☽♛O rito das Luas - Os quatro reinos♕☾

19 ♕ 18. — Alvo, a segunda prova.


Notas iniciais
Esse é o maior capítulo dessa Fic, mas é necessário (eu acho) Desejo boa leitura meus príncipes e princesas! (temos notas finais)

Na noite anterior.

O banquete foi servido, todos estavam em suas melhores roupas e para qualquer um que visse os membros da realeza dos quatro reinos reunidos diria que eles reluziam como ouro.

Os reis decidiram ficar de longe apenas observando os príncipes que por sua vez interagiam entre si sem se preocupar com os olhares julgadores de seus pais.

[...]

— Kim, você está bem?

O príncipe Bang ficou receoso, mas decidiu perguntar de uma vez, já que a postura do jovem príncipe dos homens o estava incomodando desde mais cedo no primeiro jogo.

— Estou bem sim Bang, só um pouco pensativo esses últimos dias.

— E eu posso saber o porquê disso? Seungmin, se eu lhe pedisse, você me contaria os seus receios?

O príncipe Kim se encolheu, como dizer para o jovem bárbaro que seu amor por ele era o seu maior receio?

— Você me encontraria em minha varanda após o jantar Bang?

— Claro que sim, será um prazer para mim.

— Ótimo, agora vá ficar com a minha irmã, e não esqueça, ela é o real motivo de tudo isso Bang, o motivo por estar aqui e deve ser o seu único foco até o rito.

O príncipe dos bárbaros se sentiu gelar, em nada lhe agradava essa frieza do príncipe Kim, mas ele esperaria pacientemente por sua conversa a sós com ele.

Ele só quer entender o príncipe dos homens.

— Tudo bem, te vejo mais tarde, Kim.

— Até Bang.

[...]

Já do outro lado do salão, o príncipe élfico estava inquieto.

— O que houve Jinnie?

A voz do rei da guarda vindo ao seu encontro o acalmou por um instante.

— Binnie precisamos nos falar a sós.

— Tudo bem, como quiser, mas se acalme, por favor, parece que você vai desmaiar aqui e agora.

— Quando sairmos daqui, onde seria seguro lhe encontrar?

— Vá a minha casa, sei que você consegue se transportar até lá, então falaremos calmamente.

— Obrigado Binnie.

— Não me agradeça, e agora vá, a princesa Kim precisa estar com os três ao seu redor e está faltando o príncipe élfico ao seu lado.

— Tudo bem, eu já vou... — Ele fez que ia sair dali, mas se virou novamente ao chefe da guarda. — Até mais tarde Binnie.

— Até Jinnie.

[...]

Enquanto isso...

A princesa estava apercebida de todos esses movimentos e seu coração se apertou.

— Minnah, minha flor, você parece aflita. — O jovem príncipe dos sombrios falou genuinamente preocupado. — Posso fazer algo por ti?

— Na verdade, Lino, preciso lhe falar a sós essa noite ainda.

Ele a encarou ficando ainda mais preocupado.

— Onde quer que eu a encontre?

— Na minha varanda, você se importa?

— Claro que não, Minnah, estarei lá antes que adormeça e aí falaremos.

— Obrigada Lino.

— Não me agradeça, agora por favor coloque um sorriso em seu rosto, o Channie e o Jinnie estão vindo e nossos pais parecem que vão nos servir nesse banquete de tanto que nos olham.

— Tens razão, isso é medonho.

Os dois sorriram e receberam os outros príncipes e os quatro conversavam livremente sobre todos os assuntos possíveis assim como sempre era quando estavam juntos, mas, no fundo de seus corações, todos eles não viam a hora de resolverem suas pendências como já estava acertado que seria.

[...]

— Princesa, príncipes.

A mãe do príncipe Bang se aproximou deles e foi devidamente reverenciada por todos.

— São uns lindos, bom, vim até vocês, pois preciso roubar meu filho por um instante, vocês me permitem isso, princesa?

— Por favor, rainha Maiev, vossa alteza jamais precisará me pedir algo assim, o filho é seu afinal.

— Boa resposta Soo-min, mas não tão boa assim, — os quatro a encararam e ela sorriu. — Apesar de que a única possibilidade de você ter uma sogra é se as luas escolherem meu Bang para você, quero que confie em mim quando digo, não dê moleza a mãe de seu esposo, e o mesmo vale para vocês príncipes, acho que todos terão sogras então sejam sempre firmes, com jeitinho para elas acharem que estão no comando, mas não deixem que elas mandem em vocês, eu sofri muito na mão da Sarath, a vó do meu Bang e por isso sei o que digo.

Todos sorriram, a rainha dos bárbaros era uma mulher muito sábia e sabia se impor.

— Vamos mãe, senão daqui a pouco a rainha também vai querer ensinar eles a lutarem antes de fazer amor...

— Mas eles não lutam? — Ela cochichou, mas falando em tom audível a eles que ruborizaram. — É não lutam... vamos ensiná-los depois e não se preocupem, vocês vão amar... principalmente você Soo-min... — O príncipe Bang sorriu cruzando os braços e encarando sua mãe. — Mas agora me emprestem meu filho, eu já o devolvo, prometo.

Eles acenaram que sim e os dois se afastaram.

[...]

— Aqui, vamos falar sobre isso filho. — Ela falou parecendo completamente neutra e o príncipe já imaginava sobre o que ela falaria.

— Mãe, o que está acontecendo?

— Eu que vou fazer as perguntas aqui Christopher, e seja sincero com sua mãe promete?

— Prometo.

Ele respondeu impaciente, quando sua rainha ficava assim era porque ela já tinha suas próprias certezas e isso assustou o príncipe.

— Prometa pelo seu machado, não pelo que deu a princesa, mas sim pelo que está contigo.

— Eu prometo mãe agora fale de uma vez.

— Certo. — Ela apertou as mãos e sorriu, depois mordeu o canto de seu lábio e tudo isso encarando seu filho nos olhos.

— Mãe!

— Tá, está bem não vou enrolar, filho me diga, princesa Soo-min, ou príncipe Seungmin?

O príncipe esperava por tudo, afirmações, conclusões, mas jamais aquela pergunta tão clara.

— O que a rainha quer dizer com isso?

— Qual deles dois ganhou de verdade seu coração? Por que sei que você está amando verdadeiramente, encontrou seu amor filho, mas preciso saber qual deles, você parece amar muito os dois... — ela o encarou e sorriu. — Está amando mesmo os dois Christopher?

— Mãe, isso não muda em nada o fato de eu estar aqui pela princesa Soo-min, não é?

