O tear do Destino

39 A benção sobre Cullen - fim


Notas iniciais
Chegamos ao fim dessa temporada! Muito feliz, muito satisfeita mesmo com tudo meus amores. Eu queria escrever uma de época, mas achava que não tinha ainda maturidade para fazer isso, protelei muito para escrever e quando a ideia surgiu eu pesquisei bastante para tentar fazer algo diferente e legal. Uma leitora perguntou e eu respondi que a história tem um pouco sim das Brumas de Avalon porque eu amo essa transição do pagão para o cristão, a cultura Celta é muito rica e cheia de lendas magníficas que nos fazem suspirar. Irlanda é um país cheio de mistérios e lendas até hoje, vale a pena uma viagem por ela só para ver os templos celtas e conhecer um pouco mais disso. Obrigada mesmo meninas pela presença, para quem para por aqui obrigada por estar e comentar, para quem continua - frio na barriga - não sei se vão gostar...iremos do ano de 1010 para 2014... uma grande mudança não é? Respondam meninas... como Cullen estará em 2014?

Eu ouvi um choro baixo e abri meus olhos em alerta, eu estava deitada com roupas novas e limpas. Meu corpo ainda protestava com dor, mas isso era completamente normal depois de tanto tempo em um parto.

– Mamãe já vai acordar... – Edward embalava um bebê e tinha uma cesta do meu lado.

– Edward...

Ele sorriu e veio até mim sorridente. O bebê parecia inquieto em seus braços e eu sorri vendo se aproximar.

– Sue falou que ele está com fome, mas não deixou nenhuma ama amamentar ele..

Me sentei com dificuldade e então peguei o bebê dos braços dele olhando o seu rosto inquieto e choroso. Olhei para ele e acariciei seus cabelos.

– Quem nasceu primeiro?

– Nosso menino. – disse orgulhoso. – Temos uma menina preguiçosa, não acordou desde o parto.

– Oh... quero vê-la..

– Primeiro amamente ele, acho que está com muita fome...

A expressão de Edward era tão carinhosa e eu sorri oferecendo meu seio a nosso filho, ele pegou imediatamente sugando até sair o primeiro leite. Sorri com sua fome, ele sugava forte.

– Parece que teremos um homem faminto aqui. — Edward sorriu, mas não tirou os olhos de nosso filho amamentando. – Que nome daremos a esse faminto?

Edward me olhou e sorriu.

– Ryan.

– Oh.. é irlandês... – aquilo tinha me surpreendido demais. Nunca imaginei que Edward colocaria um nome irlandês em nosso filho, talvez no segundo eu conseguisse convencê-lo, mas Sue disse que para os ingleses o nome do filho mais velho era muito importante.

– Significa “pequeno rei”, ele será nosso pequeno rei meu amor. Obrigado por me trazer tanta felicidade.

Nos beijamos calmamente até que a cesta onde estava nossa menina começou a se mexer e Edward imediatamente foi buscá-la, Ryan já tinha se alimentado e estava sonolento, eu o tirei com algum protesto e sorridente vi nossa menina.

– Coloque-o para arrotar querido...

Edward me entregou nossa menina e pegou Ryan. Nossa menina era tão parecida comigo, seus cabelos escuros e pele branca.

– Muito parecida com a mãe não é? – falou orgulhoso. – Me dará trabalho quando crescer e ser a moça mais bonita de nossas terras.

– Onde está Mel? Ela já os viu? – perguntei colocando nossa menina no outro peito. Ela sugava devagar e passei a mão por seus cabelos.

– Eu a trouxe aqui e ela só sabia dizer ma... ma.. você estava dormindo e ela queria sua atenção, Sue a levou para ficar com Michael um pouco, depois ela disse que trás ela.

– E já escolheu o nome dessa pequena preguiçosa?

– Bom... eu sou grato a Deus e a Deusa por eles e você... por isso ela se chamará Grace, graça. Um nome inglês.

Sorri para ele.

– Grace... você será tão abençoada como seu irmão querida, nunca se esqueça disso.

Por apenas alguns instantes ela abriu os olhos mostrando que eram iguais aos de Edward.

– Ela tem seus olhos! – falei admirada e Edward sorriu.

