O tear do Destino

31 A senhora do castelo


Notas iniciais
Meninas desculpa mesmo a demora, mas estava escrevendo mais capítulos e segurei um pouco esse. Eu quero pedir desculpas desde já pelos erros, mas estou com probleminhas na hora de revisar, eu fiz o melhor que pude, mas sempre passa alguma coisa. Obrigada pelos comentários e recomendações, me deixaram super feliz. Quem bom meninas que estão gostando!

– Você tem certeza que isso é seguro? – Lady Esme perguntou segurando Mel que estava comendo um pedaço de pão e determinada a comer ele. Eu podia ver como Lady Rose e Lady Alice estavam empolgadas. Olhei para o alvo e apontei com a flecha mirando bem no centro.

– Você acha que vamos conseguir? – Lady Alice perguntou e eu me virei abaixando o arco e a flecha.

– Eu aprendi assim que cheguei no Templo, precisa de prática, mas se alguém chegar muito perto de vocês peguem a flecha na aljava e acertem ele. Se vierem correndo isso os pegará de surpresa.

–Isso me pegará de surpresa! – exclamou Lady Alice nos fazendo rir. Me voltei para o alvo e sem muito esforço acertei o meio. Sorri para isso, fazia tanto tempo que não treinava, mas continuava boa.

– Sua vez Lady Rose.

Eu passei o arco e a flecha para ela.

– Segure firme. – ajudei ela a se posicionar. – Sinta o vento.

– Isso é importante?

– A flecha pode ir mais para a esquerda ou para direita. Veja da onde vem o vento e faça com que ele aja a seu favor e não contra. Se errar pode significar que te matarão.

– Por Deus! – Lady Alice gritou e eu sorri para ela e Lady Esme que segurava Mel calma.

– Se não acertar da primeira vez e ele vir correndo, é nessa hora que eu pego a flecha e acerto ele?

– Muito bem! Não tente mirar novamente, deixe ele chegar bem perto, desvie da espada e o acerte.

– Pretendo acertar o desgraçado com certeza.

Lady Esme riu atrás de nós e ajudei Lady Rose dando mais instruções quanto a seus pés e braços. Ela parecia determinada a acertar mesmo o alvo e não bastou mais que duas tentativas para mirar certo e entender como fazer para ela mirar no centro. Quando Lady Alice bateu palmas animada Mel gargalhou e bateu palmas também.

– Teremos mais uma guerreira pela frente. – Lady Esme comentou e eu sorri para Mel. Todas as servas da Deusa eram guerreiras, aprendíamos a nos defender e manter as coisas em ordem.

– Santo Deus! – Jasper exclamou se aproximando com Edward e Emmett. – Não acreditei quando Sam e Jacob vieram nos contar que estavam aqui.

Sorri vendo Edward quase correr para o meu lado.

– Largue isso Rose, vai se machucar.

– Não vou querido... olhe...

Ela apontou para o alvo e mirou. Uma flecha indo direto para o centro.

– Parabéns! – gritei e Edward ainda olhava sem entender.

– O que você está fazendo aqui? – perguntou sério.

– Ensinando.

– E desde quando você sabe usar isso?

– Desde sempre.

Peguei a aljava, coloquei atrás de mim. O arco e a flecha e mirei no centro.

– Ela acertou! – Jasper gritou.

– E se não acertamos de primeira é para tirar uma flecha, desviarmos da espada e acertar o adversário por trás.

Quando Lady Alice terminou os três homens nos encaravam assustados.

– Amanhã vamos aprender a usar a adaga. – Lady Rose falou e eu gemi imaginando a explosão.

– Por Deus Isabella o que está fazendo?

– Edward elas precisam aprender a se defender!

– De quem?

– De todos!

– Você está grávida!

– Eu sei.

– Tem Mel!

– Eu sei.

– E como pretende se defender com isso? – apontou para o arco e a flecha.

– Para isso estou aqui querido, não tenho mais idade para segurar nem uma adaga.

– Não acredito que concordou com isso mãe. – Edward disse frustrado e Mel reclamou sua atenção com gritinhos. Edward pareceu esquecer de tudo e foi até ela beijando sua testa e a pegando no colo – Pelo visto temos mais uma guerreira celta aqui.

Mel bagunçou os cabelos de Edward sorridente.

– Rose onde está nosso filho?