— Pelos deuses! Você está amando o jovem Kim. — Ela deu um soquinho no ombro do filho, mas não como repreensão, mas sim animada. — Filho eu sabia!

O príncipe Bang se viu sem saber o que dizer.

— Mãe...

— Mãe nada, não me insulte ou derrubo você no chão aqui e agora.

— Claro que derruba e com uma...

— Mão nas costas!! — Os dois falaram juntos e sorriram.

— Filho, eu perguntei isso por que preciso saber...

— Hum... fale de uma vez rainha.

— O que sua mãe deve pedir as luas? Farei minhas preces por seu destino e se você me disser que ama o Seungmin, será por ele toda a minha reza.

Ele se sentiu surpreso, mesmo sabendo que, no fundo até seu rei lhe daria apoio nessa questão.

— A senhora me apoiaria se eu quisesse ficar com ele?

— Mas é claro! — Ela beijou o rosto de seu filho e após selar seus lábios em sua bochecha, ela o mordeu de leve.

— Para de me morder mãe! Isso dói...

— Não dá, você é muito lindo.

— Céus...

— E então o que me diz? Você precisa se decidir logo, ou pode acabar magoando os dois, meu filho, e eu sei que você não quer isso.

Ele realmente tinha esse enorme receio, por ambos os irmãos Kim, que ele amava.

— Espere até o amanhecer, preciso resolver isso com o mais interessado nessa história.

— Se resolva com os dois, mas sim, eu o entendo, vi vocês combinando de se encontrarem depois do jantar, e filho...

— Hum?...

— Não se deite com ele, sei que é tentador, mas não faça isso, seria um desrespeito que não poderíamos defender.

— Por acaso me chamo Maiev, que não sabe se controlar quando quer se deitar com alguém?

Os dois sorriram e ela lhe deu um peteleco.

— Me respeite, você não se chama Maiev, mas se chama Bang, e isso é impulso o suficiente para gerações inteiras.

Ele sorriu soprado.

— Minha rainha não existe mesmo, mas fique tranquila minha mãe, não serei desrespeitoso.

— Nem se o Seungmin te pedir?

— Nem assim.

— E por quê?

— Pela Soo-min, é como a rainha disse a pouco, eu também a amo, não vou magoá-la assim.

Ela levou as mãos ao peito e sorriu abertamente.

— Meu guerreiro cresceu, que orgulho meu filho.

— Agora me deixe voltar, já estamos chamando a atenção demais por estarmos praticamente escondidos aqui.

— Certo, mas antes me diga.

— O quê?

— Você acha que eu seria muito intrometida se...

— Você quer aconselhar o Jinnie e o Lino, minha rainha?

— Quero sim, eles não têm uma mãe como você tem filho.

O príncipe Bang foi até sua mãe e a beijou na testa.

— Faça o que seu coração mandar rainha, tenho certeza que os dois a ouvirão com carinho.

Ele se virou para ir embora, mas se voltou a rainha.

— E mãe...

— Oi, meu amor.

— Eu te amo... e obrigado por isso.

— Também te amo meu filho, agora vá, eles estão o esperando.

[...]

Assim como dito entre a rainha e seu filho amado a Maiev esperou momentos específicos para falar com os outros dois príncipes sem chamar muita atenção, e os dois foram muito gratos a ela e garantiram que não receberam aquele gesto como intromissão, mas sim como acolhimento de uma rainha digna de toda reverência e respeito e ficaram imensamente gratos por ela se preocupar com todos eles.

[...]

Após o Jantar.

Quando todos se recolheram, cada um dos príncipes visitantes foi ao seu encontro marcado.

[...]

Casa do Changbin.

O Chefe da guarda estava bem à vontade em sua casa, apenas com sua calça, já desnudo da parte de cima de sua roupa, ele agora tirava os armamentos de seu cinto quando ouviu baterem na porta.

“Ele veio mesmo?” Foi o que pensou enquanto deixou um pequeno sorriso lhe escapar aos lábios.

— Entre.

Ele disse e momentos depois ouviu sua porta se abrir, então ele olhou em direção a ela e viu o elfo parado de pé em sua frente, o príncipe o encarava como algo de extrema valia, sem deixar de reparar em seu peitoral desnudo e o Changbin pôs-se a ficar nervoso.

— Pensei que não viesse, mas aqui está você. — Ele falou tirando a última arma de seu cinto. — Minha casa é simples, mas por favor príncipe, não fique aí parado me olhando, sente-se e vamos conversar como queria.

E como quem acordasse de um transe o elfo voltou a si.

— Ah sim, claro, me sentar, eu vou me sentar bem aqui posso?

O Changbin olhou, era para sua cama que o príncipe apontava.

— Claro, fique à vontade, ficarei bem aqui.

O silêncio que se deu denunciou que ambos estavam sem saber bem como levar o assunto adiante.

— Elfo, estou esperando, fale de uma vez senão eu...

— Changbin eu não quero fazer o rito das luas!

O príncipe soltou de uma vez e o Chefe da guarda gelou, principalmente por ver o semblante perdido do elfo.

— E por que não Jinnie? O que o fez mudar de ideia?

— Você Binnie, você me fez mudar, — ele estava muito aflito e mal sabia como prosseguir. — Me escute, eu não quero magoar nem a Minnah, nem você Binnie, eu não posso fazer isso e...

O Changbin sentou ao seu lado na cama.

— Mas você me prometeu que iria até o fim, e que se fosse o escolhido a amaria e a honraria.

— Sim, eu prometi...

A palidez do elfo despertou o lado protetor do chefe da guarda, mas ele tentou se manter firme.

— Sim, prometeu, então por que isso agora?

— Não quero te fazer sofrer Binnie.

— Como sabe que vou sofrer tanto assim?

— Elfos enxergam corações esqueceu?

— E você consegue ver que eu o amo...

— Você me ama, não é?

O Changbin sorriu, seu desejo era abraçar o príncipe e o proteger de tudo aquilo.

— Sim elfo, eu o amo, e nem sem te dizer como isso se deu.

— Binnie...

O elfo abaixou sua cabeça, mas o chefe da guarda levou seu indicador até o queixo alheio e ergueu sua cabeça novamente para que os dois se encarassem.

— Fale o que quiser comigo Jinnie, aqui é seguro falar.

— Eu te amo.

O príncipe foi simples, mas também foi certeiro em suas palavras e bem agora o Changbin estava paralisado.

Não por aquela declaração lhe ser uma surpresa, pois já não era.

Mas por que ouvir aquelas palavras com os dois ali, a sós, o fez desejar ter o príncipe para si ainda mais.

