Notas iniciais
Depois de dias sem o Nyah... estamos de volta não é meus amores? Eu estou super feliz em poder voltar a postar e minha felicidade é tanta que vou postar um hoje e um amanhã para compensar ok? kkkkkkkkkkkkkkk Meninas que leem Terrible Love, eu sei que tem algumas leitoras que leem, eu estou com meu computador no técnico porque aconteceu um acidente com ele e estão tentando salvar os dados. Por isso, só tenho os capítulos que já estavam na revisão, mas até semana que vem acho que as coisas se acertam meus amores! No demais, bom capítulo!

– Não precisa ficar nervosa. – ele disse fechando a porta.

– Não estou. – era de certa forma verdade – Eu só não sei o que fazer.

Confessei me sentindo uma tola nessa hora. Eu deveria não deveria? Ele se aproximou de mim sorrindo e pegou o terço que estava em minhas mãos.

– Não vai precisar disso.

Então ele guardou o terço em um algum lugar e voltou pegando minha mão. Eu senti um calor desconhecido, um formigamento e meu coração acelerou.

– Venha.

Eu fiquei assustada quando ele nos levou para a cama. Era ali agora que eu iria dormir, com ele. Essa última parte era tão nova para mim quanto qualquer outra coisa ligada ao casamento.

– Me conte um pouco de sua vida na Irlanda.

Aquilo me pegou totalmente de surpresa.

– Você... nós...

– Esqueça um pouco isso. Conte-me como era no Santuário. Havia homens?

– Havia cinco homens para a segurança da Sacerdotisa e outros que não víamos. Eles ficavam mais distantes e não tinham permissão de conversar com a gente, sempre fomos ensinadas a manter respeito e distancia.

– Já teve contato com homens então.

Eu sorri achando engraçado ele achar que eu nunca vi um homem.

– Eu já vi vários homens, éramos chamadas quando alguém próximo ficava doente e isso não quer dizer que só tratávamos de mulheres. Tínhamos que salvar a vida e não desprezávamos ninguém.

– Foi lá que aprendeu a habilidade de mexer com as ervas?

– Sim e com minha mãe, eu ia com ela quando ela tinha alguma coisa.

– Sua mãe largou tudo para ficar com seu pai?

Eu olhei para nossas mãos ainda juntas e senti mais uma vez o calor. E outro sentimento que não sabia descrever, aquecia meu coração, me deixava nervosa e segura ao mesmo tempo. Voltei a me concentrar na pergunta.

– Meu pai era um visitante, minha mãe conta que ele chegou de cavalo e que quando ela o viu o meu rosto apareceu em uma visão. Ela sabia que era aquele homem que ela deveria seguir e amar pelo resto da sua vida.

– Uma visão?

– Minha mãe amou meu pai mais do que a ela mesma, o seguiu sem saber que ele era conselheiro do Rei da Inglaterra e eles enfrentaram diversos desafios. Ela não sabia nada da corte inglesa, as mulheres a desprezavam por ela ser irlandesa e meu pai... Acho que ele passou anos querendo matar metade da corte.

– Você foi criada na corte? – ele perguntou surpreso.

– É claro que fui. – ri com a pergunta. – Sei me comportar como uma verdadeira inglesa quando quero milorde, mas eu amo a Irlanda. É meu lar e quando voltei para lá depois que eles foram mortos eu sabia que viveria ali os melhores anos de minha vida. E foram.

– Você escolheu servir a Deusa.

– Sim, eu já tinha certas habilidades... – olhei cautelosa para ele, mas ele tinha a mesma expressão de antes — mamãe estava me ensinando a desenvolver, mas lá foi algo mágico. A terra exala o poder da Deusa, é seu berço. – eu pensei em como aqui era tão diferente e meu coração se apertou dentro de mim. – Por que há uma sombra em Cullen Edward? Por que há algo que parece uma nuvem cinza e feia que não nos deixa ver o sol a benção maior que a Deusa já nos deu?

Edward pareceu nessa hora um pouco triste demais. Eu não gostei de ver ele assim, queria tirar isso dele.

– Meu pai não foi um bom homem, oprimiu todas essas pessoas que você conhece, nenhuma delas ficava bem. Ele era muito fanático, levou toda a loucura com suas palavras e sermões quase insano.

– Foi derramado sangue inocente. – disse vendo um rio de sangue.

– O que foi? – ele perguntou vendo talvez minha expressão de horror. Eu engoli vendo a visão se afastar de mim. – O que viu?

– Como sabe que vi?

– Você tem... eu... eu só observo. Já é a segunda vez que vejo essa mesma expressão. Você viu algo em nosso casamento... no primeiro eu digo...

– Oh.. – isso me surpreendeu demais. Edward me observava e eu fiquei feliz com isso. Ele me conhecia e eu quis conhecer ele também.

