O raio e a morte não nos deram só um presente
1 Por que você tá me tratando assim, Astrid?
Notas iniciais
“... mas o troféu supremo é um dragão que ninguém nunca viu, chamam ele de: Fúria da Noite. Ele nunca rouba comida, nunca se revela, e nunca erra, ninguém jamais matou um Fúria da Noite, e é por isso que eu vou ser o primeiro.”
Acordei e olhei para o meu lado... E vi o Fúria da Noite, o meu Fúria da Noite... As vezes sonho em como Berk era antes, antes de eu ter feito o que os Vikings achavam ser a maior loucura do mundo...
Ah, eu morro em Berk, fica a 12 dias ao norte de desanimo e alguns graus ao sul de morrendo de frio, ela é enraizada no meridiano da tristeza. Minha aldeia. Em uma palavra: solida. Ela existe a 7 gerações mais todas as casas são novinhas em folhas, temos pesca, caça e um por do sol encantador... A 5 anos atrás nos tínhamos problemas muito sérios, os dragões, mas hoje em dia... Haha, eles são como nossos animais de estimação, mas para alguns, são mais que isso...
– Eae amigão. – Eu disse me levantando da cama. – Levaaaanta, Banguela. – Fui na direção dele e empurrei ele. – Nos temos um dia cheio de coisas para fazer. – Ele resmugou e me empurrou com o rabo. – A então é assim? – Me virei e fui em direção a porta. – Vou tomar meu café da manhã com a minha mãe, e depois sair um pouco... Pena que não vou poder voar pois meu dragão me abandonou. – E me virei para ele. – E nem o meu dragão vai poder voar. – Deu uma piscada e desci correndo.
Logo ouvi ele levantando rápido da sua cama e descendo as escadas correndo, com toda a certeza ele deve ter quebrado algumas coisas no meu quarto...
– Aaaaaah mudou de ideia não é, amigão? – Ele pulou em cima de mim e me jogou no chão. – Vamos logo...
– Bom dia, filho. – Minha mãe disse virando para mim.
– Oi mãe, o que tem para o café da manhã de hoje? – Disse sentando na mesa.
– Frutas e leite, depois vou pegar pão. – Ela disse sentando do outro lado da mesa.-
– Eba, eae banguela o que você vai querer? – Passeia mão na cabeça dele, ele fez um grunido, como se fosse um gato enorme ronronando.
Peguei umas frutas e dei para ele, normalmente ele prefere carne mas nessa hora da manhã não tem.
Depois de tomar meu café da manha, montei no Banguela fui procurar a Astrid, depois que eu virei o chefe da aldeia eu não aguentei taaaantas coisas a ter que fazer, Astrid ta me ajudando muito nisso. Depois de uns 15 minutos procurando a Astrid, pousei com o Banguela na costa da aldeia e fiquei olhando para o mar.
– Oi, Soluço. — Astrid apareceu atrás de mim cutucando um pouco acima da minha cintura.
– Ah! — Dei um pequeno pulo. — Você sabe que isso faz cosquinha, Astrid. — Ela estava com um brilho nos olhos... Como se tivesse alguma novidade para me contar. — Como você esta? — Perguntei vendo se ela iria começar a dar os seus pulinhos e me contar a novidade logo.
– Ah... Eu to bem e você? Algo para me contar...? — Ela disse ficando na ponta do pé
– Bom... Nada né. — Dei um sorriso meio torto e cocei atrás da cabeça. — E você tem algo pra me contar?
– Não... — Ela respondeu abaixando a cabeça.
– Tem certeza? — Me aproximei dela.
– Ham... Sim, tenho. — Ela se ajeitou voltando a sua postura normal de guerreira. — Temos que resolver alguns problemas.
– Que problemas? — Perguntei ainda incomodado porque ela tinha mudado de humor tao rápido. — Alguns moradores estão reclamando que suas comidas sumiram... — Ela disse montando em seu dragão.
– Então vamos lá resolver isso. — Subi em cima do banguela.
