☽♛O rito das Luas - Os quatro reinos♕☾

20 ♕ 19. — Sabedoria, a última prova.


Notas iniciais
Sei que estou demorando, mas eu não esqueço minhas Fics tá. Muita coisa rolando, pouco tempo sobrando, só isso. Espero que curtam! Boa leitura minhas princesas/príncipes.

O reino estava animado, com o desfecho da última prova virá o baile e por fim o tão esperado rito.

O povo estava feliz, nesses últimos dias puderam ver mais de perto como os três príncipes podem ser bons para a princesa Kim Soo-min e em todo canto eles faziam suas apostas.

— Quem a lua escolherá? Venham e me digam! — Uma senhora risonha passava com um cesto colhendo os palpites do povo.

Três rapazes se aproximaram dela.

— Eu aposto no príncipe dos bárbaros, ele é perfeito para a nossa princesa.

— Estás louco? O príncipe élfico certamente será a sábia escolha das luas, nenhum dos três é mais apropriado que ele para isso.

— Acho que estás apaixonado Song, — Os dois sorriram e o que se referiu ao príncipe élfico ralhou com eles. — Já eu, tenho certeza de que será o príncipe dos sombrios, minha aposta será nele.

— Enlouqueceu de vez? Um sombrio sendo o rei dos quatro reinos? Isso nunca se dará, as luas não fariam tamanha idiotice.

— É isso o que pensa Jang?

— E não seria o certo a todos pensarem Park?

— Se for meu amigo, será exatamente por isso que as luas o escolherão, para lavar essa ideia errada sobre um reino tão injustiçado.

— Eu não acharia ruim que fosse o príncipe sombrio, mas ainda acho que será o élfico, mas concordo um pouco com o Jang, os sombrios nunca estarão em uma posição dessas.

— Minha aposta então, é em tempos de mudança, todos os quatro reinos terão que se curvar para a princesa dos homens e para o príncipe sombrio e o melhor, todos verão que terá sido uma escolha sábia e terão que aceitá-la.

— Então os jovens estão decididos? — A senhora disse achando interessante a discussão em sua frente.

— Sim senhora, por favor tome nossas apostas.

Os criados dos príncipes ouviram de longe aquela conversa e ficaram quietos esperando que os jovens fossem embora.

— Eu acho que seria muito bom o príncipe Lee ser o escolhido...

— Achas mesmo Magni? Mas e o príncipe Bang?

— Seria tão boa escolha quanto, assim como o príncipe Hwang acreditem em minha sinceridade ao dizer isso, mas eu acho que ganharíamos muito mais com algo que faria os medíocres engolirem suas ideias tortas e erradas sobre o povo dos sombrios.

— Me surpreende saber que pensas assim Magni, e se posso lhes confessar eu também acharia perfeito se as luas nos dessem essa enorme mudança, o último príncipe escolhido por elas já foi um elfo e apesar da minha irmã defender que apenas o Hwang é a escolha certa eu acho que dos três o príncipe Lee seria a escolha mais feliz para os reinos.

— Quando voltarmos falarei ao Minho que ele tem admiradores.

— Gun você é tão chato...

— Vocês não viram o meu príncipe...

Os três sorriram e concordaram que brincadeiras à parte seus príncipes eram excelentes pessoas.

— Mas e você Gun? Em quem aposta?

— Sinceramente Caladylon?

— Sim, por favor...

— Não há outro para a princesa Kim Soo-min além do Minho, e não digo por essas casualidades que apontaram, mas sim pelo amor que sinto que tem entre eles, e eu não desejaria menos que um amor verdadeiro para todos os nossos príncipes.

— A sabedoria do povo sombrio é real, não é? — O Magni falou colocando seus braços em volta do pescoço dos outros dois. — Vamos beber ao amor verdadeiro e torcer para que as luas sejam boas para os nossos príncipes!

— Beber a essa hora da manhã Magni?

— E lá tem hora para beber Gun? Venham, eu pago para os meus amigos.

— Agora até me animei.

— És um grande de um sovina mesmo não é Caladylon?

[...]

As criadas dos príncipes também estavam reunidas e viram as apostas sendo feitas.

— Quanta tensão, não é?

A Dilys falou prestando atenção nos comentários contra seu povo.

— Isso deve ser um saco né, Dilys? Que vontade de pegar meu machado e acertar esses idiotas bem no meio dessas suas cabeças vazias.