– O que viu? Agora.. o que viu...

– Um rio de sangue. Muito sangue derramado... sangue de inocentes.

–Meu pai matou muita gente acusando de todo tipo de coisa. Eu era muito novo para fazer alguma coisa, mamãe era e sempre será muito submissa as ordens do senhor do castelo. Ela é assim. Foi criada para ser assim. E quando ele morreu, acho que ninguém pranteou por muito tempo. Nos últimos anos ele estava quase a beira da loucura. Cullen nunca mais foi a mesma e talvez por isso Lauren foi tão amada, ela trouxe um ar fresco como a primavera. Mas do nada isso acabou. Ela se foi e com ela a esperança.

– Algo se move em Cullen Edward, algo ruim. Como uma sombra.

– Eu sei. – suspirou cansado. – Não temos como prever qual será seu próximo passo, mas sabemos que há alguém ou até mesmo mais pessoas que não gostam de nós. Que desejam ver a todos nós destruídos.

– Eu sinto muito por Lauren. – falei sincera. Ele me sorriu docemente.

– Eu amei Lauren e queria que entendesse isso. Ela foi uma mulher generosa com um homem imaturo, ela foi paciente com meus defeitos e eu não posso estar mais grato a tudo que se move de divino nesse mundo por tê-la mandado para mim. – ele me olhou fundo nos olhos – Ela me preparou para você. Eu estava te esperando, há anos te espero.

– Oh...

Eu não sabia o que dizer com aquilo, parecia irreal alguém como ele estar esperando alguém errada como eu. Uma irlandesa pagã.

– Estou cansado, vamos deitar.

Ele levantou e começou a tirar suas roupas e eu engoli seco sabendo que tinha chegado a hora de consumar o casamento. O meu casamento. Edward pareceu ver o nervoso em meus olhos e então voltou a sentar do meu lado.

– Não vamos fazer nada hoje.

– O quê? – eu estava mais que surpresa com isso. Homens queriam sempre ir logo para essa parte.

– Eu vou te falar uma coisa. Eu não tenho pressa, eu quero te conquistar e ter sua confiança para entregar seu corpo a mim, quando acontecer estaremos os dois na mesma vontade.

Eu corei um pouco envergonhada. Não iríamos então hoje consumar.

– Eu sei que é virgem e não quero que sua primeira vez seja desagradável...

– Vai doer muito? – perguntei em uma voz baixa e tímida.

– Eu prometo fazer você gostar. – ele deu um sorriso torto.

Eu corei um pouco mais fazendo o rir e comentando que nunca imaginou que eu poderia ter essa habilidade, ele foi trocando de roupa enquanto falava que eu era uma guerreira diante de tantas coisas, mas tímida em relação a ele. E terminou falando que gostava disso. Eu gostei quando ele deitou e disse que gostava mesmo disso. Eu demorei a dormir com ele do meu lado e tive a impressão que ele não estava dormindo quando eu finalmente fechei meus olhos, mas eu consegui dormir bem.

Acordei sozinha e feliz. Eu estava feliz e em alguma hora daquela noite eu podia ter certeza que Edward passou a mão pelos cabelos e esse gesto me fez sorrir feito boba. Levantei e me arrumei da melhor maneira possível, eu quis me arrumar e pus um vestido azul simples que encontrei pendurado. Tinha uma fita dourada que coloquei enquanto fazia minha trança e percebi que além das coisas que já tinham outras foram acrescentadas. Como colares, tiaras para o cabelo e várias fitas e arranjos de cabelos simples. Quando eu abri a porta percebi a movimentação incomum no andar de cima e desci a escada grata por não encontrar Jasper ou Tânia. No grande salão mulheres o arrumavam com afinco e me perguntei o que era aquilo ou para quê era aquilo. Fui até a cozinha procurando Tia Sue e quando entrei todas pararam o que estavam fazendo e recebi uma reverência de cada uma. Eu parei tentando entender o que estava acontecendo olhando para elas e para trás para ver se Lady Esme estava lá.

– Bom dia Lady Isabella. – a cozinheira fez mais uma reverencia.

– Não precisa fazer isso. – disse envergonhada.

– É nossa senhora.

Eu tinha esquecido completamente que a partir daquela festa eu era a senhora do castelo.

– Bom dia menina! Venha tomar café.

– Bom dia tia. – sorri abraçando ela.

– Vamos servir seu café no grande salão. – alguém falou atrás de nós.

– De maneira nenhuma, vou tomar café aqui. Já retiraram tudo, acordei tarde demais.

– Todos nós entendemos o motivo querida.

Eu corei e para não ficar tão constrangida andei até a grande mesa e sentei.

– Não se incomodem, podem continuar com seus afazeres. – falei e a cozinha tomou a vida que merecia, eu amava ver Cullen a todo favor. Mulheres entrando e saindo, conversando entre si e com um ar mais feliz.

