O raio e a morte não nos deram só um presente

2 Preciso de outra pessoa para me aconselhar sobre o amor.


Notas iniciais
Obrigada por todos os comentarios *U* Omg, to muuuuuuuuuuito feliz *U*

Sabe aquele momento em que a sua vida está por uma gota de água? É... É assim que ta agora, eu não sabia se eu gritava ou corria com aquele espinho gigante vindo na minha direção. O que eu fiz? Os dois.

Dei um pulo pro lado e senti o espinho rasgando a manda da minha blusa.

– Astrid, você tem algum problema, menina? – Perguntei me levantando e ajeitando a minha roupa. – Isso daqui machucou ok. – Ela parou a Tempestade e olhou para mim. – A muito obrigada pela atenção, se você continuar malcriada assim olha que eu paro de te dar beijinho, hein. – E dei uma piscada pra ela.

Pra que? To pedindo pra morrer... E la vem outro espinho. Me joguei atrás de uma pedra, essa foi por pouco.

Subi em cima do Banguela e fui em direção a minha casa, alguém tinha que me ajudar, e quem seria? A minha mãe, claro.

– Mãe? – Perguntei quando cheguei em casa.

– Oi filho, mas já voltou? Tão rápido.

– É... Eu tive alguns problemas, queria a sua ajuda.

– Claro, filho. – Ela passou a mão na cabeça do banguela e ele foi deitar perto dela. – Problemas com a aldeia não é? Ouvi muita algazarra.

– Esse é um dos meus menores problemas... – Sentei na cadeira. – Astrid quase me matou hoje.

– O que? – Ela quase engasgou com a água que bebia. – O que você fez dessa fez soluço?

– Eu não fiz nada, ela chegou me fazendo cosquinha hoje, ela parecia estar muito feliz, os olhos dela brilhavam, ai quando ela me perguntou se eu tinha algo a falar eu disse que não... Ai depois ela tentou me acerta com dois, DOOOOOOOIS espinhos do dragão dela, já viu o tamanho daquele espinho? – E claro, a minha mãe tava rindo da minha cara. – Eu não fiz nada para ela esta assim.

– Exatamente filho, talvez seja por isso, porque você não fez nada.

– MAS O QUE?

– Filho, tente entender o lado da Astrid.

– Entender o que? Essa menina muda de humor a cada 5 minutos.

– Ah filho, eu não posso fica te falando tudo, eu sei o porque ela esta assim, mas não posso te falar, você tem que começar a entender a Astrid. – Ela se levantou e colocou a mão no meu ombro.

– Cada vez que eu tento ela me joga no chão.

Minha mãe riu de mim.

– O que é isso no seu braço, filho?

– Foi o espinho da Tempestade, ué.

– E você não se desviou?

– Serio que ela ta perguntando isso? – Olhei para o Banguela que parecia esta rindo de mim. – Isso daqui foi o resultado de eu me desviando.

– Ai meu deus filho, vou tratar desse machucado. – Ela correu para pegar alguns curativos e se sentou do meu lado.

– Ai, assim dói, vai com calma... – Ela riu de mim. – Mas mãe, me ajuda com a Astrid, por favor.

– As mulheres são um pouco difíceis de entender, mas quando você entender não vai se arrepender, so pense um pouco. — Ela se levantou e foi para o seu quarto. – Boa sorte com a Astrid meu garotão.

– Do que raios ela estava falando? – Me virei e olhei para o banguela, ele deu aquele ronronado de um gato gigante. – Ah, vamos voar, talvez eu consiga pensar em algo. – Na mesma hora as suas orelhas levantaram, é, com toda a certeza ele queria voar.

O sol estava brilhando bem em cima da minha cabeça, e com a minha roupa de voo então, eu estava derretendo.

– Abaixa um pouco, amigo, vamos pra debaixo das nuvens, aqui em cima ta muito quente. – Ele abaixou o nariz e nos ficamos embaixo das nuvens. – Por que a Astrid ta assim? Eu fiz algo de errado hoje? – Pelo grunido dele me pareceu um não. – Então, eu fiz algo de errado ontem? – De novo um não. – Ah banguela, você tem que me ajudar... Minha mãe so me deixou mais confuso, mulher da muito trabalho, queria que o meu pai estivesse aqui. – Levantei minha mão e passei sobre a nuvem.

É, o meu pai... Deitei em cima do Banguela para descansar a mente, mentira, é que é mais confortavel. Já se passou 1 mês e eu ainda sinto uma falta tremenda dele, provavelmente ele iria falar para eu provar pra Astrid o quanto eu sou bravo, pois ela iria se impressionar... Ou não, meu pai parecia ser completamente sem jeito com as mulheres também, se duvidar ia falar que eu tenho que confiar em Odin e torce muito.

– Astrid, Astrid, ai, por que raios de Thor ela tem que fica assim? Parece até que me odeia, já não basta o problema de roubo das coisas na aldeia e agora eu tenho que me preocupar com ela. – Parece que o Banguela entendeu o recado, na mesma hora ele começou a se chacoalhar. – Ai meus Deuses, você tem razão Banguela, os roubos na aldeia, Astrid me fez esquecer completamente disso. – Bufei. – Vamos, vamos para a aldeia resolver logo isso.

Banguela escolheu as assas e deu aquele “sorriso” maroto dele, ta na hora de fazer o nosso mergulho, e como eu amo esse mergulho, não a nada melhor do que o barulho que um Fúria da Noite faz quando mergulha no ar, bem... Além do som da Astrid rindo, é claro. Ai de mim se ela me ouve falando que eu prefiro o Banguela mergulhando.

Notas finais
Então HEUEHUE Me digam algo. Xoxo