— Se acalme, Vallira, nós os sombrios nem ligamos para isso, deixamos que falem e, na verdade, até pegamos um gosto pela má fama, — ela se abaixou como quem quisesse segredar algo e as outras duas a acompanharam. — Eles têm medo de nós e por isso ficam de longe e isso resulta em paz para nosso povo.

As três sorriram voltando as suas posições.

— Realmente essa paz é algo valioso, mas isso pode mudar Dilys, pense se nossos povos desinformados e raivosos se viram para levantar uma guerra contra os sombrios? Seria de uma burrice sem tamanho.

— A Anderith tem razão, mas se os bárbaros fizerem isso eu acabo com eles antes de adentrarem os mares rumo as terras sombrias.

— Me pergunto se pensas assim por ser a namorada do Gun Vallira...

— Dilys! Sua horrorosa como pode pensar assim de mim? — Ela jogou uma pedra na citada e as três gargalhavam. — Eu te odeio, vou falar para o rei bárbaro se levantar contra o povo sombrio assim que o príncipe Lee for escolhido.

As outras duas a olharam surpresas.

— Você também acha que será o príncipe Lee Vallira?

— Claro Anderith, não, pera aí... você acha isso?

— No começo eu estava convicta que seria o príncipe Hwang, na minha cabeça nem faria sentido não o ser, mas não sei, o príncipe Lee parece ser o certo entende? A escolha mais acertada e eu o servirei com honra.

A Vallira se pôs a gargalhar ainda mais.

— O cabeça dura do príncipe Chan nem teve chances, não é?

— E você ri por isso?

— Claro, ele não vai achar ruim, acho que nem o Hwang vai, os príncipes se tornaram muito amigos, bem mais que seus pais são eu diria.

— É o Minho fala sempre com muito carinho dos outros príncipes.

— O mesmo com o Hwang.

— O Bang igual, então deixem que o povo se mate, tenho certeza que as luas já sabem o que fazer antes mesmo do primeiro encontro dos três com a princesa.

— Então vamos beber?

— Vallira?

— Nem vem Anderith das três você é a que mais bebe.

— A Vallira tem razão, vamos de uma vez, a última prova é hoje e eu estou louca para ver como será.

Por pura coincidência as meninas foram para a mesma taverna onde os rapazes estavam e os casais se uniram felizes, pois logo o fim dessa dúvida chegará e eles terão os reis dos quatro reinos anunciados.

[...]

No castelo.

Os reis estavam reunidos, mas evitavam falar sobre a escolha das luas.

— A última prova está preparada. — O rei Kim falou animado.

— Ótimo! — O rei Bang esbravejou como sempre fazia. — Vamos ver mais uma vez nossos filhos sendo os verdadeiros príncipes que são.

— Todos os três, rei Bang?

— Sim meu rei Lee, inclusive deixe-me aproveitar que estamos só os reis aqui para lhe pedir minhas sinceras desculpas pelo comportamento difícil que tive em relação ao seu povo nesses últimos anos, quero que saiba que tudo aquilo era mais da boca para fora do que qualquer coisa.

— E acha mesmo que eu não sei disso? Por que pensas que eu sempre os atormentava como podia? Era apenas para me divertir com suas infantilidades.

— Também não comece a avacalhar aqui ou eu te...

— Leva ao chão Bang, todos sabemos disso... — o rei élfico falou soprando como quem estivesse entediado. — Nunca vi, parece um porco, toda hora rolando no chão.

— Ah, rei Lee, achei um novo alvo para derrubar, então se me der licença.

O rei Bang correu em direção ao rei Hwang que milímetros antes deles colidirem saltou por cima dele caindo de pé do outro lado da sala com seus cabelos em cascata sobre seus ombros o que fez o rei Kim e o rei Lee caírem em gargalhadas sinceras.

— Eu vou te matar Hwang...

— Quando conseguir me pegar Bang, por favor me mate, eu odiaria rolar no chão com você.

— Vocês ainda são aqueles garotos, não é? Nunca vão crescer de fato?

— A sabedoria pesa apenas nos mais sábios, rei Lee, e o peso dessa dádiva caiu sobre vossa alteza e o seu povo apenas.

— E esse foi o rei Hwang se desculpando com o rei sombrio.

O rei Kim falou ainda sorrindo e o rei Hwang fez uma breve reverência.

— Ah, não, assim não aceitarei, quero lágrimas de arrependimento iguais às do rei Bang.

— Hey! Quem aqui chorou seu maldito? Tá vendo aí rei Kim, por isso não podemos dar trela para o rei Lee.