– Seu café milady. – uma moça jovem me serviu um café completo e eu comi apenas um pouco.

– Onde está Mel?

– Com Ângela, está fazendo um lindo sol e ela queria que ela ficasse um pouco com as crianças. Mel parece ter gostado da idéia.

Sorri e fui até onde eu sabia que ela estaria eu estava com tantas saudades da minha menina. E vi Ângela rindo com Mel no colo batendo palmas e as crianças correndo ao redor dela. De alguma forma a vida estava retornando aos poucos para Cullen, sorri indo mais rápido para chegar à minha menina. Mel estendeu os braços para mim e quando a peguei senti seu cheiro e a apertei mais forte em mim.

– Bom dia Lady Isabella. – as crianças falaram juntas.

– Bom dia! Já tomaram café?

Elas riram e assentiram. Tinha umas cinco meninas e três meninos.

– Bom dia milady.

– Só Isabella, por favor, Ângela.

– Como está se sentindo?

– Bem. Com saudades dessa menina.

Mel estava passando as mãos pelo meu rosto, desarrumando meu cabelo e me fazendo rir com sua forma de bater palmas. As crianças começaram a correr em nossa volta e ríamos quando elas conseguiam pegar umas as outras, Ângela gritava para alguém correr mais rápido, mas elas sempre conseguiam pegar umas as outras.

– Bom dia Milady. – olhei para trás vendo Edward sorrir e as crianças pararam de correr no mesmo instante. – Não posso me juntar a vocês?

As crianças gritaram e saíram correndo com Edward tentando pegar os danadinhos, logo alguns de nossos moradores vieram ver o que o senhor do castelo estava fazendo e riram quando ele caiu em uma poça com alguns meninos, ele ria e jogava mais lama em cima deles e parecia que o sol naquela hora brilhava mais forte e meu coração batia mais acelerado por Edward de Cullen. Mel começou a bater palmas, soltar gritinhos e bater mais palmas fazendo todos rirem e Edward se levantar em sua direção com um ar brincalhão.

– Então a milady gosta que nos sujemos? – ele perguntou a Mel que ria da expressão dele. – Pronto Milady, venha brincar.

Eu estranhei, mas ele a pegou no colo e sujou a roupa dela fazendo Ângela suspirar de desgosto. Mel adorou estar envolvida na brincadeira, Edward correu um pouco com ela no colo e sorria quando ela sujava mais as mãos nas roupas dele e passava nos cabelos. Todos nós estávamos parados admirando a cena e rindo quando ele se fazia de ofendido por ela estar sujando mais ele.

– Ela precisa de banho, acho que já estava suja o suficiente. – falei.

– Verdade, vamos Mel.

Em vez de voltar para o castelo Edward a levou para longe fazendo Ângela correr para o outro lado e eu acompanhei Edward enquanto todos voltavam para seus afazeres, precisei correr para alcançar ele e só depois ver o lago que estava escondido por alguma vegetação.

– O que... Cuidado Edward...

Ele sorria e tirava as roupas de Mel com habilidade. Ela só sabia sorrir e esperar para ver o que ele iria fazer, eu queria gritar para ele soltar ela e me devolver para dar um banho em algum lugar dentro do castelo.

– Ela vai ficar bem... as crianças de Cullen tomam banho aqui há séculos e nunca lhes aconteceu nada.

– Eu...

– Venha, não tenha medo.

Ele entrou na água com roupa e tudo e ela batia suas mãos na água se divertindo com aquela nova descoberta. Edward tinha habilidade, ele segurou bem ela com uma mão junto a si, depois molhou sua cabeça gentilmente e ela fazia sons que o faziam rir e foi lavando ela todinha e brincando. Eu estava admirando aquilo quando Ângela chegou com algumas coisas na mão e as jogou no chão.

– Senhor, acho que Melanie já teve o seu banho. – ela sugeriu e Edward prontamente atendeu. Ele saiu todo molhado e ela pegou Mel e envolvendo em uma toalha grossa secando seus cabelos com uma grande habilidade.

– Obrigado Ângela. – agradeci e ela sorriu para mim. Eu nunca teria pensando nisso na rapidez que ela pensou.

– Tem mais toalhas senhor.

Edward pegou as toalhas que estavam no chão e se enxugou. Nessa hora olhei para trás vendo Ângela entrar no castelo com Mel e vi todos sorrindo para nós. Cullen estava feliz, estava muito feliz eu devo dizer.

Notas finais
Notas da revisora: Oh gente, não teve a noite, mas teve a noite entendem? Rsrsrsrs Ele foi perfeito e respeitador como sempre, e um amorzinho né falando que estava esperando por ela, ai tem coisa minha gente pode esperar. Eu to! Hahaha Gente ele brincando de lama vem Ed, que eu lavo você inteirinho. O.o Até meninas