O sol
1 Prólogo.
Notas iniciais
Esse é um projeto de meses, e, embora não esteja terminado, quero opiniões sinceras sobre ele. Enfim, boa leitura!
Ele me olhava severamente, sentado do outro lado dessa mesa pequena e fria. Estávamos numa sala e eu sabia que estávamos sendo filmados. Eu não poderia abrir minha boca pra falar nada que me comprometesse, ou que comprometesse meus clientes.
Eu não abri minha boca.
Mas eu deveria.
Eu vi a dor no rosto dele quando me mandaram para a ala de tortura. Eu sabia que isso ia acontecer, e eu não me importava muito com o que fizessem comigo. Nunca iriam me fazer confessar.
Mas aquela expressão de dor...
Ele não queria que eu sofresse, e fazendo isso, aquela preocupação proibida que ele tinha comigo ainda o iria colocar em problemas. Eu não podia deixar que ele se metesse em problemas. E ele iria acabar fazendo isso se escutasse um grito de dor meu.
Ele me amava.
Amor.
Um sentimento tão estúpido e estranho. Tão sincero e tão forte. Que faz as pessoas serem tão espertas e tão burras ao mesmo tempo.
Nunca me importei de fazer os outros sofrerem, mas aquilo...
Minha boca se mexeu involuntariamente e os olhos azuis dele se encheram de lágrimas.
“Eu sou culpada de tudo. Eu fiz tudo isso, sozinha, sem a ajuda de ninguém”
Foi aí que ele deixou a sala, e todos sabiam o porquê. Ele chorou igual uma criança naquela noite, eu sabia disso, e eu também chorei.
Eu o amava.
Acordaram-me no dia seguinte e me disseram que haveria um julgamento, fizeram perguntas para encontrar os que me contrataram, e disseram para eu não criar esperanças.
A cadeira era meu destino.
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