— Pelo amor das luas... — o rei Hwang sentou pegando uvas para comer. — Só espero que você não se entristeça quando as luas não escolherem o príncipe Lee meu rei, mas fora isso eu também lhe devo desculpas, somos os velhos aqui e fomos ensinados pelos nossos filhos como devemos ser entre todos os reinos.

— Aqui meu belíssimo exemplar de rei, — O rei Lee dá um belo lenço para o rei Hwang. — Não estarei triste, mas prometo que meu ombro será todo seu quando as luas escolherem o meu Lee ao invés de seu lindo filho, use o lenço, seque suas lágrimas cristalinas e pode chorar em mim.

— Ainda bem que sou o pai da princesa, — O rei Kim disse servindo-se de vinho. — Juro que iria odiar estar no lugar de um dos três.

— Realmente você tem sorte, mesmo sabendo que a princesa Kim tem gênio forte, nessa situação toda a parte dela pode até ser dolorosa, mas é mais cômoda.

— Não diria cômoda meu amigo rei Bang, acho que nossos filhos sofreram igualmente nesse processo todo, eles se descobriram como homens, mulher e amigos e me colocando no lugar deles posso dizer que foi sofrido para todos na mesma medida.

— O que nos conforta como pais é que isso está para acabar, não é?

— Sim rei Hwang.

— Estou pronto para servir aos novos reis dos quatro reinos. — O rei Bang falou sorrindo.

— Será um trabalho e tanto até que os escolhidos assumam o trono dos quatro reinos, eles passarão por ensinamentos em cada um dos nossos reinos... pensando nisso, está pronto para perder sua filha para o meu filho rei Kim?

— Lá vem ele... rei Lee fica calado o tempo todo, mas quando fala...

— Só estou curioso meu amigo.

— Não perderei uma filha, e é aqui que farei meu pedido aos três, depois do rito ganharei um filho seja qual for o escolhido, então peço que seja qual for o reino que se unirá ao nosso, possa também receber minha princesa como a uma filha.

— Se não for minha filha, será sempre minha amiga, ela e o seu filho Seungmin, pode confiar que eu sempre estarei com eles.

— Digo o mesmo desse parrudo, sua filha, seu filho e sua guarda real sempre serão bem vindos em meu reino mesmo que o meu filho não seja o escolhido.

O rei Kim os reverenciou em agradecimento.

— Quanto a mim nada mudou meu amigo, você sabe que podes contar com meu amor e amizade para com seus dois filhos, e aproveito para dizer que vocês também, rei Bang, rei Hwang, e falo independente de resultados que seus filhos terão sempre todo meu apoio e passagem livre em meu reino, não vamos deixar que o que eles criaram aqui se percam pela ignorância de seus pais está bem?

Os outros três reis concordaram e seguiram bebendo juntos esperando a hora da última prova.

[...]

A princesa Kim estava com seu irmão, a fada o menino esquilo e os dois de sua guarda, o chefe e o novato, em seu quarto se preparando para a última prova onde ela será a peça fundamental.

— Vamos te deixar ainda mais bela, minha princesa amada. — A fada cuidava de sua roupa com extremo cuidado. — Yang, meu amorzinho, você poderia me ajudar com a barra do vestido dela?

— Claro Felixie, o que precisa que eu faça huh?

— Primeiro... — a fada deu um breve selar nos lábios do guarda real, que ficou vermelho como um pimentão, tirando risos fofos dos demais. — Desculpe amor, mas é a primeira vez que nos vemos hoje, trabalhei a noite inteira na última prova e estava com saudades.

— Tudo bem, — ele sorriu pequeno. — Mas beije o nosso Hannie também e volte para arrumarmos o vestido.

O menino esquilo dormia no peito do príncipe Kim que deixava carinhos nele então a fada fez o que lhe foi pedido indo até ele e deixando um doce selar em seus lábios e mesmo sorrindo o menino esquilo sorriu.

— Morro de fofura com vocês, acho injusto tanto amor explicito assim.

— E eu estou com o Binnie, vão logo arrumar minha irmã, estou ansioso.

Todos sorriram e a princesa que estava muito tensa decidiu falar enfim.

— Lixie...

— Oi, amor... aqui Yang, pegue essa ponta e a prenda assim.

A fada olhou para a princesa como quem queria dizer, “pode falar estou lhe ouvindo”.

— Eles correrão algum perigo nessa última prova?

— Ah, é isso que te preocupa tanto?

— Acho que sim...

— Sem perigos reais minha doce princesa, apenas coisas que eles precisarão lidar.

