O tear do Destino

1 Capítulo 1 Uma Swan


Notas iniciais
Bom meninas eu espero que embarquem comigo em mais uma história. Eu estava esperando terminar O piano para postar essa, já estou escrevendo ela há um tempo e para todas as minhas leitoras - novas e antigas - eu espero que gostem, perdoem algumas falhas literárias. Minha primeira de época, tentarei soar coerente, mas não esperem perfeição. O tear é uma mistura de aventura e mistério, nossa Bella e Edward são um pouco diferentes e o mundo deles também.

Bom meus amores, eu espero que gostem!

Olhei o cesto pela milésima vez desde que comecei a jornada. Eu podia perceber como os cavalos estavam cansados e como o padre James fazia um esforço para continuarmos, segundo ele estávamos perto demais para parar. E quando saímos da estrada para floresta eu vi o castelo ao longe. O castelo Cullen era conhecido por toda Inglaterra, suas terras férteis e seus cavaleiros legendários com suas histórias que embalavam os sonhos infantis de pequenos garotos que sonhavam com armaduras, guerras e proteger o reino das garras dos bárbaros.

- Olhe querida, sua tia deve ter avisado alguém. O castelo ainda está a todo vapor.

Padre James era um senhor bondoso que passando pela cidade onde eu morava aceitou me levar para o castelo, na verdade esse era o caminho dele, segundo ele tinha missas para fazer, batizados a realizar e confissões a ouvir nessas terras. Olhei novamente o cesto e conferi novamente se ela estava bem coberta, padre James olhou juntamente comigo sorrindo.

- Precisamos batizar essa pequena. Ela é forte e determinada. – sorri para minha pequena sabendo que sim. Ela era uma guerreira celta.

- Assim que chegarmos pode fazer isso.

- Isabella, não vai mesmo me contar quem é o pai? Sabe, eu sou um padre...

- Não tinha percebido. – ele soltou uma gargalhada alta e ela mexeu no cesto, mas não acordou. Queria falar algumas coisas para ele, só que ele era um homem de Deus afinal de contas.

- Você tem um gênio muito bom, vai se dar bem com a castelã.

- Espero que ela não me expulse. – mordi os lábios nervosa. Minha tia só tinha falado que as portas estavam abertas na sua última visita, isso foi antes dela casar e começar a trabalhar no castelo. Eu não a via há uns cinco anos e ela não sabia nem de metade do que havia acontecido conosco nesses últimos anos.

- Lady Esme nunca faria isso. Ela é um anjo em forma de mulher.

Fomos interrompidos por um grupo de cavaleiros que se aproximaram a cavalo com tochas. Temi por nossa segurança e segurei mais firme o cesto. Padre James parou a carroça em que estávamos e sorriu.

- Jacob Black quando vamos ter aquela conversinha.

Eu abaixei a cabeça puxando a capa preta deixei que isso escondesse meu rosto. O homem riu e depois deu ordens para que eles nos acompanhassem com segurança até o castelo.

- O senhor não acha muito ruim viajar ao entardecer? O sol se pôs há um par de horas.

- Deus viaja comigo Jacob e espero mesmo que sua fé esteja maior do que está me mostrando, se não teremos uma longa conversa.

- O senhor...

- ABRAM OS PORTÕES.

O grito acordou minha menina. Ela chorou buscando conforto.

- Estou aqui... shi...

Ela abriu seus olhos lindos e fez o bico lindo.

- Eu sei que está com sono pequena... mas estamos chegando... – tentei soar o mais baixo possível, mas fui ouvida.

- Não disse que traria tanta companhia. – outra voz. Eu não ousei levantar meu rosto. Peguei uma pequena boneca e entreguei a minha menina e ela pareceu se distrair.

- Estou viajando muito bem acompanhado. Sue ainda está aqui não?

- Claro! Quem nos alimentaria? – Eu reconheci a voz de Jacob, mas a outra voz me pareceu estranha. Desconfiada demais.

Entramos pelos portões e eu pude ver a grandeza do castelo muito bem cuidado. Os brasões dos Cullen bordados e as tochas iluminaram tudo deixando-os ainda mais vivos aos olhos. O padre parou os cavalos com apenas um puxão e eu respirei aliviada. Tínhamos chegado. Me deu vontade de chorar de tanta emoção. Acabou. Acabou. Os homens desceram do cavalo e o padre assim que desceu veio me ajudar, ele se ofereceu a pegar o cesto, mas ela era minha responsabilidade e com muito cuidado eu desci deixando ela bem confortável.

- Quem é a senhora que o acompanha? – a voz desconfiada.

- Se acalme Jasper Cullen, essa é Isabella Swan, filha de Charlie Swame Renné Swan.

- Swan? que faz aqui na Inglaterra?

- Ela está vindo ver sua tia Sue.

- Sue não é uma Swan – ele disse aquilo com muita convicção.

- Não, ela é uma Cullen porque casou com um primo distante seu e por isso trabalha aqui. Todos conhecemos a história. Estamos cansados demais para ficar respondendo interrogatórios.

