O tear do Destino

37 Diversas revelações


Notas iniciais
Voltei e tenho BOAS NOTÍCIAS passei o dia escrevendo ontem e consegui terminar a primeira fase e postarei na terça. Vamos até o capítulo 39 com a primeira fase e seguiremos com a segunda fase que já tem dez capítulos e nosso Duque misterioso/triste. Meninas só para esclarecer, ninguém morre não... pelo amor de Deus kkkkkkkkkkkk terminar com a morte de alguém ninguém merece e acho que vou conseguir surpreender vocês ninguém acertou a nossa visita. Bom capítulo meninas!

Ela sorriu e eu fiz um gesto para ela se aproximar. Lady Rosalie nunca entrou neste lugar e ficou admirando as ervas e a organização.

– Vai ensinar Mel tudo isso? – perguntou curiosa, ainda olhando fixamente para uma planta.

– Vou tentar, ela vai achar seu talento uma hora ou outra. – continuei separando as ervas e picando com as mãos.

– Você sabe não sabe?- ela perguntou tímida.

– Eu sei que Lady Tânia disse que você devia muito a ela, isso foi no dia em que seu filho nasceu. Eu sinto que há algo que esconde...mas não sei o que é.

Ela olhou para trás verificando se tinha alguém e assim como Lady Alice ela tinha sua história.

– Mel está com Lady Esme e Michael está dormindo com Ângela. Edward fez um quarto para crianças nessa última arrumação, você já o viu?

– Sim... vou lá ver como Mel está às vezes. Ângela prefere o ar livre e acho que Mel também. – sorri pesando na minha menina.

– Eu não casei com Emmett virgem.

– Ele sabe? – é claro que aquilo me pegou de surpresa, mas ela não precisava de minhas expressões.

– Eu contei quando fiquei grávida que eu o enganei...

– O enganou? – olhei para Lady Rosalie sorrindo. Poucas mulheres dominavam a arte de fingir isso.

– Lady Tânia o embebedou, colocou uma substância que o fez dormir e eu... usei sangue de um animal usado para o banquete.

Arregalei os olhos e ela entendeu.

– Você não usou...geralmente as mulheres usam seu próprio sangue... se cortam...

– Lady Tânia disse que não era necessário... – e as lágrimas dela caíram pelo seu rosto.

– Ela era uma mulher que sabia o que fazia. Ela amaldiçoou vocês.

– Eu sei... eu soube disse depois por Sue... eu fiquei depressiva, angustiada e eu queria contar para Emmett, Lady Tânia não deixava. Dizia que ele me devolveria e eu o amava tanto! Não foi por que eu quis...

– Você foi forçada? – perguntei baixo e horrorizada.

– Um dos conselheiros do Rei passou uma temporada em nosso castelo ... meu pai ... eu acho que ele soube... mas...

– Ele não iria contra um conselheiro do Rei.

Isso era uma história triste. Não conseguia imaginar toda vergonha que ela viveu até chegar o dia em que confessou para Emmett toda verdade.

– Quando Emmett me viu em uma festa promovida pelo Rei ele pediu minha mão, meu pai não queria dar, disse que o dote era baixo e que passava por dificuldades... Ele não se importou... Emmett chegou a tentar me seqüestrar das minhas terras.

Sorri pensando que ele deveria ter feito mesmo isso. Era um homem determinado demais para ser impedido por apenas um dote pequeno. Cullen era rica, o dote de Lady Rosalie não seria nada comparado a sua riqueza.

– Foi nessa hora que papai percebeu que não teria jeito a não ser envergonhar a família com uma negação depois... quando eu vim ela prometeu me ajudar, Lady Tânia foi a única que eu contei a história toda.

– Ela já sabia. – afirmei. – Ela já sabia. Não sei como, mas ela já sabia!

– Sabia, o conselheiro era tio dela. Emmett descobriu depois que eu contei, mas ela chorou e se fez de inocente. Eu acreditei nela, ficamos um pouco mais próximas depois disso, mas Emmett nunca esqueceu que ela tentou me convencer a não contar isso e acho que sempre soube como ela tinha algo haver com... com o que aconteceu. Hoje depois de tantas maldades e revelações, eu penso que a morte do meu bebê seja culpa dela e não minha...

Larguei tudo e fui até ela. Abracei Lady Rosalie com afeto.

– Não foi culpa sua, você não poderia saber de nada... ela fez sabendo que isso acabaria com vocês. Não se culpe, Emmett te ama.

– Você acha que foi culpa minha... o bebê... porque eu usei o sangue...

– Não minha querida. Bebês nascem mortos por vários motivos. – toquei sua mão e sorri. – Vocês terão muitos filhos nascidos de muitas noites de amor e paixão Lady Rosalie. Não olhe para trás ou se culpe de sua inocência, ela morreu e com ela a última sombra que existia em Cullen.

Ninguém além de Edward e eu sabíamos que havia objetos de bruxaria e encantos no quarto de Lady Tânia, quando os guardas foram arrumar para outros propósitos acharam diversas coisas que reconheceria em qualquer lugar. Ervas venenosas que imaginei terem sido usadas para envenenar Lauren, só aquilo explicaria aquela história. Não mencionei isso apesar de Edward ter insistido em saber o que era, não precisávamos de mais aquilo. Cuidei para que tudo fosse queimado e depois eu e Sue fizemos algumas orações no quarto para que aquilo não fosse mais um peso para Cullen.