— Entendo...

O Felix ficou em sua frente a olhando e chamou o Yang com um gesto para que ele a olhasse junto a si.

— Perfeita não é amorzinho?

— Como sempre minha fadinha.

— Pelos céus... parem com isso... E Felix, você é uma fada, por que não termina de a arrumar com magia?

— Não, não meu querido e forte guarda, coisas assim eu gosto de fazer com minhas próprias mãos.

— Sua cara mesmo...

— Binnie, — O Yang perguntou enquanto arrumava os ombros do vestido da princesa. — Algo o preocupa?

— Acho que algo preocupa a todos nós Yang.

Quem respondeu foi o príncipe Kim.

— Vocês se apaixonaram também não foi?

Todos no quarto olharam para o jovem da guarda e o menino esquilo acordou já o procurando.

— Vá ficar com nosso Sunguieah, Yang, já estou acabando aqui, obrigado, meu querido.

O jovem guarda deixou um selar na testa da fada e foi se abraçar com o Jisung que já estava com seus braços esticados em sua direção.

— Não finjam que não perguntei nada. — O Yang falou se aninhando ao menino esquilo. — Vocês estão em maus lençóis...

— Não seja maldoso com eles meu Yang fofinho. — O Jisung falou em um tom bem baixinho arrancando um sorriso do Yang.

A princesa Kim Soo-min encarou seu irmão e seu chefe da guarda, ela já estava ciente de tudo aquilo e sim, era como o Yang disse, dependendo da escolha todos estariam em maus lençóis.

— Olha, vamos todos nos acalmar está bem? — A fada falou em seu tom mais brando. — As coisas sempre rumam ao seu destino então por favor, confiem nas luas está bem?

O Changbin pareceu triste, o que nunca foi algo visto pelos demais.

— Quando se é um plebeu fada, nem as luas podem nos ajudar.

A princesa saiu de seu pequeno pedestal e foi até o chefe da guarda, segurou em sua mão e olhou em seus olhos.

— Não pense assim Binnie, — ela falou mais baixinho — O Jinnie o ama, e eu estou pedindo muito as luas que faça o melhor para todos nós.

O chefe da guarda sorriu, mas em seu semblante havia um desespero notável.

— Isso é o que me preocupa Soo-min, olha você me consolando por um de seus pretendentes... isso é tão errado...

— Mas não é nossa culpa Binnie, — O Seungmin falou assertivo e todos foram para a enorme cama da princesa. — E nada disso é meu amigo, o amor não escolhe alvos, ele apenas acontece, resta a nós, lidarmos com o que vier.

A fada terminou de colocar flores nos cabelos da princesa e suspirou.

— Você está pronta minha querida pode ir com nossos amigos, eles já sabem onde você ficará.

— Obrigada Lixie.

— Só mais uma coisa amor, não importa o que aconteça lá, não se meta, o resultado disso tem que vir deles e apenas deles está bem?

— Está sim, prometo que ficarei inerte até que eles façam o que quiserem fazer.

— Ótimo minha flor, agora vá.

Ela saiu com seus guardas e a fada e o menino esquilo se abraçaram ao príncipe.

— E quanto a você meu querido, tenha força quando a hora chegar.

— Como assim Lixie?

— É o que você mais precisará daqui para frente meu amor.

[...]

SABEDORIA

“Dentre os quatro reinos, os sombrios ficaram com o dom da sabedoria que por muitos é visto muitas vezes como um fardo e em alguns casos até como uma desculpa para acovardar-se.

O que nem de longe é verdade.

Não que os outros povos não usem de sabedoria para tornar suas vidas íntegras e dignas, mas quando se é alvo da força de uma fúria que atravessa eras causada por preconceitos enraizados, a sabedoria pode definir se quem recebe tanta hostilidade assim irá vingar e perpetua-se ou se simplesmente se renderão ao ódio e sucumbirão a necedade que lhes foi imposta.

E a permanência do povo sombrio até os dias atuais é a prova viva de que a sabedoria nunca lhes faltou e que esse povo tem muito mais valor e coragem do que lhes é conferido.”

E por esse exato motivo que a escolha do rei Kim para a última prova foi levar aos jovens príncipes a testarem sua verdadeira sabedoria.

Representando assim o último reino nas provas dos três reinos.

[...]

Na arena de provas.

Todos já estavam em suas devidas posições e o olhar dos três príncipes se alternavam entre procurar pela princesa Soo-min e três entradas de pedra imponentes que estava a poucos passos deles.