— Ora essa... um príncipe élfico amando o chefe da guarda dos homens que não tem nada a lhe oferecer?

— Só quero o que há em seu coração Binnie, e para mim nada mais importa agora.

— Jinnie... — o chefe da guarda estava aflito. — Mas e a Soo-min? E a tradição? E todo o resto? Seu pai mandaria me matar na mesma hora que soubesse desse seu sentimento por mim, ainda mais por ver em meu coração que seu sentimento por mim é totalmente recíproco.

Uma lágrima rolou o rosto do elfo e o Changbin a limpou depressa.

— Então o que sugere que façamos?

— Vamos pedir as luas que abençoe nossos destinos, vá até o fim com o rito, isso será o mais honrado a se fazer, e depois lidaremos com os resultados.

— Mas você renunciará a mim assim? E não te dói tudo isso?

— Posso te amar assim para sempre Jinnie, agora olhe para mim.

O elfo o encarou e ele seguiu sua fala.

— E sim, isso tudo me dói e muito, mas peço que me entenda príncipe, tudo isso é muito maior que nós dois, e se fizermos bobagem é certeza que um de nós morrerá, e nós dois sabemos bem quem seria e por isso penso que prefiro mil vezes viver para poder o proteger pelo tempo que eu viver, do que ter que deixá-lo contra minha vontade.

O elfo entendeu bem o chefe da guarda e voltou a encará-lo.

— Eu jamais permitiria...

— Eu sei, mas entenda que isso é maior que você também meu príncipe, seu pai jamais o ouviria e você sabe disso.

O Hyunjin estava entristecido, ele entendia que tudo que o Changbin disse era real e sentia ainda mais por não poder lutar sozinho para mudar isso.

— Binnie...

— Oi Jinnie...

— Se as luas não me escolherem será igual, não nos deixarão ficar juntos.

— Sim.

— Sim?! E você fala isso tão naturalmente assim? Você prometeu lutar ao meu lado...

— E irei, mas isso não quer dizer que será fácil.

— Você é simples em sua postura, gosto disso, mas Binnie...

O Changbin não aguentou ver a carinha de seu amado daquele jeito e o abraçou.

— Jinnie, meu elfo lindo, o que faremos agora é pedir as luas que venham nos favorecer, e depois se isso nos for concedido, teremos que ser pacientes, buscar as armas certas para aí então lutar, eu não sou da realeza como você, e sei que jamais serei aceito pelo seu povo.

Nesse momento o Hyunjin se lembrou da promessa de seu pai.

— Mesmo que eu não seja o escolhido meu pai me prometeu que eu poderia ser livre para explorar o mundo, disse até que eu poderia ficar por aqui.

— Isso é bom, mas se ele souber o motivo pelo qual você deseja permanecer aqui...

— Ele me prometeu, um elfo cumpre sua palavra Binnie.

— Tudo bem, eu confio no que me diz.

Os dois estavam bem próximos por conta do abraço recente que compartilharam.

— Posso beijar-te?

— Melhor não irmos tão longe assim, meu elfo.

— Então posso ficar encostado em seu peito mais um pouco?

O Changbin se arrumou na cama e fez um sinal para o príncipe ir até ele, e o elfo foi, se deitando ali e sentindo o calor e o cheiro do chefe da guarda que o elfo jurava já amar com toda sua força.

— Apesar de ser quem sou, vou te proteger como eu puder Jinnie.

— Eu também o protegerei Binnie.

Eles ficaram ali e o Changbin fazia carinhos nos cabelos longos do elfo.

— Passe pelo rito Jinnie, cumpra sua promessa para comigo e se não fores o escolhido irei até o inferno por nós.

— Está bem, Binnie, mas se eu for o escolhido, jure para mim aqui e agora que ganharei um beijo seu, não quero viver para sempre sem saber como seria beijá-lo.

— Eu não acho que isso seja uma boa coisa, Jinnie.

O chefe da guarda disse, mas sua real vontade era ceder aos seus desejos e beijá-lo ali mesmo.

— Eu sei, e sabia que essa seria sua resposta, e é por isso que eu o amo assim, você ama, protege, segue sua conduta impecável e ainda consegue se manter firme mesmo querendo que tudo fosse diferente.

— Essa é a primeira vez que isso me ocorre Jinnie, você veio e bagunçou tudo dentro de mim, mas sim, eu vou proteger a todos que amo, e quem sabe assim o destino sorri para mim também.

— Espero ser o seu destino.

O Changbin sorriu e o Hyunjin sentiu seu sorriso apesar de não poder vê-lo pela posição que estavam.

— Você fala do meu coração, mas eu também consigo ver o seu e ele é muito belo, príncipe élfico.

O Changbin selou o topo da cabeça do príncipe, pela primeira vez como o próprio já fizera consigo outras vezes e dessa vez foi o príncipe quem ficou paralisado por ser pego de surpresa.

E os dois seguiram sem nada dizer, o príncipe estava bem mais calmo, mesmo que ainda muito entristecido, mas ele gostou de sentir a firmeza do chefe da guarda, se sentiu seguro assim.

E como a mãe do príncipe bárbaro o aconselhou, ele se abriu ao chefe da guarda, sem medo algum, mas o ouviu e considerou o seu lado que de fato era o mais frágil em toda essa história.

[...]

Na varanda da princesa Soo-min.

A princesa estava pronta para dormir, a fada havia estado com ela e as preces foram feitas como em todas as noites e agora ela encarava a lua de seu reino conseguindo visualizar o rastro do alinhamento que se dava já de forma visível mesmo que ainda lento.

— És bela até encarando o luar.

A voz do príncipe sombrio a fez estremecer.

— Lino...

Ela se virou para ele e sorriu, e o príncipe se pôs de pé ao seu lado e encarou a lua como a princesa fazia a pouco, e então ela voltou a sua posição, ficando os dois assim, lado a lado olhando para o céu.

— Estou aqui como me pediu Minnah, por favor me diga por que estava tão aflita no jantar.

A princesa ensaiou em sua mente mil maneiras de dizer ao príncipe dos sombrios tudo o que se passava consigo, mas nesse momento as palavras lhe fugiram.

— Lino...

— Pode me dizer o que quiser minha flor, eu irei a ouvir e estarei contigo seja o que for.

Tomada de uma coragem inexistente, ela começou a falar.

— Estou com tanto medo, Lino...

O príncipe não a respondeu para não a interromper em seu raciocínio.

— O meu coração me falou mais alto nesses últimos dias, e eu cedi Lino, meu coração agora tem um escolhido e por deus que eu não queria isso, eu queria ir até o fim aberta aos três sem sofrer toda vez que penso que posso não estar com quem mais amo ao meu lado e ainda magoando a todos vocês.