Lady Rosalie sorriu e senti o peso indo de seu peito. Aquilo ainda atormentava ela e poderia ser difícil olhar para um filho sem pensar no outro que ela perdeu.Ficamos ainda conversando sobre nossos filhos quando Edward apareceu na porta, sua expressão era alegre e eu sorri o vendo. Lady Rosalie rapidamente saiu com uma desculpa qualquer.

– O Rei chegou com uma comitiva.

– O Rei? Pensei que ele estava no castelo... aconteceu alguma coisa?

– Ele veio apresentar uma pessoa muito especial. Suba e se vista, minha mãe está cuidando de tudo com Sue, ele deve só passar a noite e voltar. O reino precisa dele mais do que nunca agora.

– Oh.. sim...

O mais depressa possível eu fui me arrumar com Edward, ele estava feliz e realmente tranqüilo. Ele me escondia alguma coisa, nos arrumamos com nossos melhores trajes. Eu estava com um vestido novo azul com tiras pratas que acentuavam minha barriga, Ângela arrumou meus cabelos fazendo um lindo penteado com tranças e fitas terminando com uma tiara discreta e um cordão com o símbolo Cullen. Todos usavam o símbolo em suas roupas como da última vez que o Rei nos visitou. Edward entrou com Mel nos braços muito animada, ele estava um verdadeiro cavaleiro com sua espada bem acomodada na cintura e Mel vestia as cores Cullen.

– Você está linda. – fui até Edward e o beijei deixando Ângela com vergonha. Mel tentou pegar a tiara e eu ri junto com Edward. – Deixe a da sua mãe, vou comprar uma para você e pode brincar com ela.

– Ma...

Eu olhei assustada para Mel.Não tive reação.

– Ma... – ela pedia colo e eu estendi as mãos ainda sem reação. Edward entregou Mel e brincou com seus cabelos.

– Combinamos que seria papai sua primeira palavra.

Gargalhei e Mel sorriu para ele repetindo a sua primeira palavra.

– Vamos descer, e antes de dormir eu quero contar uma história a ela Ângela. A traga aos nossos aposentos por favor.

– Sim, senhor.

Saíamos e Edward a pegou no colo. Ele não me deixava segurar ela demais, dizia que eu já tina dois dentro de mim que estavam pesando também. Éramos uma família. Cullen estava toda no salão vestindo suas melhores roupas, algumas pessoas da vila tinham sido convidadas, Emmett e sua Lady sorriam com seu filho nos braços, Lady Alice e Jasper estavam radiantes com a felicidade transbordando deles. E então eu vi o Rei e a Rainha com seu filho nos braços. Fillipe estava abraçando ela quebrando qualquer regra. Eu e Edward nos aproximamos e fizemos uma reverencia respeitosa.

– Me sinto em casa quando venho a Cullen. – ele disse e nos levantamos. – Sua barriga esta maior Lady Isabella.

Sorri para ele e para sua rainha.

– É um prazer finalmente conhecer Cullen. – a rainha disse e eu vi o bebê lindo em seus braços. Ele era grande e forte.

– Parabéns Majestades pelo herdeiro. — falei

– Nós que agradecemos. Muito obrigada mesmo Isabella.

– Vamos receber a benção de Padre James, que veio conosco nessa visita. – falou o Rei ansioso. Algo estava acontecendo, mas ignorei aquilo por alguns instantes.

Sorri percebendo a presença do Padre atrás deles. Ele sorria cúmplice para Edward e alguns nobres que estavam juntos nos olhavam com curiosidade. O banquete foi servido, a guarda real parecia relaxada e confiante, eu ouvi Edward comentar com Emmett que muitos dos nossos soldados estavam de vigia e que pessoas da vila tinham se voluntariado para ajudar nos preparativos e segurança. A Rainha dançou com o Rei deixando o pequeno com uma dama, alguns trovadores nos deliciaram com suas magníficas histórias e canto, o bobo da corte fez mágica e todos tivemos uma noite agradável. Ao final, o Rei se levantou e Edward junto com ele. Eu tinha Mel no meu colo e ela sorria e brincava a apesar da hora avançada, sentada ainda vi a rainha e seu filho.

– Cullen hoje se torna parte de algo grande. – o Rei disse em alto tom. – Assinei com meu querido Duque hoje o casamento de meu filho. August Fillipe II com Lady Melaine de Cullen, sabendo que essa será uma união que trará para nós benefícios mais do que poderemos entender.

Olhei para todos que sorriam e aplaudiam comemorando a união. A Rainha me olhou e sorriu contente. Mel seria rainha? Olhei para minha menina e ela sorria e batia palmas.

– Cullen é nosso maior aliado, daqui saíram os homens que nos levaram a vitória contra nossos inimigos e daqui sairá a próxima Rainha da Inglaterra, uma Rainha que nos brindará com sua beleza e sabedoria, como sua mãe.

Ele se virou e sorriu para mim, eu fiz uma reverência com a cabeça em respeito e ele sorriu mais amplamente.

– Eu agradeço ao Duque de Cullen e a todos que aqui habitam.

E naquele momento eu entendi quão grande era o futuro de Mel e na época de prosperidade e mais compreensão que entraríamos. As raízes de Mel eram pagãs e eu tinha certeza que ela nunca as negaria, talvez facilitasse mais algumas coisas. Talvez ela fosse uma rainha que surpreendesse com suas atitudes e com sua generosidade. Toquei seu rosto vendo Mel linda e sendo coroada junto com Fellipe, ela tinha os cabelos longos e era feliz, apesar da formalidade eu a vi feliz.

Notas finais
Repararam que temos uma capa nova? Uma leitora linda fez uma capa nova e eu amei, deem uma olhadinha meninas! Bom amores se cuidem e até terça, comentem se quiserem beijos!