– Pelo menos isso, ela é igualzinha você. Henry tem seus olhos, idênticos... a parte que mais gosto nele.

– Você gosta dele todo seu bobo!

O dia passou com muitas visitas e Mel brincando comigo na cama. Edward deu um presente para ela falando que era dos irmãos, não sei se ela entendeu, mas amou a nova boneca feita de pano por Esme e mostrava orgulhosa para todos. Henry e Grace eram tranqüilos e Edward não saia do meu lado apesar que para tomar banho quase o expulsavam do meu quarto.

Como minha mãe eu amava meu povo, minha família e minha terra. Eu sabia que nunca mais pisaria na terra da Deusa, sabia que o templo era algo que tinha há muito tempo ficado para trás, mas eu também sabia que Cullen era um recomeço esplêndido e que ali naquela terra muitas coisas ainda aconteceriam, mesmo eu não as vendo, mas muitas coisa aconteceriam.

UNS ANOS DEPOIS....

–Ryan! – ele corria e parou ao ouvir minha voz. Ele era um menino ativo e inquieto, mas mesmo assim tinha um amor puro e grande.

– Oi mãe! Não fiz nada, só estou com Michael.

– Seu pai quer saber quem pegou as flechas reservas... não podem...

O olhar dele denunciou tudo e eu saí correndo pelo pátio preocupada, eu ainda morria com essa menina, Jacob e Sam estavam do meu lado correndo também assustados.

– Acertei! – Grace gritou para o alvo improvisado e eu suspirei.

– Você errou! Olhe! – Alicia era tão atrevida como Grace e dava tanta preocupação a Jasper e Alice como Grace a mim e Edward.

– Seu pai vai ficar louco quando descobrir isso menina! – falei e ela abaixou a flecha me olhando assustada.

– Mãe.. você não estava na vila... cuidando... daquele senhor...como ele está?

– Não mude de assunto Lady Grace!

– Vocês não me deixam praticar. – ela disse contrariada e batendo o pé. – Se não fosse minhas habilidades naturais...

– Não comece Grace, e você Alicia, não deveria estar na sala de estudos? Aliás as duas deveriam, Padre James disse que estão ótimas na escrita, mas precisam melhor na leitura. Como querem...

– Serem boas damas... – as duas falaram juntas e eu ri com a expressão delas.

– Se estudarem mais eu prometo lhes ensinar mais coisas. – pisquei e elas saíram correndo felizes. Padre James estava tendo trabalho com elas.

– Você não pode correr! – a voz de Edward me fez virar e sorri, ele estava no campo de luta e fui andando até ele.

– Não corri meu senhor.

– Correu sim! O que estava pensando? Você está grávida Isabella.

– O bebê está bem. – falei tocando a barriga. Edward não relaxou.- Elas estavam com as flechas de novo...

– Billy estava de olho querida, eu mandei ele vigiar as duas assim que soubemos que sumiram, e não estava errado, elas precisam de orientação...

–Posso ensinar elas, mas acho que Grace já sabe melhor que eu.

– Papai! – Melanie vinha correndo com uma carta nas mãos e ele mais uma fez revirou os olhos.

– Mel, não corra! O que há com essas mulheres que só sabem correr meu Deus!

Ela estava linda, seus cabelos longos e castanhos brilhavam ao sol e as cores Cullen caiam perfeitamente nela.

– August virá daqui a alguns dias passar uns dias, tio Fillipe deixou finalmente.

Para que eles crescessem se conhecendo nós promovíamos uma interação entre eles, mas Mel era apaixonada já por ele, seus olhos brilhavam quando August vinha em visitas oficiais e eles passavam horas juntos brincando e conversando em um mundo particular.

– Isso é perfeito! Seu tio virá? – nessa hora ele olhou para a carta em suas mãos e fechou a cara.

– Você abriu essa carta? – eu quase ri da expressão de culpa dela. Mas tenho certeza que ela não agüentou a ansiedade.

– Na verdade eu estava com Lily no colo... aquela menina..

Lily era nossa menina mais nova, tinha dois anos agora e era realmente impossível.

– Onde está sua irmã falando nisso? – perguntei preocupada.

– Com vovó Esme, o padre James queria me tomar a leitura e eu estava com a carta na mão e a li.

Segurei o riso com aquela travessura.

– Já falei para não correr. Você pode cair querida...