O príncipe se sentiu gelar e acabou concluindo.

— E por ser eu aqui ao seu lado agora...

Ela se virou para ele que fez o mesmo ficando de frente para a princesa que chorava silenciosamente.

— Sim Lino, eu o amo, e agora tenho medo de não ser você o escolhido, na verdade, eu tenho medo de tudo isso, eu nem sei se você me ama assim também.

O príncipe pegou seu lenço e começou a limpar o rosto da princesa, e por dentro ele estava radiante, apesar de estar tremendo de medo também.

— Se eu a amo? — Ela o olhou nos olhos. — Minnah, não há dúvidas para ninguém que caí de amores por você desde o início, e eu também estou com medo, às vezes penso que se o rito nunca acontecesse...

— Já pensei nisso também, mas o Lixie afirma que não tem como impedir isso.

— Sim, ele me disse o mesmo.

— Você falou com ele?

— Sim, eu procurei a fada em um dos meus momentos de desespero, tomamos chá e ele me falou muitas coisas e desde então venho feito as preces, assim como sei que você também as faz, eu só não sabia por qual de nós você pedia em seu coração.

A princesa foi até ele e o abraçou.

— Lino, eu peço por ti, todas as noites, mesmo me sentindo triste por talvez ser injusta com os outros.

O príncipe dos sombrios a abraçou de volta, deixando carinhos tenros em suas costas.

— Você já sabe deles, não sabe minha flor?

A Soo-min se sentiu surpresa, “então ele também já sabe?” pensou.

— Lino...

— Sim, o Channie está amando vosso irmão, e o Jinnie caído de amores pelo Binnie.

— Como podemos fazer para tudo isso ser justo para todos nós?

O Minho se afastou um pouco e a encarou sorrindo.

— Não podemos, o máximo que nos foi permitido nisso tudo foi pedir as luas, e sim, eu já estou irado com isso, mas prometi que seguirei como elas desejarem, contanto que você fosse feliz, e assim eu farei.

— E eu serei feliz contigo...

A fala da princesa arrancou um largo sorriso do príncipe dos sombrios.

— Que as luas nos deem essa dádiva, meu amor, e eu a farei feliz pelo resto de minha vida.

Eles voltaram a encarar a lua.

— Lino?

— Hun?

— Se você ficar comigo, vais me ajudar com nossos amigos e meu irmão?

— Mesmo que não fique contigo, farei o possível por quem eu puder fazer, pois ainda sobrará um casal para lutar, não é mesmo?

— Tens razão, nem todos estamos fadados a sofrer, não é?

A fala do príncipe Minho a agradou imensamente, o príncipe dos sombrios era alguém que ela admirava mais a cada dia.

— Minnah?

— Hun?

— Por que você me ama?

A pergunta dele a fez o encarar novamente.

— Por quê? Ora Lee Minho, olhe para mim!

Ele assim o fez sorrindo por ela o ter chamado por seu nome completo.

— Eu a enfureci?

— Se me perguntou isso pelo que penso que foi, sim, estou enfurecida.

— Mas Minnah, não consegue me entender?

Acontece que ela conseguia...

— Lino, me ouça bem, — Ela o encarava nos olhos com veemência. — Você é o príncipe mais admirável que já vi, não que os outros não sejam, mas nenhum deles passou pelo que você passa só por ser quem é, e olha como você trata a todos? Olha como você é bom o tempo todo mesmo quando não são legais contigo...

O príncipe estava se emocionando, mas seguiu a ouvindo.

— Eu não só o amo, mas também o admiro, você é inteligente, independente, um príncipe com valores intocáveis, e és bondoso, amoroso com todos a sua volta.

— E você viu tudo isso em mim assim tão facilmente? Nunca me olhou como um sombrio imundo?

— Nunca! Na verdade, assim que o vi pela primeira vez pensei em como você era lindo e forte, um sombrio de valor.

— Minnah, eu te amo de verdade, obrigado por nunca me julgar, por me permitir me abrir com você e por me aceitar como sou.

— Não me agradeça, você fez o mesmo por mim, por todos nós, na verdade, eu sei que veio para cá odiando tudo isso por esperar ser rejeitado e maltratado por nós.

— Tens razão, mas deixei tudo fluir e no fim arrumei amigos, e se as luas forem tão boas comigo como vocês foram também, poderei dizer que arrumei a mulher da minha vida bem aqui.

Eles se olharam e era como se o mundo todo fluísse, como se tudo fizesse sentido e sem que percebessem, algumas estrelas brilharam mais forte nos céus.

— Quero que sejas o meu príncipe Lino, por favor sejas o escolhido.

Ele foi até ela e a abraçou.

— Farei tudo o que eu puder para que você seja a minha princesa, eu te prometo.

— Eu te amo Lino.

O príncipe se sentiu arrepiar até a alma, como se isso fosse realmente possível, então ele a apertou no abraço e sussurrou em seu ouvido.

— Eu também te amo Minnah.

E eles ficaram abraçados mais um tempo, e assim como a mãe do príncipe bárbaro o orientou, ele deixou que a princesa expusesse seus sentimentos para que ela se sentisse mais confiante em sua escolha, e mesmo sem ele saber se de fato deu certo, uma coisa era certa...

Os dois acabaram de jurar seu amor um pelo outro e ele não sentiu receio algum vindo de sua amada, o que o deu mais forças ainda para pedir que as luas lhe dessem essa chance.

[...]

Na varanda do príncipe Seungmin.

O príncipe dos homens estava arrependido de ter chamado o príncipe dos bárbaros para uma conversa.

Não por não querer lhe falar, mas sim por ter medo das consequências desse encontro.

Acontece que o príncipe Kim era muito destemido, ele sempre preferiu pôr tudo na mesa e trabalhar com a clareza dos fatos.

Mas não agora...

O que ele tinha em mente para falar ao príncipe Bang ia totalmente contra com o que seu coração queria dizer, e para isso ele teria que ser ainda mais forte e destemido.

Aquilo era o certo, ele pensou.

E isso se faz necessário, não é?

Era outro de seus pensamentos que o torturavam sem dó.

O príncipe estava pronto para dormir, e já deitado em sua cama ele olhava o teto do seu mosqueteiro real.

— Lindo... mas e se eu não fosse um príncipe? Eu teria todo esse conforto?

— Não teria Kim, mas ainda seria tão lindo como agora.

A voz do Príncipe Bang que pulou em sua varanda fez o jovem Kim se sentar às pressas.