— Príncipes Bang, Hwang e Lee — O rei se pôs de pé já os chamando a atenção. — Essa será a vossa última prova, ao mesmo tempo, os três entrarão pelas passagens e bem no centro está o que precisará sair dele, peço que prestem atenção no caminho de ida para poderem se encontrar facilmente na volta e passem pelo que tiverem que passar lembrando que vocês precisarão de força para alcançarem com sabedoria o real alvo de vocês.

Todos ouviam com muita atenção e a forma que o rei Kim entrelaçou os três princípios das provas deixou a todos maravilhados.

— Cada um de vocês estará levando sua arma consigo, façam um bom uso dela e boa sorte.

Aplausos vieram fervorosos e os três príncipes foram levados pelo chefe da guarda para a entrada que lhes correspondiam.

— Boa sorte meus amigos. — Foi apenas o que ele lhes disse e assim que se afastou o próprio Changbin deu um tiro para o alto anunciando o início da prova.

Os três príncipes se viraram de frente as suas entradas em como em um coro os três disseram em uníssono.

— É Um labirinto!

Eles trocaram olhares entre si e cada um deles sorriram em forma de encorajamento aos demais e sem mais esperar eles entraram.

[...]

O Príncipe Bárbaro.

Não demorou nada ele avistou uma luz vermelha e pensando que seria um sinal, ele a seguiu pelo caminho.

— Que prova sinistra, — ele falou sentindo um frio gelar sua espinha. — O que preciso fazer? É só andar e achar a Soo-min certo? Isso faço até de olhos fechados.

Ele continuou andando, e quanto mais ele avançava mais ele notava algo acontecendo.

— Socorro...

Ele ouviu, era uma voz que ele reconheceu na hora.

— Hyunjin? Céus, o que está acontecendo com meu amigo?

— Socorro... Channie? Lino? Me ajudem.

O príncipe bárbaro estava completamente aterrorizado.

— Que se dane essa merda, vou salvar o meu amigo.

E assim o príncipe Bang se desviou de sua luz e foi ao socorro do príncipe élfico.

[...]

O príncipe Élfico.

Um pouco mais a frente, o príncipe notou uma luz verde se erguendo em sua frente.

— Que linda! — Ele disse sorrindo e logo pôs-se a segui-la.

Ele andava entre os corredores rochosos e de repente notou o cenário mudar e um lindo verde de gramas e folhagens tomou toda vista do labirinto, o que o deixou menos tenso e então ele ouviu.

— Socorro!!! Argh!!!

— Lino? LINO!!! Onde você está?

O elfo não obteve resposta, mas ele estava muito preocupado com seu amigo.

— Socorro, por favor, não me deixem para morrer... Jinnie, Channie, por favor me ajudem.

O desespero o tomou, ele pegou seu arco e flecha e saiu correndo em direção à voz.

— Aguente firme Lino, eu estou a caminho meu amigo.

E assim o príncipe élfico nem notou que se perdera da luz que o guiava, o importante para ele era poder salvar seu amigo.

[...]

O príncipe Sombrio.

Mal adentrou seu corredor cinzento, ele viu um feixe de luz escura o chamar.

— Você quer que eu te siga? Não sei, prefiro seguir meus instintos.

E tomando o caminho oposto a luz, ele seguiu sai trilha.

Sozinho como sempre foi em sua vida, ele viu o caminho onde estava mudar, tornar-se mais claro e mais limpo e aquilo o envolveu com uma certa estranheza.

— Ah, então você está me seguindo? — ele disse ao avistar novamente a luz. — Não adianta, eu sinto que já estou quase perto do meu destino, e fique sabendo que sei que luzes nem sempre são sinal de uma coisa boa.

A luz se esvaiu na mesma hora como quem desistisse do príncipe, e aí ele ouviu.

— Merda! Socorro! — era a voz do príncipe dos bárbaros. — Channie? Channie! — o príncipe dos sombrios falou mais alto.

— Aqui Lino, por favor me ajude com essa porcaria ou estarei perdido.

O príncipe Lee fechou seus olhos, ele tinha quase certeza de que era uma cilada inserida na prova.

— Mesmo assim, eu jamais deixaria um amigo em apuros.

Ele disse em voz alta e se concentrou na direção que tomaria.

— Aguente firme Channie estou a caminho irmão.

E assim ele foi ao socorro do seu amigo.

[...]

Os três príncipes.

Bem no centro do labirinto os três príncipes chegaram de uma só vez, correndo e ofegantes e quando viram, os alvos de seu resgate estavam ali também para os resgatar.