Ele abraçou Mel que retribuiu sorridente.

– Papai eu quero aprender francês, um dia precisaremos receber a corte francesa e não entender seu idioma é algo péssimo não concorda?

– Já conversamos sobre isso Melanie...

– Papai veja, os franceses são ruins e não sua língua.

– Eles só tentaram invadir a Inglaterra... umas cinco vezes! Uma delas você era uma bebê...

–Papai quero ser uma rainha digna do meu povo e do meu Rei. – Edward não resistia quando ela falava assim ele apenas suspirou.

– Padre James sabe francês querida, acho que ele pode lhe ensinar algumas coisas... algumas palavras... mas só se você dominar completamente a leitura e a escrita.

– Obrigada papai!

Ela sorriu e o abraçou carinhosamente. Mel tinha Edward nas mãos e ela me deu um beijo estalado e saiu correndo fazendo Edward bufar.

– Ela ficará bem.- falei certa de que a Deusa protegia Mel.

– Mesmo assim eu sou pai, me preocupo e espero que nosso próximo filho seja mais tranqüilo, uma gosta de flechas e lutas, outra quer dialogar com franceses e Lily já se acha grande suficiente para escalar as escadas, minha mãe a pegou subindo as escadas esses dias e deu um grito quando ela e Sue a pegaram.

Sorri pensando na nossa mais nova aventureira. Ele tocou minha barriga e sorriu.

– Será que ganharemos um aventureiro dessa vez?

– Não sei... mas aprenderemos a lidar com o que vier.

Fomos andando para o lago como fazíamos quando queríamos um pouco de sossego. Sam e Jacob andavam distante de nós nessas horas e eu vi no caminho Liz, filha de Emmett e Lady Rosalie correndo atrás dos pássaros com uma dama cuidando dela. Lady Rosalie também estava grávida e eu sabia que seria outro menino, passamos por Luka filho de Alice e Jasper, tão esperto e arteiro como Ryan, só que mais novo. Sua mais nova artimanha era imitar Ryan e Michael e acabava sempre se machucando no caminho fazendo Emmett ficar desesperado, eu sempre tinha uma pasta cicatrizante preparada para esses casos.

– Olhe aquilo... já estão aprontando. – Edward apontou para Ryan e Michael subindo em uma árvore com o filho de Ângela e Ben, os três pareciam atrapalhados, mas estavam se divertindo.

– São crianças... estão se divertindo...

O vento soprou em meus cabelos e uma visão me tomou sem que eu a entendesse direito. Eram pessoas, muitas pessoas, muitas outras pessoas e usavam cores de Cllen, brasões de Cullen, mas eu não as conhecia. Edward parou de caminhar e esperou como sempre fazia quando eu tinha visões. Abaixei tocando a terra e sentindo a vida que em Cullen emanava.

– O que foi querida?

E então fiz uma oração, o vento soprava um pouco mais forte enquanto eu fazia essa oração.

– Proteja Cullen e todos os seus descentes, que a tristeza não faça parte de sua história e nem seja maior que a dor. Que nossos descentes e os filhos deles como os filhos deles sintam sua presença como eu a sinto. Que o destino deles seja feliz e que encontrem o amor, o amor verdadeiro. Que Cullen seja sempre abençoada pelo amor mais puro entre uma mulher e um homem. Traga a Deusa esse amor e essa paz que nos governa nesse momento para todos.

Eu tinha tido isso em minha língua e Edward não compreendeu eu sabia. Quando levantei Ryan estava vindo até nós assim como Mel e Grace, eles sentiram tanto quanto eu.

– O que aconteceu? Por que eles sentiram isso também? – Edward perguntou preocupado e pegou Lily dos braços de Mel.

– Mamãe...

– Está tudo bem queridos, fomos abençoados só isso. – falei sorrindo e fomos rodeados por nossos filhos. Cada um com um talismã que indicava o seu dom, tão poderoso ou mais que o meu.

Notas finais
Como já disse algumas coisas que aconteceram nesses dois últimos capítulos merece nossa total atenção, vão entender quando os capítulos da nossa temporada se desenrolar. Quem quer ajudar a historiadora a descobrir Cullen???? Beijos lindas e amanhã eu posto o primeiro capítulo o que acham??