Notas iniciais
Preciso fazer uma retratação. Quando eu estava ainda no primeiro capítulo da fiction, a DCM - autora e amiga minha aqui do site - fez bravamente um trailer. Eu digo bravamente porque ela não fazia a mínima de como fazer isso. Meninas eu nunca postei o trailer da fiction para vocês verem, QUE VERGONHA, e ela agora quer ler a segunda fase e disse: só leio se colocar aquilo kkkkkkkkkkkkkkkkk Eu queria só explicar que o trailer foi feito com base no roteiro original, algumas coisas mudaram, mas ele está seguindo bem a base do que eu queria. Desculpa DCM! Podse comentar TODOS os capítulos agora kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk http://www.youtube.com/watch?v=t60Vvih5SUo Eu vou responder um comentários aqui meninas: minha linda, eu não acredito em reencarnação, mas respeito as crenças de cada um. Eu acredito que a história pode nos fazer aprender a confiar mais no que acreditamos. Se você acredita em reencarnação pode sim pensar que ela é uma reencarnação, eu dou margem para isso. Eu amo ver o ponto de vista de meus leitoras, muitos até mesmo me dão ideias e caminhos que nem eu tinha pensando, esse Duque moderno vai aprender muito com uma historiadora curiosa e vão se curar de tantas feridas. Espero ter esclarecido melhor as coisas. Beijos minhas lindas!

Eu fiquei longe de Edward e sua duquesa aborrecida por dois dias. As desculpas para não almoçarmos juntos ou até mesmo não nos esbarramos eram tantas que Carlisle já trazia minha janta no quarto sem eu precisar pedir que ele gentilmente avisasse ao Duque que devido ao meu trabalho eu estava cansada demais. A biblioteca e seus arquivos me prendiam o dia todo. Eu achei cartas do Rei, de todas as épocas, fiquei fascinada com a influência que eles exerceram. Por todo lugar tinha conselhos e advertências, eu ficava ainda mais feliz quando encontrava além de cartas do Rei, cartas de Cullen. Muitas estavam em estado ruim, mas eu conseguiria com tempo decifrar.

– Encontrou mais alguma coisa? – eu dei um pulo quando vi Edward parado na porta. Ele estava tão lindo e completamente casual.

– Sim... muitas aliás.

Ele entrou e sentou na frente. Tinha uma mesa entre nós e mesmo assim eu tinha medo de mim, eu tinha medo dele ou de nós. Afastei isso da minha mente e me concentrei na figura dele.

– Está mais arrumado. Como está fazendo a seleção?

– Por época, cartas e outros documentos. Achei o livro do castelo.

– Era só me pedir... – ele falou divertido. – E sim senhorita Swan eu conheço cada livro, meu pai e eu arrumávamos isso anualmente, ele não gostava de empregados aqui. Falava que muitas dessas informações eram só nossas.

– O que tanto vocês escondem?

Ele riu misterioso. Carlisle entrou com uma bandeja cheia de coisas e eu afastei os papéis e várias anotações da frente. Quando Edward se levantou e me ajudou nossas mãos se esbarraram, por alguns segundos aquela corrente elétrica percorreu meu corpo, eu queria dizer que não vi o olhar surpreso de Edward, mas eu vi. Ele sentiu.

– Tenham uma boa tarde.

Carlisle saiu e eu e Edward continuamos nos olhando sem falar nada.

– Mel ou açúcar? – ele perguntou indo em direção a bandeja.

– Mel, por favor.

Eu sentei ainda tonta com aquilo. Meu coração não diminuía seus batimentos e eu toquei no lugar em que ele acidentalmente tocou ainda com aquele formigamento. Ele é casado. Ele é casado. Um nobre.

– Também gosto com Mel.

Passamos um momento agradável, eu percebi com ele falando um pouco de seus pais e de seu enorme carinho pelo irmão que eu senti falta dele e que queria muito mais tempo, o que me fez querer jantar com ele naquela noite com ele. Era uma completa loucura e eu podia ver Jacob sentado me avisando que eu não estava indo na direção que ele tinha me ensinado a ir.

“ – Se um dia eu não voltar, conheça alguém e se case com ele. Tenham filhos, outros filhos, caso o nosso nasça. Escolha alguém digno de você, que a faça suspirar como você faz comigo e que admire seu sorriso.

– Meu sorriso? – achei engraçado aquilo.

– Se ele admirar seu sorriso o seu mundo girará em torno dele e ele nunca a faria sofrer.”

E eu queria chorar pensando em tudo que a guerra nos tirou.

– Eu bati e ninguém atendeu. – olhei para trás e vi Edward.

– Eu... estava...

Lembrei do cordão que não conseguia colocar e dei os ombros.

– Quer ajuda?

Se afaste de mim eu gemi internamente. Ele estava do meu lado e sorriu.

– Vire-se.

Entreguei o cordão simples de ouro que minha mãe tinha me dado de natal. Ele colocou assim que prendi meus cabelos com as mãos e os choques percorreram meu corpo. Eu senti seus dedos passarem por minhas costas levemente.