– Com Ângela, estão tomando sol no lago.

Jasper beijou Lady Alice a deixando envergonhada.

– Eu acho que gosto mais da ideia da adaga. – Lady Alice confessou.

– Pode ter uma, para colocar na cintura. – Jasper não resistia a esposa. – Uma pequena e vou pedir uma proteção de couro para não termos acidentes. Nos avise quando tentarem isso de novo.

Edward me olhou sério.

– Você poderia ter se machucado. Já ficou de cama por duas semanas Isabella.

– Eu sei... mas isso não é pesado e eu sei usar.

Olhei Emmett ensinando a Rose e sorri para ele vitoriosa.

– Mulheres Cullen precisam ser fortes e defender seu castelo e sua honra querido. – Lady Esme falou nos apoiando.

– Mamãe... você também ia aprender isso?

– Já disse que não tenho mais idade... mas isso não quer dizer que não saiba usar. – ela sorriu e foi andando de volta para o castelo nos deixando impressionados com sua fala. Lady Esme era uma caixa de surpresa.

Por fim, todos aceitaram nossa determinação e com ajuda deles conseguimos aprender mais rápido. Lady Alice era boa com a adaga, suas mãos delicadas pareciam inofensivas, mas eram ágeis e ela tinha um bom movimento. Quando chegamos no salão a refeição já estava sendo servida e eu tinha que confessar que nossas roupas já tinham visto dias melhores. Estávamos sujas de lama e de poeira e só lavamos as mãos para comer.

– Não acredito que as senhoras andem dessa forma. – Lady Tânia comentou próximo de nós. Olhei ao redor e vi Lady Esme dando comida para Mel em seu lugar e fiquei despreocupada com minha menina. – Como vamos receber o Rei? Se são as empregadas que se sentam a mesa?

– Nossas senhoras são o quê? – Emmett perguntou furioso? – Levante-se Lady Tânia e coma em seu quarto. Não aceito que tratem minha mulher dessa forma e muito menos a senhora desse castelo. Sua senhora.

– Ela não é minha senhora! – Lady Tânia se levantou em fúria – Ela é uma bruxa irlandesa que está fazendo todos em Cullen gostarem dela com suas bruxarias. Se perguntaram por que as galinhas aparecem mortas? Ou os porcos são achados sem tripas? Tudo isso o Rei saberá.

Estávamos há dias com problemas desse tipo. Edward tentou remediar a situação culpando raposas famintas que habitavam no bosque. Colocou guardas e cães, mas quando as galinhas pararam de morrer, os porcos apareceram abertos e expostos. Eu sabia que para Cullen não havia nada demais, mas se o Rei viria com sua comitiva e ouvisse aquilo com algum padre mais determinado eu iria para a fogueira rapidamente.

Edward se levantou calmamente e fez sinal para dois guardas que se aproximaram rapidamente.

– Perdi minha cordialidade com você Lady Tânia, se Isabella não é sua senhora eu não sou seu senhor e isso nos torna inimigos. Eles vão acompanhar você para seu quarto e assim que o Rei chegar saberá o que fazer com uma dama tão rebelde. Eu mesmo vou sugerir que a tranque em um convento onde estará mais próxima de Deus e longe da minha senhora irlandesa.Não acredito que Deus fique satisfeito com suas palavras a respeito de alguém, ele mesmo nos mandou amar e divulgar o seu amor para que os que não O conhecessem, saberem Dele. Não vejo amor em suas atitudes e sim acusações, muitas delas.

Os guardas acompanharam Lady Tânia aos gritos e berros. Eu achava que ela já estava a beira da loucura, mas não poderia afirmar isso. Todos voltaram a comer e Edward mandou tocarem uma música animada, mulheres e crianças começaram a dançar e o episódio com Lady Tânia foi esquecido por completo.

– O Rei chega daqui a dois dias. – Edward falou em meu ouvido.

– Ele chegaria daqui a uma semana.

– Sim, mas quando nossos soldados chegaram ele não viu mais razão para esperar. Um mensageiro foi enviado para que nos preparassem, estávamos com ele quando Sam e Jacob nos avisaram que estavam no pátio treinando. Independente do que ele decidir nós vamos ficar juntos.

– Eu sei. – falei baixo.

Notas finais
Preparadas ara a chegada do Rei? Com medo dele? Eu estou aqui roendo as unhas!