— Por que diabos você veio por aí?

— Por que eu quis... vim até você como me pediu, mas odeio passagens secretas, prefiro o ar livre e gélido da noite.

O Seungmin o encarou.

“Maldito príncipe lindo”...

Era esse seu pensamento, e quando ele fez que se levantaria para ir até o jovem bárbaro foi surpreendido com ainda mais audácia vinda do príncipe Bang que se jogou em sua cama em valete para poder ficar olhando o rosto do príncipe dos homens, o que causou um rubor inegável no mais novo fazendo o bárbaro sorrir.

— Está tímido? Que precioso!

— Cale a boca, Bang, você me irrita.

O príncipe bárbaro sorriu ainda mais, ele adorava o jeito do príncipe Kim.

— Tudo bem, mas agora me diga o que está te deixando tão aflito e pensativo esses dias.

O príncipe tomou uma coragem vinda do fundo de seu ser e sem demoras começou a falar.

— Estou nervoso contigo Bang, você parece estar ignorando tudo em sua volta para olhar na direção contraria do que deveria.

O Bang se sentou na cama para o olhar melhor, ele estava levemente confuso com tudo aquilo.

— O que está querendo me dizer príncipe Kim?

O Seungmin pareceu puxar o ar e o Bang notou o esforço que ele fazia para se manter firme em sua frente.

— Quero dizer que pare por aí mesmo se está desenvolvendo algo por mim, nós não podemos nem sonhar com algo assim e...

O príncipe dos bárbaros se pôs de pé, se virou e começou a caminhar até a varanda.

O Seungmin fechou seus olhos sentindo o peso do que estava fazendo.

— Não vais me deixar terminar?

— Não.

— E por que não?

— Porque você não está sendo verdadeiro, então quando decidir falar o que realmente pensa, quer e sente me chame novamente e aí eu o ouvirei.

O príncipe dos bárbaros continuou caminhando, mas antes de alcançar o parapeito do balaústre para ir embora dali ele sentiu os braços do jovem Kim que o abraçou por trás, mas ficou imóvel, dando o tempo que o Kim precisava para prosseguir.

— Não se vire Bang, apenas me ouça.

— Está bem.

— Channie, me desculpe por ter feito assim, a verdade é que estou perdido de amor por você, e esse é um fato que vem me atormentando dia após dia, esse tem sido meu inferno pessoal e eu estou tentando lidar com ele.

O príncipe Bang cerrou seus punhos, sua vontade era se virar e beijar o Kim ali mesmo, mas ele não o fez.

— Só isso? — O príncipe dos bárbaros perguntou com sua voz em um tom firme.

— Só? Você é louco ou o que Bang? Só isso nos levaria à forca, só isso poria em risco o futuro dos reinos, e pior, o futuro da minha amada irmã, e o seu...

O Seungmin apertava o corpo do Bang, mas o príncipe se segurou para não o corresponder, entendendo que o príncipe Kim precisava dessa sua postura agora.

— E você Kim Seungmin?

— Eu?

— Sim, meu príncipe, e você? O que você quer? O que deseja? Qual a sua real luta aqui e agora?

O príncipe pensou... uma, duas, mil vezes antes de responder algo tão específico.

— Eu não ligo para o meu futuro, sei que serei o rei dos homens, terei o primeiro filho da Soo-min com o seu rei e cuidarei dessa criança com a minha própria vida, não me casarei, pois não há princesas para desposar, e por ser o sucessor legítimo do rei não poderia me casar com uma plebeia, e é assim que viverei Bang, como se deve.

Nesse momento, tomado por uma raiva crescente, o príncipe Bang se virou abruptamente para encarar o Kim que o soltou e deu uns passos para trás.

— Você não ouviu minha pergunta Kim?

— Ouvi sim Bang, e o estava respondendo.

— Não, não estava, você estava recitando deveres reais para tentar se convencer de que está tranquilo com essa porcaria toda, mas Kim, se me ama como disse me amar, pense mais uma vez e me responda novamente... E você?

O príncipe Kim caiu em seus joelhos e pôs-se a chorar, e o príncipe Bang se sentiu imensamente triste por não poder o pegar em seus braços e o beijar apaixonadamente como queria.

E o príncipe dos bárbaros foi até o Seungmin e começou a enxugar suas lágrimas, mas esperando pacientemente sua resposta, até que um pigarro do príncipe Kim que limpava sua garganta anunciou que ela finalmente viria.

Por sua vez, o jovem Kim olhou no fundo dos olhos do príncipe Bang.

— Você quer a verdade Bang? A verdade é que eu daria tudo para que não fostes o escolhido das luas, daria minha própria vida para poder o amar como sonho desde que o conheci, e faria qualquer coisa para torná-lo rei ao meu lado.

O sorriso do príncipe Bang voltou a aparecer e o Kim acabou sorrindo entre lágrimas.

— Você é lindo quando sorri Kim, então por favor não chore mais está bem?

— Bang...

— Está tudo bem, meu lindo príncipe, e se queres saber, eu sinto o mesmo por ti, eu estava em dúvidas por também amar a Soo-min, mas bem aqui, vejo a diferença entre esses dois sentimentos que tenho.

— Mas Bang, esse é o meu maior medo...

— Por que, meu pequeno príncipe?

— Se as luas o escolherem, como será nossas vidas?

— Eu não sei, de verdade, não tenho ideia, mas é bom saber que não o amo sozinho, isso já me dá forças para pedir as luas e aos deuses para deixarem meu destino contigo.

Os olhos do príncipe Kim brilhavam e o príncipe Bang o levantou do chão.

— Você já pensou em tudo que enfrentaremos Bang?

— Mil vezes ou mais Kim.

— E não teme?

— Não, nem um pouco.

— Ora essa... você é de fato louco!

— Sim, e que bom que você já sabe disso pequeno.

— Não me chame assim...

O príncipe dos homens corou com sua timidez e o outro o achou ainda mais belo assim.

— Chamo sim... — Ele estendeu a mão para o príncipe Kim, que relutou. — Segure minha mão, Kim, vamos nos sentar ali.

Os dois sorriram, o Kim segurou a mão forte do príncipe Bang e eles foram se sentar no balaústre da varanda.

— Você não estranha eu o amar Bang?

— Por quê? Você estranha que eu o ame?

— Na verdade, sim... e muito.

— Por você ser um príncipe?

— Sim... um homem...

— E quem liga?

A simplicidade do príncipe dos bárbaros assustou ao príncipe Kim.

— Só todos a nossa volta?

— Minha mãe nos apoia!

— A rainha Maiev sabe disso?