– Você é muito bonita... – era um sussurro. Soltei meus cabelos e me virei tímida. Ele tinha me elogiado.

– Obrigada.

Nós descemos em completo silêncio e a mesa estava diferente. Mais aconchegante menos formal. Nossos lugares um do lado outro. Ele sempre sentava no assento principal.

– Sua esposa...

– Londres, resolvendo algumas coisas do baile. – ele me ajudou a sentar e sentou-se. – Fizeram um cozido temperado com ervas, eu espero que goste.

Não vinha ninguém nos servir, Edward mesmo nos serviu com muita habilidade. Tinha um suco de uva e eu sorris quando ele se serviu dele também.

– Mandei trazer esse suco de uma das minhas vinícolas, é raro. Por que você não bebe?

Eu ainda estava absorvendo a informação das vinícolas.

– Uma promessa. Jacob sempre bebeu demais na adolescência e uma vez eu bebi com ele e uns amigos. Nós batemos o carro na volta e... eu fiquei dois meses no hospital. Meu pai enlouqueceu e eu prometi que nunca mais beberia.

– Jacob estava no carro?

– Sim, e parou de beber. Nós tivemos disso o pior pode acreditar. Então começamos a fazer esportes radicais. – sorri lembrando dele e da necessidade de adrenalina.

– Não imagino você fazendo isso. – ele disse divertido.

– Não mesmo! Ele que fazia e eu ia junto para aproveitas as desculpas para irmos a qualquer lugar isolado.

– Bem pensando. – ele riu. – Lindo o cordão.

Coloquei minhas mãos nele.

– Minha mãe me deu de natal.

– Ela mora com você? – ele estava realmente interessado? Não conseguia acreditar naquilo.

– Ela mora com seu namorado Phill. Nos falamos uma vez por semana, assim como faço com meu pai.

– Eles devem estar orgulhosos de ter uma filha como você.

Eu comi um pouco e percebi como aquilo estava gostoso.

– Sim, eles sempre falam isso. Mas o fato de nenhum dos dois terem feito faculdade para me criar e ficarem juntos até onde conseguiram para não ter problemas com custódia e madrastas ou padrastos me deixa ainda mais orgulhosa deles. No final, mesmo sendo diferentes, eles conseguiram.

– Quando eles se separaram?

– Quando eu entrei para a faculdade. Já estava casada com Jacob e não posso me dizer que me pegou de surpresa. Minha mãe já tinha avisado que iria se mudar quando me casei. Um tempo depois Phill surgiu na vida dela e desde então estão juntos.

– Ela e seu pai se dão bem?

Ele comia e bebia o suco com tanta naturalidade. Eu queria ficar calada e admirar mais.

– Sim, se encontram de tempos em tempos. Estavam comigo na momento em que eu recebi a notícia. Havia rumores que eu estava grávida... – relembrar aquilo era doloroso. – Me confundiram com uma outra esposa, quando Jacob morreu, papai recebeu a notícia primeiro porque tinha um amigo que o filho estava no agrupamento de Jacob. Mamãe voou de noite para me encontrar e quando eles chegaram eu estava com meu pai e minha mãe... – as lágrimas traiçoeiras desceram e eu enxuguei o mais rápido possível.

– Eu sinto muitíssimo a sua perda. – ele falou demonstrando que sentia cada palavra.

– É estranho não é? A gente acorda pensando em falar alguma coisa, ligar ou até mesmo acredita nas maiores loucuras para não aceitar que a pessoa nunca mais vai falar, dar um conselho ou até brigar. Eu sinto falta das brigas, isso é normal?

– Meus pais batiam em mim e Emmett quando éramos pequenos, eu achava abusivo e desnecessário. Meus avós e eles brigavam por causa disso por anos, mas mamãe era firme. Ela deu a luz e ela educava. – Edward estava perdido nas próprias lembranças – Mas hoje eu aço que eles fizeram o certo, hoje eu acho que mamãe foi a melhor mãe do mundo e que papai era um herói. Ela ligava todo dia no mesmo horário para mim, uma forma de não querer atrapalhar minha vida, eu já não morava com eles há alguns anos estudando. E quando chega seis horas eu ainda olho para o celular esperando.

– Isso é horrível.

– Fecha tão devagar não é mesmo? Vai passando um pouco cada ano, mas mesmo assim doi.

Com esse comentário nós mudamos de assunto. Ele me contou da infância e de suas experiências e eu sorri encantada com as travessuras dele e do irmão. A não necessidade dele ser o Duque fez dele muito mais livre que o irmão, mas mesmo assim era um Cullen e tinham pessoas que esperavam coisas dele.

Um Duque e uma plebéia sentados a mesa rindo e a imagem do quadro me veio a mente, toda noite antes de dormir eu a via como se eu e ele tivéssemos alguma coisa em comum. Elisabete.

Notas finais
Então meninas o que acharam desse.. encontro? Isso foi um encontro?