O tear do Destino
13 Casamento III
Notas iniciais
Eu estava com ele no cavalo, os guardas não nos acompanharam. Fomos um pouco mais longe do que pensei. Era uma área de montanhas, estava ainda um pouco mais frio e então eu percebi que deveríamos estar perto do mar. Eu vi o altar e algumas pessoas nele, Edward me ajudou a descer do cavalo quando ele desmontou e eu estava muito ansiosa. Será que ele sabia como fazer isso? Ele estava muito seguro e amarrou o cavalo perto de alguns outros que ali estavam. Eu olhei meu vestido e ajeitei-o um pouco quando Edward voltou segurando minha mão e andando até o altar. Tinha tochas seguradas por alguns homens que reconheci ser da aldeia e Edward deu algumas ordens e eles sorriram para ele.
Olhei bem para frente e então vi tia Sue no meio do altar e fiquei emocionada. Tinhas mais algumas pessoas que não consegui reconhecer devido à distância. Edward entrou dando inicio a cerimônia e ficou bem no centro da Mandela.
– É um prazer estar aqui senhora. – eu olhei para trás e vi quatro crianças. Dois meninos e duas meninas.
– Obrigada meus amores. – falei emocionada recebendo um pequeno buquê das mãos pequenas de uma menina.
Sue fez um sinal e eles entraram. As meninas jogaram pétalas de flores representando pureza e sabedoria e os meninos entraram logo em seguida jogando no chão sementes e tocando pequenos sinos que representavam a alegria e a prosperidade. Um pequeno vento passou e eu sabia que a deusa estava ali conosco, se mostrando de alguma forma. Senti-me confiante e feliz por estar ali seguindo as minhas tradições. Eu entrei a passos lentos em seguida, meu coração acelerava apesar de saber que estava indo em direção ao meu destino. As pessoas que seguravam as tochas e iluminavam meu caminho sorriam e eu sorri para elas. Quando cheguei perto de Edward ficamos de frente para todos os presentes, ele estranhou a posição, mas eu sabia que estávamos no centro da Mandela e de frente para nossas testemunhas. Essa era a posição correta para os votos matrimoniais. Tia Sue andou até nós com um pote de barro pequeno.
– Lavem as mãos no sal e na água. – ela falou. Edward me olhou e eu então assenti. – A água representa a nossa conexão com nossa deusa e sal inibirá tudo de ruim que está nosso redor. – Quando ela acabou de falar eu comecei a lavar minhas mãos e Edward esperava o próximo passo. Tia Sue então colocou o pote novamente no altar. – Quem são seus dogmas?
– Oh... – eu não tinha escolhido ninguém.
– Apresentamos aqui essa noite para ser os dogmas. – a voz de Emmett soou e ele saiu do nosso lado esquerdo. Junto dele estava Rose e eu me preocupei um pouco por ela, tinha sido pouco tempo para uma caminhada dessas, mas ela sorria para mim confiante e suas roupas eram lindas. Um azul real com um lindo detalhe em sua cabeça que ressalva mesmo na escuridão seus lindos cabelos loiros, o vestido era de um tecido grosso e a protegia do frio. – Vocês são agora as pessoas mais próximas e amigas desse casal, precisam cuidar deles e do vínculo que os une aqui hoje. Sua obrigação é manter a paz e a harmonia entre eles, ajudar com seus filhos e em tudo que um dia eles precisarem.
Eu podia ver como Emmett e Rose estavam felizes ouvindo aquelas palavras. Eu sorri para Edward que me retribuiu com um sorriso carinhoso. Sim, ele tinha escolhido muito bem.
– O que vocês trouxeram como oferendas para esse amor que nasce aqui hoje?
Assim que tia Sue terminou Emmett pegou com alguém uma caixa e entregou a Edward. Ele abriu e viu sementes de flores diversas.
– As sementes são símbolo de prosperidade e frutos. Esse é um presente valioso.
– Obrigada. – agradeci fazendo uma pequena reverência e minha tia prosseguiu com a cerimônia.
– Podem entrar com a oferenda.
Então as duas meninas entraram com uma caixa cada uma na mão. Eram as alianças. Elas entregaram as caixas uma para Edward e uma para mim. Edward então abriu e olhou para tia Sue.
– Uma família hoje nasce e com ela se renovam as esperanças dessa terra. O que há aqui não se desfará, nem o tempo e nem ninguém poderá afetar algo que nasce no coração da floresta e que a deusa abençoa. Pode colocar a oferenda em Isabella lorde Emmett.
Edward não gostou disso, mas seu irmão veio feliz e escorregou o anel que ficou na frente do outro que já estava ali. Ele era mais fino e tinha uma pedra vermelha no meio dele. Lindo.