— Claro, ela sempre descobre tudo, Kim.

O jovem Kim franziu o cenho.

— E ela nos apoiaria?

— Ela já está nos apoiando, intercedendo por nós perante as luas e os deuses.

— Fico surpreso.

— Não deveria, somos um povo sem essas coisas estranhas que vocês têm, principalmente quando se trata de amor.

— Mas seu pai odiaria saber disso.

— Meu pai? Seu amigo, o rei bárbaro?

— Sim...

— Não, sei que meu rei nos apoiará também, ele fez o casamento de um tio meu com o melhor amigo dele.

O Seungmin arregalou os olhos e o Bang sorriu abertamente.

— Tá, mas mesmo assim, seu tio não era o único filho dele, o príncipe dos bárbaros que não lhe dará um neto herdeiro se não se casar com uma mulher.

— Mas se ficarmos juntos não seremos os pais do primeiro filho da Soo-min com o Jinnie ou o Minho?

— Channie, você é mesmo maluco..., sim, mas esse será o futuro rei dos homens, que irá me suceder, e quanto aos bárbaros?

— Vamos unificar os reinos...

A resposta do príncipe quase tirou o jovem Kim de seu juízo.

— Céus! Tudo é simples para você Bang?

— Sim, mas, na verdade, por que você pensa tão lá na frente? Não podemos nos preocupar apenas com o agora?

— Que pelo que vejo para você seu cabeça oca, já é se preocupar demais, estou errado?

— Não, tens razão... meu amor já me conhece bem.

— Channie...

— Lindo... pare com isso Kim, senão eu o beijarei.

O príncipe Kim gelou, ele nunca fora beijado na vida e só de pensar em ser beijado pelo seu primeiro amor ele morreria.

— Channie?

— Pode me falar o que quiser, Minnie.

— E se as luas o escolherem para a Minnah?

— Não sei ainda, podemos ficar nós três, o que acha?

— Ela é minha irmã Channie... — Ele queria se irar, mas era impossível pela cara que o príncipe dos bárbaros fazia. — Você me irrita, sabia?

— Se acalme, e eu sei que é o irmão dela, mas eu ficaria com os dois, se vocês concordassem, é claro, e por favor não pense que estou diminuindo o que sinto por você, porque não estou, só é algo comum para nós bárbaros, espero que entenda.

O Seungmin gargalhou se lembrando de uma das conversas que teve com sua irmã.

— Acredita que a minha Soo-minnie me sugeriu isso uma vez? Ela disse que você faria algo assim, e pelo que vejo ela acertou.

— Ah, então ela já sabe dos seus sentimentos por mim?

— Sim, e também desconfia dos seus por mim.

Os dois sorriram pequeno por falarem da princesa.

— Ela é uma mulher forte e decidida... será uma rainha excepcional.

— Concordo contigo.

O príncipe Bang se aproximou um pouco mais do príncipe Kim.

— E você também Kim, você será um rei excepcional, disso não tenho a menor dúvida.

Eles estavam muito próximos, então o Bang não resistiu.

— Hey! Perdeu o resto do pouco juízo que tem?

O príncipe dos bárbaros gargalhava com o semblante indignado do príncipe Kim.

— Apenas dei um selar em sua bochecha, Kim, se acalme, nossos pais fazem isso o tempo todo.

— Sim, mas eles não se amam!

A declaração do Kim deixou o Bang muito feliz.

— Tens razão, na verdade, eles se amam, sim, mas como amigos e não como nós dois nos amamos.

— Foi o que quis dizer.

— Olhe para mim.

O jovem príncipe dos homens encarou o príncipe bárbaro como lhe foi pedido.

— Eu te prometo que se eu não for o escolhido você será meu rei, custe o que custar, mas também prometo que se eu for o escolhido eu nunca machucarei a Minnah.

— Sei que você não vai e isso me alivia muito... E sei também que esse é o nosso dever, então não se preocupe, pois eu nunca o odiarei por ser um excelente marido para minha Soo-min.

— Mas eu também te prometo que irei pedir as luas e aos deuses todas as noites até o rito que meu destino seja o seu também.

O príncipe Kim se emocionou e então foi até o rosto do Bang e deixou um selar em sua bochecha.

— Te prometo o mesmo, pedirei as luas para nos permitirem viver nosso amor e começarei agora mesmo.

Ele se voltou para a lua, fechou seus olhos e fez uma prece silenciosa, encorajando o Bang a fazer o mesmo e assim ele fez.

E os dois ficaram ali falando com as luas por um tempo.

— Não esperneie Minnie, mas essa noite ficarei aqui contigo e não há nada que você possa fazer para me impedir.

— Está bem, Channie, pode ficar, mas se controle.

Os dois sorriram.

— Eu já estou me controlando Kim, acredite.

[...]

Aquela noite cada um dos príncipes ficou ao lado de seu verdadeiro amor, o que só lhes deu certeza do pelo que eles lutariam na prova do dia seguinte.

[...]

ALVO.

“Não há nada mais importante para todos do que ter um alvo bem determinado para o êxito em sua jornada ser certeiro, e nisso todos os quatro reinos sabem que o povo com seus alvos mais esclarecidos e focados são o povo élfico. Desde sempre foi assim, seja na caça, seja em sua filosofia de vida, ou de amar e cuidar de toda a vida selvagem, quando um elfo apruma sua mira ele acerta seu alvo sem titubear um só milímetro sequer.

E isso se dá a sua fibra inabalável, e sua mente poderosa e sua moral linear.

Um elfo jamais erra seu alvo, seja ele qual for.”

[...]

E foi por isso que o rei Kim escolheu alvo como a segunda prova para os jogos dos príncipes.

Ele queria saber se eles manteriam seu foco nos seus verdadeiros alvos independente das circunstâncias.

[...]

Todos já estavam reunidos na arena de provas, porem dessa vez eles adentrariam a floresta então não seriam vistos o tempo todo como foi na primeira prova.

— Hoje vocês provarão a força dos seus objetivos e o quanto eles os impulsionam. — O Rei Kim falava para que todos os ouvisse. — Na floresta cada um de vocês encontrará seu alvo, quando o encontrarem decidam se esse é ou não seu verdadeiro foco e se for o tragam para mim.

As palavras do rei deixaram aos três príncipes apreensivos, e o príncipe Hwang rapidamente olhou em volta em busca do chefe da guarda e ao o avistar mais longe se sentiu aliviado.

O mesmo ocorreu ao príncipe Bang que, encarando o palanque dos príncipes respirou aliviado, por ver que o Seungmin estava em seu lugar o olhando fixamente.

