Notas iniciais
Eu estou super agradecida pelos comentários e resolvi adiantar a postagem meus amores!!!! S[abado com certeza tem mais! Respondendo a perguntas 1- Ela não descobriu nada sobre os nomes porque eles estão em um inglês arcaico, ou seja, não se escreve da mesma maneira. Assim como as palavras os nomes são escritos de outra forma dependendo do tempo e da região. Pesquisa assim na internet: origem do nome e coloca o nome que você quer, vai ser interessante. Se não quiser spoiler, não faça isso, na minha opinião perde a graça totalmente. 2-Ela não é parente ou descente de ninguém amores, o sobrenome dela é apesar de tudo muito comum nos Estados Unidos como também Smith, é como nosso Silva aqui. Muitas partes dos Estados Unidos foram colônias inglesas que sofreram uma influencia enorme em relação a cultura e a nomes ingleses, mais do que outras regiões. Ou seja, mesmo depois de tantos anos ainda temos essa influencia muito forte em determinadas regiões e até mesmo na história de alguns lugares. Podemos dizer que é coincidência ok??? Espero que gostem do capítulo meus amores!

Eu não iria me arrumar mais para uma visita a propriedade, isso não fazia nenhum sentido. Me olhei no espelho pela milésima vez e respirei fundo saindo do quarto. Uma calça jeans, uma blusa de mangas e um casaco grosso já que hoje ventava. Perfeito.

– Bom dia senhorita Swam.

Sorri para Carlisle que me encontrou no final da escada, os empregados se movimentavam rapidamente e eu associei ao fato do Duque estar no castelo essa agitação incomum.

– Bom dia Carlisle. Estou muito atrasada? Hoje acho que perdi um pouco a hora.

– O Duque e sua esposa estão tomando café ainda.

Eu agradeci indo até a enorme sala, Edward e sua esposa tomavam café lendo o jornal e em silêncio. Eu sentei na frente de Tânia cumprimentando ela e Edward.

– Bom dia senhorita Swan, espero que tenha dormido bem. – Tânia não me olhou, mas Edward abaixou o jornal e colocou ele de lado se servindo de mais café enquanto eu pegava um suco e tentava não fazer careta para a voz de Tânia que hoje parecia ainda mais irritante.

– Dormi muito bem. Obrigada.

– Tenho que ir a Londres hoje resolver alguns problemas. – ela fez uma cara muito feia para Edward. – Desista dessa idéia querido, por favor.

Eu tomei o suco olhando ele ignorar ela completamente.

– Já disse o que eu quero.

– Já enviamos metade dos convites, isso teria que ser revisto. – ela estava só um pouco mais exaltada agora e então o olhar gélido de Edward a fez calar.

– O baile será aqui. E na próxima semana.

Eu ainda estaria aqui. Olhei um pouco receosa para Edward.

– Está convidada senhorita Swam, falaremos de suas descobertas e acho que meus tios ficarão interessados em seu trabalho.

Perdi a fome de repente. Coloquei o copo de suco na mesa.

– Eu... não precisa... eu posso ficar...

– Escondida em seu quarto? – Tânia falou achando aquilo divertido. – Não terá outra oportunidade de estar entre a alta sociedade novamente senhorita Swan.

– Isso realmente não é um convite atrativo. – falei sincera.

– Somente suas pesquisas. Meu pai costumava dizer que mulheres não deveriam...

– Se já terminou podemos ir senhorita Swan.

Edward se levantou altivo e eu levantei com ele.

– Tenha um bom dia Tânia.

Falando isso ele apenas saiu e eu o acompanhei até a garagem. Entramos no jipe que já tinha andado com Carlisle e eu vi a manta e uma cesta grande no banco de trás.

– Eu não acho que eu deva participar disso.

Eu falei enquanto Edward ligava o carro e saía da garagem. Até aquele momento eu não tinha reparado nos outros carros, de todas as épocas e estilos. Ele ignorou minha fala até estarmos em movimento em uma estrada.

– Eu a convidei, seria um pouco rude rejeitar não acha?

Esfreguei minhas mãos nervosa uma na outra.

– Nunca fui a um evento desse. Não acho que saberia o que fazer...

– É um baile que arrecada dinheiro para a fundação Cullen, nós ajudamos em pesquisas em doenças como AIDS. Nós também promovemos vários eventos de conscientização a sexo seguro e tudo mais, uma boa causa.

– Que eu não posso ajudar. – falei sincera.

– Sua presença ajudará. – ele disse sorrindo.

– Quanto eles pagaram para estar no baile?

– Olhe.

Edward apontou para uma vila que tinha a nossa frente. Ela era linda, enquanto o jipe percorria a vila eu observava as construções, antigas, muito antigas. Todos cumprimentavam Edward de maneira formal.

– Venha, tem uma igreja linda aqui.

E então ele parou o jipe na entrada e entramos. A construção era claramente medieval e enquanto entrávamos eu me perguntava como Cullen cristã tinha tantos elementos pagões? O padre veio nos cumprimentar e mostrou para Edward a nova reforma que aparentemente ele tinha financiado.

