estava ainda mais bonita e maior do que eu me lembrava, eu fiquei do lado ainda pensando que aquele era lugar de Lady Lauren. Mel estava satisfeita no colo de Edward e ria mexendo em seus cabelos.

– Eu lhes apresento a minha esposa Duquesa Isabella de Cullen, senhora do castelo e de todas as terras que me pertencem. E essa é minha filha. – ele olhou carinhosamente para Mel — Que todos aqui saibam que ela é Melaine de Cullen e que deve ser protegida e resguardada sempre. O seu bem estar é o nosso bem estar e sua felicidade é a nossa felicidade. Eu a tenho como minha e quem questionar por algum momento isso será expulso ou morto.

Houve um silêncio e eu analisei os rostos presentes. Não conseguia ver ali nenhuma reprovação naquele gesto de Edward.

– O castelo entra em uma nova fase! Comemoremos!

E todos aplaudiram! Ergueram suas bebidas e então reparei nas taças de ouro a nossa frente. Edward pegou a sua e eu a minha.

– A mais nossa senhora do castelo! – alguém gritou e todos repetiram com saudações parecidas.

O banquete estava divino, eu tenho certeza que Lady Esme comandou tudo de muito perto porque ela sabia cada coisa que era servida e então eu procurei por Jasper ou Emmett e não os encontrei. Fiquei triste com a falta deles, mas sabia que Edward estava seguro do que fazia. Os Cullen precisavam ser unidos para o que haveria de vir, isso me assustou por alguns segundos, mas Edward tocou em minhas mãos e eu sabia que estaria tudo bem. Estávamos bem.

Edward me chamou para dançar em algum momento depois que Padre James abençoou a comida e a bebida, eu ainda não tinha me acostumado ainda com todos aqueles movimentos, mas nós rimos bastante. Quando voltamos à comida estava cedo servida e Edward separou cada pedaço de carne e me fez comer um pedaço de torta de carne que tinha sido feita com a caça que Jasper tinha caçado. Durante todo o banquete eu não tinha visto tia Sue, Lady Esme andava feliz pelo grande salão conversando com todos e verificando se tudo estava sedo feito da maneira mais adequada.

– Vamos nos retirar sim?

Edward falou no meu ouvido e eu tomei o vinho todo que estava na taça. Eu não estava relativamente nervosa por essa noite, mas eu estava insegura quanto ao casamento. Não me sentia casada com Edward, aquela cerimônia não significou tanto para mim quanto para os demais. Edward se levantou.

– Vou me retirar com minha esposa, continuem a festa!

Todos nos aplaudiram e eu levantei vermelha de vergonha porque todos tinham conhecimento do que iria acontecer. Ele pegou minha mão e saímos, mas ele não me levou em direção as escadas. Alguns guardas nos escoltaram, mas estávamos saindo por uma saída pouco usada atrás da escada. Ela era usada pelos servos.

– O que está acontecendo?

– Venha, estão nos esperando.

Edward pegou com uma guarda uma capa grossa preta e me envolveu nela. O ar frio não me atingiu tanto quando saímos e Edward vestiu uma capa ainda mais grossa e ele me entregou uma luva que eu agradeci. Estava muito fria essa noite e comecei a caminhar em direção aos estábulos, eu não entendia, mas ele estava seguro de que estava tudo certo.

– Aonde vamos?

Perguntei quando um homem saiu com o cavalo de Edward.

– Ao nosso casamento.

Ele sorriu quando falou e eu sorri. Olhei a lua cheia e sabia que em algum lugar eu teria um casamento de acordo com aquilo que eu acreditava.

Notas finais
Notinhas da revisora: Oh Deus, essa ultima frase nos faz suspirar. Enfim ela se casou e Mel é agora filha deles. Perfeito! Gente eu tenho uma queda pela Mel não sei se é por causa do nome que é o mesmo da minha filha mas, ela será grande parte nessa fic tudo começou por ela. o/ Meninas e esse casamento eu me imagino no lugar dele eu estaria meio perdida tbm né uma coisa que vc não conhece e esta acontecendo assim rápido porque o Ed é meio apressadinho, mas foi mito engraçado! Até meninas.