— Não baixem a guarda, estamos em meio a um teste. — O príncipe dos sombrios fala e os outros dois seguem seu concelho, empunhando suas armas e ficando em alerta.

— Vamos seguir trilhas diferentes? — O príncipe élfico perguntou

— Melhor irmos juntos não? — O príncipe dos bárbaros disse confuso.

— Sim, melhor irmos juntos, não acho que essa seja uma prova de quem chega primeiro e sim de como chegaremos.

Os príncipes concordaram e deram um passo à frente.

Um único passo e diante deles uma besta surgiu, era uma besta-fera desconhecida pelos três.

— Uau! E isso existe mesmo? — O príncipe Bang falou nitidamente empolgado — Vamos matá-la meninos.

— Juntos? — O príncipe Hwang disse mais em tom de acordo do que de pergunta.

— Juntos! — O príncipe Lee falou selando o acordo deles. — Se passarmos por ela chegaremos ao que procuramos.

E uma luta começou.

O príncipe élfico garantia a distração da fera lhe acertando em pontos que a enervava e após uma de suas flechas lhe acertar em seu olho esquerdo, o príncipe Bang pulou em cima dela com seu machado a imobilizando com o cabo de sua arma lhe prendendo o seu pescoço.

— Lino, agora!

O príncipe sombrio sorriu ladino, finalmente chegou a hora de testar sua magia vil.

— Deixa comigo Channie, Jinnie?!

— Oi?

— Cubra minha retaguarda.

— Pode deixar Lino.

A cena que se deu em seguida encheu os olhos dos outros dois príncipes.

Um livro apareceu pairando no ar em frente ao príncipe dos sombrios e uma aura que misturava as cores vermelha, verde, preta e azul o envolvia intensamente.

Parado em frente a besta-fera o príncipe Lee ergueu suas mãos como se evocasse algo do solo e o príncipe Bang teve um vislumbre dos olhos de seu amigo tomados por um azul cristalino.

“Turpitudo vertit vitam in morte”. Tradução: A vileza transforma a vida em morte.

Ele disse repetidas vezes e do céu desciam raios que não os acertaram, mas iluminava o lugar onde estavam.

— Lino!

O príncipe Hwang sacou uma de suas flechas e acertou com precisão a mão da fera que em punho ia até o príncipe sombrio para o abater.

— Só mais um pouco, já está acontecendo.

O monstro continuou lutando contra a dor que sentia, contra as flechas que o acertavam sempre que ele tentava atacar e principalmente com o príncipe dos bárbaros que o manteve o tempo todo preso na presença do príncipe sombrio para que sua magia funcionasse.

— Quer fugir monstruosidade horrenda? Pois saiba que sua vida acabará aqui pelas mãos de três príncipes amigos. — Ele falava com um enorme sorriso em seu rosto. — Acabe com ele Lino. — Ele usou seu machado para o apertar e com a lâmina próxima a enorme cabeça do monstro ele lhe arrancou a orelha fazendo a fera urrar de dor. — Há! Essa ficará de lembrança para mim sua coisa feia.

O príncipe dos sombrios já estava extraindo quase toda a vida do enorme monstro e quando ele tombou de joelhos em sua frente o Lee sorriu satisfeito.

“Et per mortem vitta data est.” — Tradução: e através da morte a vida foi dada.

E assim que ele terminou de falar o monstro foi abatido, caindo no chão completamente sem vida.

— Através de sua morte três vidas foram poupadas. — O príncipe sombrio disse encarando o monstro caído para que os outros dois entendessem o sentido do que havia dito a pouco.

— Uau! Lino!

O príncipe Bang estava mais que satisfeito.

— Isso foi incrível Lino... eu nunca vi nada assim.

O príncipe Hwang falou se juntando a eles.

— O que acabou de se dar aqui, fizemos juntos, então não me deem toda a glória.

— Então essa é a sua magia vil meu amigo?

— Sim Channie.

— E quando você conseguiu terminar de desenvolvê-la Lino?

— Há poucos dias Jinnie, na verdade, eu achava que nem funcionaria.

— Mas funcionou! Vencemos!

Os três se abraçaram brevemente e o príncipe resolveu os tranquilizar.

— Não é só a morte que manipulo, vejam isso.

Ele os levou até uma das paredes do labirinto estendeu sua mão e disse.

“Vitam faciunt” — Tradução: se faça a vida.

E no mesmo instante muitas flores nasceram ali assim como borboletas começaram a voar por todos os lados.