– Vocês guardam registros aqui de nascimento, casamento e batismo? – perguntei interrompendo a conversa.

– Sim, mas os Cullen tem sua própria Igreja. – Edward respondeu e voltou sua atenção para o padre. Continuei andando e olhando, apesar da reforma e das muitas outras que imaginei os elementos básicos dela me encaminhavam para uma época medieval. – Linda não é mesmo?

– Nunca vi a Igreja de Cullen.

Ele sorriu e acompanhei ele para fora entrando no carro com sua ajuda.

– Carlisle disse que você não sai da biblioteca, o máximo que fez foi até ir o Templo.

– Templo? Você sabe quem o construiu?

Ele sorriu.

– Um Duque para sua esposa. É o que meu pai e meu avô diziam. A história de amor entre um cristão e uma pagã. É como uma história contada para dormir, eu e meu irmão ouvíamos ela sempre. Um Duque aceita uma pagã como esposa e ela o transforma.

Ele disse aquilo com um distanciamento e uma frieza muito grande, mas tinha algo nos seus olhos que o traiam. Cullen em algum momento foi mais pagã do cristã e eu poderia quase afirmar isso.

– Você acha mesmo que isso é uma história sem nenhum compromisso com a verdade? Uma das rainhas era uma Cullen!

– Lady Melaine, a bondosa. Ela foi uma Cullen, depois adotou o nome da dinastia governante.

– Por que nunca deixaram ninguém estudar sua história? Ela está totalmente ligada a história da Inglaterra.

Nunca ninguém estudou Cullen além deles mesmo. A Rainha Vitória e o Príncipe Albert tentaram, pelo bem da história inglesa e o máximo que conseguiram foram alguns dados acrescentados à livros de história. Cullen como sua história era um mistério, pelo menos para o mundo exterior. Edward dirigia agora para uma área mais afastada, claramente mais deserta.

– Cullen tem registros de tudo que aconteceu, coisas importantes demais que mudaram o rumo das coisas como todos a conhecem. Não se pode simplesmente dizer que Lauren, a primeira esposa de um Duque, era uma pagã e seu casamento permitiu uma flexibilidade nas crenças de Cullen.

– Deus isso é verdade? – o olhei assustada.

Ele apenas me olhou e senti aquela sensação excitante da descoberta.

– Por que Roma nunca nos dominou completamente? Por que aqui diferente de outros países não abaixamos a cabeça para tudo que eles queriam?

– Porque seu Rei é também o Sacerdote. – falei e ele gargalhou dirigindo. Nunca vi ele rir tão abertamente.

– Entenda que nenhum rabo de saia faria alguém tão determinado abandonar e se declarar comandante da Igreja. Tudo sempre foi uma luta por poder. Mas quando uma visita de um Duque o faz ver que seria melhor uma Igreja nova do que depender de Roma eternamente determinando quem é santo e quem não é poderíamos ter uma nova versão de uma das grandes histórias de amor que a Inglaterra viveu não?

– Você está me dizendo que... isso mudaria tudo que conhecemos por história.

–Isso mudaria tudo que você conhece de história medieval. – Edward falava tranquilamente – Lady Melaine deu abertura para uma flexibilidade na corte que não existia, dizem que ela tinha o dom da paz. Até onde isso influenciou uma Inglaterra tolerante? A guerra entre pagões e cristões teve um fim não é mesmo?

Eu estava revendo todo meu conhecimento e percebendo que por anos não se falou nisso.

– Mas parou por que a Inglaterra era cristã. Completamente eu quero dizer.

– Nunca existiu só cristões Isabella.

Ele parou e eu vi a linda área de morros e um castelo ao fundo.

– Venha, não comeu direito. Acho que se pararmos aqui o Duque não se importará.

Sorri e desci do carro olhando as ruínas ao longe.

– Aquela é Grocs?

– Sim, ela foi parcialmente destruída em uma das tentativas da França de nos dominar.

Eu e Edward comemos um lanche que ele tirou da cesta que havia trago. Não podia negar que a presença dele causava em mim grandes emoções e tive certeza de que aquilo era errado, um errado estranho. Um vento soprou em meus cabelos me fazendo fechar os olhos e sentir a paz que aquilo trazia. Era tão errado gostar de estar com ele e tão errado pensar nele, mas eu pensava e de olhos fechados sentindo o vento era como se fosse tão certo e perfeito.Como poderíamos ser tão diferentes e ao mesmo tempo nos entender tão bem?

Eu reconhecia o seu ar de tédio perto da esposa, entendia o vazio dos olhos e até mesmo percebia um suspiro pesado quando passava pela porta da casa ou na garagem. Eram muitas lembranças e recordações. Mas nossos mundos eram completamente diferentes e aquela voz baixa e insistente dentro de mim dizia: ele é casado. Proibidamente casado.

Notas finais
E então meninas o que acharam???