- Esse criança é uma Swan – ele se dirigiu a mim. E eu tive raiva pela forma como ele pronunciava meu sobrenome com nojo e desprezo levantei a cabeça e o olhei.

- Essa criança é minha, é uma Swan não temos do que nos envergonhar milorde.

Ele cuspiu no chão e eu fechei meus olhando lembrando de onde estava agora.

- Seu pai morreu por traição a coroa. Sua mãe era uma bruxa!

- Guardiã da Deusa! – gritei.

- Bruxa! E você deve ser igual! Não a quero aqui Isabella! Não suje minhas terras com seu sangue imundo.

Aquilo doeu. O passado sempre estaria ali. Nos acusando. Eu tinha apenas dez anos quando isso aconteceu e ainda pagava pelos pecados deles. Eu segurei o choro sabendo que isso não solucionaria nada. Agarrei o cesto com minhas forças e olhei para o padre James.

- Obrigada por tudo padre, sigo sozinha daqui.

Eu sabia que ele esperava que eu tomasse a benção, mas eu não faria isso e ele sabia muito bem os motivos. E me virei para os portões que tinha acabado de entrar. Não dei dois passos, um homem forte se colocou na minha frente.

- Muito cristão da sua parte cavaleiro Jasper de Cullen, é noite e ela esta com uma criança. Bruxa ou não é nosso senhor e lorde quem deve decidir fazer com ela. Não temos autoridade para expulsar ou aceitar ninguém em Cullen.

- Belas palavras Jacob Black. – Padre James bateu palmas e isso ecoou pelo pátio. -pregarei um bom sermão sobre amor cristão amanhã na missa que celebrarei e espero que o senhor esteja presente Jasper Cullen.

Eu vi o ar contrariado do guerreiro. Ele segurou a espada com força e foi embora. Eu não respirei aliviada, se o senhor do castelo fosse tão ruim quanto Jasper eu estaria fora do castelo assim que ele ouvisse meu nome.

- Vamos criança, sua tia deve estar esperando notícias e essa menina precisa comer alguma coisa. A cozinha é sempre quente e o fogo dela nunca se apaga.

Ele pegou em meu braço e foi me guiando pelo pátio grande para uma porta que estava aberta e saía uma luz forte. Eu ainda era e sempre seria filha de um traidor e de uma bruxa. Bruxa era algo questionável demais, o que era bruxaria para esses cristões? O que não era? Perguntas que ficaram para depois quando encontrei minha tia mexendo uma grande panela. Ela parou imediatamente e veio ao meu encontro, todos pararam seus afazeres para nos olhar.

- Deus seja louvado! Você chegou! – minha tia veio correndo até mim.

- Como sabe que viria?

Ela me abraçou e disse baixo em meu ouvido.

- Eu sabia querida. Quando ela morreu, eu soube que viria.

- Você viu?

- Claro como o dia.

Era algo bom e ruim nossas ligações. Era uma benção quando estávamos bem, mas ruim quando algo não ia como o esperado. O coração apertava, as lágrima desciam e nem sempre sabíamos os motivos na mesma hora. Era algo que as mulheres Swan tinham que se acostumar. Eu nunca me acostumaria com isso, nunca, de forma alguma.

- Deixe-me conhecer...

Ela pegou o cesto e levou a grande mesa. Eu tirei minha capa grossa sabendo que aquilo seria longo.

- Uma menina... uma linda menina Isabella.

Sorri e vi as outras mulheres ficarem agitadas.

- Tem seus olhos querida! – Sue se deixou chorar. Os olhos eram na verdade de meu avô. Eu tinha herdado e ela também. – Isso é simplesmente vida querida. Qual o nome? Diga Isabella que essa menina tem um nome.

- Mel.

- Só isso? – ela me olhou sabendo que viria mais.

- Melanie. Mas é Mel tia. Só Mel.

- Oh... que nome precioso. – ela pegou Mel e levantou. – Que sua vida seja doce como é o mel. Fértil e forte como as abelhas que os produzem.

Eu sabia que para as outras mulheres aquelas eram apenas palavras, mas Sue era a mulher mais velha de nossa família. Ela estava abençoando Melanie segundo as crenças que tínhamos guardado a sete chaves. Mel sorriu e Sue entendeu que tinha que parar, levou minha menina para mais perto do fogo e eu sentei em um banco sentindo a calma. Olhei para o fogo que esquentava a panela e vi. Tinham mudanças vinham na minha vida e de Mel. Quando o fogo diminuiu a sensação continuou e eu não sabia o que fazer. Mudanças traziam guerras, obstáculos e muitas lutas pequenas. No meio do fogo eu vi olhos verdes me encarando. Eles me sondavam como se procurassem algo mais em mim e um vento frio entrou pela cozinha. Eu sabia que naqueles olhos vinham muitas mudanças e lutas.

Notas finais
Bom meninas eu espero ler o que acharam... muitas coisa vão acontecer e conto com vocês nessa jornada minhas lindas!