— Impressionante mesmo.

— Estou maravilhado.

O príncipe Lee sorriu orgulhando-se de seu feito e os encarou.

— Vamos indo príncipes, nosso destino acaba de abrir um caminho para nós.

Quando os príncipes olharam um longo corredor havia mesmo se aberto e no final dele a princesa Kim Soo-min os esperava.

Ela estava tão linda que os três estremeceram ao encará-la.

— Vamos rapazes.

O príncipe bárbaro falou e eles os seguiram.

[...]

— Finalmente chegaram...

A princesa disse sem sair do lugar, mas com um enorme sorriso aos três.

Eles a encararam, por que ela permanecia onde estava? Era a dúvida que tinham.

— Acho que é chegada a hora. — O elfo falou em um tom doce.

— Teremos que decidir quem a levará? Teríamos que lutar por isso? Eu não quero lutar com vocês.

O bárbaro disse ficando um pouco carrancudo e seus amigos sorriram.

— Brigar ou não brigar, é uma questão que assola a todos os reinos, não é?

O sombrio falou enfim.

— Isso não é justo! Somos amigos.

— O Jinnie tem razão..., mas é o que esperam de nós, não é? Um vencedor...

O príncipe bárbaro falou injuriado.

— Temos que dar a eles o que esperam de nós, Channie?

O príncipe Lee perguntou querendo mesmo saber a resposta alheia.

— Faço o que quero Lino e não o que querem que eu faça.

Ele sorriu por já saber que seria essa sua resposta.

— Mas também não podemos ficar aqui para sempre, ou fugir, e eu acho que sem uma luta para decidir quem deveria sair com a Minnah, o melhor a se fazer seria considerar nosso caminho até aqui.

— E o que sugere então Jinnie?

— Não é óbvio Lino? Você sai daqui com ela e pronto.

— Exato.

O príncipe bárbaro falou acaloradamente e o príncipe élfico concordou sorrindo.

— Certo, posso dar a minha opinião?

— Por favor!

— Claro que pode!

— A sabedoria está em saber o peso de nossas posições e desde o início fomos sempre os três, lado a lado, nunca brigamos, nunca competimos de fato, e olhando para um futuro aquele que for levantado rei junto a nossa Minnah precisará saber que sempre poderá contar com os demais reinos.

Ele encarava seus amigos que pareciam gostar do rumo das coisas.

— Então o que sugere Lino?

— É príncipe Lino, o que faremos?

— Vamos mostrar aos reis e ao povo lá fora que não importa quem as luas escolherem, a partir de agora os quatro reinos caminharão lado a lado, mais juntos do que nunca e que nada é mais importante do que os laços que nós mesmos estabelecemos.

O príncipe bárbaro pula em seu amigo deixando um selar em seus lábios.

— A sabedoria é algo apaixonante mesmo, estou com você Lino, concordo que essa é a melhor saída de todas.

O Hyunjin sorria pelo selar trocado entre os príncipes, pensando que nada era mais impulsivo do que o príncipe Bang.

— E eu estou igualmente encantado e convencido de que não há sabedoria mais aplicável a nós do que essa, Lino.

Ele se aproximou e repetiu o gesto do Bang selando seus lábios aos do príncipe Lee.

— Confessem, vocês só queriam me beijar esse tempo todo. — O príncipe dos sombrios falou sorrindo largamente.

O Bang foi ao Hwang e o beijou também.

— E com isso selamos nossa união.

Os três gargalharam e ouviram a princesa gargalhar junto.

— Vamos levar nossa princesa de volta.

O príncipe élfico os uniu por um laço mágico que passava e se entrelaçava a eles por seus pulsos e os quatro pegaram o caminho que mostraria a todos quais foram suas reais decisões.

[...]

Quando chegaram a arena foram ovacionados de pé por cada pessoa ali presente, reis, rainhas, príncipe, os criados e o povo, assim como a fada e seu esquilo, todos os aplaudiram por minutos inteiros e foi aí que os príncipes notaram.

Nunca houve um labirinto de fato, não havia paredes e todos viram a olhos nus e ouviram nitidamente tudo o que acabara de acontecer.

Era apenas a magia da fada Lee que criou um ambiente em que seus olhos acreditassem.

— E eu declaro encerrada a última prova dos jogos onde a sabedoria dos príncipes foi posta à prova e todos os três mostraram que mesmo com as diferenças entre eles nada é mais sábio que uma verdadeira união.

O rei Kim falou nitidamente emocionado e o povo voltou a aplaudir.