– É... Resolver isso. — Ela disse baixo, mas quando percebeu que eu ouvi apertou as redias e levantou voo.
Qual o problema dessa menina? Em uma hora ela esta bem e na outra não... Fui seguindo Astrid, ela me levou ate uma parte da aldeia a onde tinha algumas pessoas furiosas. "Quero meus peixes de volta.", "Todas as minhas frutas sumiram." Eram coisas assim que estava ouvindo enquanto chegava, quando pousei todos vieram em cima de mim. Todos gritavam querendo que eu fizesse algo, ai, isso vai me da ruma dor de cabeça do caramba. Olhei desesperados para Astrid, ela riu, mas logo se endireitou, encostou na parede de uma casa e ficou me olhando com aquela cara de “Se vira”.
– Ok gente, ok... Hum... – Olhei para todos os rostos ansiosos que estavam me olhando esperando por respostas. — O que exatamente esta acontecendo?
– Roubaram minha comida. – Alguém disse lá no fundo.
– A minha também. – Ouvi outra voz.
– Roubaram minhas roupas.
– Pera, o que? Achei que so tinham roubado comida. — Eu disse dando um passo para trás na tentativa de me afastar um pouco dos 50 vikins em cima de mim.
– Mas as minhas roupas sumiram, principalmente as coisas de couro.
– As minhas peças de couro também. – Uma viking gritou.
– O que esta acontecendo, Soluço? Queremos uma explicação.
– É nós queremos.
E assim toda a algazarra começou de novo.
– Ok gente, ok. O Soluço vai investigar o caso. – Astrid disse caminhando na minha direção. – E logo logo ele volta com as respostas. – Ela disse dando um tapinha no meu ombro. Todos continuaram parados olhando para nós. – Agora vão procurar algo para fazer enquanto nós, quer dizer, ele, vai resolver o problema. – Todos continuaram nos olhando. – VÃO AGORA!
Todos saíram na mesma hora, resmungando e se queixando sobre as coisas que foram roubadas. Se não fosse por ela, eu estaria até agora com eles me cercando querendo saber o que eu iria fazer.
– Obrigada Astrid, sem você... Uh, eu acho que eu já estaria morto. – Ri e cheguei um pouco mais perto dela. – Obrigada, por me ajudar em tudo.
– Não a de que. – Ela se virou e foi na direção do seu dragão.
– Mas o que? – Corri em direção a ela. – Ou, ou, Astrid, o que que ta acontecendo? Você ta toda estranha, distante, o que aconteceu? – Coloquei minha mão no braço dela. E ela puxou violentamente.
– Nada, Soluço, vai resolver seus problemas, os problemas da aldeia, eu vou treinar um pouco. – Ela ainda estava de costas pra mim, ajeitando a sela da Tempestade.
– Astrid. – Puxei ela pela cintura. – Eu estou falando serio, o que foi? Você ta quase me ignorando, ontem mesmo você estava deixando falarem que você é a senhora de Berk, e olha que normalmente você bate em quem fala isso... E hoje esta toda asquerosa.
– Mas eu não sou a senhora de Berk, sou? – Ela se virou para mim, vi que os olhos dela estavam começando a marejar. – Ai Soluço me deixa vai, vai resolver as suas coisas.
– Você, está, com, ciúmes... – Falei colocando a mão no queixo. – Mas é claro, eu tenho resolvido muitas coisas e não tenho te dado tanta atenção. – Puxei ela pela cintura. – Se você quer atenção so tem que falar. — Passei as costas da minha mão gentilmente sobre as bochechas dela.
Eu achei que ia ganhar um beijo, um abraço apertado... Até mesmo um beijinho na bochecha, mas não, ela me deu o maior empurrão possível.
– SAI DAQUI, SOLUÇO! AI QUE COISA, SEU FILHO DE TROLL, ME DEIXA EM PAZ! – Ela montou na Tempestade e saiu voando.
E para termina melhor ainda a minha conversa com ela, ela bateu no pescoço da Tempestade, por Odin... E lá vinha aquele ÚNICO espinho enorme que nunca erra o alvo em minha direção...
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