Já o príncipe Lee teve um pensamento, mas decidiu guardar para si, não haveria como ele falar o que lhe ocorreu aos seus amigos, não agora.

— Ao meu sinal, entrem na floresta e boa sorte.

Os três príncipes se posicionaram um do lado do outro na entrada da floresta.

— Lá dentro pensem como príncipes, esqueçam o coração de vocês.

O príncipe Lee falou quase entredentes para não demonstrar que falava com seus amigos.

— Certo, boa sorte amigos. — O príncipe dos bárbaros falou.

— Obrigada Minho, boa sorte amigos.

— Boa sorte irmãos.

Com a fala do príncipe dos sombrios, o som da corneta se ouviu anunciando que a prova iria começar.

[...]

A fada do reino dos homens já estava em seu posto, desta vez o Felix foi orientado pelo rei Kim a fazer com que os príncipes fizessem uma escolha, e essa escolha seria a verdadeira prova deles.

Eles precisariam de seus arcos e flechas, mas não caçariam nada naquela manhã.

[...]

Após andarem um pouco mais adentro da floresta, eles viram o primeiro sinal de como deveriam seguir suas provas.

— Acho que nos separamos aqui.

— Sim Bang.

— Vamos lá.

Eles avistaram três lenços amarrados em direções diferentes, um verde, um preto e um vermelho que eram as cores que representavam seus povos, e com cada um já em seu caminho eles se sentiram completamente só.

[...]

O príncipe dos bárbaros.

O príncipe Bang parou quando ouviu barulhos mais adiante.

— Acho que encontrei.

Ele arrumou seu arco e flecha, caminhou em direção ao barulho e odiou o que viu.

— Mas o que é isso?

Ele olhou com mais atenção, de um lado pendurado pelos pés estava o Magni, seu amigo fiel, criado, e seu povo, e do outro a princesa Soo-min.

Seu coração paralisou um instante, e ele andou de um lado para o outro sem saber o que fazer. Até que se lembrou da fala de seu amigo, o príncipe dos sombrios.

— Pense como um príncipe, e não com o coração...

Então ele fez o que deveria ser feito e rumou para a arena.

[...]

O príncipe élfico.

Ao invés de caminhar pela trilha, o príncipe élfico foi pelas árvores, como era de seu costume desde muito novo.

Ele buscava por seu alvo sem saber o que de fato seria até que então ele viu.

Presas em árvores distintas estavam a Anderith, sua amiga, fiel escudeira e uma elfo valorosa para o povo élfico e na outra árvore a princesa Soo-min.

— Então era isso? Bem que o Lino nos alertou.

E sem titubear ele pegou seu arco e flecha, mirou com determinação, fez o que deveria ser feito e voltou a arena.

O príncipe dos sombrios.

Seu caminho foi reto e bem traçado pelo mesmo, e não demorou em nada ele estava diante dos seus alvos.

Em uma das árvores, pendurada pelo pé, a Dilys, sua amiga, parte do seu povo amado e sua fiel criada e confidente e na outra a princesa Soo-min, sua amada.

— Por que isso não me surpreende?

A verdade é que assim que as viu seu coração gelou, mas, no fundo ele não teve dúvidas, e então ele com seu arco fez exatamente o que tinha que ser feito, acertando seu alvo e voltando para a arena.

[...]

De volta a arena.

Após longos minutos o povo avistou os três príncipes saindo da floresta.

O príncipe Bang trazia seu verdadeiro alvo nos braços.

O príncipe Hwang fez seu verdadeiro alvo flutuar ao seu lado.

E o príncipe dos sombrios estava com o seu verdadeiro alvo em pé caminhando ao seu lado como se nada tivesse acontecido.

Aplausos e vivas tomavam todo o lugar e o sorriso do rei Kim ficou largo em seu rosto ao ver a cena em sua frente.

Os príncipes dos homens se sentiram aliviados assim como o chefe da guarda, mas logo os três príncipes estavam confusos e assim que chegaram à frente do rei mostraram seus alvos os colocando no chão.

— Povo do reino dos homens, reis e rainha convidados e príncipes do reino, essa manhã pedi que escolhas fossem colocadas como alvos de seus príncipes para que eles nos trouxessem o seu verdadeiro alvo, e como podem ver eis o resultado.

Todos murmuravam coisas, admirados por ver que as escolhas dos príncipes eram a mesma, e então o rei se virou para eles.

— Por favor em ordem deem um passo à frente e me expliquem o porquê de suas escolhas.

O príncipe dos bárbaros deu um passo à frente como lhes foi pedido colocando o Magni no chão com cuidado e pôde o ver despertando o que lhe deixou aliviado, e em seguida a sua princesa Soo-min, que assim que foi colocada no chão acordou e se transformou no jovem Yang.

— Ah por isso minha pequena estava tão pesada assim.

Gargalhadas foram ouvidas por todos e até o rei gargalhou alto com o semblante divertido do príncipe Bang.

— Se me permite dizer meu rei, como príncipe tenho dever para com meu povo e jamais deixaria um dos meus para trás, mas também tenho dever com a princesa Soo-min que sempre será alguém que protegerei sendo eu o seu futuro esposo ou não, o que importa aqui é que eu me porei a proteger todos sem essas distinções que não passam de uma fraqueza para qual não devemos dar atenção salvando assim, todos que pudermos salvar, não importando o quanto isso demandará esforços.

Todos aplaudiram, mas o Bang ainda se sentia um pouco irritado.

— Tudo bem com você príncipe Bang?

— Ah sim claro, só estou bravo porque tive que carregar o Magni até aqui, esse anão parrudo é pesado.

Mais gargalhadas vieram e o amigo do príncipe o empurrou de leve.

— Que inoportuno falar assim de mim Bang.

— Mas não menti amigo, você pesa. — Os dois sorriram.

— Então da próxima vez que enchermos a cara deixarei vossa alteza a sua própria sorte, ou pensas que também não pesa como uma pedra?

Eles se abraçaram e o Yang sorria pôr os ouvir.

— Muito bem, Bang, você nos provou que seu alvo é claro em seu coração, e que você sempre o seguirá, não importa o que haja, meus parabéns príncipe.

O Bang se afastou e olhou de relance para o Seungmin que sorria orgulhoso, e então ele finalmente relaxou e sorriu ainda mais.

— Sua vez príncipe Hwang, vejo que fez como o Bang salvando seus dois alvos, aproxime-se e me conte seus motivos.

O príncipe foi para frente e seus alvos despertaram e quando isso ocorreu a princesa Soo-min se transformou no Jisung, o menino esquilo e todos fizeram um sonoro “aaaawwwn”, pois o jovem esquilo era adorado por todos do reino.