— Os três nos mostraram que mesmo que estejam seguindo seus caminhos, sejam eles quais forem, os três sempre poderão contar uns com os outros quando houver adversidades e nada poderia deixar a nós vossos reis mais orgulhosos.

Os príncipes se olharam sorrindo orgulhosos de si mesmos e o rei voltou a falar.

— Quero dizer que todo esse momento que vivemos foi de grande honra para mim e eu como o rei dos homens digo que saio com valiosas lições daqui, peço as luas que façam o melhor, não só para nós, os povos que se beneficiarão disso, mas também e principalmente para esses jovens príncipes e minha princesa, e seja quem for o escolhido para ela eu lhes desejo todo o amor possível, como o casal que se formará, mas também entre esses sábios, fortes e focados amigos que estreitaram seus laços na adversidade de uma disputa e nos provaram que nem tudo precisa seguir o esperado, podendo assim deixar os novos rumos nos surpreender.

Os reis, as rainhas e o príncipe reverenciaram os quatro jovens que estavam muito emocionados com o desfecho dos jogos, e em seguida todo o povo também estava em reverência a eles.

Uma cena realmente linda de se ver.

— O Baile será em duas luas contando com a desta noite, e amanhã, os príncipes e a princesa passarão o dia juntos para comemorarem suas vitórias, e o príncipe Kim estará com eles. — O rei falou dando sinal a guarda de que se retiraria. — Nos veremos no jantar, e ao povo, se alegrem, pois, o que o futuro os reserva será grandioso não importa quem será o rei escolhido ao lado de minha filha.

Todos começaram a se retirar e a princesa abraçou a cada um dos príncipes deixando selares em suas bochechas.

— Estou muito orgulhosa de vocês três, meus verdadeiros amores!

[...]

Aquele dia todos saíram convictos de que nada poderia ter sido mais perfeito, e de que todos os três príncipes seriam excelentes para sua princesa Kim Soo-min.

E a sabedoria se mostrou a todos como algo tão importante quanto ter a extrema força e um alvo bem definido.

[...]

Em algum lugar fora do palácio.

— Então o Lee Minho realmente conseguiu controlar a magia vil...

— Sim, e com perfeição Jin-young e agora o que faremos?

— Vou matá-lo assim como matamos a insolente e atrevida da mãe dele, tal mãe, tal filho afinal — ele levou um gole de sua bebida a boca e rosnava de ódio. — Ele não poderá ser o escolhido das luas de jeito nenhum.

— Estou contigo, bruxo, os sombrios não podem voltar ao trono dos quatro reinos.

— Eles não irão, e isso eu te garanto.

[...]

No jardim do castelo.

— Aí... — o príncipe dos sombrios levou a mão ao peito chamando a atenção dos outros dois que se puseram preocupados.

— O que foi Lino?

— Você está bem?

— Estou sim príncipes, foi só uma pontada e um mau pressentimento.

— Tem certeza, meu irmão?

— Tenho sim Channie, vejam a Minnah está vindo.

Os dois príncipes olharam na direção dela e o Minho seguiu com uma sensação ruim em seu peito, mas tentou disfarçar, afinal eles iam estar juntos agora para comemorar.

— Trouxe vinho, cerveja, hidromel e destilado de arroz e o Seungmin está vindo com o Binnie trazendo carne assada.

— O rei permitiu mesmo isso, minha linda? Ou estamos indo contra as regras?

— Meu pai nos incentivou a isso Hwang acredite em mim.

O príncipe Kim vinha com o Changbin ao seu lado.

— Então vamos comemorar.

— Sim, Bang, vamos comemorar!

— Oi Binnie, que bom que está aqui. — O elfo foi até o chefe da guarda e pegou a enorme assadeira de suas mãos.

— Oi Jinnie, parabéns pela ação de hoje, você foi impecável.

Todos sorriram e se arrumaram bem no meio do jardim, e juntos passaram toda a noite em comemoração, apenas os seis.

O rito da lua está se aproximando e os príncipes decidiram que aproveitariam ao máximo que puderem antes desse dia chegar.

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Notas finais
Dessa vez vim bem na vibe: "Postei e saí correndo" rs. Não sei se conseguir deixar claro minha intenção com as três provas, mas eu adorei fazer esse arco da história. Agora vamos em frente, o rito das luas está batendo na porta já mas antes disso teremos o baile! Tenham um excelente final de domingo e que a semana de vocês seja incrível! Beijoka da Adnoka! ☽♛♕☾
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.