– O que ele acabou de fazer diz a todos aqui que sua família Edward aceitou Isabella como sua esposa. – a explicação não o deixou mais feliz, mas ele aceitou com um aceno de cabeça. Ela então veio até nós e pegou o anel de minha caixa e pegou a mão dele. – Eu sou a única da família dela viva e eu o aceito em nosso meio. – Tia Sue deslizou o anel de ouro simples em seu dedo e eu soube pelos seus olhos que ele compreendeu a importância daquele momento. Uma família precisava aceitar a outra e serem uma só.
Tia Sue voltou para seu lugar atrás do altar e mandou que nos virássemos para ele agora.
– Que a terra os abençoe com prosperidade. – ela jogou um pouco de sal em nós. – A água os purifique. – ela deu uma taça com água que bebemos. – Que a chama do amor de vocês esteja sempre acesa. – Ela pega um castiçal e nós acendemos com um pouco de fogo que Emmett nos dá. – Vocês agora estão unidos pelo poder do amor e de suas escolhas. Sejam felizes.
E então ele me olha não sabendo o que fazer. Eu sorrio e dou um passo em sua direção, ele entende e então me beija. O seu beijo queima me dando novas sensações e estou segura de que teremos todo o fogo necessário para seguirmos com nossas vidas, é uma certeza agradável. Ouvimos aplausos e então olhamos a nossa pequena platéia. Sorrimos para eles e damos as mãos.
– Preciso ir meu irmão, Rose está nervosa com o bebê pequeno.
– Obrigada por terem vindo. – falo emocionada e então Rose me abraça agradecendo por tudo, eu quero dizer a ela que sou eu que tenho que agradecer, mas ela se vai rapidamente com Emmett. Tia Sue junto com os homens e mulheres presentes no cumprimentam e eu me sinto agora casada. Eu sou dele assim como ele é meu e isso me faz sorri radiante para o resto das pessoas ao nosso redor. As crianças vão rindo e brincando enquanto estamos voltando para o cavalo, elas são arteiras e representa o futuro de Cullen, eu beijo a testa de cada uma prometendo uma visita à vila assim que puder, elas gritam e voltam para suas mães que estão indo embora junto com seus pais.
Edward monta em seu cavalo e me ajuda a subir. Eu encosto-me a seu peito sentindo seu cheiro e mais tranqüila. O cavalo começa a andar muito devagar e alguns homens nos seguem há uma distância.
– Obrigada por fazer isso.
Ele beija docemente meus cabelos.
– Eu sei que não deve ter sido fácil, nossos costumes são diferentes.
– São sim.
– Eu achei a cerimônia muito bonita.
– Significou muito para eu tê-la. – confessei.
– Eu prometo Isabella, promete que seremos felizes. Eu serei um bom marido.
– Eu sei que será Edward, o melhor.
E de alguma forma naquela volta eu senti que estávamos mais unidos do que eu poderia prever. O castelo estava em festa e ouvíamos as músicas e as palmas marcando o ritmo da dança. Edward me ajudou a tirar a capa quando entramos pela mesma porta que saíamos. Esme estava sorridente nos esperando.
– Como foi?
– Tudo certo. Sue deve voltar com os homens, eles estão ajudando ela a trazer as coisas que ela usou para a cerimônia.
– Sim, venha querida, vamos te ajudar a se preparar.
Eu olhei para Edward e ele assentiu avisando que subia em alguns minutos. Eu estava subindo as escadas com Esme feliz e pensando em como seria minha vida daqui por diante, eu estava casa e era a senhora do castelo Cullen, eu nunca pensei que uma coisa dessas poderia acontecer comigo. De certa forma, essa era a vida que eu imaginava para Bree quando estava rezando por ela no templo antigo. Eu gostava de imaginar ela sendo uma espécie de rainha e todos ao redor sendo iluminados por sua juventude e beleza.
– Querida, preparamos um banho como sua tia pediu.
Era um banho perfumado com flores. Tinha mais duas mulheres que me ajudaram e eu deixei elas me ajudarem como Esme ia falando para elas, me enxugaram e depois colocaram uma camisola branca e deixaram meus cabelos soltos e escovados. Esme passou um óleo que os deixou macios e brilhantes segundo ela. Eu estava apenas me deixando ser cuidado.
– Mel está bem? – perguntei a Esme.
– Sim querida, ela está com Ângela e depois Sue ficará com ela. Não se preocupe com isso.
– Obrigada.
Ouvimos as batidas na porta e todas se ajeitaram para sair. Eu estava pronta.
– Eu desejo a vocês toda a felicidade que posso existir.
– Obrigada.
Ela me entregou terço, eu sabia o que era porque já tinha visto vários ao longo dos anos. Ela saiu com todas as mulheres e Edward entrou. Ele também havia tomado banho, seus cabelos estavam molhados e ele tinha um cheiro bom. Eu não estava nervosa, mas sabia que meu destino seria selado essa noite.
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