— Meu rei, se me permite dizer, por mais que tivessem mil vidas naquela floresta eu traria todas para a arena, meu alvo é proteger a vida em si, e foi isso que fiz, e se ainda posso me atrever em dizer, realeza e povo para mim são como iguais, o que nos difere é que devemos proteger nosso povo e o povo precisa sentir essa proteção vinda de nós, afinal eles nos servem com seu trabalho árduo dia após dia, então, sim, salvei a representante do meu povo e amiga, mas também salvei minha doce princesa, pois eu jamais deixaria nenhuma das duas para trás.

As palavras e a postura do príncipe élfico foram ovacionadas pelo povo e o rei estava muito contente com o que via e ouvia.

— Que bom que para você assim como para o Bang não há distinções, isso alegra muito meu coração, e meus parabéns Hwang, você concluiu sua prova com êxito.

O príncipe se afastou ainda sendo aplaudido dando lugar ao último deles e quando cruzou seus olhos com o chefe da guarda viu o quão orgulhoso o mesmo estava de si, e então o elfo sorriu.

— Príncipe Lee, por favor sua vez.

O príncipe foi caminhando ao lado de seus dois alvos, e o rei sorriu largo.

O povo o aplaudia de igual forma como fizeram aos demais e o rei dos sombrios se alegrava com tudo aquilo.

A princesa Soo-min ao lado do príncipe não se revelou outra figura como as demais o que deixou o príncipe um tanto confuso.

— Fada Lee, deixe disso está assustando nosso jovem príncipe.

Assim que o rei falou a fada voltou a sua real forma e ficou voando sobre o ombro do príncipe.

— Ah então era você, oi fada Lee.

Todos sorriam e o príncipe se voltou ao rei.

— Meu rei, quando eu era criança sofri uma emboscada, minha amada mãe ainda era viva e eu estava em sua companhia e eu a vi salvando a todos os criados que estavam conosco e depois a vi libertar outros que não eram de nosso povo, e tudo isso sem deixar de proteger a mim, seu filho, e no final daquele dia ela me disse que todos somos importantes, e mesmo aqueles que nos desprezam tem a sua importância e depois disso eu nunca consegui pensar diferente do que ela havia me ensinado, então libertei as duas e removi o encanto do sono delas e voltamos conversando para cá.

— Muito bem, sua mãe era uma mulher extraordinária príncipe Lee, e fico feliz que se lembre de suas palavras, mas me diga; vocês vieram conversando e não notou que não era a princesa?

— Notei sim, só não sabia que era a fada Lee.

— E não se importou por não ser ela?

— Não, meu rei, como disse, salvaria a qualquer um ali, mesmo que este me ofendesse por ser quem sou, um sombrio.

— Muito bem, príncipe Lee, meus parabéns, você concluiu sua prova com louvor.

Todos aplaudiram o príncipe sombrio mais uma vez, inclusive os seus amigos.

— Príncipes venham até aqui.

Os três se colocaram na frente do rei.

— Vocês entendem que ser o rei dos quatro reinos fará até mesmo a mim e a vossos pais, o seu povo, e será o dever do escolhido ao lado de minha filha proteger a todos?

— Sim, meu rei. — Os três responderam em uníssono.

— Ótimo, fico feliz em ver que os três tem essa consciência, e que o príncipe escolhido estará pronto quando for a hora.

Os três príncipes fizeram reverências ao rei que seguia sorrindo satisfeito e orgulhoso.

— Ao entardecer teremos o último jogo com a última prova de vocês, e eu espero que todos vejam que isso não é uma competição, apesar de que nos dois primeiros jogos tivemos empates, mas sim uma preparação para que o nosso futuro rei seja o melhor ao lado de nossa futura rainha.

As palavras do rei trouxeram novamente aos príncipes e a princesa o peso do que aquilo tudo era, e uma nova onda de medos e dúvidas os tomou.

— Declaro que o segundo jogo está finalizado e para o terceiro e último jogo preparem bem as suas mentes, e agora vamos nos preparar, o almoço será servido no salão principal do castelo.

[...]

Depois daquela prova todos tomaram seus lugares de costume para se aprontar para o almoço e os príncipes ficaram aflitos com todos os tipos de pensamentos que lhes assolavam e o mais latente em suas mentes era o de que depois do último jogo haverá o baile e enfim o alinhamento das luas estará à espera deles.

Havia pouco tempo para saberem enfim o desfecho de tudo aquilo, e logo os quatro reinos terão sua rainha e seu rei escolhido.

E todos se pegaram pensando se de fato aceitarão o destino que lhes for imposto, ou se lutarão contra os quatro reinos para poder fazer valer suas vontades.

Isso era algo a se pensar...

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Notas finais
Okay, vamos lá! Nesse capítulo quis trazer os conflitos amorosos e os "posicionamentos" dos envolvidos, então: 1° Deixo claro que a princesa Soo-min ama sim a todos os três príncipes, mas apenas o príncipe Minho com um amor genuinamente romântico, e que sim ela é correspondida por ele. 2º O Seungmin está com medo, (em pânico na verdade) e desde o mais "simples" como assumir seu amor, até o mais complexo que seria uma aceitação desse romance visto como "torto" para os mais velhos, sem contar no rito que pode impossibilitar que ele viva com seu amado. 3º O Changbin é convicto, e tem o pensamento de que seu serviço ao trono vem antes de sua vida pessoal pois foi como ele jurou a coroa, mas, assim como ele aceitará seu destino caso o Hyunjin seja o escolhido, ele também irá até o fim pelo príncipe élfico caso ele não seja escolhido. 4º Tanto para o Seungmin, quanto para o Changbin seu dever com o trono vem em primeiro lugar, mas principalmente o amor que os dois tem pela Soo-min, eles não querem de jeito nenhum que ela sofra, e lutarão até contra si para evitar tal sofrimento. 5º (e último) Os três príncipes sabem exatamente quem eles amam, e o que querem, mas estão "presos" a tudo isso e qualquer movimento contra a tradição do rito colocaria seus reinos em guerra e eles jamais pensam em fazer algo assim, ainda mais por que os quatro reinos vivem em paz a eras. Logo, tudo é muito difícil para todos eles, mesmo para os que fazem parecer algo simples. Acho que falei tudo, qualquer duvida podem me perguntar okay? É sempre um prazer para mim os responder. E é isso! Próximo capítulo o a última prova dos jogos dos príncipes. O brigada por ler "O rito das Luas - Os quatro reinos". Beijoka da Adnoka! ☽♛♕☾